wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Entrenós e a felicidade de concluir ciclos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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O Entrenós celebra o trabalho desenvolvido pelos alunos no TCC 1 e 2, quando eles precisam criar e prototipar quatro modelos/“looks” a partir do tema desenvolvido no artigo científico. Por isso, as coleções se tornam, muitas vezes, performances artísticas, carregando ou não críticas ao sistema da moda ou reflexões sobre a sociedade, como ocorreu na edição de 2019/2 – e nesta também.
Foram oito trabalhos apresentados, com quatro looks cada, o que resultou em um desfile com 32 modelos, mais as oito alunas, caminhando na passarela criada junto à feira Open.

A estudante Kauane Carvalho, conhecida no curso como Kau, se inspirou nas relações entre moda e cinema através do olhar do diretor de cinema norte-americano Tom Ford. Ele trabalhou para a marca de luxo italiana Gucci e tem atuado como estilista, além de diretor, roteirista e produtor de cinema. A Kau se inspirou em dois filmes dele: “Direito de Amar” e “Animais Noturnos”.
A estudante falou para o Mescla sobre sua criação enquanto finalizava os últimos acertos dos modelos: “É um trabalho de semiótica, em que estudei os signos pra fazer uma coleção inspirada nos dois filmes. Tem muito sobre cinema, audiovisual, o glamour do Tom Ford, o luxo. Esses são os signos que eu trouxe: luxo, nudez e corpo”.



Já Thaís Ramos da Rosa fundamentou sua produção nas questões de sustentabilidade, consumo consciente e veganismo. “Para a questão do consumo consciente, eu fiz entrevistas com pessoas, com veganos, com quem tem a ver com a causa e, a partir disso, vieram vários insights, para tentar fazer algo mais inclusivo. Além do consumo consciente e do veganismo, tem a questão do upcycling, para abranger algo transversal”. Hoje, o veganismo pode ser entendido como um modo de vida.



A Ana Paula fez um trabalho sobre a Rainha Vitória, da Inglaterra, que reinou por 64 anos, de 1837 até 1901. Dessa forma, a estudante trabalhou a influência da Rainha na moda e na sociedade do século XIX. Ana comentou sobre o surgimento da ideia: “Eu gosto muito de história, e nas férias, antes do meu TCC, eu li a biografia da Rainha, e me chamou bastante a atenção por ela ser uma soberana num período em que as mulheres não tinham muita voz e nem muitos direitos, e no que ela conseguiu fazer”. Assim, aspectos relevantes da vida da Rainha Vitória inspiraram os looks da futura profissional da moda.



Além do trabalho da Kauane, da Thaís Rosa e da Ana Paula, desfilaram as criações de:
Gabriela Rei Firmino – “Zuzu Angel como inspiração para uma coleção de moda sustentável”


Rafaela Chaves da Silva – “Brasilidade moderna: o uso de valores modernistas, a consolidação e o fortalecimento de uma identidade nacional de moda”



Thaís Eduarda Ferreira – “Moda e comunicação: o uso do conceito de lovemarks na criação de uma marca de moda humanizada”



Valentina de Azevedo Slongo – “Moda e tecnologia: quais são as possibilidades para essa indústria diante do universo virtual?”



Vitória Ritter Macedo – “O uso de jogos e moda digital como estratégia de comunicação com a Geração Z”


