Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos TEDxPortoAlegre - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/tedxportoalegre/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Wed, 09 Nov 2022 18:32:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 TEDxUnisinos marca a volta da presencialidade do evento anual https://mescla.cc/2022/11/09/tedxunisinos-marca-a-volta-da-presencialidade-do-evento-anual/ https://mescla.cc/2022/11/09/tedxunisinos-marca-a-volta-da-presencialidade-do-evento-anual/#respond Wed, 09 Nov 2022 18:32:26 +0000 http://mescla.cc/?p=17152 *Por Laura Santiago, Gabriel Ferri, Marília Port e Paola De Bettio Com a apresentação de Onília Araújo, que é empreendedora social, contadora e ativista em diversidade sobre raça, gênero e LGBTQIA+ e Lui Nörnberg, que é professor universitário e psicólogo em formação, homem translatinoamericano, como se define, e Investigador da temática “Outras Docências e Outros […]

The post TEDxUnisinos marca a volta da presencialidade do evento anual appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
*Por Laura Santiago, Gabriel Ferri, Marília Port e Paola De Bettio

Com a apresentação de Onília Araújo, que é empreendedora social, contadora e ativista em diversidade sobre raça, gênero e LGBTQIA+ e Lui Nörnberg, que é professor universitário e psicólogo em formação, homem translatinoamericano, como se define, e Investigador da temática “Outras Docências e Outros Sujeitos”. O tradicional TEDxUnisinos retornou à modalidade presencial, o que inspirou o tema desta edição: “Recomeços”, já que estamos vivendo um “começar de novo”. Em razão da pandemia de Covid-19 as edições de 2020 e 2021 ocorreram em formato remoto.  


Ao todo, 13 speakers de diferentes áreas, como educação, especialistas nas temáticas ambientais e sociais, Indústria Criativa, entre outros, que envolveram o público com suas histórias pessoais que mudaram suas perspectivas sobre o mundo. A equipe do Mescla acompanhou essa rodada de palestras que ocorreu na última sexta-feira, 28, e te conta
um pouco mais sobre algumas das histórias que passaram pelo palco.    




Lui (a esquerda) e Onília (a direita) durante uma conversa entre convidados (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Paulo Fochi  

O público do TEDxUnisinos já conhecia Paulo Fochi, mas como mestre de cerimônias do evento em outras edições. Nesta edição ele retorna ao palco como convidado para falar sobre a infância e educação. Paulo é pedagogo, doutor em Educação (USP), membro da Associação Criança (Braga, Portugal), pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação, professor e coordenador do Curso de Especialização em Educação Infantil (Unisinos), além disso é também fundador e coordenador do Observatório da Cultura Infantil. 


Com a pergunta inicial “qual é a história do seu começo”, o professor da Unisinos resgata sua própria trajetória no caminho da educação, em especial a infantil, – para relembrar as singularidades das crianças nas quais os adultos muitas vezes ignoram ou menosprezam.  


Paulo ainda falou sobre o chamado “Direito à beleza”, sobretudo em instituições públicas. Isso porque toda e qualquer criança merece ter acesso a um espaço que a acolha, a escute e a compreenda e que ainda assim possa ser um ambiente colorido e agradável.


Seguindo para o encerramento o professor enfatiza que “as crianças concretizam essas constelações que dançam, cantam e fazem chover e temos um compromisso no mundo que vamos deixar para elas”, ou seja, as crianças carregam pureza e precisamos nos preocupar em entendê-las e fazer com que o mundo que as cercam seja um lugar acolhedor. 


Paulo foi o último speaker do primeiro bloco (Foto: Gabriel M. Ferri) 


Isaac Schrarstzhaupt 

Isaac é pesquisador, graduado em Processos Gerenciais, e, atualmente, trabalha de forma voluntária como analista de dados de saúde pública para a Rede Análise, uma rede nacional de pesquisadores em prol da informação. Durante o período mais difícil da pandemia de Covid-19, ele foi uma das vozes brasileiras que mais engajavam no Twitter no contexto da, segundo o estudo feito pelo IBPAD/Science Pulse. 


Isaac trouxe para o palco do TEDxUnisinos a necessidade da comunicação assertiva, em particular relacionada as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)- como é o seu caso. Diagnosticado já na fase adulta, o palestrante contou quais eram suas principais dificuldades o que faz diariamente para superá-las.   


O speaker fez uma analogia usando a tecnologia para explicar a mente humana. A chamada memória RAM, responsável pelo armazenamento de conteúdo, é finita. Ou seja, quando chega ao seu limite pode fazer com que o dispositivo fique mais lento e demore a responder, assim como ocorre com o cérebro humano. Isaac disse ainda que no seu caso, a comunicação e a interação social são algumas das coisas que podem esgotar essa “memória”. 


Mas então como lidar com essa dificuldade? O pesquisador percebeu que a partir das narrativas do storytelling com dados, ele conseguia traduzir aquilo que era fácil para ele, e difícil para os demais. Além disso, entendeu que algumas características e até exigências do mundo moderno, como análise de dados, gestão de riscos e planejamento “são habilidades desenvolvidas para compensar um mundo ao qual não nos encaixamos ‘naturalmente’”. 


