wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post #TEDxUnisinos: Liliana Sánchez appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Ainda em Guerreiro, conheceu Mariana, uma das fundadoras da Iluméxico, empresa que leva energia elétrica através de sistemas solares para comunidades rurais do México. Em 2011, Liliana recebeu um convite para trabalhar na companhia e, encantada com a Iluméxico, aceitou. Atualmente, ela ocupa o cargo de gerente regional, sendo responsável pelas tarefas de acompanhar a logística de cada área, fornecer ferramentas e implementar estratégias de intervenção nas comunidades da região norte do país.
“Um projeto como o Iluméxico me deu a oportunidade de continuar conhecendo a realidade de tantos povos que vivem nas montanhas, principalmente comunidades indígenas, que são iluminadas com diesel, velas, ocotes (lenha) e lâmpadas. Muitos anos se passaram e continua a ser a minha principal motivação trazer luz a essas comunidades”, conta.
Além de levar energia solar para comunidades marginalizadas e rurais do México, Liliana conta que a empresa atua com esquemas de intervenção social e oportuniza aos colaboradores grandes experiências de vida.
“A Iluméxico também deu oportunidades de trabalho para a população local, que nunca imaginou ter um emprego formal e dentro de suas regiões. Hoje sou uma pessoa mais sensível, porque tive a oportunidade de conhecer muitas histórias de vida, pessoas com muitos conhecimentos, vi um país que poucos conhecem”, conta.
Liliana sobe ao palco do TEDxUnisinos no dia 17 de agosto, no Teatro da Unisinos, para trazer um pouco de sua vivência na Iluméxico e falar sobre os aprendizados adquiridos em anos de trabalho nas comunidades vulneráveis de seu país. “Eu amo o que fazemos no Iluméxico. Espero poder transmitir a essência do que é Iluméxico, como o nosso trabalho impactou as comunidades, trazendo dados concretos, e histórias sobre as mulheres que beneficiamos”.
“Eu amo meu trabalho, ele nunca para de me mover, quando uma família tem luz pela primeira vez, eles sempre desenham um sorriso e as crianças sempre procuram um livro, um caderno, um brinquedo qualquer objeto, para poder usar a luz”, conta Liliana. Descer a América e apresentar seu trabalho em uma conferência como o TEDx será mais uma fronteira que a profissional e a Iluméxico romperão.
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]]>The post #TEDxUnisinos: Filipe Roloff appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Formado em Comércio Exterior pela Unisinos em 2013, encontrou na SAP Labs América Latina um ambiente inclusivo, diferente de suas experiências anteriores. “Quando eu entrei na SAP, já estava motivado por estar em uma empresa mais mente aberta e inovadora”, conta Roloff.
Em 2012, passou a integrar o grupo Pride@SAP – uma equipe interna que busca a conscientização dos funcionários para a inclusão LGBT – e, em 2016, tornou-se líder da equipe. Filipe construiu sua trajetória na empresa em paralelo ao ativismo. Hoje, ocupa o cargo de consultor de sucesso do cliente na SAP.
Trabalhar com diversidade e inclusão LGBT no Brasil, país com alto índice de criminalidade contra a comunidade no mundo, é tarefa árdua, mas encorajadora para Filipe. “Eu encontro mais propósito no meu trabalho e crio laço afetivo com a empresa. A motivação é fazer com que a gente tenha um ambiente mais inclusivo dentro da empresa e fora dela. Espero que a gente consiga, por meio deste trabalho, mostrar o caminho certo à outras empresas”, acredita.
Fora da SAP Filipe integra outros projetos e grupos de diversidade, como o LGBT Summit – um evento que une empresas com foco na diversidade LGBT no estado gaúcho. Ele lidera também o projeto Pride Connection no Brasil – grupo que surgiu no México, em 2014, com o objetivo de ajudar outras organizações a desenvolver grupos de diversidade e trabalhar o assunto. “Hoje o Pride@SAP é um dos grupos mais reconhecidos em relação à inclusão LGBT no Brasil. Temos trabalhado para dar o exemplo”, conta.
