wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post Maior premiação estudantil da propaganda gaúcha, ARP Academy abre inscrições appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Nesta edição, os participantes terão de construir uma campanha de incentivo ao voluntariado para a ONG Parceiros Voluntários. O trabalho poderá ser desenvolvido individualmente ou em duplas, com o auxílio de um professor orientador. Serão selecionados três finalistas para participar do Salão ARP 2023, que será realizado em dezembro, em Porto Alegre. O projeto vencedor será anunciado durante o evento e os responsáveis serão intitulados como ‘Estudante(s) do Ano de 2023’ e ‘Professor do Ano’.
Para Geferson Barths, Diretor de Conexão com a Academia da Associação, é uma alegria realizar mais uma edição do ARP Academy. “O concurso ajuda a consolidar um espaço importante de representatividade acadêmica na ARP”, pontua.

Neste ano, além de levar para casa o troféu de estrela do Salão ARP na categoria Estudante do Ano, o aluno receberá uma premiação inédita: participar de três imersões em empresas premiadas no evento, nas categorias Agência do Ano, Anunciante do Ano e Veículo do Ano. Assim, o vencedor poderá desenvolver novas experiências profissionais e construir redes de contato durante o primeiro semestre de 2024.

Para Anaís Bertoni, coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, participar de premiações são sempre experiências significativas para os estudantes que buscam ter um diferencial em sua trajetória profissional. O que vale principalmente na área da Publicidade, em que tem a criatividade é um pilar. “Incentivo os estudantes que desejam ingressar na carreira que participem do Prêmio e sintam um pouco como é a prática da carreira”, completa.

As inscrições podem ser realizadas pelo site do ARP Academy, onde também está disponível o regulamento. A data limite é 31 de outubro.
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O Workshop de PP é um evento anual. Em edições anteriores, contou com diversos participantes, entre alunos, professores e representantes de marcas conhecidas no mercado. Desta vez, a proposta foi diferente: homenagear os 50 anos da graduação em Publicidade e Propaganda da Unisinos.
Esse foi o tema escolhido para nortear as criações do dia. “Com esse propósito, eles tinham que pensar respostas para a pergunta: como a publicidade, a cultura e a arte se articulam em um manifesto para o futuro?”, explica a coordenadora interina do curso, professora Letícia Gomes da Rosa.
Os cerca de 40 inscritos se dividiram entre os três núcleos possíveis. Na hora da inscrição para o evento, era possível escolher entre as áreas de “Audiovisual”, “Redes Sociais” e “Intervenção no Campus”. Cada grupo deveria elaborar um manifesto a partir do tema “Nós somos o futuro agora”.
O time de Audiovisual decidiu montar um vídeo-manifesto. Enquanto alguns alunos gravavam imagens no campus, outros se dedicavam a elaborar o texto para o vídeo e gravar as locuções. Em apenas um dia, o grupo trabalhou no roteiro, na gravação, locução, edição e finalização do material. O resultado foi apresentado ao final do evento.
O time de Redes Sociais produziu cards para postagem e vídeos curtos, além de desenvolverem o design do logotipo que homenageia o aniversário do curso.
Já o time da Intervenção no Campus levou arte para a Universidade: com tinta e pincéis nas mãos, os futuros publicitários desenvolveram uma bandeira comemorativa, além de terem tido a possibilidade de transformar uma parede do campus em arte, obras que foram idealizadas alguns dias antes do evento, em uma oficina preparatória. Os alunos contaram com a parceria do artista plástico Renam Canzi, convidado especialmente para o Workshop.
As equipes tiveram à disposição materiais e espaços para a realização dos projetos, como câmeras, computadores, tintas, pincéis, além de laboratórios para edição e gravação de áudio. Laboratoristas também estiveram presentes para auxiliar os alunos.


Como essa edição do Workshop de PP não foi planejada para ser uma competição, não houve distribuição de prêmios. A proposta era a de unir os estudantes, e permitir que suas vozes, juntas, contassem histórias e percepções sobre os 50 anos do curso. A ideia é que os materiais produzidos sejam reproduzidos futuramente. “A ideia era de colaboração, e não de competição. A gente entende que o mercado tem um processo de competitividade, de premiação, mas nós, enquanto universidade Jesuíta, prezamos muito pelo compartilhamento de ideias e pela construção do conhecimento de forma coletiva”, afirma Letícia.
O lançamento oficial dos materiais produzidos pelos participantes ainda não tem data definida, mas os organizadores prometem para breve. O vídeo manifesto produzido pelo time de Audiovisual, as publicações do time de Redes Sociais – com os vídeos e artes especiais sobre o evento –, além do resultado do trabalho do time de Intervenção no Campus estarão disponíveis nas redes sociais do curso. Quem estiver pelo campus de São Leopoldo já poderá conferir in loco algumas produções, como a bandeira produzida pelos estudantes, que está fixada no prédio D01, bem em frente à Agexcom, e o grafite, que foi pintado em uma parede próxima ao Restaurante Universitário, no Centro Comunitário. O grafite trata-se de um galo realista (símbolo da Publicidade), feito pelas mãos do artista Renam, com participação do aluno Fred Zuffo.


Segundo a equipe organizadora do Workshop de PP, o olhar para as mudanças da profissão e transformações para o futuro foi o fator motivador do evento. Para a professora Lisiane Cohen, que trabalha com audiovisual e que acompanhou de perto as produções dos alunos, é fundamental ter uma conexão com o contexto, com a sociedade que a gente vive. “Esses profissionais que estão sendo formados precisam ter essa agilidade nas mudanças, precisam ter resiliência para poder, se for o caso, mudar a rota, mudar o rumo”, sublinha a professora.