Ao encerrar, Isaac lembrou que para melhorar nossa comunicação devemos começar ouvindo justamente aqueles que têm  dificuldade em se comunicar. 



Franciele Reche 

Fome. Sob essa realidade desumana, sobrevivem mais de 33 milhões de pessoas no Brasil hoje. Este foi o assunto central da palestra proferida por Franciele Reche, mestra em Indústria Criativa, especialista em Ensino e graduada em Gastronomia. Franciele também é ativista e membro do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS. 


Franciele trouxe dados que caracterizam o Brasil como o país da fome – apesar da imensa quantidade de alimento produzida no país. Em um panorama em que o alimento tão controversamente assume o protagonismo de uma história de desnutrição, ela entende que é urgente entender o caráter político da comida.


Nessa batalha, Franciele ajudou a construir cozinhas e hortas comunitárias em comunidades de inacreditável precariedade. “Não foi uma, nem duas, nem três mulheres com quem conversei que deixavam de comer para alimentar os filhos”, relembra. A ativista em sustentabilidade alimentar combate uma dor que ela própria não sente e nunca sentiu. Mesmo assim, essa luta se transformou em seu propósito de vida.  


A comida traz dignidade, como Franciele diz. É o básico, um direito fundamental, mas mais de 33 milhões de vozes invisibilizadas política e socialmente. Derrotar a insegurança alimentar é um projeto de vida, porque garante a existência a quem o mínimo é negado. Não dá para normalizar, ignorar, conformar. Afinal, “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. 


Franciele durante sua fala sobre a fome e trabalhos comunitários. (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Itanajara Almeida 

A empresária Itanajara Almeida deu início a sua fala através de um questionamento profundo sobre o que nós, o público, fazemos para oportunizar o acesso de mulheres negras ao mercado de trabalho.  


Itanajara é diretora da Odabá, Associação de Afroempreendedorismo, conselheira do Conselho de Participação e Desenvolvimento das Comunidades Negras do RS e coordenadora financeira do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana


Tudo começou com o seu salão de beleza, especializado em cabelos crespos e cacheados, que há décadas é referência no RS. Com a baixa procura de clientes negras, ela percebeu a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho enfrentada por essa parcela da sociedade, e passou a refletir sobre as possibilidades de intervir nessa realidade. 

Assim surgiu o Embelezamento Popular, um projeto voluntário e profissionalizante na área da estética. Com todos os obstáculos para a manutenção da rotina de uma ONG, a oportunidade de expor o trabalho na televisão pareceu ser a chance fundamental para arrecadar apoiadores.  


Itanajara oferece uma dura reflexão sobre a importância das grandes empresas apoiarem projetos desse tipo para oportunizar o acesso de mulheres negras ao mercado de trabalho. Foi uma fala pontente que provocou uma sensação de desconforto na platéia, ingrediente importante para manter o público atento e sensibilizado. 



Itanajara apresentando a iniciativa de Embelezamento Popular (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Gisele Tertuliano  

Gisele foi a quarta “speaker” (palestrante) e já de início questionou: “Quem define o que é padrão?”. Gisele Tertuliano é enfermeira e Cientista Social, Doutora em Saúde Coletiva e professora na Unisinos. Ela integra o Grupo para a Promoção da Equidade de Cachoeirinha (RS) e é membro técnico do Grupo de Pesquisa de Interseccionalidades, Equidade e Saúde da Unisinos.  


Gisele é também modelo fotográfica de campanhas comerciais. Alta, negra, de cabelos raspados, é de uma beleza que não passa despercebida. Durante a palestra, contou que cresceu adorando rádio, TV e revistas adolescentes, e que sonhava em ser capa de uma um dia, apesar de ter poucas referências de jovens negras nestes espaços. Até que foi com a mãe a uma escola de formação de modelos, “numa tarde de verão no centro de Porto Alegre”. Lá, ouviu que que “o seu biotipo não era o padrão”. Se decepcionou, mas a “alma de artista” não morreu ali, já que tocava piano e fazia apresentações com um grupo vocal.

Em 2014,ao ver  Lupita Nyong’o, que também tinha cabelos raspados, recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, por “12 Anos de Escravidão”,  sua relação com o cabelo, e consequentemente, com a autoestima melhorou.


Além disso, ela que chegou vestida em uma espécie de kimono, feito pela marca de uniformes com estampas afros da Alyne Jobim, que estava na plateia, assistindo as falas da Itanajara, “speaker” anterior, e da Gisele emocionada. Aline contou que convidou Gisele pra ser modelo da sua marca e foi ali que descobriu que esse era o sonho da Gisele. “É toda uma vida em busca da autoaceitação, da busca pela identidade”, afirmou Gisele neste momento. 


