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Arquivos brasil - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/brasil/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 07 May 2021 19:11:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 A diversidade no Oscar 2021 e sua influência no cenário brasileiro https://mescla.cc/2021/05/07/a-diversidade-no-oscar-2021-e-sua-influencia-no-cenario-brasileiro/ https://mescla.cc/2021/05/07/a-diversidade-no-oscar-2021-e-sua-influencia-no-cenario-brasileiro/#respond Fri, 07 May 2021 17:40:41 +0000 http://mescla.cc/?p=15008 O Oscar de 2021 mais uma vez foi centro da discussão sobre diversidade no cinema ao indicar mais profissionais de grupos e etnias subrepresentados, algo que vem sendo cobrado pelo menos desde 2016 com a polêmica do Oscar so white (Oscar tão branco) iniciado nas redes sociais. Neste ano, a festa foi marcada pela quebra […]

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O Oscar de 2021 mais uma vez foi centro da discussão sobre diversidade no cinema ao indicar mais profissionais de grupos e etnias subrepresentados, algo que vem sendo cobrado pelo menos desde 2016 com a polêmica do Oscar so white (Oscar tão branco) iniciado nas redes sociais. Neste ano, a festa foi marcada pela quebra de alguns tabus, como o fato de pela primeira vez na história, duas mulheres terem sido indicadas ao prêmio de melhor diretor(a). Chloé Zhao (filme Nomadland) foi a segunda mulher a levar esta estatueta, e a primeira asiática a erguer levar o Oscar em 93 edições. 


Além disso, a premiação teve como fato inédito a indicação de melhor ator para um muçulmano (Riz Ahmed, O Som do Silêncio) e para um asiático-americano (Steven Yeun, Minari: Em Busca da Felicidade). Foi também a primeira indicação na história do Oscar de uma asiática na categoria de melhor atriz coadjuvante (Yuh-Jung Youn, Minari: Em Busca da Felicidade). Ela acabou levando a estatueta. Também foi a primeira vez que um longa-metragem produzido por negros foi indicado a melhor filme (Judas e o Messias Negro). Os  dois atores negros do mesmo filme disputaram  o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.


A busca por mais diversidade fez com que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que organiza o Oscar decidisse  que a partir de 2025, todas as produções que desejarem concorrer à categoria de melhor filme deverão acatar pelo menos uma das seguintes regras: 


“Ter um ator ou atriz de grupos étnico-racial subrepresentados num papel de protagonismo; 


30% do elenco e da equipe de produção, ou direção, ser de  minorias sociais; 


Tema central do filme sobre essas minorias; 


Igualdade de pagamento entre brancos, negros, mulheres e LGBTQIA+


Produções locais já se orientam por diversidade” 


O coordenador do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos (CRAV) Milton do Prado vê como muito positivo o o fato do Oscar estar mais atento a inclusão de grupos minoritários ao prêmio.  “As indicações e votações do Oscar representam tendências de debates sociais, tanto que o júri, atualmente, já possui participação maior de estrangeiros, por exemplo”, completa. 


Mas, apesar de ser o evento mais popular de cinema no mundo, Milton, que também ocupa a cena da realização audiovisual a partir de seu trabalho de montagem e crítica de cinema,  entende que o Oscar tem quase nenhuma influência na produção e no debate social e cultural do cenário brasileiro de cinema.Para ele, é o Oscar que está sendo influenciado.  “Isso mostra uma evolução no debate em Hollywood e no mainstream. A discussão pode ter mais influência no público que assiste aos filmes, mas quase zero em quem realiza projetos aqui no Brasil. Isso é só mais uma tentativa do mainstream em não perder terreno e público”, entende Milton. 

Fatimarlei Lunardelli. (Foto: Arquivo Pessoal)


A professora do CRAV e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), Fatimarlei Lunardelli, concorda que a discussão sobre diversidade na equipe e nos temas de filmes está mais adiantada aqui no Brasil do que na cena norte-americana.  “A websérie Confessionário: Relatos de Casa, sobre violência doméstica e de gênero, com direção de Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol, é mais um dos exemplos de como a produção no estado discute sobre esses tipos de tema”,“

Teaser da 3ª temporada Confessionário: Relatos de Casa. (Youtube/Confessionário)


“Cheguei a ouvir que protagonistas mulheres não tinham a capacidade de atrair muito público”



A cineasta e ex-aluna do CRAV Tatiana Nequete é uma das realizadoras gaúchas preocupadas com o tema diversidade no cinema. Tatiana é diretora e criadora da série Oráculo das Borboletas Amarelas, da TV Brasil, que aborda temas como machismo, racismo, feminismo, além de ter maior número de personagens femininos como protagonistas. “Por conta dos temas abordados, sofremos e demoramos muito para colocar o projeto em ação. Cheguei a ouvir que protagonistas mulheres não tinham a capacidade de atrair muito público”, relata a diretora.