A atividade foi uma oportunidade de unir estudantes dos campi Porto Alegre e São Leopoldo. Lisiane comenta que um dos objetivos era proporcionar uma sinergia, uma troca de ideias, de impressões, e dar a possibilidade dos alunos criarem juntos. “A gente queria que tivessem uma relação de pertencimento com o curso. Que eles pudessem realmente se apropriar”, explica a professora.
O estudante Felipe Germano Pedrotti, do 6º semestre de PP, integrou a equipe de Audiovisual no Workshop. Ele já havia participado de uma edição do evento, e conta que, desta vez, pôde colaborar com praticamente todos os processos de desenvolvimento do vídeo, colocando em prática diferentes habilidades. “Particularmente me senti desafiado quando chegou a hora de editar o vídeo. Me dispus à essa tarefa, pois já faço algumas produções amadoras, e esse seria o momento perfeito para testar meus conhecimentos. No fim do dia, foi incrível ver os resultados que conseguimos alcançar em equipe”, comemora Felipe.
Para ele, o feedback do grupo e dos professores foi fundamental. Felipe celebra que o Workshop foi uma imersão para vivenciar um pouco a dinâmica do mercado. “É um evento que dá a oportunidade dos alunos vivenciarem um pouco da rotina de trabalho criativo em diversas áreas e sem medo de errar. É justamente um momento de experimentação pessoal”, afirma o futuro publicitário.
A estudante Júlia Dutra da Rosa está bem perto da formatura. Atualmente no 8º semestre, participou do Workshop pela segunda vez. Segundo ela, os aprendizados que adquiriu com as atividades desenvolvidas no evento têm a ajudado muito nas tarefas que desempenha na empresa onde trabalha. Também integrante da equipe Audiovisual, Júlia participou da realização do roteiro e da edição de som. “Foi uma experiência muito legal por ter o envolvimento de todos, e foi maluco ver a cooperação de alunos dos dois campi e de diferentes semestres e idades se esforçando para fazer acontecer”, conta.
Eduarda Kirch, que está no início da graduação, cursando o segundo semestre, aproveitou o evento para conhecer a área e os colegas presencialmente, já que, com as aulas remotas, isso não era possível. “Esse workshop teve muita importância na minha formação profissional, pois entramos em contato com pessoas que não conhecemos. Tivemos a oportunidade de trabalhar em uma área que não estamos acostumados, mas que desperta curiosidade. Foi uma oportunidade muito bacana”, comenta Eduarda. A estudante escolheu participar também da equipe Audiovisual pelo interesse que possui na área. “Foi um trabalho muito bacana de participar. Foi desafiador captar as imagens em tão pouco tempo, mas o resultado ficou surpreendente. Acredito que todos saíram desse evento satisfeitos com o que foi produzido”.
A coordenadora interina do curso de PP acredita que o incentivo da Unisinos na arte e na cultura foi muito positivo para a elaboração do evento. “Ele permitiu a conexão dos estudantes com qualidades essenciais para quem quer trabalhar na área”, destaca Letícia. Para a professora Lisiane, em um dia juntos, os alunos vivenciaram aquilo que o mercado deseja: saber trabalhar de forma colaborativa, em equipe, conjunta, com respeito. “Tudo isso a gente trabalhou nesse dia. Todas estas skills (habilidades, em português), essa abertura para escutar o outro, é fundamental para quem quer criar. Foi perfeito, foi muito bom”, comenta.

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Às vésperas de comemorar o sexto ano morando na Cidade Luz, Samuel conversou com o Mescla por videochamada. Enquanto aqui, em terras gaudérias, a tarde estava quente, Samuel chegava em casa depois de mais um dia de trabalho na capital francesa. Além do atraso no metrô e a situação do comércio, que seguia fechado, a prosa se voltou para a aventura de empreender a partir do zero. E fora do Brasil. Confere aí na entrevista:
Mescla: Como a publicidade surgiu na tua vida?
Samuel: Eu caí de paraquedas no curso de PP. Quando ainda estava na escola, fazia freelas de criação gráfica, mas nem sabia que era comunicação. Fiz vestibular para Engenharia Elétrica e cheguei a cursar um semestre, mas todo mundo sempre dizia que eu tinha mais a ver com comunicação. Até que eu percebi que realmente não me encaixava na Engenharia. Era uma atividade totalmente fora do meu estilo. Decidi fazer vestibular de novo para entrar em Publicidade e Propaganda. Ali, eu finalmente me achei.
Mescla: Como foi o teu início de carreira, já que ela começou quando ainda estavas estudando?
Samuel: Logo no segundo semestre, comecei a trabalhar bastante com freelas. Eu conhecia um colega que tinha feito algumas atividades da faculdade comigo. Nós resolvemos trabalhar juntos e, disso, resultou nossa primeira agência, a Plus. No terceiro semestre, a gente já tinha clientes e tudo mais. Eram empresas que hoje estão no campus da Unisinos em São Leopoldo, vários clientes interessantes. Fomos crescendo, eu continuei estudando, tocando a agência, e ela passou de uma peça na minha casa para uma sala comercial no centro da cidade. Essa mudança ajudou a agência a crescer mais, ter funcionários, mas o meu sócio não tinha a mesma vibe que eu. Sou um cara que gosta de investir e arriscar, gosto de desafios. Minha vida não funciona se ela não for difícil. Então, resolvi comprar a parte dele e transferi para uma nova sócia, que era aluna de Relações Públicas. Começamos a criar planejamento para os trabalhos que a gente oferecia e, assim, a empresa deixou de ser um estúdio de criação para ser realmente uma agência. Logo que me formei, unimos a agência à DW, que era de um grande amigo também de São Leopoldo, e formamos a DW Plus. Nessa época, passamos a atender a West Coast, Cravo & Canela, Converse e várias empresas do mundo digital. A Plus absorveu a DW porque esse meu amigo tinha o projeto de deixar a agência comigo e partir para outros projetos. Mas chegou um momento, quando tudo estava estável, que eu comecei a procurar mais desafios. Ofereci um projeto onde eu também estaria inserido dentro da empresa do cliente para absorver e sentir o DNA da companhia. Começamos a criar projetos bem enraizados. A Device, que está localizada no Tecnosinos, foi um desses projetos, e o diretor tornou-se um grande amigo. Ele ficou tão contente com os resultados que me deu 1% da empresa. Então, eu cheguei nesse momento da minha vida, em que atingi o ponto alto da estabilidade.

