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Arquivos comunicação - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/comunicacao/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 11 Apr 2024 13:42:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Fabrício Barili: programar para comunicar  https://mescla.cc/2024/04/11/fabricio-barili-programar-para-comunicar/ https://mescla.cc/2024/04/11/fabricio-barili-programar-para-comunicar/#respond Thu, 11 Apr 2024 13:42:05 +0000 https://mescla.cc/?p=19768 Desde criança, Fabrício Barili era apaixonado por informática. Antes de chegar à faculdade, já trabalhava como programador. Na Unisinos, cursou Ciência da Computação por um semestre e meio. Também passou por Análise e Desenvolvimento de Sistemas e até Administração. Foi quando sua irmã apresentou a ele o curso de Comunicação Digital. Na ComDig, Fabrício achou […]

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Desde criança, Fabrício Barili era apaixonado por informática. Antes de chegar à faculdade, já trabalhava como programador. Na Unisinos, cursou Ciência da Computação por um semestre e meio. Também passou por Análise e Desenvolvimento de Sistemas e até Administração. Foi quando sua irmã apresentou a ele o curso de Comunicação Digital. Na ComDig, Fabrício achou o encontro perfeito entre os seus gostos. “Eu não queria programar por programar, eu queria programar para comunicar”, revela. 

Como um bom “ComDiger”, o egresso gosta de explicar as áreas da comunicação que uma pessoa que se forma no curso pode atuar. “Vai de programador até editor de vídeo, mas sempre com um olhar voltado para a comunicação e o entendimento do usuário”, detalha Fabrício. Segundo ele, o profissional deve conseguir enxergar como as plataformas digitais atuam na sociedade, e como a sociedade atua nas plataformas. “Olhamos criticamente os movimentos que acontecem na comunicação por meios digitais”, pontua. 

Liberdade para criar  

Fabrício é um “ex-agexconiano”, como se costuma chamar quem já trabalhou na Agexcom da Unisinos. Ele conta que a Agex teve um papel fundamental na sua carreira, pois quando começou a estagiar, estava fora do mercado há um tempo. Fabrício lembra que a agência foi um local acolhedor, que lhe dava liberdade experimental para criar. “Foi o ambiente que me fez ter o tempo necessário para poder desenvolver atividades que me levaram além”, comenta. 

Fabrício (à esquerda), com o colega Robert, em sua passagem pela Agexcom, imitando repórteres esportivos em véspera de copa (Foto/Arquivo Pessoal) 

Explorar além das plataformas 

Atualmente, Fabrício enxerga o mercado de comunicação digital como abstrato, em que as pessoas são classificadas com códigos em função dos seus gostos, tornando mais fácil fazer anúncios, vídeos e postagens. “Ao mesmo tempo que fica mais democrático, a gente se torna mais refém dessas plataformas”, avalia. Para Fabrício, o desafio agora é subverter essa abstração e facilidade para explorar além do que as plataformas proporcionam.  

Dentro de sua área, Fabrício destaca profissionais que admira. Entre eles, estão Tim Berners-Lee, criador do protocolo http, e os primos Jaydson Gomes e Felipe Nascimento de Moura, criadores do BrazilJS, que defendem uma internet livre, em que todos possam ter acesso, uma ideia de comunicação sem fronteiras. Ele também cita o seu orientador de mestrado, Rafael Grohmann, e gosta de como o jornalista Guilherme Felitti, que produz o podcast Tecnocracia, aborda os novos assuntos tecnológicos.  

Pensando no usuário 

O primeiro passo de Fabrício depois da graduação foi começar o mestrado em Comunicação. Enquanto isso, ele já estava em atuação na empresa de tecnologia Pmweb, localizada perto da Unisinos de Porto Alegre. Começou no local como analista de campanhas digitais e se tornou coordenador ao longo dos 4 anos em que ele esteve por lá. Como profissional de ComDig e com as habilidades de programação que possuía, conseguia auxiliar outras equipes a montarem projetos e estratégias de marketing, além de aplicá-las. 

Fabrício lembra de uma situação que viveu, e como o “olhar crítico” pensando no usuário foi útil. Um dos clientes da Pmweb estava enfrentando problemas com pagamentos em seu aplicativo. Para avisar os usuários, eles estavam enviando notificações, que rapidamente sumiam e não ficavam salvas. A solução que Fabrício encontrou foi substituir a ferramenta pelo uso do SMS. Segundo ele, embora essa tecnologia seja um modo de comunicação digital mais antigo, nesse caso específico era o mais eficiente a ser feito. “O profissional de ComDig tem a habilidade de entender de todas as tecnologias, novas ou mais antigas”, complementou. 

Atualmente trabalhando na SAP, uma das líderes mundiais na criação de softwares de gestão de empresas, Fabrício é responsável pelo suporte de um produto de pagamento de comissões da empresa. Apesar de estar exercendo uma função diferente de sua empresa anterior, ele consegue atuar como comunicador digital dentro dessa nova empreitada. “A função permite o olhar a partir do ponto de vista do usuário e do ponto de vista da comunicação dentro da SAP, que é uma empresa muito tecnológica”, explica. 

Fabrício também possui publicações nacionais e internacionais na área da comunicação, sempre pautado pelos assuntos que viu no curso de Comunicação Digital, como também pelas pesquisas que fez em seu mestrado. 

Fabrício em um de seus estágios estudando inbound marketing (Foto/Arquivo Pessoal) 

Sonho de ser professor 

Assim como a tecnologia está em constante mudança, a comunicação digital também está. Porém, Fabrício não acredita que no futuro necessariamente teremos mais tecnologia. O grande desafio da área, na opinião do profissional, vai ser diferenciar o “orgânico” do “inorgânico”. “Irão existir coisas produzidas pelos humanos e coisas fabricadas a partir dessas primeiras coisas”, projeta. 

Apesar de ter passado pelas áreas do marketing e da programação, Fabrício compartilha um sonho que pretende realizar: trabalhar dentro da área acadêmica como professor. Para isso, ele planeja, dentro de 4 a 6 anos, concluir o doutorado, para, assim, ter espaço nas salas de aula de uma universidade. 

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“A inteligência artificial já pode predizer nosso futuro?” é o tema do Open Data Day Porto Alegre 2024  https://mescla.cc/2024/03/04/a-inteligencia-artificial-ja-pode-predizer-nosso-futuro-e-o-tema-do-open-data-day-porto-alegre-2024/ https://mescla.cc/2024/03/04/a-inteligencia-artificial-ja-pode-predizer-nosso-futuro-e-o-tema-do-open-data-day-porto-alegre-2024/#respond Mon, 04 Mar 2024 17:46:45 +0000 https://mescla.cc/?p=19669 A Unisinos Porto Alegre sediará, no próximo sábado (9/3), um dos diversos encontros mundiais do Open Data Day (ODD). O evento, realizado anualmente, e conhecido no Brasil como Dia dos Dados Abertos, contará com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil e empresas privadas para um debate sobre os impactos da Inteligência […]

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A Unisinos Porto Alegre sediará, no próximo sábado (9/3), um dos diversos encontros mundiais do Open Data Day (ODD). O evento, realizado anualmente, e conhecido no Brasil como Dia dos Dados Abertos, contará com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil e empresas privadas para um debate sobre os impactos da Inteligência Artificial (IA) na cidadania digital. 

O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre. Foi fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.  

Este ano, o tema do painel de abertura será “A inteligência artificial já pode predizer o nosso futuro?”. O encontro prevê ainda uma oficina sobre as funcionalidades e limitações do ChatGPT, ferramenta de IA que se tornou popular em vários setores. A organização do evento em Porto Alegre está a cargo de Taís Seibt, professora do curso de Jornalismo da Unisinos, e Juliana Coin, jornalista formada pela Universidade. As duas possuem ligação com a OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.

Para Taís, a inteligência artificial é um grande tema na atualidade, sendo, inclusive, uma das preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na legislação eleitoral para 2024, já que ainda não há uma regulamentação clara para o uso dessas ferramentas. “Nosso debate vai pautar como a segurança pública no Rio Grande do Sul já utiliza a IA, e a maioria dos cidadãos nem sabe disso”, adianta a professora. “Vamos falar também de como o marketing utiliza a inteligência de dados no direcionamento de campanhas, como as IAs podem ajudar a prevenir problemas de saúde e prever desastres. Vamos debater essas oportunidades e os riscos”.  

Um grande atrativo do evento, segundo Taís, será a oficina de ChatGPT. Para ela, a ferramenta possui um grande potencial, mas que precisa ser bem utilizada pelos usuários. “Existem cursos no mercado, alguns de alto custo, sobre a ferramenta. Teremos a oportunidade de oferecer à comunidade acadêmica um workshop gratuito, que poderá instigar uma percepção mais crítica sobre o uso do GPT e ser um diferencial para os estudantes”, explica a professora. 

Temas em debate

O painel de abertura do Dia dos Dados Abertos Porto Alegre buscará explorar os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados, abrangendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação. Entre os palestrantes, estará presente Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Ele apresentará projetos de segurança pública no Estado que já incorporam a IA.  