Tatiana Nequete. (Foto: Arquivo Pessoal)


Além disso, Tatiana conseguiu montar uma equipe muito bem representada por mulheres. Por isso, elas ocupam todos os cargos de liderança na equipe de produção. “Fizemos dessa maneira pensando, primeiramente, por se tratar de uma série que possui protagonistas femininas. Também para não corrermos o risco de ter um ambiente machista e tóxico, como é comum na grande maioria dos sets de filmagem no Brasil”, revela.


Falando especificamente sobre a presença feminina na produção audiovisual, a cineasta Tatiana acredita que isso só vai aumentar quando forem criados mecanismos sociais e políticos que permitam à mulher ocupar cargos de liderança no cinema. “Infelizmente, ainda há pouquíssimas mulheres como diretoras gerais e de fotografia. Por isso, as narrativas de homens brancos ainda predominam nos temas abordados nos filmes”, completa. 


A percepção de Tatiana pode ser comprovada pelos números. Segundo o levantamento da Ancine, Diversidade de Gênero e Raça nos Lançamentos Brasileiros de 2016, apenas 5% dos profissionais dos longas lançados comercialmente eram negros. Destes filmes, mulheres só estavam em funções de direção e roteiro em 19% e 16%, enquanto negros somente em 2,1% das realizações audiovisuais. Além disso, negros faziam parte de meramente 8% de elenco principais e mulheres eram diretoras de fotografia em 7,7% das produções. 

Trailer da série criada e produzida por Tatiana Oráculo das Borboletas Amarelas. (Youtube/ Fica EBC)


Em relação ao Oscar, Tatiana acredita que o ato da premiação em abrir espaço para um número maior de profissionais pouco representados deve ser mais valorizado. “Ter essa discussão no Oscar é um sinal muito importante e forte de que as coisas estão. Mostra que isso é uma tendência no cenário”, afirma a diretora, complementando que, apesar disso, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para se chegar a uma igualdade de direitos e oportunidades no cinema. 


O debate sobre diversidade no cinema na sala de aula



Tatiana Nequete entende que o assunto está cada vez mais presente no ambiente acadêmico. Mas também revela que quando entrou no curso em 2003 a presença de grupos minoritários era baixíssima. “quando ingressei na universidade, o número de mulheres, negros e negras era muito pequeno. Além disso, existiam poucas mulheres no mercado como diretoras. Eu acabava tendo pouca referência que pudesse me inspirar”, relata a cineasta. 


O coordenador do curso da Unisinos, Milton do Prado entende que as discussões sobre diversidade cresceram bastante na última década. “O maior número de debates e conversas sobre diversidade podem ser explicados também por conta da presença dessas pessoas na sala de aula. A presença de mulheres e negros, por exemplo, aumentarou bastante na última década”, conta Milton


A demanda por debater essas questões fez com que o curso criasse o projeto CRAV Mais Diverso. “A ação, que foi pensada em conjunto com todos  os professores, acontece desde o ano passado e tem como objetivo trazer mais discussões étnicas-raciais, feminismo e de gênero para dentro da sala de aula”, conta.


O professor ressalta ainda que a preocupação com a representatividade na funções ocupadas na realização, e nos temas, deve ser seguida pelo olhar criterioso em todos os aspectos da produção. “O filme deve ser bem realizado. O produto deve ir além de ter apenas um bom tema central”, acredita Milton.