Mescla: O que te fez deixar a estabilidade para trás?
Samuel: Recebi propostas para trabalhar em Nova Iorque e não aceitei porque achei que não era minha vibe. Eu também estava nesse mundo da comunicação no Rio Grande do Sul, sabendo que possivelmente tinha atingido o máximo possível sem um investidor. Eu estava tranquilo, precisava arranjar um problema na minha vida. Desde a faculdade, eu queria sair do país. Já tinha tudo organizado para ficar três anos em Londres e finalizar meus estudos lá, mas, como a empresa tinha muitos clientes, tive que abortar meu plano. Isso ficou na minha cabeça por anos e anos. Quando cheguei na estabilidade da minha vida profissional, quando todo mundo dizia que era hora de ter filhos, eu disse que era hora de ir embora.
Mescla: Como conseguiu realizar esse desejo?
Samuel: Eu sou de origem irlandesa, mas não tinha como conseguir visto para a Irlanda. Eu gostava muito da França. Então, pensei: por que não? Liguei para a embaixada francesa, em São Paulo, e pedi para falar com alguém de projetos. Bem na cara dura mesmo. Eu disse que tinha a ideia de fazer uma agência digital na França, porque sabia que o comércio nessa área lá não era tão evoluído. Disseram que sabiam quem podia ajudar e passaram o meu contato para uma pessoa. Já pensei que estavam me enrolando. No outro dia, meu telefone tocou e era o Gabriel, um francês que trabalhava na Agência Internacional de Investimento da França. Expliquei que tinha esse projeto, mas não tinha o investimento necessário. Mesmo assim, começamos a conversar. Fui para São Paulo, com meu computador e as minhas ideias ainda desorganizadas. O Gabriel me explicou então que a Agência não estava preocupada com quanto eu iria investir no país, mas sim com a qualificação que eu poderia levar. Redigi um projeto e enviei ao sistema francês de empreendedorismo. Ainda não tinha nome, não indicava quem seria a cabeça do projeto e nem informava qual seria o investimento. Só o conceito. A proposta ficou disponível nesse sistema. Ele é acessado por governos municipais que apresentam motivos para o projeto ir para as respectivas cidades. Meio que “a gente não vai dar dinheiro, mas vai ser mais fácil de se desenvolver em minha cidade por tais motivos”. Recebi três propostas: de Montpellier, Marselha e Paris. Disse ao Gabriel que iria para Montpellier, mas ele me convenceu de que o melhor seria Paris, por ter mais estrangeiros e eu não falar bem o idioma. Na verdade, eu não sabia nada de francês. Eu acabei conseguindo um visto de talento, que é muito difícil de obter, mas, depois de conquistado, é mais rápido e facilitaria a vida da minha esposa também. Assim, em maio de 2015, desembarquei aqui. Tinha dinheiro para cinco meses, um apartamento por dez dias, não sabia francês e não conhecia ninguém.
Mescla: Parece que foi um começo difícil…
Samuel: Continuei trabalhando para clientes do Brasil porque não tinha clientes aqui ainda. Qualquer evento de tecnologia eu estava lá. Voltei a ser uma “agência de axila”, que é quando tu colocas a pasta debaixo do braço, segura os cartõezinhos na mão e sai distribuindo. Fui conhecendo gente, fazendo contato, começou a aparecer um trabalho aqui, um logotipo lá, uma identidade visual de vez em quando. Conheci uma menina que achou muito legal meu trabalho. Ela pegou meu cartão. Quando eu não tinha muito trabalho, até cuidei do gato dela quando foi viajar. Ficamos amigos. Um dia, ela estava no Starbucks tomando café e ouviu um cara falando ao telefone. O desconhecido disse que tinha um projeto de calças, mas não achava ninguém decente para trabalhar a comunicação. Achava todos aventureiros. Ela me ligou e disse: Samuel, eu tenho um cliente para ti. Eu pensei: nossa, que bom! Mas ela me pediu para esperar. Se virou, cutucou o cara e disse que tinha um diretor de criação para ele. Marcamos um encontro presencial, e o resultado: trabalhamos juntos até hoje! Acabei de vir da empresa dele, aliás. Foi meu primeiro grande cliente. Mas hoje também trabalho para um centro náutico na Bretanha e um aplicativo de futebol. Disso, 99% é digital. Cada vez me reinventando mais. A cada dois anos, preciso me reinventar. Não ofereço nada que eu oferecia antes.
Mescla: Como estão as coisas em agora?
Samuel: Eu estou em um processo de naturalização, aguardando a resposta. Mas cumpri todos os passos, comecei do zero, não conhecia ninguém, meu francês é de bar, porque aprendi na rua e no sofrimento. Às vezes, eu paro e penso, e eu me surpreendo. Eu ainda estou aqui, totalmente adaptado à cultura. Não me vejo mais indo embora.
