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Arquivos #publicidade - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/publicidade-2/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Wed, 13 Jul 2022 19:56:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Pesquisa avalia hábitos de consumo através da publicidade em podcasts https://mescla.cc/2022/07/13/pesquisa-avalia-habitos-de-consumo-atraves-da-publicidade-em-podcasts/ https://mescla.cc/2022/07/13/pesquisa-avalia-habitos-de-consumo-atraves-da-publicidade-em-podcasts/#respond Wed, 13 Jul 2022 19:56:37 +0000 http://mescla.cc/?p=16712 Alunos do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos desenvolveram, neste semestre, uma pesquisa sobre o crescente consumo de podcasts e sua apropriação pelo mercado publicitário, de acordo com os hábitos do público. Para obter os resultados, os estudantes da disciplina de Pesquisa de Mercado, ministrada pela professora Taís Flores da Motta, realizaram entrevistas com […]

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Alunos do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos desenvolveram, neste semestre, uma pesquisa sobre o crescente consumo de podcasts e sua apropriação pelo mercado publicitário, de acordo com os hábitos do público. Para obter os resultados, os estudantes da disciplina de Pesquisa de Mercado, ministrada pela professora Taís Flores da Motta, realizaram entrevistas com profissionais da área e coleta de dados. 


“Vemos o podcast como um espaço de apropriação por parte das marcas, onde elas podem estar presentes de uma forma diferenciada, com um conteúdo exclusivo, e se relacionando e se aproximando de um público mais qualificado em relação a outras mídias”, analisa Taís. Ela reforça que os podcasts são um espaço importante, mas ainda pouco aproveitado pela publicidade.

Card informativo, produzido pelos alunos, mostra parte dos dados obtidos com a pesquisa sobre podcasts e o mercado publicitário (Foto: Reprodução / Consumo de Podcasts)


“Algumas marcas criam seus próprios podcasts, entregando, assim, um marketing de conteúdo. Mas temos a percepção de que empresas usam pouco o podcast como um espaço publicitário. Então, há a importância de compreender esse movimento e a percepção dos usuários”, detalha a professora. 


As etapas da pesquisa 


O estudo foi desenvolvido em duas etapas, uma quantitativa e outra qualitativa. A primeira foi realizada ao longo do mês de abril, por meio de um formulário online. Foram obtidas respostas de 299 pessoas. Nesse momento, foi possível avaliar algumas informações, como horas de consumo da mídia em questão e os principais ramos de produtos e serviços comprados pelos entrevistados.

Cards explicativos com relatos de entrevistados sobre o assunto estão entre os materiais desenvolvidos para a divulgação da pesquisa (Foto: Reprodução / Consumo de podcasts)


Na etapa qualitativa, foram realizadas, durante o mês de maio, oito entrevistas em profundidade. Nessa fase, os alunos se debruçaram a investigar as motivações dos ouvintes ao escutarem podcasts, além de examinar, por meio de relatos dos profissionais, a eficácia das publicidades inseridas dentro desse formato. 


“Vi, de fato, quantas visões diferentes nós temos na área da comunicação sobre uma mesma mídia. Isso fez expandir bastante minha opinião sobre o tema e aprender muito. Eu não escuto podcast, não está na minha rotina, mas ver o tamanho do consumo, quanta coisa dá pra fazer, como as pessoas enxergam, me fez sair um pouco da bolha”, conta a aluna Carolina Schmidt Cecconello. 


Resultados concretos 


Os resultados da pesquisa reforçam a necessidade de se testar os formatos com potencial para a nova mídia. No entanto, o storytelling se tornou uma ferramenta especialmente significativa. Os relatos apontaram uma maior pertinência dos conteúdos planejados para podcast, inseridos de maneira orgânica, sem interromper a fluidez do contexto, em que a potência narrativa é protagonista.

Publicitários pontuaram o alinhamento de expectativas na relação marca/cliente (Foto: Reprodução / Consumo de podcasts)


Carolina enfatiza a relevância da busca do conhecimento sobre o assunto para todos os profissionais do campo para que se possa alcançar uma efetividade que transborde o sucesso das marcas e atinja as pessoas. Nas palavras dela, “o estudo contribui para entender os cenários e possibilidades de atuação publicitária frente aos consumidores”.  


“Não queremos que, por exemplo, a campanha de um minuto na televisão esteja no mesmo formato no podcast, no TikTok e assim por diante. A gente consome igual, isso é inegável. Apesar disso, esse processo tem que acontecer da melhor forma possível. As marcas não podem invadir, não podem ser algo de que as pessoas não vão gostar”, avalia a estudante. 


