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Arquivos unisinos - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/unisinos/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 26 Mar 2024 14:58:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 Alunos de Design visitam a Salva, especializada na produção de artigos em couro  https://mescla.cc/2024/03/26/alunos-de-design-visitam-a-salva-especializada-na-producao-de-artigos-em-couro/ https://mescla.cc/2024/03/26/alunos-de-design-visitam-a-salva-especializada-na-producao-de-artigos-em-couro/#respond Tue, 26 Mar 2024 14:58:16 +0000 https://mescla.cc/?p=19741 No início deste semestre, alunos do curso de Design da Unisinos tiveram a oportunidade de mergulhar nos bastidores de produção de móveis e estofados, durante visita à empresa Salva, do Grupo Minuano. O encontro marcou o pontapé inicial das atividades da disciplina “Ateliê de Projeto III”, ministrada pelos professores Debora Barauna e Anderson Dall’Alba.   Localizada […]

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No início deste semestre, alunos do curso de Design da Unisinos tiveram a oportunidade de mergulhar nos bastidores de produção de móveis e estofados, durante visita à empresa Salva, do Grupo Minuano. O encontro marcou o pontapé inicial das atividades da disciplina “Ateliê de Projeto III”, ministrada pelos professores Debora Barauna e Anderson Dall’Alba.  

Localizada na cidade de Lindolfo Collor, na chamada Encosta da Serra, a Salva é reconhecida por sua atuação na produção de couros, móveis, estofados e tapetes. Durante a visita, os alunos foram guiados por todas as linhas de produção da empresa, desde o tratamento do couro até a montagem final das peças, o que proporcionou uma compreensão abrangente dos processos envolvidos na criação de móveis. 

Em “Ateliê de Projeto III”, os estudantes enfrentam desafios reais trazidos pelo cliente-parceiro do curso, com o objetivo de desenvolver soluções. Segundo Debora, a disciplina busca criar um sistema-produto e serviço estratégico para a Salva. “A ideia é que os alunos desenvolvam projetos que abrangem a identidade da marca e suas necessidades de mercado, estabelecendo um contato que torna o processo mais real”, explica.  

Anderson ressaltou que, durante a visita à Salva, os alunos puderam compreender os processos de produção de couro, não apenas tecnicamente, mas também em termos de responsabilidade e valorização do trabalho humano envolvido. “Conhecer a fábrica também ajuda os alunos a tomarem consciência da responsabilidade do cuidado exigido na hora de projetar e tratar essa matéria-prima”, afirma. 

Foco na inovação

O professor destacou que a disciplina faz uso dos métodos do design estratégico que caracteriza o curso da Unisinos. Na primeira metade do semestre, explica Anderson, os alunos estudam o cenário do mobiliário contemporâneo e buscam entender o posicionamento da Salva no mercado: “As pesquisas visam criar uma direção estratégica para os alunos pensarem em produtos ou técnicas de produção que sejam diferenciais para a empresa, o mercado e os usuários”. Anderson observa ainda que o foco do projeto é produzir uma peça com identidade própria, que ao mesmo tempo atenda às questões técnicas e ergonômicas necessárias.  

Durante o processo de pesquisa, representantes da Salva realizam um feedback dos resultados obtidos, o que proporciona aos alunos um debate mais próximo da realidade do mercado. No final do projeto, a Salva oferece mais um olhar, dessa vez sobre os produtos desenvolvidos. Ao longo do semestre, os alunos têm a oportunidade de redirecionar o briefing inicial e desenvolver o produto, sempre com foco na inovação. 

Para Débora, a visita à empresa parceira ofereceu uma amplitude da experiência, que permitiu aos alunos uma imersão completa nos processos de produção e uma oportunidade única de interagir com os profissionais internos da Salva. “Os alunos formam um conhecimento sólido da parte processual da pesquisa contextual. Além disso, estabelecem contatos valiosos com os profissionais da área”, sublinha a professora. 

Uma visita muito rica 

Conhecer a fábrica da Salva não apenas proporcionou aos alunos uma compreensão prática dos processos industriais, mas também os inspirou a considerar aspectos éticos e sustentáveis em seus futuros projetos de design.  

Para a estudante Juliana Marin, a visita foi reveladora. Ela destacou a importância de estar imersa nos processos da empresa para compreender verdadeiramente a complexidade envolvida na produção de couros e móveis. “Eu nunca ia entender todo o processo do couro se não entrasse dentro da fábrica. Foi uma visita muito rica para mim”, disse. 

Além disso, os alunos tiveram a oportunidade de interagir com o designer da marca, Samuca Gerber, que compartilhou insights valiosos sobre o processo criativo e os critérios de validação e teste de cada peça. “Conversar com ele deu uma luz de como é criar, como surgem as ideias de cada peça, como elas são validadas e testadas”, destaca Juliana. 

A aluna Natália Tlaija expressou sua admiração pela preocupação da marca com a sustentabilidade e a valorização do design brasileiro. “Isso me inspira a sentir o mesmo em meus trabalhos futuros”, afirma. Ela destaca a importância de considerar questões ambientais e métodos inteligentes de criação de projetos de design. 

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Open Data Day debateu os impactos da Inteligência Artificial na cidadania digital  https://mescla.cc/2024/03/14/open-data-day-debateu-os-impactos-da-inteligencia-artificial-na-cidadania-digital/ https://mescla.cc/2024/03/14/open-data-day-debateu-os-impactos-da-inteligencia-artificial-na-cidadania-digital/#respond Thu, 14 Mar 2024 20:31:14 +0000 https://mescla.cc/?p=19714 Ocorreu no último sábado (9/3), na Unisinos Porto Alegre, o encontro local do Open Data Day 2024 (ODD), mais conhecido no Brasil como o Dia dos Dados Abertos. Com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil, empresas privadas, além de alunos e professores de universidades, o evento debateu os impactos da Inteligência […]

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Ocorreu no último sábado (9/3), na Unisinos Porto Alegre, o encontro local do Open Data Day 2024 (ODD), mais conhecido no Brasil como o Dia dos Dados Abertos. Com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil, empresas privadas, além de alunos e professores de universidades, o evento debateu os impactos da Inteligência Artificial (IA) na cidadania digital.   

O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre, fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, o evento é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.  

Painéis variados 

A organização do evento em Porto Alegre foi realizada pela professora do curso de Jornalismo da Unisinos Taís Seibt e pela jornalista egressa da Unisinos Juliana Coin. Ambas são parceiras da OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.  

Envolvendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação, os palestrantes debateram sobre os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados. Participaram Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Governo Estadual; Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos; Dirceu Corrêa Jr, CEO da Postmetrica; Juliana Scherer, professora da Escola de Saúde da Unisinos; Sofia Marshallowitz, cientista de dados e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas; e Wesllei Heckler, cientista de dados na CWI Software

Da esquerda para a direta: Antonio Padilha, Mellanie Fontes-Dutra, Dirceu Corrêa Jr, Juliana Scherer, Juliana Coin, Sofia Marshallowitz, Wesllei Heckler e Taís Seibt  (Foto: Luísa Bell) 

Dirceu Corrêa Jr 

Mestre em administração pela Universidade de Poitiers (França) e em gestão de negócios pela Unisinos, na qual também é professor, Dirceu Corrêa Jr é CEO da empresa Postmetrica. Ele trabalha com big data e análise comportamental de consumo desde 2009. Dirceu abriu o debate discutindo sobre a “Economia dos Dados e a Renda Tecnológica Compensatória (RTC)”. 

Além da docência, Dirceu também investe seu tempo no apoio a projetos voluntários que fomentam o afro empreendedorismo, e em estudos sobre data economy (Foto: Eduarda Veiga) 

O administrador citou como exemplo a CX Monetization Analytics, plataforma oferecida pela sua empresa que identifica oportunidades de monetização através da experiência do consumidor. A ferramenta utiliza de Inteligência Artificial para interpretar dados de conversas com clientes por texto, áudio e imagens a partir da métrica Spontaneous NPS (sNPS)

Wesllei Heckler 

O segundo painelista foi Wesllei Heckler, cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Feevale, ele é mestre em Computação Aplicada. Atualmente, cursa doutorado no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos. Wesllei aproveitou o espaço para falar da sua pesquisa de mestrado sobre IA na área de saúde mental.  

O estudo consiste em um modelo que consegue coletar e interpretar dados de dispositivos móveis, como smartphones e smart watches. O protótipo Thoth, criado por ele, pode servir como ferramenta para alertar sobre a possibilidade de situações de risco que podem ser cometidas por pacientes, como ações suicidas, por exemplo. De acordo com Wesllei, são cometidos mais de 700 mil suicídios por dia no mundo todo.  