“Aqui estamos, momento de incerteza, mas com uma certeza: sobrevivemos. Mudança abrupta na rotina e a certeza de que hábitos e atitudes precisam mudar”, assinalou. Em sua fala, ela contou que seguiu a vida através da escolha de cuidar: “Eu escolhi cuidar: cuidar dos outros e cuidar de tantas pessoas, e cuidar, também, para que essas pessoas cuidem de nós” e logo emendou “Cuidado é um exercício de responsabilidade, de ética, de amor, de compaixão e de amor-próprio”.  


Para concluir, lembrou que teve poucas alunas negras no ensino técnico e na graduação, e lembrou de uma em especial, a Tati, que veio do Haiti e sonhava em ser enfermeira. Para ela, essa é uma boa história de Recomeço. Dessa forma, ela encerrou com uma frase da filósofa negra e norte americana Angela Davis: “Quando uma mulher negra se movimenta, toda a sociedade se movimenta com ela”. 



 

Gisele e seu questionamento: “Quem define o que é padrão?” (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Rafael Mello – Sarah Vika 

Rafael é publicitário com mais de uma década de experiência e realizou o TCC sobre a construção de uma persona drag. Ele foi o segundo “speaker”. Ao ser apresentado, os mestres de cerimônia disseram que  ele “alimenta sua criatividade” através da arte drag. A Sarah Vika é a sua personagem há cinco anos, e hoje é o principal ativo da sua carreira. 

Rafael chegou ao palco já com a pergunta: “Se você pudesse ser outra pessoa, quem você seria?”. Ele contou sobre como a escolha profissional somado ao fato de ter se descoberto  LGBTQIA+, o que fez a escolha profissional ser mais difícil, já que sentia poucas opções onde seria acolhido. “O Brasil é o país que mais mata LGBTQIA+, a gente tem muito medo de sofrer inúmeros tipos de violência, e dentro do ambiente acadêmico ou da carreira profissional, isso não é diferente, só vem mais velado”, afirmou. 


Como Rafael sempre foi muito comunicativo, o que, segundo contou, trouxe problemas na época da escola, ele sentiu que a área da Comunicação era um bom caminho. “Mas nessa trajetória de comunicador, enquanto publicitário, em alguns momentos eu sentia que eu não estava comunicando exatamente o que fazia sentido pra mim”, afirmou ao contar que muitas vezes trabalhou para campanhas que iam contra o que ele acreditava e o legado que ele queria deixar.  


“Peças lindas na rua? Bacana, mas isso de fato faz as pessoas refletirem sobre quem a gente é?”, questionou. Em 2012 ele conheceu a série RuPaul’s Drag Race, da Netflix, e para ele foi um recomeço e transformou a sua existência. Foi a série que fez ele se questionar o que ele seria se não fosse o Rafael. “Eu acho que daqui a pouco vocês vão descobrir”, brincou.  



Sarah Vika 

E eis que a última pessoa a subir no palco foi Sarah Vika. “Quando eu descobri que se eu pudesse ser outra pessoa eu seria uma drag queen, foi quando a minha vida recomeçou e finalmente entrei em contato com quem eu era e sou”, afirmou Rafael/ Sarah. A personagem tem 33,8 mil seguidores no Instagram, integra diversas campanhas publicitárias, além de ter participado do “Queen Stars” da HBO Max Brasil e do programa SuperBonita do GNT.  


“Drag queen nada mais é do que uma performance artística de gênero, onde indivíduos, sendo homossexuais ou não, resolvem performar por algumas horas a vivência do outro gênero, muitas vezes de forma exagerada, ou de forma artista ou questionadora”, explicou. Rafael/ Sarah também explicou a origem do termo “drag”. Ele contou que fez seu trabalho de conclusão de curso sobre a criação de uma persona drag. “Porque foi essa arte, com essa liberdade poética do ser drag, que fez eu me tornar quem eu sou hoje. E a liberdade poética do ser drag acontece a partir do momento que a gente monta essa caricatura, a gente cria essa imagem.”  


Dessa forma, é possível encantar os outros, segundo ele, e além disso, transformar de alguma forma, também. “Afinal de contas, quem eu queria ser? Era aquele menino que sempre era muito conversador nas aulas e que recebia bilhetes na agenda? Não, mas ele, com certeza, tinha muito a falar, e foi através dessa arte que ele descobriu que ele podia falar e ser ouvido.”  



Rafael no primeiro momento em que subiu ao palco e sua foto como Rafael e Sarah (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Felipe Menezes 

Quais são suas melhores memórias do futuro? Foi assim que Felipe Menezes abriu a primeira palestra do TEDxUnisinos 2022. Felipe trouxe reflexões e pensamentos sobre os estudos dos futuros e como essa vontade de entender o que vem pela frente o motivou a mergulhar de cabeça no tema. 


Felipe em 28 de outubro de 2012, 10 anos atrás da data do TEDxUnisinos pasava por dificuldades na vida pessoal, em curto intervalo de tempo o pai faleceu, seu carro e celular foram assaltados e a esposa com complicações no parto do segundo filho, tudo isso perto de seu aniversário. No meio disso tudo, uma revista com a manchete A Fábrica do Futuro. “Eu devorei aquela matéria e fiquei encantado com a perspectiva que trazia sobre o futuro super tecnológico e a gente nem tinha certeza sobre isso, eu só sabia que precisava saber mais desse futuro que tá vindo”. 


