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Arquivos musica - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/musica/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 18 Sep 2020 16:05:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Fotógrafo organiza exposição virtual de seus trabalhos https://mescla.cc/2020/08/31/fotografo-organiza-exposicao-virtual-de-seus-trabalhos/ https://mescla.cc/2020/08/31/fotografo-organiza-exposicao-virtual-de-seus-trabalhos/#respond Mon, 31 Aug 2020 20:58:00 +0000 http://mescla.cc/?p=13803 O fotógrafo Maciel Goelzer, que trabalhou no Departamento de Difusão Cultural (DDC) da UFRGS de 2013 a 2019, trouxe ao público a exposição fotográfica virtual “Imagens sentidas, imagens vividas”, composta por registros que ele fez nesse período. Tratam-se de fotos de apresentações que ocorreram pelo Unimúsica – um projeto cultural criado pela universidade para a […]

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O fotógrafo Maciel Goelzer, que trabalhou no Departamento de Difusão Cultural (DDC) da UFRGS de 2013 a 2019, trouxe ao público a exposição fotográfica virtual “Imagens sentidas, imagens vividas”, composta por registros que ele fez nesse período. Tratam-se de fotos de apresentações que ocorreram pelo Unimúsica – um projeto cultural criado pela universidade para a difusão da música popular brasileira. Artistas como Adriana Calcanhotto, Tom Zé, Arnaldo Antunes, entre outros, já passaram pelo projeto e tiveram suas apresentações registradas pelas lentes de Goelzer.

A ideia de organizar esse trabalho surgiu quando o fotógrafo se deparou com fotos antigas que ele fez. Isso levou Goelzer a refletir sobre o que aquelas imagens representaram para ele no período em que foram registradas e o que representam agora, com toda a vivência que ele teve desde então. Então, ele decidiu fazer um recorte do seu período como fotógrafo do DDC. “Isso é uma coisa que eu gosto na fotografia: a possibilidade de voltar para algo que aconteceu, mas com a experiência e vivência que a gente tem agora”, comenta o fotógrafo.

A exposição foi realizada por meio de cinco vídeos curtos onde são mostradas as fotos juntamente com depoimentos de Goelzer sobre como ele se sentiu durante as apresentações expostas. O fotógrafo escolheu esse formato para agregar sua voz com as fotografias e, com isso, dar um sentido para elas além do que é captado pelos olhos. “Se eu trouxesse palavras escritas, eu me expressaria pela voz de outra pessoa que estivesse lendo. Colocar a minha voz na imagem é algo muito mágico para mim”, explica.

O fotógrafo Maciel Goelzer teve a ideia de fazer a exposição ao se deparar com trabalhos antigos seus | Foto: Arquivo pessoal

Para Goelzer, é importante manter a produção e os eventos culturais em meio à  pandemia do novo coronavírus para os artistas deixarem claro que ainda estão vivendo. “É muito importante para colocar o corpo da obra e o corpo do artista em um lugar, mesmo que seja um lugar pandêmico. É isso o que a gente pode fazer agora, depois a gente não sabe ainda”, defende.

Porém, segundo o fotógrafo, exposições culturais são um desafio em meio a esse cenário. “É muito difícil para quem vive de cultura estar preso nessa realidade, enfrentando dificuldades que vão desde emocionais até sanitárias, e mesmo assim atuar na criação, produção e difusão da arte”, lamenta Goelzer. “E em exposições virtuais, é muito complicado fazer com que ela aconteça e seja consumida, compreendida e apreciada pelo público. A arte, agora, precisa de mais força do que antes.”

Quem tiver interesse em conferir os vídeos que compõem a exposição “Imagens sentidas, imagens vividas”, pode acessá-los através do YouTube, Instagram, Twitter e Facebook do DDC da UFRGS.

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Beta Redação traz o efeito da pandemia na economia criativa https://mescla.cc/2020/07/21/beta-redacao-traz-o-efeito-da-pandemia-na-economia-criativa/ https://mescla.cc/2020/07/21/beta-redacao-traz-o-efeito-da-pandemia-na-economia-criativa/#respond Tue, 21 Jul 2020 17:57:46 +0000 http://mescla.cc/?p=13574 A pandemia do novo coronavírus atingiu também as atividades da Beta Redação, o portal jornalístico desenvolvido pelos alunos do curso de Jornalismo da Unisinos. A Beta, como é carinhosamente conhecida, é um dos momentos mais aguardados pelos futuros jornalistas. Ela é um produto do Laboratório de Jornalismo, conjunto de atividades práticas avançadas, realizadas pelos estudantes […]

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A pandemia do novo coronavírus atingiu também as atividades da Beta Redação, o portal jornalístico desenvolvido pelos alunos do curso de Jornalismo da Unisinos. A Beta, como é carinhosamente conhecida, é um dos momentos mais aguardados pelos futuros jornalistas. Ela é um produto do Laboratório de Jornalismo, conjunto de atividades práticas avançadas, realizadas pelos estudantes no final do curso. A Beta é dividida nos temas Esporte, Cultura, Política, Economia e Geral. Os alunos trabalham em grandes reportagens em cada uma delas, uma por semestre. O resultado são materiais jornalísticos bem elaborados. No primeiro semestre deste ano, a Beta teve que se adaptar para realizar todas as atividades de forma remota.


