Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos #professores - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/professores-2/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Wed, 17 Jan 2024 17:40:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 A universidade é “um oceano que não tem fim”, diz Sergio Endler https://mescla.cc/2024/01/17/a-universidade-e-um-oceano-que-nao-tem-fim-diz-sergio-endler/ https://mescla.cc/2024/01/17/a-universidade-e-um-oceano-que-nao-tem-fim-diz-sergio-endler/#respond Wed, 17 Jan 2024 17:39:09 +0000 https://mescla.cc/?p=19593 Finalizando a programação especial do Mescla de despedidas do professor Sergio Endler, no final de 2023 Endler cedeu uma entrevista exclusiva refletindo sobre sua trajetória e aprendizados até aqui, assim como planos para o futuro.  Foram 37 anos da existência de Sergio Endler dedicados à Unisinos, e as marcas que esse grande profissional deixa provam […]

The post A universidade é “um oceano que não tem fim”, diz Sergio Endler appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Finalizando a programação especial do Mescla de despedidas do professor Sergio Endler, no final de 2023 Endler cedeu uma entrevista exclusiva refletindo sobre sua trajetória e aprendizados até aqui, assim como planos para o futuro. 

Foram 37 anos da existência de Sergio Endler dedicados à Unisinos, e as marcas que esse grande profissional deixa provam sua excelência e simpatia. Confira como foi a conversa com o Mescla sobre esse momento tão delicado e especial, que conta com trechos em áudio gravados no estúdio de rádio da universidade. 

Quem é Sergio Endler? 

A vida da gente é um contínuo exercício de se autoconstruir. Nesse percurso, devo muito a diversas instituições. Primeiramente à UFRGS, onde estudei Letras e, antes de concluir, ingressei no jornalismo. Devo muito a esses dois cursos. Logo a seguir, trabalho já como jornalista no Correio do Povo, na Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba… Tive a oportunidade também de criar dois espaços, que foram a nova Rádio Bandeirantes e a Rádio Sucesso, essa última sendo berço para alguns jornalistas como Sérgio Boaz e Cacalo. Vim para a Unisinos, então, ser professor por querer. “Por querer”, no sentido de estar querendo levar a sério essa carreira na docência, e não só a levando como “bico”, fonte de “renda extra”, como vários outros levavam. Em um período da vida anterior ao jornalismo, fui professor de inglês como ganha pão. No jornalismo foi muito diferente, tinha desejo. Então, Sergio Endler é um jornalista e professor por querer.” 

Como está o coração de professor no último semestre de docência? 

“Pode-se dizer que vivo três momentos nesse último semestre de 2023: dar tchau para o “ser professor”, viver esse momento de despedida com os alunos e colegas, e uma ansiedade com esse futuro imediato.” 

“É próprio do ser humano estar, a todo momento, encontrando algo, vivenciando algo e se despedindo daquilo.” Foto: Gabriele Rech 

Ao longo de tantas décadas de trabalho, qual vivência te marcou mais? 

“O convívio de uma pessoa que está aqui por querer, que se prepara para isso e deseja muito estar com os alunos e alunas. O mútuo querer fazer é uma coisa inigualável. (…) (Estar na universidade) é estar mergulhado num oceano que não tem fim e, ao mesmo tempo, conseguir aprender a nadar, surfar…” 

E sobre legado, o que tu gostarias de deixar de “herança” para quem passou por ti nesse caminho profissional? 

“A gente não controla essas coisas de legado. Até pela natureza daquilo que tu estás fazendo, na tua atuação tu acaba beneficiando muitíssimo alguém. Seja ao indicar para uma vaga de emprego, preparar para algum concurso, capacitar para a vida profissional. Por outro lado, tu pode estar se esforçando muito em uma direção e o grupo estar precisando de outra coisa. Quando paro para pensar na quantidade de guris e gurias que tive a oportunidade de conviver, eu acho que o legado é esse amor à causa, amor à vida. Eu amo o Internacional, adoro Porto Alegre, gosto muito de ser brasileiro, apesar de ter visitado e até morado em outros lugares, mas sempre tendo a certeza de que voltaria. O legado principal é esse: de que o jornalismo é uma causa que vale à pena empunhar e viver.” 