Além de envolver-se com assuntos como a impressão 3D e a realidade virtual, Felipe descreve a tecnologia como apenas um meio para atingir o objetivo. Nos estudos dos futuros destaca o tema dos tempos pós normais, onde as regras antigas não valem mais, novas regras ainda não foram criadas e nada parece fazer sentido, trazendo essa reflexão para o tempo atual que vivemos. 


Trazendo o conceito de cones de futuros, um pensamento onde tudo pode acontecer, Felipe contextualiza que o futuro não existe, por isso há a pluralidade e a possibilidade de se pensar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. A palestra finalizou com um convite à uma reflexão, onde nos imaginamos em 2052, 30 anos no futuro.  


O Mescla já abordou anteriormente o assunto de estudos dos futuros em entrevista com Kim Trieweiler, se quiser saber mais clique aqui. 



Felipe foi o primeiro convidado (Foto: Gabriel M. Ferri) 


João Becker 

Os desafios do recomeço, foi o que João Becker compartilhou com as pessoas presentes no TEDxUnisinos. João tinha 20 anos quando caiu de uma altura de 10 metros, resultando em uma fratura na 9ª vertebra torácica e rompimento completo da medula, além de seis costelas quebradas e o pulmão perfurado, foram 21 dias na UTI em 2018. 


Após o diagnóstico de que não voltaria a andar começaram os pensamentos sobre o desafio que seria a readaptação, tanto fisicamente quanto psicologicamente. “Eu me lembro que eu olhava para uma janela que tinha movimento da cidade e eu ficava refletindo, como é que vai ser a minha vida na cadeira de rodas? Será que eu vou conseguir fazer as coisas mais amei? Será que eu vou ter a autonomia que eu sempre prezei?” 


João conta que os primeiros desafios começaram depois da alta do hospital, a autonomia era limitada e era necessário a ajuda constante de alguém, uma perda na privacidade. Aos poucos João ia readquirindo a independência, através da reabilitação em um hospital especializado em São Paulo, o Lucy Montoro. Ao voltar à Porto Alegre ingressou na fisioterapia, e em alguns esportes. Pouco a pouco a autonomia ia retornando. 


Apesar dos avanços na fisioterapia, o objetivo era voltar a andar, o que estava longe. Após estudos e contato com médicos descobriu um novo tratamento chamado estimulação neural, que consiste na implantação de 15 eletrodos diretamente na coluna e a aplicação de pequenas descargas elétricas para realizar um mapeamento das ligações presentes. Com ajuda de amigos conseguiu o apoio financeiro para ir ao México e fazer a cirurgia, “já na primeira semana eu conseguia mexer as pernas de maneira voluntária, a primeiras vezes três anos. Era inacreditável porque me disseram que era impossível. Eu tava provando para muita gente que nada é impossível.” 


João termina a sua trazendo a informação que, segundo o IBGE, no Brasil cerca de 45 milhões de pessoas têm alguma deficiência, quase 20% da população. “tem todo um processo físico para se adaptar pro mundo e é muito difícil. Precisar se adaptar para chegar lá e quando tu chega, é um problema, porque a gente tem muitas barreiras. Tem a barreira física que é a falta de visibilidade e as barreiras invisíveis que é o preconceito, o capacitismo e a falta de empatia.” No final, joão convida o mundo a se adaptar as pessoas com deficiência, assim tornando o mundo um pouco mais acessível. 



João fez uma retrospectiva da sua vida desde o acidente (Foto: Gabriel M. Ferri) 



Ficou curioso de como foi todo o evento? Clica neste link e aproveite para conferir na íntegra. 



The post TEDxUnisinos marca a volta da presencialidade do evento anual appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2022/11/09/tedxunisinos-marca-a-volta-da-presencialidade-do-evento-anual/feed/ 0
“Vou do monastério à música eletrônica” https://mescla.cc/2018/03/26/vou-do-monasterio-musica-eletronica/ https://mescla.cc/2018/03/26/vou-do-monasterio-musica-eletronica/#respond Mon, 26 Mar 2018 20:44:24 +0000 http://mescla.cc/?p=5071 Com uma incrível voz calma e jeito suave, Castello Branco contou e cantou um pouco de si mesmo no TedxPortoAlegre, na manhã de quinta-feira (22). Fez um passeio na memória pelos anos que esteve em um monastério até chegar em seu contato com a música eletrônica. Quando criança, Lucas Domênico Castello Branco Gallo morou com […]

The post “Vou do monastério à música eletrônica” appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Com uma incrível voz calma e jeito suave, Castello Branco contou e cantou um pouco de si mesmo no TedxPortoAlegre, na manhã de quinta-feira (22). Fez um passeio na memória pelos anos que esteve em um monastério até chegar em seu contato com a música eletrônica. Quando criança, Lucas Domênico Castello Branco Gallo morou com mãe em um monastério. Como cresceu no ambiente religioso, seu primeiro contato com a música foi através dos mantras que ecoaram por toda a infância.