“É uma atividade eminentemente prática e tivemos que inverter a orientação de sempre”, explica o professor Felipe Boff, um dos editores. “Em vez de pedir aos repórteres para irem às ruas desenvolver suas pautas, buscando fazer as entrevistas pessoalmente, pedimos que fizessem toda a apuração jornalística em casa, respeitando o isolamento social.”


Essa forma alternativa de trabalhar acabou abrindo uma janela nova: a possibilidade de trazer um outro olhar para a Indústria Criativa, ambiente do qual a Beta Redação faz parte. A ideia partiu da professora Luciana Kraemer, também editora do portal jornalístico. A inspiração veio logo após o lançamento do estudo “Impactos econômicos de atividades culturais: o caso da música”, desenvolvido pelo Governo Estadual. “A pesquisa revelou, por exemplo, que eventos musicais são um motor de desenvolvimento local, porque mobilizam comércio, hotelaria e toda uma rede de profissionais que a gente nem imagina”, comenta Luciana. 


A ideia, então, seria colocar a música no foco de uma série especial de matérias, o que permitiria também falar sobre cultura, uma área que, para Luciana, vem sendo desprezada pelo Governo Federal. “Tanto em termos de representatividade de gestão, há uma falta total de política pública para o setor”, avalia a professora.


Para Felipe, abordar a cultura dentro da economia gaúcha foi importante para discutirmos sua importância. “É uma das áreas mais impactadas pelas consequências da pandemia. Então, unimos esforços dos repórteres para traçar um panorama de como as atividades criativas — especialmente as ligadas à música — estão enfrentando a crise”, explica o professor. Nas matérias, os alunos buscaram mostrar as alternativas e projeções sob o aspecto do emprego e da geração de renda.

Portfólio musical


A primeira matéria, “Os desafios da economia criativa na pandemia”, traz um panorama sobre a situação do setor no Estado, além de números levantados por pesquisas, entre elas, o estudo “Covid-19 nos Setores Cultural e Criativo do Brasil”. Outros pontos abordados são: artistas que fazem muito com poucos recursos e  pessoas que têm dificuldades com tecnologia, cujo isolamento e o convívio majoritariamente virtual acaba tornando a atividade mais difícil.


A reportagem “No RS, eventos musicais geram emprego para mais de 60 ocupações” aborda como vários setores se beneficiam da música. Em torno de shows, apresentações e concertos, o ramo musical movimenta empregos direta e indiretamente. Em um momento como esse, não são apenas os músicos que sentem o impacto do distanciamento: profissionais ligados à produção, serviços especializados, captação, contabilidade e fiscalização são afetados de uma forma ou outra. Cultura e economia são duas peças importantes que funcionam lado a lado.


Para os músicos, a principal saída foi a adaptação ao mundo digital. Na matéria “Do palco às plataformas digitais”, bandas tradicionais do Estado, como Tchê Guri e Terceira Dimensão, mostram como estão transformando sua própria performance para alcançar o mundo digital e garantir o apoio dos fãs. Nesse contexto, plataformas de streaming, como o Spotify, ajudam as bandas a garantir audiência. 


Já em relação à música erudita, a reportagem “Silencia o cenário musical” apresenta dois maestros e uma violinista em busca de novas formas de sobreviver a um momento em que concertos e ensaios no palco não são mais possíveis. Para esses músicos, a adaptação ao meio digital exige uma estrutura que por vezes não consegue ser alcançada. Acrescente às dificuldades a característica do público, que não costuma frequentar lives e encontros virtuais.


E quanto aos outros profissionais, como no caso da matéria “Produtoras de shows ainda não conseguem estipular prejuízo”, o momento ainda é de cautela e cálculos. Um dos primeiros a fechar as portas e provavelmente um dos últimos a reabrir, o setor de entretenimento ficou comprometido neste primeiro semestre, e o cenário futuro não traz promessas de melhora. Sem a venda de ingressos e de eventos, não é possível produzir renda alguma. Em “Adiamento de shows impacta na renda de motoristas particulares”, é possível acompanhar o dilema de quem utiliza a atividade de transporte particular ou por aplicativos para complementar a renda — em alguns casos, todo o sustento é proveniente dali.

No modo remoto, os repórteres continuam por perto


Mesmo com todas as dificuldades impostas pelo isolamento social e o trabalho remoto, o saldo foi positivo. “Acredito que foi de enorme aprendizado para todos”, avalia Luciana. “O comprometimento dos alunos com as publicações e o engajamento para enfrentar esse momento contou 110% para que conseguíssemos produzir todo esse material.”


As matérias da Beta Economia podem ser encontradas diretamente nos links dos títulos acima. Todos os semestres, as produções continuam trazendo assuntos do momento e reflexões jornalísticas.