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Para começar, aprendeu sobre como sobrepor camadas sonoras a partir de programas que gravavam em multipista (método que possibilita trabalhar com múltiplas fontes de som), como o Audacity, o que ajudava a “misturar as ideias”.
Com a adolescência, veio a primeira banda, quando se reunia com colegas do colégio para tocar Blink-182 num estúdio do lado da casa dele, em Canoas. Naquele momento, segundo Brandão, se aprendia tocando junto. “Tinha o hábito insaciável de conhecer bandas de pop-punk e emo na internet”.
Mas foi quando passou a frequentar rolês em Porto Alegre que a cena musical de grupos se abriu: “O primeiro deles, lembro bem, foi a apresentação do Chuva Negra na Cidade Baixa, em 2012, uma banda punk-hardcore de São Paulo, a convite de um amigo. Um ano depois, eu e ele formamos uma banda, que misturava toda essa energia do emo dos anos 1990 (guitarras limpas e tudo mais)”, lembra Brandão.
A banda em questão se chamava Everyone Goes to Space (basta clicar para escutar). “Gravamos um EP (produção intermediária entre single e álbum) em 2014, que inaugurou o selo da Umbaduba Records, que mais tarde lançou bandas como Não ao Futebol Moderno, slsd, entre outras. Porém Felipe recorda que, apesar de ter encontrado pessoas com gostos e jeitos parecidos para a produção musical, manteve, ao mesmo tempo, a paixão por elaborar música sozinho e gravá-las, “quase como uma memória afetiva”, segundo ele.
“É claro que a forma de encarar a coisa foi mudando à medida que aprendi mais e mais sobre os processos de gravação”, afirmou Brandão. “Não que eu prefira o processo solitário – cada formato tem seus prós e contras –, é que tem alguma coisa terapêutica em perseguir a vontade de ser o que se quer ouvir, mesmo que seja para criar sons novos e deixar eles envelhecerem dentro da gaveta”. Mas nem sempre eles envelhecem lá dentro.

Para os sons que ele não queria que envelhecessem na gaveta, Brandão passou a colocá-los num projeto que chamou de “Pianocoquetel”, que é como o artista se autointitula hoje. “A ideia foi publicar mesmo o que tava afim, organizar trabalhos em coleções e lançar. Tudo gravado em casa”, conta.
Dessa forma, o primeiro EP saiu em 2019, pelo selo fonográfico criado por Brandão, Antônia Kowacs e Alexandre Porto de Almeida chamado Operação Golfinho Records. O EP ganhou o título “Eu vou deixar a roleta girando” (clique para ouvir). Mas nesse ano, lançado no final de abril, ele lançou um novo disco cheio chamado “Botando lenha na fogueira errada”, disponível no Spotify, Bandcamp e outras plataformas musicais.

“O ‘Botando lenha na fogueira errada’ foi uma experiência única em questão de gravação, mixagem e masterização. Primeiro, porque o processo foi 95% realizado durante a pandemia”, relembra. Naquele momento, não poderia ser diferente, mas, consequentemente, isso mexeu em todos os âmbitos do trabalho, desde os pessoais da criação até os técnicos, como a execução.
“Ironicamente, justamente num período de distanciamento social, foi o primeiro trabalho que gravei tudo sozinho, mas quis que alguém mexesse livremente nas gravações depois, tentando explorar novas formas”, disse. A pandemia atrapalhou principalmente a parte técnica, conta Brandão, já que compartilhar “arquivo pra cá e arquivo pra lá” sempre dá problema. Mas a pandemia também abalou coisas mais estruturais, como a composição: “Lembro de entrar num dilema (que muita gente entrou no início da quarentena) de ou compor sobre as coisas que estavam rolando e soar óbvio, ou compor fingindo que nada daquilo estava acontecendo e soar alienado”.
A proposta estética foi usar poucos timbres e fazer todas as músicas funcionarem dentro de um padrão pré-estabelecido; e limitar a quantidade de ferramentas – já que no mundo do áudio digital elas são infinitas. “Me apaixonei muito enquanto compunha por bandas que usavam timbres quase crus de guitarra, como o Gang of Four e o Devo. Alguns discos dos Titãs também, como o Cabeça Dinossauro. Quis fazer um contraponto a uma certa “regra” da música alternativa/independente atual, em que tudo precisa ter efeito e reverberação”, explica o artista.
“Quis reproduzir essa estética do fim dos anos 1970 de cruzar instrumentos sincopados meio “duros” (eventualmente consequência da limitação tecnológica da época), recriando ela em 2020, em casa, no computador, intencionalmente”, conta Brandão sobre parte do processo. “Foi um vai e vem maluco tentando me autodisciplinar e manter um ritmo, não cansar muito rápido das coisas que eu fiz”.
O álbum ficou pronto completamente em dezembro de 2021 e, com a pós-produção, foi lançado em maio de 2022. “Nunca tinha feito uma pós-produção tão longa, mas valeu muito a pena”, disse.
A pós-produção contou com a ajuda de muitos amigos durante todo o tempo, mesmo que remotamente. “O Leo Mocca, do Estúdio Transcendental aqui de Porto Alegre, foi o escolhido pra pegar minhas gravações e manipular. Foi também o maior dos guerreiros desse processo, porque teve que me consolar e me motivar em dois momentos em que eu quase joguei tudo pro alto. Foi ele quem mixou”, revela Brandão. Depois, Bernard Simon, outro grande amigo, trabalhou na “cereja do bolo”, que foi a masterização. “Aí eu já estava com a cabeça limpa pela minha parte estar pronta, então, foi só alegria”, brinca.
Para lançar o álbum, ele chamou a Voo Conteúdo para fazer a assessoria de imprensa (releases, mídia social, press kit), o que ele não tinha feito em trabalhos anteriores. Já a capa do álbum é uma arte em pixel feita pelo artista Felipe Veeck, e as fotos de divulgação foram tiradas pelo Leonardo Ramos.
Para encerrar, ele afirmou: “Acredito que a coletivização do trabalho foi a melhor saída pra um disco grande, mesmo que num momento não muito oportuno. Tenho descoberto (e adorado) meios de manter minha criatividade rolando solta em casa, mas sem esquecer que a arte só faz sentido coletivamente”.
Você pode conferir o resultado completo do álbum abaixo:
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Na ocasião, Bruno vai falar sobre as possibilidades e caminhos para a criação de produtos, trazendo muito da sua experiência em seu atelier próprio e com a empresa De Lazzari Mobiliário Urbano. O arquiteto apresentará aspectos de sua trajetória profissional na área de mobiliário contemporâneo, além de explicar sobre processos de construção e materiais utilizados. Bruno irá apresentar também sua visão como designer sobre a materialidade e construção na área do design de produto e na indústria criativa.
Bruno conversou rapidamente com o Mescla e contou o que os alunos podem esperar do encontro:

