Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos Perfil - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/category/secoes/perfil/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Mon, 19 Nov 2018 18:59:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 Leonardo Stürmer https://mescla.cc/2018/10/31/leonardo-sturmer/ https://mescla.cc/2018/10/31/leonardo-sturmer/#respond Wed, 31 Oct 2018 18:39:19 +0000 http://mescla.cc/?p=8492 Nascido em Porto Alegre, Leonardo Machado Stürmer é egresso de uma das primeiras turmas de Jornalismo da Unisinos campus Porto Alegre. Formado em março de 2017, o jovem de 23 anos já tem crônicas publicadas em dois livros diferentes, uma coluna no Diário de Viamão e muito incentivo para passar aos futuros jornalistas.  Com uma infância permeada por muitos […]

The post Leonardo Stürmer appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Nascido em Porto Alegre, Leonardo Machado Stürmer é egresso de uma das primeiras turmas de Jornalismo da Unisinos campus Porto Alegre. Formado em março de 2017, o jovem de 23 anos já tem crônicas publicadas em dois livros diferentes, uma coluna no Diário de Viamão e muito incentivo para passar aos futuros jornalistas. 

Com uma infância permeada por muitos livros, ele relembra alguns momentos marcantes daquela época. “O que mais me lembro da infância, num geral, eram dos livros. Eu brincava, via desenho animado, tinha vários amigos, mas sempre tinha aquele amigo livro debaixo do braço. Levava livro nas festas de natal, inclusive. E, sim, como muitos da minha geração, fui alfabetizado com Harry Potter e ele foi meu grande incentivo à leitura”. 

Foto: Reprodução

A decisão de cursar Jornalismo aconteceu cedo, quando ainda estava na escola e tinha apenas 12 anos. A inspiração veio de um membro da família – Leonardo descobriu que o primo Leandro Olegário trabalhava na Record e o levou para passar uma tarde na empresa. “Fiquei encantando ao descobrir sobre a profissão que envolvia escrita, televisão e fotografia. Esse momento foi onde comecei a amar e entender a profissão”, lembra Leonardo. 

Quando se lembra suas principais influências, Leonardo conta sobre o fim da era da MTV e como usou a admiração que tinha pela emissora em outra etapa da sua trajetória. “Era meu sonho ser VJ (termo utilizado para os apresentadores do calnal –video joker) mas, no meu primeiro ano de faculdade, o canal terminou. No fim, acabou servindo para o meu TCC!”, relembra ele, que fez o trabalho teve como tema de seu trabalho de conclusão “A desconstrução do telejornalismo no programa Furo MTV”.  

Leonardo durante a apresentação do Trabalho de conclusão. Foto: Reprodução

Durante o curso, Leonardo destaca algumas disciplinas que marcaram a vida acadêmica. “Duas disciplinas que eu guardo com mais carinho foram Comunicação e Arte e a de Antropologia. Acho que as duas andam meio juntas, e ambas serviram como novas formas de entender e enxergar o mundo”, afirma. 

Como sempre gostou da literatura e escrita, depois de se formar, Leonardo descobriu um curso de escrita da Editora Metamorfose, em Porto Alegre. Foi assim que conseguiu dar um grande passo na carreira de jornalista: a publicação de seus contos em dois livros. O primeiro fez parte da edição do 26° Caderno de Literatura da AJURIS e contou com sessão de autógrafos em seu lançamento, na Feira do Livro de 2017. 

Jornalista durante a sessão de autógrafos em 2017. Foto: Reprodução

Já a publicação do segundo conto foi como um trabalho de conclusão durante o curso de escrita que realizava pela editora. Alguns estudantes estariam concorrendo para ter sua crônica publicada na coletânea Metamorfoses do Amor, e Leonardo foi um dos escolhidos.  

Ele relembra das conquistas e comenta que vê a experiência da seguinte maneira: “uma forma de crescer. Acho que não dá pra gente parar num ponto e não ir mais pra frente, sempre tem que olhar pra trás e ver onde dá pra evoluir”, conclui.  

Hoje Leonardo Stürmer assina uma coluna para o jornal Diário de Viamão e fala sobre novidades no universo pop: música, televisão e resenhas sobre filmes e seriados.

Leonardo e colegas durante o lançamento do conto publicado no segunido livro, em 2018. Foto: Reprodução

 

 

The post Leonardo Stürmer appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/31/leonardo-sturmer/feed/ 0
Vanessa Furtado https://mescla.cc/2018/10/03/vanessa-furtado/ https://mescla.cc/2018/10/03/vanessa-furtado/#respond Wed, 03 Oct 2018 20:52:20 +0000 http://mescla.cc/?p=8014 Uma carreira que mistura audiovisual e educação, sempre com a leveza que só uma jornalista de 24 anos poderia proporcionar. Vanessa Furtado é mestra em Ciências da Comunicação pela Unisinos e atua como Designer Instrucional no Grupo A, em Porto Alegre. A empresa trabalha auxiliando as instituições de educação a modernizarem as metodologias e encontrarem novas soluções. O Grupo A faz a criação de livros, revistas, plataformas […]

The post Vanessa Furtado appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Uma carreira que mistura audiovisual e educação, sempre com a leveza que só uma jornalista de 24 anos poderia proporcionar. Vanessa Furtado é mestra em Ciências da Comunicação pela Unisinos e atua como Designer Instrucional no Grupo A, em Porto Alegre. A empresa trabalha auxiliando as instituições de educação a modernizarem as metodologias e encontrarem novas soluções. O Grupo A faz a criação de livros, revistas, plataformas e até aplicativos para o ensino. 

Em seu dia a dia de trabalho, Vanessa recebe os materiais didáticos dessas instituições e tem a missão de dar um olhar mais leve, tornando o entendimento mais fácil e o conteúdo mais atrativo para os alunos. Ela conta que esse processo é feito “visando sempre o melhor aprendizado, trazendo modernidade e tirando o engessamento”. 

Anteriormente, Vanessa atuou na criação de vídeos para o ensino a distância na Ulbra, em Canoas (RS), onde se graduou em Jornalismo em 2015. Na universidade, trabalhava junto com a mãe, Claudiane Furtado, que é especialista em psicopedagogia. “Minha mãe sempre me incentivou a entender todos os lados da história e ter a mente aberta”, conta Vanessa. Essa experiência de criar bons conteúdos e tornar o conhecimento atrativo é o que a levou ao cargo de Designer Instrucional do Grupo A. 

Pesquisa sobre serial killers na ficção

A jornalista, durante sua trajetória de graduação e mestrado, também participou de diversos eventos acadêmicos. O foco da pesquisa da jornalista são os serial killers da ficção. Em 2015, Vanessa apresentou na Intercom o seu TCC, “A construção do personagem na narrativa seriada televisiva contemporânea: um olhar à série Dexter”. Em 2017, como estudante de mestrado, apresentou o trabalho “A estetização do horror na série Hannibal” na Intercom e no SOCINE (evento da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual). 