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Um baterista entre nós https://mescla.cc/2020/07/10/um-baterista-entre-nos/ https://mescla.cc/2020/07/10/um-baterista-entre-nos/#respond Fri, 10 Jul 2020 17:47:25 +0000 http://mescla.cc/?p=13512 Indo para as aulas, sentados no trem, esperando o circular. Os fones de ouvido são acessórios que fazem parte da rotina da maioria dos estudantes. Seja para escutar podcast ou ouvir música, as plataformas de streaming são aplicativos obrigatórios nos celulares. Em algumas situações, essa relação é tão forte que só escutar não basta, é […]

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Indo para as aulas, sentados no trem, esperando o circular. Os fones de ouvido são acessórios que fazem parte da rotina da maioria dos estudantes. Seja para escutar podcast ou ouvir música, as plataformas de streaming são aplicativos obrigatórios nos celulares. Em algumas situações, essa relação é tão forte que só escutar não basta, é preciso produzir. E é um desses casos que vamos conhecer hoje, no segundo texto da série #nossostalentos.

A arte como resistência


A comunicação e a cultura acabam se relacionando, seja como lazer ou como carreira. Além de hobby, a arte também tem uma função política. E foi depois de ter compreendido isso que o estudante de Jornalismo, Gabriel Ost, se reconheceu como artista pela primeira vez. “No momento em que adquiri a consciência do meu papel, ouvi a voz do Tio Ben dizendo ‘com grandes poderes, vem grandes responsabilidades’”, brinca o estudante.

Cena de Homem Aranha (2002) | Reprodução: giphy


A música entrou na vida do Gabriel ainda durante o Ensino Fundamental, quando começou a tocar na banda marcial da escola. Mas foi na orquestra do colégio que aprendeu a tocar bateria. Aos 12 anos, ganhou o instrumento dos pais e esse foi o maior incentivo que recebeu da família. “Esse foi todo o apoio que eles conseguiram expressar, não vou reclamar, se não fosse isso, nunca teria comprado uma”, explica Gabriel.


A Virgo existe desde 2016, mas a entrada do Gabriel só aconteceu na metade de 2018. Apesar de não se situarem em um único gênero, recentemente, a banda foi colocada na playlist Indie Brasil do Spotify. Pega teu fone de ouvido e escuta o primeiro álbum da banda, Sofá 7, enquanto lê essa matéria.


A banda tem forte atuação em Novo Hamburgo e é composta pelo Gabriel, Pedro Meyer, Mauricio Catanio e Rafael Decarli. É na cidade que o artista encontrou uma comunidade que ajuda e fomenta a cultura. Músicos, pintores, fotógrafos, escultores, dançarinos e atores. Cada um deles com sua própria arte e apoiando outros. “Crescer sozinho não é crescer. Essa galera nos inspira, sejam outros artistas ou quem cola nos nossos shows.”


Desde a sua constituição, A Virgo já lançou um EP, alguns singles e, recentemente, lançaram o primeiro álbum. É complicado para um artista explicar quais são suas inspirações e, conversando com o Gabriel, não foi difícil perceber isso. “Não sei te dizer, cara, é tudo o que a gente ouviu que nos faz lembrar estar sentado num sofá”, conta. Algumas influências para o álbum, então, acabaram sendo Puma Blue, Homeshake e Prince.


A música está presente na vida de todas as pessoas. Na trilha sonora dos filmes, nas propagandas e nos aplicativos de streaming de música. Talvez, por ser tão naturalizada, as pessoas esquecem da sua real importância. É por isso que os artistas têm que estar, constantemente, se reafirmando para a sociedade. “Imagina se fosse possível a música fazer greve, um dia inteiro sem uma melodia soar na face da Terra. Ser artista é resistir”, desabafa o baterista. Para Gabriel e a banda, resistir se torna ainda mais trabalhoso. Por serem artistas autorais e independentes, é ainda mais difícil lutar contra os algoritmos dos aplicativos e serem ouvidos – seja para encontrar visibilidade no trabalho e como indivíduos.


Durante a quarentena, a banda ficou dividida fisicamente, uma vez que cada integrante mora em uma cidade diferente. Eles ainda tentam produzir e trabalhar juntos, mesmo que de forma remota, mas, agora, sem retorno financeiro algum. Mesmo que as entradas dos shows fossem gratuitas, passar o chapéu sempre ajudou um pouco. Mas não quer dizer que o trabalho tenha acabado. A banda produziu o primeiro álbum e o Gabriel está bolando os clipes com as imagens de acervo deles. 


“Cada um pega numa ponta pra não deixar a peteca cair.” Gabriel conta que produzir é um enorme desafio, por conta da pandemia e do isolamento social. A “gasolina da arte”, segundo ele, é a troca de experiências com as pessoas, o que não está acontecendo nesse momento. Mesmo diante dessa dificuldade enquanto artista, o músico acredita que estar na Virgo é o que já fez de mais significativo.

