wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post Uma jornalista apaixonada por rádio appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Ao embarcar no Uber, percebo que o motorista ouvia, em som baixo, a Rádio Gaúcha. Pergunto se ele ouve a emissora com frequência. Ele responde que sim. Aproveito a deixa:
— Você conhece a Andressa Xavier?
— Sim, claro!
— O que acha dela?
— Ela é incrível! Todas elas.
— Por quê?
— Às vezes, quando estão fazendo uma entrevista, eu ouço o rádio e penso em uma pergunta, até que elas fazem exatamente o mesmo questionamento. Elas são muito inteligentes, são fantásticas.
Finalizada a viagem, entro no prédio da GaúchaZH, localizada na Ipiranga com Erico Verissimo. Passo a roleta da recepção, recebo um crachá de visitante e sou encaminhado à sala de espera. Logo surge Andressa, vestida com uma camisa florida, maquiagem leve e cabelos presos.
— Guilherme? — Diz Andressa, com um sorriso e já estendendo a mão.
Nos cumprimentamos e seguimos a caminho da Redação Integrada, o ambiente onde os jornalistas do site GaúchaZH, da Rádio Gaúcha e do jornal Zero Hora trabalham. Evitamos o elevador e preferimos as escadas. Andressa é cordial com todos os colegas. Abre o sorriso a cada “oi” ou “boa tarde”. Sorriso, aliás, é uma característica frequente nela.
Alguns degraus depois, me senti ofegante, mas não era desgaste físico, e, sim, nervosismo mesmo, afinal, estava prestes a acompanhar e entrevistar a primeira mulher a ocupar a função de editora-chefe da Rádio Gaúcha. Andressa já passou por muitos cargos em 10 anos de trabalho na emissora. Começou como estagiária. Depois, em sequência, foi repórter, produtora, editora de reportagem e, atualmente, é gestora. “Foi tudo muito corrido. Eu tenho 31 anos. Em apenas 10, passei por quase todas as funções”, diz, orgulhosa.
Conciliar a posição de gestora com a profissional jornalista é um desafio diário para Andressa. Mas a experiência adquirida em outros cargos, comenta a editora, a fez ter empatia com os colegas e entender o todo. Resolvi ouvir também aqueles que compõem esse todo, ou seja, os colegas de trabalho. Comecei por Milena Schoeller, coordenadora de distribuição da GaúchaZH. Ela contou que tem plena confiança no trabalho da colega. “Andressa é uma pessoa responsável e também conhece muito o meio rádio. Eu consigo ficar tranquila com o conteúdo que está vindo da Gaúcha, porque ela tem toda a visão, conhece todos os processos”, elogia.
O conhecimento dos processos começou a ser traçado na faculdade. Aos 18 anos, iniciou o curso de Direito, na Unisinos. Mas, com mais clareza do que gostaria de ter como profissão, já na primeira aula trocou todas as disciplinas para algumas que pudesse aproveitar no Jornalismo. No semestre seguinte, mudou para o novo curso oficialmente. Andressa lembra da época, principalmente dos professores que se tornaram seus grandes mentores. Entre eles, Sérgio Endler e Daniel Scola, com quem teve aulas de rádio. O Scola, aliás, hoje é gerente-executivo e apresentador da Rádio Gaúcha. A dupla a ajudou muito a pensar às práticas do jornalismo.
Andressa ainda era estudante quando entrou na Gaúcha como estagiária. iniciou sua trajetória na produção do programa Gaúcha Repórter.
“Foi uma prova de fogo. Precisava organizar entrevistados diferentes todos os dias. Tinha que saber de tudo um pouco. Do estágio, passei um mês como freela e, depois, fui contratada. Então, eu fiz produção, redação, fui editora e fiz um tempo de reportagem. Nesse período, as Gaúchas (filiais da emissora) do interior foram sendo abertas, e eu fui destacada para implementar o padrão Gaúcha nas emissoras de Santa Maria e Caxias do Sul. Quando eu voltei, passei um tempo na reportagem e, depois, assumi como chefe de reportagem. Foi um baque! Não sentia que estava com todas as ferramentas na mão para me tornar uma gestora. Em um dia, tu entregavas um material por dia. No outro, passas a ser responsável por toda uma programação“ – Andressa Xavier

Na redação, encontrei Bruno Teixeira, que comanda o podcast “Coisa de Preto” ao lado da colega Iarema Soares. Bruno também é produtor do programa Chamada Geral: Segunda Edição, apresentado por Andressa Xavier. Pergunto se posso entrevistá-lo; ele aceita. No estúdio, o jovem, de fala entusiasmada, conta que é responsável por montar o roteiro do programa, com a supervisão de Andressa. “A gente troca ideias do que está sendo mais importante no momento e, às 16:30, ela entra no ar. Mas, se vem uma notícia de última hora, a gente não se prende ao roteiro”, explica o colega.
“Andressa é sempre muito objetiva na pauta e no que ela quer para o programa. Ela gosta muito de pensar o processo de como os programas estão sendo feitos. Sempre questiona: ‘Tal pauta não poderia ser assim? O que acontece se isso acontecer?'”, comenta o jornalista sobre sua chefe. Quando o programa está no ar, Bruno mantém o olhar nos sites, nas redes sociais e nos materiais que estão sendo passados pelos repórteres, enquanto seus ouvidos ficam sintonizados no radiojornal. Andressa se dedica mais ao que está sendo enviado pelos ouvintes via WhatsApp.
Ao sairmos do estúdio, Andressa estava mais agitada. O motivo? Tratava-se do julgamento do habeas corpus de Lula, que estava em andamento. Sentada em frente a Paulo Rocha, ambos tinham diálogos constantes. Não eram conversas aleatórias, e sim a decisão dos conteúdos que o público da Gaúcha iria consumir. Paulo é chefe de reportagem. É ele quem seleciona a pauta, determina o que vai ser notícia durante o seu turno e delega as tarefas para os repórteres conforme o perfil de cada um. Naquele dia, as atenções se voltaram para os possíveis desdobramentos do julgamento repentino.
Dois repórteres já haviam sido orientados para que deixassem as malas prontas caso o ex-presidente fosse libertado. A programação do que iria acontecer na Rádio dependia do julgamento.
Caos? Nada. Dia de orações atendidas. “Nossa Senhora do Factual nunca nos deixa na mão”, brinca Andressa, apontando para a santinha no canto da mesa que comprou com a colega e amiga Milena Schoeller.