Aos 16, se mudou para a cidade. Porém, nunca se distanciou da raiz espiritual. Em 2013, lançou o primeiro álbum, “Serviço”. Após, em 2016, escreveu o livro “Simpatia”. Com o tempo, conheceu muitas pessoas, dentre elas, alguns DJs. Foi assim, fazendo amizades e tocando em festas eletrônica que pegou intimidade com os sintetizadores e lançou o elogiado “Sintoma”, no ano passado.

Foto: Kellen Dalbosco

“Foi num festival na Bahia que falei que o DJ é um novo poeta”, conta o músico sobre um episódio no qual foi bastante contestado. Sua experiência com o estilo eletrônico é bastante profunda e ele defende que os músicos do meio devem envolver mais o sentimento e ter mais profundidade no seu som: “utilizam o sintetizador de maneira muito pequena”, comenta criticando. Ele explica, comparando o mercado da música eletrônica com a indústria alimentícia: “A gente faz isso, banalizar um consumo que mata a gente”.

Ainda na palestra, Castello afirmou que para ele “poesia é como a gente sintetiza um sentimento”. Segundo ele, a síntese trabalha com repetição e frequência. O ser humano, por outro lado, se relaciona com tudo isso. Por ter passado a infância cantando mantras, ele entende que “a repetição leva ao entendimento do infinito”. “Os sintetizadores no álbum ativam o chacra”, fala. Sua relação com a música é uma forma de oração ao infinito.

Foto: Kellen Dalbosco

“Sintoma” contém o yin e yang de Castello, misturando o lado mundano com o espiritual. Em entrevista para o Mescla, ele contou que seu estilo musical é o “ufolclore”, ideia de um amigo. O nome é a junção de “UFO” (sigla da língua inglesa que significa “objeto voador não identificado”), que traz a questão mística, astral e do universo, com a palavra “folclore”, que é mais terrena e o deixa presente no chão.

Quando perguntado sobre o porquê de seus trabalhos serem batizados com palavras iniciadas pela letra “s”, ele responde que não tem nada místico por trás. “Sempre tive algo com esse som da letra, mas confesso que não tem relação. O que aconteceu foi que eu ficava pensando em qual nome dar e acabava sempre voltando a uma palavra com a letra”.

Foto: Kellen Dalbosco

The post “Vou do monastério à música eletrônica” appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/26/vou-do-monasterio-musica-eletronica/feed/ 0
E se no final do universo tivesse um banheiro químico? https://mescla.cc/2018/03/26/e-se-no-final-do-universo-tivesse-um-banheiro-quimico/ https://mescla.cc/2018/03/26/e-se-no-final-do-universo-tivesse-um-banheiro-quimico/#respond Mon, 26 Mar 2018 20:18:37 +0000 http://mescla.cc/?p=5100 Texto: Giulia Godoy e Kellen Dalbosco Conhecido pela forma de abordagem despojada e pela maneira inovadora de pensar, o jornalista e escritor Leo Felipe apresentou na manhã de quinta-feira (22), durante o TEDx Porto Alegre, a palestra “No fim do mundo tinha um banheiro químico: pós-verdade e milenarismo 2.0”.   “Imaginem se de repente fosse divulgada a descoberta de um artefato em um ponto muito distante […]

The post E se no final do universo tivesse um banheiro químico? appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Texto: Giulia Godoy e Kellen Dalbosco

Conhecido pela forma de abordagem despojada e pela maneira inovadora de pensar, o jornalista e escritor Leo Felipe apresentou na manhã de quinta-feira (22), durante o TEDx Porto Alegre, a palestra “No fim do mundo tinha um banheiro químico: pós-verdade e milenarismo 2.0”.  

“Imaginem se de repente fosse divulgada a descoberta de um artefato em um ponto muito distante do Universo. Vamos imaginar que o artefato fosse um banheiro químico”. Leo utilizou o objeto como uma metáfora para analisar o milenarismo e a pós-verdade, e instigou o público a pensar “quais poderiam ser as consequências da divulgação de uma descoberta como esta?”.  

Ele imaginou a divulgação incessante da notícia, os compartilhamentos nas redes sociais ao redor do planeta e milhares de memes com a descoberta. O jornalista chegou a ironizar a “banheiroquimização da cultura”, onde ele imagina objetos como chaveiros e brinquedos da forma de um banheiro químico.   

“Uma infinidade de produtos seria criada, reproduzindo a forma, a cor e por que não, talvez até o conteúdo do banheiro”, brincou com o que chamou de “a nova era do banheiro químico”.  

 

Foto: Rodrigo W. Blum

Durante a fala, Leo Felipe usou a descoberta do banheiro para se referir à especulação da vida fora da terra e ao impacto que uma descoberta traria para a sociedade. “Uma probabilidade é que a descoberta astronômica sinalizasse a existência de vida inteligente extraterrena, já que, a princípio, seria impossível para o ser humano ter enviado a coisa tão distante”, presumiu.  