“As pessoas não gostam de artistas, gostam de gente famosa”, conta o estudante sobre os desafios de estar em uma banda independente | Créditos: Douglas Hanauer


Ser estudante de Jornalismo e músico formam a identidade de Gabriel. Duas profissões que têm sofrido muito neste momento, tanto por questões políticas como econômicas. “Não quero que sintam pena de mim por isso, nem nada parecido, mas gostaria de uma atenção maior da sociedade pra essas profissões”, conta – já explicando como muita gente não considera artista como uma carreira. Na opinião dele, as pessoas confundem ser artista com ser famoso e isso invisibiliza o artista local. “Se o cidadão não quer ouvir o artista autoral independente, o bar não vai contratar ele”, explica. Dessa forma, quem ainda tem um retorno financeiro melhor, além de  conseguir agenda facilmente, são os músicos que abrem mão do som autoral e só trabalham com cover.


Em junho, A Virgo lançou o single do álbum “Puma Blue” – composto pelo  Rafael durante a quarentena. Além disso, a banda também trabalha com outros projetos, todos relacionados com as músicas. “Nos enxergamos muito mais como produtores de conteúdo num geral, com músicas, clipes, vlogs e agora podcast. Isso dá uma dinamizada no nosso brainstorm e aumenta a possibilidade do que podemos fazer”, explica.


Certa vez, perguntaram para Gabriel qual show ele iria, se este fosse o último da vida dele. A resposta foi simples: “no meu”. “Nada pra mim é mais satisfatório do que tocar”, conta. O baterista explica que, mesmo a resposta permanecendo a mesma, ele passou por uma crise artística. Perdeu o prazer de fazer shows por se preocupar e se cobrar demais. Aos poucos, ele se recupera e, para suprir a vontade de criar – já que não pode tocar bateria no apartamento -, ele desenha. 


Para depois da pandemia, Gabriel entende a importância de uma remodelagem no formato dos shows, uma vez que as pessoas vão demorar para recuperar a confiança de ir em eventos como esse. Mesmo tendo consciência disso, a animação do artista é grande ao pensar em tocar com a banda novamente. “Ainda assim, estamos prontos pra, quando acabar o vírus, fazermos um baita show em qualquer lugar que a gente conseguir. Pode ser numa praça, na rua, eu não tô nem aí, só queremos comemorar a volta segura da socialização”, explica.

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Projeto auxilia artistas negros a se lançarem na música https://mescla.cc/2020/06/15/projeto-auxilia-artistas-negros-a-se-lancarem-na-musica/ https://mescla.cc/2020/06/15/projeto-auxilia-artistas-negros-a-se-lancarem-na-musica/#respond Mon, 15 Jun 2020 20:49:37 +0000 http://mescla.cc/?p=13290 A presença negra dentro das artes não é uma discussão inédita. Mesmo assim, ainda há uma longa estrada a ser percorrida para que todas as etnias tenham o mesmo espaço e visibilidade que os brancos já possuem há muito tempo. Dentro da música, iniciativas estão sendo feitas com a intenção de dar protagonismo para artistas […]

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A presença negra dentro das artes não é uma discussão inédita. Mesmo assim, ainda há uma longa estrada a ser percorrida para que todas as etnias tenham o mesmo espaço e visibilidade que os brancos já possuem há muito tempo. Dentro da música, iniciativas estão sendo feitas com a intenção de dar protagonismo para artistas negros. É o caso do projeto Tem Preto no Sul, uma iniciativa do coletivo Stay Black, de Pelotas.

O Stay Black se dedica a organizar eventos de rua gratuitos, fazer rodas de conversa e trazer artistas negros de várias partes do Brasil para que seus trabalhos tenham um público cada vez maior. Agora, o coletivo está lançando seu mais novo trabalho, o programa Tem Preto no Sul, graças ao patrocínio conquistado no programa Natura Musical, que anualmente seleciona iniciativas voltadas à música para receberem apoio financeiro.

O intuito do projeto Tem Preto no Sul é ajudar a lançar novos artistas negros na cena musical do Rio Grande do Sul. Para isso, serão selecionados três músicos negros do Estado para receberem oficinas de produção musical, composição e expressão corporal a fim de dar a eles toda a experiência necessária para se lançarem na música. Além disso, cada artista também vai gravar um EP com até três faixas custeado pelo projeto.

Esse é o primeiro projeto do grupo que recebe apoio financeiro via edital. Normalmente, todos os trabalhos são realizados de forma independente. A equipe por trás da iniciativa é composta somente por pessoas negras, o que, segundo o produtor geral do Tem Preto no Sul e um dos fundadores do coletivo Stay Black, Lucas Uilson da Silva, é uma forma de criar oportunidades em outras áreas operacionais do meio produtivo da música.

“Através da criação desse espaço e fomento de uma cena onde estamos no protagonismo, acreditamos que vamos impactar não só em nosso meio, mas na sociedade em geral, revolucionando um mercado que até então nos trata como recorte, nos colocando sempre numa posição de cotas em que nunca podemos ser todos ou ser muitos, sempre somos um ou dois”, explica Lucas, também conhecido pelo nome artístico de Zilladxg.