Também falará Dirceu Corrêa Jr., CEO da startup de tecnologia Postmetria, que trará exemplos de como a IA é aplicada na experiência do consumidor. Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordará questões éticas relacionadas às aplicações tecnológicas. O debate sobre saúde mental será abordado por Wesllei Heckler, doutorando em Computação Aplicada na Unisinos, que compartilhará sua pesquisa sobre o uso de IA na prevenção de suicídios. As pesquisadoras Juliana Scherer, professora de Medicina e Biomedicina na Unisinos, e Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, discutirão o impacto das mudanças climáticas na saúde mental, e como a IA pode antecipar esses efeitos. 

Após o painel de abertura, Nelci Gomes Lima, consultora de dados, ministrará a oficina “Chat GPT: como utilizar a IA generativa para seus verdadeiros propósitos”, em que oferecerá dicas práticas sobre os melhores usos dessa ferramenta popular, mas muitas vezes mal-empregada ou subutilizada. 

Conheça os palestrantes

Antonio Padilha 

Secretário-executivo do Programa RS Seguro, é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, mestre em Direito pela Unisinos. Delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa Transversal e Estruturante de Segurança Pública – RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). 

Dirceu Corrêa Jr. 

Estrategista de Dados com experiência em Métricas de Big Data e Customer Experience (CX), é CEO da Postmetria – Plataforma de CX Monetization Analytics por Inteligência Artificial, com a métrica Spontaneous Net Promoter Score (sNPS). Empreendedor em TI desde 2009, é mestre em Administracion d’Entreprise pela Université de Poitiers (França) e em Gestão e Negócios pela Unisinos. Professor do PPG em Cultura Digital e Redes Sociais da Unisinos, também é speaker TEDx sobre Data Economy. 

Juliana Scherer 

Graduada em Biomedicina, com especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento, é professora nos cursos de graduação em Medicina e em Biomedicina da Unisinos e no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos. Pesquisa epidemiologia e análise de dados na área da saúde. 

Mellanie Fontes-Dutra 

Biomédica, mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado concluído em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em Virologia pela Feevale. É professora da Escola de Saúde da Unisinos, nos cursos de Medicina e Biomedicina, e coordenadora do curso de Biomedicina. Foi eleita uma das principais vozes da ciência no Twitter em 2020 e 2021, e recebeu o título de Cidadã de Porto Alegre pela Câmara dos Vereadores, em 2023. 

Sofia Marshallowitz 

Cientista de dados, mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. Eventualmente escreve artigos, ouve música da juventude dos teus pais e já se aventurou em diversas áreas de I.A, embora tenha adorado NLP. 

Wesllei Heckler 

Cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Feevale e mestrado em Computação Aplicada pela Unisinos. Atualmente, é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos com pesquisa sobre inteligência artificial na área de saúde mental. 

Juliana Coin 

Jornalista formada pela Unisinos, mestranda em Comunicação pela UFRGS com pesquisa sobre circulação e mediação de informação no TikTok, é embaixadora de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR). Integra o Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais – Midiars e o Núcleo de Estudos em Jornalismo de Dados e Computacional – DataJor. É redatora sênior na Eyxo. 

Nelci Gomes Lima 

Formada em Direito pela Ruy Barbosa e Mecânica Industrial pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), com pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis no IFBA e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA. É consultora de dados na ThoughtWorks e atuante em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação. 

Serviço 

Evento: Dia dos Dados Abertos Porto Alegre 

Quando: 9 de março, sábado 

Horário: 9h às 13h 

Onde: Unisinos Porto Alegre (Av. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)  

Quem pode participar: qualquer pessoa interessada no tema 

Valor: gratuito 

Inscrição: clique aqui 

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A universidade é “um oceano que não tem fim”, diz Sergio Endler https://mescla.cc/2024/01/17/a-universidade-e-um-oceano-que-nao-tem-fim-diz-sergio-endler/ https://mescla.cc/2024/01/17/a-universidade-e-um-oceano-que-nao-tem-fim-diz-sergio-endler/#respond Wed, 17 Jan 2024 17:39:09 +0000 https://mescla.cc/?p=19593 Finalizando a programação especial do Mescla de despedidas do professor Sergio Endler, no final de 2023 Endler cedeu uma entrevista exclusiva refletindo sobre sua trajetória e aprendizados até aqui, assim como planos para o futuro.  Foram 37 anos da existência de Sergio Endler dedicados à Unisinos, e as marcas que esse grande profissional deixa provam […]

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Finalizando a programação especial do Mescla de despedidas do professor Sergio Endler, no final de 2023 Endler cedeu uma entrevista exclusiva refletindo sobre sua trajetória e aprendizados até aqui, assim como planos para o futuro. 

Foram 37 anos da existência de Sergio Endler dedicados à Unisinos, e as marcas que esse grande profissional deixa provam sua excelência e simpatia. Confira como foi a conversa com o Mescla sobre esse momento tão delicado e especial, que conta com trechos em áudio gravados no estúdio de rádio da universidade. 

Quem é Sergio Endler? 

A vida da gente é um contínuo exercício de se autoconstruir. Nesse percurso, devo muito a diversas instituições. Primeiramente à UFRGS, onde estudei Letras e, antes de concluir, ingressei no jornalismo. Devo muito a esses dois cursos. Logo a seguir, trabalho já como jornalista no Correio do Povo, na Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba… Tive a oportunidade também de criar dois espaços, que foram a nova Rádio Bandeirantes e a Rádio Sucesso, essa última sendo berço para alguns jornalistas como Sérgio Boaz e Cacalo. Vim para a Unisinos, então, ser professor por querer. “Por querer”, no sentido de estar querendo levar a sério essa carreira na docência, e não só a levando como “bico”, fonte de “renda extra”, como vários outros levavam. Em um período da vida anterior ao jornalismo, fui professor de inglês como ganha pão. No jornalismo foi muito diferente, tinha desejo. Então, Sergio Endler é um jornalista e professor por querer.” 

Como está o coração de professor no último semestre de docência? 

“Pode-se dizer que vivo três momentos nesse último semestre de 2023: dar tchau para o “ser professor”, viver esse momento de despedida com os alunos e colegas, e uma ansiedade com esse futuro imediato.” 

“É próprio do ser humano estar, a todo momento, encontrando algo, vivenciando algo e se despedindo daquilo.” Foto: Gabriele Rech 

Ao longo de tantas décadas de trabalho, qual vivência te marcou mais? 

“O convívio de uma pessoa que está aqui por querer, que se prepara para isso e deseja muito estar com os alunos e alunas. O mútuo querer fazer é uma coisa inigualável. (…) (Estar na universidade) é estar mergulhado num oceano que não tem fim e, ao mesmo tempo, conseguir aprender a nadar, surfar…” 

E sobre legado, o que tu gostarias de deixar de “herança” para quem passou por ti nesse caminho profissional? 

“A gente não controla essas coisas de legado. Até pela natureza daquilo que tu estás fazendo, na tua atuação tu acaba beneficiando muitíssimo alguém. Seja ao indicar para uma vaga de emprego, preparar para algum concurso, capacitar para a vida profissional. Por outro lado, tu pode estar se esforçando muito em uma direção e o grupo estar precisando de outra coisa. Quando paro para pensar na quantidade de guris e gurias que tive a oportunidade de conviver, eu acho que o legado é esse amor à causa, amor à vida. Eu amo o Internacional, adoro Porto Alegre, gosto muito de ser brasileiro, apesar de ter visitado e até morado em outros lugares, mas sempre tendo a certeza de que voltaria. O legado principal é esse: de que o jornalismo é uma causa que vale à pena empunhar e viver.” 

Quais foram os maiores desafios que tu passou, tanto como jornalista quanto como professor? 

“Bah, foram muitas as aventuras. Desde implementação de novos projetos, inovações na universidade, trabalhos com os alunos, assumir a coordenação do curso…”. 

Sérgio expõe alguns de seus feitos em forma de obras escritas. Foto: Gabriele Rech 

Ao olhar para trás, para todos estes feitos, qual é o primeiro sentimento que vem à mente? 

“Se fosse para resumir em uma palavra, seria alegria. Uma segunda palavra seria ‘afeto’. Porque, ao contrário do que diz a letra do hino à bandeira nacional, o afeto não se encerra em nosso peito juvenil, ele se expande, renova e segue, sempre seguirá. Agradeço muito à Agexcom também, que inclusive foi uma das coisas que eu criei, lá em 2002. Um lugar espetacular com diferentes safras de grupos muito bem cuidados pelos professores, com equipes muito dinâmicas de aproveitamento e visibilidade no que sempre fizeram.” 

E quais alunos te marcaram nessa caminhada? 

“A gente encontra ao longo do caminho os alunos e as alunas que serão nossos amigos para sempre, né? Outro sentido bonito da docência é ver onde aqueles que passaram determinado período contigo estão. (…) Às vezes, quando a gente está meio ‘jururu’, mais abatido, é bom pensar nessas contribuições que a universidade conseguiu fazer.” 

Qual lição mais valiosa que tu aprendeu sendo professor e jornalista? 