Mescla: A universidade ajudou você a se preparar para as dificuldades?
Samuel: Gosto de empreender com riscos. Toda vez que eu vou para o Brasil, que eu converso com turmas de faculdade, eu explico que a comunicação é uma área pouco valorizada, difícil de entrar, e o pessoal desiste fácil. E eu sou apaixonado pelo que eu faço. Por isso que eu gosto de passar minha experiência para os alunos, porque, pra mim, a Unisinos foi muito importante. A gente não tinha disciplina de empreendedorismo, mas eu tive um professor que era de mercado, e eu sempre ouvi muito ele.
Mescla: Já passou por momentos difíceis que achou que não fosse superar?
Samuel: Às vezes dá uma desmotivada, mas nunca ao ponto de querer baixar o braço, porque eu sou guerreiro. Perder um cliente, não conseguir resultado, acontece. Mas o que finalmente mudou é que, na comunicação, a gente se vê muito como artista. Áh, não tem como mensurar quanto atinge. Mas o nosso objetivo é vender, sempre foi e nunca vai deixar de ser. Hoje, eu trabalho muito com resultado. Se a gente faz uma campanha e a marca vende pouco, o culpado sou eu. Não é o cliente, porque a gente é obrigado a vender. Se a pessoa clicou e não comprou, a culpa é de quem? Temos número, sabemos onde as pessoas mais clicam no site, quantas indicaram amigos, quantas entraram no site mas não compraram, se rolaram até embaixo para saber se o produto é legal ou não. Hoje em dia, existem formas de ver isso e buscar resultados.
Mescla: Quais os planos para o futuro?
Samuel: Nunca planejei a longo prazo, no máximo um ano, porque a gente nunca sabe o que vai acontecer. Mas estou gostando do que eu estou fazendo, então, isso, pra mim, por enquanto, é bom. Não sei te dizer se daqui a três anos eu vou estar aqui, se eu vou ter ideia de fazer outra coisa em outro lugar. Enquanto estava desenvolvendo meu trabalho aqui, recebi uma proposta para dirigir uma equipe em Hong Kong e não topei.
Mescla: A pandemia foi um problema para a Illune?
Samuel: São duas faces do mesmo prisma. Para o mundo digital da França, foi excepcional, porque avançou muito o que as empresas tinham receio de fazer. Dei um passo à frente em algumas coisas. Quando vi que ia ficar ruim, apresentei um miniplano de emergência para cada um dos meus clientes. Isso criou uma raiz muito forte com eles. Tenho essa fama de ter uma ótima relação com os clientes, mas isso nos uniu ainda mais. O plano de emergência da Looking For Wild vendeu muito. A gente ainda está surfando na mesma onda do lockdown. Para a minha empresa, não foi bom, porque eu passei meses sem um novo projeto, mas a vantagem é que eu avancei em algumas propostas, porque quem pensava em e-commerce para 2022 acabou antecipando para 2020. Digamos que o faturamento foi ruim, mas o portfólio foi bom.
Mescla: Que conselho pode dar para os novos publicitários?
Samuel: A primeira coisa é que tu tens que acreditar no que quer fazer, e tem que fazer o que gosta. Não adianta ser concursado público se não gosta disso. E tem que gostar da comunicação, porque não é uma profissão de glamour. Tu vais apanhar muito. E se vai apanhar muito, tem que ser por algo que goste. Também é interessante se reinventar, se informar do que está rolando no mundo, isso te ajuda a antever certas coisas. Se conhece a forma política de pensar, a forma política que o país age, vai ter uma ideia da decisão que teu líder vai tomar. Pode até antever os passos e evitar problemas. Por isso, antes de ter um confinamento, eu já podia apresentar um plano de emergência para os meus clientes.
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Na primeira aula, aprendeu a tirar proveito de todas as ideias que estavam a seu alcance. Acostumado a manusear o papel fino próprio para desenho na confecção de plantas baixas nas aulas de Arquitetura, fez recortes até chegar ao formato de que precisava, e escreveu os textos à mão. Igor já tinha um personagem criado por ele que costumava desenhar. Aproveitou para inseri-lo no trabalho, fazendo comentários críticos. A montagem rendeu boas notas. Foi quando percebeu que gostava mesmo disso.
Igor recorda de outro trabalho naquele semestre. Era uma crítica ao livro “O dia em que o povo ganhou”, de Joel Rufino dos Santos. O futuro publicitário faz a resenha em formato pocket (de bolso), utilizando, para isso, um bloco de anotações. “Parecia com aqueles bloquinhos do jogo do bicho”, explica, aos risos. “Para mim, o dia que o povo ganha é quando ganha no jogo do bicho.”
Igor começou a estudar na Unisinos quando o campus ainda era localizado no Centro de São Leopoldo. Para ele, lá, no local conhecido hoje como Antiga Sede, os cursos eram muito mais próximos e os debates aconteciam no pátio da universidade, que reunia estudantes de áreas variadas. Foi nessa época que o então estudante publicou um livro de poesias e fez da escrita outra forma de expressão.
Mudou-se para Caxias do Sul, onde, segundo diz, “encontrou um lugar para si”. Depois de peregrinar bastante, criou sua própria empresa de publicidade. Mas não somente isso. “Fiz um monte de coisas ao mesmo tempo, porque eu acho que trabalhar em escritório é muito enfadonho”, confessa. “Então, eu me divertia com outras atividades. A primeira foi quando um cliente comentou que não havia nenhuma rádio decente em Caxias. No caso, não havia quem tocasse jazz.”
