wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post “A inteligência artificial já pode predizer nosso futuro?” é o tema do Open Data Day Porto Alegre 2024 appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre. Foi fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.
Este ano, o tema do painel de abertura será “A inteligência artificial já pode predizer o nosso futuro?”. O encontro prevê ainda uma oficina sobre as funcionalidades e limitações do ChatGPT, ferramenta de IA que se tornou popular em vários setores. A organização do evento em Porto Alegre está a cargo de Taís Seibt, professora do curso de Jornalismo da Unisinos, e Juliana Coin, jornalista formada pela Universidade. As duas possuem ligação com a OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.
Para Taís, a inteligência artificial é um grande tema na atualidade, sendo, inclusive, uma das preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na legislação eleitoral para 2024, já que ainda não há uma regulamentação clara para o uso dessas ferramentas. “Nosso debate vai pautar como a segurança pública no Rio Grande do Sul já utiliza a IA, e a maioria dos cidadãos nem sabe disso”, adianta a professora. “Vamos falar também de como o marketing utiliza a inteligência de dados no direcionamento de campanhas, como as IAs podem ajudar a prevenir problemas de saúde e prever desastres. Vamos debater essas oportunidades e os riscos”.
Um grande atrativo do evento, segundo Taís, será a oficina de ChatGPT. Para ela, a ferramenta possui um grande potencial, mas que precisa ser bem utilizada pelos usuários. “Existem cursos no mercado, alguns de alto custo, sobre a ferramenta. Teremos a oportunidade de oferecer à comunidade acadêmica um workshop gratuito, que poderá instigar uma percepção mais crítica sobre o uso do GPT e ser um diferencial para os estudantes”, explica a professora.
O painel de abertura do Dia dos Dados Abertos Porto Alegre buscará explorar os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados, abrangendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação. Entre os palestrantes, estará presente Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Ele apresentará projetos de segurança pública no Estado que já incorporam a IA.
Também falará Dirceu Corrêa Jr., CEO da startup de tecnologia Postmetria, que trará exemplos de como a IA é aplicada na experiência do consumidor. Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordará questões éticas relacionadas às aplicações tecnológicas. O debate sobre saúde mental será abordado por Wesllei Heckler, doutorando em Computação Aplicada na Unisinos, que compartilhará sua pesquisa sobre o uso de IA na prevenção de suicídios. As pesquisadoras Juliana Scherer, professora de Medicina e Biomedicina na Unisinos, e Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, discutirão o impacto das mudanças climáticas na saúde mental, e como a IA pode antecipar esses efeitos.
Após o painel de abertura, Nelci Gomes Lima, consultora de dados, ministrará a oficina “Chat GPT: como utilizar a IA generativa para seus verdadeiros propósitos”, em que oferecerá dicas práticas sobre os melhores usos dessa ferramenta popular, mas muitas vezes mal-empregada ou subutilizada.

Antonio Padilha
Secretário-executivo do Programa RS Seguro, é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, mestre em Direito pela Unisinos. Delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa Transversal e Estruturante de Segurança Pública – RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs).
Dirceu Corrêa Jr.
Estrategista de Dados com experiência em Métricas de Big Data e Customer Experience (CX), é CEO da Postmetria – Plataforma de CX Monetization Analytics por Inteligência Artificial, com a métrica Spontaneous Net Promoter Score (sNPS). Empreendedor em TI desde 2009, é mestre em Administracion d’Entreprise pela Université de Poitiers (França) e em Gestão e Negócios pela Unisinos. Professor do PPG em Cultura Digital e Redes Sociais da Unisinos, também é speaker TEDx sobre Data Economy.
Juliana Scherer
Graduada em Biomedicina, com especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento, é professora nos cursos de graduação em Medicina e em Biomedicina da Unisinos e no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos. Pesquisa epidemiologia e análise de dados na área da saúde.
Mellanie Fontes-Dutra
Biomédica, mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado concluído em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em Virologia pela Feevale. É professora da Escola de Saúde da Unisinos, nos cursos de Medicina e Biomedicina, e coordenadora do curso de Biomedicina. Foi eleita uma das principais vozes da ciência no Twitter em 2020 e 2021, e recebeu o título de Cidadã de Porto Alegre pela Câmara dos Vereadores, em 2023.
Sofia Marshallowitz
Cientista de dados, mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. Eventualmente escreve artigos, ouve música da juventude dos teus pais e já se aventurou em diversas áreas de I.A, embora tenha adorado NLP.
Wesllei Heckler
Cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Feevale e mestrado em Computação Aplicada pela Unisinos. Atualmente, é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos com pesquisa sobre inteligência artificial na área de saúde mental.
Juliana Coin
Jornalista formada pela Unisinos, mestranda em Comunicação pela UFRGS com pesquisa sobre circulação e mediação de informação no TikTok, é embaixadora de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR). Integra o Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais – Midiars e o Núcleo de Estudos em Jornalismo de Dados e Computacional – DataJor. É redatora sênior na Eyxo.
Nelci Gomes Lima
Formada em Direito pela Ruy Barbosa e Mecânica Industrial pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), com pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis no IFBA e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA. É consultora de dados na ThoughtWorks e atuante em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação.
Evento: Dia dos Dados Abertos Porto Alegre
Quando: 9 de março, sábado
Horário: 9h às 13h
Onde: Unisinos Porto Alegre (Av. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)
Quem pode participar: qualquer pessoa interessada no tema
Valor: gratuito
Inscrição: clique aqui
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]]>The post Alunos de Jornalismo da Unisinos recebem prêmios por reportagens investigativas appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Os trabalhos premiados destacaram-se não apenas pela qualidade das produções e investigações, mas também pela profundidade com que abordaram questões de relevância social, política e, principalmente, de gênero. A cadeira de Jornalismo Investigativo está presente no currículo do curso há 12 anos e a Unisinos é uma das poucas universidades do país, a ter esta disciplina no currículo.
Anna Gabryela Magueta, Fernanda Romão, Paulo Albano e Sofia Gulart, foram premiados na terceira edição do Prêmio Themis de Jornalismo, promovido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A série de reportagens sobre violência obstétrica dividida em duas matérias, “Pelotas tem a primeira condenação por violência obstétrica do RS” e “Violência obstétrica com dano irreversível em Passo Fundo”, desenvolvidas no segundo semestre de 2023, na cadeira de Jornalismo Investigativo, ganharam o primeiro lugar na categoria “Universitária”.