A professora Taís lembra ainda o viés positivo do trabalho desenvolvido em aula para a formação dos futuros publicitários. “A pesquisa é necessária para que eles consigam compreender que, quanto mais pudermos nos basear em dados para as nossas estratégias e tomadas de decisão, mais assertivas serão essas estratégias e decisões”.  


O detalhamento dos dados relacionados pela turma pode ser consultado na landing page da pesquisa ou ainda através do download do documento completo.

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A virada profissional da publicitária que se tornou escritora https://mescla.cc/2021/08/10/a-virada-profissional-da-publicitaria-que-se-tornou-escritora/ https://mescla.cc/2021/08/10/a-virada-profissional-da-publicitaria-que-se-tornou-escritora/#respond Tue, 10 Aug 2021 16:15:09 +0000 http://mescla.cc/?p=15422 Caroline Miltersteiner, ou Carol Milters como é conhecida nas redes, é escritora e ativista pela conscientização sobre Burnout, um distúrbio psíquico causado por exaustão extrema relacionada à rotina de um indivíduo. Ela, que tem sua própria experiência com a Síndrome, agora traz aos olhos do público um tema ainda tabu, o da saúde mental. Para […]

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Caroline Miltersteiner, ou Carol Milters como é conhecida nas redes, é escritora e ativista pela conscientização sobre Burnout, um distúrbio psíquico causado por exaustão extrema relacionada à rotina de um indivíduo. Ela, que tem sua própria experiência com a Síndrome, agora traz aos olhos do público um tema ainda tabu, o da saúde mental. Para contar esta história, Carol, de 33 anos, conversou com o Mescla da sua casa na cidade universitária de Tilburg, na Holanda, onde mora desde 2017. O papo foi via chamada de vídeo pelo Teams. 


Para desenrolar esse fio e contar como ocorreu esta virada, Carol voltou no tempo, foi lá para o início de sua vida universitária, no curso de Letras, que acabou não seguindo. Foi no curso de Comunicação que ela realmente se encontrou “Na publicidade tudo era espontâneo: ‘vamos tirar umas fotos?’, ‘vamos ali fazer um programa de rádio no corredor?’ E eu preciso dessa válvula de humor. A faculdade de comunicação foi a melhor escolha que eu podia ter feito nesse sentido”, recorda as atividades feitas durante os anos de Unisinos.


Sempre entusiasmada, Carol aproveitou tudo que a universidade poderia oferecer ― dentro e fora das salas. Fez monitoria, pesquisa e estagiou na Agexcom como web designer. Na agência experimental aprendeu de animação em flash até html, mas também se aventurou na equipe de jornalismo, na construção de reportagens. “Foi uma coisa que eu cheguei e falei, ‘olha só, eu quero fazer uma reportagem! Eu não sou do jornalismo e não quero fazer jornalismo, mas eu queria fazer uma reportagem, vocês deixam eu fazer?’ E eles deixaram!”, lembra aos risos.


Por ela, teria continuado ali, mas, entendendo que já tinha feito e experimentado tudo que poderia dentro dos portões da faculdade, decidiu seguir para um mundo além daquele, o “mundo real” do mercado de trabalho, indo por um caminho mais comercial. 


O Trabalho e o Burnout


A entrada no mundo do trabalho foi, inicialmente, positiva, sempre dedicada e querendo se provar, ela virou um case que caminhou de estagiária até o papel de sócia. Porém, a rotina de alta, e excessiva, carga horária acabou se refletindo em seu corpo. Carol começou a apresentar muitos problemas de imunidade, que facilitaram infecções, desenvolveu crises de ansiedade e pânico, assim como um princípio de depressão. 


Essas condições a fizeram pedir um afastamento da empresa, para conseguir cuidar de si mesma, mas, logo, a condição temporária virou definitiva, e teve seus laços com a empresa cortados. Na época, ela não sabia que aquilo que estava sofrendo era um Burnout, porque, até hoje, pouco se fala sobre isso, mesmo com o tema de saúde mental ocupando mais espaço nas discussões na mídia. Decidiu, então, “pegar um dinheiro guardado” e fazer um ano sabático.