A jornalista já apresentou seus trabalhos em diversos eventos. Foto: Reprodução

A ideia de Vanessa é entrar no doutorado e futuramente dar aulas na Comunicação. Experiência acadêmica ela tem de sobra: antes de atuar no EAD da Ulbra, trabalhou como bolsista de iniciação científica. Para o doutorado, a jornalista quer seguir o mesmo princípio de sua linha de pesquisa a abordar a série Mindhunterum drama policial. “Sempre tive curiosidade de entender como os serial killers são retratados na ficção”, conta. 

O interesse surgiu em 2011, quando Vanessa fez um curso de roteiro e construção de personagens. A jornalista recebeu críticas pela escolha do tema para uma pesquisa, pois algumas pessoas opinaram que as séries não deveriam ser analisadas no curso, apenas os programas noticiosos. Porém, ela acredita que faz parte da missão do profissional de Jornalismo estudar qualquer produto comunicacional. 

Sempre ver os dois lados da história

Sobre a relação da análise da ficção com a área jornalística, ela destaca o viés de aproximação: “toda vez que a gente conta uma história tem que ter vários pontos de vista”. Segundo ela, isso é o que acontece nas séries que retratam serial killers, sempre abordando todos os lados e mostrando o lado humano das personagens. A narrativa de crimes e suas consequências na sociedade também é algo em comum entre o jornalismo e as histórias fictícias estudadas por Vanessa. 

Para quem deseja seguir na área de educação dentro do Jornalismo, a profissional aconselha “procurar novidades e eventos nas áreas de tecnologia, informação e comunicação”. Vanessa também recomenda acompanhar as tendências dessas áreas no exterior. Com a educação, segundo ela, o jornalista pode atuar “na formação de indivíduos, muito mais do que a formação de opiniões”. 

The post Vanessa Furtado appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/10/03/vanessa-furtado/feed/ 0
Pedro Rossa https://mescla.cc/2018/09/27/eu-nao-tive-muito-essa-questao-dos-tropecos-tive-muitos-desafios-me-sinto-sortudo-por-ter-conseguido-algo-que-as-pessoas-ficam-buscando-por-muito-tempo/ https://mescla.cc/2018/09/27/eu-nao-tive-muito-essa-questao-dos-tropecos-tive-muitos-desafios-me-sinto-sortudo-por-ter-conseguido-algo-que-as-pessoas-ficam-buscando-por-muito-tempo/#respond Thu, 27 Sep 2018 20:43:27 +0000 http://mescla.cc/?p=7813 Fã confesso de super-heróis, Pedro Rossa, 28 anos, egresso do curso de Jogos Digitais da Unisinos, carrega na pele e na camiseta seus personagens favoritos – Homem-Aranha, Goku, e The Flash – todos deixando grandes lições de vida a se seguir. Com uma trajetória de garra, igual àquelas comuns nas histórias em quadrinhos, ele desenha sua […]

The post Pedro Rossa appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Fã confesso de super-heróis, Pedro Rossa, 28 anos, egresso do curso de Jogos Digitais da Unisinos, carrega na pele e na camiseta seus personagens favoritos – Homem-Aranha, Goku, e The Flash – todos deixando grandes lições de vida a se seguir. Com uma trajetória de garra, igual àquelas comuns nas histórias em quadrinhos, ele desenha sua personalidade conforme se depara, e ultrapassa, os desafios ditados em sua vida. 

Referências à parte, a saga de Pedro iniciou em Canoas, cidade onde nasceu e vive até hoje. Ainda na infância, ele experimentou a interação social influenciado por sua família católica: na igreja. Foi coroinha durante algum tempo e acredita que alguns de seus valores morais foram moldados nesta época.  “Eu sempre considero o quanto isso me ajudou a montar como eu enxergo as coisas, na questão do que eu acho justo ou injusto”, conta.  

Pedro Rossa | Foto: Arquivo Pessoal

“Minha mãe sempre falava: tu tens que viver pelos teus próprios olhos. E isso me ajudou”, lembra. Paralelo aos ensinamentos católicos, a família sempre teve um papel importante em sua formação, principalmente no incentivo a buscar o próprio caminho.  

Foi aprendendo a fazer escolhas que iniciou o primeiro emprego, fazendo capeletti – massa típica italiana – na comunidade em que vivia. Eram sete horas diárias, em pé, manuseando os pequenos retângulos de massa para que ganhassem forma. Foram três longos meses no primeiro emprego, até conhecer uma escola de Ensino Médio que aliava o ensino básico com o técnico, localizada em Novo Hamburgo, cerca de 30km de distância de Canoas..  

Entrou no Liberato em 2006 e, a partir de então, passou a dedicar-se integralmente aos estudos.  Mas a rotina não aliviou, bem ao contrário. Pedro decidiu cursar Técnico em Eletrônica, o que demandava muitas horas diárias em frente aos cadernos.  

Muito mais do que uma possível profissão, os tempos de ensino médio foram primordiais para a formação pessoal de Pedro. “O Liberato me formou como pessoa. Eu tinha um orientador, que mudou a minha vida, o professor Jaime. Ele dizia: ‘aqui a gente não ensina conteúdo, a gente ensina vocês a aprender. Se vocês aprendem a aprender vocês vão aprender qualquer coisa’”, lembra. 

Para quem ouviu falar de Pedro Rossa no ensino médio, não vai lembrar apenas do estudante dedicado, mas de uma figura lendária na gincana da escola. “Enquanto muitos dos meus colegas eram fissurados em ficar dentro do laboratório, eu fui por três anos o mascote do nosso curso. Eu colocava uma roupa de Taz e saía interagindo com as pessoas. Eu fiquei conhecido por isso, pela interação. Quando eu fiz o meu estágio eu vi que tudo isso que eu gosto, que é interagir com os outros, falar com gente, ser criativo, onde é que eu ia colocar isso tudo?”, conta. 

Pedro Rossa vestido de TAZ, na apresentação das equipes na gincana no Liberato | Foto: Arquivo Pessoal

Então, o que parecia óbvio – um formando em eletrônica cursar uma graduação de exatas – não aconteceu. A criatividade e a interação com as pessoas, tanto prezada pelo então formando, materializaram-se no curso de Realização Audiovisual da Unisinos, o CRAV. Foram quatro semestres no cinema, e algumas experiências marcantes, como o dia em que Pedro encarou o desafio, vestiu-se como o Flash e saiu performando pelos corredores da universidade (vídeo abaixo) 

“Na primeira semana de aula, um cara me viu com a camiseta dele e disse ‘tu é o Flash’. Todo mundo começou a me chamar de Flash. Os professores, pessoal nos sets de filmagem. Eu tive um trabalho, na disciplina de TV, que era fazer um vídeo. A gente comprou uma roupa do Flash. Eu me vesti, dentro da Unisinos, e a gente fez a história do Flash. Tem o vídeo lá, eu falando como se fosse o Flash”, relembra.  

