wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post O que falar hoje sobre a violência contra a mulher? appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
“Para evitar a violência doméstica, nós precisamos de educação. Precisamos falar muito sobre a violência psicológica, temos que cobrar, apoiar as mulheres a denunciarem, para que a lei de fato entre no seu vigor e na sua capacidade máxima”, afirmou a advogada Gabriela Souza na noite de 30 de agosto, durante a live “Mais Feminismos Menos Violências”.
Organizada por estudantes do curso de Jornalismo, da atividade de Projeto Experimental, o evento também contou com a jornalista Alexandra Zanela. A ideia foi proporcionar um importante debate referente à Lei 11.340/06, que completou 15 anos de criação no começo de agosto, além de abordar temas como o empoderamento e a luta pelos direitos das mulheres. Por isso, Alexandra e Gabriela fizeram questão de abordar o caráter punitivo da legislação, que é o de criminalizar condutas, mas também o seu caráter preventivo.
A conhecida Lei Maria da Penha surgiu a partir de uma série de violências praticadas pelo então marido de Maria da Penha, uma mulher cearense, de carne e osso, que por 20 anos lutou para ver seu agressor preso e, por isso, emprestou seu nome à peça jurídica e também a um Instituto que estimula e contribui para a aplicação integral da lei, bem como monitora a implementação e o desenvolvimento das melhores práticas e políticas públicas para o seu cumprimento. A lei entrou em vigor em agosto de 2006 e, em 15 anos de existência, vem sendo usada para que a violência contra a mulher deixe de ser tratada como um crime de menor potencial ofensivo, além de buscar acabar com as penas pagas em cestas básicas ou multas, englobando, além da violência física e sexual, a violência psicológica, patrimonial e o assédio moral.
Batalhar por causas que acredita é a marca registrada da jornalista Alexandra Zanela, que em 2019 teve sua história retratada no minidocumentário “Alexandra”. Nele, ela conta mais sobre suas origens, desde o nascimento, em uma comunidade rural do Rio Grande do Sul, até os dias de hoje, com uma trajetória marcada na luta pela equidade dos direitos das mulheres. Sócia-fundadora da Padrinho Conteúdo e Assessoria, Alê, como é conhecida pelos mais íntimos, já atuou como repórter em importantes redações, como o Diário de Santa Maria, Diário Catarinense e portal Terra. Alexandra também se dedica à newsletter AleNews, que aborda temas como arte, comunicação, gênero e política e também participou de projetos como o do e-book #MeEscuta, do curso “Me Escuta: empreendedorismo feminino na pandemia”.
Já empatia é uma ótima palavra para caracterizar a personalidade da advogada feminista Gabriela Souza, sócia-fundadora do primeiro escritório de advocacia para mulheres no Rio Grande do Sul, tendo como objetivo atender, de forma ampla e única, os direitos das mulheres, respeitando suas individualidades. Gabriela também coordena a Campanha Me Too Brasil com a finalidade de amplificar a voz das mulheres sobreviventes de abuso sexual e qualquer forma de violência.
A live reuniu um amplo público que pode acompanhar, conhecer e questionar assuntos importantes que foram debatidos em uma noite dedicada à informação de temas que envolvem a presença da mulher na sociedade, suas vivências, seus desafios, suas lideranças, seus medos, de que forma elas vêm rompendo barreiras e de que modo infelizmente ainda os machismos, os preconceitos e as violências interferem na vida de todas as mulheres.
Muito seguras e precisas em suas falas, num bate-papo descontraído sobre experiências vividas e opiniões, Alexandra Zanela e Gabriela Souza responderam as diversas perguntas dos espectadores e espectadoras engajados no chat do canal do YouTube do portal Mescla ao longo de uma hora e meia de evento. Questionadas pela mediadora Vitória Pimentel, estudante de Jornalismo, Alexandra e Gabriela revelaram detalhes sobre o impacto diário que a luta feminista acabou trazendo para suas atividades cotidianas.
“Eu acho que muitos ‘nãos’ que eu recebi na vida, ‘não pode, não é pra você, uma mulher que nasceu numa comunidade rural, então isso não é pra você, a cidade grande não é pra você, ter muitos amigos não é pra você’. Esse ‘não é pra você’ é o meu combustível, não queira dizer que eu não posso fazer algo, porque eu vou querer fazer. Muitas vezes, essas pessoas não possuem uma maldade em falar isso, essas pessoas também acabam sendo vítimas de uma sociedade opressora, que repete padrões, conversas, histórias que, às vezes, a gente sequer acredita. Existe toda uma desconstrução que precisamos fazer para reconstruir”, pontuou Alexandra.
“Nós mulheres sofremos muitas violências, na rua, íntimas, domésticas e familiares, e que infelizmente normalizamos. Isso passa e não nos deixa um roxo, uma marca. A violência psicológica eu chamo de feminicídio a conta gotas, porque ela vai matando aos pouquinhos e vai acabando com a autoderterminação da mulher, o que a torna um alvo muito mais fácil para outros tipos de violência”, complementou Gabriela.
A advogada também chamou a atenção para o fato de que desde 28 de julho deste ano a violência psicológica também é considera crime. “Isso demorou muito para acontecer em um país que desacredita das mulheres, que tem a terceira melhor lei do mundo para discutir gênero, porém, não a aplica com tanta maestria quanto foi escrita”, lamentou Gabriela, enfatizando que mais de 98% das mulheres que são vítimas de alguma violência têm sintomas físicos e psicológicos que podem ser identificados com CIDS (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde), como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático e sintomas corporais (dor de cabeça, dor nas costas, diarreia, taquicardia).
Para ver e ouvir:
Para ler:
(*) Aluna da disciplina de Projeto Experimental em Jornalismo
The post O que falar hoje sobre a violência contra a mulher? appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Incentivar, inspirar e empoderar appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O Minas de Propósito quer reduzir essa distância. O coletivo propõe a troca entre mulheres e suas vivências, por meio de encontros, bate-papos e palestras. O evento, que já está na 8ª edição, trouxe como tema “Lugar de mulher é onde ela quiser”, para incentivar, inspirar e empoderar mulheres empreendedoras gaúchas a não desistirem.