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Abertas inscrições para o “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo” https://mescla.cc/2018/08/28/abertas-inscricoes-para-o-4o-ciclo-de-estudos-reinvencao-politica-no-brasil-contemporaneo/ https://mescla.cc/2018/08/28/abertas-inscricoes-para-o-4o-ciclo-de-estudos-reinvencao-politica-no-brasil-contemporaneo/#respond Tue, 28 Aug 2018 17:34:37 +0000 http://mescla.cc/?p=7433 Nos dias 4 de setembro (terça-feira) e 8 de novembro (quinta-feira) ocorre no Campus Unisinos São Leopoldo o evento “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo. Limites e Perspectivas”. Trata-se de rodadas de palestras que abordam a temática da política brasileira nos cenários pré e pós-eleições de 2018.   As falas acontecerão na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros. […]

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Nos dias 4 de setembro (terça-feira) e 8 de novembro (quinta-feira) ocorre no Campus Unisinos São Leopoldo o evento “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo. Limites e Perspectivas”. Trata-se de rodadas de palestras que abordam a temática da política brasileira nos cenários pré e pós-eleições de 2018.  

As falas acontecerão na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros. Segundo o professor Lucas Henrique da Luz, “as palestras têm relação entre si, porém são independentes. Assim, você pode assistir todas elas ou participar daquela(s) que tiver mais interesse e disponibilidade”. Abaixo, seguem os horários e temas de cada apresentação. As inscrições podem ser feitas aqui. 

 

04 de setembro de 2018 (terça-feira)

8h30min – Início do Credenciamento

8h50min – Abertura

9h às 11h – O cenário eleitoral brasileiro e a participação das juventudes. Possibilidades e Limites
Profa. Dra. Rosana Pinheiro-Machado – UFSM

11h às 12h30min – Os projetos políticos da eleição brasileira de 2018 e os papéis da esquerda. (Im)previsões e análises
Prof. Dr. Moysés Pinto Neto – Ulbra

12h30min às 14h – Intervalo

14h às 16h – A política do comum e do protótipo. Possíveis alternativas à captura da política e do Estado
Prof. Dr. Henrique Z. Parra – Unifesp

16h15min às 18h – A democracia sem partidos e a partir das muitas e dos muitos. (Re)Invenção política?
Prof. MS Roberto Rolim Andres – UFMG e Piseagrama 

 

 

8 de novembro de 2018 (quinta-feira)

8h30min – Início do Credenciamento

9h às 11h – O cenário pós-eleitoral no Brasil. Possibilidades e Limites
Prof. Dr. Roberto Dutra Torres Junior – UENF

11h às 12h35min – A (nova) biossocialidade brasileira no cenário pós-eleitoral. Limites e Perspectivas
Prof. Dr. Orlando Fernandes Calheiros Costa – PUCRio

12h30min às 14h – Intervalo

14h às 16h – Juventudes e periferias no cenário pré e pós-eleitoral brasileiro
MS Henrique Costa

16h15min às 18h – Trabalho, renda universal, (des)igualdades e a reinvenção da esquerda. Desafios e perspectivas 

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A ascensão das animações faz Brasil ser destaque em festival internacional https://mescla.cc/2018/08/07/ascensao-das-animacoes-faz-brasil-ser-destaque-em-festival-internacional/ https://mescla.cc/2018/08/07/ascensao-das-animacoes-faz-brasil-ser-destaque-em-festival-internacional/#respond Tue, 07 Aug 2018 17:45:19 +0000 http://mescla.cc/?p=7204 No festival Annecy deste ano, na França, oito animações brasileiras foram selecionadas para a competição, e o Brasil foi homenageado na mostra “Brazil – Frame by frame – Cem anos de animação brasileira”. Este se tornou um feito histórico para o cinema brasileiro, que teve o maior número de lançamentos de longas-metragens em 22 anos, só em 2017 foram lançados […]

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No festival Annecy deste ano, na França, oito animações brasileiras foram selecionadas para a competição, e o Brasil foi homenageado na mostra “Brazil – Frame by frame – Cem anos de animação brasileira”. Este se tornou um feito histórico para o cinema brasileiro, que teve o maior número de lançamentos de longas-metragens em 22 anos, só em 2017 foram lançados sete longas-metragens. 

Além do crescimento do número de filmes de animação estreados, o Brasil também fez história ao expandir as animações no formato de séries televisivas. Nos último dez anos, a produção brasileira passou de duas para 44 séries, sendo duas delas campeãs de audiência no canal a cabo Discovery Kids: “Peixonauta” e “O Show da Luna”.  

