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O evento é organizado pela Afonte Jornalismo de Dados, em parceria com o curso de Jornalismo da Unisinos. Nesta edição, o curso de Arquitetura e Urbanismo se junta à equipe.
A Maratona é uma experiência multidisciplinar inspirada nos hackathons (maratonas de programação). A professora de Jornalismo Taís Seibt, que também é criadora da Afonte, explica que a Maratona de Dados tem um objetivo diferente: “Não é tanto sobre escrever códigos, desenvolver produtos com programação, mas sim usar os dados para discutir os problemas reais que afetam nosso dia a dia”.
A primeira edição, que tratava sobre água e saneamento, contou com a parceria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e a segunda, sobre mobilidade urbana, com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Como o assunto da terceira edição é sobre cidades e comunidades sustentáveis, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos topou se aliar às discussões.
“Quais são as questões da cidade? Que indicadores e dados temos para entender esses problemas? A partir do que vemos nos dados, quais os contextos? Quais explicações? A ideia é pensar quais soluções e intervenções podemos propor para que a realidade possa ser melhor”, aponta Taís.
A Maratona pretende promover um diálogo multi áreas, em que participantes com perfil mais técnico podem colaborar no detalhamento dos dados através de ferramentas de programação e aplicativos de planilhas, enquanto especialistas em cada tema aproveitam esse conhecimento técnico para observar e dar sentido às informações.
“A análise de dados tem sido cada vez mais importante no jornalismo. O trabalho jornalístico tem que dominar melhor esse processo para fazer uma apuração mais qualificada”, avalia Taís. Para a professora, o jornalista tem o papel fundamental de contextualizar, buscar explicações e correlações em cima dos resultados da análise de dados, para, assim, entender melhor a realidade.
Esta edição será realizada em formato online.
Podem participar estudantes e profissionais de diferentes áreas, como comunicação, informação, desenvolvimento e análise de sistemas, estatística, engenharia, arquitetura e urbanismo, ciências sociais e econômicas, ciências da saúde e outras especialidades.
A atividade é gratuita, mediante inscrição no site bit.ly/maratonadedados2021.
Será fornecido certificado para participantes com 75% de frequência nas atividades.
SERVIÇO
O que: 3ª Maratona de Dados Unisinos – Cidades e Comunidades Sustentáveis
Quando: 23/10 e 06/11, sábados, das 9h às 13h
Onde: Unisinos (EaD)
Quanto: gratuito
Como: Inscrições abertas até 19/10 em bit.ly/maratonadedados2021
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Como explica a professora Cybeli Moraes, responsável pela atividade, uma das preocupações dos estudantes foi trazer assuntos que tivessem relação com temas ecológicos e sustentáveis não somente no espectro ambiental: “Estamos falando, também, das relações humanas, coletivas e da cidadania. Por isso, os temas foram variados e foram escolhidos pelos próprio alunos”, comenta.
Questões como sustentabilidade, assentamento humano, novos processos de ensino e aprendizagem, práticas de conscientização e proteção de animais e novos modelos sustentáveis e colaborativos de empreendedorismo foram abordados durante os encontros pelos convidados representantes das iniciativas. Foram as iniciativas convidadas: Apoena Socioambiental, Ecovila Bambu, Fundação Ayni, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e Ponto Inovação Social.
Na primeira live, que abriu a programação do Inspira, Daiana Schwengber, do coletivo Apoena, falou sobre a importância dos processos sustentáveis. Nesta matéria, você pode conferir melhor o que rolou no primeiro encontro. Para você não perder nada, o Mescla vai te contar o aconteceu nos outros quatro encontros.
Luis Pereira da Ecovila Bambu, na live do dia 30/10, falou sobre os desafios e as questões que envolvem construir e criar uma ecovila. Segundo o convidado, um dos elementos essenciais para uma boa convivência é a conexão e a relação entre todas as pessoas: “Um ponto importante para uma ecovila é descobrir o que cola as pessoas uma às outras”, explica Luis. Biocultura e formas de viáveis de financiamento para uma ecovila também foram pautas do encontro.