Realizado no dia 26 de novembro na Uniritter Iguatemi, em Porto Alegre, o último encontro de 2019 teve 300 mulheres inscritas. Cinco convidadas, referências em suas áreas de atuação, abordaram as dificuldades que enfrentam diariamente para alcançar seus objetivos. Por outro lado, revelaram como o olhar empático a outras mulheres pode deixar o processo mais acolhedor. Uma das questões lançadas foi o que gostariam que tivesse sido contado a elas antes de se tornarem adultas para que o processo fosse menos sofrido?
Quem abriu o evento foi Carmela Grüne, advogada trabalhista, ativista dos Direitos Humanos, representante do Instituto dos Advogados Brasileiros no Rio Grande do Sul e vice-presidente da Academia Brasileira de Direito. Ela destacou a importância das políticas públicas como fonte de inclusão social para que haja uma mudança cultural e uma consequente sensibilização às vulnerabilidades. “Para que esse olhar seja estabelecido de fato, é importante termos pluralidade e diversidade em todos os ambientes, principalmente na sala de aula”, disse. Carmela falou também sobre a importância das mulheres terem uma rede de apoio, composta por amigos ou familiares, para que possam ir além do que é esperado delas na sociedade.
A jornalista Thais Silveira falou da importância de se sentir pertencente, da busca por identidade e da falta de representatividade de pessoas negras na comunicação. Ela é integrante do time de professores do MBA em Diversidade nas Organizações e Desenvolvimento de Práticas Inclusivas da Universidade La Salle. Com experiência também em assessoria de imprensa, comunicação corporativa e produção de conteúdo, Thais revelou que tentou mudar essa realidade por meio da revista Pretas, projeto lançado em 2017 que pautava o protagonismo da mulher negra contando histórias positivas e trajetórias de sucesso. Ela acha importante trazer esses exemplos para inspirar e levar representatividade para essas pessoas. “Negros não têm o direito de errar, pois o racismo nos coloca fora da condição humana, e isso é muito violento”, frisou. A jornalista apresentou um vídeo institucional que mostra expressões racistas, explicando didaticamente como algumas falas são extremamente ofensivas e devem sair urgentemente dos vocabulários.
Outra jornalista a participar do evento foi Mariléia Sell, professora nos cursos de Letras e Comunicação da Unisinos. Mestra e doutora em Linguística Aplicada, escreve contos e crônicas em seu blog Letras Insubordinadas, além de realizar palestras que abordam a importância de se falar sobre gênero nas escolas. Mariléia provocou: “Nem sempre estamos, nós mulheres, nos lugares que queremos. Muitas vezes, estamos ocupando espaços que a sociedade espera que a gente ocupe, exercendo uma feminilidade viável e socialmente aceita”. Ela problematizou a infância das meninas, de como desde pequenas são estimuladas a se preocuparem com a sua imagem, sendo pouco elogiadas pela inteligência e pensamento lógico. “Isso nos acompanha a vida toda, reflete em nossas realizações pessoais e em como estamos o todo tempo preocupadas com nossa aparência”, criticou.
A convidada Daniela Sallet, roteirista e diretora de documentários – como o Mescla já mostrou aqui –, atuou no telejornalismo por 24 anos como repórter, apresentadora e editora da RBS, Band e TVAL. Atualmente, diz estar apaixonada pelo tema do protagonismo feminino, pela força e luta de cada mulher, apresentando essa paixão por meio de seus documentários. Daniela contou um pouco da sua trajetória profissional e da escolha de não se tornar mãe. Compartilhou ainda com o público algumas questões pessoais. “Nesses momentos, dividir as dificuldades deixa as situações mais leves”, comentou.
O último relato da noite foi da psicóloga Stella Bittencourt, que diz ser estrategista de vida que conecta pessoas a resultados. Também é coach, mentora, palestrante e facilitadora de processos de desenvolvimento humano. Stella questionou o contexto de nossas mães e avós, e também convidou o público a pensar nos homens que as acompanharam, de como eles eram e de como viveram. Trouxe a reflexão do que é importante e o que tem de valor na vida. E ela mesma sugeriu a resposta: troca, experiência e aprendizados. “Meu maior ensinamento aprendi com minhas duas filhas: a paciência”.