A imagem pode conter: texto
Selecionados no programa terão aprendizados sobre o mercado musical e gravarão EP’s. Inscrições vão até o dia 20 de junho

O racismo estrutural diminui o espaço negro na música

Zilladxg defende que a baixa visibilidade negra dentro da música é um reflexo do racismo estrutural da sociedade. Conforme o produtor, existe um número cada vez maior de negros na música, mas muitos acabam desistindo por conta da invisibilização, da falta de recursos e oportunidades.

“Quem majoritariamente detém os recursos são pessoas brancas, sejam elas produtoras, empresárias, gerentes de marcas que patrocinam o meio cultural, donas de casas de shows, mídias etc. Enquanto o racismo e o privilégio de classes não forem postos na área central do debate e a presença negra nessas áreas ainda for pequena, as oportunidades seguirão nos desfavorecendo”, afirma.

O músico, poeta e educador popular Richard Burgdurff, conhecido pelo nome artístico de Richard Serraria, acrescenta que os negros sempre tiveram uma presença na música ao longo da história do Rio Grande do Sul. Porém, o racismo estrutural da sociedade apagou a identidade deles, principalmente por causa do tradicionalismo gaúcho.

“O tradicionalismo constrói um folclore que boa parte da sociedade gaúcha toma como oficial e que passa a vigorar como uma verdade. E, nesse folclore, não existe a presença negra. Mas a cultura negra existe e é forte até hoje, inclusive dentro da música. A riqueza do Estado foi construída com mão de obra negra. Então, como pode não haver presença negra na música?”, questiona Richard, que é doutor em Estudos de Literatura Brasileira pela UFRGS.

iniciativas como a Tem Preto no Sul, na opinião de Richard, são importantes para furar bloqueios e mudar o cenário atual da música, em que os negros encontram maior dificuldade de produzir, apresentar e disseminar sua obra. “O racismo e a desigualdade social levam muitos artistas negros a não terem boas condições de gravar suas músicas. Toda brecha, todo espaço que houver para mudar esse cenário e incluir esse tipo de conteúdo, eu considero boa”, defende.

Para Zilladxg, episódios como o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, e do menino João Pedro e da vereadora Marielle Franco, no Brasil, não são nenhuma novidade para a população negra. O genocídio da população preta, acredita o produtor, perdura por séculos, se agigantou e ficou cada vez mais incabível nas últimas décadas.

“Nossa organização trabalha para dar voz e vez para essa camada da sociedade historicamente marginalizada e que muito contribui para o nosso país, econômica e culturalmente”, avalia Zilladxg. “Nossas vidas e sonhos devem ser levados a sério. E essa não deve ser uma missão somente das pessoas pretas. Toda sociedade deve e precisa reconhecer essa contribuição e agir para sanar essa triste realidade. Essa deve ser uma luta de todos.”

Os interessados em se inscreverem no projeto Tem Preto no Sul podem fazer sua inscrição por meio deste formulário até o dia 20 de junho.

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Festival Espacial da Querência Internética trará diversidade musical https://mescla.cc/2020/05/29/festival-espacial-da-querencia-internetica-trara-diversidade-musical/ https://mescla.cc/2020/05/29/festival-espacial-da-querencia-internetica-trara-diversidade-musical/#respond Fri, 29 May 2020 19:55:54 +0000 http://mescla.cc/?p=13182 A arte e a cultura não podem parar, mesmo com o novo coronavírus impedindo que aglomerações sejam feitas. E o curso de Produção Fonográfica da Unisinos decidiu adaptar suas atividades para que possam ocorrer com segurança nessa situação. Uma delas é o seu Festival Espacial da Querência Garagística, que foi rebatizado esse ano para Festival […]

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A arte e a cultura não podem parar, mesmo com o novo coronavírus impedindo que aglomerações sejam feitas. E o curso de Produção Fonográfica da Unisinos decidiu adaptar suas atividades para que possam ocorrer com segurança nessa situação. Uma delas é o seu Festival Espacial da Querência Garagística, que foi rebatizado esse ano para Festival Espacial da Querência Internética e estará disponível online no dia 4 de junho, a partir das 20 horas.

O festival é uma realização dos alunos do curso de Produção Fonográfica e está indo para sua quinta edição. Ele é resultado da cadeira de Projeto IV – Festival, onde os estudantes aprendem, na prática, como organizar um festival de música. O professor responsável pela disciplina, Frank Jorge, que também coordena o curso de Produção Fonográfica, diz que a ideia do evento  é apresentar bandas e músicos emergindo de todas as regiões do Rio Grande do Sul e garantir uma boa variedade musical.

“Tanto para os alunos organizadores quanto para o público, é importante trazer um festival que dialogue com diversos estilos musicais e respeite todos igualmente. É um evento de caráter amplo e libertário, não segregacionista”, explica o coordenador.