Qualquer semelhança com a realidade não foi mera coincidência. Leo Felipe especulou como tal descoberta desconstruiria a percepção do homem quanto ao seu lugar no universo e até mesmo na sociedade. Ele introduziu ideias milenaristas a sua fala, trazendo ideias de como os simpatizantes pensam e agem, e como o fizeram ao longo da história. A descoberta de tão absurdo artefato faria então surgir um milenarismo 2.0.  

“Agora imaginem se de repente começasse a circular uma nova notícia: ‘a descoberta do banheiro químico no final do universo não passava de uma pós-verdade’, o banheiro jamais existiu”. Ao trazer o conceito de pós-verdade, o jornalista também faz uma relação com as fake news e uma associação ao modo como questões longe da realidade em que vivemos se espalham com facilidade.  Ao questionar sobre o porquê das dúvidas sobre a possível existência de vida inteligente em outros planetas, o jornalista encerrou dizendo que “a vida inteligente tende a sua própria destruição”. 

The post E se no final do universo tivesse um banheiro químico? appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/26/e-se-no-final-do-universo-tivesse-um-banheiro-quimico/feed/ 0
Rodrigo Duarte aborda indústria cultural na atualidade https://mescla.cc/2018/03/26/rodrigo-duarte-aborda-industria-cultural-na-atualidade/ https://mescla.cc/2018/03/26/rodrigo-duarte-aborda-industria-cultural-na-atualidade/#respond Mon, 26 Mar 2018 18:40:52 +0000 http://mescla.cc/?p=5065 A penúltima palestra do TEDxPortoAlegre, que ocorreu na manhã de quinta-feira (22), na Fundação Iberê Camargo, foi do filósofo e professor Rodrigo Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O speaker tem um currículo extenso, e entre suas experiências estão três estágios de pós-doutoramento em Berkeley, na University of California, na Universität Bauhaus de […]

The post Rodrigo Duarte aborda indústria cultural na atualidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
A penúltima palestra do TEDxPortoAlegre, que ocorreu na manhã de quinta-feira (22), na Fundação Iberê Camargo, foi do filósofo e professor Rodrigo Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O speaker tem um currículo extenso, e entre suas experiências estão três estágios de pós-doutoramento em Berkeley, na University of California, na Universität Bauhaus de Weimar e na Hochschule Mannheim.  

O tema escolhido para a palestra foi indústria cultural clássica, estudada pelos autores Theodor Adorno e Max Horkheimer e a Indústria Cultural 2.0, que, segundo Duarte, não teria morrido, mas se transformado. O começo do movimento teria ocorrido em meados do século XIX, em países como França e Grã-Bretanha, a partir de  invenções como gramofone, cinema e rádio. Ganhou força com a migração da indústria para os Estados Unidos, mais especificamente em Hollywood, por volta de 1915.

Foto: Rodrigo W. Blum

Ressaltando as manobras desenvolvidas pelo mercado cultural de massa, o palestrante foi direto. “A indústria cultural é muito poderosa no sentido do seu público achar que está escolhendo, quando, no mínimo, está sendo induzido. Isso é manipulação”. Para Duarte, os materiais oferecidos por esta indústria, como as produções audiovisuais, já são feitas com uma interpretação própria, sem espaço para o público questionar.

Abordando questões sobre estética e estilo, o pesquisador explica que este movimento da indústria estabelece a rigidez de alguns padrões e, através deles, vende não apenas produtos, mas também status. “Faz parte do status que a indústria cultural 2.0 vende, a questão dos seus produtos parecerem sem finalidade, quando a verdade é que estão totalmente voltados para os ditames do mercado”, diz Duarte.

Foto: Rodrigo W. Blum

Denominada também como indústria global, a Indústria Cultural 2.0 tem  algumas de suas ações submetidas a matrizes tecnológicas, antes nem sonhadas. Marcada pela troca e transmissão de mensagens audiovisuais, possui um sistema muito mais flexível e realista. No estudo de mercado essas ferramentas são essenciais para compreender a necessidade e a vontade das demandas. “A flexibilidade dos meios digitais de hoje possibilita uma sofisticação melhor e maior da pesquisa das demandas latentes”, completa o palestrante.

A evolução dos meios digitais trouxe um universo enorme de potencialidades. Ao contrário da indústria cultural clássica, que dependia da produção em escala, como na fabricação de discos, por exemplo, atualmente há uma liberdade maior e grandes recursos. “A indústria cultural que tanja o fetichismo surge com uma segmentação muito maior dos meios e valorização dos produtos”, enfatizou. Finalizando sua participação, Rodrigo Duarte deixou a plateia com uma pergunta: “Qual seria o próximo desenvolvimento da indústria cultural? “.