A fundadora do coletivo Minas de Propósito é Miriã Antunes. A relações públicas explica que busca empoderar e promover a inclusão por meio da inovação social e empreendedorismo inclusivo. Miriã fundou o Minas em 2018. “O objetivo é unir mulheres para encontrar objetivos em comum, para fazer com que elas tenham uma escuta ativa e saibam que podem aprender a partir da trajetória da outra”, disse.
O sonho teve início em 2016, quando Miriã foi voluntária do TedXUnisinos. Na oportunidade, comentou com Edson Matsuo, diretor criativo da Grendene, que um dia gostaria de estar no palco do evento. Matsuo a aconselhou: “Não espera o dia do teu Tedx chegar. Cria um projeto para contar a tua história, ajudar outras pessoas e dar voz a elas”. Dois anos depois, Miriã estava palestrando para um grupo de advogadas e percebeu o quão desunidas, egoístas e vivendo na bolha sem sororidade elas estavam. Foi quando decidiu criar o Minas de Propósito.
The post Incentivar, inspirar e empoderar appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Encontro #leiamulheres debate livro de Djamila Ribeiro appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>As reuniões do #LeiaMulheres são mensais e a de novembro ocorre dia 24 (sábado), às 17h, na Aldeia (Rua Santana, nº 252 – Farroupilha, Porto Alegre). Para participar, não é necessária inscrição prévia. A atividade é gratuita. A iniciativa também conta com um grupo no Facebook para discutir obras literárias.
The post Encontro #leiamulheres debate livro de Djamila Ribeiro appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Exclusão da arte em debate appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Rosana Paulino é bacharel em gravura e doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e tem especialização em Gravura pelo London Print Studio, de Londres. Ela conta que, na época em que iniciou a graduação, havia um “achatamento da formação” em que não se questionava o papel da arte na sociedade brasileira.
“Quando eu entro na USP, eu percebo que não há essa presença do simbólico na formação do artista, ou não era aceitado que o artista trouxesse outras camadas dentro da sua obra”, conta. Para ela, esse achatamento de origens artísticas era inconcebível. As raízes católicas e africanas e suas respectivas materialidades faziam parte de quem Rosana era e, assim, também de sua produção. Ao tentar trabalhar com obras manuais, ela ouvia que a questão da manualidade na arte contemporânea “já estava superada”. Então, questionava: “superada por quem?”