Wesllei criou o Thoth, ferramenta para alertar sobre a possibilidade de situações de risco, como ações suicidas (Foto: Eduarda Veiga) 

A coleta de dados foi realizada através do monitoramento no aplicativo de três pacientes. “É muito importante realizar esse acompanhamento, tanto pelo fato de poder gerar gatilhos nas pessoas que estão usando a ferramenta quanto para gantantir a segurança dos dados”, destacou o doutorando. 

Sofia Marshallowitz 

Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordou sobre as questões éticas relacionadas às aplicações de Inteligência Artificial em tecnologias. Ela é mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. 

Sofia abriu a sua fala trazendo o tópico “O que é ético na IA? O que fazemos é correto?”. Mesmo sendo das ciências exatas, ela trouxe muito do humano para sua fala. Para Sofia, a legislação sobre o assunto precisa ser mais acessível, pois o debate deveria ser estendido para o público fora do ambiente acadêmico de uma forma mais informativa e simplificada. “Eu penso muito na falta de antologia para discutir o que é IA como um todo. Como eu vou discutir sobre ética, moral e legislação se eu nem sei que isso existe?”, apontou. 

De acordo com Sofia, estamos em um mundo muito diverso, o que implica em várias versões do que é moral e ético, já que vai depender do contexto de cada região. “Nós precisamos entender que hoje vivemos em mundo extremamente conectado. Como a gente insere isso na discussão sobre IA? Ética é valiosa, mas ela vai ter distinções de percepção”, ressaltou. 

Sofia acredita que é preciso criar novos conceitos e envolver o público leigo no debate  
(Foto: Eduarda Veiga)

A cientista de dados reforçou que não estamos discutindo o básico. Segundo Sofia, a discussão sobre moral e ética não se trata só de IA, mas sim de uma questão que a gente vive, e que é muito anterior a ela. 

Juliana Scherer 

A quarta palestrante foi Juliana Scherer, professora dos cursos de graduação em Medicina e Biomedicina, além do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, em que trabalha com pesquisa sobre epidemiologias e análise de dados na área da saúde. Biomédica, possui especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.  

Juliana tratou sobre neurociência, e como as questões de saúde mental podem estar relacionadas à pandemia e às catástrofes climáticas registradas nos últimos anos. A biomédica apresentou dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam um aumento de 25% na prevalência mundial de transtornos mentais após a pandemia. 

Juliana Scherer: “Acho que o pior não é não saber, mas sim estar sabendo e não estar preparado para aquilo”  (Foto: Eduarda Veiga) 

Sobre o uso de IA, Juliana diz que a tecnologia pode ser bem-vinda, principalmente através de modelos de predição voltados para a saúde, como o apresentado por Wesllei. Segundo ela, essas ferramentas podem ajudar a identificar padrões, a visualizar e até a prever quando grandes eventos climáticos podem estar diminuindo ou se seguirão a crescer, além da duração. “Assim, podemos estar mais preparados para quando eles de fato ocorrerem. Acho que o pior não é não saber, mas sim estar sabendo e não estar preparado para aquilo”, ponderou. 

Mellanie Fontes-Dutra 

Dando sequência à fala da Juliana, a biomédica Mellanie Fontes-Dutra também comentou sobre como a IA pode ajudar a predizer eventos climáticos na área do meio-ambiente, e como questões de saúde mental podem estar relacionadas a elas. Coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, Mellanie é mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em virologia pela Feevale.   

Segundo Mellanie, existe um nome para isso: “ecoansiedade”. Se refere à quando uma pessoa se sente impotente perante a catástrofes climáticas e pandemias. A biomédica aponta que há, sim, como fazer algo a respeito. “A gente precisa trabalhar e reconhecer que tem coisas que talvez a gente não consiga evitar completamente, mas que a mitigação é um papel social e de responsabilidade dos gestores e da sociedade também. Por isso, precisamos sim de políticas públicas”, destacou. 

Mellanie Fontes-Dutra: “Não está todo mundo no mesmo barco; tá todo mundo no mesmo oceano”  
(Foto: Eduarda Veiga) 

Mellani ressaltou que a Inteligência Artificial pode ajudar nas descobertas em relação aos agentes infecciosos: “Os aprendizados de máquina, reconhecimento de padrões e métodos de plastilização podem nos ajudar muito a entender onde possíveis eventos de zoonoses ou dispersão geográfica de vetores que carregam doenças podem acometer países que hoje não tem tantas doenças”. 

Ao encerrar a sua fala, a biomédica reforçou o quão importante é trazer as humanidades e outras áreas de conhecimento para esse debate, além de envolver as vulnerabilidades sociais nessas conversas. “Elas são fatores determinantes para a criação de soluções”, disse.  

Antonio Padilha 

Quem encerrou os painéis foi o secretário-executivo do Programa RS Seguro, ligado à Secretaria de Segurança Pública do Governo Estadual, Antonio Padilha. Ele é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS e é mestre em Direito pela Unisinos. 

Atuando como delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). 

Antonio Padilha: “Violência e criminalidade, além da segurança, são também uma questão social e econômica”  (Foto: Eduarda Veiga) 

Padilha falou sobre a complexidade da violência e da criminalidade do Estado, e focou a sua apresentação no processo de criação e a implementação do RS Seguro, lançado em fevereiro de 2019. O programa trabalha a integração, a inteligência e o investimento qualificado, e atua em quatro eixos: combate ao crime; políticas sociais, preventivas e transversais; qualificação do atendimento ao cidadão e valorização profissional; e sistema prisional.  

Padilha mostrou também o site do programa, que ainda não está disponível para o público, e como o registro de ocorrências ajudam no monitoramento e mapeamento, por exemplo, de roubos de veículo e a pedestres. “Violência e criminalidade, além da segurança, são também uma questão social e econômica”, sublinhou. 

Oficina de ChatGPT 

A parte final do encontro porto-alegrense do Open Data Day foi voltada para a oficina de ChatGPT, ministrada por Nelci Gomes Lima. Ela é pós-graduada em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA) e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).  

Nelci, que atualmente faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA, é consultora de dados na ThoughtWorks, e atua em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação. A mestranda falou sobre questões de ética que envolvem o uso dos assistentes virtuais e chat bots, como o ChatGPT, além de falar das funções, defeitos e riscos. 

Nelci Gomes Lima: “Eu gosto da ideia de usar a tecnologia como uma solução para os nossos problemas.” (Foto: Luísa Bell) 

Nelci também deu dicas de como ter melhor proveito das ferramentas, e explicou que quanto mais a pessoa usa o chat, mais parecido ele vai ficar com ela. “É preciso saber o que você quer, saber dar instruções mais precisas para os propenters, que são os textos, ou seja, você precisa saber alimentar os textos com conteúdo verdadeiro para obter mais respostas”, afirmou. 

A pesquisadora afirmou que gosta da ideia de usar a tecnologia como uma solução para problemas. Ela ainda comentou que acha essas plataformas muito interessantes para os estudantes como uma ferramenta de pesquisa e de retroalimentação. “É preciso avisar o ChatGPT quando ele está errado, para que a ferramenta se torne melhor, pois o humano sempre vai ser preciso”, destacou. 

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“A inteligência artificial já pode predizer nosso futuro?” é o tema do Open Data Day Porto Alegre 2024  https://mescla.cc/2024/03/04/a-inteligencia-artificial-ja-pode-predizer-nosso-futuro-e-o-tema-do-open-data-day-porto-alegre-2024/ https://mescla.cc/2024/03/04/a-inteligencia-artificial-ja-pode-predizer-nosso-futuro-e-o-tema-do-open-data-day-porto-alegre-2024/#respond Mon, 04 Mar 2024 17:46:45 +0000 https://mescla.cc/?p=19669 A Unisinos Porto Alegre sediará, no próximo sábado (9/3), um dos diversos encontros mundiais do Open Data Day (ODD). O evento, realizado anualmente, e conhecido no Brasil como Dia dos Dados Abertos, contará com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil e empresas privadas para um debate sobre os impactos da Inteligência […]

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A Unisinos Porto Alegre sediará, no próximo sábado (9/3), um dos diversos encontros mundiais do Open Data Day (ODD). O evento, realizado anualmente, e conhecido no Brasil como Dia dos Dados Abertos, contará com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil e empresas privadas para um debate sobre os impactos da Inteligência Artificial (IA) na cidadania digital. 

O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre. Foi fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.  

Este ano, o tema do painel de abertura será “A inteligência artificial já pode predizer o nosso futuro?”. O encontro prevê ainda uma oficina sobre as funcionalidades e limitações do ChatGPT, ferramenta de IA que se tornou popular em vários setores. A organização do evento em Porto Alegre está a cargo de Taís Seibt, professora do curso de Jornalismo da Unisinos, e Juliana Coin, jornalista formada pela Universidade. As duas possuem ligação com a OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.