Carol durante seu período sabático em Torres del Paine, no Chile.
(Arquivo Pessoal)

Durante seu período sabático, na parte chilena da Patagônia, Carol conheceu um holandês, os dois longe de casa, a amizade fluiu e isso a incentivou a visitá-lo na Holanda e a relação evoluiu para algo mais. Ela fez um mochilão pela Europa e lá experienciou a tranquilidade que havia perdido no Brasil. “Eu tinha a impressão que sempre tinha alguém me observando, alguém querendo se aproveitar de mim ou me julgando. Eu estava doente e não entendia, então, para mim, essa vinda para cá ia me ajudar. Ajudou muito, mas não resolveu meus problemas”, aponta.


Em um novo emprego a situação anterior se repetiu. Desempregada em um país novo, a brasileira, desenvolveu dois pensamentos: “Eu acho que preciso me dedicar a algo que me ajude e seja terapêutico para mim; e preciso de um tema. E, quando eu me dei conta que o tema que eu queria era saúde mental ― e coisas que envolviam isso ―, tudo deu uma deslanchada”. Logo, “era uma vez” o início de um ativismo em torno da Síndrome de Burnout.


Uma construção em etapas


Sua primeira publicação no Linkedin foi em inglês, no início, ela tinha medo de como as pessoas iriam reagir ao que estava sendo dito e como ela seria vista no Brasil. Então, por um tempo, aquele foi o único idioma no qual ela produzia conteúdo. Foi através de suas primeiras publicações que Carol percebeu que as pessoas mostravam uma resposta ao que estava sendo dito. “Eu entendi que quando eu contava a minha história, as pessoas se sentiam menos culpadas. E eu entendo, porque foi muito difícil para quem estava perto de mim acreditar no que estava acontecendo comigo”, assim, com a motivação de trazer publicidade àquele problema, Carol, criou a página ‘The Better Achiever’, na intenção de usar mais uma rede para falar sobre o assunto.


Além da vontade, a inspiração para escrever o livro veio de Patricia Merck, ex-colega de empresa que publicou de forma independente seu livro ‘Maybe a Book’, “Eu percebi que, talvez, eu não precisava ser aquilo que eu achei que ser escritora deveria significar e que, talvez, eu pudesse criar o meu jeito de ser escritora”, esclarece. Dessa forma, seu livro, resultado de uma escrita livre e sem intenção inicial de ser publicado, saiu ano passado. Primeiro em inglês, com o título de “My Morning Pages: Chronicles of living through Burnout” e, depois, traduzido pela própria autora para sua língua materna, o português, com o nome “Minhas Páginas Matinais: Crônicas da Síndrome de Burnout”. 


Carol: “Quando eu me dei conta que o tema que eu queria era saúde mental ― e coisas que envolviam isso ―, tudo deu uma deslanchada”
(Arquivo Pessoal)

No momento, a gaúcha segue publicizando a compreensão sobre Burnout por vários meios: um perfil no instagram ― onde, além de posts pessoais, milita sobre a causa da saúde mental, fazendo lives a respeito. Ela também mantém  um blog ― onde acumula todas as suas produções ― e um canal no YouTube ― onde conta sua relação com o Burnout e produz outros conteúdos referente ao tema de saúde mental. Carol também promove o Burnoutados Anônimos, um grupo de apoio, com encontros na última sexta-feira do mês, para pessoas que já passaram ou passam pela Síndrome de Burnout, e oficinas de escrita terapêutica.


“Hoje eu escrevo para mim, escrevo para o mundo, e incentivo as pessoas que elas escrevam, mesmo que não seja para ninguém ver, porque isso é muito, muito, poderoso”, integraliza, entendendo que a escrita a ajudou a se redescobrir. A escritora está trabalhando em seu próximo livro, sem data de lançamento. 

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Aniversário de 77 anos do HPS tem campanha criada por alunos de Publicidade e Propaganda da Unisinos https://mescla.cc/2021/07/27/aniversario-de-77-anos-do-hps-tem-campanha-criada-por-alunos-de-publicidade-e-propaganda-da-unisinos/ https://mescla.cc/2021/07/27/aniversario-de-77-anos-do-hps-tem-campanha-criada-por-alunos-de-publicidade-e-propaganda-da-unisinos/#respond Tue, 27 Jul 2021 14:53:22 +0000 http://mescla.cc/?p=15382 Você já viu aqui que a disciplina de Comunicação Urbana, do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, desenvolveu, em 2020/2, ações comunicacionais para o Colégio São José do Maratá, de São José do Sul, seriamente danificado por uma tempestade. Em 2021/1, a parceria que o curso promove com instituições que precisam de ajuda continuou. […]