Anna Gabryela, uma das premiadas, explica que a ideia da matéria surgiu a partir de um tema proposto pela colega Sofia Gulart. “Estávamos pensando em algo relacionado a procedimentos médicos, e a ideia do tema caiu quase como uma luva. Sabíamos que poderia ser um bom tema de reportagem”, relembra.
Por se tratar de uma temática delicada, o processo não foi fácil, tiveram muitas negativas e algumas alegrias. Os alunos tiveram alguns desafios, entre eles a dúvida de saber se estavam fazendo boas escolhas, além de trazer fontes com conhecimento e as falas das vítimas.
Elas entraram em contato com Conselhos (de Enfermagem), universidades e sites de pesquisa de dados. “Acredito que o processo para um assunto assim, demanda muito de nós, mas sempre vale à pena. E valeu.”
Para Paulo, um dos maiores desafios enfrentados foi, além de encontrar as vítimas, saber como tratar do assunto com elas, “por ser um homem entrevistando e querer fazê-las falarem, mas ao mesmo tempo sem ser indelicado e insensível. Ou seja, precisei ter um cuidado maior na hora de formular as perguntas.”

Ele também ressalta a importância do apoio da professora Luciana e a relevância dela para o trabalho jornalístico. “Fiz questão de agradecê-la no meu discurso durante a premiação, pois o trabalho não sairia sem o direcionamento dela”, comenta ele.
O trabalho minucioso se transformou em uma reportagem com histórias impactantes, trazendo à tona questões cruciais sobre os direitos das mulheres e as falhas do sistema de saúde.
“Nosso pensamento, creio que em muitos momentos foi ‘será que vai dar certo?’ e ao passar do tempo, do avanço do nosso trabalho era visível a importância dessa matéria ser proposta, estudada, escrita e publicada. É um tema fundamental para conhecimento de todos”, finaliza Anna.
As alunas Amanda Bormida, Eduarda Ferreira, Giulia Godoy, Paola De Bettio e Yasmim Borges, de Jornalismo Investigativo, também tiveram seu trabalho premiado. Elas ganharam o primeiro lugar da 10ª edição do Prêmio Adpergs de Jornalismo e o terceiro lugar do 5º Prêmio Mosca, ambos na categoria “Universitária”, com a reportagem “A mulher encarcerada é condenada duas vezes, pela justiça e ao abandono”.

Eduarda Ferreira e Paola De Bettio compartilharam suas experiências, ressaltando os desafios enfrentados na busca por informações, a complexidade de temas delicados e a importância de contar histórias que humanizem as questões investigadas.
Paola De Bettio, uma das integrantes do grupo composto inteiramente por mulheres, ressaltou a busca por pautas alinhadas às suas convicções, mencionando a orientação da professora Luciana Kraemer para investigar o número de visitas íntimas em um presídio feminino. “Ela sugeriu uma matéria que investigasse o número de visitas íntimas em um presídio feminino, nós adoramos o tema e foi aí que nossa pauta começou a surgir”, relata Paola.
Iniciaram a pesquisa reunindo dados e contatos de instituições que poderiam auxiliar, mas logo enfrentaram obstáculos: descobriram a inexistência de dados oficiais sobre o tema, a dificuldade em obter informações precisas e a lentidão de algumas fontes em responder.

Segundo Eduarda lidar com informações antigas e incompletas as levou a buscar informações atualizadas por meio de pedidos de Lei de Acesso à Informação à SUSEPE, destacando a necessidade de dados precisos para embasar reportagens investigativas.
“Encontramos muitos dados antigos e incompletos, então tivemos que entrar com um pedido de lei de acesso à informação da SUSEPE, pois queríamos estes dados referentes ao presidio de Guaíba.”
Paola também destacou a complexidade logística também enfrentada pela equipe ao organizar uma visita à Penitenciária de Guaíba, destacando a dificuldade de locomoção até o local. “Achávamos que só dados e interesse não bastariam; precisávamos de histórias que humanizassem o que queríamos contar e mostrar”, pontua Paola, enfatizando a importância das visitas ao presídio no desenvolvimento do conteúdo da reportagem.
Para o grupo, o fato de serem premiadas provou que elas conseguiram atingir o seu principal objetivo: escrever uma boa reportagem com informações e dados relevantes, e principalmente, chamar a atenção para este assunto.
“Nós nos inscrevemos nos prêmios para fazer com que a nossa reportagem fosse lida pelo maior número de pessoas possíveis, para que assim mais gente conheça essa realidade”, ressaltou Eduarda, destacando a importância dos prêmios como meio de difundir as realidades investigadas para um público mais amplo.
O reconhecimento dessas reportagens por premiações relevantes reforça a importância do jornalismo investigativo e amplia a visibilidade de questões muitas vezes marginalizadas. Os prêmios não apenas destacam o talento desses alunos, mas também incentivam a produção de reportagens que humanizam e trazem à tona realidades complexas.
A professora Luciana Kraemer ressaltou a importância do jornalismo investigativo para amplificar vozes e abordar questões que frequentemente são negligenciadas pela mídia tradicional. Ela enfatizou o compromisso da disciplina em não apenas ensinar técnicas de apuração, mas também em encorajar os alunos a irem a campo, confrontar questões invisibilizadas e trazer à luz problemas sociais relevantes. “A gente trabalha com essa perspectiva de apuração que envolve dados e ética, mas também envolve muito trabalho de campo.”

A coordenadora do curso, Débora Lapa Gadret, compartilhou sua alegria com o reconhecimento das reportagens, destacando a qualidade do trabalho dos graduandos e a orientação precisa da professora Luciana Kraemer. Ela ainda cita a parceria com o Jornal ExtraClasse, que qualifica o processo e amplia o impacto das reportagens.
Debora também comenta sobre as duas reportagens tratarem de questões de gênero e das violências sofridas pelas mulheres na sociedade brasileira. “Isso mostra o olhar humanizado dos alunos de jornalismo da Unisinos sobre as questões contemporâneas, que são estruturais”, finaliza.
Esses prêmios não apenas reconhecem o esforço e a dedicação dos alunos, mas também fortalecem a posição do jornalismo como um pilar essencial na sociedade. As reportagens premiadas não só demonstram a habilidade acadêmica dos estudantes, mas também ilustram o impacto significativo que o jornalismo bem fundamentado pode ter na conscientização de mudanças sociais.
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]]>The post Uma noite de homenagem à Sergio Endler appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na última segunda-feira, 04 de dezembro, o Espaço Luís Fernando Veríssimo, localizado no campus Porto Alegre, recebeu o professor Sergio Endler, acompanhado de amigos, colegas, alunos e familiares, para uma homenagem pela sua jubilação após 37 anos de Unisinos. O professor chegou a ocupar o cargo de vice-diretor do Centro de Ciências da Comunicação, e foi quem idealizou e implementou a primeira agência de comunicação da universidade, a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom).