Mescla – Quando começou o teu interesse na área de projetação?
Bruno De Lazzari – Me formei em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em 2010. Tive muita influência familiar, pois meus pais também são arquitetos e meus dois avós trabalhavam com madeira e construção. Em casa, meu pai tinha uma oficina e fazia peças em madeira como hobby. Quando ele se aposentou e eu me formei, resolvemos criar a De Lazzari Mobiliário Urbano em sua forma atual: desenhando e produzindo móveis para ambientes externos, como bancos, lixeiras, bicicletários etc. No início, nós desenhamos uma linha de produtos e, após alguns anos gerenciando a empresa e exercendo atividades administrativas, consegui me rodear de pessoas de confiança, podendo voltar para a criação. Assim surgiu o Atelier Bruno De Lazzari, no qual faço peças em madeira e aço que tenham algum significado especial para mim, que servem como assunto para meus experimentos técnicos e formais.
Mescla – O que vai ser abordado na Aula Inaugural desta quinta-feira?
Bruno – Falarei sobre a minha trajetória como designer de produto e fabricante. Quero mostrar como o aprendizado de técnicas foi influenciando minhas criações ao longo do tempo. Vou abordar temas como a fabricação em aço, concreto e madeira.
Mescla – O que tem te inspirado nas criações hoje em dia?
Bruno – As últimas peças que tenho feito são bem pessoais, como um oratório, o berço da minha sobrinha, uma casa de passarinho para o meu jardim, e que podem virar produtos depois.
Mescla – Como iniciam os teus projetos? Tu “visualizas” mentalmente os produtos?
Bruno – Depende, meu processo não é tão rigoroso. Tem vezes que começo a desenhar sem ideias, em outras, já tenho algo esboçado em mente.
Mescla – Quais tuas espectativas para o encontro com os alunos?
Bruno – Na apresentação, falarei bastante do que aprendi na prática. Espero que isso ajude e até abra caminhos pra quem está começando.