“Eu e a Andressa nos conhecemos há muito tempo. Eu vim da Rádio Gaúcha e nós trabalhávamos juntas. Temos uma sintonia muito grande. Às vezes, a gente só se olhava e já sabia o que tinha que fazer”, lembra Milena. Na redação, a dupla senta lado a lado, já que tudo o que é definido na rádio é repassado para a equipe de distribuição. Mas minha conversa com Milena foi interrompida. Algo havia acontecido, e ela precisava checar.

“Ouço muitos veículos mundiais dizendo: ‘Vamos colocar mais mulheres apresentando programas, colocar mais mulheres escrevendo’. Felizmente, quando isso ocorreu, a Rádio Gaúcha já tinha várias mulheres no ar. Foi acontecendo naturalmente, não foi imposto no sentido de ‘precisamos de mais mulheres no ar’. Foi um ‘Precisamos de pessoas competentes no ar'” – Andressa Xavier
Caminhando pela Redação Integrada, descubro mais mulheres em postos executivos. Dentre elas, Martha Gleich, diretora de Jornalismo de Rádio e Jornal. A jornalista tem 36 anos de carreira. “Passei por muitas situações em que havia discriminação, assédio e questionamento do meu trabalho pelo fato de eu ser mulher, dentro e fora da redação. Fora, aliás, é muito importante de se dizer, porque tem muitas fontes e alguns políticos que te assediam ou não falam com tanto respeito quanto falariam se fosse com um homem”, avalia Martha.
Andressa diz se inspirar muito em Martha, assim como nas colunistas Rosane Oliveira, que cobre política, e Marta Sfredo e Giane Guerra, especializadas em economia. Há ainda Andiara Petterle, vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS, que é referência dentro da redação tanto para Andressa quanto para Martha. A última, cita uma frase marcante dela: “É daqui pra frente!”. Dentro da área de comunicação, conta Martha, já existe um crescimento da força feminina de trabalho, tanto nas faculdades de comunicação quanto em redações jornalísticas. “Mesmo assim, aqui nós ainda não temos 50% de mulheres na redação, mas já temos um número expressivo de mulheres em cargos de liderança”, destaca Martha Gleich.
Para Martha, Andressa é uma menina com uma responsabilidade muito grande. Ela diz ser um prazer ver a atual editora-chefe da Gaúcha evoluir tão rápido na empresa sendo tão jovem. Como mentora de Andressa e outras jornalistas, Martha ensina: “Uma coisa que eu digo sempre para todas as mulheres é que não pode deixar passar, tem que enfrentar. Primeiro, tem que querer assumir a responsabilidade e, depois, quando o machismo acontece, não pode deixar passar”.

Pouco antes das 16:30, Andressa entra no estúdio e se prepara para apresentar o programa Chamada Geral: Segunda Edição. Ali, seus companheiros diários são a garrafa de água, o bloco de notas e o WhatsApp, sua principal fonte de contato com os ouvintes. Na tela do celular, inúmeras mensagens relatam a situação ruim do tempo em diferentes regiões do Estado. Realmente, o céu estava mais fechado do que quando cheguei na redação. “O WhatsApp virou algo essencial na nossa programação. Passou aquela época em que o ouvinte apenas ouvia e nada mais, porque a tecnologia o fez estar mais pertinho da gente. Antes, precisava mandar um fax, ligar, mandar um SMS”, lembra a jornalista.
Permaneço em silêncio observando a dinâmica do programa. Repórteres entram e saem do estúdio, enquanto Andressa se mantém quase todo o tempo concentrada. Ela faz algumas pausas nos bastidores e se informa sobre as notícias apresentadas pelos repórteres. Acompanhar a performance de Andressa me fez lembrar de sua própria descrição em nossa entrevista inicial.
Eu sou uma jornalista apaixonada pela profissão. Acho que, para ser jornalista, tem que ser um pouco maluco e um pouco apaixonado. Faço o que eu gosto, amo e sempre persegui fazer rádio. Então, sou ouvinte de rádio desde a infância. Quando entrei na faculdade, já sonhava em trabalhar na Gaúcha – Andressa Xavier
A jornalista, que já conheceu muitos lugares e busca todos os anos conhecer um novo, é uma ouvinte apaixonada, assim como o pai. Mas, quando está com a família, em Porto Alegre ou Capão da Canoa, se mantém longe do rádio. “Fora isso, eu estou normalmente ouvindo a Gaúcha, seja no trajeto para o cinema ou a um jantar”, conta.
Naquela mesma tarde, o Comando de Policiamento Metropolitano condecorou Andressa com a Comenda Metropolitana do Comando de Policiamento Metropolitano por seus serviços prestados à Brigada Militar e ao Comando de Policiamento em prol da comunidade riograndense. Com certeza é o reconhecimento do trabalho de quem ama e tem orgulho do que faz, sempre de olho no que é relevante para o seu ouvinte. A jornalista, que não dispensa um bom chimarrão, leva a cidadania como guia.