Quem tomou à frente das festividades foram o ex-coordenador do curso de jornalismo Micael Behs e a atual coordenadora Débora Gadret. Eles destacaram, com um misto de respeito e admiração, que este foi um evento singelo perto da grandiosidade do professor, mas que possuiu um enorme simbolismo. Micael Behs fez um paralelo com o mundo do esporte, com o qual o professor sempre se identificou:
“Um jogador que para de jogar acaba se tornando um ex-jogador, mas um professor nunca será um ex-professor, porque as marcas que o dom de ensinar carrega acompanham esse profissional para sempre.”

Na sequência, o funcionário da Agexcom, Marcelo Garcia, o Marcelinho, alcançou a Endler um pen-drive. Um presente inusitado e fisicamente pequeno, mas que carregava um significado e valor enorme. O dispositivo continha o Mesacast idealizado e gravado pela Agexcom com figuras importantes da trajetória do Sergio na universidade, incluindo até mesmo seu filho, Guilherme Endler, que se formou em jornalismo e foi aluno do pai. Eles compartilharam histórias inspiradoras, divertidas e orgulhosas sobre a contribuição do professor em suas vidas.
Além dos coordenadores e da Agexcom, também houve espaço para os alunos de Endler manifestarem suas histórias com ele. O professor se emocionou ao receber a homenagem de Maria Carolina de Souza e Dener Pedro, que representaram os acadêmicos do curso que tanto aprenderam com Endler.
Além dos discursos carinhosos, entregaram uma camiseta autografada do time do coração de Endler, o Internacional. “Me senti muito honrada em poder participar desse momento tão importante na vida dele”, comenta Maria Carolina.

Durante o discurso, eles expressaram o quão difícil era estar ali representando todos os alunos.
“O Sergio marcou a vida das pessoas de formas diferentes e poder representar todas elas hoje foi muita responsabilidade, mas também foi um grande orgulho poder falar de um professor que marcou tanto a minha vida” revela Dener.
Falando um pouco sobre o convívio com o Endler em sala de aula, eles destacam a maneira como ele ensina o que é fazer jornalismo para os alunos, principalmente através das histórias que conta e das conversas pessoais.
“Isso faz com que o aluno tenha uma paixão pelo jornalismo que vai além do ensinado”, completa Dener.
Além disso, os egressos Leonardo Oberherr e Renan Neves também relembraram alguns momentos marcantes que tiveram com o professor. Entre eles, o dia da formatura de Leonardo, onde ele convenceu a sua turma a escolher Endler como paraninfo, em 2022.

Renan Neves, que atualmente trabalha na Rádio ABC em Novo Hamburgo, comentou sobre o quão Sergio Endler é um nome importante para o curso de Jornalismo.
“Acima de qualquer coisa ele representou uma geração toda de jornalismo que sonhava em trabalhar em rádio, ele alimentou muito isso.”
Já Leonardo Oberherr, narrador da Rádio Pachola, afirma que “é uma responsabilidade grande, afinal são alunos ao longo de 37 anos, ele já dava aula antes de eu nascer, então poder representar todo mundo é uma grande honra, poder transmitir as emoções de tanta gente que ele ajudou a mudar as vidas. Mudou a minha.”
Cristiane Rodrigues, funcionária da Agexcom e responsável pela organização do evento, contou para o Mescla um pouco dos bastidores. A homenagem começou a ser idealizada no início de 2023, mas precisou ser arquivada até o começo desde semestre.
“Tivemos que pensá-lo (o evento) duas vezes, uma no final do primeiro semestre e depois tivemos que repensá-lo para o segundo semestre.”
Segundo ela o evento foi trabalhoso, pois nem toda equipe da Agexcom conhecia o professor e precisou ser feita uma grande pesquisa e levantamento das histórias e referências. Cris ressalta que, nos bastidores, foi pensado e organizado algo que, além de bonito, fosse legal para os convidados e, principalmente para o homenageado.
“Pensamos em um evento onde ele curtisse o momento e pudesse se ver em tudo naquilo.”
Em seu discurso a todos, Endler diz que pensou e ensaiou muito o que dizer, mas esqueceu tudo. Agradeceu rapidamente a todos os presentes e recebeu a homenagem de braços abertos e com muita felicidade.
Ao Mescla, o estimado professor compartilhou seus sentimentos na noite:
“Adorei a festa, adorei ver tantas pessoas. Foi excepcional porque, primeiro que é difícil tu se despedir do lugar em que tu está desde 1987. A primeira emoção é essa ansiedade de se despedir, mas por outro lado há uma esperança de ‘qual é essa nova onda que vai vir?’”
Ele diz que agora é o momento de se despedir e dar tchau para várias coisas, mas se sente, ao mesmo tempo, livre para “pintar e bordar aquilo que a minha cabeça atingir e as chances que foram dadas, isso é muito importante.”

“Chegadas e partidas acontecem toda hora, mas a gente às vezes não tem tempo de celebrar esses momentos, então precisamos de uma grande síntese, um grande momento igual hoje, em que a gente pensa, olha as fotos, olha os amigos de diversas épocas da vida ali, as alunas e os alunos, agradece, respira e toca fita.”
O desejo do professor para o futuro é que “todos fiquem firmes, fortes e livres”, e levem sempre sua gratidão pelas experiências passadas, desde os colegas e alunos mais antigos, antes os mais recentes.
Com certeza, o principal sentimento que fica para a comunidade acadêmica é de orgulho. Obrigado, Sergio!
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]]>The post Enfoque Porto Alegre ganha sua 1° edição na Lomba do Pinheiro appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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A visita à Lomba do Pinheiro se revelou uma experiência única e transformadora para os estudantes de jornalismo, que tiveram a oportunidade de explorar essa comunidade rica em histórias. Através do projeto de aula, eles não apenas descobriram o extraordinário no cotidiano das pessoas, mas também valorizaram o jornalismo comunitário e cidadão.
Laura Santiago, aluna de Jornalismo Cidadão, descreve a visita como uma oportunidade de se desprender do “valor notícia” da grande mídia e enxergar o extraordinário no que é genuinamente ordinário.
“Matérias feitas na periferia falam das diferentes camadas de vulnerabilidade daquele lugar, e nós como estudantes de Jornalismo sabemos bem o quanto a nossa visão e o que transmitimos, têm influência sobre o olhar de outras pessoas sobre o assunto.”
Laura enfatiza a importância do jornalismo cidadão, que busca “dar voz” às comunidades e valorizar suas histórias. “É importante destacar que não se trata de deixar de noticiar essa realidade, afinal isso iria contra a essência do próprio jornalismo. Porém é saber dar espaço justamente para esse jornalismo cidadão”, finaliza.

