wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post #TEDxUnisinos: Guilherme Massena appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na época, o propósito do trabalho de aula dos então estudantes de Administração era elaborar um produto inovador. Inspirados em peças feitas de Tyvek, material parecido com papel, resistente a rasgos e água, surgiu o primeiro protótipo da carteira. Foram três anos de estudo para aperfeiçoar a produção, até que, em 2016, a Dobra se tornou realidade.
“Existem várias barreiras porque o nosso país ainda é muito atrasado em relação ao mundo, principalmente em relação aos negócios”, enfatiza Guilherme. O jovem conta que é preciso amar o negócio e estar disposto a trazer mudanças para a sociedade. “Quando falo em barreiras, falo nas que atrasam as leis e dificultam o crescimento das empresas”, explica. Outra dificuldade encontrada é o transporte do produto. “O frete é um problema, tanto pelo preço quanto pelo prazo.”
A forma de gestão é completamente diferente das empresas tradicionais e pode causar estranheza num primeiro momento. “A gente faz de um jeito diferente na Dobra, uma política de salários bem polêmica”, fala. O modelo é horizontal e consiste em igualdade salarial para todos os membros, desde os fundadores até quem entrou há pouco tempo na equipe. Nas decisões, o voto de todos tem o mesmo peso. Dessa forma, Guilherme acredita que seja colocada em prática a ideia de todos serem donos e responsáveis pelo sucesso do negócio. “Essas hierarquias, além de nos incomodar, causam uma baita demora na informação, porque vira um telefone sem fio, uma burocracia que só prejudica o bom e rápido andamento do trabalho”, salienta.
A visão sustentável da Dobra veio da constatação de um colapso mundial. Segundo Guilherme, o que existe é um mercado doente visando apenas o lucro, com o capitalismo desenfreado e pessoas egoístas. “Uma empresa precisa ter esse pensamento macro de sustentabilidade. Se não nascer com esse viés, está fadada a morrer. Logo, uma organização que investe em todos, pensando no bem real dos funcionários e dos clientes, tem mais chance de perdurar e sobreviver para continuar fazendo o bem”, finaliza. “Acho importante esse foco em impacto positivo, pois representa mudança de mundo egocêntrico pra um mais “ecocêntrico”.
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Para iniciar a lista, um clássico da literatura feminista. A autora Angela Davis é uma mulher negra, nascida na década de 40, no estado norte-americano do Alabama. Ela foi integrante do Partido Comunista Americano, militante feminista e perseguida política, chegando a ser presa duas vezes. Toda essa carga empírica fez dela uma das autoras mais lembradas quando o assunto é feminismo, e, principalmente, do viés negro.
O livro foi lançado nos Estados Unidos em 1981, mas somente em 2016 foi traduzido e publicado no Brasil. “Mulheres, raça e classe” é uma obra reveladora, que desmistifica, ao longo dos 13 artigos que o compõe, diversos conceitos e práticas da época. Traz, logo no início, o legado deixado pela escravatura a comunidade negra nos Estados Unidos e passa por questões como o sistema carcerário e a regulamentação do trabalho das empregadas domésticas.
Angela foi uma das pioneiras das discussões de gênero dentro do movimento negro e conseguiu aliar academia e militância de um modo a criar uma obra universal, de fácil leitura e entendimento.

Recém-saído do forno, o livro reúne um ensaio autobiográfico e uma seleção de artigos publicados da pesquisadora e filósofa Djamila Ribeiro, na revista Carta Capital, entre 2014 e 2017. A autora vem se firmando como um dos grandes nomes do feminismo negro no Brasil. Djamila também é autora da obra “O que é lugar de fala?”, outra excelente dica de leitura.
“Quem tem medo do feminismo negro?” inicia com uma introdução pessoal da autora, que recupera suas memórias de infância para discutir aquilo que chama de “silenciamento” de sua cultura. Djamila conta como se descobriu negra e feminista. Ao longo da leitura, os artigos tratam de questões de intolerância a religiões africanas, comoções nas redes sociais e casos racistas com figuras públicas.

Chimamanda Nozi Adichie é um nome de peso quando o assunto é autoras de livros feministas. “Sejamos todos feministas” é a adaptação de um discurso feito pela autora no TEDxEuston, em 2012. Em 64 páginas, Chimamanda evoca suas memórias para falar sobre os estigmas de ser uma mulher feminista, desconstruindo diversos conceitos deturpados do movimento.
A autora nigeriana fala sobre a primeira vez que teve contato com a palavra feminista e o quanto as pessoas a tentaram convencer de que feministas eram infelizes, não combinavam com a cultura africana, não gostavam de homens e nem de maquiagem. Chimamanda decide então denominar-se como uma feminista feliz, africana, que não odeia homens e que usa maquiagem por si mesma e não para os homens.

Mais uma obra fundamental de Chimamanda Nozi Adichie, o livro é, basicamente, uma carta que responde à pergunta feita por uma amiga sobre como criar uma criança feminista. A autora traz diversas situações que presenciou ou que lhe foram relatadas e discorre sobre a forma como os pais devem agir na formação de suas crianças. Um ponto importante da obra é que a autora discorre sobre a ideia de educar meninos e meninas de forma diferente e acaba quebrando diversos mitos.

Pelas mãos das autoras Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, a obra compila a história de 44 mulheres inspiradoras, que fizeram a diferença em suas áreas no Brasil. Além dos relatos, a publicação reúne nove ilustradoras que criam, para cada personagem, um desenho próprio. “Extraordinárias: mulheres que revolucionaram o Brasil” é, além de tudo, uma aula de história e cultura brasileira.
A história da primeira mulher a ser alfabetizada, a primeira maestra, a primeira romancista do Brasil, mulheres que foram para a guerra, algumas literalmente. O livro pode ser deixado na cabeceira, para ler uma mulher por dia e inspirar-se sempre.