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]]>The post Leonardo Stürmer appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Com uma infância permeada por muitos livros, ele relembra alguns momentos marcantes daquela época. “O que mais me lembro da infância, num geral, eram dos livros. Eu brincava, via desenho animado, tinha vários amigos, mas sempre tinha aquele amigo livro debaixo do braço. Levava livro nas festas de natal, inclusive. E, sim, como muitos da minha geração, fui alfabetizado com Harry Potter e ele foi meu grande incentivo à leitura”.
A decisão de cursar Jornalismo aconteceu cedo, quando ainda estava na escola e tinha apenas 12 anos. A inspiração veio de um membro da família – Leonardo descobriu que o primo Leandro Olegário trabalhava na Record e o levou para passar uma tarde na empresa. “Fiquei encantando ao descobrir sobre a profissão que envolvia escrita, televisão e fotografia. Esse momento foi onde comecei a amar e entender a profissão”, lembra Leonardo.
Quando se lembra suas principais influências, Leonardo conta sobre o fim da era da MTV e como usou a admiração que tinha pela emissora em outra etapa da sua trajetória. “Era meu sonho ser VJ (termo utilizado para os apresentadores do calnal –video joker–) mas, no meu primeiro ano de faculdade, o canal terminou. No fim, acabou servindo para o meu TCC!”, relembra ele, que fez o trabalho teve como tema de seu trabalho de conclusão “A desconstrução do telejornalismo no programa Furo MTV”.

Durante o curso, Leonardo destaca algumas disciplinas que marcaram a vida acadêmica. “Duas disciplinas que eu guardo com mais carinho foram Comunicação e Arte e a de Antropologia. Acho que as duas andam meio juntas, e ambas serviram como novas formas de entender e enxergar o mundo”, afirma.
Como sempre gostou da literatura e escrita, depois de se formar, Leonardo descobriu um curso de escrita da Editora Metamorfose, em Porto Alegre. Foi assim que conseguiu dar um grande passo na carreira de jornalista: a publicação de seus contos em dois livros. O primeiro fez parte da edição do 26° Caderno de Literatura da AJURIS e contou com sessão de autógrafos em seu lançamento, na Feira do Livro de 2017.

Já a publicação do segundo conto foi como um trabalho de conclusão durante o curso de escrita que realizava pela editora. Alguns estudantes estariam concorrendo para ter sua crônica publicada na coletânea Metamorfoses do Amor, e Leonardo foi um dos escolhidos.
Ele relembra das conquistas e comenta que vê a experiência da seguinte maneira: “uma forma de crescer. Acho que não dá pra gente parar num ponto e não ir mais pra frente, sempre tem que olhar pra trás e ver onde dá pra evoluir”, conclui.
Hoje Leonardo Stürmer assina uma coluna para o jornal Diário de Viamão e fala sobre novidades no universo pop: música, televisão e resenhas sobre filmes e seriados.

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]]>The post Lucas Couto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Lucas é um viajante nato. Na vida pessoal, morou em diferentes cidades. Passou por Belo Horizonte, Sete Lagoas, Divinópolis e Pitangui, todas pertencentes a Minas Gerais. Lucas também viveu em municípios do Espírito Santo, Ceará, São Paulo, Amazonas e Rio Grande do Sul. Fora do Brasil, residiu na Europa, em Portugal e na Noruega. Na carreira profissional, atuou em diversas empresas, como Bertussi Design, Grupo Criativo, IDEA Belo Horizonte (fundada pelo próprio Lucas quando ainda estava na faculdade) e EGGS Design, onde trabalha atualmente.
Durante os anos de experiência profissional, o jovem conquistou prêmios e teve iniciativas de sucesso. Em 2013, trabalhava desenhando móveis compensáveis. Ele, junto de um amigo, foi finalista do Salão Design, maior premiação de Design de Produto da América Latina. Um trabalho de 2015 produzido na Bertussi, em que Lucas fazia parte da equipe, ganhou um German Design Award.
No final de 2016, junto do amigo Thiago, ele criou a comunidade no Instagram Weeklydesignchallenge. Com mais de 43 mil seguidores, a proposta é lançar desafios semanais que incentivam a comunidade interessada em desenhar produtos diferentes. Os melhores sketches são repostados na hashtag de mesmo nome. No final de 2017, enquanto procurava emprego, a proposta de trabalhar na Noruega surgiu e foi aceita com entusiasmo.

Lucas é libriano e filho único. O pai, Divino Couto, trabalhava com injeção plástica. Por conta disso, era constantemente chamado por empresas de diferentes municípios para exercer a função. O pai e a mãe, Ana Maria Nunes de Souza, acabavam gostando das cidades e decidiam fixar residência, o que explica as inúmeras mudanças pelas quais o menino passou. Lucas cresceu ouvindo sobre plásticos, visitando fábricas, era fascinado por Lego, gostava de desenhar e brincar com massas de modelar. Ele acredita que esse combo foi responsável por guiá-lo pelo mundo do design.
“É muito louco o fato de que a gente tem que escolher o que vai fazer para o resto da vida durante a escola”, reflete Lucas. Ainda na adolescência, as ideias de curso superior vagavam entre Engenharia Civil e Arquitetura. Na época do vestibular, em 2011, Lucas foi aprovado na Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, em Design de Produto, um curso que escolhera por acaso. “Na primeira semana de aula eu já estava apaixonado, e no final do primeiro semestre eu já sabia que era aquilo que eu queria fazer pro resto da minha vida”, conta.