O simbolismo virou marca da arte de Rosana. Usando tintas, linhas, costura, esculturas e fotografia, ela abraça questões sociais, étnicas e de gênero. Nesse contexto de tensionamento das obras da artista, surgem trabalhos que colocam o papel da mulher negra no centro da discussão. Um dos exemplos é a série “Bastidores”, em que Rosana utiliza de forma irônica o bordado.

“Quando a gente pensa em uma mulher bordando, surge uma imagem idílica de um ambiente protegido. Mas o que acontece dentro dessas quatro paredes? Qual a violência vivida que não se vê?”, questiona. Rosana transformou essa dúvida em arte ao utilizar fotografias de mulheres de sua família e bordar por cima de bocas e olhos para representar o silenciamento da violência doméstica. “Como são imagens da minha família, são mulheres negras e a gente vai tomar outra faixa de leitura para eles, que é a questão do racismo institucional”, complementa.

O racismo também é foco da obra de Rosana no livro ¿História Natural?, lançado em 2016. Segundo ela, o livro representa uma confluência de seus 23 anos de trabalho. Ao analisar as imagens que representavam o Brasil no período da colonização, ela percebeu que ciência e arte ajudaram a construir o racismo que perdura até hoje.
“Nós somos um país que se formou a partir dos olhos dos outros. Essas imagens eram feitas para ser enviadas, muitas vezes, para fora do país”, explica a artista. Dividido em três capítulos, nomeados “O Progresso das Nações”, “A Salvação das Almas” e “O Amor pela Ciência”, o livro mistura fotografias com costuras, tecidos e linoleogravura.

Ela explica que as abas costuradas por cima das imagens representam as questões do racismo vedado no país, mas também sobre realidades díspares “suturadas” a força nas mesmas páginas da história. As gravuras também são uma forma de trabalhar a imagem do país, quesito que a artista considera não estruturado. “No Brasil, a gente desconhece um pouco o contexto que a imagem tem sobre a formação de identidades”, comenta.
The post Exclusão da arte em debate appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Um evento para debater o papel da mulher na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Yul Barbosa é organizador da atividade e conta que o mercado fotográfico em geral é machista: “se você olhar os palestrantes de eventos, 70% normalmente são homens”. O tema do Foto+ deste ano surgiu a partir do desejo de mudar essa situação. “Conheço fotógrafas que tem um trabalho excelente, mas não são chamadas para palestrar em eventos”, observa Yul.
O organizador do Foto+ conta que, no início do ano, houve fotógrafos famosos sendo denunciados por abuso e isso provoca reflexões sobre a escolha de mulheres para ensaios fotográficos, principalmente os mais sensuais. Yul diz que também vende ensaios femininos, mas sem o viés do empoderamento: “eu não tenho a capacidade de empoderar uma mulher, já mulheres fazem isso com outras mulheres”.
Além de valorizar o trabalho das fotógrafas, o evento irá discutir o papel da mulher na área, pois elas são maioria no número de profissionais. Haverá uma roda de conversa sobre o feminino e o feminismo na fotografia, com a mediação da professora Marina Chiapinotto, coordenadora do curso de Fotografia da Unisinos.
A professora conta que o curso entrou como parceiro do evento pela proposta de trazer apenas mulheres fotógrafas como palestrantes. “É um momento em que pensamos o protagonismo da mulher na sociedade contemporânea, bem como no âmbito da fotografia”, diz Marina.