Para Taís, a inteligência artificial é um grande tema na atualidade, sendo, inclusive, uma das preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na legislação eleitoral para 2024, já que ainda não há uma regulamentação clara para o uso dessas ferramentas. “Nosso debate vai pautar como a segurança pública no Rio Grande do Sul já utiliza a IA, e a maioria dos cidadãos nem sabe disso”, adianta a professora. “Vamos falar também de como o marketing utiliza a inteligência de dados no direcionamento de campanhas, como as IAs podem ajudar a prevenir problemas de saúde e prever desastres. Vamos debater essas oportunidades e os riscos”.  

Um grande atrativo do evento, segundo Taís, será a oficina de ChatGPT. Para ela, a ferramenta possui um grande potencial, mas que precisa ser bem utilizada pelos usuários. “Existem cursos no mercado, alguns de alto custo, sobre a ferramenta. Teremos a oportunidade de oferecer à comunidade acadêmica um workshop gratuito, que poderá instigar uma percepção mais crítica sobre o uso do GPT e ser um diferencial para os estudantes”, explica a professora. 

Temas em debate

O painel de abertura do Dia dos Dados Abertos Porto Alegre buscará explorar os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados, abrangendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação. Entre os palestrantes, estará presente Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Ele apresentará projetos de segurança pública no Estado que já incorporam a IA.  

Também falará Dirceu Corrêa Jr., CEO da startup de tecnologia Postmetria, que trará exemplos de como a IA é aplicada na experiência do consumidor. Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordará questões éticas relacionadas às aplicações tecnológicas. O debate sobre saúde mental será abordado por Wesllei Heckler, doutorando em Computação Aplicada na Unisinos, que compartilhará sua pesquisa sobre o uso de IA na prevenção de suicídios. As pesquisadoras Juliana Scherer, professora de Medicina e Biomedicina na Unisinos, e Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, discutirão o impacto das mudanças climáticas na saúde mental, e como a IA pode antecipar esses efeitos. 

Após o painel de abertura, Nelci Gomes Lima, consultora de dados, ministrará a oficina “Chat GPT: como utilizar a IA generativa para seus verdadeiros propósitos”, em que oferecerá dicas práticas sobre os melhores usos dessa ferramenta popular, mas muitas vezes mal-empregada ou subutilizada. 

Conheça os palestrantes

Antonio Padilha 

Secretário-executivo do Programa RS Seguro, é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, mestre em Direito pela Unisinos. Delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa Transversal e Estruturante de Segurança Pública – RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). 

Dirceu Corrêa Jr. 

Estrategista de Dados com experiência em Métricas de Big Data e Customer Experience (CX), é CEO da Postmetria – Plataforma de CX Monetization Analytics por Inteligência Artificial, com a métrica Spontaneous Net Promoter Score (sNPS). Empreendedor em TI desde 2009, é mestre em Administracion d’Entreprise pela Université de Poitiers (França) e em Gestão e Negócios pela Unisinos. Professor do PPG em Cultura Digital e Redes Sociais da Unisinos, também é speaker TEDx sobre Data Economy. 

Juliana Scherer 

Graduada em Biomedicina, com especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento, é professora nos cursos de graduação em Medicina e em Biomedicina da Unisinos e no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos. Pesquisa epidemiologia e análise de dados na área da saúde. 

Mellanie Fontes-Dutra 

Biomédica, mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado concluído em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em Virologia pela Feevale. É professora da Escola de Saúde da Unisinos, nos cursos de Medicina e Biomedicina, e coordenadora do curso de Biomedicina. Foi eleita uma das principais vozes da ciência no Twitter em 2020 e 2021, e recebeu o título de Cidadã de Porto Alegre pela Câmara dos Vereadores, em 2023. 

Sofia Marshallowitz 

Cientista de dados, mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. Eventualmente escreve artigos, ouve música da juventude dos teus pais e já se aventurou em diversas áreas de I.A, embora tenha adorado NLP. 

Wesllei Heckler 

Cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Feevale e mestrado em Computação Aplicada pela Unisinos. Atualmente, é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos com pesquisa sobre inteligência artificial na área de saúde mental. 

Juliana Coin 

Jornalista formada pela Unisinos, mestranda em Comunicação pela UFRGS com pesquisa sobre circulação e mediação de informação no TikTok, é embaixadora de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR). Integra o Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais – Midiars e o Núcleo de Estudos em Jornalismo de Dados e Computacional – DataJor. É redatora sênior na Eyxo. 

Nelci Gomes Lima 

Formada em Direito pela Ruy Barbosa e Mecânica Industrial pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), com pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis no IFBA e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA. É consultora de dados na ThoughtWorks e atuante em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação. 

Serviço 

Evento: Dia dos Dados Abertos Porto Alegre 

Quando: 9 de março, sábado 

Horário: 9h às 13h 

Onde: Unisinos Porto Alegre (Av. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)  

Quem pode participar: qualquer pessoa interessada no tema 

Valor: gratuito 

Inscrição: clique aqui 

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Alunos de Jornalismo da Unisinos recebem prêmios por reportagens investigativas  https://mescla.cc/2023/12/13/alunos-de-jornalismo-da-unisinos-recebem-premios-por-reportagens-investigativas/ https://mescla.cc/2023/12/13/alunos-de-jornalismo-da-unisinos-recebem-premios-por-reportagens-investigativas/#respond Wed, 13 Dec 2023 14:06:51 +0000 https://mescla.cc/?p=19542 Na última semana de novembro, o curso de Jornalismo teve a oportunidade de comemorar e reconhecer os seus alunos por suas excelentes contribuições no campo do jornalismo investigativo. Dois grupos de estudantes se destacaram ao receberem prêmios na categoria universitária por reportagens produzidas nas aulas de Jornalismo Investigativo, com supervisão da professora Luciana Kraemer.  Os […]

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Na última semana de novembro, o curso de Jornalismo teve a oportunidade de comemorar e reconhecer os seus alunos por suas excelentes contribuições no campo do jornalismo investigativo. Dois grupos de estudantes se destacaram ao receberem prêmios na categoria universitária por reportagens produzidas nas aulas de Jornalismo Investigativo, com supervisão da professora Luciana Kraemer. 

Os trabalhos premiados destacaram-se não apenas pela qualidade das produções e investigações, mas também pela profundidade com que abordaram questões de relevância social, política e, principalmente, de gênero. A cadeira de Jornalismo Investigativo está presente no currículo do curso há 12 anos e a Unisinos é uma das poucas universidades do país, a ter esta disciplina no currículo. 

Violência obstétrica no RS 

Anna Gabryela Magueta, Fernanda Romão, Paulo Albano e Sofia Gulart, foram premiados na terceira edição do Prêmio Themis de Jornalismo, promovido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A série de reportagens sobre violência obstétrica dividida em duas matérias, “Pelotas tem a primeira condenação por violência obstétrica do RS” e “Violência obstétrica com dano irreversível em Passo Fundo”, desenvolvidas no segundo semestre de 2023, na cadeira de Jornalismo Investigativo, ganharam o primeiro lugar na categoria “Universitária”.

Anna Gabryela Magueta, Paulo Albano e Sofia Gulart na cerimônia de premiação em Porto Alegre 
Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS

Anna Gabryela, uma das premiadas, explica que a ideia da matéria surgiu a partir de um tema proposto pela colega Sofia Gulart. “Estávamos pensando em algo relacionado a procedimentos médicos, e a ideia do tema caiu quase como uma luva. Sabíamos que poderia ser um bom tema de reportagem”, relembra.

Por se tratar de uma temática delicada, o processo não foi fácil, tiveram muitas negativas e algumas alegrias. Os alunos tiveram alguns desafios, entre eles a dúvida de saber se estavam fazendo boas escolhas, além de trazer fontes com conhecimento e as falas das vítimas.

Elas entraram em contato com Conselhos (de Enfermagem), universidades e sites de pesquisa de dados. “Acredito que o processo para um assunto assim, demanda muito de nós, mas sempre vale à pena. E valeu.” 

Para Paulo, um dos maiores desafios enfrentados foi, além de encontrar as vítimas, saber como tratar do assunto com elas, “por ser um homem entrevistando e querer fazê-las falarem, mas ao mesmo tempo sem ser indelicado e insensível. Ou seja, precisei ter um cuidado maior na hora de formular as perguntas.” 

Paulo durante seu discurso no Prêmio Themis 
Foto: Juliano Verardi – DICOM/TJRS

Ele também ressalta a importância do apoio da professora Luciana e a relevância dela para o trabalho jornalístico. “Fiz questão de agradecê-la no meu discurso durante a premiação, pois o trabalho não sairia sem o direcionamento dela”, comenta ele. 