Para quem busca compreender o movimento feminista, deixar esta obra na estante não é uma opção. “O mito da beleza” foi publicado em 1991 nos Estados Unidos, e um ano depois no Brasil. A autora Naomi Wolf, um nome de peso nas obras feministas, e por vezes polêmica, ostenta uma coleção de livros publicados, abordando o movimento.
Nesta obra, ela analisa a exigência sofrida pelas mulheres para se adequarem a um padrão de beleza. Naomi traz dados e estatísticas, que, apesar de serem datados no ano da publicação da obra, são assustadoramente atuais. Desde a dificuldade para as mulheres encontrarem uma roupa adequada para o trabalho até os estigmas encontrados na hora do sexo. “O mito da beleza” afirma que o padrão imposto é a uma das últimas barreiras a ser derrubada pelas mulheres.

O clássico dos clássicos da literatura feminista não poderia ficar fora de uma lista sobre o assunto. Publicado em 1949, o livro foi considerado revolucionário para a época e integrou a lista de obras proibidas pela Igreja Católica e pela União Soviética. Sua autora, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, foi reconhecida como uma das maiores pensadoras do feminismo contemporâneo.
“O segundo sexo” conta com dois volumes. No primeiro dele, a autora explora fatos e mitos sobre o sexo feminino sob perspectivas históricas, literárias, filosóficas, biológicas, entre outras, afirmando que nenhuma delas é suficiente para definir o que é se mulher. A famosa afirmação “não se nasce mulher, torna-se mulher” é fruto das reflexões do livro e é amplamente discutida no segundo volume da obra.
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]]>Definido como adjetivo substantivo masculino nos dicionários, ser “estrangeiro” é, na verdade, muito mais que isso. Não apenas um modo usado para explicar as manias, trejeitos ou diferenças de uma pessoa, mas, sim, “uma condição variável” que depende do local e do tipo de pergunta que nos propomos. De uma forma simplificada e teórica, ser estrangeiro é explicado por uma situação de “estamos fora da nossa nação, ou fora de nosso lugar de origem”, dizia Verônica.

Como uma turma de aula atenta, a plateia embarcava nos questionamentos que davam ritmo ao talk da professora. “Qual é o nosso lugar de origem? Brasil? O que é isso que chamamos de Brasil? Existe apenas um Brasil?”, ela indagava. E através da dúvida se descobria uma infinidade de Brasis dentro de um só local. Diferentes climas, culturas, línguas, sotaques, condições sociais escancaravam que, de uma forma ou de outra, um país nunca é uma unanimidade.
“O que existe é uma imagem de Brasil”, definiu Verônica. Para explicar essa imagem, a escritora citou o professor e doutor Homi Bhabha. “A questão da identificação nunca é a afirmação de uma identidade pré-dada, pré-definida, […] é sempre uma produção de imagem […] e a transformação do seu sujeito ao assumir essa imagem”.

Expressando que cada estrangeiro leva em si suas marcas, mas todos tem em comum a impossibilidade de voltar para o mesmo local do qual saíram, Verônica nos mostra que podemos ser estrangeiros em nosso próprio país, cidade ou bairro. “Depois de deslocados, todos somos em parte estrangeiros, pois não conseguimos voltar para a cidade em que deixamos. Como não fiquei aqui, não pude acompanhar as mudanças. Logo, a cidade que deixei já não existe mais”, sintetizou ela.
“Estar em trânsito, estar em deslocamento é a condição definidora do homem moderno”, explicou Verônica. A conclusão desse cenário é que, assim como a arte “não nos definimos pelo pertencimento, mas sim pelo estranhamento”, finalizou.
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]]>O trabalho da filósofa francesa Catherine Malabu foi a principal influência para a escolha do tema desta edição do TEDxPortoAlegre. O conceito de plasticidade estudado por ela fala sobre o trabalho do tempo através do sistema e a maneira pela qual um sistema pode se transformar de dentro sem se dissolver. Esta “transformabilidade imanente de uma totalidade fechada”, como Catherine explica, é o que norteará a fala dos palestrantes no dia 22.
Nesta edição, entre os nomes que subirão ao palco do TEDxPortoAlegre estão a jornalista gaúcha Eliane Brum, o filósofo Rodrigo Duarte, o músico e escritor Castello Branco, a escritora Veronica Stigger, o professor Rodrigo Nunes, o também jornalista Leo Felipe e o filósofo, escritor e blogueiro Moyses Pinto Neto.
Dedicado a espalhar ideias que merecem ser compartilhadas, o TED é uma organização não lucrativa criada em 1984. Com formato que permite palestras curtas, mas poderosas, o TED circula o mundo disseminando iniciativas inspiradoras.
O TEDx, onde x = evento TED organizado de forma independente, é um programa de eventos locais auto organizados. Geralmente nos eventos TEDx, os vídeos do TEDTalks e os speakers (palestrantes) usam o palco para compartilhar histórias. O TED tem um canal no Youtube com quase 10 milhões de inscritos, onde são disponibilizadas as palestras dos eventos.
Evento: TEDxPortoAlegre – “Plasticidade Destrutiva: perspectivas sobre realidades em colapso”.
Palestrantes: Eliane Brum, Rodrigo Duarte, Castello Branco, Veronica Stigger, Rodrigo Nunes, Leo Felipe e Moysés Pinto Neto.
Data: 22 de março.
Horário: das 9h às 13h.
Local: Átrio da Fundação Iberê Camargo – Avenida Padre Cacique, 2000
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