“Bom, eu adoro conversar. Mas isso eu sempre soube. A mais sábia das lições que eu tenho aprendido é saber ouvir. Ser bom ouvinte, não só de rádio. Eu gosto de ouvir as histórias das pessoas e é interessante que quando as pessoas falam elas estão sempre te nutrindo. A situação de conversação é de grande valia para mim. Por isso o meu apego pela entrevista, tal como estamos fazendo agora. Parece paradoxal, mas para um bom radialista é bom que ele saiba ouvir, para depois poder falar. Fui marcado por um professor de rádio de voz muito exuberante que falava a aula toda. Pensei: ‘se algum dia eu for professor de rádio, eu vou falar pouco’. Escute bastante, vai valer a pena.” 

“Obrigado por tudo, sempre, mestre!”, escreve aluno em postagem no Facebook: Foto: Reprodução Facebook Leonardo Oberherr 

Por último, o que tu pretendes fazer depois desse fechamento de ciclo? 

“Escrever mais, ler mais e viajar mais. Fazer com calma o que antes eu não tinha tanto tempo.” 

Para a comunidade acadêmica, o sentimento que fica é de orgulho e gratidão por toda a diferença que Endler fez na Unisinos, tanto com seu trabalho como com a pessoa que é. Até breve, professor! 

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Uma noite de homenagem à Sergio Endler  https://mescla.cc/2023/12/07/uma-noite-de-homenagem-a-sergio-endler/ https://mescla.cc/2023/12/07/uma-noite-de-homenagem-a-sergio-endler/#respond Thu, 07 Dec 2023 16:55:44 +0000 https://mescla.cc/?p=19507 Por Gabriele Rech e Nícolas Suppelsa  Na última segunda-feira, 04 de dezembro, o Espaço Luís Fernando Veríssimo, localizado no campus Porto Alegre, recebeu o professor Sergio Endler, acompanhado de amigos, colegas, alunos e familiares, para uma homenagem pela sua jubilação após 37 anos de Unisinos. O professor chegou a ocupar o cargo de vice-diretor do […]

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Por Gabriele Rech e Nícolas Suppelsa 

Na última segunda-feira, 04 de dezembro, o Espaço Luís Fernando Veríssimo, localizado no campus Porto Alegre, recebeu o professor Sergio Endler, acompanhado de amigos, colegas, alunos e familiares, para uma homenagem pela sua jubilação após 37 anos de Unisinos. O professor chegou a ocupar o cargo de vice-diretor do Centro de Ciências da Comunicação, e foi quem idealizou e implementou a primeira agência de comunicação da universidade, a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom).  

Sergio e alguns de seus colegas que lhe acompanharam durante esses 37 anos de Unisinos
Foto: Luísa Bell 

Respeito e admiração 

Quem tomou à frente das festividades foram o ex-coordenador do curso de jornalismo Micael Behs e a atual coordenadora Débora Gadret. Eles destacaram, com um misto de respeito e admiração, que este foi um evento singelo perto da grandiosidade do professor, mas que possuiu um enorme simbolismo. Micael Behs fez um paralelo com o mundo do esporte, com o qual o professor sempre se identificou: 

 “Um jogador que para de jogar acaba se tornando um ex-jogador, mas um professor nunca será um ex-professor, porque as marcas que o dom de ensinar carrega acompanham esse profissional para sempre.” 

Sérgio e Débora, atual coordenadora do curso de Jornalismo
Foto: Luísa Bell 

Mesacast – Histórias sobre Sergio Endler

Na sequência, o funcionário da Agexcom, Marcelo Garcia, o Marcelinho, alcançou a Endler um pen-drive. Um presente inusitado e fisicamente pequeno, mas que carregava um significado e valor enorme. O dispositivo continha o Mesacast idealizado e gravado pela Agexcom com figuras importantes da trajetória do Sergio na universidade, incluindo até mesmo seu filho, Guilherme Endler, que se formou em jornalismo e foi aluno do pai. Eles compartilharam histórias inspiradoras, divertidas e orgulhosas sobre a contribuição do professor em suas vidas. 

O depoimento de quem aprendeu com o mestre 

Além dos coordenadores e da Agexcom, também houve espaço para os alunos de Endler manifestarem suas histórias com ele. O professor se emocionou ao receber a homenagem de Maria Carolina de Souza e Dener Pedro, que representaram os acadêmicos do curso que tanto aprenderam com Endler.  

Além dos discursos carinhosos, entregaram uma camiseta autografada do time do coração de Endler, o Internacional. “Me senti muito honrada em poder participar desse momento tão importante na vida dele”, comenta Maria Carolina. 

“Viva o Inter!”, exclamou Sergio com o presente
Foto: Luísa Bell 

Durante o discurso, eles expressaram o quão difícil era estar ali representando todos os alunos. 

 “O Sergio marcou a vida das pessoas de formas diferentes e poder representar todas elas hoje foi muita responsabilidade, mas também foi um grande orgulho poder falar de um professor que marcou tanto a minha vida” revela Dener. 

Falando um pouco sobre o convívio com o Endler em sala de aula, eles destacam a maneira como ele ensina o que é fazer jornalismo para os alunos, principalmente através das histórias que conta e das conversas pessoais. 

 “Isso faz com que o aluno tenha uma paixão pelo jornalismo que vai além do ensinado”, completa Dener. 

Além disso, os egressos Leonardo Oberherr e Renan Neves também relembraram alguns momentos marcantes que tiveram com o professor. Entre eles, o dia da formatura de Leonardo, onde ele convenceu a sua turma a escolher Endler como paraninfo, em 2022. 

Os egressos, Leonardo e Renan, expressão sua gratidão ao dividir a sala de aula com Sergio Endler
Foto: Luísa Bell  

Renan Neves, que atualmente trabalha na Rádio ABC em Novo Hamburgo, comentou sobre o quão Sergio Endler é um nome importante para o curso de Jornalismo.

“Acima de qualquer coisa ele representou uma geração toda de jornalismo que sonhava em trabalhar em rádio, ele alimentou muito isso.” 

Já Leonardo Oberherr, narrador da Rádio Pachola, afirma que “é uma responsabilidade grande, afinal são alunos ao longo de 37 anos, ele já dava aula antes de eu nascer, então poder representar todo mundo é uma grande honra, poder transmitir as emoções de tanta gente que ele ajudou a mudar as vidas. Mudou a minha.”

Por trás das ‘câmeras’ 

Cristiane Rodrigues, funcionária da Agexcom e responsável pela organização do evento, contou para o Mescla um pouco dos bastidores. A homenagem começou a ser idealizada no início de 2023, mas precisou ser arquivada até o começo desde semestre.

“Tivemos que pensá-lo (o evento) duas vezes, uma no final do primeiro semestre e depois tivemos que repensá-lo para o segundo semestre.” 

Segundo ela o evento foi trabalhoso, pois nem toda equipe da Agexcom conhecia o professor e precisou ser feita uma grande pesquisa e levantamento das histórias e referências. Cris ressalta que, nos bastidores, foi pensado e organizado algo que, além de bonito, fosse legal para os convidados e, principalmente para o homenageado.  

“Pensamos em um evento onde ele curtisse o momento e pudesse se ver em tudo naquilo.”

Fala do homenageado

Em seu discurso a todos, Endler diz que pensou e ensaiou muito o que dizer, mas esqueceu tudo. Agradeceu rapidamente a todos os presentes e recebeu a homenagem de braços abertos e com muita felicidade.

Ao Mescla, o estimado professor compartilhou seus sentimentos na noite:  

“Adorei a festa, adorei ver tantas pessoas. Foi excepcional porque, primeiro que é difícil tu se despedir do lugar em que tu está desde 1987. A primeira emoção é essa ansiedade de se despedir, mas por outro lado há uma esperança de ‘qual é essa nova onda que vai vir?’”

Ele diz que agora é o momento de se despedir e dar tchau para várias coisas, mas se sente, ao mesmo tempo, livre para “pintar e bordar aquilo que a minha cabeça atingir e as chances que foram dadas, isso é muito importante.”

Mural com fotos e objetos significativos que marcaram a trajetória do professor na universidade
 Foto: Luísa Bell 

“Chegadas e partidas acontecem toda hora, mas a gente às vezes não tem tempo de celebrar esses momentos, então precisamos de uma grande síntese, um grande momento igual hoje, em que a gente pensa, olha as fotos, olha os amigos de diversas épocas da vida ali, as alunas e os alunos, agradece, respira e toca fita.”  

O desejo do professor para o futuro é que “todos fiquem firmes, fortes e livres”, e levem sempre sua gratidão pelas experiências passadas, desde os colegas e alunos mais antigos, antes os mais recentes.  

Com certeza, o principal sentimento que fica para a comunidade acadêmica é de orgulho. Obrigado, Sergio! 