O trabalho minucioso se transformou em uma reportagem com histórias impactantes, trazendo à tona questões cruciais sobre os direitos das mulheres e as falhas do sistema de saúde. 

“Nosso pensamento, creio que em muitos momentos foi ‘será que vai dar certo?’ e ao passar do tempo, do avanço do nosso trabalho era visível a importância dessa matéria ser proposta, estudada, escrita e publicada. É um tema fundamental para conhecimento de todos”, finaliza Anna.

A dupla condenação de mulheres encarceradas

As alunas Amanda Bormida, Eduarda Ferreira, Giulia Godoy, Paola De Bettio e Yasmim Borges, de Jornalismo Investigativo, também tiveram seu trabalho premiado. Elas ganharam o primeiro lugar da 10ª edição do Prêmio Adpergs de Jornalismo e o terceiro lugar do 5º Prêmio Mosca, ambos na categoria “Universitária”, com a reportagem “A mulher encarcerada é condenada duas vezes, pela justiça e ao abandono”. 

Alunas acompanhadas da coordenadora, Débora Gadret, na premiação da Defensoria Publica  
Foto: Arquivo Pessoal 

Eduarda Ferreira e Paola De Bettio compartilharam suas experiências, ressaltando os desafios enfrentados na busca por informações, a complexidade de temas delicados e a importância de contar histórias que humanizem as questões investigadas.

Paola De Bettio, uma das integrantes do grupo composto inteiramente por mulheres, ressaltou a busca por pautas alinhadas às suas convicções, mencionando a orientação da professora Luciana Kraemer para investigar o número de visitas íntimas em um presídio feminino. “Ela sugeriu uma matéria que investigasse o número de visitas íntimas em um presídio feminino, nós adoramos o tema e foi aí que nossa pauta começou a surgir”, relata Paola.

Iniciaram a pesquisa reunindo dados e contatos de instituições que poderiam auxiliar, mas logo enfrentaram obstáculos: descobriram a inexistência de dados oficiais sobre o tema, a dificuldade em obter informações precisas e a lentidão de algumas fontes em responder.

Paola De Bettio na cerimônia de premiação do 10° Prêmio ADPERGS de Jornalismo 
Foto: Arquivo Pessoal 

Segundo Eduarda lidar com informações antigas e incompletas as levou a buscar informações atualizadas por meio de pedidos de Lei de Acesso à Informação à SUSEPE, destacando a necessidade de dados precisos para embasar reportagens investigativas.

“Encontramos muitos dados antigos e incompletos, então tivemos que entrar com um pedido de lei de acesso à informação da SUSEPE, pois queríamos estes dados referentes ao presidio de Guaíba.”

Paola também destacou a complexidade logística também enfrentada pela equipe ao organizar uma visita à Penitenciária de Guaíba, destacando a dificuldade de locomoção até o local. “Achávamos que só dados e interesse não bastariam; precisávamos de histórias que humanizassem o que queríamos contar e mostrar”, pontua Paola, enfatizando a importância das visitas ao presídio no desenvolvimento do conteúdo da reportagem.

Para o grupo, o fato de serem premiadas provou que elas conseguiram atingir o seu principal objetivo: escrever uma boa reportagem com informações e dados relevantes, e principalmente, chamar a atenção para este assunto.

“Nós nos inscrevemos nos prêmios para fazer com que a nossa reportagem fosse lida pelo maior número de pessoas possíveis, para que assim mais gente conheça essa realidade”, ressaltou Eduarda, destacando a importância dos prêmios como meio de difundir as realidades investigadas para um público mais amplo.

A Importância do Jornalismo Investigativo

O reconhecimento dessas reportagens por premiações relevantes reforça a importância do jornalismo investigativo e amplia a visibilidade de questões muitas vezes marginalizadas. Os prêmios não apenas destacam o talento desses alunos, mas também incentivam a produção de reportagens que humanizam e trazem à tona realidades complexas.

A professora Luciana Kraemer ressaltou a importância do jornalismo investigativo para amplificar vozes e abordar questões que frequentemente são negligenciadas pela mídia tradicional. Ela enfatizou o compromisso da disciplina em não apenas ensinar técnicas de apuração, mas também em encorajar os alunos a irem a campo, confrontar questões invisibilizadas e trazer à luz problemas sociais relevantes. “A gente trabalha com essa perspectiva de apuração que envolve dados e ética, mas também envolve muito trabalho de campo.”

A professora, Luciana Krraemer e a coordenadora, Débora Gadret acompanhando os alunos na 3° edição do Prêmio Themis  
Foto: Foto: Divulgação

A coordenadora do curso, Débora Lapa Gadret, compartilhou sua alegria com o reconhecimento das reportagens, destacando a qualidade do trabalho dos graduandos e a orientação precisa da professora Luciana Kraemer. Ela ainda cita a parceria com o Jornal ExtraClasse, que qualifica o processo e amplia o impacto das reportagens.

Debora também comenta sobre as duas reportagens tratarem de questões de gênero e das violências sofridas pelas mulheres na sociedade brasileira. “Isso mostra o olhar humanizado dos alunos de jornalismo da Unisinos sobre as questões contemporâneas, que são estruturais”, finaliza.

Esses prêmios não apenas reconhecem o esforço e a dedicação dos alunos, mas também fortalecem a posição do jornalismo como um pilar essencial na sociedade. As reportagens premiadas não só demonstram a habilidade acadêmica dos estudantes, mas também ilustram o impacto significativo que o jornalismo bem fundamentado pode ter na conscientização de mudanças sociais.

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Alunos da Unisinos serão voluntários na Paris Saint-Germain Academy Cup Brasil 2023  https://mescla.cc/2023/11/20/alunos-da-unisinos-serao-voluntarios-na-paris-saint-germain-academy-cup-brasil-2023/ https://mescla.cc/2023/11/20/alunos-da-unisinos-serao-voluntarios-na-paris-saint-germain-academy-cup-brasil-2023/#respond Mon, 20 Nov 2023 19:48:04 +0000 https://mescla.cc/?p=19488 Começou na semana passada a capacitação dos estudantes que se voluntariaram para o maior evento da PSG Academy no país: a quinta edição da Paris Saint-Germain Academy Cup Brasil. Promovida anualmente pela organização, o evento é uma competição de futebol que engloba as 28 unidades de escolas de futebol da PSG Academy espalhadas por todo […]

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Começou na semana passada a capacitação dos estudantes que se voluntariaram para o maior evento da PSG Academy no país: a quinta edição da Paris Saint-Germain Academy Cup Brasil. Promovida anualmente pela organização, o evento é uma competição de futebol que engloba as 28 unidades de escolas de futebol da PSG Academy espalhadas por todo país e mais de 90 times, tanto masculinos quanto femininos, buscando proporcionar às crianças, a vivência de um jogador profissional. 

Durante as tardes dos dias 13 e 14 de novembro, o grupo de universitários se reuniu presencialmente no campus de São Leo e também de forma online via Meet para conhecer mais sobre o evento, as funções que irão exercer, e conhecer o Diretor do Departamento de Eventos, Diego Jatobá e a Gerente de Eventos, Bruna Lima. Os alunos ainda tiveram a oportunidade de expressar quais funções gostariam de exercer durante a experiência e participar de dinâmicas em grupo. 

Os universitários se reuniram presencialmente no campus de São Leo e também de forma online via Meet (Fotos: arquivo pessoal / PSG Academy) 


Uma oportunidade única 

Segundo o gerente acadêmico da Unidade Acadêmica de Graduação (Uagrad) Micael Behs, a parceria com a PSG Academy representa uma oportunidade única para os estudantes da Unisinos participarem de um evento que simula todas as tarefas e diretrizes de uma Copa do Mundo – a Paris Cup Brasil – que será sediada no Beira Rio em dezembro.

“Essa semana está acontecendo a etapa de preparação e treinamento para o evento, reunindo alunos dos cursos de Publicidade, Relações Públicas, Jornalismo, Educação Física e Fisioterapia. Além de compreender o escopo de atuação de cada área no contexto do evento, os estudantes irão ter, nas próximas semanas, palestras e oficinas com profissionais de referência de cada uma dessas graduações”, ressalta Behs. 

O estudante de Jornalismo, João Pedro de Menezes de 20 anos, diz estar muito animado com a oportunidade de participar do evento e poder exercer a função de narrador, “as minhas expectativas são muito altas, porque eu quero seguir carreira na Rádio, então essa experiencia na narração talvez seja uma boa base para mim, tô animado para os dias do evento e poder conhecer pessoas novas e as crianças”, disse.  