Para sua colega Alana Schneider, esses momentos são de grande aprendizado e uma oportunidade ímpar para que as pessoas possam explorar e ocupar os lugares de Porto Alegre.
Alana ressalta a importância de conhecer e se apropriar da cidade, especialmente para ela que é natural de Santa Catarina. Mas principalmente sobre fazer isto com olhos de jornalista, para não se restringir ao relato ou as descrições de outras pessoas sobre o que elas pensam e vivem nesses espaços.
“É essencial para nós, jornalistas, enxergarmos e escutarmos quem realmente mora nesses locais e tem propriedade para dizer como as coisas funcionam”. E ela ainda completa: “A Alana sempre volto para casa muito melhor do que ela sai.”

Já para Laura Driemeier, aluna da disciplina de Fotojornalismo, visitar a Lomba do Pinheiro foi uma experiência muito especial. Não só pela oportunidade de escrever e ver publicada sua primeira matéria como estudante de jornalismo, mas também por se encantar com este o bairro onde existem muitas histórias que merecem ser contadas. “Mesmo sendo aluna da cadeira de Fotojornalismo, tive a chance de escrever uma reportagem, assim como alguns outros colegas meus.”
Juntamente com a turma de Jornalismo Cidadão e seus colegas de Fotojornalismo, ela pode conhecer um pouco mais da comunidade da Lomba e dos seus habitantes, registrando tudo aquilo que faz o bairro ser único.
“Participar de todo o processo da produção do Enfoque, desde a visita à Lomba do Pinheiro e escrever uma reportagem, até à edição e montagem do jornal, foi uma experiência pela qual serei sempre grata.”

A professora Beatriz Sallet elogiou a parceria entre as turmas de Fotojornalismo e Jornalismo Cidadão. A primeira edição do projeto ocorreu em uma manhã chuvosa, destacando o compromisso dos alunos com o jornalismo, independentemente das condições climáticas.
“A gente sempre fala para os alunos que jornalismo não tem dia e não tem hora, principalmente em função das fotos”, mas independente do clima ela ressalta que foi uma manhã muito bem aproveitada. A equipe se dividiu para cobrir diversas pautas, buscando proporcionar uma visão abrangente da Lomba do Pinheiro, com auxílio da professora e monitores da disciplina.
Beatriz ainda ressalta o comprometimento dos alunos, com divisões em três grupos para melhor cobrir a extensa comunidade da Lomba do Pinheiro, que conta com mais de 60 mil habitantes.
“A Lomba é uma comunidade extensa e que precisa de visibilidade, pois tem projetos sociais e comunitários incríveis e de relevância para o pertencimento e cidadania para aquela população.”
A professora Luciana Kraemer destacou a importância do Jornal Enfoque para as comunidades periféricas, ressaltando como ele dá visibilidade a estas comunidades que muitas vezes são negligenciadas pela mídia tradicional. “Poder estar fazendo mais um exemplar do Jornal Enfoque e em um lugar novo foi muito gratificante”, completa a professora.
O jornal teve a colaboração dos Freis Franciscanos, que atuam há mais de 30 anos na Lomba do Pinheiro com o CPCA – Centro da Criança e do Adolescente, promovendo projetos sociais e fortalecendo a comunidade.
“Nós contamos com o conhecimento deles para nos indicar pessoas e para falar do próprio projeto que envolve a juventude da Lomba do Pinheiro”, explica. A professora enfatizou que na segunda edição do Jornal Enfoque eles irão se centrar mais no trabalho com os jovens da comunidade.
A professora comentou a paixão e o orgulho que os moradores sentem por fazer parte da Lomba do Pinheiro, revelando histórias de pertencimento e de comunidade que são frequentemente desconhecidas. “Isto foi muito bonito para mim, mas percebo que também foi bonito para os alunos que puderam estar em contato com esses depoimentos e essas histórias.”

Para finalizar, Luciana ressalta a importância da diagramação e finalização da edição, feira pelo jornalista Marcelo Garcia, funcionário da Agência Experimental de Comunicação da Unisinos. “Foi feita uma finalização muito legal nesse neste trabalho que envolve estes alunos todos. Uma equipe muito apaixonada pela história da Lomba e agora a gente pode ver na edição que já está disponível para todo o mundo.”
Confira a primeira edição completa do Jornal Enfoque agora mesmo!
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]]>The post Ana Flor, da Globo News, fala do trabalho no jornalismo político com estudantes da Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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As cadeiras colocadas no Auditório da Biblioteca da Unisinos Campus São Leopoldo, no andar térreo, estavam lotadas por estudantes de Jornalismo para receber Ana Flor, jornalista da Globo News e egressa da Unisinos. Na noite desta quinta-feira, 9, a profissional esteve na universidade para recordar seus momentos como aluna após 25 anos de formação.
A coordenadora do curso de Jornalismo, Débora Gadret, abriu a noite introduzindo a entrevistada aos estudantes. Em seguida, Ana iniciou sua fala comentando sobre as dúvidas que rondavam sua vida quando ainda era graduanda. “Comecei aqui sem ter muita certeza do que realmente era o curso de Jornalismo, gostava de escrever, pensava em ser professora acadêmica”, recordou.
O evento, intitulado “Como cobrir o poder no Brasil”, foi mediado pelos alunos de jornalismo Gabriel Reis e Lucas Kominkiewicz. “É uma das primeiras vezes na vida que eu apresento algo assim, ainda mais com uma convidada tão significativa. Mas, uma vez que eu sentei na poltrona, fluiu de vez”, detalhou Gabriel. O encontro contou com dois blocos de perguntas: um direcionado pelos apresentadores e outro aberto ao público. “A convidada é super receptiva, facilitou demais a condução do evento”, disse Lucas.

A primeira abordagem de Ana foi sobre o início da carreira, na qual ela traçou os locais onde adquiriu experiências e, principalmente, redescobriu funções em cada um deles. “Fui pra rádio Unisinos e pensei: agora eu sei o que eu quero. Depois fui para o Jornal NH e pensei o mesmo de antes. A gente vai mudando e descobrindo o que queremos fazer no jornalismo. Tudo é uma construção de uma carreira”, pontuou.
Para os alunos que estavam presentes e buscavam aquela dica valiosa de quem está iniciando a carreira, a jornalista foi clara quando disse que não existe um único caminho: “A minha trajetória é cheia de voltas na profissão”. Como maior conselho, Ana frisou a importância de criar uma rede contatos desde cedo. “Na universidade, a gente começa a fazer contatos dentro da profissão. Isso é essencial. Não dá pra sairmos da universidade e só depois começarmos a vivenciar o jornalismo”, completou.
Outro ponto a ser destacado é a exposição que o trabalho na frente das câmeras naturalmente traz à jornalista. “A televisão me tornou uma pessoa em evidência por mais que eu tenha tentado me manter mais privada. O lado bom é que muitas fontes conhecem você mesmo antes de procurá-las”, colocou. Além disso, ela comentou sobre o repórter ter a liberdade de demonstrar emoções ao vivo. “Não podemos ser uma pedra de gelo na frente da televisão. O jornalista não pode ser notícia, mas também não podemos esconder esse senso de humanidade”, completou.
A convidada foi bastante questionada sobre as questões de gênero envolvendo a profissão. “A violência de gênero na política é muito preocupante. A gente teve um presidente que sempre quando questionado por uma mulher, era muito duro”, lembrou. Porém, a situação não se restringe ao Brasil. “Acho que jornalistas em geral têm sido muito mais atacadas no mundo inteiro”, observou.