Évelin Terres é uma das fotógrafas palestrantes e acredita que os problemas derivam da cultura da profissão. “Procuro sempre melhorar, em busca de promover um bom trabalho com profissionalismo. Penso que dessa maneira as mulheres conquistarão ainda mais seu espaço”, opina a fotógrafa. Évelin também recomenda que as novas profissionais estudem seu plano de negócio e encarem o próprio trabalho como uma empresa.
Para esse ano, são 60 vagas disponíveis para participar do evento. Yul conta que esse número reduzido é para proporcionar uma aproximação maior com os palestrantes. “A maioria são meninas que nunca palestraram e isso já traz uma visão nova para o mercado”, conta o profissional. Ele afirma que a ideia da atividade é lançar pessoas novas e colocá-las em evidência, compartilhando conhecimento com quem está assistindo.
A coordenadora do curso de Fotografia reforça que o evento oportuniza “dialogar com fotógrafas de referência no mercado, amadurecendo suas percepções e olhares críticos sobre a fotografia”. O Foto+ Vale do Sinos vai ocorrer no Auditório do Curso de Fotografia, na Unisinos Campus São Leopoldo no dia 7 de novembro, das 9h às 21h. O ingresso custa R$ 50 e pode ser adquirido online.
The post Um evento para debater o papel da mulher na fotografia appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Arte e feminismo são tema de evento na UFRGS appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O objetivo do debate é promover a reflexão sobre a inserção das artistas mulheres nas narrativas da história da arte. A conversa irá acontecer no Centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, nº 333 – Farroupilha). Para participar, não é necessário se inscrever previamente. O registro é feito na hora e podem ser oferecidos certificados aos participantes. A atividade é gratuita e mais informações podem ser obtidas no site.
19:00 – Abertura com a Profª. Drª. Daniela Kern (PPGAV/UFRGS)
Historiografia feminista da arte: uma visão de conjunto
Reflexões sobre a dialética da conquista do reconhecimento feminino
Anelise Valls (Doutorado/PPGAV)
Respondendo à questão: Por que não houve grandes artistas mulheres?
Thiane Nunes (Doutorado/PPGAV)
Lésbica e artista: Questões de visibilidade e expressão revolucionária
Lívia Auler (Mestrado/PPGAV)
Arte e Feminismo: A desconstrução da violência do olhar
Cristina Barros (Graduação/HDA)
Ofélia desperta: Ética e desejo
Ariane Oliveria (Mestrado/PPGAV)
Um caminho através da autoimagem
Renata Camargo (Graduação/Artes Visuais)
21:00 – Debate com todas as comunicadoras e público
The post Arte e feminismo são tema de evento na UFRGS appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Leituras feministas viram tema de curso de extensão appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O objetivo dos encontros é preparar os participantes para o VI Simpósio Internacional Desigualdades, Direitos e Políticas Públicas: Gênero, Interseccionalidades e Justiça, programado para ocorrer de 27 a 29 de novembro, no campus São Leopoldo da Unisinos. Serão lidas e debatidas obras literárias de pensadoras feministas, em que serão destacadas as contribuições delas para o ativismo nos assuntos centrais do Simpósio.
O curso é destinado para alunos, professores e comunidade em geral. Para quem tiver 75% de frequência, será fornecido certificado. Os encontros acontecerão das 9h às 12h. As inscrições podem ser feitas no site da Unisinos.

6 de outubro – Leituras Feministas: contextualizando o Curso (Flávia Biroli e Márcia Lima)
Renata Jardim (Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos)
Monika Dowbor (Unisinos)
Roberta Resende (Unisinos)
Local: sala TEDU 316 – Unisinos Porto Alegre
20 de outubro – Oyèrónké Oyěwùmí
Maria Filomena Semedo (UFRGS)
Miriam Steffen Vieira (Unisinos)
Riga Anilsa Borges da Silva (UFRGS)
Local: sala TEDU 316 – Unisinos Porto Alegre
10 de novembro – Lélia Gonzalez
Carolina Montiel (Unisinos)
Laura Cecília López (Unisinos)
Milena Cassal (Coletivo Atinuké- Pensamento de Mulheres Negras)
Local: sala TEDU 316 – Unisinos Porto Alegre
17 de novembro – Sueli Carneiro e Maria Aparecida Silva Bento
Joanna Burigo (Casa da Mãe Joanna)
Marília Veríssimo Veronese (Unisinos)
Sandra Silveira (Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos/UFRGS)
Local: sala TEDU 316 – Unisinos Porto Alegre
24 de novembro – Kimberlé Crenshaw
Denise Dourado Dora (Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos)
Winnie Bueno (Bolsista Capes/Proex PPGDir Unisinos)
Local: sala TEDU 616 – Unisinos Porto Alegre
The post Leituras feministas viram tema de curso de extensão appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Leituras que revolucionam appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Para iniciar a lista, um clássico da literatura feminista. A autora Angela Davis é uma mulher negra, nascida na década de 40, no estado norte-americano do Alabama. Ela foi integrante do Partido Comunista Americano, militante feminista e perseguida política, chegando a ser presa duas vezes. Toda essa carga empírica fez dela uma das autoras mais lembradas quando o assunto é feminismo, e, principalmente, do viés negro.
O livro foi lançado nos Estados Unidos em 1981, mas somente em 2016 foi traduzido e publicado no Brasil. “Mulheres, raça e classe” é uma obra reveladora, que desmistifica, ao longo dos 13 artigos que o compõe, diversos conceitos e práticas da época. Traz, logo no início, o legado deixado pela escravatura a comunidade negra nos Estados Unidos e passa por questões como o sistema carcerário e a regulamentação do trabalho das empregadas domésticas.
Angela foi uma das pioneiras das discussões de gênero dentro do movimento negro e conseguiu aliar academia e militância de um modo a criar uma obra universal, de fácil leitura e entendimento.