Quais foram os maiores desafios que tu passou, tanto como jornalista quanto como professor? 

“Bah, foram muitas as aventuras. Desde implementação de novos projetos, inovações na universidade, trabalhos com os alunos, assumir a coordenação do curso…”. 

Sérgio expõe alguns de seus feitos em forma de obras escritas. Foto: Gabriele Rech 

Ao olhar para trás, para todos estes feitos, qual é o primeiro sentimento que vem à mente? 

“Se fosse para resumir em uma palavra, seria alegria. Uma segunda palavra seria ‘afeto’. Porque, ao contrário do que diz a letra do hino à bandeira nacional, o afeto não se encerra em nosso peito juvenil, ele se expande, renova e segue, sempre seguirá. Agradeço muito à Agexcom também, que inclusive foi uma das coisas que eu criei, lá em 2002. Um lugar espetacular com diferentes safras de grupos muito bem cuidados pelos professores, com equipes muito dinâmicas de aproveitamento e visibilidade no que sempre fizeram.” 

E quais alunos te marcaram nessa caminhada? 

“A gente encontra ao longo do caminho os alunos e as alunas que serão nossos amigos para sempre, né? Outro sentido bonito da docência é ver onde aqueles que passaram determinado período contigo estão. (…) Às vezes, quando a gente está meio ‘jururu’, mais abatido, é bom pensar nessas contribuições que a universidade conseguiu fazer.” 

Qual lição mais valiosa que tu aprendeu sendo professor e jornalista? 

“Bom, eu adoro conversar. Mas isso eu sempre soube. A mais sábia das lições que eu tenho aprendido é saber ouvir. Ser bom ouvinte, não só de rádio. Eu gosto de ouvir as histórias das pessoas e é interessante que quando as pessoas falam elas estão sempre te nutrindo. A situação de conversação é de grande valia para mim. Por isso o meu apego pela entrevista, tal como estamos fazendo agora. Parece paradoxal, mas para um bom radialista é bom que ele saiba ouvir, para depois poder falar. Fui marcado por um professor de rádio de voz muito exuberante que falava a aula toda. Pensei: ‘se algum dia eu for professor de rádio, eu vou falar pouco’. Escute bastante, vai valer a pena.” 

“Obrigado por tudo, sempre, mestre!”, escreve aluno em postagem no Facebook: Foto: Reprodução Facebook Leonardo Oberherr 

Por último, o que tu pretendes fazer depois desse fechamento de ciclo? 

“Escrever mais, ler mais e viajar mais. Fazer com calma o que antes eu não tinha tanto tempo.” 

Para a comunidade acadêmica, o sentimento que fica é de orgulho e gratidão por toda a diferença que Endler fez na Unisinos, tanto com seu trabalho como com a pessoa que é. Até breve, professor! 

The post A universidade é “um oceano que não tem fim”, diz Sergio Endler appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2024/01/17/a-universidade-e-um-oceano-que-nao-tem-fim-diz-sergio-endler/feed/ 0
Micael Behs deixa a coordenação do curso de Jornalismo para ser gerente acadêmico da Unisinos   https://mescla.cc/2023/09/13/micael-behs-deixa-a-coordenacao-do-curso-de-jornalismo-para-ser-gerente-academico-da-unisinos/ https://mescla.cc/2023/09/13/micael-behs-deixa-a-coordenacao-do-curso-de-jornalismo-para-ser-gerente-academico-da-unisinos/#respond Wed, 13 Sep 2023 16:42:09 +0000 https://mescla.cc/?p=19088 O segundo semestre de 2023 é marcado por mudanças na coordenação do curso de Jornalismo, mais especificamente no campus de São Leopoldo. Após 4 anos, o professor Micael Behs deixa a função de coordenador para assumir o cargo de gerente acadêmico da Unidade Acadêmica de Graduação (Uagrad).   Micael contou ao Mescla um pouco de sua […]

The post Micael Behs deixa a coordenação do curso de Jornalismo para ser gerente acadêmico da Unisinos   appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O segundo semestre de 2023 é marcado por mudanças na coordenação do curso de Jornalismo, mais especificamente no campus de São Leopoldo. Após 4 anos, o professor Micael Behs deixa a função de coordenador para assumir o cargo de gerente acadêmico da Unidade Acadêmica de Graduação (Uagrad).  

