wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Trabalho produzido na Beta Redação recebe prêmio de Direitos Humanos em Jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O trabalho “Enfim somos quem sempre fomos” foi proposto às alunas pela professora Cybeli Moraes e pelo professor Felipe Boff durante a disciplina de Laboratório de Jornalismo na Editoria Geral. Com a temática em mãos, as estudantes Jéssica Martins, Juliana Silveira, Karina Verona, Liege Barcelos, Manoela Petry e Milene Magnus se organizaram e dividiram as tarefas.
A estratégia do grupo foi apresentar os personagens no exercício de suas profissões e também na sua vida social como qualquer outra pessoa, sem deixar claro que elas são LGBTQ+. Todas as matérias começam falando o lado profissional de cada um para depois entrar na vida pessoal. As narrativas buscam descrever todas as dificuldades que eles passaram até obterem sucesso nas respectivas carreiras.
“Como editora, posso dizer que as histórias são incríveis. As repórteres fizeram um trabalho maravilhoso de apuração, sensibilidade, empatia, de relato e jornalismo puro. Elas conseguiram captar a autenticidade de cada um em suas histórias. Ficou demais!”, orgulha-se Manoela Petry, 25 anos, jornalista formada pela Unisinos em 2018/01.
A estudante Milene Magnus, 23 anos, relatou as dificuldades que encontrou durante a produção do trabalho. Nem mesmo os conflitos de agenda a impediram de contar a história de Bruno da Costa, 28, que já atuou como motoboy e hoje trabalha em uma agência de comunicação. “Tive que encontrá-lo no trabalho, viajamos de carro e almoçamos juntos”, lembra a estudante. Locais de difícil acesso e a timidez do entrevistado quase se tornaram um obstáculo. “Foi difícil deixar ele tranquilo e à vontade, mas acho que consegui”, completa.
O trabalho não foi desenvolvido com o propósito de inscrevê-lo em premiações. A ideia surgiu mais tarde e o grupo concordou. Porém, não tinham grande expectativa, relata Manoela. A jornalista também comenta sobre o reconhecimento. “Estar entre os premiados é demais! É um reconhecimento que não esperávamos, mas que nos me deixa felizes. A Beta é uma disciplina que exige bastante dos alunos e ganhar um prêmio por tanto esforço mostra que estamos no caminho certo como estudantes de Jornalismo e que a faculdade tem nos obrigado a dar o nosso melhor”, destaca Manoela.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu nesta segunda-feira (10) no auditório da OAB/RS.
Desde 1984, quando foi instituído pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos, pela Ordem dos Advogados do Brasil e sua seccional no Rio Grande do Sul (OAB/RS), o Prêmio DH de Jornalismo vem estimulando o trabalho dos profissionais da categoria dentro do campo social.
Em 2018, foram 239 trabalhos inscritos em 10 categorias. Para comemorar a 35ª edição do evento foi criada a “Premiação Especial”, destinada a trabalhos que tenham se destacado pela qualidade sobre a temática “fake news“.
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]]>No dia 29 de setembro, uma semana antes do dia da votação, milhares de pessoas saíram às ruas em um movimento organizado na internet. A hashtag #elenão esteve no trending topics do Twitter por dias seguidos, e o resultado nas ruas não deixou a desejar ao comparar-se com o ativismo em rede. No lado oposto, uma multidão de usuários enchia as redes com a hashtag contrária, a #elesim. De um lado, pessoas que afirmavam escolher qualquer um para o cargo máximo do executivo nacional: menos ele. Do outro, fãs do candidato que rejeitam as demais candidaturas afirmando que ele seria o eleito, sim.
Com um sistema binário desenhado no país, os demais 11 candidatos disputavam a atenção do restante do eleitorado. O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, hospedado no Facebook, reúne pouco mais de 3,8 milhões de membros mulheres. A mobilização partiu de um grupo que repudiava as declarações preconceituosas feitas pelo candidato. Além do grupo, diversas comunidades levantaram-se contra a eleição de Bolsonaro, propagando ideias como hashtags e imagens com frases do tipo “fascismo não”.