Ainda cedo no curso, Lucas percebeu que precisava ir além para garantir as oportunidades de trabalho. Ele relembra que passou por momentos complicados durante o segundo ano de Design de Produto. Segundo ele, “se quisesse ser designer de fato, deveria correr atrás por conta própria. A faculdade não era a base pra tudo. Você precisa de portfólio e skills, e, durante a faculdade, o aluno tem pouco tempo para desenvolver um portfólio decente”, comenta.
Como forma de se aprimorar, Lucas voltou-se para o Behance, uma ferramenta para criação e divulgação online de portfólio. Através dele, o mineiro passou a acompanhar o que os principais designers do mundo estavam fazendo. Ele procurava por influências, estilos, modos diferentes de produzir. Lucas decidiu fazer projetos pessoais em casa, participar de concursos e até fundou uma empresa, a já mencionada IDEA Belo Horizonte. Focado no trabalho, o mineiro construiu um bom portfólio e em 2015, todo o esforço foi compensado. A Bertussi Design, de Porto Alegre, o contratou. Lucas trancou o curso na UEMG e, sem pensar duas vezes, foi para a capital gaúcha.
Em Porto Alegre, a chance de trabalhar no Grupo Criativo fez com que Lucas transferisse o currículo para a Unisinos. O mineiro disse ter gostado da infraestrutura da universidade e dos professores por serem prestativos. Na avaliação dele, o currículo do curso é bom, porém ele acredita que a cobrança em sala de aula poderia ser maior, assim como o nível exigido dos trabalhos.
Para Lucas, o professor e coordenador do curso, André Canal Marques é excelente e disposto a resolver qualquer problema, além de ser um professor muito paciente. “A disciplina de Propriedade Intelectual foi uma das que mais me marcou, pois aprendi coisas relevantes para o trabalho que eu desenvolvia no dia a dia” disse Lucas.

Na visão do mineiro, o povo norueguês é muito educado e envergonhado. Pessoas tímidas, porém muito amigáveis. Os clientes que atende tendem a seguir o mesmo padrão. Mas quando comparados com os brasileiros, os noruegueses se saem melhor. Para ele, a Noruega é um país que valoriza o profissional. Diferenças salariais existem, porém são baixas. O país também está entre os mais caros do mundo. “Tudo é absurdamente caro. Uma lata de cerveja aqui custa cinco vezes o que custaria no Brasil, um pimentão custa cerca de 15 reais. Mas o salário paga esses custos”, expõe.
“Industrial Design é Industrial Design em qualquer lugar. O que muda mais é o tipo de cliente, as áreas em que a gente atua”, conta Lucas. Na Noruega, ele trabalha com o design de produtos tecnológicos e eletrônicos, áreas pouco desenvolvidas no Brasil. Segundo ele, a percepção do valor do design muda entre países porque “as pessoas aqui (Noruega) tem uma bagagem muito maior de cultura e design desde a escola. Arte e cultura nas escolas do Brasil são vistas como perda de tempo, disciplina para brincar com os amigos e pintar com os dedos”.
Já formado, Lucas tem no portfólio trabalhos criativos e interessantes, a maioria disponível online. Ficou interessado(a) em conhecer o trabalho dele? Clica para ver tudo. Esse aqui é o trabalho de graduação dele.
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]]>The post Tais Flores da Motta appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A professora prestou vestibular para Jornalismo, na Unisinos, e foi aprovada. Após dois semestres, conheceu o curso de RP. “Pedi transferência interna de Jornalismo para Relações Públicas. Acho que é uma realidade de muitos alunos de RP, inclusive”, revela Tais. Apesar de gostar da área de jornalismo, publicidade e demais profissões da indústria de comunicação, foi com Relações que ela teve o sentimento de paixão.

Tais procurava sempre participar de atividades no curso. Nas férias, estagiava em dois locais diferentes. Lidava com atendimento, eventos e chegou a trabalhar em um laboratório de informática da Unisinos. “Tudo o que eu podia, tentava contribuir na parte da comunicação”, comenta. “Quando estive no laboratório, trabalhava no Unilínguas, que é um instituto de idiomas e tinham vários eventos. Eu sempre pedia paras minhas gestoras deixarem eu organizar e ajudar no evento porque era prazeroso para mim”, relembra.
Ela desenvolvia atividades que não estavam exatamente no escopo de sua função, mas que permitiam colocar em prática o que aprendia na sala de aula. Além dos estágios, Tais fez cursos em diversas áreas, um deles envolvia instalação de rede de computadores. “Naquela época, eu tinha bastante fôlego, era mais jovem. Fazia cursos no vespertino, tinha aula de noite e tudo o que aparecia de oportunidade eu ia fazendo”, conta.

Em relação aos professores que marcaram sua trajetória, ela comenta sobre a estada na Agexcom. “Eu fui aluna da Nadege, depois trabalhamos juntas na Agex. Tenho um carinho enorme por ela, não só pela questão profissional, eu aprendi a ser professora com ela”. Relembra também a relação com a ex-professora da Unisinos Thais Furtado. “Ela coordenava a Agex, eu trabalhava ali. Tínhamos muitas oportunidades e liberdade de criar. Ela fazia a gestão da agência e sempre buscava o novo. Aprendi muitíssimo”, afirma Tais.