Micael contou ao Mescla um pouco de sua trajetória até aqui, dando continuidade à tradição da família, já que ele sucedeu o pai na função. O agora gerente de graduação também falou sobre como é ser graduando em Psicologia.   

Agora, quem toma a frente do curso de Jornalismo no campus de São Leopoldo é a professora Débora Lapa Gadret, que já era – e continua – coordenadora do curso em Porto Alegre.  

“O colegiado de coordenadores da Unisinos é extremamente engajado e comprometido, e a Débora, especificamente no Jornalismo, tem uma trajetória de coordenação mais longeva que a minha. Claro que cada campi tem suas especificidades, mas os alunos de São Leopoldo sempre foram parceiros da coordenação e ela vai se sentir muito acolhida”, explicou Micael. 

Ele diz que ficou feliz quando a professora topou assumir a coordenação de São Leopoldo, devido à parceria produtiva que tiveram nos últimos anos. “Além disso, seguiremos trabalhando juntos nas muitas articulações construídas entre coordenação e gerência acadêmica.” 

Débora e Micael em janeiro de 2020 acompanhando um evento no Teatro Unisinos, em Porto Alegre (Foto: Débora Lapa Gadret) 

A influência do pai na atuação 

Micael contou que, quando soube que seguiria o caminho do pai na coordenação do curso em que ele próprio se formou, sentiu que seria um momento simbólico importante, especialmente na relação pai e filho. Edelberto Behs foi um dos coordenadores mais longevos do curso de Jornalismo, ficando de 2003 a 2019 na gestão. 

“Eu cresci tendo meu pai como inspiração. Assumir o cargo que ele zelou por tantos anos foi algo marcante. O pai sempre prezou pela excelência do curso e sempre se empenhou para que o Jornalismo tivesse protagonismo na Universidade e na comunidade local”, disse Micael. Segundo ele, o pai buscou fazer com que todas as publicações, em diferentes formatos, oferecessem voz e visibilidade a vários personagens, o que revela como se produziu conteúdos sociais altamente relevantes nos últimos anos.  

Micael salienta que tentou preservar o caráter coletivo de construção do curso nesses quatro anos. “O colegiado do curso de Jornalismo é extremamente participativo e, ao mesmo tempo, crítico e criterioso. Acredito que eu tenha conseguido estreitar ainda mais a relação da coordenação com os estudantes, especialmente no período da pandemia, que exigiu um contato muito próximo com os alunos, considerando as várias transformações que nos foram impostas em relação aos modelos de ensino num curto espaço de tempo”, explicou.  

Alguns ensinamentos do pai valem também para a atuação profissional de forma geral, avalia Micael. “Lembro bem que um dia, enquanto caminhávamos na praia, o pai me enfatizou a importância de saber ouvir genuinamente as demandas que chegam à coordenação e, a partir delas, agir proativamente. Não sei se faço isso tão bem quanto ele, mas estou me esforçando para seguir o conselho”, disse.  

“Eu e o pai recordando histórias de vida, de sala de aula e de coordenação na celebração dos 50 anos dos cursos de comunicação da Unisinos”, escreve Micael em publicação nas redes sociais (Foto: Reprodução Facebook / Micael Vier Behs) 

Relembrando momentos do curso 

Micael entende que participar da história do curso de forma tão significativa representa muito mais do que o prestígio de ter atuado na coordenação. “Além de colegas que admiro, no colegiado do Jornalismo eu tenho amigos que levo para a vida. Eu não sou um professor por formação, mas aprimorei boa parte do ofício buscando inspiração na maneira como os professores do curso conduzem suas aulas”, destaca. “Fui aluno do Sérgio Endler, por exemplo, e tive o privilégio de compartilhar muitos semestres da atividade de Beta Esporte ao seu lado como professor”, disse.  