Seguindo no tema do jornalismo na política, Ana destacou a importância de checar todas as novidades que chegam. “Toda fonte que procura você tem um interesse. Se a fonte vai te passar um informação, ela tem interesse que saia”, salientou. Segundo a entrevistada, a política é o espelho da vida em sociedade. “São pessoas com interesses que representam grupos. Todo mundo que está lá foi eleito, tem legitimidade para estar ali. Política é essencial, e dá audiência”, garantiu.
Mas, para que Ana Flor esteja na Globo News, escreva um blog no G1 e, de vez em quando, entre ao vivo na Rede Globo, não é simples. “Eu leio no mínimo quatro jornais por dia, preciso saber se estou dando a notícia nova ou velha”, explicou. Ela também recomendou procurar matérias com o intuito de ver o que outros especialistas pensam dos assuntos. “Temos que ler outras opiniões para ampliar o modo como vemos os assuntos”, completou.

O professor Sérgio Endler, que lecionou aulas para Ana Flor na década de 1990, foi o responsável por fazer o agradecimento final em nome da Unisinos. “É uma alegria imensa estar aqui, muitas experiências e lembranças foram vividas. Você tem uma carreira brilhante, espero que em 25 anos a gente possa se reencontrar outra vez aqui”, brincou.
“Eu sou acostumada a fazer perguntas, não a responder. É uma responsabilidade mandar uma mensagem para quem está começando a carreira. Me senti como alguém que passou por uma sabatina de duas horas, estou feliz e aliviada. Foi ótimo”, avaliou Ana Flor, ao final das conversas. Ela acredita que conseguiu deixar a mensagem essencial sobre o curso. “Jornalismo não é apenas glamour, tem uma base sólida que a gente aprende na faculdade. A técnica e a ética devem ser seguidas por todos”, finalizou.
Confira também, abaixo, um bate papo que o Portal Mescla realizou com a jornalista.
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]]>The post 4ª Maratona de Dados Unisinos explora dados do STF na plataforma Corte Aberta appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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O campus de Porto Alegre da Unisinos recebeu a quarta edição da Maratona de Dados Unisinos no último sábado (21/10). Desta vez, os participantes exploraram dados sobre ações e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir da plataforma Corte Aberta.
O evento foi promovido em parceria com os cursos de Jornalismo e Direito, dentro do Programa de Combate à Desinformação do STF, do qual a Unisinos é uma das universidades parceiras. Na primeira parte da programação, Pâmella Sada Dias Edokawa, assessora-chefe de Apoio à Jurisdição do STF, apresentou a plataforma, juntamente com Euler Alencar, assessor do Gabinete da Secretaria-Geral da Presidência do STF.
Após conhecerem as funcionalidades e as informações disponíveis, os participantes partiram para o teste prático, buscando responder perguntas sobre ações e decisões do tribunal, com ajuda de mentores, como o professor Vinícius Souza, coordenador das graduações em Banco de Dados, Gestão de Tecnologia da Informação, Sistemas de Informação e Sistemas para a Internet da Unisinos; a cientista de dados Nelci Lima; os jornalistas de dados Pedro Nakamura e Juliana Coin; e o auditor público do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul Renato Lauris. Os participantes online tiveram apoio da professora Clarissa Tassinari, do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unisinos, além de intervenções dos demais especialistas ao longo da consulta.

No final do evento, os participantes compartilharam suas experiências, promovendo insights e feedbacks para a equipe do STF aprimorar ainda mais a plataforma, que teve uma avaliação muito positiva de modo geral. O tempo de decisão de processos, os principais demandantes ao STF, o histórico de produtividade de cada ministro e outras consultas temáticas sobre ações na área de saúde foram algumas das buscas realizadas durante o evento. Os profissionais do STF acolheram as sugestões dos participantes e se comprometeram a fazer um relatório consolidando os resultados da atividade.
A colaboração com os órgãos públicos que disponibilizam dados para tornar as informações mais inteligíveis para os usuários é um dos principais objetivos da Maratona de Dados. O evento, idealizado pela Afonte Jornalismo de Dados em 2019, vem se consolidando como espaço de interação com o poder público e sensibilização para a comunidade no uso das ferramentas de transparência pública. Já foram realizadas edições em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) de Porto Alegre e com a Secretaria de Transparência e Controladoria de Porto Alegre.

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Acompanhar de perto e ao vivo uma tragédia que já vimos muito pela televisão me trouxe sensações que não pensei que o jornalismo me proporcionaria tão cedo. Ver o barro, sentir o cheiro forte exalado dele e presenciar a destruição em Arroio do Meio, sabendo ainda que essa não foi a cidade mais atingida, me causa desolação e tristeza. No caso de várias famílias, tudo o que elas tinham virou lixo. Ao chegar lá, percebi mesmo que a enchente não fez distinção entre pessoas com mais ou menos dinheiro. Uma certa sensação de impotência se instalou logo ao chegar na cidade, o que foi mudando ao longo do dia, visualizando a verdadeira força de trabalho que se instaurou no território, com o esforço de dezenas de pessoas para melhorar a situação dentro do possível.

Mas não quero que o foco desse texto seja a tragédia em si, e sim a onda de solidariedade que ela trouxe para os que precisam. Os esforços começaram assim que a água começou a baixar. A cidade inteira está servindo de abrigo para pessoas e para doações, numa força-tarefa que não para. Os principais pontos de apoio são o salão da Paróquia Perpétuo Socorro, o ginásio do Colégio Bom Jesus, o Clube Esportivo de Arroio do Meio e o Seminário Sagrado Coração de Jesus, que receberam doações de todos os tipos, como comida, roupas, materiais de limpeza, higiene pessoal e brinquedos.

No dia que estivemos no salão paroquial, voluntários, como a estudante de Fisioterapia Nicole Meneghini, e vítimas buscando doações, se misturavam. A jovem de 23 anos conta que o avô teve a casa atingida, mas está bem. Ela está atuando com as colegas no trabalho de apoio, já que conseguiram liberação dos estágios. “Quase todos os pacientes que a gente atendia tiveram a casa levada, literalmente, pela água.” Elas estão acompanhadas pela professora Lydia Koetz Jaeger, 39 anos. Todas vêm da Univates, Universidade do Vale do Taquari, que tem sede em Lajeado.