Agora, como coordenadora do Curso de Relações Públicas, Tais acredita estar trilhando novos desafios. “É uma atividade totalmente diferente. Aprendo coisas que não sabia, não tinha noção do que um coordenador fazia”, ela fala. Apesar de ter trabalhado seis anos na gestão da Coordenação de Eventos da Universidade e conhecer muitos dos funcionários, Tais destaca que a relação com os alunos é o que mais mudou. Como professora, ela tinha uma visão. Agora, coordenadora, enxerga uma outra realidade dos estudantes. “Quando a gente é professor, tem uma proximidade com os alunos, mas agora eu consigo conhecer uma outra realidade deles, é uma outra relação”. Entrou na coordenação no início desse ano e assume que “aqui na coordenação, aprendo todo dia, tentando fazer o melhor”.
Uma infância, diversos lugares

Taís da Motta morou em diversas cidades do Brasil. Seu pai trabalhava para uma rede de hotéis e, a cada projeto novo, existia um novo lugar, uma nova casa e uma nova cultura a ser conhecida. Manaus, São Paulo, Belém do Pará foram algumas das cidades por onde passou. As mudanças foram tantas que, ainda pequena, aprendeu a se desapegar. “Algo que as outras pessoas acham negativo, mas eu acho positivo. Criei uma espécie de proteção. Cada vez que eu mudava, pra não sofrer, eu me desapegava muito rápido das coisas, não deixava rastros”, conta.
“Minha mãe dizia ‘Tais, pega o endereço da tua amiga para mandar carta”, e eu respondia ‘não, quando eu for embora eu não quero mais falar com ela’, conta. Segundo Tais, isso tem impacto positivo na atualidade. “Hoje eu consigo deixar as coisas para trás e assumir um novo desafio, uma nova oportunidade, de outra forma”, fala. Outro ponto importante das mudanças foi a curiosidade e o aprendizado. Tais sempre teve interesse em descobrir culturas e pessoas diferentes e atribui isso às viagens realizadas.
A relação com a família sempre foi muito boa. Ao todo, são quatro irmãos, um mais velho e o casal mais novo. “Nós somos um ‘familião’, acho que justamente porque a gente se mudava muito e contava uns com os outros. Somos assim, muito unidos até hoje”, conta. Por mais que não morem juntas, ela liga todos os dias para falar com a mãe, com quem tem uma relação de grande cumplicidade. “Continuo sendo a filha dela. Aquilo de ‘pega um casaquinho’, ‘te cuida’, ‘não trabalha tanto’, uma relação boa assim. Não é uma obrigação ir lá na casa dela, eu gosto de ir e faz parte da minha rotina saudável, uma coisa boa”, comenta.

“Um hobby? Eu gosto muito de assistir a séries e de coisas manuais, não sei se é porque minha mãe sempre foi artesã. Eu gosto de ficar com ela lá, ela é costureira, então a gente inventa umas coisas”, fala Tais que, atualmente, precisa encontrar brechas no seu tempo, entre trabalhar 40 horas por semana e seu doutorado, para cultivar plantas e cuidar do seu jardim.
Ao ser questionada sobre o que sonhava ser quando criança, ela permanece em silêncio revirando as memórias. “Acho que todo mundo na vida tem um momento que quer ser professora”, ela fala, mas não associa esse sonho de infância à profissão atual. Com 16 anos a “superboa aluna”, como se autodenominou, terminou o Ensino Médio e pretendia ficar um ano sem estudar para curtir a vida. A mãe, não contente, pediu que a moça prestasse o vestibular. “Eu não sabia o que queria fazer. Uma amiga disse que eu tinha cara de comunicação e fiz o vestibular para Jornalismo”, comenta salientando o estereótipo de quem fala demais atribuído aos comunicadores.
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]]>The post #TEDxUnisinos: Rodrigo Lopes appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na infância, Lopes colecionava as revistas Superinteressante e National Geographic e as camisetas com a palavra “imprensa” presenteadas pela prima jornalista Simone Lopes. O mundo fascinava Rodrigo, e o bairro Bom Fim, onde nasceu e foi criado, logo se tornou pequeno. Os sonhos profissionais, entretanto, passavam longe do jornalismo. Ele queria ser bioquímico, publicitário ou comissário de bordo. Ele brinca que, tirando a parte da química, deu quase tudo certo. “Eu acho que a infância e a adolescência da gente acabam moldando o ser humano que tu és, os interesses que tu tens. Essa curiosidade pelo mundo e pelas diferentes culturas te determinam. Não necessariamente um jornalista, mas um cidadão multicultural”, explica.

No primeiro semestre da faculdade foi contratado como auxiliar de redação da Zero Hora e o contato mais próximo com o mundo jornalístico mostrou que ele havia escolhido o caminho certo. Formado em 2001 pela UFRGS, Lopes embarcava em 2003 para a primeira cobertura internacional, na eleição da Argentina. O final da crise política e da era Menem deram a Rodrigo a chance de se desenvolver como profissional multimídia. Ele começou a passar boletins por rádio e texto. Mais tarde, o vídeo e a TV também se tornariam constantes na vida dele. A série de reportagens “Uma nova chance para a Argentina” rendeu o prêmio Rei da Espanha de Jornalismo.
Após isso, as páginas do jornal começaram a se encher das visões e coberturas de grandes acontecimentos vistos por Rodrigo. “Eu vi que a minha área mesmo era internacional, é o que eu gosto de fazer. Gosto dessa coisa de testemunhar a história acontecendo na tua frente”, explica. E os acontecimentos históricos em que Rodrigo esteve presente foram muitos nos anos seguintes. Morte do Papa João Paulo II, furacão Katrina nos EUA, Guerra entre Israel e o Grupo Libanês Hezbollah (2006), Primavera Árabe, terremoto do Haiti (2010), resgate dos mineiros do Chile, eleições de Obama e Trump e a guerra no Iraque foram alguns dos momentos que o jornalista presenciou.

Sobre os momentos dramáticos vividos em guerra, Rodrigo reforça o papel do repórter (DE) estar no centro dos acontecimentos e como nunca estamos preparados para as situações extremas. “Quando o editor me diz “Rodrigo, vamos para o Líbano”, eu não titubeio, é sonho de uma vida inteira cobrir uma guerra. Embora seja algo dramático, triste e ruim, o ser humano sempre esteve em guerra, então, de um ponto de vista antropológico, é um fenômeno muito interessante. É o auge da carreira de um repórter porque ela te coloca à prova todos os teus saberes e capacidades”, conta.
A emoção também é tema que pauta a escrita de Rodrigo. Para ele, é impossível deixar de lado algo tão importante e impactante vivido durante a cobertura. “Eu não acredito em jornalismo frio, afastado das coisas humanas. Busco dar nome e sobrenome para o que muitas vezes vira números em relatórios frios da diplomacia”, enfatiza.