Evelyn Mendes, analista e desenvolvedora de sistemas, é administradora do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro RS”, que engaja cerca de 15 mil pessoas na rede social. Ela acredita que a rede social não é mais distinta da vida real das pessoas, que elas vivem o digital como uma extensão do seu dia. “Todo mundo está online, mesmo sem Facebook ou Twitter, você está conectado de alguma forma”, conta.
Ela ainda acredita que, para além das movimentações políticas em rede, o grupo, em específico o que ela administra, foi criado como uma forma de comunicação, conscientização e mobilização feminina, visando a informação e não somente o repúdio ao candidato. E, por isso, Evelyn não acredita que o movimento termine com o findar da eleição. “É muito mais do que isso, é um movimento de conscientização, que vai durar. Você consegue se conectar com as pessoas, se comunicar e isso está ajudando elas a se organizarem, seja pelo bem ou pelo mal”, explica.
Iara Jaqueline Baldissera é estudante de Jornalismo e utiliza o Facebook para posicionar-se politicamente. Do outro lado da hashtag, ela traz seu feed de notícias recheado de vídeos, fotos e mensagens de apoio a Jair Bolsonaro, deixando claro o seu posicionamento. Ela aponta que viveu a infância em um Brasil saindo da Ditadura Militar, período em que imaginar espaços de convivência digitais era utopia. Ela vê as redes sociais como meios democráticos, onde é possível expressar-se e organizar uma mudança social.
Acreditando que o candidato é alguém que se levanta contra o sistema, não acredita que Bolsonaro seja “tudo isso” que falam sobre ele, e que mesmo não apoiando todas as suas ideias, foi ele quem lhe devolveu um sentimento de patriotismo há tanto perdido. É por isso que utiliza o Facebook como forma de militância, buscando reverberar esse mesmo sentimento nas demais pessoas. “Como tudo, temos que ter responsabilidade, bom senso. Eu tenho na minha família pessoas que pensam muito diferente de mim, nem por isso excluí, nem por isso ofendo, nem por isso critico as postagens que fazem, que são extremamente opostas as minhas. Até agora prevaleceu a educação e o respeito”, relata.

Quem acompanhou o assunto, sob uma perspectiva acadêmica e militante foi Christian Gonzatti, doutorando pela Unisinos, ativista relacionado a questões de gênero e LGBTQ+ e pesquisador da área. Ele explica que, historicamente, o sistema ocidental é binário, trazendo sempre a ideia de opostos: homem e mulher, masculino e feminino, razão e emoção, #elesim e #elenão. Para o pesquisador, esse binarismo causa nas pessoas uma dificuldade de complexificar dados.
“As pessoas começaram a ler tudo como uma disputa de divas pop, ou de uma partida de futebol, quando na verdade o que está em jogo é um projeto de civilização. E o triste é que são esses dois extremos que vão ser reverberados na rede, que vão gerar uma série de disputas de sentido”, conta. Christian ainda traz a ideia de que neste contexto eleitoral o candidato Bolsonaro é visto como um salvador caso o Partido dos Trabalhadores retorne ao poder. Do outro lado, encabeçando os movimentos do #elenão, existe a luta pela não legitimação de um discurso preconceituoso do candidato do PSL.
Os movimentos políticos surgidos a partir do #elenão podem ser configuradas como um ciberacontecimento, que são acontecimentos que emergem na sociedade a partir do uso dos sites de redes sociais. Christian explica que a partir da utilização de hashtags, os grupos se organizam em diferentes plataformas e passam a articular rede e rua.
Christian vivenciou sua pesquisa em uma das manifestações, quando exibiu um cartaz relacionando um dos candidatos a Voldemort, personagem icônico da saga Harry Potter, e acabou sendo amplamente compartilhado nas redes. “Está totalmente implicado a rede, no sentido em que eu já conhecia o cartaz em inglês, de uma manifestação relacionada ao Trump (presidente americano) muito parecida, então eu faço uma releitura dele no nosso contexto através da rede e levo ele para a manifestação. Da manifestação, ele retorna a rede”, conta.