O professor conta também que o festival será composto por uma série de vídeos dos artistas convidados tocando suas músicas, que serão postados no Instagram do curso por meio do IGTV. A produção do material também ficou por conta dos estudantes.  E o encarregado por fazer a apresentação do evento é o professor Porã, que entende  a necessidade do formato digital como uma oportunidade que vai abrir portas para novos trabalhos da Produção Fonográfica.

“Manter a essência do festival em uma nova plataforma é um caminho para que a gente possa explorar mais esse formato em outras atividades do curso, possíveis outros festivais e iniciativas do curso que vão surgir. Conseguir manter o festival nesse ano tão complicado que estamos vivendo é o mais legal nisso tudo. As bandas e os alunos se empenharam ao máximo. Tenho certeza que o que temos aqui é uma perspectiva bastante inovadora”, diz o professor.

Edição online do festival trará uma enorme variedade musical graças aos esforços dos alunos

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Luz e som como elemento narrativo https://mescla.cc/2020/03/05/luz-e-som-como-elemento-narrativo/ https://mescla.cc/2020/03/05/luz-e-som-como-elemento-narrativo/#respond Thu, 05 Mar 2020 19:49:16 +0000 http://mescla.cc/?p=12888 Mirella Brandi e Muepetmo se conheceram em 2006, a partir de um projeto de multilinguagens chamado OP1. Mirella era artista multimídia e designer de luz, enquanto Muepetmo, cujo nome artístico é um anagrama de “meu tempo” e seu nome verdadeiro é Fabio Villas Boas, atuava como músico, compositor e engenheiro de som. O primeiro trabalho […]

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Mirella Brandi e Muepetmo se conheceram em 2006, a partir de um projeto de multilinguagens chamado OP1. Mirella era artista multimídia e designer de luz, enquanto Muepetmo, cujo nome artístico é um anagrama de “meu tempo” e seu nome verdadeiro é Fabio Villas Boas, atuava como músico, compositor e engenheiro de som. O primeiro trabalho envolvia um corpo em cena, luz, vídeo e música, sem que nenhuma destas linguagens tivesse protagonismo. 

O processo criativo foi baseado na optical art (obras baseadas na ilusão de ótica) e na confluência entre luz, imagem, música e corpo. Com o tempo foram retirando alguns elementos de cena, como o corpo e a projeção, até restar apenas luz e som.  

“Então, começamos a entender uma outra linguagem, um outro modo de utilizar a luz. Ela deixou de ser uma ferramenta para iluminar e começou a ser compreendida, assim como a música, como uma possibilidade de percepção para as pessoas. – Mirella Brandi

Então, a luz ganhou uma importância maior em suas performances. Assim, vieram outros trabalhos como Transtorno, Outro , Rente e Vampyroteuthis Infernalis. Uma parceria que existe até hoje e rendeu prêmios como o Rumos Itaú Cultural (2006), Rumos Música (2010/2012) e Caixa Cultural (2009), além de estabelecer e reconhecer os artistas estabeleceu no nicho do cinema expandido. 

Axioma.8

Axioma significa uma sentença ou proposição que não é provada, mas considerada como óbvia ou como um consenso inicial para a construção e aceitação de uma teoria. Para Mirella e Muep, Axioma é como uma névoa cerebral. Trata-se de verdades inquestionáveis, uma hipótese inicial, ou um princípio. 

A performance que mescla elementos de luz e som traz uma complexa composição musical, o trabalho envolve gravações de piano e instrumentos acústicos propositalmente adulterados com vozes processadas digitalmente em tempo real. Uma experiência imersiva cuja narrativa quem cria é o próprio público.

Confira os vídeos:

Vídeo: Divulgação
Vídeo: Divulgação

O jogo de luz emulado pela artista Mirella Brandi constrói um ambiente propício para se imaginar, afinal, a ideia é fazer um deslocamento. Viajar para outro país ou até mesmo um outro planeta. Quem cria o roteiro é o espectador. A trilha sonora desenvolvida por Muep também é crucial para a imersão, com sons que podem remeter a memórias e lugares. Sobre a história criada pelos artistas, eles preferem manter em segredo. 

Se a gente contar o início de onde estas cenas aconteceram, de onde veio a composição musical, a gente está direcionando essas pessoas para que elas entendam o show ou espetáculo como a gente entende. Não é o nosso propósito, nosso propósito é deixar elas livres para levar essas histórias para onde elas quiserem. – Mirella Brandi

A gente vive na era da emulação, não? Então, a gente emula sensações com equipamentos originais. Talvez, possamos emular a ideia do que temos como ponto de partida. Mas, você pode ir para qualquer lugar (com a sua compreensão), você pode ir para a china. – Muepetmo

Em Axioma, Mirella e Muep voltaram a usar a projeção em cena, um elemento que esteve em suas primeiras performances, mas ficou de lado por algum tempo. “A gente foi deixando de usar o projetor, porque ele preenchia demais a cena, quando você projeta um vídeo ou um filme, a projeção é carregada de códigos, então, não sobra espaço para outras linguagens”, conta Mirella. A performance de Axioma recupera o projetor, mas o utiliza como fonte de luz. 