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Egressa de RP ganha prêmio nacional de Comunicação Corporativa  https://mescla.cc/2023/10/20/egressa-de-rp-ganha-premio-nacional-de-comunicacao-corporativa/ https://mescla.cc/2023/10/20/egressa-de-rp-ganha-premio-nacional-de-comunicacao-corporativa/#respond Fri, 20 Oct 2023 19:55:23 +0000 https://mescla.cc/?p=19405 Thais Fontes, egressa de Relações Públicas da Unisinos e “ex-agexconiana” (como se costuma chamar quem trabalhou na Agexcom), conquistou prêmio na categoria de Comunicação Corporativa do TOP Mega Brasil 2023. Ela atua no ramo imobiliário há 13 anos e, atualmente, é gerente de Marketing da construtora Melnick. Foi nessa área em que ela recebeu o […]

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Thais Fontes, egressa de Relações Públicas da Unisinos e “ex-agexconiana” (como se costuma chamar quem trabalhou na Agexcom), conquistou prêmio na categoria de Comunicação Corporativa do TOP Mega Brasil 2023. Ela atua no ramo imobiliário há 13 anos e, atualmente, é gerente de Marketing da construtora Melnick. Foi nessa área em que ela recebeu o troféu que reconheceu sua “notável versatilidade e sucesso na área de comunicação corporativa”.

Thais recebeu uma surpresa dos seus colegas de trabalho após ganhar o prêmio (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

Formada em 2010, ela inicialmente planejava seguir uma carreira em publicidade e propaganda, mas acabou se apaixonando pela versatilidade oferecida por relações públicas. Para Thais, sua jornada acadêmica foi como uma descoberta gradual do potencial do curso para abrir portas em diversos ramos e organizações. “Durante a minha graduação, trabalhei na comunicação em diversos segmentos, no setor bancário, petroquímico e também em eventos. Quando estava prestes a me formar, entrei no mercado imobiliário, onde estou me aprimorando há 13 anos”, destaca Thais.

A carreira de RP no ramo da construção civil

Ela conta que foi quando recebeu uma proposta para trabalhar no Marketing em uma empresa do ramo da construção civil que encontrou o seu caminho. “O mercado imobiliário tinha profissionais de vendas que faziam comunicação, mas não tinha especialistas em comunicação corporativa”, explica Thais. Ela, então, buscou conhecimento adicional, obtendo três MBAs: Cultura Digital e Transformação; Marketing; e Gestão de Pessoas. A ideia, segundo ela, era expandir seu conjunto de habilidades e abraçar toda comunicação empresarial.

Atualmente, Thais lidera uma equipe de 32 profissionais na Melnick. Dentre as atividades que desenvolve estão planejamento de eventos, lançamentos de produtos, marketing digital, comunicação corporativa e até mesmo uma agência de publicidade interna. A relações-públicas enfatiza que sua equipe tem a capacidade de atender a comunicação em todas as áreas da empresa, uma abordagem que não é comum, especialmente no setor imobiliário, em que as equipes de comunicação tendem a ser enxutas. Para ela, essa visão ampla de comunicação foi um dos principais motivos para ser reconhecida no Prêmio Mega Brasil. 

Thais e equipe na Melnick (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

O Prêmio TOP Mega Brasil 

O Prêmio TOP Mega Brasil foi um reconhecimento da habilidade dela de conectar a comunicação com os diversos públicos de interesse, tanto internos quanto externos. De acordo com os avaliadores, sua versatilidade e foco na comunicação corporativa a ajudaram a trazer inovação ao mercado imobiliário, que tradicionalmente tinha uma preocupação muito centrada em marketing de vendas. 

O processo de seleção do prêmio incluiu uma fase de indicação, por empresas e entidades, como Profissional de Destaque. Após a seleção, Thais passou para a etapa de votação popular, em que teve a concorrência de mais de 1 mil profissionais em todo o Brasil. Na última fase, ela teve seus 13 anos de carreira analisados por profissionais experientes na área de Comunicação e Marketing. Thais não apenas passou por todas as etapas, mas também se destacou como a profissional mais votada do Rio Grande do Sul, garantindo seu lugar como ganhadora na categoria de Comunicação Corporativa.

Thais com o troféu do Prêmio TOP Mega Brasil (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

A importância da formação na Unisinos

Thais ressalta a importância de sua formação na construção de sua carreira. “Acredito que muito do que me levou a ganhar o Mega Brasil veio da minha formação em Relações Públicas, desse olhar sempre amplo para a comunicação e de estar sempre buscando fazer uma conexão entre uma coisa e outra”, comentou.

Ela acrescenta: “Tenho muita preocupação com o público, tanto interno quanto externo, incluindo clientes, investidores e a sociedade em geral. Nos tempos de hoje, tudo é rápido e eficaz, com pouco espaço para erros. Ter essa visão sistêmica ampla me ajudou bastante como profissional para entregar resultados completos”, disse, motivada.

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Projeto Versos de Nós abre edital para composição do livro “Nossas Histórias, Versos de Nós”  https://mescla.cc/2023/10/17/projeto-versos-de-nos-abre-edital-para-composicao-do-livro-nossas-historias-versos-de-nos/ https://mescla.cc/2023/10/17/projeto-versos-de-nos-abre-edital-para-composicao-do-livro-nossas-historias-versos-de-nos/#respond Tue, 17 Oct 2023 16:57:30 +0000 https://mescla.cc/?p=19331 O Projeto Versos de Nós está com as inscrições abertas para o recebimento de textos. O projeto é parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Produção Editorial da Universidade Federal de Santa Maria. A autora é a estudante Diuly Cardoso, que quis trazer à tona os desafios e triunfos daqueles que enfrentaram o […]

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O Projeto Versos de Nós está com as inscrições abertas para o recebimento de textos. O projeto é parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Produção Editorial da Universidade Federal de Santa Maria. A autora é a estudante Diuly Cardoso, que quis trazer à tona os desafios e triunfos daqueles que enfrentaram o racismo em instituições de ensino superior no Brasil. “É aqui que se dá espaço não só a dor que fica e a revolta crescente, como também, o lugar para colocar em versos tudo que foi silenciado até o momento, o não dito, mas que foi visto e sentido.” 

Diuly Cardoso, estudante de Produção Editorial e idealizadora do projeto 
Foto: Arquivo Pessoal 

O objetivo do projeto é dar voz e espaço a autores que se autodeclaram não brancos e que sofreram discriminação racial. 

“Nossas Histórias, Versos de Nós nasce da necessidade de dar visibilidade para pessoas pretas, pardas ou indígena, que, durante suas vidas acadêmicas dentro das universidades, presenciaram ou vivenciaram o racismo descarado no seu dia a dia.”, complementa a equipe editorial da Versos de Nós. 

Para participar e contribuir com o projeto, há duas formas de se envolver, participando da Comissão Avaliadora do Livro e com a submissão de originais. As modalidades são prosa, contos e poesias. 

Foto: Freepik 

O que precisa para ser autor

O Projeto Versos de Nós convida os autores a submeterem seus textos originais. As prosas devem conter, no máximo, oito mil palavras. Os contos devem conter, no máximo, dez mil palavras. Já as poesias não estão restritas por limite de versos e palavras. Se atente ao edital antes de enviar seus textos, pois os quais não se enquadrarem nesses critérios serão automaticamente desclassificados. 

O prazo para a submissão de originais encerra no dia 20 de novembro de 2023. Para participar, você precisa preparar seus originais de acordo com as orientações do edital e enviá-los através do formulário de inscrição.  

O que precisa para ser avaliador

Além de submeter seus próprios originais, você também pode se envolver na construção deste projeto como parte da Comissão Avaliadora do Livro. Os candidatos devem ser da área de Ciências Sociais e Humanas e deverão encaminhar um breve currículo descrevendo sua experiência em aspectos sociais que envolvem o racismo, revisão de textos, leitura crítica e organização de coletânea. 

O prazo para a participação na comissão encerra na próxima sexta-feira, 20 de outubro de 2023. Para se candidatar basta seguir as atribuições do edital e enviar a sua inscrição pelo formulário do link

Acesse a página oficial do Projeto Versos de Nós onde você encontrará as informações detalhadas sobre a submissão de originais e a comissão avaliadora. 

Atenção para os prazos 

Se atente aos prazos! As inscrições para a Comissão Avaliadora do Livro se encerram na sexta-feira, dia 20 de outubro. Já a submissão dos textos originais vai até o dia 20 de novembro. 

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“Desvendando Tendências e Tecnologias” é o tema da Semana Acadêmica de RP  https://mescla.cc/2023/10/06/desvendando-tendencias-e-tecnologias-e-o-tema-da-semana-academica-de-rp/ https://mescla.cc/2023/10/06/desvendando-tendencias-e-tecnologias-e-o-tema-da-semana-academica-de-rp/#respond Fri, 06 Oct 2023 18:41:27 +0000 https://mescla.cc/?p=19317 A Semana Acadêmica de RP, organizada por alunos da turma de Tópicos Especiais de Mercado I, do curso de Relações Públicas, será realizada nos dias 9, 10 e 11 de outubro, de forma híbrida. O tema deste ano é “Desvendando Tendências e Tecnologias”, e oferecerá um mergulho profundo nas interseções entre tecnologia, inovação, empreendedorismo e […]

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A Semana Acadêmica de RP, organizada por alunos da turma de Tópicos Especiais de Mercado I, do curso de Relações Públicas, será realizada nos dias 9, 10 e 11 de outubro, de forma híbrida. O tema deste ano é “Desvendando Tendências e Tecnologias”, e oferecerá um mergulho profundo nas interseções entre tecnologia, inovação, empreendedorismo e as atuais tendências profissionais da área. 