Recém-saído do forno, o livro reúne um ensaio autobiográfico e uma seleção de artigos publicados da pesquisadora e filósofa Djamila Ribeiro, na revista Carta Capital, entre 2014 e 2017. A autora vem se firmando como um dos grandes nomes do feminismo negro no Brasil. Djamila também é autora da obra “O que é lugar de fala?”, outra excelente dica de leitura.
“Quem tem medo do feminismo negro?” inicia com uma introdução pessoal da autora, que recupera suas memórias de infância para discutir aquilo que chama de “silenciamento” de sua cultura. Djamila conta como se descobriu negra e feminista. Ao longo da leitura, os artigos tratam de questões de intolerância a religiões africanas, comoções nas redes sociais e casos racistas com figuras públicas.

Chimamanda Nozi Adichie é um nome de peso quando o assunto é autoras de livros feministas. “Sejamos todos feministas” é a adaptação de um discurso feito pela autora no TEDxEuston, em 2012. Em 64 páginas, Chimamanda evoca suas memórias para falar sobre os estigmas de ser uma mulher feminista, desconstruindo diversos conceitos deturpados do movimento.
A autora nigeriana fala sobre a primeira vez que teve contato com a palavra feminista e o quanto as pessoas a tentaram convencer de que feministas eram infelizes, não combinavam com a cultura africana, não gostavam de homens e nem de maquiagem. Chimamanda decide então denominar-se como uma feminista feliz, africana, que não odeia homens e que usa maquiagem por si mesma e não para os homens.

Mais uma obra fundamental de Chimamanda Nozi Adichie, o livro é, basicamente, uma carta que responde à pergunta feita por uma amiga sobre como criar uma criança feminista. A autora traz diversas situações que presenciou ou que lhe foram relatadas e discorre sobre a forma como os pais devem agir na formação de suas crianças. Um ponto importante da obra é que a autora discorre sobre a ideia de educar meninos e meninas de forma diferente e acaba quebrando diversos mitos.

Pelas mãos das autoras Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, a obra compila a história de 44 mulheres inspiradoras, que fizeram a diferença em suas áreas no Brasil. Além dos relatos, a publicação reúne nove ilustradoras que criam, para cada personagem, um desenho próprio. “Extraordinárias: mulheres que revolucionaram o Brasil” é, além de tudo, uma aula de história e cultura brasileira.
A história da primeira mulher a ser alfabetizada, a primeira maestra, a primeira romancista do Brasil, mulheres que foram para a guerra, algumas literalmente. O livro pode ser deixado na cabeceira, para ler uma mulher por dia e inspirar-se sempre.

Para quem busca compreender o movimento feminista, deixar esta obra na estante não é uma opção. “O mito da beleza” foi publicado em 1991 nos Estados Unidos, e um ano depois no Brasil. A autora Naomi Wolf, um nome de peso nas obras feministas, e por vezes polêmica, ostenta uma coleção de livros publicados, abordando o movimento.
Nesta obra, ela analisa a exigência sofrida pelas mulheres para se adequarem a um padrão de beleza. Naomi traz dados e estatísticas, que, apesar de serem datados no ano da publicação da obra, são assustadoramente atuais. Desde a dificuldade para as mulheres encontrarem uma roupa adequada para o trabalho até os estigmas encontrados na hora do sexo. “O mito da beleza” afirma que o padrão imposto é a uma das últimas barreiras a ser derrubada pelas mulheres.