Para o ex-aluno de Realização Audiovisual e atual diretor e roteirista de animação e ficção Pedro Harres, o crescimento da cena do cinema nacional aconteceu por um conjunto de fatores, desde as políticas de incentivo ao reconhecimento dos filmes brasileiros em festivais internacionais. “Em primeiro lugar, as políticas de incentivo foram essenciais para o florescimento não só da animação, mas de todo o audiovisual brasileiro. E em segundo lugar, o reconhecimento que a animação brasileira está tendo em festivais internacionais, isso abre portas e atrai parcerias. Mas vale ressaltar também o talento, criatividade e a garra do animador brasileiro, de perfil extremamente autodidata”, explica Pedro Harres, premiado em festivais estrangeiros. 

Após a extinção da Embrafilme e da Fundação do Cinema Brasileiro no governo do presidente Fernando Collor, o cenário do cinema nacional nos anos 1990, se viu muito precária. Neste período, o Brasil produziu entre dois ou três filmes longas-metragens por ano. Então somente no governo de Itamar Franco, houve a retomada da atividade com novas leis federais de apoio à produção. Em 2001, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi criada a Agência Nacional do Cinema (Ancine), órgão com o objetivo de fomentar, regularizar e fiscalizar a indústria cinematográfica nacional. 

Um grande marco para a animação brasileira foi também o anúncio do lançamento da primeira série animada do Brasil na plataforma do Netflix. “Super Drags” conta a história de três jovens que se transformam em drag queens super-heroínas, mas a série que nem foi lançada ainda, já vêm sofrendo boicote pela Sociedade Brasileira de Pediatria, sendo que o seriado é direcionado para o público adulto, segundo seus criadores. 

Segundo Pedro Harres, as séries direcionadas ao público infantil são maioria em indústrias do mundo e falta muito para séries de animação para o público adulto. “As séries adultas são geralmente um produto de maior risco, que surge quando o mercado já está consolidado. O que nós precisamos fazer para mudar essa situação é um ‘carro abre alas’, uma série adulta com qualidade e que faça grande sucesso, para reverter essa resistência dos produtores e canais. Mas para isso, alguém precisa ousar, tanto da parte da produção quanto da difusão”, afirma o roteirista e diretor. 

O professor de Animação do curso de Realização Audiovisual da Unisinos James Zortea Gomes acredita que o atual cenário do cinema é um momento histórico. “Principalmente pela consolidação internacional da animação brasileira, com filmes que venceram grandes festivais – O menino e Mundo de 2014 e também com diversas séries brasileiras veiculadas com sucesso em diversos países, tais como: ‘O Irmão do Jorel’, 2016, e ‘O Show da Luna’, 2014”. 

Para ele, as novas tecnologias são ferramentas essenciais para o jovem estudante de Realização Audiovisual. “Agora as plataformas de vídeo on demand são uma fonte fundamental de aprendizagem, compartilhamento e criação para os estudantes de animação. Logo, acredito que a busca por um curso acadêmico de realização audiovisual, como o CRAV Unisinos, permite compreender com profundidade aspectos fundamentais do roteiro, fotografia, direção de arte, criação sonora, produção e direção, além do próprio ofício de animar, presentes em um filme de animação”, explica o professor. 

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Comida de Rua chega ao Espaço Unisinos https://mescla.cc/2018/06/11/comida-de-rua-chega-ao-espaco-unisinos/ https://mescla.cc/2018/06/11/comida-de-rua-chega-ao-espaco-unisinos/#respond Mon, 11 Jun 2018 20:04:17 +0000 http://mescla.cc/?p=6403 Misturar a cultura ocidental com a asiática, utilizar especiarias, criatividade e comercialização. Entre rolinhos primavera, bolinhos e hambúrgueres, o público pode escolher e experimentar diferentes temperos nas porções vendidas entre as seis bancas da primeira edição da Feira de Comida de Rua no Espaço Unisinos, em Porto Alegre.  O evento faz parte da disciplina de Técnicas Gastronômicas Orientais, do curso de Gastronomia da […]

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Misturar a cultura ocidental com a asiática, utilizar especiarias, criatividade e comercialização. Entre rolinhos primavera, bolinhos e hambúrgueres, o público pode escolher e experimentar diferentes temperos nas porções vendidas entre as seis bancas da primeira edição da Feira de Comida de Rua no Espaço Unisinos, em Porto Alegre. 