Assim como a roupa do Taz marcou a passagem pelo Ensino Médio, o Flash ficou gravado como o personagem do curso de cinema. Quem procura o perfil de Pedro nas redes sociais, encontra o apelido “Flash” atrelado ao nome.  

Enfim, Jogos Digitais

Pedro tem uma longa caminhada até ingressar no curso de Jogos Digitais, em 2014. Passou pela Eletrônica, entrou no curso de Cinema e foi até estagiário da TV Unisinos, mas ele ainda não havia se encontrado e, aquele velho conselho da mãe, dizendo para que ele ver o mundo com os próprios olhos, era latente.   

“Eu sempre tive essa questão criativa, então encontrei na grade curricular do CRAV vários pontos de interesse. Mas no decorrer do curso eu percebi que o estilo de vida, a questão de horários, eram diferentes do que eu estava buscando. Faltou a parte técnica que eu também gostava. Eu queria encaixar a parte técnica com a parte criativa. Quando eu percebi que estava faltando algo, eu tranquei e depois em Jogos eu consegui encontrar”, confessa Pedro. 

Foto: Arquivo Pessoal

A grade curricular de jogos trazia a técnica tanto almejada por Pedro, e foi amor ao primeiro semestre. “Eu não entrei em jogos porque ‘bah, eu quero fazer jogos digitais’, eu entrei porque vi nele uma grade que tinha muito foco em computação gráfica, que era uma área de importância. Eu entrei por um motivo, que era puramente da técnica que eles ensinavam e já no primeiro semestre eu me encontrei, e daí eu decidi ‘eu quero fazer algo relacionado a isso’.  

Logo ao ingressar no curso, Pedro procurou alguns professores que pudessem indicá-lo para algum trabalho. Encontrou a Iniciação Científica e começou a pesquisar, inicialmente, no PPG de Educação. No semestre seguinte, encontrou uma oportunidade no PPG da Computação e não pensou duas vezes antes de aceitar. Mas, foi nesse instante que uma luz acendeu no então estudante: a docência. Depois disso, por conta do surgimento de oportunidades profissionais, Pedro voltaria a dedicar-se integralmente a pesquisa somente após sua formatura e ao ingressar no Mestrado, iniciado em 2018/2.

 

Atomic Rocket

A história de Pedro nos Jogos Digitais se confunde com a trajetória do Laboratório Experimental do curso, o Atomic Rocket. Idealizado por dois professores, o projeto conseguiu a primeira verba da universidade para a contratação de um laboratorista. Mas, o escolhido deveria ter capacidade de atuar, também, no estúdio da Rádio Unisinos. Nesse caso, e não por acaso, Pedro Rossa foi indicado por dois professores para o cargo: um dos Jogos Digitais e uma professora do Jornalismo.  

Começava então mais uma experiência transformadora. Os estagiários do Atomic Rocket eram colegas de aula de Pedro, o que demandou uma gerência de relações constante. Mas para quem interagia na gincana, vestido como o mascote Taz, Pedro não teve maiores dificuldades. Estudando pela manhã no campus de São Leopoldo e dividindo-se entre o Laboratório de Jogos e os estúdios de rádio em Porto Alegre, ele desdobrou-se por dois anos, mas dedica a correria, um grande ensinamento.  

“Toda a interação com professores, trabalhando oito horas enquanto estudava, acabou formando o meu perfil profissional e também o meu perfil pessoal. Acabou criando um pouco de tudo o que eu acredito e que levo pra vida, em questões éticas. Como, desde o começo eu estava, ou em uma bolsa, ou trabalhando, sempre envolvido, eu tinha essa experiência de como é lidar com essa situação, universidade versus trabalho, e isso me ajudou muito”, conta. 

Para ele, o contato com os professores foi primordial, porque foram nestas relações que ele encontrou incentivo e apoio para buscar o que realmente queria seguir. “Eu consegui perceber que não queria trabalhar para a indústria, especificamente. E isso ficou tão forte, que um professor conseguiu me convencer a entrar em um mestrado com ele e trabalhar em um projeto de pesquisa de pós-graduação. E isso montou o que eu quero construir daqui pra frente”.

“A amizade que eu fiz com os professores, o conhecimento que agreguei, é algo incrível que eu uso hoje, dentro do que eu faço, aquele conhecimento que foi agregado, então não eu acredito que não teria nada que eu mudaria” 

 

Herói da vizinhança

Talvez o super-herói que tenha a história mais similar à de Pedro seja aquele tatuado no seu braço direito: o Homem-Aranha. O jovem nerd Peter Parker mantém dois empregos e mesmo com as dificuldades para pagar o aluguel, quando chamado, coloca sua roupa de herói e parte para salvar quem precisar de ajuda. Não que o egresso em Jogos Digitais tenha superpoderes, nem que saia espalhando teia de aranha para prender criminosos. Mas se existe algo que define Pedro é a capacidade de, mesmo com uma rotina tão difícil, encontrar um tempo para salvar a vizinhança. 

Pedro Rossa fantasiado em trabalhos voluntários. | Foto: Arquivo Pessoal

Ainda enquanto estudava no Liberato, ele conheceu, por meio de um grupo de trabalho voluntário formado por uma colega, sua nova paixão: ajudar. “Nós íamos no asilo, que era um lugar com bastante necessidade, coletávamos algumas coisas e levávamos para eles. A gente fazia páscoa, fazia cestinha.”, conta. Nesta época, a roupa do mascote Taz era aliada dele, que a vestia para as ações.  

Mais tarde, passou a participar do Dia Mágico, trabalho que surgiu deste primeiro contado com o voluntariado, mas, desta vez, em casas de acolhimento e abrigos de crianças. Mais tarde ainda, quando já cursava o CRAV, Pedro conheceu a LEME – Associação de Lesados Medulares – de Novo Hamburgo e passou a realizar trabalho voluntário lá.    

Foto: Arquivo Pessoal

Dois pés na pesquisa

A primeira experiência na Iniciação Científica plantou as sementes da docência em Pedro e o contato com o mercado só fortaleceu esta vontade de pesquisar. Com a pós-graduação, foi possível juntar todos os pedaços cultivados durante a graduação, e enfim, encontrar o caminho que tanto almejava. Para os próximos quatro anos, o plano é seguir no projeto em que se encontra, sendo que metade desse tempo é dedicado a pesquisa de mestrado. 

“É onde estou abrindo as portas e me encontrando na questão acadêmica. Têm a questão das publicações, estou escrevendo pra revista, para artigos. Então ali eu estou me encaixando e vendo qual a linha que eu vou seguir, dentro da parte da computação. Um dos meus objetivos é dar aula, principalmente no curso de Jogos. Então, além do mestrado, continuar nessa pesquisa”, almeja.  

Foto: Arquivo Pessoal

 

Conselho de mestre 

Para quem está com o pé no início da jornada acadêmica e vê a nuvem dourada o levando para o curso de Jogos Digitais, Pedro aconselha entender a grade curricular e ser capaz de identificar se é este o caminho certo. Ele lembra que muitos colegas acabam ingressando com uma visão errada da graduação em Jogos e acabam se decepcionando logo nas disciplinas iniciais. 