O que: Aula Inaugural do curso de Design de Produto da Unisinos – segundo semestre de 2022
Tema: “Materialidade e construção no Design”
Palestrante: arquiteto, artesão e empreendedor Bruno De Lazzari
Quando: dia 18/8 (quinta-feira), às 19h30
Onde: na sala 810 da Torre Educacional da Unisinos Porto Alegre (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)
Inscrições: clique aqui
Formato: presencial, com transmissão via web
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Uma das primeiras experiências profissionais de Martina aconteceu ainda durante a faculdade. A estudante foi admitida como estagiária na Agexcom. Por dois anos, atuou no Núcleo de Relações Públicas da agência. Com o término do estágio, Martina optou por dar um tempo na vida universitária para respirar novos ares. Ela até trocou de país para isso. A jovem resolveu morar na Califórnia, nos Estados Unidos. O intuito da viagem era aprender inglês, já que ela não conseguia fazer isso aqui no Brasil. A experiência, que era para durar no máximo um ano, durou seis. Neste período, Martina trabalhou nos mais diferentes empregos: “Fui babá, garçonete e até mesmo caixa de um banco. Foi um período bem legal, morava a uma quadra da praia”, lembra.
Após voltar dos Estados Unidos, o objetivo de Martina era terminar o curso de Relações Públicas. Ela estudou por um semestre no Uruguai, através de uma bolsa de estudos, e concluiu a graduação em 2013.

As primeiras experiências profissionais de Martina pós-faculdade foram inusitadas. Tudo começou com a vontade que ela tinha em morar no centro do país, onde, segundo ela, tudo acontece: “Mandei currículos para todos os lugares possíveis e pensei em ir na primeira oportunidade que surgisse”, revela.
Por isso, a gaúcha se candidatou para trabalhar no setor de marketing de uma empresa que fazia extensões de cabelos para mulheres. A empresa era estadunidense e estava chegando no Brasil. “Bom, minha mãe era cabeleireira e eu já morei nos Estados Unidos. Ou seja, a vaga era pra mim”, recorda, aos risos.
Depois disso, já em São Paulo, Martina quase conseguiu o “emprego dos sonhos”, que a permitiria viajar por todo o Brasil. Era um projeto da Volvo Caminhões, em parceria com o programa Siga Bem Caminhoneiro, que ia ao ar nas manhãs de domingo, no SBT. Quase, porque, quando o projeto ia começar, acabou sendo cancelado. Martina iria trabalhar em uma caravana que passaria por várias regiões do país.
Projeto abortado, sem emprego e quase sem dinheiro, os arranha-céus de São Paulo, de repente, pareciam cada dia maiores e assustadores. Foi aí que surgiu o comediante Nando Viana na vida da relações-públicas. Nando, também egresso da Unisinos e ex-estagiário da Agexcom, ofereceu um pouso na sua casa até que Martina conseguisse um novo lugar para morar: “A ideia era eu ficar um mês. Acabei ficando nove. Tenho uma gratidão absurda por ele”, comenta.
Por meio de Nando, Martina conheceu o também comediante Murilo Couto. O artista frequentava a casa de Nando, que funcionava como uma espécie de “república de comediantes”. “O Murilo nunca havia gravado suas apresentações. Então, propus produzir um show dele. Ele não precisaria me pagar. Eu ganharia experiência com o projeto. Gravamos e foi um sucesso”, conta Martina. O show de Murilo foi vendido para a Netflix. Assim, em 2015, Martina pode se estabelecer em definitivo em São Paulo.

A parceria profissional com Murilo é um aspecto importante na vida de Martina: “Gosto muito de trabalhar com ele. É um baita de um artista e, o que é mais importante pra mim, ele tem princípios e valores parecidos com os meus”, destaca.
Atualmente, Martina é empresária de Murilo e produtora do grupo de comédia Em Pé Na Rede. Uma das conquistas mais recentes da egressa foi a produção do stand-up Murilo Couto: 2020. Realizado no final do ano passado, a produção foi vendida para o Globoplay. “Gravamos em um lugar totalmente diferente, uma fábrica abandonada. Foi muito desafiador”, observa Martina, que revela ter outro projeto em vista: “Gostaria de ter um canal no YouTube sobre viagens. É uma das minhas paixões”.
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]]>The post Novo trabalho de Daya Moraes tem toque da Agexcom appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A cantora lançou quatro singles autorais de forma independente e viu seus clipes na grade de programação de canais de TV como Music Box Brazil e PlayTV. Agora, Daya se prepara para o lançamento de seu primeiro álbum oficial, “Ação e Reação”, previsto para o dia 30 de setembro.
Para garantir que essa nova fase na carreira de Daya seja a mais proveitosa possível, a Agência Experimental de Comunicação da Unisinos (Agexcom) está trabalhando junto com a cantora em uma nova identidade visual. Além de produzir a capa do CD “Ação e Reação”, a Agexcom também está encarregada de criar conteúdo para as redes sociais da artista, produzir campanhas de divulgação do seu novo trabalho, auxiliar na produção de seus clipes musicais, entre outras ações.
O professor Robert Thieme, que coordena o trabalho da Agexcom com Daya Moraes, explica que se trata de uma produção bastante voltada para o empoderamento. “O novo álbum dela tem uma pegada mais pop, diferente dos trabalhos anteriores, e traz mensagens de feminismo, da força da mulher negra, de desconstrução de padrões estéticos, entre outros aspectos. Estamos criando uma identidade visual para ela que envolva essas questões usando de referência visual algumas artistas pop que a própria Daya indicou, como Rihanna, Beyoncé, Iza e Ciara”, conta o professor.
Todo o trabalho que a Agexcom está fazendo para Daya Moraes pode ser conferido não apenas no seu novo álbum, mas também no site oficial da cantora, que está sendo refeito pela agência, no Instagram dela e nos clipes musicais que serão lançados.