O evento faz parte da disciplina de Técnicas Gastronômicas Orientais, do curso de Gastronomia da universidade, e tem como principal objetivo trabalhar os aspectos da cozinha fusion, uma mistura de sabores e culturas por meio da comida, trazendo ingredientes de um continente e de outro. Na feira, os alunos tiveram de usar ingredientes típicos da culinária asiática, como gengibre, curry e pimenta. 

De acordo com a professora Flávia Silveira, a feira também tem a função de mostrar para os estudantes um pouco do mercado de trabalho. “Essa interação com o público também faz parte das competências que a gente quer desenvolver com a feira. Além disso, eles também têm que precificar o que estão vendendo, ou seja, entender o que estão gastando, o custo da preparação. E devem colocar uma pequena margem em cima para formar o preço de venda. Então já envolve algumas ferramentas de formação de preço de vendas.” 

Fotos: Giulia Godoy

Como uma das principais atividades da disciplina aplicada no terceiro semestre do curso, a Feira de comida de Rua trabalha com duas edições. A primeira foi produzida pelos alunos da turma da manhã, com cerca de 180 porções no total e valores que iam de R$10,00 a R$15,00. A segunda edição do evento ainda não tem data marcada, mas, de acordo com Flávia, será com os alunos do turno da noite, também no espaço Unisinos.  

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Jornalista lança série de reportagens sobre futebol e democracia https://mescla.cc/2018/06/06/jornalista-lanca-serie-de-reportagens-sobre-futebol-e-democracia/ https://mescla.cc/2018/06/06/jornalista-lanca-serie-de-reportagens-sobre-futebol-e-democracia/#respond Wed, 06 Jun 2018 17:46:02 +0000 http://mescla.cc/?p=6361 Quando a convocação para as seleções são divulgadas, surgem muitos questionamentos: quem mais poderia ser escolhido? Por que um jogador está naquele time e outro não?  O jornalista Roberto Jardim acredita que o potencial do jogador vai além do seu desempenho em campo. Por isso, criou a série de reportagens Democracia Fútbol Club (DFC), que traz também a importância do papel dos atletas na política.  Conhecido por colocar o esporte, especificamente o futebol, para […]

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Quando a convocação para as seleções são divulgadas, surgem muitos questionamentos: quem mais poderia ser escolhido? Por que um jogador está naquele time e outro não? 

O jornalista Roberto Jardim acredita que o potencial do jogador vai além do seu desempenho em campo. Por isso, criou a série de reportagens Democracia Fútbol Club (DFC), que traz também a importância do papel dos atletas na política. 

Conhecido por colocar o esporte, especificamente o futebol, para algo a ser levado além do campo, o jornalista lançou, em 2016, o livro cartonero “Além das Quatro Linhas”. Uma série que reúne cinco reportagens, minuciosamente editadas e publicadas pela editora Vento Norte CartoneroOs exemplares foram feitos com as capas em papelão, pintadas a mão, ilustrando as grandes histórias presenciadas por Roberto Jardim.  

Através do Medium, o profissional mostra histórias de ex-jogadores politicamente engajados, contando histórias através de seu olhar admirado, revelando o perfil real de grandes atletas, contando suas trajetórias de vida pessoal, profissional e ativista. Entre as estrelas do time, há atletas que foram vítimas das ditaduras, racismo, e também conta o atual engajamento dos craques para construir uma sociedade melhor.  

Ao navegar pela escalação do DFC, encontramos também a trajetória de batalha política de três brasileiros, o meia-armador Afonsinho, que lutou durante o regime militar pelo direito de jogar em qualquer time que o quisessem e que fosse do seu consentimento, e o também meia, Sócrates (1954 – 2011), que além de ser conhecido pelo bom futebol, também entrou para história por dar uma declaração polêmica, sobre uma suposta corrupção envolvendo a Federação Internacional de Futebol (FIFA), e o ex-atacante Reinaldo, conhecido, assim como Sócrates, pelas comemorações com o punho cerrado. 

Com o novo projeto, Roberto Jardim, em parceria com as editoras Vento Norte Cartonero e Candeeiro Cartonero, lança entre os meses de junho e julho a obra “Democracía Fútbol Club – O futebol além das quatro linhas”, que assim como a primeira obra do autor, conta com o prefácio do jornalista esportivo Juca Kfouri,  capa de papelão e ilustrações exclusivas para cada exemplar, feitas manualmente. A venda será feita através das páginas das editoras no facebook. 

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