O evento 

A Paris Cup Brasil acontecerá entre os dias 12 e 18 de dezembro e reunirá crianças de cinco a 13 anos que pertencem as 28 unidades espalhadas por todo país. E evento será no estádio Beira Rio em Porto Alegre, nesse período, o campo será divido em quatro, ou seja, serão quatro partidas ocorrendo de forma simultânea durante o dia todo. Os jogos serão transmitidos no canal de YouTube do PSG Academy, para saber mais informações sobre o evento acesse o site e acompanhe o Instagram da PSG Academy Brasil

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Enfoque Porto Alegre ganha sua 1° edição na Lomba do Pinheiro https://mescla.cc/2023/11/16/enfoque-porto-alegre-ganha-sua-1-edicao-na-lomba-do-pinheiro/ https://mescla.cc/2023/11/16/enfoque-porto-alegre-ganha-sua-1-edicao-na-lomba-do-pinheiro/#respond Thu, 16 Nov 2023 13:41:08 +0000 https://mescla.cc/?p=19469 A Lomba do Pinheiro, um bairro da zona leste de Porto Alegre com muitas histórias a serem contadas, tornou-se o foco da edição de outubro do Enfoque Porto Alegre, jornal experimental produzido por alunos do curso de Jornalismo da Unisinos, reunindo alunos e professores do campus de Porto Alegre. Os estudantes da disciplina de Jornalismo […]

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A Lomba do Pinheiro, um bairro da zona leste de Porto Alegre com muitas histórias a serem contadas, tornou-se o foco da edição de outubro do Enfoque Porto Alegre, jornal experimental produzido por alunos do curso de Jornalismo da Unisinos, reunindo alunos e professores do campus de Porto Alegre. Os estudantes da disciplina de Jornalismo Cidadão, juntamente com os colegas de Fotojornalismo, sob a orientação das professoras Luciana Kraemer e Beatriz Sallet, embarcaram em uma jornada de descoberta, capturando as nuances e a identidade desse vibrante bairro.

Estudantes e professoras juntos aos representantes do bairro em frente ao CPCA 
Foto: Arquivo Pessoal/Alana Schneider

A visita à Lomba do Pinheiro se revelou uma experiência única e transformadora para os estudantes de jornalismo, que tiveram a oportunidade de explorar essa comunidade rica em histórias. Através do projeto de aula, eles não apenas descobriram o extraordinário no cotidiano das pessoas, mas também valorizaram o jornalismo comunitário e cidadão.

A experiência na Lomba do Pinheiro

Laura Santiago, aluna de Jornalismo Cidadão, descreve a visita como uma oportunidade de se desprender do “valor notícia” da grande mídia e enxergar o extraordinário no que é genuinamente ordinário.

“Matérias feitas na periferia falam das diferentes camadas de vulnerabilidade daquele lugar, e nós como estudantes de Jornalismo sabemos bem o quanto a nossa visão  e o que transmitimos, têm influência sobre o olhar de outras pessoas sobre o assunto.”

Laura enfatiza a importância do jornalismo cidadão, que busca “dar voz” às comunidades e valorizar suas histórias. “É importante destacar que não se trata de deixar de noticiar essa realidade, afinal isso iria contra a essência do próprio jornalismo. Porém é saber dar espaço justamente para esse jornalismo cidadão”, finaliza.

Reportagens por Alana Schneider e Laura Santiago  
Foto: Jornal Enfoque

Para sua colega Alana Schneider, esses momentos são de grande aprendizado e uma oportunidade ímpar para que as pessoas possam explorar e ocupar os lugares de Porto Alegre.

Alana ressalta a importância de conhecer e se apropriar da cidade, especialmente para ela que é natural de Santa Catarina. Mas principalmente sobre fazer isto com olhos de jornalista, para não se restringir ao relato ou as descrições de outras pessoas sobre o que elas pensam e vivem nesses espaços.

“É essencial para nós, jornalistas, enxergarmos e escutarmos quem realmente mora nesses locais e tem propriedade para dizer como as coisas funcionam”. E ela ainda completa: “A Alana sempre volto para casa muito melhor do que ela sai.”

As alunas Alana Schneider e Laura Santiago visitando a horta da Lomba do Pinheiro  
Foto: Taiana Souza

Já para Laura Driemeier, aluna da disciplina de Fotojornalismo, visitar a Lomba do Pinheiro foi uma experiência muito especial. Não só pela oportunidade de escrever e ver publicada sua primeira matéria como estudante de jornalismo, mas também por se encantar com este o bairro onde existem muitas histórias que merecem ser contadas. “Mesmo sendo aluna da cadeira de Fotojornalismo, tive a chance de escrever uma reportagem, assim como alguns outros colegas meus.”

Juntamente com a turma de Jornalismo Cidadão e seus colegas de Fotojornalismo, ela pode conhecer um pouco mais da comunidade da Lomba e dos seus habitantes, registrando tudo aquilo que faz o bairro ser único. 

“Participar de todo o processo da produção do Enfoque, desde a visita à Lomba do Pinheiro e escrever uma reportagem, até à edição e montagem do jornal, foi uma experiência pela qual serei sempre grata.”

Reportagem por Laura Driemeier 
Foto: Jornal Enfoque

Revelando o extraordinário no comum

A professora Beatriz Sallet elogiou a parceria entre as turmas de Fotojornalismo e Jornalismo Cidadão. A primeira edição do projeto ocorreu em uma manhã chuvosa, destacando o compromisso dos alunos com o jornalismo, independentemente das condições climáticas.

“A gente sempre fala para os alunos que jornalismo não tem dia e não tem hora, principalmente em função das fotos”, mas independente do clima ela ressalta que foi uma manhã muito bem aproveitada. A equipe se dividiu para cobrir diversas pautas, buscando proporcionar uma visão abrangente da Lomba do Pinheiro, com auxílio da professora e monitores da disciplina.

Beatriz ainda ressalta o comprometimento dos alunos, com divisões em três grupos para melhor cobrir a extensa comunidade da Lomba do Pinheiro, que conta com mais de 60 mil habitantes.

“A Lomba é uma comunidade extensa e que precisa de visibilidade, pois tem projetos sociais e comunitários incríveis e de relevância para o pertencimento e cidadania para aquela população.”

Valorizando o Jornalismo Comunitário

A professora Luciana Kraemer destacou a importância do Jornal Enfoque para as comunidades periféricas, ressaltando como ele dá visibilidade a estas comunidades que muitas vezes são negligenciadas pela mídia tradicional. “Poder estar fazendo mais um exemplar do Jornal Enfoque e em um lugar novo foi muito gratificante”, completa a professora.

O jornal teve a colaboração dos Freis Franciscanos, que atuam há mais de 30 anos na Lomba do Pinheiro com o CPCA – Centro da Criança e do Adolescente, promovendo projetos sociais e fortalecendo a comunidade.

“Nós contamos com o conhecimento deles para nos indicar pessoas e para falar do próprio projeto que envolve a juventude da Lomba do Pinheiro”, explica. A professora enfatizou que na segunda edição do Jornal Enfoque eles irão se centrar mais no trabalho com os jovens da comunidade.

A professora comentou a paixão e o orgulho que os moradores sentem por fazer parte da Lomba do Pinheiro, revelando histórias de pertencimento e de comunidade que são frequentemente desconhecidas. “Isto foi muito bonito para mim, mas percebo que também foi bonito para os alunos que puderam estar em contato com esses depoimentos e essas histórias.”

Alunos de Fotojornalismo vão a Lomba do Pinheiro entregar a edição impressa do Jornal aos moradores 
Foto: Beatriz Sallet

Para finalizar, Luciana ressalta a importância da diagramação e finalização da edição, feira pelo jornalista Marcelo Garcia, funcionário da Agência Experimental de Comunicação da Unisinos. “Foi feita uma finalização muito legal nesse neste trabalho que envolve estes alunos todos. Uma equipe muito apaixonada pela história da Lomba e agora a gente pode ver na edição que já está disponível para todo o mundo.”

Confira a primeira edição completa do Jornal Enfoque agora mesmo!

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Egressa de RP ganha prêmio nacional de Comunicação Corporativa  https://mescla.cc/2023/10/20/egressa-de-rp-ganha-premio-nacional-de-comunicacao-corporativa/ https://mescla.cc/2023/10/20/egressa-de-rp-ganha-premio-nacional-de-comunicacao-corporativa/#respond Fri, 20 Oct 2023 19:55:23 +0000 https://mescla.cc/?p=19405 Thais Fontes, egressa de Relações Públicas da Unisinos e “ex-agexconiana” (como se costuma chamar quem trabalhou na Agexcom), conquistou prêmio na categoria de Comunicação Corporativa do TOP Mega Brasil 2023. Ela atua no ramo imobiliário há 13 anos e, atualmente, é gerente de Marketing da construtora Melnick. Foi nessa área em que ela recebeu o […]

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Thais Fontes, egressa de Relações Públicas da Unisinos e “ex-agexconiana” (como se costuma chamar quem trabalhou na Agexcom), conquistou prêmio na categoria de Comunicação Corporativa do TOP Mega Brasil 2023. Ela atua no ramo imobiliário há 13 anos e, atualmente, é gerente de Marketing da construtora Melnick. Foi nessa área em que ela recebeu o troféu que reconheceu sua “notável versatilidade e sucesso na área de comunicação corporativa”.