“Às vezes as pessoas falam ‘bah, tu gastou dois anos no cinema’. O cinema foi o diferencial pra mim. Os conhecimentos que eu trouxe de lá agregaram muito para eu conseguir olhar as coisas de uma perspectiva diferente. Eu tenho um afeto muito grande pelo curso, pelos professores”

“Não é porque tem jogos no nome que tu vais jogar. O nome engana. Se tu jogava, depois de entrar tu não vai mais, porque é muita coisa. O nosso currículo é excelente, mas é um currículo pesado, tem que se dedicar, e é bem importante ter isso em mente quando entra. Vai além do nome, vai ver o que realmente são Jogos Digitais”, aconselha. 

Jogos Digitais é um dos cursos que se encontra em duas escolas: a Indústria Criativa e a Politécnica. Pedro entende isso como sendo o “casamento da técnica com a criatividade”, e por isso acredita que para se encontrar na graduação é preciso ser criativo e, ao mesmo tempo, ter foco. “Precisa pensar fora da caixa, mas precisa ter foco, porque tem matemática, tem que programar muito e fazer muito trabalho técnico”, conta.

 

The post Pedro Rossa appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/09/27/eu-nao-tive-muito-essa-questao-dos-tropecos-tive-muitos-desafios-me-sinto-sortudo-por-ter-conseguido-algo-que-as-pessoas-ficam-buscando-por-muito-tempo/feed/ 0
Lucas Couto https://mescla.cc/2018/09/17/lucas-couto/ https://mescla.cc/2018/09/17/lucas-couto/#respond Mon, 17 Sep 2018 18:29:06 +0000 http://mescla.cc/?p=7658 Lucas Couto tem 25 anos e nasceu em Manaus (AM). Mas o coração do amazonense pertence ao sudeste do país, em especial a Minas Gerais. A família é natural do estado e Lucas tem a cidade de Belo Horizonte como lar. O mineirinho de alma é formado em Design de Produto e trabalha na área. Hoje vive na […]

The post Lucas Couto appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Lucas Couto tem 25 anos e nasceu em Manaus (AM). Mas o coração do amazonense pertence ao sudeste do país, em especial a Minas Gerais. A família é natural do estado e Lucas tem a cidade de Belo Horizonte como lar. O mineirinho de alma é formado em Design de Produto e trabalha na área. Hoje vive na Noruega, na cidade de Trondheim. 

O Aventureiro 

Lucas é um viajante nato. Na vida pessoal, morou em diferentes cidades. Passou por Belo Horizonte, Sete Lagoas, Divinópolis e Pitangui, todas pertencentes a Minas Gerais. Lucas também viveu em municípios do Espírito Santo, Ceará, São Paulo, Amazonas e Rio Grande do Sul. Fora do Brasil, residiu na Europa, em Portugal e na Noruega. Na carreira profissional, atuou em diversas empresas, como Bertussi Design, Grupo Criativo, IDEA Belo Horizonte (fundada pelo próprio Lucas quando ainda estava na faculdade) e EGGS Design, onde trabalha atualmente. 

Durante os anos de experiência profissional, o jovem conquistou prêmios e teve iniciativas de sucesso. Em 2013, trabalhava desenhando móveis compensáveis. Ele, junto de um amigo, foi finalista do Salão Design, maior premiação de Design de Produto da América Latina. Um trabalho de 2015 produzido na Bertussi, em que Lucas fazia parte da equipe, ganhou um German Design Award 

No final de 2016, junto do amigo Thiago, ele criou a comunidade no Instagram Weeklydesignchallenge. Com mais de 43 mil seguidores, a proposta é lançar desafios semanais que incentivam a comunidade interessada em desenhar produtos diferentes. Os melhores sketches são repostados na hashtag de mesmo nome. No final de 2017, enquanto procurava emprego, a proposta de trabalhar na Noruega surgiu e foi aceita com entusiasmo. 

Lucas durante um workshop de modelagem em 2015. / Foto: Facebook

A criança e a criatividade 

Lucas é libriano e filho único. O pai, Divino Couto, trabalhava com injeção plástica. Por conta disso, era constantemente chamado por empresas de diferentes municípios para exercer a função. O pai e a mãe, Ana Maria Nunes de Souza, acabavam gostando das cidades e decidiam fixar residência, o que explica as inúmeras mudanças pelas quais o menino passou. Lucas cresceu ouvindo sobre plásticos, visitando fábricas, era fascinado por Lego, gostava de desenhar e brincar com massas de modelar. Ele acredita que esse combo foi responsável por guiá-lo pelo mundo do design.   

“É muito louco o fato de que a gente tem que escolher o que vai fazer para o resto da vida durante a escola”, reflete Lucas. Ainda na adolescência, as ideias de curso superior vagavam entre Engenharia Civil e Arquitetura. Na época do vestibular, em 2011, Lucas foi aprovado na Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, em Design de Produto, um curso que escolhera por acaso. “Na primeira semana de aula eu já estava apaixonado, e no final do primeiro semestre eu já sabia que era aquilo que eu queria fazer pro resto da minha vida”, conta. 

Lucas Arthur de Souza Couto / Foto: Facebook

Autonomia e sucesso 

Ainda cedo no curso, Lucas percebeu que precisava ir além para garantir as oportunidades de trabalho. Ele relembra que passou por momentos complicados durante o segundo ano de Design de Produto. Segundo ele, “se quisesse ser designer de fato, deveria correr atrás por conta própria. A faculdade não era a base pra tudo. Você precisa de portfólio e skills, e, durante a faculdade, o aluno tem pouco tempo para desenvolver um portfólio decente”, comenta. 

Como forma de se aprimorar, Lucas voltou-se para o Behance, uma ferramenta para criação e divulgação online de portfólio. Através dele, o mineiro passou a acompanhar o que os principais designers do mundo estavam fazendo. Ele procurava por influências, estilos, modos diferentes de produzir. Lucas decidiu fazer projetos pessoais em casa, participar de concursos e até fundou uma empresa, a já mencionada IDEA Belo Horizonte. Focado no trabalho, o mineiro construiu um bom portfólio e em 2015, todo o esforço foi compensado. A Bertussi Design, de Porto Alegre, o contratou. Lucas trancou o curso na UEMG e, sem pensar duas vezes, foi para a capital gaúcha. 

Em Porto Alegre, a chance de trabalhar no Grupo Criativo fez com que Lucas transferisse o currículo para a Unisinos. O mineiro disse ter gostado da infraestrutura da universidade e dos professores por serem prestativos.  Na avaliação dele, o currículo do curso é bom, porém ele acredita que a cobrança em sala de aula poderia ser maior, assim como o nível exigido dos trabalhos.  

Para Lucas, o professor e coordenador do curso, André Canal Marques é excelente e disposto a resolver qualquer problema, além de ser um professor muito paciente. “A disciplina de Propriedade Intelectual foi uma das que mais me marcou, pois aprendi coisas relevantes para o trabalho que eu desenvolvia no dia a dia” disse Lucas. 