 

The post Rodrigo Duarte aborda indústria cultural na atualidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/26/rodrigo-duarte-aborda-industria-cultural-na-atualidade/feed/ 0
Estrangeiros de si mesmo https://mescla.cc/2018/03/26/estrangeiros-de-si-mesmo/ https://mescla.cc/2018/03/26/estrangeiros-de-si-mesmo/#respond Mon, 26 Mar 2018 18:16:04 +0000 http://mescla.cc/?p=5052 Verônica Stigger pode ser definida como escritora, professora, jornalista, crítica de arte ou como uma pluralidade de ações, funções, ideias e questionamentos. E foi por meio desses questionamentos que ela conduziu a sua fala no TEDxPortoAlegre, na última quinta-feira, dia 22. A primeira palestra da manhã tinha como objetivo deixar o público inquieto ao perguntar […]

The post Estrangeiros de si mesmo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Verônica Stigger pode ser definida como escritora, professora, jornalista, crítica de arte ou como uma pluralidade de ações, funções, ideias e questionamentos. E foi por meio desses questionamentos que ela conduziu a sua fala no TEDxPortoAlegre, na última quinta-feira, dia 22. A primeira palestra da manhã tinha como objetivo deixar o público inquieto ao perguntar “O que é – ou quem é – esse que chamamos de estrangeiro?”

Definido como adjetivo substantivo masculino nos dicionários, ser “estrangeiro” é, na verdade, muito mais que isso. Não apenas um modo usado para explicar as manias, trejeitos ou diferenças de uma pessoa, mas, sim, “uma condição variável” que depende do local e do tipo de pergunta que nos propomos. De uma forma simplificada e teórica, ser estrangeiro é explicado por uma situação de “estamos fora da nossa nação, ou fora de nosso lugar de origem”, dizia Verônica.

Foto: Rodrigo W. Blum

Como uma turma de aula atenta, a plateia embarcava nos questionamentos que davam ritmo ao talk da professora. “Qual é o nosso lugar de origem? Brasil? O que é isso que chamamos de Brasil? Existe apenas um Brasil?”, ela indagava. E através da dúvida se descobria uma infinidade de Brasis dentro de um só local. Diferentes climas, culturas, línguas, sotaques, condições sociais escancaravam que, de uma forma ou de outra, um país nunca é uma unanimidade.

“O que existe é uma imagem de Brasil”, definiu Verônica. Para explicar essa imagem, a escritora citou o professor e doutor Homi Bhabha. “A questão da identificação nunca é a afirmação de uma identidade pré-dada, pré-definida, […] é sempre uma produção de imagem […] e a transformação do seu sujeito ao assumir essa imagem”.

Foto: Rodrigo W. Blum

Expressando que cada estrangeiro leva em si suas marcas, mas todos tem em comum a impossibilidade de voltar para o mesmo local do qual saíram, Verônica nos mostra que podemos ser estrangeiros em nosso próprio país, cidade ou bairro. “Depois de deslocados, todos somos em parte estrangeiros, pois não conseguimos voltar para a cidade em que deixamos. Como não fiquei aqui, não pude acompanhar as mudanças. Logo, a cidade que deixei já não existe mais”, sintetizou ela.

“Estar em trânsito, estar em deslocamento é a condição definidora do homem moderno”, explicou Verônica. A conclusão desse cenário é que, assim como a arte “não nos definimos pelo pertencimento, mas sim pelo estranhamento”, finalizou.

The post Estrangeiros de si mesmo appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/26/estrangeiros-de-si-mesmo/feed/ 0
Eliane Brum, Otávio das Chagas e os refugiados de Belo Monte https://mescla.cc/2018/03/23/eliane-brum-otavio-das-chagas-e-os-refugiados-de-belo-monte/ https://mescla.cc/2018/03/23/eliane-brum-otavio-das-chagas-e-os-refugiados-de-belo-monte/#respond Fri, 23 Mar 2018 20:33:27 +0000 http://mescla.cc/?p=5038 O sol latente refletido no Guaíba e as curvas da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, formavam uma das paisagens mais bonitas da capital na manhã de quinta-feira (22). Foi lá que a jornalista Eliane Brum protagonizou o momento mais emocionante do TEDxPortoAlegre. Sob a fala “Os refugiados do Belo Monte: a memória submersa e os limites da palavra”, ela transportou o público para as terras alagadas pela construção da usina e, principalmente, para o lado de Otávio das Chagas, um ribeirinho arrancado de […]

The post Eliane Brum, Otávio das Chagas e os refugiados de Belo Monte appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O sol latente refletido no Guaíba e as curvas da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, formavam uma das paisagens mais bonitas da capital na manhã de quinta-feira (22). Foi lá que a jornalista Eliane Brum protagonizou o momento mais emocionante do TEDxPortoAlegre. Sob a fala “Os refugiados do Belo Monte: a memória submersa e os limites da palavra”, ela transportou o público para as terras alagadas pela construção da usina e, principalmente, para o lado de Otávio das Chagas, um ribeirinho arrancado de sua terra.  

Desde 2011, Eliane acompanha a trajetória dos ribeirinhos no processo de construção de Belo Monte, no Pará. “Dias atrás me perguntaram o que o rio falaria se pudesse falar. Mas o rio fala, a gente que não entende.  Eu conto histórias de vidas barradas, porque não entendo o Rio. Minhas histórias nascem desta possibilidade de alcançar a linguagem do Xingu”. E explicou: “Eu escuto as pessoas que mais perto chegaram de habitar o rio”.  