Thais recebeu uma surpresa dos seus colegas de trabalho após ganhar o prêmio (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

Formada em 2010, ela inicialmente planejava seguir uma carreira em publicidade e propaganda, mas acabou se apaixonando pela versatilidade oferecida por relações públicas. Para Thais, sua jornada acadêmica foi como uma descoberta gradual do potencial do curso para abrir portas em diversos ramos e organizações. “Durante a minha graduação, trabalhei na comunicação em diversos segmentos, no setor bancário, petroquímico e também em eventos. Quando estava prestes a me formar, entrei no mercado imobiliário, onde estou me aprimorando há 13 anos”, destaca Thais.

A carreira de RP no ramo da construção civil

Ela conta que foi quando recebeu uma proposta para trabalhar no Marketing em uma empresa do ramo da construção civil que encontrou o seu caminho. “O mercado imobiliário tinha profissionais de vendas que faziam comunicação, mas não tinha especialistas em comunicação corporativa”, explica Thais. Ela, então, buscou conhecimento adicional, obtendo três MBAs: Cultura Digital e Transformação; Marketing; e Gestão de Pessoas. A ideia, segundo ela, era expandir seu conjunto de habilidades e abraçar toda comunicação empresarial.

Atualmente, Thais lidera uma equipe de 32 profissionais na Melnick. Dentre as atividades que desenvolve estão planejamento de eventos, lançamentos de produtos, marketing digital, comunicação corporativa e até mesmo uma agência de publicidade interna. A relações-públicas enfatiza que sua equipe tem a capacidade de atender a comunicação em todas as áreas da empresa, uma abordagem que não é comum, especialmente no setor imobiliário, em que as equipes de comunicação tendem a ser enxutas. Para ela, essa visão ampla de comunicação foi um dos principais motivos para ser reconhecida no Prêmio Mega Brasil. 

Thais e equipe na Melnick (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

O Prêmio TOP Mega Brasil 

O Prêmio TOP Mega Brasil foi um reconhecimento da habilidade dela de conectar a comunicação com os diversos públicos de interesse, tanto internos quanto externos. De acordo com os avaliadores, sua versatilidade e foco na comunicação corporativa a ajudaram a trazer inovação ao mercado imobiliário, que tradicionalmente tinha uma preocupação muito centrada em marketing de vendas. 

O processo de seleção do prêmio incluiu uma fase de indicação, por empresas e entidades, como Profissional de Destaque. Após a seleção, Thais passou para a etapa de votação popular, em que teve a concorrência de mais de 1 mil profissionais em todo o Brasil. Na última fase, ela teve seus 13 anos de carreira analisados por profissionais experientes na área de Comunicação e Marketing. Thais não apenas passou por todas as etapas, mas também se destacou como a profissional mais votada do Rio Grande do Sul, garantindo seu lugar como ganhadora na categoria de Comunicação Corporativa.

Thais com o troféu do Prêmio TOP Mega Brasil (Foto: Arquivo Pessoal / Thais Fontes)

A importância da formação na Unisinos

Thais ressalta a importância de sua formação na construção de sua carreira. “Acredito que muito do que me levou a ganhar o Mega Brasil veio da minha formação em Relações Públicas, desse olhar sempre amplo para a comunicação e de estar sempre buscando fazer uma conexão entre uma coisa e outra”, comentou.

Ela acrescenta: “Tenho muita preocupação com o público, tanto interno quanto externo, incluindo clientes, investidores e a sociedade em geral. Nos tempos de hoje, tudo é rápido e eficaz, com pouco espaço para erros. Ter essa visão sistêmica ampla me ajudou bastante como profissional para entregar resultados completos”, disse, motivada.

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Histórias de humanidade e esperança na tragédia  https://mescla.cc/2023/10/04/historias-de-humanidade-e-esperanca-na-tragedia/ https://mescla.cc/2023/10/04/historias-de-humanidade-e-esperanca-na-tragedia/#respond Wed, 04 Oct 2023 18:48:59 +0000 https://mescla.cc/?p=19214 O Mescla esteve presente de 12 a 15 de setembro no Vale do Taquari, região assolada pelas cheias derivadas do grande volume de chuva do mês. A repórter Gabriele Rech visitou a cidade de Muçum, a mais citada nos telejornais brasileiros pela grande devastação, e focou seu olhar na perspectiva das vítimas e na esperança […]

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O Mescla esteve presente de 12 a 15 de setembro no Vale do Taquari, região assolada pelas cheias derivadas do grande volume de chuva do mês. A repórter Gabriele Rech visitou a cidade de Muçum, a mais citada nos telejornais brasileiros pela grande devastação, e focou seu olhar na perspectiva das vítimas e na esperança e resiliência que sentiu. Já Nícolas Suppelsa foi para Arroio do Meio, município menos afetado, mas ainda assim com um cenário impactante, e trouxe o que pensam os voluntários que ajudaram no primeiro momento da emergência e que também compartilham do sentimento de esperança.

Arroio do Meio: a força da ação de mãos dadas

Texto e fotos: Nícolas Suppelsa 



Acompanhar de perto e ao vivo uma tragédia que já vimos muito pela televisão me trouxe sensações que não pensei que o jornalismo me proporcionaria tão cedo. Ver o barro, sentir o cheiro forte exalado dele e presenciar a destruição em Arroio do Meio, sabendo ainda que essa não foi a cidade mais atingida, me causa desolação e tristeza. No caso de várias famílias, tudo o que elas tinham virou lixo. Ao chegar lá, percebi mesmo que a enchente não fez distinção entre pessoas com mais ou menos dinheiro. Uma certa sensação de impotência se instalou logo ao chegar na cidade, o que foi mudando ao longo do dia, visualizando a verdadeira força de trabalho que se instaurou no território, com o esforço de dezenas de pessoas para melhorar a situação dentro do possível.

Uma das casas mais próximas do rio só não foi levada pela correnteza por ser de alvenaria


Mas não quero que o foco desse texto seja a tragédia em si, e sim a onda de solidariedade que ela trouxe para os que precisam. Os esforços começaram assim que a água começou a baixar. A cidade inteira está servindo de abrigo para pessoas e para doações, numa força-tarefa que não para. Os principais pontos de apoio são o salão da Paróquia Perpétuo Socorro, o ginásio do Colégio Bom Jesus, o Clube Esportivo de Arroio do Meio e o Seminário Sagrado Coração de Jesus, que receberam doações de todos os tipos, como comida, roupas, materiais de limpeza, higiene pessoal e brinquedos. 

Mar de jeans no salão paroquial. As pessoas atingidas pela enchente podem levar a quantidade de roupas que necessitarem


No dia que estivemos no salão paroquial, voluntários, como a estudante de Fisioterapia Nicole Meneghini, e vítimas buscando doações, se misturavam. A jovem de 23 anos conta que o avô teve a casa atingida, mas está bem. Ela está atuando com as colegas no trabalho de apoio, já que conseguiram liberação dos estágios. “Quase todos os pacientes que a gente atendia tiveram a casa levada, literalmente, pela água.” Elas estão acompanhadas pela professora Lydia Koetz Jaeger, 39 anos. Todas vêm da Univates, Universidade do Vale do Taquari, que tem sede em Lajeado. 

Nicole e suas colegas não pensaram duas vezes na hora de decidir ajudar


O Seminário Sagrado Coração de Jesus já há tempo não funciona mais com o intuito de formação de futuros padres, mas ainda tem uma função dentro da igreja: promover cursos e retiros, principalmente para a capacitação de ministros (que fornecem orientação espiritual para a comunidade). 

Com a tragédia, essa função se transformou, e hoje o local está focado na alimentação das pessoas atingidas pela enchente na cidade. Heitor e Margarete Schmidt, coordenadores do antigo seminário, conversaram comigo. Eles contaram que trabalham todos os dias, incluindo finais de semana, das 8h30 até às 18h. Na verdade, o pessoal da cozinha começa às 5h para dar conta da quantidade de marmitas. No começo, segundo o casal, havia uma certa desorganização. Mas ao longo dos dias, tudo foi se ajeitando: “Se tem uma coordenação, a coisa flui”, é a opinião de Margarete. 