O Seminário Sagrado Coração de Jesus já há tempo não funciona mais com o intuito de formação de futuros padres, mas ainda tem uma função dentro da igreja: promover cursos e retiros, principalmente para a capacitação de ministros (que fornecem orientação espiritual para a comunidade).
Com a tragédia, essa função se transformou, e hoje o local está focado na alimentação das pessoas atingidas pela enchente na cidade. Heitor e Margarete Schmidt, coordenadores do antigo seminário, conversaram comigo. Eles contaram que trabalham todos os dias, incluindo finais de semana, das 8h30 até às 18h. Na verdade, o pessoal da cozinha começa às 5h para dar conta da quantidade de marmitas. No começo, segundo o casal, havia uma certa desorganização. Mas ao longo dos dias, tudo foi se ajeitando: “Se tem uma coordenação, a coisa flui”, é a opinião de Margarete.

A cozinha do Seminário é utilizada por voluntários que vieram de diversos lugares do país para a confecção de marmitas. As salas do primeiro andar serviam para a confecção de cestas básicas e armazenamento de doações. Margarete explicou que várias empresas acabaram fazendo doações de larga escala e cedendo funcionários para ajudar – a BRF, que tem vários ex-funcionários aposentados cujas casas foram atingidas na cidade, por exemplo, chegou a enviar 15 colaboradores em apenas um dia.

No decorrer da primeira semana pós-tragédia, uma figura importante na cozinha foi a professora de Gastronomia da Unisinos Franciele Reche. Em um depoimento emocionado, junto da aluna de Nutrição Karine Gräbin, ela compartilhou o sentimento de fazer parte deste momento tão delicado, afirmando que é muito difícil de falar sobre a experiência.
“No mínimo, transformador. O tempo passa muito rápido, é diferente aqui”, diz Karine, ao mesmo tempo que Fran complementa: “É um misto de emoções. Uma hora a gente está triste, depois feliz, depois desesperada. Mas acho que o que permanece sempre é a esperança”. As duas ficaram hospedadas no mesmo local que as vítimas, no segundo andar do Seminário, que serviu naquela semana para alojamento de desabrigados e voluntários vindos de outras cidades. Elas e outros professores e alunos da Unisinos dormiram lá desde o começo das operações, na terça-feira (12 de setembro) até a sexta-feira (15).

Professora e aluna destacam a importância do padre Alfonso Antoni, pároco da paróquia principal da cidade, que não mediu esforços para que tudo desse certo. “Ele não para um segundo, está sempre de carro viajando entre as cidades para buscar mantimentos”, concordaram Franciele e Karine. Por isso, foi impossível fazer uma entrevista com ele, naquele dia. Mas o programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida, conseguiu. O repórter Raphael Gomes foi até onde eu estive para conversar pessoalmente com o padre, em campo, exatamente onde tudo estava acontecendo. Para conferir as histórias e conhecer um pouco do Seminário em um vídeo de Reels, você pode clicar aqui.

Uma das poucas coisas que o padre conseguiu compartilhar comigo foi mostrar, no local onde era o salão de festas da igreja, o “barco da esperança”, objeto cedido por uma fiel que fez uma promessa e pagou na forma da doação. A embarcação ficou intacta mesmo com toda a destruição da estrutura em volta.

Karine conta que teve que improvisar e abrir mão do ideal saudável, em prol da refeição possível. “Um dia, o cardápio possível a ser feito era composto por massa com salsicha. Quem recomenda comer isso numa aula de Nutrição? Ninguém. Nesse momento, temos que trabalhar com o que se tem. E isso alimenta, sim, quem está com fome”, afirmou.
Junto da professora de Gastronomia, Franciele, uma conterrânea ajudou a coordenar as atividades. A moradora Cátia Schnorr, culinarista e youtuber com anos de experiência, não teve grandes danos materiais, diferentemente do filho, que teve a casa muito atingida. Segundo ela, o foco inicial foi na limpeza das casas.
“Nós ficamos sem água. Eu pegava da piscina pra limpar a roupa. Quando vi que estavam precisando de voluntários, me ofereci pelo Instagram e vim para cá”, disse. A chefe de cozinha se preocupa com a queda de mão de obra ao longo do tempo e dá o recado à comunidade: “Quem quiser vir, tem que vir! Porque semana que vem a força continua”.
As pessoas saíram de suas rotinas. No Seminário, por exemplo, os horários são definidos e seguidos à risca. Mas uma atividade que Arlindo Eduardo Kronbauer, de 88 anos, não abre mão, é a de assistir às novelas das 18h e das 21h na TV. Tendo perdido a esposa há 2 anos, ele morava com a filha na casa que foi tomada pela água. O Seminário possui uma sala cheia de móveis que serão doados. Em meio à bagunça, existe uma televisão que sintoniza os principais canais nacionais.

“Eu gosto de vir no final da tarde para pegar a novela das 18h, aproveito para ver o jornal e, depois, a Terra e Paixão, que eu gosto também.” Arlindo faz questão de me mostrar a chave do carro, que foi salva da enchente, e dizer que, mesmo com a idade, ainda é muito ativo. Ele sai da entrevista correndo para outro compromisso.

Outro relato de Karine e Franciele é de uma professora aposentada que chegou apressada no Seminário, pedindo desculpas pelo atraso no horário. “Nós perguntamos: ‘Tu trabalhas aqui?’ E ela respondeu: ‘Sim, limpando minha casa que está tomada por barro’”.
É preciso destacar também a força de Natália Schwarzer, que está atuando na coordenação geral das atividades do Seminário. Natural também de Arroio do Meio, ela está executando atividades administrativas de diversos tipos, algumas até mesmo de assistência social, apesar de atuar profissionalmente como cabeleireira. “Eu apenas tenho esse perfil”, diz Natália.

“Conhecemos pessoas que nunca conheceríamos em outras circunstâncias. Tipo os bombeiros do Paraná, ou de Minas Gerais, que inclusive atuaram em Brumadinho. Queremos fazer um encontro só dos voluntários. Vamos sentir muitas saudades. Nos apegamos muito, parece que foi um mês e não uma semana”, afirmaram Karine, Franciele e Natália juntas, em meio às lagrimas, pois estava na hora das voluntárias de São Leopoldo retornarem às suas casas. O desejo de fazer o reencontro é para quando a cidade estiver reconstruída.