Durante os três dias de encontro, haverá palestras, workshops e debates. Os participantes terão a oportunidade de explorar os impactos da Inteligência Artificial (IA), a análise de dados no contexto das relações públicas e as implicações do empreendedorismo na profissão. “A cada ano, buscamos trazer à tona temas que reflitam os desafios e oportunidades que os futuros profissionais de relações públicas irão enfrentar”, compartilha Polianne Espindola, professora da disciplina em que os alunos estão elaborando e coordenando o evento. 

(Divulgação) 

Este ano, o evento será híbrido, contando com duas noites em sessão online – com transmissão via Unisinos Lab – e uma noite presencial com exibição ao vivo pela mesma plataforma. “Estamos ansiosos para reencontrar colegas e ex-colegas na Semana, pois teremos um dia presencial, em que poderemos nos ver e conversar, o que está cada vez mais difícil no atual momento de transição para aulas em ambiente virtual”, diz Vítor Kochhann, um dos organizadores. 

Programação

Os palestrantes convidados da Semana Acadêmica de RP deste ano são Ariane Feijó, criadora da metodologia Inbound PR e especialista em relações públicas e marketing, e Florilson Santana, analista sênior de dados e especialista em comunicação digital. Essa edição trará ainda uma novidade: uma mesa-redonda que reunirá ex-alunos de destaque, que compartilharão suas experiências e insights sobre o papel das relações públicas em um cenário cada vez mais orientado pela tecnologia. 

O encerramento da Semana contará com a presença do grupo Passo a Passo – Escola de Dança, que tocará samba de gafieira. Os participantes terão a oportunidade de escolher o nome da mascote do Relaxa & Prosa, podcast oficial do curso de RP da Unisinos. Outra novidade é a playlist musical colaborativa, pensada para construir um clima mais alegre e descontraído. Para contribuir, basta acessar este link e adicionar músicas que você considera essencial para compor um bom evento. 

Participantes poderão escolher o nome da mascote do podcast Relaxa e Prosa, um simpático golfinho, durante a Semana
(Divulgação: Arquivo/Relações Públicas)

A programação completa da Semana Acadêmica de RP será anunciada nas redes sociais oficiais do curso. Para mais informações e inscrições, é só acessar o link

Conheça os palestrantes

Ariane Feijó é especialista em relações públicas e marketing, com ampla experiência internacional. Criou a metodologia Inbound PR (2010), a primeira a sincronizar marketing com relações públicas, tecnologia e vendas. Iniciou sua carreira em multinacionais como Dell (Brasil), KPMG e Lloyds TSB (Inglaterra), e trabalhou em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Rússia e Índia. É CEO da Otimifica, consultoria de estratégia de marketing e reputação digital. Pela empresa, lidera projetos de clientes como iFood, Nestlé, Ninho, Raízen e Wilson Sons. Além de possuir um canal no YouTube e produzir um podcast, entre os mais recentes projetos de Ariane estão o livro “Inbound PR: como sincronizar negócios rumo à maturidade digital” e o e-book “RP na era do ChatGPT”. 

Florilson Santana é especialista em Comunicação Digital (2017) e bacharel em Relações Públicas (2013). É também Analista Sênior de Dados (Data Analytics). Professor de graduação e pós-graduação, Florilson atua na área de Comunicação há mais de 11 anos, passando pelas áreas de produção de conteúdo, social listening, BI, planejamento, estratégia digital e performance de mídia. Possui, em seu histórico, trabalhos para marcas como Tim Brasil, Rede Varejista Le biscuit, Universidade Salvador, CCR Metrô Bahia, Shopping Piedade e Grupo Sanave, além do Governo da Bahia. Atuou como Estrategista Digital nas eleições de 2018 e 2020. Idealizou, em 2012, o Projeto “RP Depressão”, que se tornou um dos maiores destaques sobre a profissão de relações públicas no Brasil. Foi ganhador do Prêmio RP Brasil (2013), finalista no Troféu Jatobá (2018), Prêmio Colunistas Norte e Nordeste (2019) e Prêmio E-commerce Brasil no Nordeste (2020). Atualmente, também coordena e ensina na Floris Digital, empresa de Cursos e Palestras sobre Comunicação Digital, Relações Públicas e Mídias Sociais.

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Quer entender mais sobre inteligências? O TEDxUnisinos 2023 foi sobre este tema para o palco https://mescla.cc/2023/09/14/quer-entender-mais-sobre-inteligencias-o-tedxunisinos-2023-foi-sobre-este-tema-para-o-palco/ https://mescla.cc/2023/09/14/quer-entender-mais-sobre-inteligencias-o-tedxunisinos-2023-foi-sobre-este-tema-para-o-palco/#respond Thu, 14 Sep 2023 20:09:48 +0000 https://mescla.cc/?p=19149 (*) Por Gabriele Rech, Luísa Bell e Nícolas Suppelsa O evento ocorreu no dia 25 de agosto, no Teatro Unisinos em Porto Alegre, e teve como uma das marcas, a representatividade. Rafael Mello (que dá vida à drag queen Sarah Vika), João Becker e Onilia Araújo foram os apresentadores desta edição. A maioria dos speakers […]

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(*) Por Gabriele Rech, Luísa Bell e Nícolas Suppelsa

O evento ocorreu no dia 25 de agosto, no Teatro Unisinos em Porto Alegre, e teve como uma das marcas, a representatividade. Rafael Mello (que dá vida à drag queen Sarah Vika), João Becker e Onilia Araújo foram os apresentadores desta edição. A maioria dos speakers eram empreendedores inovadores que superaram e continuam superando adversidades no dia a dia, sendo por questões econômicas ou de preconceito, por serem LGBTs, PCDs, não-brancos ou estarem envelhecendo, por exemplo.

Onilia, João e Rafael (Sarah Vika), da esquerda para a direita (Foto: Marcos Pereira Feijão)

Os speakers tinham 10 minutos para abordar o conceito de “Inteligência”, em suas mais diversas formas e variedades. O público conseguiu descobrir e ter contato com o próprio conceito de inteligência e como ele vai muito além do acúmulo de conhecimento sobre um determinado tema. Foi um evento que, apesar de longo (quase cinco horas) se tornou interessante, divertido e dinâmico, como já é tradição de todas as edições do TEDxUnisinos. Contou, inclusive, com uma atração cultural: o grupo de hip-hop Poetas Vivos. Foi um dos pontos altos da tarde, já que os integrantes trouxeram uma abordagem diferente da cultura periférica, através da declamação de poesias que se assemelharam a recitais, com interpretações potentes e cheias de vida.

MC DaNova, do Poetas Vivos, entregando tudo de si em sua apresentação solo (Foto: Marcos Pereira Feijão)

 Confira a seguir um resumo de tudo o que rolou! 


Rafael Martins  

“Professores são explicadores”. Que relação vocês querem ter com a tecnologia? 

Speaker responsável por iniciar o evento, é CEO e co-fundador da ‘Share’, plataforma de ensino que já formou mais de 25 mil alunos desde 2013. Rafael Martins também é colunista de inovação e tecnologia da Band RS e curador de eventos na área de comunicação. 

Rafael falou sobre como é a relação do ser humano com a inteligência artificial, como ela impacta nosso dia a dia (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

O palestrante também trouxe ao palco do TEDxUnisinos a ideia de que como a tecnologia é capaz de nos ajudar a reviver memórias e aproximar as pessoas. Segundo ele, com a ajuda da tecnologia, seu pai conseguiu reviver a época em que ele e a esposa iam aos bailes. E a mãe, ter a possibilidade de ver e falar com a neta, mesmo distante, por conta da tecnologia do vídeo chamada. 


Danielle Cosme 

A historiadora trouxe, em sua fala, o papel do empreendedorismo como uma inteligência importante na construção da sociedade “Nós mulheres empreendedoras, assim como jornalistas e historiadores, somos curiosas, inquietas e queremos mudar o mundo”. Danielle é cofundadora da Ladies in Tech, instituto que tem como objetivo apoiar, fortalecer e fomentar o empreendedorismo feminino no cenário da tecnologia. 

“É no coletivo que a troca é real, que conseguimos crescer”, afirma Danielle (Foto: Marcos Pereira Feijão)

Ela afirma que no Brasil existem vários grupos que mostram esse potencial do coletivo e onde estão as mais de 30 mil mulheres empreendedoras do país. Ela cita alguns, como o grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Trajano, do Magazine Luiza e a Associação Empreendedoras Restinga, que tem Roberta Capitão como presidente e se situa na capital gaúcha. Baseado nisso, ela finaliza reafirmando que “o empreendedorismo no Brasil é feminino”. 