Foi pensando em compartilhar as experiencias vividas nas coberturas internacionais que em 2012 lançou o livro Guerras e Tormentas: Diário de um correspondente internacional. Unindo 14 coberturas, o livro ficou entre os finalistas do prêmio Jabuti na categoria Reportagem. Foi com o lançamento da obra que Rodrigo recebeu convites para ser professor de Jornalismo. “Gosto muito de compartilhar experiências e com os alunos é uma troca constante. Já não me imagino mais só como repórter, ou só como professor, eu gosto dessa coisa de unir os dois”, resume.
As fronteiras, tema do TEDxUnisinos deste ano, estão presentes em toda a cobertura de Rodrigo. Religiosas, étnicas e territoriais, elas permeiam a vida do correspondente internacional e representam uma mudança para Rodrigo. “Depois que eu volto de uma cobertura, sempre considero que volto melhor, se não for como profissional, ao menos como ser humano”, finaliza.
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]]>The post Luísa Zottis Moraes appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>“Nas fotos da formatura da minha mãe, tem um bebê rechonchudo, de um ano de idade. Esse bebê sou eu. Então, fui às aulas ainda na barriga dela”, brincou. Nascida em Porto Alegre e criada em Canoas, Luísa conta que sempre cultivou paixão pela língua portuguesa e por escrever. “São dois requisitos essenciais para quem está considerando seguir carreira em comunicação”, acrescentou a gaúcha.
Desde pequena, Luísa cultivou interesse pela área da Indústria Criativa. Amor esse que se manifestava nas brincadeiras em casa e no incentivo da mãe, Adriana. “Criava histórias em quadrinhos, brincava de estilista e lia bastante. Gostava muito de ir à Feira do Livro, a exposições e ao teatro. Todas as experiências pelas quais tive oportunidade de passar certamente moldaram quem sou hoje, como pessoa e como profissional”, relembrou.

A relação com a internet começou cedo. Para ela, sua trajetória e o fato de ser uma millennial – como são chamados os nascidos entre o início dos anos 1980 e meados da década de 1990 – foram essenciais. Com 12 anos, criou seu primeiro blog. Aprendeu HTML sozinha e produzia seus próprios templates. Outro de seus interesses é o inglês. “Aos 13 anos, pedi para que a minha mãe me matriculasse na escola de idiomas. Ela não hesitou, e estudei por sete semestres até me formar”, contou. Luísa aprimorou seu inglês por meio de leitura – ela tem uma preferência pelos sites Forbes e Washington Post – e assiste a filmes e seriados em inglês. “Felizmente, agora não preciso mais de legenda”, brincou.
Dentre as memórias dos tempos de universitária no curso de Jornalismo da Unisinos, que frequentou de 2009 a 2014, Luísa destaca as aulas preferidas: Redação Jornalística, ministrada pela professora Anelise Zanoni; Assessoria de Imprensa, com a professora Cybeli Moraes; e Mídia e Cultura, cadeira cuja professora era Jiani Bonin. Foi dessa aula, aliás, que surgiu o tema “identidade cultural”, utilizado no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dela.
Luísa, ainda estudante, foi estagiária da World Resources Institute Brasil (WRI), organização que atua em problemas de mobilidade urbana nas cidades brasileiras. Efetivada após formada, viajou por todo o país. Entrevistou líderes locais, entre eles os ex-prefeitos Fernando Haddad, de São Paulo, e Eduardo Paes, do Rio de Janeiro. Também encontrou figuras internacionais, como a diretora do Bloomberg Philanthropies, Kelly Larson, e o gestor de demanda de viagens da Steer Davies Gleave, Stuart Anderson.
Hoje, com 26 anos, Luísa vive em Washington, nos Estados Unidos. A fluência em inglês pesou muito na decisão de Luísa em sair do Brasil. A família apoiou a escolha, mesmo sofrendo com a saudade. A jovem jornalista largou o emprego no Brasil e foi em busca de oportunidades nos Estados Unidos. “Sabe quando a gente pensa que, por estar em um país diferente, não vai conseguir trabalho na área? Tive muita insegurança. Mesmo assim, mantive o foco na procura por vagas em comunicação. Todos os dias mandava pelo menos duas ou três inscrições para vagas no meu perfil. Em dois meses, recebi a proposta de emprego como analista de comunicação digital na Alliance to Save Energy“, contou.
Luísa foi contratada pela Alliance, trabalhou lá por quase dois anos, como analista sênior da organização, que tem 25 funcionários. Redes sociais, websites, newsletters, hot sites e projetos especiais fizeram parte de sua rotina na empresa. Em setembro de 2017, foi chamada pela The Brookings Institution, uma think tank internacional – instituição que realiza pesquisas nas mais variadas áreas relacionadas à sociedade e promove recomendações em políticas públicas – que supera a casa dos 500 funcionários. É coordenadora de mídias digitais. Além da estratégia digital, começou a trabalhar com relatórios, infográficos e vídeos.
Luísa percebeu, com o tempo, que era uma brasileira vivendo em um país que adota políticas não favoráveis aos imigrantes. “Felizmente, nunca me senti prejudicada ou discriminada. Pelo contrário, desde que cheguei, sempre fui tratada de forma amigável e com muito profissionalismo”. O idioma é a maior barreira, segundo Luísa. “Em termos culturais, os americanos em geral são mais resguardados, e as relações no trabalho são estritamente profissionais”, avaliou.
Contudo, também há diferenças positivas: “Aqui, os profissionais mais seniores encaram os jovens como grandes assets (funcionários jovens que são muito prezados) e valorizam sua opinião. No Brasil, não somos tão levados a sério”. Entretanto, um costume chama a atenção da jornalista: “Ninguém sai para o horário de almoço. Inclusive, reuniões são marcadas ao meio dia!”