O clássico dos clássicos da literatura feminista não poderia ficar fora de uma lista sobre o assunto. Publicado em 1949, o livro foi considerado revolucionário para a época e integrou a lista de obras proibidas pela Igreja Católica e pela União Soviética. Sua autora, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, foi reconhecida como uma das maiores pensadoras do feminismo contemporâneo.
“O segundo sexo” conta com dois volumes. No primeiro dele, a autora explora fatos e mitos sobre o sexo feminino sob perspectivas históricas, literárias, filosóficas, biológicas, entre outras, afirmando que nenhuma delas é suficiente para definir o que é se mulher. A famosa afirmação “não se nasce mulher, torna-se mulher” é fruto das reflexões do livro e é amplamente discutida no segundo volume da obra.
The post Leituras que revolucionam appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Estudos de gênero ganham espaço no meio acadêmico appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Mas por que gênero, uma temática tão debatida na internet, ainda anda nas margens do jornalismo? A resposta pode ter origem na formação dos profissionais e professores da academia. Na qualificação da tese de doutorado, o jornalista Tainan Pauli Tomazetti realizou um mapeamento das teses e dissertações de comunicação pelo Brasil, que abrangem a temática no período de 2010 a 2015. Ele descobriu que, dos 4643 trabalhos produzidos, apenas 93, ou 2% do total, tiveram relação a estudos de gênero. Deste número, 25 ligam o assunto com jornalismo.
A jornalista e pós-doutoranda em Comunicação pela Unisinos Márcia Veiga da Silva é responsável por duas das 25 pesquisas citadas acima. Ela ingressou na área de gênero há 18 anos, quando trabalhava como assessora de imprensa na ONG feminista Themis: Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero. Foi na organização, acompanhando os estudos de antropólogas e juristas, que surgiu o interesse no tema.
Márcia tem dupla formação: em gênero e em jornalismo. Mas foi somente em 2008, com o projeto de mestrado, que passou a ser, oficialmente, uma pesquisadora de gênero. Ela atribui o baixo número de produções acadêmicas sobre o tema e a falta de espaço na agenda dos veículos ao déficit na formação dos profissionais. “Isso acontece muito porque as sistemáticas não são trazidas, não fazem parte da formação dos professores, não está na universidade de uma forma oficializada”, salienta.
Durante o mestrado, a jornalista passou três meses acompanhando a rotina de produção de um telejornal do Estado. Ela analisou a linguagem utilizada pelos agentes nas reportagens, o discurso e saberes que circularam no local e as relações entre os profissionais. A dissertação resultou no livro Masculino, o gênero do Jornalismo. “No meu estudo de mestrado, eu entendi que o jornalismo possuía gênero, e era masculino”, afirma Márcia.
Nas teorias do jornalismo, a Teoria Construcionista, que fala sobre o papel do jornalismo na construção social, tem como uma de suas linhas principais a inexistência de uma linguagem neutra. Portanto, a escolha das palavras pelo profissional tem forte poder discursivo. Nos estudos de gênero, e segundo a qual Márcia segue, a corrente do pensamento pós-estruturalista, destina um papel importante para a linguagem.
Para a pesquisadora, o jornalismo reproduz a heteronormatividade da sociedade, que corresponde a norma geral de valorizar não só mais aos homens, mas aos atributos considerados do masculino – força, proatividade, competitividade, individualismo, relações de autoritarismo. Possuir estes valores permite, nas palavras de Márcia, “melhores condições de acessar o poder e o prestígio, não apenas na sociedade de forma geral, mas no jornalismo em particular”.
“Na hierarquia das notícias, as que têm mais prestígio e mais valor são as hard news, que são as informações duras e fortes. Aí a gente começa a olhar pela linguagem. De que campo são as hard news? São do campo da política, polícia, economia. Campos historicamente ocupados por homens. Outra coisa que acho interessante a gente pensar no masculinismo do jornalismo: o furador, o jornalista furador, que persegue o furo”, instiga Márcia.
Os estudos de gênero deram os primeiros passos no Brasil no final dos anos 70, quando as temáticas feministas começaram a reivindicar espaço na agenda política. Mas foi na década seguinte que pesquisadoras começaram estudos sobre o assunto. Inicialmente, preocupadas com as relações de trabalho entre homens e mulheres, as pesquisas passaram a problematizar estas desigualdades em diferentes âmbitos.