Cairê Moreira  

Cairê Moreira foi o terceiro speaker e já de início questionou “Como ser um profissional inovador e disruptivo?”. Cairê Moreira, publicitário, Under 30 2020 e consultor de design 3D. Ela integra o Grupo Lojas Renner e é consultor de inovação, ajudando a construir futuros na área de produto.

O speaker contou um pouco da sua história, de um adolescente que não gostava da escola para um jovem empreendedor. Ele conta que começou a investir em si mesmo ainda no ensino médio, onde se tornou DJ e começou a tocar em algumas matinês. Com o tempo foi se aperfeiçoando, descobriu os anúncios nas redes sociais para se promover online e passou a produzir suas próprias festas.

Cairê trouxe para o palco do TEDxUnisinos a necessidade de sempre inovar, fator que o fez chegar este momento da sua carreira (Foto: Marcos Pereira Feijão)

Mas o destaque veio ao entrar na faculdade, Cairê foi fazendo sua rede de contatos e conseguiu alguns clientes pequenos na área da moda. Seu principal objetivo na área era solucionar as dores dos clientes, com isso foi atrás de entender como as indústrias faziam seus processos de produção, e como as tecnologias que podiam ajudar disso.

Ao encerrar, Cairê comentou que muitos perguntam qual o superpoder dele para ser um profissional inovador e disruptivo. Ele responde que é o seu “espectro autista e déficit de atenção” que o fazem ser assim. Estes são os seus superpoderes. 


Patricia Parenza  

A quarta speaker do evento foi a jornalista e empreendedora no mundo da moda e do audiovisual, Patricia Parenza, que começou a sua fala abordando o tópico do etarismo. Ela trouxe números sobre a população acima dos 50 anos no Brasil e no mundo, segundo dados do IBGE e da ONU.   

Patricia também tocou no assunto de como ser velho ainda ser considerado um coisa ruim no Brasil, se referindo ao constrangimento de muitos em perguntar a idade de alguém. Ela também ressaltou como o etarismo é o único preconceito que todos nós vamos ter com nós mesmos no futuro.   

“Por que uma mulher de 50 anos não pode usar a roupa que quiser, dançar o que quiser?”, questiona a jornalista (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

De acordo com a palestrante, a combinação entre machismo e etarismo é muito pior para uma mulher, “pois existe uma pressão social sobre nós” O Brasil, destacou, é o segundo país a fazer mais cirurgias plásticas no mundo, “A pressão que as mulheres começam a sentir a partir dos 40 anos é gigante. Dissociar a beleza da juventude é urgente e necessária”, enfatiza. “Mulher não tem prazo de validade” é isso que Patricia diz falar todos os dias para milhares de mulheres em seu Instagram – cujo seu lema é ‘envelhecer sem pirar’.

Para terminar de um jeito otimista, ela explicou sobre a teoria da “Curva da Felicidade” do professor David Blanchflower que realizou uma pesquisa em 135 países e chegou à seguinte conclusão: a felicidade é uma curva em formato de um U, pois na vida existem dois picos de felicidade. A primeira, disse ela, na infância quando somos otimistas por natureza, começando a descer na adolescência até os 40, quando estamos lidando com as nossas próprias frustrações e buscando nossos objetivos; e então, lá pelos 40 e poucos, voltamos a subir a curva novamente pois entendemos que a gente viveu mais tempo que do que tem de sobra, assim fazemos melhores escolhas e temos urgência em ser feliz.  

Dessa forma, Patricia encerrou com a seguinte frase: “Se a cada 21 segundos uma pessoa completa 50 anos no Brasil, é muito possível que daqui para frente nós vamos ter muito mais pessoas felizes”. 


Cláudio Oliveira  

Apresentado como publicitário de alma e visão empreendedora, trouxe a questão “como sua inteligência tem impactado o mundo”?

Ele cita um caminhão desenhado, nas férias da época escolar, onde “criou sua própria viagem”. E convidou o público a embarcar nesse caminhão e voltar a infância: “quando era criança, o que você queria ser quando crescer?”. Ele queria ser piloto de avião, saber quem desenhava as nuvens, jogador de futebol, ou artista de supermercado que escreve as placas dos preços dos produtos.

Ele conta que acabou virando publicitário, o que o ajudou a entender a sensibilidade do mundo. Por 15 anos trabalhou numa agência em São Paulo. Se dedicou incansavelmente à carreira, até que, quando sua filha nasceu, estava viajando. Aí entendeu a importância da presença na vida das pessoas que se ama.  

Inteligência tem a ver com isso também.  

Fundou uma agência chamada Ponto, focada em gerar impacto positivo nos negócios e na sociedade, a partir dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.  

“É preciso olhar além do que a gente está vendo (com os olhos)” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

A agência lançou projetos como a Copa dos Refugiados, para gerar inclusão social, e que atravessou as fronteiras no nosso país e impactou milhares de refugiados. Também o programa “+ visão + educação”, inspirado em um menino reprovado 4 anos seguidos em uma série, sendo que os pais e professores não conseguiam perceber que o motivo era porque ele não enxergava 1 metro a sua frente. Esse último envolveu 10 mil crianças no estado e inspirou um estudo inédito sobre o impacto da visão na educação. Foi um grande exemplo de inteligência na área da comunicação. 


Christian Gonzatti  

LGBTfobia na escola, realidade de muitos jovens e adolescente, que causam 5x mais propensão de desenvolver problemas mentais. Este foi o assunto central da palestra de Christian Gonzatti, doutor em comunicação e egresso do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos. Além disso, ele é professor no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense e criador do Diversidade Nerd, plataforma especializada em produzir conteúdo sobre questões de gênero, sexualidade e outras diversidades na cultura pop. 

Christian trouxe seu relato pessoal de uma infância e adolescência cercada por bullying e LGBTfobia, período em que ir para escola era um pesadelo e ele queria deixar de viver por causa disso. Valeu a mãe dizer que para ser alguém respeitado tem que estudar, e foi isto que ele fez.  

Christian seguiu o conselho, começou a tirar as maiores notas e virou o maior nerd da escola, e o foco das piadas de mau gosto era esse. Ele então decidiu que “era melhor ser o nerd que todos queriam colar, do que o gay que eles queriam bater”, mas ele não acha que foi esta inteligência que o fez ser quem, e provoca. “Esse período de ensino básico não poderia ser usado para ensinar sobre diversidade e respeito?”.

Christian não teve medo de compartilhar seus sentimentos: “Na adolescência, eu queria deixar de existir. Hoje eu quero viver” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Foi no ensino médio, enquanto se sentia ainda mais excluído pelo ambiente escolar, que ele descobriu a cultura pop na internet e se viu naqueles personagens, como por exemplo, a Hermione, de Harry Potter, Ariel, de A pequena sereia, e Kurt, de Glee. Com isso, ele identificou que pessoas LGBTs tem a ver um pouco com super-heróis, assim ele se tornou um pesquisador e professor sobre o assunto, e criou a página do Diversidade Nerd.  

Em 2023, esta temática voltou a ser revivida por ele, quando lançou sua 1° HQ, Boy Magya contra o monstro do armário, contada no Mescla. A história traz um super-herói brasileiro, pesquisador, gay afeminado, que não é malhado e usa aplicativos de relacionamento no dia a dia. Para Christian, a arte e a ficção são indissociáveis da natureza humana e graças a isso, hoje, ele não quer deixar de viver, mas sim viver, reviver e resistir. 


Jennifer Cereja  

Jennifer atua na psicologia clínica, é especializada em direitos humanos e saúde coletiva, e aborda uma perspectiva afro centrada junto aos pacientes da Clínica Aliá. Ela também integra o time do Saúde Preta, uma articulação regional direcionada para pessoas negras do campo da saúde, e além disso tudo é mãe.  

Apaixonada pelas emoções, ela abordou a inteligência emocional e começou a falar com um trecho do poema ‘Da calma e do Silêncio’ de Conceição Evaristo – “Quando eu morder a palavra, por favor não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo. Para assim versejar o âmago das coisas” – que segundo ela passa a ideia de que a escrita deve ser calma e saboreada.  

“Para termos vínculos satisfatórios precisamos de tempo, que hoje em dia não temos. Mas antes disso, que caminhos estamos tomando, para onde estamos indo? Nós somos brutos ou estamos brutos?”, questionou a speaker (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Mas Jennifer também contou que nem sempre foi fácil para ela interpretar poemas e não entendia por que os poetas eram tão ovacionados, até que um dia questionou uma professora sobre, e ela lhe disse então a seguinte frase: “os poetas conseguem transpor sentimentos em palavras”.   

Desse dia em diante a speaker disse ter se apaixonado cada vez mais pela poesia e pelas emoções e ter notado um certo tipo de inteligência nos poetas, “Posso comparar a inteligência emocional, mas não sei se cabe. É uma inteligência que não se explica, que vem de dentro, visceral até.”    

Jennifer também falou sobre vivermos em um mundo em que se preza muito a individualidade, e que com isso afeta as nossas relações que estão se perdendo.  

