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Arquivos Rap - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/rap/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 05 Sep 2019 17:54:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Nova música da artista Negra Jaque é produzida por aluno da Unisinos https://mescla.cc/2019/08/23/nova-musica-da-artista-negra-jack-e-produzida-por-aluno-da-unisinos/ https://mescla.cc/2019/08/23/nova-musica-da-artista-negra-jack-e-produzida-por-aluno-da-unisinos/#respond Fri, 23 Aug 2019 18:40:44 +0000 http://mescla.cc/?p=11074 O estudante de Produção Fonográfica da Unisinos, Luan Bittencourt, foi o escolhido para musicar 80 motivos, mais nova canção da cantora porto-alegrense, Negra Jaque. Para quem não conhece, ela foi a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, tradicional evento de hip-hop de Porto Alegre, em 2013, além de estar em ascensão na cena […]

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O estudante de Produção Fonográfica da Unisinos, Luan Bittencourt, foi o escolhido para musicar 80 motivos, mais nova canção da cantora porto-alegrense, Negra Jaque. Para quem não conhece, ela foi a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, tradicional evento de hip-hop de Porto Alegre, em 2013, além de estar em ascensão na cena musical brasileira. O single será lançado em 7 de setembro pela própria gravadora do Luan, a Noturno Records

A parceria surgiu a partir da disciplina de Produção Musical 4, uma atividade prática em que os estudantes desenvolvem projetos musicais em estúdio, sob a orientação do professor Charles di Pinto. “Gravamos vocais Acapella (sem instrumental, apenas voz) da Jaque cantando, e em cima da letra cada aluno produziu um instrumental diferente para propor à artista”, conta o estudante. 

O instrumental de Luan foi o preferido de Negra Jaque, juntos os dois deram continuidade ao projeto no intuito de lançar um single. Luan explica que buscou uma síntese do sentido da música e do sentimento mais abstrato que captou ao ouvi-la, tudo isso traduzido no instrumental. 

“A música me soa como uma marcha em meio ao caos, um cenário de turbulento e conturbado, que dialoga exatamente com o que vivemos na situação atual do país. Ela me remete a algo quase como um cenário urbano de guerra, busquei elementos de forte impacto, guitarras distorcidas e texturas ruidosas para transmitir essa sensação de caos, em que as rimas da Negra Jaque soam como um brado clamando por revolução em meio ao turbilhão em sua volta”. – Luan Bittencourt

O rap que nos movimenta

Luan começou a investir mais em produção musical com a criação da gravadora Noturno Records, fundada há menos de uma ano com os amigos Eduardo Boaventura, responsável pela parte de fotografia e vídeo e Rafael Gonçalves que faz a produção de beats e o registro das músicas. Juntos eles trabalham com produção musical, audiovisual, além do registro e distribuição digital de músicas para os artistas, em seu canal oficial no Youtube e nas plataformas digitais de streaming. 

Luan está no sexto semestre de Produção Fonográfica e mora em Guaíba. Foto: Arquivo Pessoal

O ponto forte do seu trabalho é o rap, o que talvez tenha dialogado com o trabalho da Negra Jaque. Confira um pouco da entrevista com o Luan:

O que o rap representa para você? 

O Rap significa muito para mim, representa liberdade de sentir e expressar-se verdadeiramente, livre de amarras. Carrega uma importância enorme, sendo responsável por causar transformações significativas nas vidas de quem o vivencia, e através do Rap criei muitos laços e somei positivamente na trajetória de muitas pessoas, o que me traz uma enorme gratidão.

Qual a influência do rap no seu trabalho? 

O Rap influencia no meu trabalho como conceito de inovação, sendo um gênero que desde seus primórdios está relacionado com re-invenções e manipulações criativas em busca de criar novas estéticas. Me permite experimentar e buscar novas formas de produzir, sendo veículo para meu aprendizado e minha plataforma para causar mudanças ao meu redor e deixar minha marca no mundo.

E agora?