Com o apoio desse cliente, Igor pegou seus discos de vinil e lançou um programa dedicado ao gênero musical nascido em Nova Orleães, nos Estados Unidos. Foram cinco anos no ar. Dali, foi chamado para escrever crônicas no jornal Pioneiro, de Bento Gonçalves. Desse material, surgiu o livro A importância das coisas (2008).
Entre o fim do programa de rádio e a vida como cronista, o publicitário também deu aulas na Universidade de Caxias durante quatro anos. Mas como escrever era um amor muito maior, conta Igor, ele se aventurou como cronista culinário no Jornal de Caxias. Próximo da família Iotti, foi o irmão do famoso cartunista gaúcho quem pediu a Igor que preenchesse uma lacuna no jornal com um texto. E aquela crítica culinária, que era para ser apenas um favor, se tornou semanal.
Uma crise financeira do jornal obrigou Igor a escrever para sites da cidade, até que ingressou no Pioneiro. No rádio, ainda tentou mais um programa, dessa vez de entrevistas, em que conversava com publicitários sobre a área técnica da profissão, trazendo detalhes que as pessoas não conheciam. “Foi bem divertido”, recorda. Depois, vieram mais dois livros: Desejos Urbanos (2010) e Paredes (2011).
Mas não foi só no rádio e no texto que Igor se aventurou. Dedicou-se, durante cinco anos, ao programa Cozinhando na TV, produto da emissora da Universidade de Caxias. “A cozinha ficava em um bloco de salas onde também ocorriam outras aulas. Eu deixava a porta bem aberta para o cheiro chegar até os alunos. Tem pessoas que ainda lembram disso, mesmo depois de tanto tempo”, comenta. A experiência rendeu um livro de receitas: Receitas fáceis e saborosas.
Sempre motivado pelo que despertava seu interesse, o comentário de um ex-professor fez o publicitário pensar em um novo projeto. “Ele tinha saudades da revista literária da faculdade, e eu disse que, então, iria editar um jornal literário”, conta Igor. “Chamei de jornal Lasanha, já que eu ainda estava no programa de TV, e aquela seria uma mistura de camadas de coisas boas. Fui atrás do pessoal que fez a antiga revista literária. Com as colaborações deles e de outras pessoas, conseguimos trabalhos que iam do Piauí ao interior de Não-Me-Toque. O jornal, que começou com contos e poesia, se abriu para artistas plásticos e fotógrafos”, comenta.
Inclusive, um dos cartoons produzidos pelo Iotti para o jornal Lasanha ganhou uma menção honrosa em um festival internacional de humor. Outro trabalho realizado pelo grupo foi uma grande exposição de fotos, que contou com mais ou menos dez colaboradores. Esse encontro aconteceu em 2012.
Durante todos esses acontecimentos, a BAG Propaganda estava em funcionamento. “A agência veio com o foco de não fazer bobagem, de fazer uma comunicação séria, bem pensada”, diz Igor, um dos três sócios-fundadores. “Isso nos cria alguns impasses, porque muitos publicitários gostam de ser alegóricos, como um circo. Não sei fazer circo. Estamos há 38 anos trabalhando seriamente.”
Nesse tempo todo, o publicitário aprendeu que planejamento serve para olhar na direção que se vai, mas não a longo prazo. “Se em seis meses nada mudou, então estou fazendo algo muito errado. As coisas mudam do dia para a noite, e não dá para ficar sempre preso em um planejamento”, avalia. Para Igor, o essencial é uma análise de mercado e trabalhar muito. Mesmo com a perda de alguns clientes durante a pandemia, ele se mantém otimista. “O jeito é olhar para o futuro e tentar superar as dificuldades, escutando tudo que possa colaborar com a nossa continuidade.”
Quer saber como foi o encontro dos formandos dos anos 80? Confere ai como foi um pouco desse momento, eternizado na produção da professora Luiza Carravetta:
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Bruna concluiu a graduação em 2019. A formatura, que estava marcada para março de 2020, foi cancelada devido à pandemia do novo coronavírus. A faculdade, lembra Bruna, era como uma base. A então estudante tentava extrair das disciplinas situações que agregassem à área profissional que se encontrava. “Sempre tentei casar as coisas”, comenta Bruna, que revela uma preferência pela área das exatas durante o Ensino Médio. “Antes da faculdade, eu tinha feito um curso técnico de Marketing e não conhecia nada sobre comunicação. Por causa dele, quis seguir estudando, na universidade, em um curso que dava continuidade à área”, diz Bruna.
“Não acredite que a faculdade vai
resolver tudo por ti. Ela é a tua
estrada, em que você vai colocando
coisas para andar junto contigo”
A publicitária passou por diversas mudanças ao longo da graduação, e percebeu que o curso também evoluiu. “Acho que isso foi acontecendo ao longo do tempo. Vi que a comunicação é uma área muito ampla. A gente entra na faculdade com informação muito limitada sobre a atuação nesse segmento. Muita coisa aconteceu na sociedade, nas empresas, com a própria internet, e o curso também foi se transformando”, analisa Bruna.
A jovem aluna percebeu, então, que a comunicação é um campo estratégico. Talvez por ter entrado na universidade, segundo ela, com ideias clichês sobre a publicidade, não imaginava estar atuando, no futuro, no segmento financeiro. Hoje, Bruna trabalha na Realize, instituição financeira das Lojas Renner, como especialista de Marketing. “A comunicação e o marketing estão por tudo, e no meio financeiro também. As pessoas não vivem sem dinheiro. Esse paralelo das coisas deu muito fit comigo”, observa a publicitária, que destaca estar também muito próxima de histórias de pessoas. “Foi por acaso que eu vim parar no segmento financeiro, mas não é por acaso que eu permaneço nele agora.”