A palestrante disse preferir acreditar na segunda opção pois quando pensa em um caminho a se seguir, ela traz o conceito de coletividade como uma inovação – “Comportamentos coletivos podem diminuir esse embrutecimento”. Durante o seu encerramento, ela se emocionou ao falar dos seus ancestrais e citar a cultura africana como exemplo de coletivismo: “A cultura africana tem a coletividade como centro da cultura. Estou aqui pra isso, pra divulgar as nossas façanhas, essas sim, que sirvam de modelo à toda terra!”.  


Luiz Sampaio  

“77% das mortes violentas intencionais foram de negros. 68% da massa carcerária no Brasil é composta de homens negros e negras. O que vocês sentem ao se repararem com esses dados?”. Assim iniciou a fala do speaker Luiz Sampaio, fundador do Griô Burger, primeira hamburgueria antirracista do Brasil, com arquitetura e cardápio que homenageiam grandes nomes da história da negritude, como Malcolm X.  

Ele define o local como espaço de luta – não apenas um comércio como qualquer outro, mas um ponto de cultura, congregação dos saberes ancestrais que apontam que a coletividade é mais interessante do que caminhar só. Lá, “a branquidade também é acolhida, mas o foco é que os negros se sintam seguros”. 

“A indiferença é o pior dos sentimentos que podemos ter” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

“Os fatos que apresentei são apenas dados estatísticos ou revelam coisas mais profundas sobre a nossa sociedade? Evidente que não estamos tratando apenas de estatísticas. Para mim, esses dados causam revolta e insatisfação. Não é possível que o Brasil continue repetindo a violência contra a população negra”.  

Ele pede que os brancos que estão assistindo a palestra que assumam a responsabilidade pelos dados que estão sendo tratados. “Todos temos uma parcela de culpa”.  

Afinal, segundo Luiz, quando entendemos que os problemas do país também são compromissos nossos, mudamos a nossa postura e paramos de ficar em uma situação de reclamação, indignação ou privilégios.  

“Me sinto uma pessoa mais feliz porque dentro da minha “pequena grandeza” contribuo para um cenário em que todos nós deveríamos estar”.  


Raquel Kubeo 

Brasil tem 1,7 milhões de pessoas indígenas, o que representava 0,83% da população total do país. Foi assim que Raquel Kubeo abriu sua palestra do TEDxUnisinos 2023. A professora, roteirista e diretora da APTC-RS, ainda completa que este número pode parecer pouco, mas se os colonizadores não tivessem vindo ao Brasil este número seria maior. 

“Na cidade, sigo motivada pela luta dos meus ancestrais, daqueles que vieram antes de mim”, reafirma Raquel (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Nascida em Manaus, ela dedica sua vida a honrar a terra de seus ancestrais, a cidade de São Gabriel da Cachoeira, também conhecida como “Cabeça do Cachorro”, por causa do desenho que conforma o mapa no extremo noroeste do Brasil. Ela reforça que sair do seu território não a faz deixar de ser indígena, não diminui a importância do seu povo. Para Raquel, os povos indígenas lutam contra a agropecuária, monoprodução e a mineração e mesmo não nascendo na aldeia, ela luta por eles. 

Como professora por formação, busca ensinar ao maior número de pessoas a importância do povo e da cultura indígenas. Para que assim as dezenas de povos indígenas aniquilados ou sem terra, nos anos 1980, não se repitam. 


Lisiane Motta  

Lisiane Motta é médica psiquiatra infantil, estudiosa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH. Ao longo da sua trajetória profissional, já fez diversas participações em congressos e é terapeuta certificada no Modelo Denver de Intervenção Precoce pelo Mind Institute. A médica utiliza do seu perfil nas redes sociais para mostrar a realidade sobre ser mãe, em especial sobre a maternidade numa perspectiva neuro divergente, e desmistifica algumas ideias em relação a temática.   

A palestrante aproveitou o espaço do TEDxUnisinos para contar sobre os dois AVC’s que teve de enfrentar ano passado e como podemos superar as adversidades, fazendo com que a plateia refletisse sobre como lidam com os imprevistos e as surpresas da vida.   

“Chega um momento na vida em que não adianta ser inteligente, precisa mais do que isso” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Como ela mesma se define, é uma daquelas pessoas que enxergam o copo meio cheio. Lisiane disse que em nenhum momento pensou que ia morrer, pois não ia fazer nenhum sentido, já que tudo aconteceu enquanto ela estava trabalhando no hospital.  

O único medo dela era de perder seus ‘pensos’ – pensamentos – já que seu trabalho depende disso. Já na segunda vez, relatou que teve algumas sequelas, e disse que para ela a única coisa que poderia ser pior que perder seus ‘pensos’, era a ideia de que os seus filhos pudessem perder a mãe, ou ela os perder.  

Dessa vez Lisiane conta que chegou a fazer testes neuropsicológicos, ou seja, um teste de QI. “Após fazer o teste, eu realmente descobri que não sou tão inteligente quanto minha mãe pensava, mas eu sou boa em compartilhar”.   

Outro tópico tratado por Lisiane durante a palestra foi sobre ter começado a estudar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por conta do seu filho mais novo que recebeu o diagnóstico de autismo. “Será que eles realmente são superinteligentes ou só não sabem compartilhar?”, questionou. 


Larissa Bianca Basei 

Trazendo ainda mais representatividade no time de speakers, Larissa Bianca Basei representou a comunidade surda, fazendo a apresentação inteira na língua brasileira de sinais, com tradução simultânea para o português. Ela é graduada em Letras-Libras pela UFSC e professora na ULBRA. Mas a fala foi sobre outro tipo de inteligência, que não a acadêmica.  

Além de professora, Larissa é mentora de meditação. Sua história com a prática começou cedo. Ela não nasceu surda, mas aos 8 meses de idade teve uma otite que ocasionou a condição. Em Rolante, sua cidade natal, não existiam opções de locais para estudo, então foi até Taquara, que possua uma sala especial de surdos. Apesar do espaço aparentemente adequado, sua professora queria que Larissa e seus colegas oralizassem, batendo nas suas mãos e bocas. Então, procurou outra escola, onde encontrou a professora Cláudia, uma pessoa “maravilhosa”. Ficou ali até a adolescência. 

Larissa aceitou participar do TEDxUnisinos para mostrar ao público que os surdos são capazes e podem ter essa troca entre o mundo ouvinte e o surdo. “Precisamos de vocês e vocês precisam da gente” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Até que, na adolescência, fez um curso de artes em outra escola com uma professora que além das artes, ensinou a meditação para ela. Junto dessa professora, percebeu que as batidas graves de uma música vibravam a água em um copo. Com a concentração, se sentiu como um “balão” e se conseguiu focar seus pensamentos no “nada”. Essa foi a criação de um método que utiliza até hoje. 

Quando a própria decidiu iniciar a ministrar aulas para ajudar outros a se reconectarem com si próprios, apenas 3 pessoas se dispuseram a participar.  

Mas ela não desistiu por isso. “Nós aqui nesse teatro somos iguais, apenas com a diferença linguística. A comunidade surda quer ter acesso à informação, participar”. Um dos métodos que mais utiliza hoje em dia é o Ho’oponopono. “Através do Ho’oponopono, conseguimos nos conectar com a nossa espiritualidade. Espiritualidade não é uma religião, é focada no nosso ser, em autoconhecimento”.  


Mellanie Fontes-Dutra 

Faz sentido separar a razão e emoção? Com esta pergunta que Mellanie Fontes-Dutra abriu sua palestra, completando que tem coisas que são separáveis, mas que comportamentos complexos e traços comportamentais não residem apenas de um lado do nosso cérebro.  

Mallanie é biomédica, neurocientista, professora e embaixadora do Para Mulheres na Ciência, programa da L’Oréal Brasil, Academia Brasileira de Ciências e UNESCO. Além disso, usa suas redes sociais para falar sobre ciência e saúde pública. 

“Recordar como reagimos a algumas situações geram novos modos de analisar para as decisões futuras”, afirma Mellanie (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Segundo a neurocientista, a famosa intuição é o nosso cérebro reconhecendo padrões e nos dando dicas valiosas de como passar por determinadas situações.  

Mellanie explica que nosso sistema cerebral utiliza razão e emoções de forma integrada, por exemplo, o córtex pré-frontal, que está ligado a tomada de decisões e na moderação do comportamento social racional, é usado também em contato com as partes mais emocionais do cérebro. Resultando em um trabalho em equipe feito pelas regiões do cérebro, como uma orquestra.  


Joel Westheimer  

Convidado estrangeiro do TEDx Unisinos, o americano Joel Westheimer é professor e pesquisador da Universidade de Ottawa no Canadá, colunista de educação na “The Canadian Broadcasting Corporation” e um defensor da democracia. Durante seu TED, que foi apresentado em inglês (com tradução simultânea para o português através de um rádio), ele compartilhou ideias sobre: os processos de aprendizagem, os tipos de liderança, e as múltiplas perspectivas de análise e como isso fortalece o sistema democrático.   

Mas o seu tópico principal foi sobre o papel das escolas na formação do pensamento crítico dos alunos. Neste sentido, ele já chegou afirmando que todos nós, que vivemos em uma sociedade democrática, temos algo a dizer sobre como devemos viver. E assim, questionou a plateia. 