Foto: Divulgacão
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um trabalho para ser deslocado

Uma das características de Mirella e Muep é criar projetos não destinados a um espaço específico. Por exemplo, a performance VAMPYROTEUTHIS INFERNALIS, foi exibida ao ar livre, dentro de um bosque, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Este mesmo projeto foi apresentado em uma galeria, na cidade de Berlim. 

O espaço em que os projetos são apresentados também influencia na percepção do público. Em uma das exibições de RENTE, o local disponível era muito pequeno. Mirella conta que a situação de estar apertado levou as pessoas a criarem histórias meio sinistras. “Teve um cara que veio falar com a gente, dizendo que tinha entendido a história e se visto naquele barco de refugiados. Ele viu que o barco virou e todo mundo caiu no meio do oceano. Estava escuro. Então, ele ouviu uma criança gritando”, conta a artista. Apesar de esta não ser a história inicial, a performance ocorreu na Europa, onde a situação dos refugiados era muito presente.  

Performance imersiva inspirada no livro Vampyroteuthis Infernalis de Villem Flusser. (Foto: arquivo)
A performance pode ser apresentada tanto em ambientes abertos como fechados. (Foto: arquivo)
A obra do filósofo Vilém Flusser é transformada pelos artistas em realidade amplificada. (Foto: arquivo) 

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Agexcom dá uma mãozinha em trabalho de Produção Fonográfica https://mescla.cc/2019/11/29/agexcom-da-uma-maozinha-em-trabalho-de-producao-fonografica/ https://mescla.cc/2019/11/29/agexcom-da-uma-maozinha-em-trabalho-de-producao-fonografica/#respond Fri, 29 Nov 2019 20:45:49 +0000 http://mescla.cc/?p=12430 Sete estudantes do curso de Produção Fonográfica da Unisinos foram incumbidos de produzir e apresentar um podcast com temática de livre escolha para a disciplina de Desenvolvimento de Produto Web. Mas o grupo contou com uma ajudinha extra. Fábio da Rosa da Silva, Felipe Carlesso, Fernanda Cardoso Borges, Gabriel Zamboni Tisott, Rafael Iuchno, Julio Castro […]

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Sete estudantes do curso de Produção Fonográfica da Unisinos foram incumbidos de produzir e apresentar um podcast com temática de livre escolha para a disciplina de Desenvolvimento de Produto Web. Mas o grupo contou com uma ajudinha extra. Fábio da Rosa da Silva, Felipe Carlesso, Fernanda Cardoso Borges, Gabriel Zamboni Tisott, Rafael Iuchno, Julio Castro Pereira e Yuri Maia receberam apoio da Agexcom para a realização desse trabalho.

O trabalho consistia em criar algum material que fosse postado na internet, e o grupo optou por um podcast. A ideia foi muito bem recebida por Erica Hitawashi, professora da turma. Ela afirma que o podcast é um dos meios de comunicação mais fortes no momento. “É algo muito em alta. Na verdade, ele surgiu quase que junto com a internet, mas só agora está tendo destaque. E, para mim, o fato de veículos de imprensa de alcance nacional estarem investindo nisso é a maior prova de que o formato podcast é um sucesso”, avalia Erica.

Claro que o assunto desse podcast não poderia ser outro do que a paixão que une não só os integrantes do grupo, mas também vários alunos de Produção Fonográfica: a música. Mais especificamente, o rock. E assim surgiu o RockCast Unisinos 2019.

Feitos os roteiros dos quatro episódios e as gravações, faltava apenas dar o toque final. Foi aí que a Agexcom entrou em cena. O professor Daniel Pedroso ajudou a montar toda a estrutura do programa, enquanto o estagiário Ericks de Magalhães fez as edições de áudio. Andrei Krummenauer, estagiário de direção de arte, criou as ilustrações para serem usadas de capa nos episódios.

Essa foi a primeira experiência dos alunos com produção de podcast, e todos ficaram bastante satisfeitos com o trabalho entregue. “Ficamos até surpresos com o resultado, já que não tínhamos experiência nenhuma com esse formato. Na nossa visão, ficou bem legal!”, disse Julio Castro Pereira, um dos apresentadores do programa ao lado da colega Fernanda Cardoso Borges.

Erica, que também ficou muito contente com o resultado, ressaltou que o papel da Agex nesse podcast fez a diferença. “Graças à agência, o RockCast Unisinos 2019 ficou igual aos podcasts feitos por profissionais experientes”, elogiou a professora.

Ilustração criada na Agexcom para o RockCast Unisinos 2019 | Arte: Andrei Krummenauer

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Festival Kino Beat traz arte em movimento https://mescla.cc/2019/11/27/festival-kino-beat-traz-a-arte-em-movimento/ https://mescla.cc/2019/11/27/festival-kino-beat-traz-a-arte-em-movimento/#respond Wed, 27 Nov 2019 17:50:33 +0000 http://mescla.cc/?p=12376 Música, fotografia e vídeo são apenas algumas das linguagens que vão tomar conta da cidade de Porto Alegre durante o Festival Kino Beat. O evento, que teve início na terça-feira (26), vai até o domingo (1º de dezembro) com diversas atividades gratuitas em diferentes espaços da capital. Neste ano, o tema é “Arte em Movimento”, […]

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Música, fotografia e vídeo são apenas algumas das linguagens que vão tomar conta da cidade de Porto Alegre durante o Festival Kino Beat. O evento, que teve início na terça-feira (26), vai até o domingo (1º de dezembro) com diversas atividades gratuitas em diferentes espaços da capital. Neste ano, o tema é “Arte em Movimento”, o que mostra a natureza de constante transformação do Festival, que busca expandir ainda mais suas possibilidades de atuação.    