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Você já viu aqui que a disciplina de Comunicação Urbana, do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, desenvolveu, em 2020/2, ações comunicacionais para o Colégio São José do Maratá, de São José do Sul, seriamente danificado por uma tempestade. Em 2021/1, a parceria que o curso promove com instituições que precisam de ajuda continuou. O desafio, desta vez, foi proposto pelo Hospital de Pronto Socorro (HPS), de Porto Alegre


Não é a primeira vez que a disciplina realiza um trabalho em conjunto com a instituição. No segundo semestre de 2019, estudantes criaram a campanha #tánamão, que salientava a importância da higienização das mãos no controle de infecções. Desta vez, a parceria surgiu a partir de duas demandas: o aniversário de 77 anos do hospital e as dificuldades advindas da pandemia de Covid-19. Com a chegada do coronavírus, o HPS teve que abrir leitos para atender os pacientes infectados. Até então, o atendimento se concentrava em urgências, emergências e traumas.


Com os setores de UTI e Enfermaria precisando receber também os pacientes de Covid-19, o trabalho, que já era intenso, ficou mais difícil. Com o êxito do #tánamão, a enfermeira chefe de Controle de Infecção Hospitalar, Marcelle Schettert, entrou em contato novamente com o professor Guilherme Caon. “Ela queria fazer algo para o aniversário do hospital. E queriam, ainda, valorizar a dedicação dos profissionais. A Marcelle contou que a moral deles estava lá embaixo”, explica Caon.


O professor lembra que a turma pensou em mostrar a importância do que é feito pelos profissionais do HPS, que permitia a continuidade de muitas vidas. A partir desse conceito, os alunos começaram a procurar formas com que os funcionários do HPS pudessem enxergar o resultado do trabalho realizado. “Uma vida que continuou, uma história. Por exemplo, o cantor Nei Lisboa recém tinha sido atendido lá. Ele fez um depoimento para a gente”, destaca Caon. Assim surgiu a campanha “127 mil vidas, 127 mil histórias”, em alusão ao número de pacientes que passaram pelas mãos dos profissionais de saúde da instituição no último ano. 


Essa ideia não foi a primeira proposta, no entanto. Segundo Marcelle, inicialmente, a ideia era fazer uma nova campanha de higienização de mãos, mas, em função dos prazos, não foi possível. “Então, pensamos em um projeto maior, que seria para o ano todo, para o aniversário do hospital. O professor fez a proposta para a turma, e aí veio aquela chuva de ideias”, conta a enfermeira chefe. “A proposta que escolhemos era falar do número de vidas que o hospital salva durante o ano todo. Estamos comemorando 77 anos do HPS, e também comemorando 127 mil vidas salvas. Trouxemos mensagens de pessoas que passaram pelo hospital, depoimentos, tudo isso para os funcionários terem conhecimento da grandiosidade do trabalho deles”, observa Marcelle. 



Um dos posts institucionais criados pela disciplina  (Comunicação Urbana / Divulgação)



Para ela, o resultado da parceria com a Unisinos é importante para ambos os lados. “Sempre é muito bom, ainda mais com um curso que não é ligado diretamente à área da saúde. Foi bem produtivo, tanto para nós, que temos materiais e propostas, quanto para os alunos, que trabalham com um cliente ‘real”.


A campanha conta com materiais impressos, espalhados pelo HPS, e online, publicados pelas redes das equipes e de pacientes.  Entre as peças, banners, publicações institucionais e posts com depoimentos dos pacientes.



Um dos depoimentos dados por pacientes é o do cantor Nei Lisboa  (Comunicação Urbana / Divulgação)


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Parceria para reconstruir https://mescla.cc/2021/07/09/parceria-para-reconstruir/ https://mescla.cc/2021/07/09/parceria-para-reconstruir/#respond Fri, 09 Jul 2021 14:37:58 +0000 http://mescla.cc/?p=15249 Com a chegada da pandemia, realidades antes já complicadas se tornaram cenários extremamente complexos. É o caso de muitas escolas públicas, que se viram afundadas ainda mais em dificuldades, da infraestrutura aos materiais didáticos. De olho nessa realidade, o curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos promove parcerias com instituições que precisem de ajuda. O […]

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Com a chegada da pandemia, realidades antes já complicadas se tornaram cenários extremamente complexos. É o caso de muitas escolas públicas, que se viram afundadas ainda mais em dificuldades, da infraestrutura aos materiais didáticos. De olho nessa realidade, o curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos promove parcerias com instituições que precisem de ajuda. O objetivo é qualificar os futuros publicitários, que têm a oportunidade de vivenciar desafios reais, além, claro, de incentivar ações solidárias entre os estudantes.