No dia 25, no miniauditório D02 216, no campus Unisinos São Leopoldo, Luísa Zottis apresentará a palestra “O desafio de trabalhar com mídias digitais nos Estados Unidos”, às 19h30min. Ela disse estar animada com seu retorno à Unisinos. “Quando eu ainda era aluna, a professora Anelise Zanoni organizou uma palestra com a jornalista gaúcha Larissa Roso, que atuou como repórter no Washington Post. Achei tão legal conhecer sua perspectiva que sugeri a possibilidade de também vir compartilhar a minha experiência com os alunos atuais”, relatou.
Luísa Zottis deixou uma dica para futuros jornalistas que queiram se aventurar no jornalismo de mídias digitais: “Antes de começar a criar conteúdo digital, elabore uma estratégia. A primeira pergunta a fazer é ‘quem é o público que quero atingir?’ A partir daí, estabeleça sua voz”.
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]]>Trabalhando com o pai em uma empresa de Engenharia Elétrica, Marcus tentou seguir na área e iniciou um tecnólogo na Ulbra. Não se entendendo com as Exatas, ele logo percebeu que não seria feliz naquele caminho e decidiu mudar para o Jornalismo. Em 2007 ele entrou no curso. “Foi minha realização, foi tirar um peso das costas quando eu ingressei no curso de Jornalismo”, relembra ele.
Com o exemplo do pai empreendedor, Marcus nunca imaginou trabalhar em algum veículo, mas empreender na Comunicação e principalmente na editoria de esportes. “Eu sempre quis ter o meu próprio negócio. Eu nunca pensei em ‘eu vou fazer Jornalismo para trabalhar em algum veículo’. Eu queria Jornalismo para fazer algo diferente, explorar o que não foi explorado. Queria trabalhar com aquilo que eu gosto, que é o esporte”, comenta ele ao relembrar do início da faculdade.

Apaixonado por rádio, ele começou a trabalhar em 2008 na área e em 2010 a oportunidade de inovar surgiu. “Eu comecei a trabalhar em uma rádio e só falava de futebol, nessa época eu fui do 8 para 80. Comecei a fazer um quadro de curiosidades olímpicas e comecei a pegar o gosto pelas outras modalidades. Foi quando eu vi que ninguém falava sobre isso ninguém explorava essas competências”, recordou Marcus.
Durante a produção desse programa que Marcus percebeu lacunas deixadas pelo Jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul e decidiu preenchê-las. “Criei o site primeiro, trazendo a ideia de histórias e regras dos esportes e depois a coisa foi começando a acontecer”. Após a disciplina de Jornalismo Televisual, com o incentivo da professora Luiza Carravetta, Marcus comprou a câmera e começou a transmitir e filmar jogos das mais diversas modalidade. O nome “travinha” veio logo depois que um amigo relembrou o apelido de infância de Marcus, que parecia ter na trave o alvo dos seus chutes.
Hoje, o Travinha Esportes já se expandiu e virou marca para o jornalismo esportivo do RS, criando inclusive como ramificação o Travinha Comunicações. “A empresa vem do site. Eu não comecei o Travinha como um negócio, a coisa foi acontecendo. Quando eu o fiz, havia paixão por algo que eu gostava”, comenta Marcus. O começo, apesar de ter muita paixão, também trouxe dificuldades. “Para mim era um prazer estar pagando para trabalhar. A dificuldade foi na questão da cobrança de como ganhar dinheiro com isso, foi bem complicado o começo e está sendo até hoje. Você está prestando um serviço e nada disso é de graça, tanto que ninguém vive do amor”, conta ele.

A informação precisa também se tornou um obstáculo ao trabalhar com o esporte no meio amador. “A dificuldade que a gente tem quando vai transmitir o evento é justamente conseguir informações sobre a equipe, histórico e escalação, mas o lado bom é que esse pessoal é muito aberto, vai até o lugar que tu quer para fazer a entrevista e entende eventuais complicações”, explica.
Mesmo com as dificuldades, Marcus relembra da trajetória com amor. Sempre foi fácil encontrar pessoas que apoiassem e ajudassem o site, até mesmo sua noiva Nathália Ely ele conheceu através do Travinha. O reconhecimento das pessoas envolvidas com os clubes sempre é uma motivação segundo Marcus. “A galera reconhece o teu trabalho e isso é muito prazeroso. Eu já tive exemplos em que a torcida gritou o nome do site em competições de patinação. Dificuldades se tem, mas eu acho que tudo é aprendizado. Eu até sou agradecido por elas terem aparecido por me tornar melhor”, resume.
O Travinha vem se renovando e trazendo cada vez mais esportes para o seu grande leque. Patinação, hóquei, rugby, natação, atletismo, vôlei, beisebol fazem parte da rotina diária de notícias do site. Entre regras e modalidades diferentes Marcus recorda que o beisebol e o rugby foram os mais difíceis, mas hoje são os principais públicos do Travinha. “Passei a investir, a me especializar nas modalidades. Ainda tenho muito a aprender, mas aprendi bastante. Eles são os mais desafiadores mas também são os mais apaixonantes. No rugby gaúcho eu estou tendo um acolhimento muito grande, todos os clubes conhecem o Travinha, assim como o beisebol, mas daí é nacionalmente que eles conhecem pois somos os únicos que transmitimos no Brasil.”
Para o futuro, Marcus espera crescer cada vez mais. “Fincar raízes, ser o site referência nesse espaço. O próximo passo é profissionalizar o site e oferecer os serviços com excelência”, sintetiza ele. Apesar de meta para o futuro, o reconhecimento já é algo concreto o Travinha Esportes irá receber o troféu de Destaques Esportivos Afers 2017 como o Programa Esportivo do ano em dezembro, Marcus considera isso uma motivação para continuar.