 

Produto desenvolvido por Lucas. É um dos itens pertencente à marca Migo. / Foto: Reprodução

 

De BH à Europa 

Na visão do mineiro, o povo norueguês é muito educado e envergonhado. Pessoas tímidas, porém muito amigáveis. Os clientes que atende tendem a seguir o mesmo padrão. Mas quando comparados com os brasileiros, os noruegueses se saem melhor. Para ele, a Noruega é um país que valoriza o profissional. Diferenças salariais existem, porém são baixas. O país também está entre os mais caros do mundo. “Tudo é absurdamente caro. Uma lata de cerveja aqui custa cinco vezes o que custaria no Brasil, um pimentão custa cerca de 15 reais. Mas o salário paga esses custos”, expõe. 

Industrial Design é Industrial Design em qualquer lugar. O que muda mais é o tipo de cliente, as áreas em que a gente atua”, conta Lucas. Na Noruega, ele trabalha com o design de produtos tecnológicos e eletrônicos, áreas pouco desenvolvidas no Brasil. Segundo ele, a percepção do valor do design muda entre países porque “as pessoas aqui (Noruega) tem uma bagagem muito maior de cultura e design desde a escola. Arte e cultura nas escolas do Brasil são vistas como perda de tempo, disciplina para brincar com os amigos e pintar com os dedos”. 

Exemplo a ser seguido 

Já formado, Lucas tem no portfólio trabalhos criativos e interessantes, a maioria disponível online. Ficou interessado(a) em conhecer o trabalho dele? Clica para ver tudo. Esse aqui é o trabalho de graduação dele.

 

The post Lucas Couto appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/09/17/lucas-couto/feed/ 0
Matheus Heinz https://mescla.cc/2018/08/20/matheus-heinz/ https://mescla.cc/2018/08/20/matheus-heinz/#respond Mon, 20 Aug 2018 18:06:06 +0000 http://mescla.cc/?p=7297 Matheus Heinzelmann Soares se formou pela Unisinos em Realização Audiovisual em 2015, e a partir dessa experiência adotou o nome artístico “Matheus Heinz”. Durante o curso, conquistou prêmios como melhor montagem da Assembleia Legislativa no Festival de Gramado de 2013, pelo documentário “Codinome Beija-Flor”, e melhor filme júri popular da Mostra Seis, pelo seu curta metragem “Um Estranho Ninho”.  Ainda quando criança, Matheus expressava o sonho de se […]

The post Matheus Heinz appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Matheus Heinzelmann Soares se formou pela Unisinos em Realização Audiovisual em 2015, e a partir dessa experiência adotou o nome artístico “Matheus Heinz”. Durante o curso, conquistou prêmios como melhor montagem da Assembleia Legislativa no Festival de Gramado de 2013, pelo documentário “Codinome Beija-Flor”, e melhor filme júri popular da Mostra Seis, pelo seu curta metragem “Um Estranho Ninho”. 

Ainda quando criança, Matheus expressava o sonho de se tornar um diretor de cinema. A vontade se mostrava quando brincava de teatro e fazia a direção de peças. Na época, suas primas eram as “atrizes”. Matheus explicava como deveria ser a cena, quando deviam chorar, rir, montava o cenário todo na cabeça. Na adolescência, quando ganhou a primeira câmera filmadora, realizava pequenos curtas metragens, como “O Espantalho”, filmado com toda a família atuando. 

Matheus entre seus primos na infância

Desde a infância já se relacionava com o mundo das artes e da Indústria Criativa. Com o pai na área da fotografia e a mãe no jornalismo cultural, Matheus sempre se sentiu conectado com as artes, filmes e as diversas formas de expressões artísticas. Essa influência o levou a se interessar por filmes e como eram produzidos, juntou dinheiro e comprou seu próprio chroma key para poder fazer os próprios filmes em casa. 

“Eu sempre quis trabalhar com algo relacionado com artes em geral, desde literatura a cinema por influência familiar. Um tio fez uma vez um teatro com caixa de geladeira, e uma das minhas brincadeiras favoritas era simular peças com fantoches. As diversões de final de semana era ir ao cinema com meus pais. Então acho que daí que nasceu a vontade de trabalhar com isso”, explica Matheus sobre o início da sua paixão pelo cinema. 

Ao ingressar na Unisinos, em 2011, no curso de Realização Audiovisual, o jovem universitário conheceu os diversos panoramas do cinema e nomes de cineastas consagrados. “O curso foi a minha porta de entrada para o cinema, descobri cineastas que nunca tinha ouvido falar e vertentes de filmes totalmente inesperadas. Descobri que o cinema ia muito além da experiência de assistir a um filme, mas um exercício de se colocar na pele do outro, ter empatia”.  

Foto: Mostra SeIS

Foi indicado em festivais como o 1º Prêmio Festival de Cinema Universitário de Porto Alegre, Festival do Audiovisual Luso Brasileiro, também na Semana da Imagem e do Som, além da Mostra da Diversidade Sexual de Campinas. Conquistou prêmios no Festival de Gramado de 2013, na categoria “Melhor Montagem” e na Mostra Seis, como “Melhor Filme”. “Em nenhum dos casos eu esperava ganhar”, recorda Matheus sobre quando levou para casa prêmios. O seu prêmio de Gramado foi o grande reconhecimento do jovem estudante que recém estava criando sua carreira no cinema.  

“No caso do Festival de Gramado a equipe inteira estava bem descrente que fossemos levar alguma coisa, por ser nosso primeiro trabalho e por estar concorrendo com gente conceituada que já atuava há bastante tempo no ramo. Só estar concorrendo ao lado deles já era super importante para nós. “Quem me entregou o Prêmio foi o Giba Assis Brasil, grande montador brasileiro e pessoa que eu admiro muito” 

Foto: Vinicius Reis/Agência ALRS

Além dos prêmios e de indicações em mostras, em 2015 Matheus foi selecionado para um curso de roteiro do Festival Varilux de Cinema Francês, no Rio de Janeiro. “Era uma oficina sobre elaboração de roteiros para série televisiva, os professores eram todos conceituados roteiristas franceses”, explica Matheus. 

No mesmo ano, recebeu nota máxima e distinção no seu Trabalho de Conclusão de Curso: “A Depressão do Coração de Ouro: a transição das mulheres altruístas para as egoístas na visão de mundo pessimista de Lars Von Trier”. Nele, Matheus fez uma análise comportamental das mulheres personagens em de seus filmes, de como nos primeiros filmes do diretor elas são personagens altruístas e com o passar dos filmes começam a adotar uma postura mais egoísta, e os motivos por trás dessas mudanças de hábitos. 