Contudo, como explica Márcia, estas análises não possuíam um bom valor na hierarquia do conhecimento, apesar de existirem dentro das universidades, e, portanto, eram tratadas como assuntos menores, vistas com desconfiança. Foi somente em 2015, com a efervescência da primavera feminista, onde a internet ocupa um papel importante na ampliação da circulação de saberes, que os estudos de gênero ganharam força no Brasil.
A partir da ascensão da internet, as pautas feministas passaram a ganhar grande circulação e repercussão. Nos anos seguintes a 2015 diversos acontecimentos tomaram as mídias sociais e engajaram o público mais jovem. A emblemática propaganda do O Boticário, no dia dos namorados de 2015 – que demonstra dois casais homoafetivos se abraçando – foi espalhado pelas redes, recebendo desde ameaças de boicote a marca a mensagens de apoio.

A repercussão da propaganda foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Francielle Esmitiz, hoje mestranda em comunicação pela Unisinos. Ela teve o primeiro contato com estudos de gênero em 2014, quando ingressou na Iniciação Científica, mas sem orientação específica. “Eu e o Christian (colega de IC na época) fomos muito metidos. A gente teve muita dificuldade e acabou começando por textos muito difíceis”, explica.
Pensando em oferecer suporte teórico para as novas pesquisas atravessadas pelas temáticas de gênero, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Unisinos, conta, desde o primeiro semestre deste ano, com uma disciplina de gênero. Intitulada “Seminário da Linha de pesquisa 2 – Introdução ao conceito de gênero como categoria analítica e epistemológica para pensar a alteridade nas relações de poder-saber a partir do jornalismo”, ministrada por Márcia Veiga. Ela integra o quadro de pesquisadores da Unisinos desde 2015, quando conquistou uma bolsa para realizar o pós-doutorado.
“Eu, sendo uma pesquisadora da área e com o tema em destaque nos últimos tempos, percebo também que posso contribuir com essa expertise. Por isso, surge esta disciplina a fim de contribuir com alunos e alunas que estejam com diferentes atravessamentos. Mesmo que não diretamente, gênero seja algo central nos seus trabalhos e sempre penso que trazer este aporte e poder pensar sobre é fundamental”, enfatiza a professora.
Apesar de ser eletiva, a disciplina conta com um número significativo de participantes e se configura como uma das turmas mais cheias do semestre. São 14 alunos de diferentes cursos e linhas de pesquisa do programa estudando as relações entre gênero e jornalismo. Márcia conta que a ideia é trabalhar com os estudantes para que eles possam perceber, como as questões de gênero operam em relações de poder.
Outra iniciativa que vem surgindo dentro do PPGCOM da Unisinos é um grupo de estudos sobre gênero, formado por alunos do mestrado e doutorado. Francielle faz parte do grupo e conta que, mesmo em fase inicial, eles já conseguiram promover encontros com leituras de textos e diferentes materiais sobre o tema.
O próximo passo inclui estender o projeto para a graduação. “Nos cursos da comunicação não tem nenhuma disciplina de gênero. Quando eu fiz o meu TCC vi como seria bom ter uma disciplina, um encontro, um grupo, alguma coisa que pudesse dar este suporte”, conta Fracielle.

No dia 16 de março, o jornal El País anunciou a criação de uma nova figura em seu corpo editorial: uma editora de gênero. Segundo o veículo, a jornalista Pilar Álvar tem sob sua responsabilidade planejar e melhorar a cobertura sobre o assunto. Pilar trabalha no jornal desde 2007 e é especializada em temas de igualdade.
Em comemoração ao dia internacional contra a LGBTQfobia, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou o Manual de Comunicação LGBTI+. Carregado de novos conceitos e terminologias, a publicação serve também como um dicionário, orientando estudantes e profissionais durante sua escrita.
The post Estudos de gênero ganham espaço no meio acadêmico appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>