“O que escolas em uma sociedade democrática devem ensinar aos seus estudantes, para que eles tenham o conhecimento necessário, para que possam participar em decisões de como devemos viver?”.   

“Escolas devem saber e poder lidar com as paixões de seus professores, dos seus alunos, e a da sua comunidade”, salientou o professor (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Para Joel, o que as escolas não devem fazer é limitar o que um professor pode fazer em uma sala de aula, pois pelos últimos 25 anos, de acordo com relatórios escolares ao redor do mundo, estamos obcecados em repetir o mesmo comportamento, de dar testes padronizados focados em apenas duas áreas: matemática e literatura.  

Ele afirma não ter nenhum problema com padrões, mas sim com a palavra padronização, pois segundo ele “Escolas não são McDonald’s” – pois não produzem sujeitos “padrão”, como os hambúrgueres que são iguais em qualquer lugar.  

De acordo com o palestrante, se as escolas querem que seus alunos se engajem com a democracia e pensem democraticamente, é necessário fazer algumas coisas por eles. 

 “Primeiramente precisamos ensiná-los a fazer perguntas difíceis, a questionar o mundo a sua volta. Em segundo lugar, eles precisam saber lidar com diferentes realidades. E por último, precisamos resgatar o real significado do que é política”, ressalta.   

Para encerrar, Joel citou a frase da filósofa norte-americana Maxine Green: “O propósito da educação é enfrentar o problema, e assim problema será confortável”. 


Roberta Duarte 

“A Taylor Swift é uma estrela. Na verdade, todos nós somos estrelas”. Assim iniciou a fala de Roberta Duarte. A doutoranda em Astrofísica na USP trouxe questões filosóficas e existenciais num clima de empolgação e admiração de quem ama o que faz e estuda, que quase não combinava com a discussão de deixar o cérebro “derretido”. De fato, todos nós somos feitos substancialmente de poeira de estrela, como diz Carl Sagan, um dos cientistas preferidos da speaker. “Uma população 3 de estrelas deu início a tudo – exceto aos elementos hidrogênio e hélio, que são do comecinho, lá do Big Bang –, inclusive a primeira luz que o universo conheceu”. 

“Cada pedacinho de nós nasceu de uma estrela” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Ela conta que, inclusive, uma das missões principais do famoso telescópio James era descobrir onde estavam as estrelas da população III (as primeiras estrelas formadas na galáxia), para descobrir mais sobre tudo o que conhecemos. Mas até hoje não se sabem muitas informações sobre isso. Para Roberta, todo esse universo e a filosofia por trás do assunto é visivelmente fascinante. Ela pesquisa aspectos de todo o universo, não apenas estrelas, como você pode ver aqui

De um jeito mais leve, a física afirmou que somos parte da história das estrelas, e não só isso, mas inclusive estamos na melhor época da história do universo, a da era das estrelas, onde podemos observar o céu estrelado, e precisamos aproveitar isso da melhor forma (apesar da poluição urbana). Ela finalizou citando a que é, na opinião dela, uma das melhores músicas da cantora Taylor Swift, Stralight. Isso porque há um trecho, logo no início da canção, que diz “And we were dancing, dancing like we’re made of starlight” ou “nós dançávamos como se fôssemos luz de estrelas”. Porque, de fato, somos estrelas, no sentido literal (formados por poeiras de estrelas) e figurado (porque somos importantes da nossa forma).  

Deives Picáz 

Deives Picáz é influenciador, palestrante, ativista e PCD. Usando suas redes sociais para falar sobre capacitismo e deficiência sem tabu, se tornou relevante e inovador na sua temática, recebendo o convite para ser conselheiro da ONU no Brasil. 

Com a pergunta “Com quantas pessoas PCDs você já estudou, trabalhou ou se relacionou no seu dia a dia?”, o influenciador traz a reflexão de como o capacitismo afeta a convivência social para as pessoas com deficiência. “Eu posso listar uma série de competências sobre mim, mas nada adianta se só veem minha deficiência física”, completa. 

“O capacitismo não é só um tema da minha rede social, é o confronto da minha vida”, provoca Deives (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

Deives ainda falou sobre ser visto como uma pessoa que só serve para ser motivo de pena e das oportunidades, e que perde por culpa do capacitismo estrutural.  

“Em uma entrevista de emprego, só não ocupei a vaga não por falta de qualidade, mas sim por falta da minha mão.”  

Por fim, Deives contou sobre seu trabalho nas redes sociais “Falo de capacitismo porque é necessário, não porque gosto”. E deixa o questionamento “Quando vou poder deixar de falar da minha dor e falar sobre as coisas que gosto?”, finalizou. 


Paola Troian 

A última palestrante da edição foi a Paola Troian. Cineasta de formação, influencer digital e também chefe de cozinha, o seu Ted talk foi sobre sustentabilidade, e fez um alerta sobre a fome e o desperdício de alimentos.  

Paola conta que foi durante uma aula na faculdade de gastronomia que um rombo se abriu, após ouvir de uma professora a informação de que “mais de um terço de todo alimento que é produzido no mundo vai para o lixo”. Ela disse ter se sentido naquele momento como se estivesse na Matrix escolhendo a pílula vermelha.   

Desconforto, curiosidade e aprendizado, foi o que moveu Paola a querer a entender os processos sistêmicos que fazem parte desse problema. A palestrante apontou que segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mais da metade dos alimentos se perdem, já no primeiro processo: que é a colheita e a armazenagem; já outra parte se perde no processamento dos alimentos, na parte de transporte, e por fim, nas nossas casas – na forma como consumimos eles.  

Paola questiona: “E se a nossa curiosidade fosse a chave mestra para que possamos reprogramar o mundo que a gente vive?” (Foto: Marcos Pereira Feijão) 

De acordo com a Paola, ver o sistema como ele é nos assusta e nos deixa desconfortável. Por isso ela começou a estudar sobre a questão da alimentação buscando entender por que o processo de alimentação monocultural do nosso país carrega tanto no uso de agrotóxicos, se sabemos que eles fazem mal.  

“O uso de agrotóxicos acaba com os nossos recursos hídricos, mata biomas. O sistema monocultural do Brasil devasta e mata a população originaria.”   

Outro ponto trazido pela palestrante foi a questão do sistema de consumo em que vivemos, “Por que nós produzimos tanto plástico? E por que nós fazemos a escolha desse produto tão descartável, que a gente sabe que demora milhares de anos para se decompor?”.    

Por fim, Paola falou sobre apaziguar a culpa que estava sentido após ‘tomar a pílula vermelha’. “Eu entendi que tá tudo bem não entender tudo de uma vez só, e que é necessário começar pelas pequenas coisas […] Olhar para as nossas projeções sociais e ambientais depende só da gente, e tá tudo bem dar um passinho de formiguinha de cada vez. A gente não precisa ir muito longe muito rápido, a gente precisa ir muito longe no tempo certo, todos juntos, de maneira responsável.” 

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Carreiras na Música: novo curso de extensão da Escola da Indústria Criativa  https://mescla.cc/2023/08/24/carreiras-na-musica-novo-curso-de-extensao-da-escola-da-industria-criativa/ https://mescla.cc/2023/08/24/carreiras-na-musica-novo-curso-de-extensao-da-escola-da-industria-criativa/#respond Thu, 24 Aug 2023 17:21:15 +0000 http://mescla.cc/?p=18902 Tem novidade na Escola da Industria Criativa! Este semestre está inaugurando um novo Curso de Extensão, o Carreiras na Música – Estratégias para Ingressar no Setor. O encontro ocorrerá no dia 9 de setembro (sábado) e possui duas horas de duração. Seu objetivo é proporcionar um melhor entendimento do setor da música nacional e internacional […]

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Tem novidade na Escola da Industria Criativa! Este semestre está inaugurando um novo Curso de Extensão, o Carreiras na Música – Estratégias para Ingressar no Setor. O encontro ocorrerá no dia 9 de setembro (sábado) e possui duas horas de duração. Seu objetivo é proporcionar um melhor entendimento do setor da música nacional e internacional para entender os desafios e as oportunidades profissionais atuais.


O professor ministrante do curso, Charles Di Pinto, vai tratar sobre os diferentes segmentos na indústria da música, quais os desafios para trabalhar em cada um, e alguns caminhos para entrar no ramo. “Vou falar sobre remuneração e quanto tempo geralmente leva para se tornar um profissional. E vou aprofundar um pouco mais no assunto das carreiras no setor fonográfico”, completa. 

Charles Di Pinto, professor da graduação em Produção Fonográfica e coordenador da Sigmund Records
(Foto: Arquivo/ Comunicação Digital)


Para Charles, muitas pessoas têm afinidade com a música, e imaginam como seria uma carreira nesse setor. “Alguns já ingressaram na área, outros têm dúvida se vale a pena investir tempo e dinheiro para viver disso. Esse curso é para essas pessoas”, comenta. 


Para saber mais e se inscrever, basta acessar o link

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