Matheus durante a formatura da graduação de Realização Audiovisual em 2015

Atualmente, Matheus administra uma cafeteria em Porto Alegre. Mas isso não o impediu de deixar de trabalhar com o cinema. Para movimentar as redes sociais do estabelecimento, o jovem criou animações feiras a partir de imagens retiradas de enciclopédias antigas, além de que as mesmas imagens decoram as paredes do local. “Como dediquei esse ano para a nossa cafeteria, não tem sobrado muito tempo para meus projetos pessoais. Mas o tempinho que sobra uso para fazer animações em cut out, estilo ‘Monty Phyton’. Parte delas uso para promover o café, as outras farão parte de um canal no YouTube que pretendo fazer”, explica Matheus sobre o seu projeto de animações. 

 

Montagem realizada por Matheus Heinz para a cafeteria em que trabalha

The post Matheus Heinz appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/08/20/matheus-heinz/feed/ 0
Tais Flores da Motta https://mescla.cc/2018/08/08/tais-flores-da-motta/ https://mescla.cc/2018/08/08/tais-flores-da-motta/#respond Wed, 08 Aug 2018 21:20:05 +0000 http://mescla.cc/?p=7219 Nascida em Sapucaia do Sul, Tais Flores da Motta é professora e coordenadora do curso de Relações Públicas da Unisinos. Também dá aula para o curso de Publicidade e Propaganda, é doutoranda em Comunicação e mestre em Ciências da Comunicação, também pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos.  A professora prestou vestibular para Jornalismo, na Unisinos, e foi aprovada. Após dois […]

The post Tais Flores da Motta appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Nascida em Sapucaia do Sul, Tais Flores da Motta é professora e coordenadora do curso de Relações Públicas da Unisinos. Também dá aula para o curso de Publicidade e Propaganda, é doutoranda em Comunicação e mestre em Ciências da Comunicação, também pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. 

A professora prestou vestibular para Jornalismo, na Unisinos, e foi aprovada. Após dois semestres, conheceu o curso de RP.  “Pedi transferência interna de Jornalismo para Relações Públicas. Acho que é uma realidade de muitos alunos de RP, inclusive”, revela Tais. Apesar de gostar da área de jornalismo, publicidade e demais profissões da indústria de comunicação, foi com Relações que ela teve o sentimento de paixão.  

 

Tais e sua turma ao convidarem a professora Nadege para ser paraninfa de sua formatura.

Tais procurava sempre participar de atividades no curso. Nas férias, estagiava em dois locais diferentes. Lidava com atendimento, eventos e chegou a trabalhar em um laboratório de informática da Unisinos. “Tudo o que eu podia, tentava contribuir na parte da comunicação”, comenta. “Quando estive no laboratório, trabalhava no Unilínguas, que é um instituto de idiomas e tinham vários eventos. Eu sempre pedia paras minhas gestoras deixarem eu organizar e ajudar no evento porque era prazeroso para mim”, relembra.  

Ela desenvolvia atividades que não estavam exatamente no escopo de sua função, mas que permitiam colocar em prática o que aprendia na sala de aula. Além dos estágios, Tais fez cursos em diversas áreas, um deles envolvia instalação de rede de computadores. “Naquela época, eu tinha bastante fôlego, era mais jovem. Fazia cursos no vespertino, tinha aula de noite e tudo o que aparecia de oportunidade eu ia fazendo”, conta. 

Sua formatura no curso de Relações Públicas.

Em relação aos professores que marcaram sua trajetória, ela comenta sobre a estada na Agexcom. “Eu fui aluna da Nadege, depois trabalhamos juntas na Agex. Tenho um carinho enorme por ela, não só pela questão profissional, eu aprendi a ser professora com ela”. Relembra também a relação com a ex-professora da Unisinos Thais Furtado. “Ela coordenava a Agex, eu trabalhava ali. Tínhamos muitas oportunidades e liberdade de criar. Ela fazia a gestão da agência e sempre buscava o novo. Aprendi muitíssimo”, afirma Tais. 

Tais enquanto estagiária da Agexcom.

Agora, como coordenadora do Curso de Relações Públicas, Tais acredita estar trilhando novos desafios. “É uma atividade totalmente diferente. Aprendo coisas que não sabia, não tinha noção do que um coordenador fazia”, ela fala. Apesar de ter trabalhado seis anos na gestão da Coordenação de Eventos da Universidade e conhecer muitos dos funcionários, Tais destaca que a relação com os alunos é o que mais mudou. Como professora, ela tinha uma visão. Agora, coordenadora, enxerga uma outra realidade dos estudantes. “Quando a gente é professor, tem uma proximidade com os alunos, mas agora eu consigo conhecer uma outra realidade deles, é uma outra relação”. Entrou na coordenação no início desse ano e assume que “aqui na coordenação, aprendo todo dia, tentando fazer o melhor”.    

Uma infância, diversos lugares 

Taís da Motta morou em diversas cidades do Brasil. Seu pai trabalhava para uma rede de hotéis e, a cada projeto novo, existia um novo lugar, uma nova casa e uma nova cultura a ser conhecida. Manaus, São Paulo, Belém do Pará foram algumas das cidades por onde passou. As mudanças foram tantas que, ainda pequena, aprendeu a se desapegar. “Algo que as outras pessoas acham negativo, mas eu acho positivo. Criei uma espécie de proteção. Cada vez que eu mudava, pra não sofrer, eu me desapegava muito rápido das coisas, não deixava rastros”, conta.  

“Minha mãe dizia ‘Tais, pega o endereço da tua amiga para mandar carta”, e eu respondia ‘não, quando eu for embora eu não quero mais falar com ela’, conta. Segundo Tais, isso tem impacto positivo na atualidade. “Hoje eu consigo deixar as coisas para trás e assumir um novo desafio, uma nova oportunidade, de outra forma”, fala. Outro ponto importante das mudanças foi a curiosidade e o aprendizado. Tais sempre teve interesse em descobrir culturas e pessoas diferentes e atribui isso às viagens realizadas.  

A relação com a família sempre foi muito boa. Ao todo, são quatro irmãos, um mais velho e o casal mais novo. “Nós somos um ‘familião’, acho que justamente porque a gente se mudava muito e contava uns com os outros. Somos assim, muito unidos até hoje”, conta. Por mais que não morem juntas, ela liga todos os dias para falar com a mãe, com quem tem uma relação de grande cumplicidade. “Continuo sendo a filha dela. Aquilo de ‘pega um casaquinho’, ‘te cuida’, ‘não trabalha tanto’, uma relação boa assim. Não é uma obrigação ir lá na casa dela, eu gosto de ir e faz parte da minha rotina saudável, uma coisa boa”, comenta.  

Tais e seu irmão Marcelo.

“Um hobby? Eu gosto muito de assistir a séries e de coisas manuais, não sei se é porque minha mãe sempre foi artesã. Eu gosto de ficar com ela lá, ela é costureira, então a gente inventa umas coisas”, fala Tais que, atualmente, precisa encontrar brechas no seu tempo, entre trabalhar 40 horas por semana e seu doutorado, para cultivar plantas e cuidar do seu jardim. 