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]]>A Black Barbie Agency trabalha essencialmente com produção de moda. A partir de um conceito, Desiree e sua equipe realizam um ensaio fotográfico editorial: “A nossa ideia é vender o trabalho em conjunto. Se tu tens uma marca e quer divulgar os produtos da sua nova coleção, você pode nos contratar. Nós fazemos um orçamento e levamos nossa equipe, com produtora, maquiadora, assistente, fotógrafo e modelo”, conta a estudante.
A ideia surgiu no início do ano de uma forma dramática. Desiree havia saído do seu último emprego e estava frustrada, mas já tinha algumas ideias para colocar em prática. “Em 2016, eu falava para um colega meu que queria ter uma agência de moda, mas achava que seria algo muito distante. Pensava em trabalhar em uma empresa grande, depois de um tempo me demitir, ganhar uma grana e abrir meu negócio”, lembra. Em 2017, ela já havia feito o styling (produção) de um editorial de moda, mas não deu continuidade ao projeto. Foi conversando com um amigo fotógrafo sobre trazer visibilidade para pessoas da periferia que surgiram os primeiros insights.
“Eu sou muito de mergulhar nas coisas. Há pouco tempo, eu tinha o cabelo rosa, então, era tudo rosa: cabelo rosa, look rosa, e resolvi fazer um editorial rosa. Aí, meu amigo fotógrafo disse: ‘Nossa que brega, por quê tu quer fazer isso?’. Porque eu quero! Comecei a pegar referências e convenci ele”
Desiree do Valle
Desiree conseguiu modelos profissionais negras “bem barbiezinhas”, como ela mesma diz. “Eu tive muita Barbie quando era criança, e todas eram brancas do cabelo loiro. Tive uma Barbie negra, mas ela tinha o cabelo liso e franja. Também tive uma Teresa, mas ela era meio miscigenada”, conta a jovem, hoje com 25 anos. O editorial trazia um resgate de sua memória afetiva, com ênfase na ressignificação do padrão de beleza. “Eu criei minha própria empresa para que pessoas que vem de onde eu vim e são como eu sou se sintam acolhidas e consigam ganhar dinheiro com o que gostam”, diz.