Foto: Giulia Godoy

Durante a palestra ela contou como Otávio havia sentido sua primeira fome, como fora retirado da ilha em que sempre viveu e como havia se tornado um homem sem palavras, mesmo conseguindo falar. “Eu já conheci um homem arrancado por Belo Monte. Não sei se vocês já viram um homem arrancado. É terrível. O horror não está em sua imagem, mas na sensação que lhe provoca. Porque o corpo está inteiro lá, mas lhe faltam partes”.  

Eliane relatou sua própria história e como fora modificada pela experiência. “As palavras cicatrizes de Otávio das Chagas me lançam num banzeiro de águas interiores e é lá onde estou até hoje”.  “Eu quero contar para vocês que escuto as vidas barradas do Xingu e fracasso em convertê-las em palavras. Fracassar é a condição de quem escreve. A vida sempre escapa, a vida transborda, a vida é maior. A vida flui na palavra, mas não aceita ser barrada por ela.

Foto: Giulia Godoy

 Eliane é conhecida por sua sensibilidade em retratar histórias. As reportagens escritas ao longo de sua carreira já viraram livros e motivo de estudo em todo o país. Mas foi em sua fala no TEDxPortoAlegre que ela mais uma vez deixou claro que vive em processo de aprendizagem. “Entendam o que eu demorei para entender. Quando alguém é obrigado a deixar seu país, sua pátria ou sua mátria, há algo que fica, há um resto. Mas quando alguém tem uma ilha afogada, como aconteceu com Otávio das Chagas, a memória vira água. Não há nada que dê materialidade a sua história”  

“Quem me ensinou que escrever é um ato do corpo, no corpo, foi o Xingu”, afirmou. As palmas demoraram a sessar após a fala de Eliane. Nelas, estava expressa a gratidão pelo seu relato. 

Foto: Gabriel Aita Ost

The post Eliane Brum, Otávio das Chagas e os refugiados de Belo Monte appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/23/eliane-brum-otavio-das-chagas-e-os-refugiados-de-belo-monte/feed/ 0
TEDxPortoAlegre encerra inscrições https://mescla.cc/2018/03/02/tedxportoalegre-encerra-inscricoes/ https://mescla.cc/2018/03/02/tedxportoalegre-encerra-inscricoes/#respond Fri, 02 Mar 2018 18:57:25 +0000 http://mescla.cc/?p=4729 No dia 22 de março a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, recebe o TEDxPortoAlegre, que abordará o tema “Plasticidade Destrutiva: perspectivas sobre realidades em colapso”. O evento ocorre das 9h às 13h e está com as inscrições encerradas. O trabalho da filósofa francesa Catherine Malabu foi a principal influência para a escolha do tema […]

The post TEDxPortoAlegre encerra inscrições appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
No dia 22 de março a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, recebe o TEDxPortoAlegre, que abordará o tema “Plasticidade Destrutiva: perspectivas sobre realidades em colapso”. O evento ocorre das 9h às 13h e está com as inscrições encerradas.

O trabalho da filósofa francesa Catherine Malabu foi a principal influência para a escolha do tema desta edição do TEDxPortoAlegre. O conceito de plasticidade estudado por ela  fala sobre o trabalho do tempo através do sistema e a maneira pela qual um sistema pode se transformar de dentro sem se dissolver. Esta “transformabilidade imanente de uma totalidade fechada”, como Catherine explica, é o que norteará a fala dos palestrantes no dia 22.

Nesta edição, entre os nomes que subirão ao palco do TEDxPortoAlegre estão a jornalista gaúcha Eliane Brum, o filósofo Rodrigo Duarte, o músico e escritor Castello Branco, a escritora Veronica Stigger, o professor Rodrigo Nunes, o também jornalista Leo Felipe e o filósofo, escritor e blogueiro Moyses Pinto Neto.

O que é o TED

Dedicado a espalhar ideias que merecem ser compartilhadas, o TED é uma organização não lucrativa criada em 1984. Com formato que permite palestras curtas, mas poderosas, o TED circula o mundo disseminando iniciativas inspiradoras.

O TEDx, onde x = evento TED organizado de forma independente, é um programa de eventos locais auto organizados. Geralmente nos eventos TEDx, os vídeos do TEDTalks e os speakers (palestrantes) usam o palco para compartilhar histórias.  O TED tem um canal no Youtube com quase 10 milhões de inscritos, onde são disponibilizadas as palestras dos eventos.  

 Serviço:

Evento: TEDxPortoAlegre – “Plasticidade Destrutiva: perspectivas sobre realidades em colapso”.

Palestrantes: Eliane Brum, Rodrigo Duarte, Castello Branco, Veronica Stigger, Rodrigo Nunes, Leo Felipe e Moysés Pinto Neto.

Data: 22 de março.

Horário: das 9h às 13h.

Local: Átrio da Fundação Iberê Camargo – Avenida Padre Cacique, 2000

The post TEDxPortoAlegre encerra inscrições appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/03/02/tedxportoalegre-encerra-inscricoes/feed/ 0