O ritmo do trabalho é incessante para Luan: “Através da Noturno Records muitos projetos estão sempre em andamento, e nossos planos são cada vez maiores” conta. O próximo lançamento será uma Cypher (faixa contendo diversos rappers) chamada DISSolução trazendo uma mensagem forte sobre o estado do Rio Grande do Sul que será lançada no dia 20 de setembro. Até o fim do anos também serão lançados trabalhos com os artistas Yang Lu, JXHN93, Alcateia Mob Gang (coletivo de rap do qual Luan faz parte), Xogum, Antoni Lorenna, E.X.E e diversos outros.

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Rap e improviso na trilha sonora do Prêmio Unicos https://mescla.cc/2017/10/18/rap-e-improviso-na-trilha-sonora-do-premio-unicos/ https://mescla.cc/2017/10/18/rap-e-improviso-na-trilha-sonora-do-premio-unicos/#comments Wed, 18 Oct 2017 20:07:29 +0000 http://mescla.cc/?p=3651 Durante a cerimônia de premiação dos trabalhos da Escola da Indústria Criativa, as bandas Terminal 470 e o coletivo Alquimia Espiritual trouxeram a legitimidade do rap para a Unisinos. Na prévia da entrega do Prêmio Unicos, as rimas e o flow tomaram conta do lounge do Anfiteatro Padre Werner, com o show da banda Terminal […]

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Durante a cerimônia de premiação dos trabalhos da Escola da Indústria Criativa, as bandas Terminal 470 e o coletivo Alquimia Espiritual trouxeram a legitimidade do rap para a Unisinos.

Na prévia da entrega do Prêmio Unicos, as rimas e o flow tomaram conta do lounge do Anfiteatro Padre Werner, com o show da banda Terminal 740. J. Fidelix, vocalista da banda, afirma que a motivação para escrever os versos  está  presente no cotidiano e na realidade da maioria dos membros. O próprio nome da banda, por exemplo, é alusivo à linha de ônibus que leva ao bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, considerado um dos mais violentos da Capital. “A gente trouxe o nome da comunidade porque tem toda aquela história de que quem mora aqui não faz o bem, que só tem maloqueiro. E não é isso. Lá existem trabalhadores, pessoas que levam suas vidas, que fazem arte e promovem a cultura”, completa o vocalista.

Para DJ Ita, as vivências da banda também influenciam diretamente nas composições. “O próprio nome do nosso novo EP já fala o que é criatividade para nós”, defende o músico, referenciando o álbum recém lançado, chamado Coletivo. “A gente anda por vários lugares, cada integrante é de uma parte ou cidade diferente. É isso, é coletividade, a gente circula por tudo e isso nos inspira”, declara o músico.

Para dar abertura ao evento, o coletivo Alquimia Espiritual apostou no improviso. Do topo do Anfiteatro até o palco principal, os rappers Seco e Matias DKT, trocaram rimas, beatbox e interações com a plateia.  As composições, feitas de imediato, despertaram o interesse dos participantes do Prêmio Unicos.

“Atenção é a fita mais importante”, destaca Seco ao comentar sobre o desafio do improviso. “E é preciso exercitar isso para captar a essência dos problemas que nos cercam. Consequentemente, podemos trabalhar num pensamento construtivo para uma solução. Acredito que essa é a raiz da criatividade”, defende o rapper.

Já para DKT, que veio da Argentina para atuar como músico e DJ no Rio Grande do Sul, a intervenção que o rap de improviso causa nas vidas das pessoas é a principal inspiração de seu trabalho. “É aquilo que a gente sente no momento, é a energia de todos. A gente vai improvisando sons ou dizendo palavras e com isso a gente vai fazendo arte”, completa o rapper.

O Prêmio Unicos reuniu cerca de 600 pessoas durante a cerimônia de premiação, na qual 29 projetos de alunos da Escola da Indústria Criativa foram agraciados. No final do evento, a banda Nenhum de Nós realizou um pocket show com os principais sucessos de sua trajetória.

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