Como dica para quem quer trabalhar no meio e fazer um conteúdo autoral Marcus afirma que o segredo é ser persistente e ousar. “Fazer o diferente, explorar o que não foi explorado. Tem muita coisa ainda para ser explorada, são várias as modalidades que você pode se tornar especializado nela”, sintetiza.
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]]>Segundo a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos Porto Alegre Anaís Schüler Berton, o publicitário precisa identificar a quem o produto comunica e buscar saber se aquela marca tem um público diversificado ou um nicho específico. “Por exemplo, para uma clientela diversa, posso utilizar a ferramenta de personas para entender as particularidades do meu público. Mas, se o público for bem definido, é preciso buscar entender as características desse consumidor para que a linguagem que for trabalhada na comunicação se aproxime dele”, explica a coordenadora.
Ela diz que a definição do público é feita pela própria empresa e que cabe a eles passar essa informação à agência para que seja possível realizar um aprofundamento dos hábitos e traçar esses perfis de consumidores. “O uso de personas auxilia nesse processo, pois ele é uma ótima maneira de delinear perfis, pois é possível estimar idade, classe social, hábitos de consumo, coisas que o consumidor gosta ou não de fazer, ideologias, etc.”, exemplifica.
De acordo a coordenadora, quando a publicidade é bem feita, a mensagem é transmitida de forma natural. “Ela cria uma identificação rápida com o consumidor, sem que propriamente ele perceba que a propaganda é dirigida para ele”, diz Anaís. Mas ela faz um contraponto ao falar sobre as publicidades apelativas. “Nesse caso fica sempre muito evidente para o consumidor os objetivos do anunciante”, afirma.
Para Sérgio Trein, professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos São Leopoldo, o que a publicidade faz é consolidar marcas e desenvolver relacionamentos. “Nessa ideia de criar relacionamentos, descobre-se quem é o público, se ele já é cliente, se ainda não é, se já está fidelizado, e com isso vai se definindo melhor a estratégia a ser adotada,” exemplifica.
Ele comenta também que ao definir o perfil de público é preciso estar atento ao tempo médio no qual o cliente fica fidelizado a marca. “Para isso, é fundamental que a clientela sempre esteja se renovando. Dessa forma, as marcas estão sempre atrás de novos clientes e buscando um público cada vez mais jovem”, comenta o professor.
Para o coordenador, o grande segredo da publicidade é entender a cabeça do consumidor, quanto mais o publicitário souber quem é seu público, seus gostos, ilusões e fantasias, e principalmente, souber onde estão essas pessoas, quais redes sociais usam, onde elas moram, facilita no processo de comunicação. “Dessa forma, consegue-se, através desses canais, levar uma mensagem mais específica para aquele determinado público, ou aquela determinada pessoa, e isso é que se chama de marketing de relacionamento”, explica.
Sérgio ainda diz que essa definição é fundamental, pois na publicidade o público mais difícil não é o que não gosta da marca, e sim o que é indiferente. “A indiferença é o ponto mais difícil nessa relação, pois o cliente realmente não se importa. A pessoa que não é adepta de uma marca possui uma opinião, pode dar um feedback, e dessa forma é possível trabalhar um produto para ela, em alguns casos conquistando clientes que antes seria impossível”, finaliza.
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]]>Tiago Konrath, formado em Relações Públicas, atua como gerente da sede da Caixa Federal na Unisinos. Apesar de parecer dois eixos distantes, ele nos contou como a graduação ajuda-o constantemente na função.
Antes mesmo de se formar pela Unisinos, em 2004, Tiago já trabalhava na Caixa. Com 16 anos de trajetória na casa, já passou por cidades como Igrejinha, Sapiranga, Canoas, Novo Hamburgo e Ivoti, atuando nos mais diversos setores. Atualmente, voltou ao campus da Unisinos São Leopoldo para exercer a função de gerente geral.

Tiago adora trabalhar por aqui e garante que os clientes também. Afinal, o fato da agência ser no campus da nossa Universidade oferece muitas vantagens: facilidade no estacionamento, ambiente agradável e, principalmente, segurança, que, quando falamos de banco, é algo imprescindível.
Nenhum cargo em que atuou foi relacionado diretamente com Relações Públicas, mas o curso proporcionou seu diferencial no mercado, principalmente pela ênfase no relacionamento. “Todos os bancos possuem o mesmo sistema, o que faz diferença é o relacionamento”. E Tiago preza muito por isso. É através do atendimento, da disponibilidade e das respostas diferenciadas que fazem com que ele conquiste – e fidelize – os clientes. Afinal, o cliente quer comodidade, e é preciso tornar a experiência deles cada vez melhor e mais fácil.
Para ele, o planejamento de comunicação é essencial no trabalho de Relações Públicas. E, sim, ele faz uso disso sempre. Seja para projetos ou para controlar o trabalho em equipe. É um sistema extremamente importante para contornar feedbacks negativos e gerir conflitos.
Quando questionado em relação a sonhos e objetivos futuros, o RP tem como meta chegar até os 40 anos com um novo projeto paralelo em andamento. Talvez na área de comunicação, na docência ou algo totalmente diferente. Ainda está na fase do planejamento.
Por último, Tiago deixa um recado para o pessoal da área de comunicação: “Não se isole! Isolamento não significa somente não falar com ninguém. A tua exposição exagerada pode gerar teu isolamento, pois pode afetar tua credibilidade e o networking, que é tão importante nessa profissão”.
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