“Pensei em criar uma escola que deixasse as crianças em estado de paz”, resume Thiago Berto ao falar sobre as motivações para criar a Fundação Ayni, em live. Tudo começou com uma viagem de três anos para o Butão, o reino budista encravado no Himalaia e conhecido por pregar a felicidade interna. O destino o levou a uma série de questionamentos internos. Coletando informações e reunindo experiências, Thiago fundou a Ayni, em 2018, com o objetivo de criar novos processos de aprendizado focado na liberdade.
Nesta outra live, a representante do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vania Nunes, apresentou as ações realizadas pelo projeto, que já existe desde 2000. As iniciativas e campanhas estão focadas, principalmente, em ações contra a caça, maus tratos e experimentações em animais. Vania ainda apresentou o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD), que realizou trabalhos após os desastres ambientais em Mariana – MG e Brumadinho – MG, e comentou sobre a principal missão do projeto: “O Fórum tem a missão de lutar contra as piores práticas em relação aos animais, pois toda forma de vida importa” resume.
A última live da série foi na semana passada, dia 20. Cláudio Oliveira do Ponto Inovação Social falou sobre as atuações e os projetos desenvolvidos pela empresa, que tem como objetivo gerar impactos positivos e sustentáveis nos negócios e na sociedade, desenvolvendo ideias criativas e estratéticas. Segundo o publicitário, um ponto importante para gerar empreendimentos de impactos sociais é olhar mais para fora, no caso, o que acontece no mundo: “Além de olhar mais para o mundo, precisamos viver, experimentar e criar novas conexões”, defende.
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Daiana, que também é uma das embaixadoras da Semana Lixo Zero de São Leopoldo, apresentou o Apoena. O coletivo teve início em 2015 e virou empresa somente em 2018. Com o intuito de ser uma ponte entre a teoria e à prática, a empresa não tem como objetivo principal a geração de lucro, mas sim o desenvolvimento de uma economia solidária. O nome Apoena vem da língua tupi-guarani e significa “aquele que enxerga longe”. Além da Daiana, são integrantes e também sócia-fundadoras Joice Pinho Maciel e Kellen Cristine Pasqualeto.
Conforme Daiana, o coletivo trabalha com duas premissas: “lixo zero” e “ciência com afeto”. Enquanto uma proposta é focada nos processos e metodologias sustentáveis, a outra tem como foco a popularização da ciência, visando qualificar as informações emitidas por meio de construções científicas. O ambiente acadêmico tem influência direta nesta segunda premissa: “A experiência de aprendizagem na universidade não deveria ser algo doloroso, pois é um momento em que a gente deveria colocar toda a nossa capacidade”, defendeu a convidada.

A ideia do projeto é unir a experiência acadêmica, adquirida pelas sócia-fundadoras e com trabalhos técnicos já realizados, com o propósito de criar e aplicar metodologias ativas, sustentáveis e responsáveis nas empresas. Daiana explicou, também, que a Apoena tem um compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ação que tem o objetivo de gerar impactos positivos em seus serviços.
Assim como o Bihat, a Apoena tem a interdisciplinaridade como característica determinante. “Quando conseguimos nos conhecer, conhecer várias áreas, isso nos torna profissionais mais completos”, comentou Daiana. Além dos trabalhos e consultorias realizadas para empresas e cooperativas, o coletivo oferece capacitações, oficinas e cursos voltados para a educação ambiental.

A convidada foi firme ao afirmar que todos deveriam seguir a linha de pensamento da Apoena, e cobrou das grandes empresas: “Elas devem ser responsabilizadas pelos impactos que geram”, reforçou. Daiana salientou as dificuldades que o projeto enfrenta: “A empresa funciona normalmente, mesmo sem reduzir nenhum impacto. Por isso, a nossa maior dificuldade é encontrar pessoas e empresas que queiram fazer.”