O Colégio São José do Maratá, localizado na área rural de São José do Sul, distante 82 quilômetros de Porto Alegre, sofreu um incêndio em junho de 2020, após um raio, em meio a um forte temporal, atingir o prédio da escola. O incidente abalou a comunidade escolar. O diretor, Júlio Hoerlle, lembra bem desse dia. “Em junho de 2019, tínhamos realizado uma festa para cerca de mil pessoas para comemorar os 60 anos do educandário. A grana levantada foi aplicada na pintura geral da escola, compra de equipamentos, enfim. A instituição tinha ficado nova. Um ano depois, o raio, seguido do incêndio, atingiu o coração do colégio, afetando a cozinha, os banheiros, o refeitório e o Pátio Coberto”, conta. 



O corredor e a cozinha do colégio foram queimados após o incêndio. (Imagem: Júlio Hoerlle / Arquivo Pessoal)


Tempos depois, refeito do sinistro, Hoerlle entrou em contato com o professor Guilherme Caon, que ministra a disciplina de Comunicação Urbana. O diretor conhecia as parcerias do curso de PP por meio de um projeto anterior. Além disso, sua esposa trabalha no Hospital de Montenegro, que já realizou um projeto com a Unisinos.


Dessa forma, no segundo semestre do ano passado, a turma de Comunicação Urbana, que estuda como comunicar dentro dos espaços e das cidades, recebeu o desafio de projetar ações comunicacionais para a escola. A aluna Bianca Britz conta que a turma foi dividida em grandes grupos, que funcionavam como setores – atendimento, direção de arte, entre outros. “A escola não tinha um projeto visual, então, tivemos que criar um. A gente tinha as referências que a escola gostava. A partir disso, decidimos quais cores a gente iria utilizar, quais seriam as fontes”, explica.


Camiseta do uniforme também teve identidade visual planejada pelos alunos da Unisinos (Imagem: Comunicação Urbana / Divulgação)



Pasta criada com o logo aplicado para os alunos (Imagem: Comunicação Urbana / Divulgação)



Além de produzir um logotipo e uma identidade visual nova, a turma planejou sinalizações para que o espaço comunicasse mais alegria e acolhimento entre comunidade e escola, e, principalmente, engajar e aproximar os alunos. “Eles estavam procurando alguém que pudesse qualificar o espaço da escola, muito danificada por causa do incêndio. Propusemos algumas coisas para tornar o ambiente mais alegre, a partir de algumas teorias do design. Desenvolvemos um planejamento de comunicação amplo”, avalia Caon. 



Novas cores e intervenções alteraram o visual do Pátio Coberto da escola (Imagem: Comunicação Urbana / Divulgação)

O acesso do colégio também recebeu melhorias estéticas (Imagem: Comunicação Urbana / Divulgação)




Os espaços do colégio foram repensados, ganhando novas cores e banners. Até mesmo uniformes e materiais, como pastas, receberam nova identidade visual. Além disso, um mural foi pintado em uma área de convivência



Um mural pintado é uma das novidades visuais propostas pelos alunos da Unisinos. Na fotografia, Arthur Hoerlle, filho do diretor Júlio. (Imagem: Comunicação Urbana / Divulgação)



Entre as principais ações desenvolvidas pelos jovens publicitários está o “Projetos Temáticos”, que foram planejados para despertar e trazer para o ambiente escolar os interesses e talentos dos alunos. Diversos temas interdisciplinares foram organizados, com base nas “nove inteligências”, definidas pelo psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner. Segundo os universitários, a ideia com a proposta é que os alunos do colégio se sintam ativos e envolvidos com o ambiente escolar, com a comunidade e com si próprios, gerando uma sensação de pertencimento. Foi proposto ainda um projeto de captação de recursos para disponibilizar aos estudantes do Ensino Médio um itinerário de formação.


“Esse trabalho torna nosso ambiente melhor e significa uma superação das dificuldades enfrentadas por uma escola pública do campo, trazendo algo inovador, identificado com as necessidades e desejos dos jovens estudantes. A ideia é executar na íntegra esse projeto do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos”, elogia Hoerlle.

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