Ele acredita que o futuro do corporativismo é apostar no que chama de sustentabilidade das relações e recursos humanos. “A inclusão da diversidade vai muito além de simplesmente diminuir preconceito na sociedade, mas trabalhar pra que tenhamos sustentabilidade nas relações criando ambientes de oportunidades iguais e possibilidades de crescimento a todas as pessoas “.
No TEDxUnisinos, Filipe falará sobre sua trajetória pessoal, demonstrando que é possível ligar diversidade e inovação, criando um ambiente mais inclusivo nas empresas. “Trabalhar em um ambiente assim fez toda a diferença pra mim. Com o tempo, outras pessoas estão começando a escolher onde trabalhar baseado em quão inclusivo o ambiente é. Mais do que procurar por inovação e diferentes possibilidades de carreiras, e sim por saber que vão ser acolhidas e se sentir bem nesse ambiente”, relata.
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]]>The post #TEDxUnisinos: Lui Nörnberg appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Lui nasceu no corpo de uma mulher, habitou em Nara, como foi chamado em seu batismo. Canguçu, cidade do interior do Rio Grande do Sul, o viu nascer. Mas ele cresceu em Pelotas, a cerca de 40km distante. Mudou-se para São Leopoldo aos 17 anos a fim de cursar o magistério e ingressar na universidade. Permaneceu em São Leopoldo, tornando-se aluno do curso de Pedagogia na Unisinos.
Lui tentou, em um último esforço desesperado, ser mulher. Casou-se com um homem e viu-se desmoronando junto ao matrimônio. Depois de um ano, atravessou a fronteira mais significativa de sua vida e, também geograficamente, mudou-se para Ji-Paraná, Rondônia, no norte do Brasil. Juntou o que restava de sua mudança, colocou as malas em cima de sua camionete e, na companhia de seu cachorro atravessou o país para, enfim, encontrar-se.
Lá, Lui terminou a faculdade, trabalhou como professor e, ao descer novamente o país, levava consigo uma mala a mais, preenchida com lições de vida e experiência. “Rondônia permitia, como é típico da fronteira, viver cada um dentro da sua necessidade, necessidade da sua natureza. Então, por isso, Rondônia foi muito marcante para mim, me deixou muito confortável em estar olhando para mim, para as minhas escolhas, para quem eu estava sendo naquele momento, e para o que eu poderia vir a ser. Foi um marco neste sentido, tanto que eu vim pra cá fazer o mestrado e queria voltar para lá”, conta.
Voltou ao Rio Grande do Sul, e à Unisinos para adquirir o título de mestre e doutor – e as contingências da vida o fizeram ficar. Dentro da universidade, construiu uma carreira sólida na docência e esteve à frente de diversos projetos pedagógicos. Lui saiu de Pelotas em 1988 como Nara, e, como que no fechamento de um ciclo, regressou quase 30 anos depois como Lui. Em 2017 passou no concurso da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e no ano de 2018 assumiu a coordenação do curso noturno de Pedagogia.
Para falar no TEDxUnisinos, dia 17 de agosto, Lui enxerga-se diante de uma nova fronteira, e ultrapassá-la significa abrir-se para um novo e grande desafio. “Eu nunca participei de nenhum movimento social ligado aos grupos LGBTs, eu não estudo esse tema. E tenho sido desafiado, desde que eu entrei na Federal de Pelotas, a conversar com esses grupos, trazer a experiência, a minha trajetória”, conta.
Lui Nörnberg sobe ao palco do Teatro da Unisinos desafiando-se a compartilhar e traspor suas fronteiras. “Quando eu optei por isso (transgenia), eu optei por atravessar essa fronteira, não no intuito de ser visível para os outros, para os outros me verem, mas pra eu me ver, pra eu poder ver, espelhado no meu corpo, aquilo que eu via no meu espírito”, finaliza.
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