No primeiro dia, o Teatro Unisinos recebeu a visita da avatar digital Yona, uma auxaman (humana auxiliar) criada pelo iraniano Ash Koosha. Yona, a primeira de uma raça de seres virtuais, é uma artista virtual, que cria suas músicas usando dados da internet, inteligência artificial e ferramentas generativas. 

Uma das músicas desenvolvidas pela avatar Yona está disponível no YouTube
Vídeo: Divulgação

O evento também conta com uma intervenção urbana traduzida no projeto “A poética dos fungos”, desenvolvido pela fotógrafa Tuane Eggers. Foi a partir da observação que a artista criou um ensaio fotográfico dedicado à existência dos fungos. A ideia é ressaltar que nada é estático, tudo está em fluxo. Para poder apreciar as obras, é preciso estar ligado na agenda do Festival, pois foram escolhidos locais não usuais para a exposição. 

Tuane acredita que, para se fazer um novo mundo, é preciso de um antigo certamente
Foto: Tuane Eggers
Graduada em Jornalismo e mestranda em Poéticas
Visuais, Tuane foca sua arte na fotografia analógica
Foto: Tuane Eggers
Um dos temas mais presentes no trabalho da artista
são os fluxos da natureza e a impermanência da vida
Foto: Tuane Eggers

Tomaz Klotzel, fotógrafo, também apresenta seu trabalho no dia 1º de dezembro, às 18h, no Margs: Praça da Alfândega. Trata-se de uma palestra recital envolvendo a memória de pessoas que testemunharam ou sofreram indiretamente com os crimes de grilagem ligados à disputa de terras na região sul e sudeste do Pará. Além dessas atrações, o Festival conta com outros nomes, como o Linn da Quebrada, Dj Tata Ogan e Projeto Sonora. 

Confira tudo o que vai rolar navegando no site do evento. Lembre-se que serão distribuídas senhas uma hora antes de cada evento, na bilheteria ou entrada de cada espaço. Chegue cedo e aproveite! 

Vídeo mostra como foi a edição do ano passado
Vídeo: Divulgação

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Unisinos está presente em novo álbum de Negra Jaque https://mescla.cc/2019/10/03/unisinos-esta-presente-em-novo-album-de-negra-jaque/ https://mescla.cc/2019/10/03/unisinos-esta-presente-em-novo-album-de-negra-jaque/#respond Thu, 03 Oct 2019 18:25:22 +0000 http://mescla.cc/?p=11610 A rapper Negra Jaque, natural de Porto Alegre, vem conquistando um espaço cada vez maior na cena do hip hop gaúcho. Na sexta-feira, dia 04 de outubro, no bar Agulha, ela vai lançar seu novo álbum, “Diário de Obá”. Nascida Jaqueline Trindade Pereira, Negra Jaque começou no rap em 2007 e ganhou maior notoriedade em […]

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A rapper Negra Jaque, natural de Porto Alegre, vem conquistando um espaço cada vez maior na cena do hip hop gaúcho. Na sexta-feira, dia 04 de outubro, no bar Agulha, ela vai lançar seu novo álbum, “Diário de Obá”.

Nascida Jaqueline Trindade Pereira, Negra Jaque começou no rap em 2007 e ganhou maior notoriedade em 2013, após ter sido a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, uma batalha de rimas tradicional da região metropolitana de Porto Alegre. Sua trajetória na música carrega mensagens contra o machismo, o racismo e exalta a força da mulher negra. Seu próximo CD não será diferente. Porém, uma coisa inédita nesse álbum é a presença da Unisinos na produção dele e na nova identidade visual da rapper.

A Agexcom criou a capa do seu novo álbum, produziu cards para suas redes sociais, fez seu novo logo e sua novo identidade visual como um todo. “A própria Negra Jaque nos passou algumas referências visuais que ela gostaria que usássemos. Fizemos um trabalho com base na estética afropunk e em artistas de música trap”, conta o estagiário Josiel de Souza, diretor de arte da Agexcom que está trabalhando para a campanha da rapper.

Além da Agexcom, o curso de Produção Fonográfica da Unisinos também se deixou sua impressão na atual fase da carreira da cantora. O estudante Luan Bittencourt foi o escolhido para produzir o single “80 motivos”, lançado pela Negra Jaque em setembro. A escolha de Luan para trabalhar com a rapper nessa música foi feita após uma atividade prática para a disciplina de Produção Musical 4.

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