As fotos do editorial foram compartilhadas nas redes de Desiree e da agência e tiveram boa repercussão, com diversas publicações em sites e revistas, como a Donna e a Yut Mag. O assistente de styling Pedro Menini a incentivou a dar continuidade ao projeto. Então, veio o segundo editorial, em que apostou ainda mais na representatividade: “Eu chamei uma modelo gorda que, como ela mesma diz, é gorda de verdade, porque ela tem barriga e, normalmente, as modelos plus size só tem quadril”, conta Desiree. A convidada foi Luana Carvalho, técnica em administração e modelo.
Luana conta que sempre se reconheceu como uma mulher gorda e negra, pois a sociedade fez questão de afirmar. “Eu sempre soube que ser negra e gorda era um defeito, porque usavam isso para me xingar. Usavam a minha cor e o meu corpo de uma forma negativa”, conta. Para ela, foi necessário desenvolver sua autoestima. “O grande estalo da minha vida foi entender que isso não era negativo e não existia nada de errado”, salienta.
O mundo plus size nunca a representou de verdade. Ser negra e gorda é, muitas vezes, buscar ser sua própria referência. “É muito difícil encontrar alguém nesse mundo que seja tão bem sucedido quanto outras pessoas brancas e gordas”, diz Luana. Ela afirma que a mídia reproduz estereótipos, porque quem pensa os projetos são pessoas brancas. “O único jeito de conseguir ter representatividade e conseguir de fato empoderar pessoas a partir do que elas veem na TV ou na internet é colocar cada vez mais negros e negras nessas coisas”, afirma Luana.
Outra modelo convidada foi Laura Costa, 22 anos, dançarina, coreógrafa e DJ no coletivo Bronx. Laura é transexual e já conhecia o projeto de Desiree. “Eu vejo como uma porta se abrindo para mim e para outras pessoas negras”, comenta Laura. Desiree conta que a Black Barbie busca representar pessoas de verdade, diferente da forma que o mercado faz, como se fosse um nicho. “A nossa ideia é provocar, para que seja algo político”.
“Nos últimos tempos, me sinto um pouco representada, o que não é muito, mas a mídia está no caminho certo. Ainda acho que devem nos estampar com mais frequência sim, o tempo todo sim. Por muitos anos, fomos excluídos dos padrões que a sociedade impõe como o belo, então, agora estamos mostrando a nossa cara”
Laura Costa



Outro jovem negro que está criando seu próprio espaço na moda é Leonardo Farias, bacharel em Moda e idealizador da marca AFARA, que significa “ponte” em Iorubá. Ele diz se inspirar em Desiree e conta que construir um trabalho com pessoas negras para dar representatividade pode não representá-las de fato. Para ele, é preciso fazer algo mais profundo, como faz a Black Barbie Agency, em que há pessoas negras em todo o processo, desde as modelos até os fotógrafos. “A moda tem esse papel de agente de mudança, mas não cumpre esse papel”, acredita.
Para ele, a moda é um agente transformador porque todo mundo veste roupa. “Antes da moda existir como arte e indumentária, existiam cores de nobreza e realeza, porque era mais caro importar de um país para outro. Então, não era acessível para todo mundo. Se hoje o pobre não usa alfaiataria, é porque tem sim uma questão política ligada à roupa”, opina o jovem.
A proposta da sua marca é criar pontes culturais entre etnias para desconstruir preconceitos. Leonardo admira o trabalho da colega Desiree, pois a trajetória dela é de uma jovem que veio da periferia e trouxe visibilidade à periferia: “Ser negro na moda é buscar sempre excelência”, diz ele. Para o designer de moda, quando uma pessoa negra faz algo bom, o público pode até mesmo gostar, mas haverá dúvidas sobre a autoria do trabalho.





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]]>Para a vaga de videomaker é necessário experiência de captação, edição e tratamento de imagens de vídeos e VTs. Ter conhecimento de fotografia e direção fotográfica e saber operar câmeras de vídeo profissionais, analógicas e digitais. Também é preciso habilidade para contexto e narrativa, senso estético e compromisso com prazos e entregas. Entre as atividades previstas estão montagem de programas na grade do canal, chamadas, produção e tratamento de conteúdos para diversos setores da empresa. O horário é integral.
O estágio na área de Design/Criação requer senso estético e conhecimento intermediário dos softwares Adobe, principalmente Photoshop, Illustrator e InDesign. É preciso estar cursando Publicidade ou Design a partir do 5º semestre. Entre as atividades desenvolvidas estão atuação em ferramentas técnicas do design, auxílio nas demandas online e offline do setor de arte, criação de peças gráficas, finalização de artes, tratamentos de imagens e diagramação de revistas e impressos.
A vaga de assistente de atendimento a clientes busca uma pessoa fluente em espanhol (escrito e falado), domínio de ferramentas de informática da área de publicidade/marketing e escritório. As designações da função são: realizar contato com clientes, planejamento de logística, operação, demanda e conferência de entregas de clientes, emissão de relatórios, formulação de briefings, solicitação, acompanhamento e catalogação de entrega de equipamentos e criação de página web de clientes no sistema. É preciso estar cursando Marketing, Publicidade ou afins.
Para todas as vagas interessados devem enviar currículo para curriculos@fishtv.com identificando a vaga de interesse no assunto. Para a vaga de assistente de atendimento é necessário enviar pretensão salarial.
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