Houve também uma pressão popular para o posicionamento de artistas e celebridades quanto ao uso de hashtags apoiando, ou não, o movimento inicial. A cantora pop Anitta foi um dos alvos dessas reivindicações. O pesquisador entende que a cobrança por parte do público se dá devido a potência que estas pessoas têm de pautar as discussões da sociedade. Algo muito parecido também foi experimentado pelo, na época candidato, Donald Trump, que viu o crescimento das intenções de voto seguido de protestos e posicionamentos de artistas locais e mundiais.
Gonzatti é muito crítico quanto à responsabilidade que o jornalismo carrega em relação ao binarismo encontrado nas redes, e que tem pautado estas eleições. Para o pesquisador, existe uma problemática muito grande quanto as instituições jornalísticas não conseguirem problematizar e complexificar o cenário atual, o que acaba por reforçar a existência de somente dois lados: o #elesim e o #elenão.
“É mais uma vez esse jornalismo sendo potencializador desse cenário violento, por essas noções de imparcialidades, por essas noções de que o jornalista precisa só ouvir os dois lados sem complexificar os acontecimentos, que vai narrar a os fatos em uma dimensão muito rasa, sendo conivente com esse cenário binário”, explica Gonzatti.
O jornalismo vem sendo frequentemente deslegitimado enquanto instituição. Não é incomum ver portais de notícias, ligados a grandes veículos de comunicação, sendo acusados de defender um ou outro lado da disputa. Para o pesquisador, o jornalismo se encontra em meio a uma crise, explicitada neste processo eleitoral e que o momento é de repensar o papel social das instituições jornalísticas.

A Agência Lupa, que atua na checagem de fatos, apontou que as dez notícias falsas mais populares entre os leitores tiveram mais 865 mil compartilhamentos no Facebook. Entre os conteúdos compartilhados, predominam vídeos descontextualizados, imagens manipuladas e teorias da conspiração. Gonzatti trata o assunto, junto ao seu grupo de pesquisa, como “colapso informacional”.
Estas informações falsas e manipulações são utilizadas com o intuito de deslegitimar grupos contrários. “Ocorre um colapso informacional, discussão que traz como a informação vem sendo distorcida, vem sendo esvaziada, dando espaço para essa reverberação de fake news, que, no caso do grupo (Mulheres Unidas contra Bolsonaro), tem sido utilizada para deslegitimar a mobilização”, fala.
Na tarde de quarta-feira, 17, o Tribunal Superior Eleitoral, na figura da presidente ministra Rosa Weber, recebeu para uma reunião os representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O propósito do encontro era discutir a disseminação de notícias falsas e firmar um acordo para não propagação delas. Estudos preliminares já indicam que as fake news poderão influenciar nos resultados destas eleições.
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]]>The post 1ª Copa de Futsal LGBTI appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Além da competição esportiva, dra. Maria Berenice Dias ministrará um workshop sobre homoafetividade e direitos LGBTI. Advogada especializada em direitos homoafetivos, a palestrante é autoridade internacional no assunto e promete integrar, ainda mais, os competidores com a comunidade.
As equipes Quero-Quero, de Gramado, Magia e Pampacats, de Porto Alegre, Sereyos, de Floripa, Taboa, de Curitiba, Diversus e MBB, de São Paulo, já confirmaram presença.
“Teremos equipes com jogadores gays, bis, lésbicas, trans. As equipes técnicas podem ser formadas por héteros. Ou seja: ninguém estará excluído. É a união pelo esporte promovendo a inclusão”, aponta o organizador do evento, Flávio L. Prestes.
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]]>The post Dia para se orgulhar appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Entoando palavras de ordem como “poder gay” e “sou bixa e me orgulho disso”, o conflito chamou a atenção nacional. Imprensa e políticos passaram a promover então debates sobre a temática e junho ficou conhecido como o mês do orgulho LGBTQ+ – e o dia 28 como o Dia do Orgulho.

Quase 50 anos depois, no mesmo dia, a Unisinos coloriu-se com as cores do arco-íris para receber oficialmente o UniDiversidade – Rede de Estudos e Debates sobre Diversidade LGBTQ+. O grupo surge no contexto acadêmico para promover o diálogo, fomentar pesquisas sobre a temática, abrir espaço para manifestações artísticas, eventos temáticos e produções de conteúdo.
Frente ao colorido da bandeira LGBTQ+, estendida na Claraboia da Biblioteca, o reitor da Unisinos, Pe. Marcelo Fernandes de Aquino, abriu o evento. “Eu peço perdão por todas as experiências de sofrimento, de gozação, de machismo e de intolerância. A vocês, que carregam o fardo da incompreensão e da discriminação, o perdão da comunidade da Unisinos”, disse.