Além de egresso no Jornalismo, Micael também cursou o Programa de Pós-Graduação de Comunicação, na Unisinos. “Foi onde descobri o fascínio e os desafios da pesquisa acadêmica ao lado de professores que marcaram minha história acadêmica, especialmente o Antônio Fausto Neto e a Ana Paula da Rosa”.  

Muitos momentos ficaram na lembrança, revela o professor: “Lembro com carinho das nossas semanas acadêmicas, das saídas de campo, de todas as discussões para aprimorar o projeto da Beta Redação, bem como para nos mantermos atualizados e relevantes diante das tantas transformações que afetaram a área da comunicação e o modelo de negócios do jornalismo nos últimos anos”.   

Colegas e amigos posando junto de Micael em uma formatura (Foto: Reprodução Facebook / Micael Vier Behs) 

Gerência de graduação, Bihat e Psicologia 

Micael segue sendo coordenador do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Artes e Tecnologia (Bihat), um curso com estrutura curricular dinâmica, que atua na intersecção entre áreas. “Meu objetivo é, ao lado do colegiado e do Núcleo Docente Estruturante (NDE), fortalecer e ampliar a visibilidade do curso, que reúne alunos muito criativos e abertos à cooperação. Tendo o Pensamento Projetual como elemento articulador entre as humanidades, as artes e a tecnologia, o Bihat tem como grande diferencial a possibilidade de o estudante definir percursos e rotas formativas ao longo da graduação”, comenta.  

O professor ainda tem no radar outra área acadêmica. Muitos dos alunos dele não sabem, mas Micael está cursando Psicologia desde 2005. Ele parou por alguns anos e acabou retomando os estudos em 2020. “É um projeto de longo prazo”, sublinha o futuro psicólogo de formação. 

Neste semestre, pelo fato de ainda estar se habituando à função de gerente acadêmico, Micael vai cursar apenas uma atividade acadêmica. Mas garante que não quer deixar de seguir nesse desafio. “É prazeroso, porque me confronta com novos conhecimentos, habilidades e competências, além de possibilitar o contato com colegas e professores. E é desafiador, porque faltam horas no dia, considerando as novas demandas de trabalho, as rotinas de casa, o tempo da terapia, do treino, da aula de inglês, do passeio com o cachorro e, especialmente, os momentos que dedico para me desligar de tudo e curtir a minha filha Lara, de 3 anos”, enumera a agenda de atividades. 

Além disso, segundo o pai da Lara, os aprendizados do curso de Psicologia têm o ajudado no dia a dia da Universidade. “Especialmente porque nosso ofício, seja como professor ou gestor, é acompanhar pessoas em suas diferentes demandas.” 

As pessoas com quem Micael mais tem contato e sobre as quais exerce influência na Universidade: os alunos (Foto: Reprodução Facebook / Micael Vier Behs)

Planos a longo prazo 

Micael diz esperar construir uma longa e produtiva história ainda na Unisinos. “É a Universidade que me formou, me acolheu e que já me possibilitou ocupar variados espaços, seja como professor de cursos da Escola da Indústria Criativa, seja como coordenador dos cursos de Comunicação Digital, de Jornalismo e do Bihat, seja como integrante da Comissão Própria de Avaliação (CPA) ou como gerente acadêmico da Uagrad”. E revela já estar pensando no futuro muito distante: “Lá na frente, quando essa história um dia chegar ao fim, assim como aconteceu com o pai, jubilado pela Unisinos, quero ter na Psicologia uma outra possibilidade de atuação profissional. Só que trabalhando num ritmo bem mais lento”, revela o professor.

The post Micael Behs deixa a coordenação do curso de Jornalismo para ser gerente acadêmico da Unisinos   appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2023/09/13/micael-behs-deixa-a-coordenacao-do-curso-de-jornalismo-para-ser-gerente-academico-da-unisinos/feed/ 0