Ao ser questionada sobre o que sonhava ser quando criança, ela permanece em silêncio revirando as memórias. “Acho que todo mundo na vida tem um momento que quer ser professora”, ela fala, mas não associa esse sonho de infância à profissão atual. Com 16 anos a “superboa aluna”, como se autodenominou, terminou o Ensino Médio e pretendia ficar um ano sem estudar para curtir a vida. A mãe, não contente, pediu que a moça prestasse o vestibular. “Eu não sabia o que queria fazer. Uma amiga disse que eu tinha cara de comunicação e fiz o vestibular para Jornalismo”, comenta salientando o estereótipo de quem fala demais atribuído aos comunicadores.  

The post Tais Flores da Motta appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/08/08/tais-flores-da-motta/feed/ 0
#TEDxUnisinos: Rodrigo Lopes https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-rodrigo-lopes/ https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-rodrigo-lopes/#respond Wed, 01 Aug 2018 20:55:49 +0000 http://mescla.cc/?p=7111 Uma história permeada por zonas de guerra e de catástrofe, assim se pode explicar boa parte da vida jornalística de Rodrigo Lopes. Repórter especial da Zero Hora e com mais de 20 anos dedicados ao jornalismo, ele encontrou na cobertura internacional “uma maneira de contribuir com a sociedade e ajudar a mudar o mundo”, ambos motivos que […]

The post #TEDxUnisinos: Rodrigo Lopes appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Uma história permeada por zonas de guerra e de catástrofe, assim se pode explicar boa parte da vida jornalística de Rodrigo Lopes. Repórter especial da Zero Hora e com mais de 20 anos dedicados ao jornalismo, ele encontrou na cobertura internacional “uma maneira de contribuir com a sociedade e ajudar a mudar o mundo”, ambos motivos que o fizeram escolher pelo curso quando jovem. 

Na infância, Lopes colecionava as revistas Superinteressante e National Geographic e as camisetas com a palavra “imprensa” presenteadas pela prima jornalista Simone Lopes. O mundo fascinava Rodrigo, e o bairro Bom Fim, onde nasceu e foi criado, logo se tornou pequeno. Os sonhos profissionais, entretanto, passavam longe do jornalismo. Ele queria ser bioquímico, publicitário ou comissário de bordo. Ele brinca que, tirando a parte da química, deu quase tudo certo. “Eu acho que a infância e a adolescência da gente acabam moldando o ser humano que tu és, os interesses que tu tens. Essa curiosidade pelo mundo e pelas diferentes culturas te determinam. Não necessariamente um jornalista, mas um cidadão multicultural”, explica.

Foto: Arquivo pessoal

No primeiro semestre da faculdade foi contratado como auxiliar de redação da Zero Hora e o contato mais próximo com o mundo jornalístico mostrou que ele havia escolhido o caminho certo. Formado em 2001 pela UFRGS, Lopes embarcava em 2003 para a primeira cobertura internacional, na eleição da Argentina. O final da crise política e da era Menem deram a Rodrigo a chance de se desenvolver como profissional multimídia. Ele começou a passar boletins por rádio e texto. Mais tarde, o vídeo e a TV também se tornariam constantes na vida dele. A série de reportagens “Uma nova chance para a Argentina” rendeu o prêmio Rei da Espanha de Jornalismo. 

Após isso, as páginas do jornal começaram a se encher das visões e coberturas de grandes acontecimentos vistos por Rodrigo. “Eu vi que a minha área mesmo era internacional, é o que eu gosto de fazer. Gosto dessa coisa de testemunhar a história acontecendo na tua frente”, explica. E os acontecimentos históricos em que Rodrigo esteve presente foram muitos nos anos seguintes. Morte do Papa João Paulo II, furacão Katrina nos EUA, Guerra entre Israel e o Grupo Libanês Hezbollah (2006), Primavera Árabe, terremoto do Haiti (2010), resgate dos mineiros do Chile, eleições de Obama e Trump e a guerra no Iraque foram alguns dos momentos que o jornalista presenciou. 

Foto: Arquivo pessoal

Sobre os momentos dramáticos vividos em guerra, Rodrigo reforça o papel do repórter (DE) estar no centro dos acontecimentos e como nunca estamos preparados para as situações extremas. “Quando o editor me diz “Rodrigo, vamos para o Líbano”, eu não titubeio, é sonho de uma vida inteira cobrir uma guerra. Embora seja algo dramático, triste e ruim, o ser humano sempre esteve em guerra, então, de um ponto de vista antropológico, é um fenômeno muito interessante. É o auge da carreira de um repórter porque ela te coloca à prova todos os teus saberes e capacidades”, conta. 

A emoção também é tema que pauta a escrita de Rodrigo. Para ele, é impossível deixar de lado algo tão importante e impactante vivido durante a cobertura. “Eu não acredito em jornalismo frio, afastado das coisas humanas. Busco dar nome e sobrenome para o que muitas vezes vira números em relatórios frios da diplomacia”, enfatiza.  

Foi pensando em compartilhar as experiencias vividas nas coberturas internacionais que em 2012 lançou o livro Guerras e Tormentas: Diário de um correspondente internacional. Unindo 14 coberturas, o livro ficou entre os finalistas do prêmio Jabuti na categoria Reportagem. Foi com o lançamento da obra que Rodrigo recebeu convites para ser professor de Jornalismo. “Gosto muito de compartilhar experiências e com os alunos é uma troca constante. Já não me imagino mais só como repórter, ou só como professor, eu gosto dessa coisa de unir os dois”, resume. 

As fronteiras, tema do TEDxUnisinos deste ano, estão presentes em toda a cobertura de Rodrigo. Religiosas, étnicas e territoriais, elas permeiam a vida do correspondente internacional e representam uma mudança para Rodrigo. “Depois que eu volto de uma cobertura, sempre considero que volto melhor, se não for como profissional, ao menos como ser humano”, finaliza.

The post #TEDxUnisinos: Rodrigo Lopes appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-rodrigo-lopes/feed/ 0
#TEDxUnisinos: Bia Kern https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-bia-kern/ https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-bia-kern/#respond Wed, 01 Aug 2018 18:34:32 +0000 http://mescla.cc/?p=7108 ( Texto de Thamyres Thomazini ) Bia Kern será uma das speakers do TEDxUnisinos, que ocorre no dia 17 de agosto no Teatro Unisinos. Ela trará como tema o empreendedorismo social e o empoderamento feminino. Fundadora e presidente da ONG Mulher em Construção, a gaúcha de 59 anos sempre teve vocação para ajudar o próximo […]

The post #TEDxUnisinos: Bia Kern appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
( Texto de Thamyres Thomazini )

Bia Kern será uma das speakers do TEDxUnisinos, que ocorre no dia 17 de agosto no Teatro Unisinos. Ela trará como tema o empreendedorismo social e o empoderamento feminino. Fundadora e presidente da ONG Mulher em Construção, a gaúcha de 59 anos sempre teve vocação para ajudar o próximo e fazer a diferença. Moradora de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, desde dos 13 anos já buscava ensinar as disciplinas que dominava a meninas de comunidades carentes. O maior exemplo de mulher forte e guerreira é a mãe. “Como chefe de família, minha mãe, hoje com 93 anos, lutou bravamente pelos filhos, sempre preocupada em nos dar uma condição de vida melhor. Ela nos ensinou a buscar a independência econômica e não depender de ninguém. Hoje, continua sendo um exemplo de fibra e perseverança para toda a família e os que estão em seu entorno”.  