Com a tragédia, o Seminário Sagrado Coração de Jesus está focado em fornecer alimentação às pessoas atingidas pela enchente


A cozinha do Seminário é utilizada por voluntários que vieram de diversos lugares do país para a confecção de marmitas. As salas do primeiro andar serviam para a confecção de cestas básicas e armazenamento de doações. Margarete explicou que várias empresas acabaram fazendo doações de larga escala e cedendo funcionários para ajudar – a BRF, que tem vários ex-funcionários aposentados cujas casas foram atingidas na cidade, por exemplo, chegou a enviar 15 colaboradores em apenas um dia.

O número de marmitas em um dia ultrapassou mais de mil, número registrado na lateral de um dos pratos


No decorrer da primeira semana pós-tragédia, uma figura importante na cozinha foi a professora de Gastronomia da Unisinos Franciele Reche. Em um depoimento emocionado, junto da aluna de Nutrição Karine Gräbin, ela compartilhou o sentimento de fazer parte deste momento tão delicado, afirmando que é muito difícil de falar sobre a experiência.

“No mínimo, transformador. O tempo passa muito rápido, é diferente aqui”, diz Karine, ao mesmo tempo que Fran complementa: “É um misto de emoções. Uma hora a gente está triste, depois feliz, depois desesperada. Mas acho que o que permanece sempre é a esperança”. As duas ficaram hospedadas no mesmo local que as vítimas, no segundo andar do Seminário, que serviu naquela semana para alojamento de desabrigados e voluntários vindos de outras cidades. Elas e outros professores e alunos da Unisinos dormiram lá desde o começo das operações, na terça-feira (12 de setembro) até a sexta-feira (15).

“É, esse quarto 7 tem história”, ri Karine de uma maneira já saudosa quando me vê fotografando a porta 

Professora e aluna destacam a importância do padre Alfonso Antoni, pároco da paróquia principal da cidade, que não mediu esforços para que tudo desse certo. “Ele não para um segundo, está sempre de carro viajando entre as cidades para buscar mantimentos”, concordaram Franciele e Karine. Por isso, foi impossível fazer uma entrevista com ele, naquele dia. Mas o programa Pretinho Básico, da Rede Atlântida, conseguiu. O repórter Raphael Gomes foi até onde eu estive para conversar pessoalmente com o padre, em campo, exatamente onde tudo estava acontecendo. Para conferir as histórias e conhecer um pouco do Seminário em um vídeo de Reels, você pode clicar aqui.

(Foto: Reprodução Instagram Karine Gräbin – @_kgrabin)

Uma das poucas coisas que o padre conseguiu compartilhar comigo foi mostrar, no local onde era o salão de festas da igreja, o “barco da esperança”, objeto cedido por uma fiel que fez uma promessa e pagou na forma da doação. A embarcação ficou intacta mesmo com toda a destruição da estrutura em volta.

“Agora, esse barco significa ainda mais para nós. Essa palavra significa tudo o que temos”, afirma o padre Alfonso


Karine conta que teve que improvisar e abrir mão do ideal saudável, em prol da refeição possível. “Um dia, o cardápio possível a ser feito era composto por massa com salsicha. Quem recomenda comer isso numa aula de Nutrição? Ninguém. Nesse momento, temos que trabalhar com o que se tem. E isso alimenta, sim, quem está com fome”, afirmou.

Junto da professora de Gastronomia, Franciele, uma conterrânea ajudou a coordenar as atividades. A moradora Cátia Schnorr, culinarista e youtuber com anos de experiência, não teve grandes danos materiais, diferentemente do filho, que teve a casa muito atingida. Segundo ela, o foco inicial foi na limpeza das casas.

“Nós ficamos sem água. Eu pegava da piscina pra limpar a roupa. Quando vi que estavam precisando de voluntários, me ofereci pelo Instagram e vim para cá”, disse. A chefe de cozinha se preocupa com a queda de mão de obra ao longo do tempo e dá o recado à comunidade: “Quem quiser vir, tem que vir! Porque semana que vem a força continua”.

As pessoas saíram de suas rotinas. No Seminário, por exemplo, os horários são definidos e seguidos à risca. Mas uma atividade que Arlindo Eduardo Kronbauer, de 88 anos, não abre mão, é a de assistir às novelas das 18h e das 21h na TV. Tendo perdido a esposa há 2 anos, ele morava com a filha na casa que foi tomada pela água. O Seminário possui uma sala cheia de móveis que serão doados. Em meio à bagunça, existe uma televisão que sintoniza os principais canais nacionais.

Karine e Franciele fizeram questão de posar com Arlindo


“Eu gosto de vir no final da tarde para pegar a novela das 18h, aproveito para ver o jornal e, depois, a Terra e Paixão, que eu gosto também.” Arlindo faz questão de me mostrar a chave do carro, que foi salva da enchente, e dizer que, mesmo com a idade, ainda é muito ativo. Ele sai da entrevista correndo para outro compromisso.

Uma TV se esconde no mar de móveis entulhados para doação na salinha apertada

Outro relato de Karine e Franciele é de uma professora aposentada que chegou apressada no Seminário, pedindo desculpas pelo atraso no horário. “Nós perguntamos: ‘Tu trabalhas aqui?’ E ela respondeu: ‘Sim, limpando minha casa que está tomada por barro’”. 

É preciso destacar também a força de Natália Schwarzer, que está atuando na coordenação geral das atividades do Seminário. Natural também de Arroio do Meio, ela está executando atividades administrativas de diversos tipos, algumas até mesmo de assistência social, apesar de atuar profissionalmente como cabeleireira. “Eu apenas tenho esse perfil”, diz Natália.

Natália Schwarzer está atuando na coordenação geral das atividades do Seminário



“Conhecemos pessoas que nunca conheceríamos em outras circunstâncias. Tipo os bombeiros do Paraná, ou de Minas Gerais, que inclusive atuaram em Brumadinho. Queremos fazer um encontro só dos voluntários. Vamos sentir muitas saudades. Nos apegamos muito, parece que foi um mês e não uma semana”, afirmaram Karine, Franciele e Natália juntas, em meio às lagrimas, pois estava na hora das voluntárias de São Leopoldo retornarem às suas casas. O desejo de fazer o reencontro é para quando a cidade estiver reconstruída.

(Foto: Reprodução Instagram Karine Gräbin – @_kgrabin)

E o desejo deste estudante de Jornalismo é que tudo o que é material se recupere, o rio Taquari permaneça onde está, e as pessoas continuem com o mesmo espírito de solidariedade e coletividade depois que tudo passar.

Rio Taquari ainda engolia ruas uma semana após as chuvas torrenciais do início de setembro


Um relato de resiliência e esperança

Texto, fotos e imagens: Gabriele Rech


Por causa da tragédia do Vale do Taquari, tive a oportunidade de embarcar em uma jornada profissional e pessoal que jamais esquecerei. Como jornalista, sempre acreditei no poder das palavras para contar histórias que fazem a diferença, mas nada poderia ter me preparado para a experiência de cobrir a tragédia que assolou a região.

Quando me voluntariei para ir até o Vale, sabia que seria um desafio extraordinário. As imagens das enchentes e da destruição que vi nos noticiários não se comparavam à realidade que encontrei lá. Quando cheguei na cidade de Muçum, uma das mais atingidas, o cenário era devastador, e as vidas das pessoas estavam em pedaços.

Cenas da chegada a cidade de Muçum



O ar estava carregado de tristeza, solidariedade e uma sensação de comunidade que transcendia o desastre. As pessoas que encontrei, apesar de terem perdido tanto, eram incrivelmente resilientes e unidas. Elas compartilharam suas histórias de perda, luta e esperança comigo, e em troca, só queriam ser ouvidas. Minha câmera e meu bloco de notas se tornaram minhas ferramentas para registrar os momentos mais tocantes daquela jornada. Eu conversei com moradores que haviam perdido suas casas, suas empresas e até mesmo entes queridos. Cada história era um testemunho da força humana diante da adversidade. 

Registro pessoal dentro de uma das casas que visitei

A agente comunitária de saúde Lucilene Bonetti conseguiu reservar um tempo do seu dia corrido para me contar sua história. Quando o rio começou a transbordar e a água a invadir a cidade, Lu, como prefere ser chamada, estava em casa e iniciou o protocolo que já era conhecido nessas ocasiões, colocando seus móveis em cima de algo mais alto, para evitar danos, e retirando os equipamentos eletrônicos para levar com ela. “Por volta das 17h, a água começou a entrar no meu quintal, mas avançou tão rápido que em 20 minutos ela já estava cobrindo o meu porão. Foi então que decidimos sair da nossa casa.”