Bruna acredita na relevância do profissional de comunicação, e deixa um conselho para os futuros publicitários: “Experimentar o máximo possível de tudo, das possibilidades da profissão, de atuar em segmentos diferentes, de trabalhar em uma agência ou em uma empresa de outra área, entrar de cabeça muito aberta. Conversar com as pessoas, trocar experiências. Não acredite que a faculdade vai resolver tudo por ti. Ela é a tua estrada, em que você vai colocando coisas para andar junto contigo”.
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Em entrevista ao Mescla, a egressa do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos contou um pouco sobre sua trajetória desde o comecinho, lá em 2012. Confere ai!
Mescla: O que mais te marcou na faculdade?
Jessica: O momento que eu lembro com mais carinho foi a construção do meu Trabalho de Conclusão de Curso. A professora Anais Bertoni foi minha orientadora. Lembro que cheguei e falei para ela: eu quero sair com distinção. Eu queria me doar. E essa vontade de fazer uma coisa que me marcasse, somada à ajuda dela, foi um esforço que deu certo. Eu abordei no TCC o impacto do consumo nas crianças, por causa do fenômeno dos youtubers mirins. Comecei a pensar nesse tema em 2017. Hoje, é mais fácil conseguir essas informações, mas há dois ou três anos não tinha tanta informação disponível. Nós fomos descobrindo e montando juntas. No final, o trabalho rendeu uma distinção. Essa é uma coisa que eu levo com muito carinho porque me dediquei. Fora toda a faculdade.
Mescla: Foram anos bem aproveitados?
Jessica: Sempre tinha como colocar em prática tudo que eu aprendia. Principalmente porque, na publicidade, é possível ir por vários caminhos diferentes e, mesmo assim, todos os dias eu ainda utilizo algo que aprendi.
Mescla: De onde surgiu a ideia para o teu TCC?
Jessica: A minha irmã hoje tem 6 anos. Na época, tinha 3. Ela adorava ver esses vídeos e eu percebia como isso mexia com ela. Por mais que a gente realizasse um tipo de controle, o pouco que ela via, às vezes, já batia diferente. Foi uma forma de entendê-la e trazer para o meu mundo. Por isso que foi tão especial também, teve uma ligação pessoal. Essa ligação é uma coisa que eu utilizo em todos os parâmetros da minha vida. Eu tenho que estar feliz, ter emoção envolvida. Eu acho que fica aí o sucesso da coisa.

Mescla: Quando a tua carreira na área começou?
Jessica: Eu trabalho desde antes da faculdade e isso, para mim, foi um divisor de águas. Por questões financeiras, me formei em seis anos. Então, quando me formei, já tinha seis anos de experiência, não saí tão iniciante. Eu comecei fazendo bico em uma agência de publicidade, quando tinha 17 anos, para ver se era isso mesmo que eu queria. Fiquei ali alguns meses, vivendo o dia a dia, e entendi que era aquilo que eu queria fazer. Entrei na Unisinos na metade daquele ano e comecei a estagiar já no primeiro semestre. Fiz os dois anos de estágio e depois me tornei assistente de marketing. Durante toda a duração do meu curso, estive trabalhando. Minha faculdade toda foi trabalhando. De noite, nas aulas, eu via alguma coisa nova. No outro dia, conseguia aplicar na prática. Quando saí da universidade, já estava trabalhando como analista de marketing, e isso foi importante para mim, porque um bom diploma faz a diferença em muitos lugares. Felizmente eu estava bem respaldada. Em 2018, iniciei meu MBA em Marketing Digital. Fiquei um ano nesse processo, e hoje eu sou head de marketing e comunicação da Web Art Group, um grupo de 12 produtos. A sede é em São Paulo, mas, por enquanto, estou alocada em São Leopoldo e, em breve, estaremos abrindo uma sede em Canoas. Nós atendemos grandes marcas com foco em vendas online, o e-commerce. Hoje, tenho duas pessoas dentro do meu time, faço toda a gestão de marketing e de comunicação da empresa. Foi um grande salto nesses dois últimos anos da minha carreira. Terminei a faculdade como analista e hoje eu sou head de área, coordenando toda a parte de comunicação e estratégia de comunicação da empresa. Eu estou bem feliz. Deu certo! (risos)
Mescla: Sente que encontrou o caminho que precisava?
Jessica: Eu aprendi, nessa minha trajetória, que queria trabalhar para uma empresa, para um nome. Por mais que a gente tenha nossos próprios clientes, o que me dá prazer realmente é trabalhar para um nome, levar o nome de alguma empresa a crescer. Trabalhei em agências especificamente com clientes e faltava esse vínculo de encantar e dar força para uma marca. Hoje, meu foco é esse, me encontrei aí, que é de onde também pretendo expandir.
Mescla: Já pensou em ter teu próprio negócio?
Jessica: Meu gestor fala muito isso, aprendi com ele: dos 20 aos 30 anos, a gente constrói nossa carreira, trabalha para grandes líderes, faz toda essa experimentação. Dos 35 aos 40, quer trabalhar para si mesmo. Então, eu penso que até os 35 eu quero fazer nome, ajudar grandes empresas para, quem sabe, realmente abrir um negócio próprio. Por mais que eu faça alguns trabalhos freelancer em paralelo, nos quais ajudo na construção de marcas de pessoas que estão querendo abrir seu próprio negócio, hoje meu foco é a Web Art. É uma empresa onde eu estou muito feliz. Eles permitem que eu tenha autonomia para fazer isso e, talvez, daqui a pouco, com 35 ou 40 anos, vai ser hora de entender se esse bichinho do empreendedorismo faz sentido para mim ou não.