 Inconformada com a desigualdade social e motivada a tornar as mulheres mais independentes, Bia tem uma trajetória de vida que a levou por diferentes caminhos. Aos 15 anos foi convidada por um tio a morar no Rio de Janeiro, e não pensou duas vezes em aceitar. Na época, deixar o Rio Grande do Sul, um estado conservador, foi uma forma de se libertar. Anos depois, se mudou para Recife para trabalhar como modelo. Alta, magra e com traços europeus, chamou atenção de empresas e agências. Atuou também na organização de eventos, recepção, tradutora de alemão e até relações públicas.  

 Formada em Gestão Pública pela Ulbra, ela tem no currículo grandes feitos. Em 2014 foi convidada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, a fazer parte da Clinton Global Initiative e, no mesmo ano, se tornou bolsista da Organização WomenChangeMakers. Também foi diretora executiva da Fundação da Mulher Gaúcha durante sete anos. “Foi com muita emoção e gratidão que recebi a notícia que tinha me tornado fellow do programa WomenChangeMakers, da Womanity Foundation. “Tínhamos conquistado nosso primeiro apoio internacional e dali surgiram grandes parceiros para a execução de novos projetos para tornar a ONG mais sustentável, como o apoio da BrazilFoundation. O convite para participar do Clinton Global Initiative veio como forma de honrar as questões de gênero contra a violência das mulheres na América Latina”, comenta Bia.  

 A ONG Mulher em Construção nasceu em 2006, com o sonho de Bia em capacitar mulheres na construção civil. Na primeira turma, cerca de 300 mulheres se inscreveram, mas apenas 25 vagas estavam disponíveis. Com o avanço do projeto e o número de pessoas interessadas, a falta de dinheiro tornou-se um problema. Para não deixar o sonho ter um fim, a palestrante resolveu vender a casa em Gravataí para investir nos cursos e voltou a morar em Canoas com a mãe. Mulheres dos mais diferentes perfis procuram o projeto e, segundo Bia, a maioria já sofreu algum tipo de agressão dos parceiros. “Inicialmente esperava que houvesse mais apoio das empresas e que o projeto poderia se tornar sustentável, apesar da forte discriminação no setor. Mas, após promessas de diversos setores e segmentos da sociedade, conseguia apenas apoio para projetos pontuais. Neste momento era seguir ou largar, aí eu preferi seguir. A real vitória está em ver a mulher sem recursos e sem estudo ter uma garantia de trabalho e de dignidade para si e sua família”.  

The post #TEDxUnisinos: Bia Kern appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-bia-kern/feed/ 0
#TEDxUnisinos: Maria Inês https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-maria-ines/ https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-maria-ines/#respond Wed, 01 Aug 2018 18:21:49 +0000 http://mescla.cc/?p=7101 Em 2015, o Brasil conheceu uma pequena parte da história de Maria Inês Secco. Protagonista de uma campanha publicitária da Johnson & Johnson, a técnica de enfermagem ficou famosa por ser “A mãe de 1000 filhos”. Hoje, em 2018, Inês não sabe qual o número exato de crianças que passaram por seus cuidados, porém tem convicção ao afirmar que esse número já foi […]

The post #TEDxUnisinos: Maria Inês appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Em 2015, o Brasil conheceu uma pequena parte da história de Maria Inês Secco. Protagonista de uma campanha publicitária da Johnson & Johnson, a técnica de enfermagem ficou famosa por ser “A mãe de 1000 filhos”. Hoje, em 2018, Inês não sabe qual o número exato de crianças que passaram por seus cuidados, porém tem convicção ao afirmar que esse número já foi superado. 

Inês está prestes a completar 28 anos em UTI Neonatal. Na neonatologia, ramo da pediatria que trabalha com recém-nascidos até o 28º dia de vida, ela ajuda a cuidar de casos que apresentam complicações, como bebês prematuros e pré-termo.  

Tratar sobre as experiências de um profissional nessa área é o objetivo de Inês, que é uma das palestrantes convidadas para o TEDxUnisinos, no dia 17 de agosto, no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. A enfermeira contará a história de dois bebês. Um menino que teve hipertensão pulmonar, e uma menina, gêmea, que nasceu com complicações cardíacas severas. Ambos passam bem. 

Inês quer falar sobre a rotina e importância da UTI Neonatal. Segundo ela, as famílias de recém-nascidos têm muitas preocupações e é trabalho da equipe hospitalar sanar todas as dúvidas e garantir a melhora do bebê. Cuidar, zelar e dar conforto ao recém-nascido, e uma assistência adequada para os pais são as funções que o trabalho exercido pela enfermagem exige.    

Maria Inês trabalha no hospital Mãe de Deus há 25 anos. Começou em 18 de janeiro de 1993, mas a carreira na UTI Neo teve início no hospital da PUCRS, o São Lucas, em 17 de dezembro de 1990. Inês nunca trabalhou em outra área dentro dos hospitais pelos quais passou. Desde o primeiro dia, entrou na vaga disponível em UTI Neonatal. Acabou se afeiçoando a área e nunca mais saiu.  

A técnica de enfermagem lembra do primeiro paciente cuidado por ela. O menino vindo de Gravataí nasceu prematuro. Inês o conheceu já num estágio de recuperação e crescimento avançado.  “Eu lembro que quando eu ia dar a mamadeira, ele bebia 27ml”, conta. Mesmo vivendo cercada por recém-nascidos, Inês não teve filhos. “Eu nunca quis ter filhos. Até digo que não sinto a falta deles (no passado), mas hoje eu já pensaria diferente”, revela. 

Maria Inês é natural de Flores da Cunha, município com 29 mil habitantes e distante 150km de Porto Alegre. Teve uma infância interiorana, trabalhando com agricultura. É a mais velha dos três filhos. Nas palavras dela, “somos uma família muito humilde. Nós tivemos um pai e uma mãe maravilhosos que nos criaram com muita dignidade, respeitando sempre o nosso próximo”, conta.  

Com 22 anos, mudou-se para a Capital para ajudar uma das tias, Olga, no tratamento de radioterapia. A causa foi um câncer de mama. No período em que auxiliava a irmã do pai, ouvia que “Maria era muito cuidadosa, tinha jeito para trabalhar como enfermeira”. Assim surgiu a ideia de fazer o curso para auxiliar de enfermagem. Foi o primeiro passo para a carreira em UTI Neonatal, os 28 anos de experiência e o número infinito de filhos. 

The post #TEDxUnisinos: Maria Inês appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-maria-ines/feed/ 0