Lucilene Bonetti em frente a uma das ruas afetadas de Muçum (Foto: Andy Miritz)

Lu e a família foram para a casa da sogra, local onde até então nunca havia chegado água durante outras enchentes. “Às 19h, a água já invadia o terreno da minha sogra. Às 21h, ela já estava cobrindo o porão, e 15 minutos depois eu estava saindo de lá com água até o meio da minha perna”, relatou. Ela e toda a família conseguiram sair e foram para o Mirante Bixo do Mato, ponto turístico da cidade, que agora abriga diversas famílias que perderam suas casas. Foi lá que eles passaram a noite, mas não conseguiram descansar, pois a ansiedade para voltar e ver como estava a cidade era enorme. “Quando nós chegamos, a surpresa: Muçum estava toda dentro d’água e nós não tínhamos mais casa. A minha tinha ido literalmente embora.”

Quando questionada se pretende sair de Muçum, Lu prontamente responde: “Eu fico porque amo essa cidade, estou aqui há 21 anos, criei meus filhos aqui, tenho muitos amigos aqui e irei sentir muito se tiver que sair de Muçum, tanto é que eu sinto muito em ver o horror que ela está hoje.”

Mesmo sendo muito falado na possibilidade de a cidade deixar de existir, para Lu isso não irá acontecer, pois o povo não vai deixar. “Eles irão levantar Muçum, e juntos, vão se reconstruir”, frisou. Por fim, ela destaca o mais importante de toda esta situação atual: a solidariedade. “Hoje, a nossa cidade está virada do avesso, mas estão ajudando a construir ela de novo, pois isso está sendo feito do zero”.

O Ginásio Municipal de Muçum se transformou em um deposito para doações (Foto: Andy Miritz)

Aqueles que, como nós, vão para a cidade oferecer ajuda, testemunham não apenas a devastação, mas também a incrível solidariedade que surgiu. Voluntários de todos os cantos do país se juntaram para ajudar na recuperação. Lá, eu tive o prazer de presenciar uma comunidade unida pelo mesmo objetivo: ajudar Muçum a se reerguer. A tragédia no Vale do Taquari foi um lembrete doloroso de como somos vulneráveis diante da natureza, mas também de como somos capazes de nos unir em tempos difíceis. 

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Cai o número de cidades que não tem veículos de informação na região Sul  https://mescla.cc/2023/09/25/cai-o-numero-de-cidades-que-nao-tem-veiculos-de-informacao-na-regiao-sul/ https://mescla.cc/2023/09/25/cai-o-numero-de-cidades-que-nao-tem-veiculos-de-informacao-na-regiao-sul/#respond Mon, 25 Sep 2023 18:26:04 +0000 https://mescla.cc/?p=19184 Durante o primeiro semestre desse ano, os alunos de Jornal e Reportagem, cadeira ministrada pela professora Taís Seibt, tiveram a experiência de serem voluntários para a produção do Atlas da Notícia, uma iniciativa nacional para mapear o número de veículos produtores de conteúdo jornalístico nas cidades brasileiras.   A iniciativa em querer colaborar com o […]

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Durante o primeiro semestre desse ano, os alunos de Jornal e Reportagem, cadeira ministrada pela professora Taís Seibt, tiveram a experiência de serem voluntários para a produção do Atlas da Notícia, uma iniciativa nacional para mapear o número de veículos produtores de conteúdo jornalístico nas cidades brasileiras.  

A iniciativa em querer colaborar com o levantamento veio da professora, que entrou em contato com a coordenação do curso de Jornalismo, que apoiou a ideia. A ação foi incluída nas atividades da disciplina de Jornal e Reportagem, por ser uma oportunidade de exercitar técnicas de apuração. A participação na produção do Atlas da Notícia também foi aberta como atividade de extensão para outros estudantes interessados, via Instituto de Cultura Digital. 

A dinâmica funcionou da seguinte forma: a coordenação regional do Atlas disponibilizou a lista de municípios “quase desertos”, ou seja, cidades onde, na atualização anterior, tinha apenas um ou dois veículos registrados. Cada aluno tinha que escolher cinco cidades, para checar a existência de veículos jornalísticos, buscando por informações em sites, redes sociais, telefones etc.  

“O objetivo era verificar se esses locais continuavam sendo quase desertos, se tinham virado desertos ou se novos veículos de notícias foram criados. Quando um novo veículo era encontrado, havia um formulário a ser preenchido com dados de cadastro, para atualização no Atlas”, explica Taís. 

Professora Taís Seibt  

(Foto: Arquivo pessoal) 

A origem do Atlas da Notícia

O coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia, Marcelo Fontoura, conta que o projeto nasceu em 2017, a partir de uma ideia de mapear onde estavam os desertos de notícia, já que isso era uma iniciativa que ocorria em outros países, como nos Estados Unidos.  

“Surgiu primeiro como um projeto do Instituto Projor, conhecido por produzir o site jornalístico Observatório da Imprensa. Depois, ele foi apoiado pelo Facebook, que segue até hoje. Desde então, ele vem se expandindo”, ressalta Marcelo. 

Marcelo Fontoura, coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia  

(Foto: Arquivo pessoal) 

Realizar esse mapeamento, segundo Marcelo, é importante para a indústria da comunicação se conhecer melhor, principalmente por dois motivos: “Primeiro, para saber onde é que tem jornalismo, buscando entender qual é o mercado jornalístico no Brasil, quais são as suas características, sua distribuição e suas dificuldades, sendo muito importante em termos de política pública. O outro ponto é a importância de entender onde que ele não está. Quais os lugares que mais demandam jornalismo, justamente porque não tem ninguém lá”, observa o coordenador. 

Uma experiência enriquecedora

Para Eduarda Cidade, 20 anos, moradora de Alvorada, participar do levantamento das regiões quase desertas para o Atlas da Notícia foi uma experiência enriquecedora, principalmente porque a estudante teve contato com veículos do Interior do Estado.  

“Foi muito bacana ver como esses veículos funcionam e ver se eles realmente cumprem o requisito de transmitir informação para a população. A gente descobriu que cada um faz do seu jeito: alguns funcionavam apenas no Facebook, por exemplo, e a comunidade do município interage por lá, já outros eram só impressos mesmo”, avalia a futura jornalista. 

Estudante Eduarda Cidade  

(Foto: Arquivo pessoal) 

Eduarda também contou que a parte mais desafiadora foi conseguir contatos atualizados dos veículos. “Muitas vezes, eu ligava para o número informado e ninguém atendia. Então, eu usei a dica que eu a professora nos passou, de ligar para estabelecimentos que ficassem perto ao endereço do jornal e perguntar se conheciam o veículo e se ainda estava aberto”, explica.  

Já a aluna Laura Santiago, 21 anos, de Porto Alegre, disse que participar da iniciativa foi uma ótima oportunidade para enxergar, na prática, até onde o jornalismo chega e como ele é consumido em diferentes regiões. “Pudemos entender como essa relação com a informação se desconstrói longe dos grandes centros urbanos, ou seja, se afasta do estereótipo de formalidade e inacessibilidade para um jornalismo ainda mais próximo do público, quase como um jornalismo comunitário e cidadão”, ressalta a estudante. 

Aluna Laura Santiago  

(Foto: Arquivo pessoal) 

A professora Taís Seibt relatou que a turma se mobilizou para realizar a tarefa: “Nas avaliações individuais sobre o processo, foi muito presente como a experiência do Atlas despertou o olhar para a importância do jornalismo local e os riscos de se ter desertos de notícias.” A professora sublinha que todos que colaboraram podem se sentir orgulhosos por terem contribuído para o resultado do projeto. “Agora, ele será objeto de vários estudos de profissionais e pesquisadores.” 

A boa notícia que veio da Região Sul  

Os resultados na Região Sul do país foram otimistas, já que o número de “regiões desertas” (aqueles municípios que não têm nenhum veículo jornalístico lá sediado) caiu 8%, representando 44 municípios desérticos a menos do que no levantamento anterior. Essa diminuição segue a tendência identificada em outras edições do Atlas, tanto pelo surgimento de novas iniciativas quanto pelo aprimoramento das metodologias de mapeamento. Outros dois motivos que contribuem para essa redução são: a popularização de veículos digitais e a identificação de mais rádios.

  

Gráfico mostra a diminuição de desertos de notícia  

(Fonte: Atlas da Notícia) 

Outro dado que se destaca é o aumento no número de veículos digitais da Região Sul, que teve agora um salto de 270 veículos frente aos identificados no levantamento anterior. No total, os três Estados somam 1.293 veículos, ou 33%, o que representa exatamente um terço do total do país. 

Ficou curioso e quer ver mais resultados da pesquisa em relação a outros estados ou ao país como um todo? Então, visite o site Atlas da Notícia.  

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