Mescla: Já pensava nisso antes de encontrar um rumo profissional?
Jessica: Acho que a primeira vez que comecei a pensar em empreendedorismo foi na Unisinos. Em várias aulas, vieram pessoas jovens, da nossa faixa etária, conversar sobre o mercado de trabalho. Era legal ver pessoas de 26, 27 anos. “Sou eu daqui a pouco!”, pensava. E eles já tinham uma empresa, estavam começando. É na faculdade que a gente tem esse incentivo, mas tu tem que ter esse desejo. Tem pessoas que realmente não gostam, que gostam de trabalhar para marcas, grandes empresas. Mas, na faculdade, eu via aquelas histórias que chegavam e batia em mim diferente. Isso é algo que já está vindo desde a faculdade.
Mescla: Acredita que tua experiência prévia ajudou nesse processo até hoje?
Jessica: Eu comento muito isso, é uma visão até um pouco cruel, mas a gente coloca adolescentes de 15, 16 anos para escolher a profissão que praticará o resto da vida. “Faça faculdade!”, dizem. É surreal. Com essa idade, nós estamos nos montando, nos reconhecendo como pessoas. Foi a minha experimentação, principalmente no primeiro semestre, a rotina pesada de trabalhar o dia todo e estudar à noite, que me fez tomar uma decisão mais segura. Porque eu gostei, mas se minha decisão fosse entender que aquilo não era certo, pelo menos tinha embasamento. Querer conhecer fez toda a diferença de chegar aqui hoje e saber aceitar um desafio como liderar uma área com a certeza de que é isso mesmo que eu quero e posso fazer.
Mescla: Que conselho daria para a Jessica do começo da faculdade?
Jessica: Eu diria para ter menos ansiedade, deixar de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Houve vezes em que eu fazia um estágio de manhã, um estágio de tarde, aula à noite, e quando chegava em casa ia fazer alguma coisa. Essa ânsia me prejudicou em vários momentos. Tinha um rotina maluca em que não conseguia nem me organizar direito. Foi bom para mim, mas eu iria com mais calma, mais tranquilidade, porque teve vezes que eu senti que deixei de aproveitar momentos até da faculdade por estar nessa ânsia.
Mescla: Mesmo tão jovem, já pode dizer que se sente realizada?
Jessica: Eu me sinto grata porque a posição que eu tenho tão no início da carreira foi graças ao networking que construí. Sempre convivi com pessoas muito legais, desde professores até colegas de trabalho e de aula, e isso foi montando quem eu sou hoje. Tem muita coisa que eu ainda quero construir, tanto na empresa quanto na vida pessoal. Sou muito jovem, tem muita coisa pra fazer ainda. Mas eu brinco que uma das coisas que mais gosto, em qualquer coisa que eu faça, é ver a reação das pessoas. Eu acho que esse é o legal da comunicação e da publicidade: é encantar, fazer por algum motivo. Não dá para ser hipócrita e falar que não tem o lado financeiro, as métricas, mas sempre tem alguma coisa por trás, tem o benefício para alguém. Meu setor trabalha muito com endomarketing, que é a comunicação voltada para o colaborador. Ver ele gostando, feliz, é realmente uma motivação. Hoje, a comunicação tem um papel, uma responsabilidade muito grande, porque influencia as decisões das pessoas. Ela precisa ser feita com cuidado, com carinho e com propósito. A palavra certa é propósito. Porque ela pode ir para um caminho totalmente errado e influenciar negativamente. Somos muito responsáveis pela forma como colocamos isso na rede, principalmente agora, com a pandemia, porque quem não estava online, agora está. A responsabilidade ficou ainda maior.
Mescla: Que conselho pode dar para quem está começando?
Jessica: A principal coisa é aproveitar o círculo de amizades, de colegas, de professores, porque esse vínculo é muito forte, não acaba na faculdade. Tenho colegas que entrevistei semana retrasada. E a gente indica, o mercado não para. Tem que aproveitar, sugar isso. Também é preciso aproveitar bastante esse momento. Depois que passa, voa, e a gente sente bastante falta.
Mescla: Aproveitar cada oportunidade é o que guia tua vida pessoal e profissional?
Jessica: Eu sou empolgada com a minha profissão. Eu realmente me encontrei, esse foi meu grande motor. Sou movida pelo meu interesse, esse brilho no olho. Todas as vezes que eu tive que mudar de trabalho, ou mudei alguma coisa, meu gatilho foi por ter perdido o brilho. No último emprego que eu pedi desligamento, minha justificativa foi: perdi o brilho. E é isso que eu fico buscando, encontrar esse brilho.
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“A Unisinos teve um papel bem relevante na minha história profissional, e ela influenciou também na minha mudança para Porto Alegre, algo que eu sempre quis fazer”, conta o publicitário, natural de Caxias do Sul. Trabalhando em agências de comunicação desde 2015, Mateus teve a oportunidade de experimentar diferentes áreas da profissão, do atendimento ao planejamento. Foi nessa caminhada que descobriu o universo dos dados para a comunicação.
Quando mudou-se para a Capital gaúcha, colocou em prática o “confronto de âmagos” que ele acredita ser crucial. Para Mateus, uma cidade cosmopolita como Porto Alegre poderia lhe oferecer essa chance.
Ouça a instigante conversa – e muito mais – no novo episódio do MesclaCast.
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Hoje, aos 33 anos – e formado há oito –, Marcelo é um dos sócios da Trinto, uma empresa de consultoria especializada em tecnologia e transformação digital. Foi gerente de projetos por quatro anos e, depois disso, tornou-se sócio. Este é o seu nono ano no empreendimento. “A Trinto tem muitos valores que eu respeito. A gente traz bastante coisa na bagagem que passei a empregar na empresa”, comenta Marcelo.