Porém, segundo Daiana, essa responsabilidade sustentável precisa ser compartilhada. A falha no sistema, de um modo geral, é de todo mundo. “Por isso, precisamos descobrir quais são as nossas motivações e propósitos, a fim de manter uma qualidade de vida sustentável”, afirmou.
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Os encontros terão a participação de personalidades e profissionais ligados a projetos inspiradores de forte impacto coletivo, como Apoena Socioambiental Ecovila Bambu, Fundação Ayni, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e Ponto Inovação Social.
As duas primeiras lives (de hoje e do dia 30 de outubro) também fazem parte da Semana Lixo Zero de São Leopoldo, uma ação nacional que desde 2013 mobiliza diversas cidades pelo País em prol do compartilhamento de boas práticas, como redução e gestão de resíduos.
A professora Cybeli Moraes, responsável pela disciplina de Pensamento Ecossistêmico e Sustentabilidade, do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Artes e Tecnologia (Bihat), que promove as lives, explica que a proposta da atividade é proporcionar aos alunos que o conhecimento não seja apenas teórico. “Essa cadeira tem por vocação a preocupação com a sustentabilidade e com o pensamento ecológico”, explica. “E quando eu digo ecologia não é apenas o meio ambiente, mas todas as atividades e o impacto do ser humano dentro do planeta, dentro de um sistema. Por isso, ecossistêmico.”
Na conversa de hoje, a convidada é Daiana Schwengber, gestora em sustentabilidade. Daiana é formada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, é mestre em Saúde e Desenvolvimento Humano e doutora em Memórias e Bens Culturais. Além disso, é sócia-fundadora da Apoena Socioambiental, coletivo de São Leopoldo formado por quatro técnicas que trabalham com assessoria, projetos e eventos socioambientais. Por ser multidisciplinar, o coletivo busca soluções com comunicação social, gestão ambiental, empoderamento femino e ações com grupos em situação de vulnerabilidade social.
“A ideia das lives é incentivar as pessoas a discutirem mais os temas propostos, que são assuntos que os alunos mais gostaram de discutir em sala de aula. Por isso, os convidados são profissionais ligados a projetos que os estudantes entendem como inspiradores”, conta Cybeli. “Não queremos somente fazer uma live para discutir o que é sustentabilidade, mas sim mostrar projetos que estejam engajados e desenvolvendo ações sustentáveis, para que a gente consiga um diálogo maior com a comunidade.”
Cybeli explica que o Bihat é um curso transdisciplinar. “Os alunos, por exemplo, compartilham disciplinas de toda a Escola da Indústria Criativa (EIC), com atividades acadêmicas nas áreas de humanidades, artes e tecnologias”, elucida a professora. “O caráter transdisciplinar quer dizer que são pensados conteúdos transversais, dentro dessas atividades e dentro da própria matriz do curso.”
Os diversos pontos de encontro entre os pensamentos, teorias e atividades vão misturando os conhecimentos, o que possibilita que o aluno encontre sua própria área de interesse. “No Bihat, o aluno não entra visando uma profissão, mas descobre uma área e um projeto autoral que pode tentar desenvolver na vida profissional”, comenta Cybeli, que também é coordenadora da Agência Experimental de Comunicação da Unisinos (Agexcom).
Confira a programação completa das lives:
23/10 – Apoena – Daiana Schwengber
Link para assistir ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=xr1w92T8hSU
30/10 – Ecovila Bambu – Luis Pereira
Link para assistir ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=Txzdl28SQHo
06/11 – Escola Ayni – Thiago Berto
Link para assistir ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=7ya8B8cd3jk
13/11 – Fórum Animal – À confirmar
Link para assistir ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=jTa-LhwsWnA
20/11 – Ponto Inovação Social – Cláudio Oliveira
Link para assistir ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=THwd4WKCxsE
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