E o desejo deste estudante de Jornalismo é que tudo o que é material se recupere, o rio Taquari permaneça onde está, e as pessoas continuem com o mesmo espírito de solidariedade e coletividade depois que tudo passar.

Por causa da tragédia do Vale do Taquari, tive a oportunidade de embarcar em uma jornada profissional e pessoal que jamais esquecerei. Como jornalista, sempre acreditei no poder das palavras para contar histórias que fazem a diferença, mas nada poderia ter me preparado para a experiência de cobrir a tragédia que assolou a região.
Quando me voluntariei para ir até o Vale, sabia que seria um desafio extraordinário. As imagens das enchentes e da destruição que vi nos noticiários não se comparavam à realidade que encontrei lá. Quando cheguei na cidade de Muçum, uma das mais atingidas, o cenário era devastador, e as vidas das pessoas estavam em pedaços.
O ar estava carregado de tristeza, solidariedade e uma sensação de comunidade que transcendia o desastre. As pessoas que encontrei, apesar de terem perdido tanto, eram incrivelmente resilientes e unidas. Elas compartilharam suas histórias de perda, luta e esperança comigo, e em troca, só queriam ser ouvidas. Minha câmera e meu bloco de notas se tornaram minhas ferramentas para registrar os momentos mais tocantes daquela jornada. Eu conversei com moradores que haviam perdido suas casas, suas empresas e até mesmo entes queridos. Cada história era um testemunho da força humana diante da adversidade.

A agente comunitária de saúde Lucilene Bonetti conseguiu reservar um tempo do seu dia corrido para me contar sua história. Quando o rio começou a transbordar e a água a invadir a cidade, Lu, como prefere ser chamada, estava em casa e iniciou o protocolo que já era conhecido nessas ocasiões, colocando seus móveis em cima de algo mais alto, para evitar danos, e retirando os equipamentos eletrônicos para levar com ela. “Por volta das 17h, a água começou a entrar no meu quintal, mas avançou tão rápido que em 20 minutos ela já estava cobrindo o meu porão. Foi então que decidimos sair da nossa casa.”

Lu e a família foram para a casa da sogra, local onde até então nunca havia chegado água durante outras enchentes. “Às 19h, a água já invadia o terreno da minha sogra. Às 21h, ela já estava cobrindo o porão, e 15 minutos depois eu estava saindo de lá com água até o meio da minha perna”, relatou. Ela e toda a família conseguiram sair e foram para o Mirante Bixo do Mato, ponto turístico da cidade, que agora abriga diversas famílias que perderam suas casas. Foi lá que eles passaram a noite, mas não conseguiram descansar, pois a ansiedade para voltar e ver como estava a cidade era enorme. “Quando nós chegamos, a surpresa: Muçum estava toda dentro d’água e nós não tínhamos mais casa. A minha tinha ido literalmente embora.”
Quando questionada se pretende sair de Muçum, Lu prontamente responde: “Eu fico porque amo essa cidade, estou aqui há 21 anos, criei meus filhos aqui, tenho muitos amigos aqui e irei sentir muito se tiver que sair de Muçum, tanto é que eu sinto muito em ver o horror que ela está hoje.”
Mesmo sendo muito falado na possibilidade de a cidade deixar de existir, para Lu isso não irá acontecer, pois o povo não vai deixar. “Eles irão levantar Muçum, e juntos, vão se reconstruir”, frisou. Por fim, ela destaca o mais importante de toda esta situação atual: a solidariedade. “Hoje, a nossa cidade está virada do avesso, mas estão ajudando a construir ela de novo, pois isso está sendo feito do zero”.

Aqueles que, como nós, vão para a cidade oferecer ajuda, testemunham não apenas a devastação, mas também a incrível solidariedade que surgiu. Voluntários de todos os cantos do país se juntaram para ajudar na recuperação. Lá, eu tive o prazer de presenciar uma comunidade unida pelo mesmo objetivo: ajudar Muçum a se reerguer. A tragédia no Vale do Taquari foi um lembrete doloroso de como somos vulneráveis diante da natureza, mas também de como somos capazes de nos unir em tempos difíceis.
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]]>Durante o primeiro semestre desse ano, os alunos de Jornal e Reportagem, cadeira ministrada pela professora Taís Seibt, tiveram a experiência de serem voluntários para a produção do Atlas da Notícia, uma iniciativa nacional para mapear o número de veículos produtores de conteúdo jornalístico nas cidades brasileiras.
A iniciativa em querer colaborar com o levantamento veio da professora, que entrou em contato com a coordenação do curso de Jornalismo, que apoiou a ideia. A ação foi incluída nas atividades da disciplina de Jornal e Reportagem, por ser uma oportunidade de exercitar técnicas de apuração. A participação na produção do Atlas da Notícia também foi aberta como atividade de extensão para outros estudantes interessados, via Instituto de Cultura Digital.
A dinâmica funcionou da seguinte forma: a coordenação regional do Atlas disponibilizou a lista de municípios “quase desertos”, ou seja, cidades onde, na atualização anterior, tinha apenas um ou dois veículos registrados. Cada aluno tinha que escolher cinco cidades, para checar a existência de veículos jornalísticos, buscando por informações em sites, redes sociais, telefones etc.
“O objetivo era verificar se esses locais continuavam sendo quase desertos, se tinham virado desertos ou se novos veículos de notícias foram criados. Quando um novo veículo era encontrado, havia um formulário a ser preenchido com dados de cadastro, para atualização no Atlas”, explica Taís.

Professora Taís Seibt
(Foto: Arquivo pessoal)
O coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia, Marcelo Fontoura, conta que o projeto nasceu em 2017, a partir de uma ideia de mapear onde estavam os desertos de notícia, já que isso era uma iniciativa que ocorria em outros países, como nos Estados Unidos.
“Surgiu primeiro como um projeto do Instituto Projor, conhecido por produzir o site jornalístico Observatório da Imprensa. Depois, ele foi apoiado pelo Facebook, que segue até hoje. Desde então, ele vem se expandindo”, ressalta Marcelo.

Marcelo Fontoura, coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia
(Foto: Arquivo pessoal)
Realizar esse mapeamento, segundo Marcelo, é importante para a indústria da comunicação se conhecer melhor, principalmente por dois motivos: “Primeiro, para saber onde é que tem jornalismo, buscando entender qual é o mercado jornalístico no Brasil, quais são as suas características, sua distribuição e suas dificuldades, sendo muito importante em termos de política pública. O outro ponto é a importância de entender onde que ele não está. Quais os lugares que mais demandam jornalismo, justamente porque não tem ninguém lá”, observa o coordenador.
Para Eduarda Cidade, 20 anos, moradora de Alvorada, participar do levantamento das regiões quase desertas para o Atlas da Notícia foi uma experiência enriquecedora, principalmente porque a estudante teve contato com veículos do Interior do Estado.
“Foi muito bacana ver como esses veículos funcionam e ver se eles realmente cumprem o requisito de transmitir informação para a população. A gente descobriu que cada um faz do seu jeito: alguns funcionavam apenas no Facebook, por exemplo, e a comunidade do município interage por lá, já outros eram só impressos mesmo”, avalia a futura jornalista.