Filipe Roloff, egresso da Unisinos e pilar importante na formação do UniDiversidade, falou, visivelmente emocionado, sobre a importância da criação do grupo e do sentimento de acolhimento que ele traz. “Esse fato histórico e simbólico de a gente estar aqui hoje, eu acredito que é só o começo, um primeiro passo, criando o compromisso com toda essa população que precisa ser ouvida e precisa achar o seu espaço”.

No início de 2018, um veículo tradicional de comunicação do Rio Grande do Sul realizou uma entrevista com Roloff, em alusão a sua nomeação como um dos 50 futuros líderes LGBT do mundo, pelo jornal britânico Financial Times. O vídeo foi compartilhado pela universidade em suas redes sociais. A partir do episódio, Roloff provocou a Unisinos a pensar na criação de um grupo que tratasse das questões LGBTQs.
Ele recebeu um convite do reitor para conversar e pensar a questão. Houve, a partir de então, um processo de entendimento da proposta, que passou por diversas reuniões e conversas sobre sua estruturação. Um grupo no Facebook surgiu para demonstrar o interesse de diversos acadêmicos, egressos e comunidade universitária no geral.
Depois de algum tempo, nasceu então o UniDiversidade, que tem como pilares o acolhimento e o compartilhamento de conhecimento. Acolhimento no sentido de estar aberto ao diálogo e debates sobre a temática LGBTQ+. Acolher também no que tange a criação de um ambiente seguro dentro da universidade. Ao almejar o compartilhamento de conhecimento, o grupo visa o fomento da pesquisa acadêmica, pautada pelas temáticas LGBTQ+, de forma multidisciplinar.

O UniDiversidade não trabalhará sozinho. Diversas instâncias da universidade são parceiras da iniciativa e atuarão em conjunto com o grupo no atendimento e acolhimento da comunidade LGBTQ+. Profissionais internalizados no grupo trabalham criando pontes entre o UniDiversidade e a ouvidoria e atendimento da universidade.
O papel destas pessoas é auxiliar os estudantes que chegarem com problemas e dúvidas ao grupo a encaminhar seus problemas a instâncias superiores da Unisinos. “Não somos responsáveis, não somos psicólogos, não somos pessoas que vamos resolver. Nós indicaremos o caminho certo, a forma correta de acontecer”, explicou Roloff.
O NAE, Núcleo de Assistência Estudantil, é mais um destes parceiros. O núcleo trabalha acolhendo e acompanhando a trajetória dos estudantes, em relação a questões sociais, psicológicas e pedagógicas. Suzana Moreira Pacheco, coordenadora do NAE, contou que a parceria com o UniDiversidade funcionará como uma mão dupla.
“Por vezes a gente atende alunos, em sofrimento por não ter um lugar para si, por não se identificar, por não se reconhecer. A relação com o NAE é de parceria, é pensar junto, é poder olhar e ver o que a gente pode avançar”, contou. Suzana falou ainda sobre a possibilidade de o UniDiversidade encaminhar ou sugerir o núcleo para alunos com dificuldades, assim como o NAE sugerir que estudantes procurem o grupo para apoio.

Quem passou pela Claraboia da Biblioteca no dia 28 deparou-se com provocações, poemas, fotografias, conversas e muita música. Cauê Rodrigues, aluno do curso de Psicologia da Unisinos, expôs uma série de poemas intitulada “Viadagens Catárticas”. Moacir Lopes, egresso do curso de Fotografia, trouxe seus projetos fotográficos “36” e “Existências”. O egresso do curso de Administração, Vinicius Oliveira de Lima, conduziu uma conversa sobre o movimento de moda sem gênero.
Karla Oliveira, do curso de Jornalismo, trouxe a instalação artística “O que te define? Diálogos sobre as corporalidades e as performances de gênero”. O manequim, trazido por Karla instigou os participantes do evento. Com a provocação para que as pessoas o vestissem pensando na identidade que ele teria, Karla questionou os padrões de gênero impostos na sociedade.
“A ideia era que a gente ocupasse o espaço com questões que estivessem relacionados com o tema LGBT, que estivessem algum tipo de representatividade pra gente, pensando no dia do orgulho. Eu pensei em trazer outros elementos, fora as fotos e poemas, que também levantassem alguns questionamentos”, explicou.
Quem embalou e animou o espaço foi a DJ Angel Mix, egressa do curso de Relações Públicas. Phelipe Caetano, estudante de Engenharia Metalúrgica na UFRGS, militante e ativista LGBTI’s, conduziu mais uma roda de conversa sobre a temática LGBTQ+. Finalizando o Dia do Orgulho e a abertura oficial do UniDiversidade, ocorreu uma sessão comentada do filme “Nós duas descendo a escada, produzido e editado por Milton Prado, professor da Unisinos e coordenador do curso de Realização Audiovisual da universidade.