Marcelo queria ser redator para TV e revistas, mas, ao longo dos anos que passou na faculdade, as coisas foram mudando. “Sempre senti que eu me esforçava bastante, mas não tinha um talento natural para aquilo. Então, a vontade de ser redator foi diminuindo, muito por causa da disciplina de Planejamento”, revela. Marcelo gostou tanto que não faltou a nenhuma aula, mesmo elas ocorrendo nas noites de sextas-feiras. Foi a partir daí que ele entrou para a área de gestão, que é o que faz até hoje.
“O curso de Publicidade te dá muitas possibilidades, abre mil portas, e eu testei várias”, lembra. Marcelo fazia poucas cadeiras a cada semestre para, nas palavras dele, “sentir o curso”. Com isso, optou por não se formar rápido para conseguir fazer mais estágios e ter mais experiências antes da formatura. Ele vê isso como uma escolha positiva, uma vez que as parcerias que fez durante os oito anos de Unisinos seguem com ele até hoje. “O fato de eu ter levado o curso muito a sério fez com que facilitasse, depois, as relações que eu tive com os colegas da faculdade”, conta Marcelo.
A intenção do publicitário sempre foi, de alguma forma, unir a tecnologia e a comunicação. Marcelo se vê como um entusiasta dessas duas áreas, tendo o comprometimento, o respeito, a colaboração e a qualidade como base. “Apesar do Brasil ser um país de terceiro mundo, que tem pouco acesso à informação, é possível ver a evolução do digital, do e-commerce, da comunicação, e entender que a gente tá passando por uma transformação. É muito gratificante, para mim, fazer parte disso. Mas eu ainda tenho aquela visão mais romântica, de acreditar na democratização da compra online, do acesso ao digital, do acesso à internet. Acho que é bem importante, e o futuro do Brasil depende disso”, defende.
Foi com esse pensamento que Marcelo se tornou sócio da Trinto. Ele se juntou à empresa porque sentia que outras agências não atendiam as demandas necessárias. Começou atuando com intraempreendedorismo (mesmo, na época, não sabendo que existia um nome para isso). É uma forma de gestão que te leva a trabalhar como se aquele empreendimento fosse teu e o ajuda a crescer. Para o publicitário, empreender, hoje, é mais concorrido, mas, também, tem algumas vantagens. Segundo ele, é preciso se aproveitar do digital, já que, muitas vezes, o que tu precisas para começar é apenas um computador e os teus conhecimentos. “Empreender é ter uma boa ideia e se cercar de pessoas que, não necessariamente são de mercado, mas que tenham seus talentos e se complementem. É possível empreender e sair do zero, mesmo sem ter trabalhado em outros lugares, fazendo bons projetos”, explica Marcelo.
Para o futuro, o publicitário se vê na Trinto realizando os projetos da empresa. Mas revela que tem também vontade de dar aulas para a graduação para mostrar, como diz, o “outro lado dos cursos de comunicação”, trazendo os resultados do digital e explicando como as pessoas podem trabalhar nas diversas áreas do segmento. “Quero dividir um pouco do que eu vivenciei nesses anos todos, provocando meus futuros alunos a entender o que é possível fazer quando a gente junta a comunicação com o digital”, vislumbra.
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Para Bruna, essa é uma responsabilidade e tanto, mas ela está preparada. “É estranho, porque eu cheguei de paraquedas e sou a primeira! É uma responsabilidade e tanto. Todo mundo quer saber como foi. Ainda bem que eu gostei do curso”, brinca ela. Transferida do curso de Relações Públicas, descobriu na Publicidade o nicho onde realmente gostaria de se desenvolver. Como foi possível aproveitar parte do curso anterior, acabou ingressando nas turmas da metade final de PP, e isso fez com que pudesse se formar um semestre antes dos antigos colegas.
“Eu senti falta dos colegas nesse momento, mas alguns tiveram que atrasar a formatura por conta da pandemia”, explica Bruna. “Como sempre estudei no presencial, senti muita falta desse contato na reta final. Mas sempre me senti amparada pelos professores e pelo próprio curso, tanto nas questões de aula e trabalho quanto na vida em si. Isso é uma coisa que eu prezo muito.”

Para a formanda, o formato do curso, sempre valorizando atividades em grupo e simulações do mercado de trabalho, foi um diferencial importante para reconhecer a importância desse diploma. “Como eu trabalho com outras faculdades, posso dizer que gosto muito do currículo do curso da Unisinos”, comenta Bruna. “Quando comecei a atuar profissionalmente, não senti falta de embasamento, porque sempre tivemos muitas cadeiras práticas. Hoje, até mesmo os estágios pedem por experiência, e o curso permite que se pratique em sala de aula e possa ao menos ter noção do que existe aí fora.”
Essa é uma conquista do curso que se estende a todos os alunos, formandos ou em processo de aprendizagem, como concorda Anaís. “Esse trabalho é feito por muitas mãos e envolve a dedicação do colegiado e da Unidade de Graduação. Por isso, não é só a Bruna que se forma agora, mas muitos dos alunos que se formarão no próximo semestre fazem parte dessa primeira turma do curso. Todos têm uma história muito especial conosco.”
Planos para o futuro? Bom, um deles é seguir melhorando sua formação: “Tenho muita vontade de continuar na Unisinos, seja no mestrado, na pós. Minha vontade é continuar, porque me identifiquei muito com os professores, com o curso e com os valores da Universidade.”
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