Estudante Eduarda Cidade
(Foto: Arquivo pessoal)
Eduarda também contou que a parte mais desafiadora foi conseguir contatos atualizados dos veículos. “Muitas vezes, eu ligava para o número informado e ninguém atendia. Então, eu usei a dica que eu a professora nos passou, de ligar para estabelecimentos que ficassem perto ao endereço do jornal e perguntar se conheciam o veículo e se ainda estava aberto”, explica.
Já a aluna Laura Santiago, 21 anos, de Porto Alegre, disse que participar da iniciativa foi uma ótima oportunidade para enxergar, na prática, até onde o jornalismo chega e como ele é consumido em diferentes regiões. “Pudemos entender como essa relação com a informação se desconstrói longe dos grandes centros urbanos, ou seja, se afasta do estereótipo de formalidade e inacessibilidade para um jornalismo ainda mais próximo do público, quase como um jornalismo comunitário e cidadão”, ressalta a estudante.

Aluna Laura Santiago
(Foto: Arquivo pessoal)
A professora Taís Seibt relatou que a turma se mobilizou para realizar a tarefa: “Nas avaliações individuais sobre o processo, foi muito presente como a experiência do Atlas despertou o olhar para a importância do jornalismo local e os riscos de se ter desertos de notícias.” A professora sublinha que todos que colaboraram podem se sentir orgulhosos por terem contribuído para o resultado do projeto. “Agora, ele será objeto de vários estudos de profissionais e pesquisadores.”
Os resultados na Região Sul do país foram otimistas, já que o número de “regiões desertas” (aqueles municípios que não têm nenhum veículo jornalístico lá sediado) caiu 8%, representando 44 municípios desérticos a menos do que no levantamento anterior. Essa diminuição segue a tendência identificada em outras edições do Atlas, tanto pelo surgimento de novas iniciativas quanto pelo aprimoramento das metodologias de mapeamento. Outros dois motivos que contribuem para essa redução são: a popularização de veículos digitais e a identificação de mais rádios.

Gráfico mostra a diminuição de desertos de notícia
(Fonte: Atlas da Notícia)
Outro dado que se destaca é o aumento no número de veículos digitais da Região Sul, que teve agora um salto de 270 veículos frente aos identificados no levantamento anterior. No total, os três Estados somam 1.293 veículos, ou 33%, o que representa exatamente um terço do total do país.
Ficou curioso e quer ver mais resultados da pesquisa em relação a outros estados ou ao país como um todo? Então, visite o site Atlas da Notícia.
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]]>A professora Luciana Kraemer, que também integra a coordenação, explica que o curso é destinado a profissionais de diversas áreas, especialmente professores gestores, diretores, coordenadores e supervisores pedagógicos do ensino básico e profissionais de comunicação com interface na educação. Mas, como a educação midiática é uma competência importante para as mais diversas áreas, o curso também é endereçado a profissionais que desejam expandir conhecimentos em educação para as mídias e combate à desinformação.
As inscrições, que já iniciaram, podem ser feitas no site da Unisinos. As matrículas realizadas até o dia 31 de agosto têm desconto no pagamento à vista ou no parcelamento.
A realização é possível graças à parceria com a Lupa, plataforma especializada em fact-checking, que é um hub de combate à desinformação. “Hoje, a Lupa atua não só com a checagem de fatos – como faz desde a sua criação –, mas também através de projetos e ações de educação midiática”, explica o analista de educação do portal, Victor Terra, um dos articuladores dessa parceria.
Um dos pilares da agência é o entendimento de que é preciso desenvolver, nos diferentes públicos, uma visão crítica e que esteja preparada para identificar estratégias de desinformação que circulam nas redes. “Acreditamos que a ferramenta mais eficaz para isso a longo prazo é a educação midiática. Por isso, é uma formação tão importante: porque pode ser feita por qualquer educador, independentemente de sua área de atuação”, avalia Victor.

Segundo Victor, a Lupa traz uma grande expertise em temas ligados ao combate à desinformação, não apenas do ponto de vista prático – pelos anos de atuação que a agência possui no jornalismo de checagem –, mas também em termos teóricos e críticos, devido à atuação em diversos projetos de educação, formação e divulgação científica, como o Achado, repositório acadêmico sobre desinformação, e os conteúdos pedagógicos, veiculados no site e redes. “Os professores do curso que vêm da Lupa oferecem aos alunos relatos e vivências de profissionais do jornalismo e da educação, que combatem a desinformação diariamente”, comenta Victor. Para saber mais detalhes sobre a metodologia da Lupa, basta acessar o site e conferir.
Uma das disciplinas presentes na grade é a de “Identidades socioculturais e representações midiáticas”, ministrada pelo professor Wagner Machado. Esse será um espaço para pensar a representatividade a partir da linguagem narrativa. Para Wagner, quem pensa sobre educação midiática tem que pensar a partir dos povos minoritários. “A minha trajetória sempre se baseou no tripé raça, educação e comunicação. Por isso, minha disciplina abordará esse tema”, explica.
O objetivo do curso, na perspectiva do doutor em Comunicação, é que os participantes saiam com uma visão mais atenta e apurada para uma educação fortalecida, compreendendo a diversidade como uma “mola propulsora”. “Cada módulo é pensado para uma competência. Mas não são competências isoladas, todas se conectam. O curso aborda muitas questões, de formas diferentes, com pessoas diferentes”.

Outra professora é Sabrina Franzoni, já conhecida pelos alunos no curso de Jornalismo da Unisinos. Ela dará a disciplina “História da imprensa e democracia no Brasil”, que trabalhará com marcos históricos e a relação com os meios de comunicação, utilizando a democracia como termo norteador. “Eu estou focando numa questão de apropriação e troca de conhecimento, já que haverá uma mistura de alunos tanto do campo do jornalismo quanto da área de humanas, da educação, até quem já está atuando como professor e pesquisador”. Na visão de Sabrina, essa capacitação pretende formar pessoas que possam atuar como educadores de audiências, leitores de audiências, que possam interpretar os meios de comunicação.

As aulas da Especialização em Educação Midiática se iniciam em 15 de setembro de 2023 e vão até 14 de julho de 2025, ocorrendo quinzenalmente, totalmente no formato online, com aulas ao vivo, sempre às sextas-feiras, à noite, e sábados, nos turnos da manhã e tarde.
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