GLS, LGBTTQ, LGBTI, LGBTQ+ e diversas outras siglas são usadas para referir-se à comunidade LGBT. Algumas delas mais abrangentes, outras mais fechadas, como a GLS, que significa gays, lésbicas e simpatizantes. As mudanças nas nomenclaturas e siglas demonstram a evolução ao referir-se a temática, procurando, de alguma forma, abranger e abraçar a todos.

Baseada no Manual de Comunicação LGBTI+, lançado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em alusão ao Dia Internacional contra a LGBTQfobia, segue uma breve explicação de cada letra que integra, já integrou uma sigla LGBT, ou então é importante para o entendimento:
A= assexual: indivíduo que não sente nenhuma atração sexual, seja pelo sexo/gênero oposto ou pelo sexo/gênero igual;
A= androginia: termo genérico usado para descrever qualquer indivíduo que assuma postura social, especialmente a relacionada à vestimenta, comum a ambos os gêneros;
A= agênero: pessoa que não se identifica ou não se sente pertencente a nenhum gênero;
A= aliado: pessoas que independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero, promovem os direitos e a inclusão da comunidade LGBTQ+;
B= bissexual: pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos/gêneros;
C= cis gênero: termo utilizado por alguns para descrever pessoas que não são transgênero (mulheres trans, travestis e homens trans);
G= gay: pessoa do gênero masculino (cis ou trans) que tem desejos, práticas sexuais e/ou relacionamento afetivo-sexual com outras pessoas do gênero masculino;
H= heterossexual: indivíduo atraído amorosa, física e afetivamente por pessoas do sexo/gênero oposto;
H= homossexual: pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero;
I= interssexual: descreve pessoas que nascem com anatomia reprodutiva ou sexual e/ou um padrão de cromossomos que não podem ser classificados como sendo tipicamente masculinos ou femininos;
L= lésbica: mulher que é atraída afetiva e/ou sexualmente por pessoas do mesmo sexo/gênero (cis ou trans);
P= pansexual: pansexualidade é uma orientação sexual, assim como a heterossexualidade ou a homossexualidade. O prefixo “pan” vem do grego e se traduz como “tudo”. Significa que as pessoas pansexuais podem desenvolver atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independente de sua identidade de gênero ou sexo biológico.
Q= queer: adjetivo utilizado por algumas pessoas, em especial pessoas mais jovens, cuja orientação sexual não é exclusivamente heterossexual. O termo queer também é utilizado por alguns para descrever sua identidade e/ou expressão de gênero. Quando a letra Q aparece ao final da sigla LGBTI+, geralmente significa queer e, às vezes, questioning (questionamento de gêneros);
S= simpatizante: referente a aliado;
T= transgênero: terminologia utilizada para descrever pessoas que transitam entre os gêneros. São pessoas cuja identidade de gênero transcende as definições convencionais de sexualidade;
T= transsexual: pessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento. As pessoas transexuais podem ser homens ou mulheres, que procuram se adequar à identidade de gênero. Algumas pessoas trans recorrem a tratamentos médicos, que vão da terapia hormonal à cirurgia de redesignação sexual. São usadas as expressões homem trans e mulher trans;
T= travesti: pessoa que nasceu com determinado sexo, ao qual foi atribuído culturalmente o gênero considerado correspondente pela sociedade, mas que passa a se identificar e construir nela mesma o gênero oposto;
(Referência: Manual de Comunicação LGBTI+)
O Manual de Comunicação LGBTI+ pode ser acessado para maiores informações sobre terminologias.
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