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Arquivos política - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/politica/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 23 Nov 2023 13:35:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Ana Flor, da Globo News, fala do trabalho no jornalismo político com estudantes da Unisinos https://mescla.cc/2023/11/10/ana-flor-da-globo-news-fala-do-trabalho-no-jornalismo-politico-com-estudantes-da-unisinos/ https://mescla.cc/2023/11/10/ana-flor-da-globo-news-fala-do-trabalho-no-jornalismo-politico-com-estudantes-da-unisinos/#respond Fri, 10 Nov 2023 19:00:11 +0000 https://mescla.cc/?p=19438 Por Gustavo Bays e Gustavo Machado (Beta Redação) As cadeiras colocadas no Auditório da Biblioteca da Unisinos Campus São Leopoldo, no andar térreo, estavam lotadas por estudantes de Jornalismo para receber Ana Flor, jornalista da Globo News e egressa da Unisinos. Na noite desta quinta-feira, 9, a profissional esteve na universidade para recordar seus momentos […]

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Por Gustavo Bays e Gustavo Machado (Beta Redação)


As cadeiras colocadas no Auditório da Biblioteca da Unisinos Campus São Leopoldo, no andar térreo, estavam lotadas por estudantes de Jornalismo para receber Ana Flor, jornalista da Globo News e egressa da Unisinos. Na noite desta quinta-feira, 9, a profissional esteve na universidade para recordar seus momentos como aluna após 25 anos de formação.

A coordenadora do curso de Jornalismo, Débora Gadret, abriu a noite introduzindo a entrevistada aos estudantes. Em seguida, Ana iniciou sua fala comentando sobre as dúvidas que rondavam sua vida quando ainda era graduanda. “Comecei aqui sem ter muita certeza do que realmente era o curso de Jornalismo, gostava de escrever, pensava em ser professora acadêmica”, recordou.

O evento, intitulado “Como cobrir o poder no Brasil”, foi mediado pelos alunos de jornalismo Gabriel Reis e Lucas Kominkiewicz. “É uma das primeiras vezes na vida que eu apresento algo assim, ainda mais com uma convidada tão significativa. Mas, uma vez que eu sentei na poltrona, fluiu de vez”, detalhou Gabriel. O encontro contou com dois blocos de perguntas: um direcionado pelos apresentadores e outro aberto ao público. “A convidada é super receptiva, facilitou demais a condução do evento”, disse Lucas.


Ana Flor respondeu a perguntas dos estudantes por quase duas horas no auditório da Biblioteca (Foto: Gabriel M. Ferri / Beta Redação)


Os primeiros passos no jornalismo

A primeira abordagem de Ana foi sobre o início da carreira, na qual ela traçou os locais onde adquiriu experiências e, principalmente, redescobriu funções em cada um deles. “Fui pra rádio Unisinos e pensei: agora eu sei o que eu quero. Depois fui para o Jornal NH e pensei o mesmo de antes. A gente vai mudando e descobrindo o que queremos fazer no jornalismo. Tudo é uma construção de uma carreira”, pontuou.

Para os alunos que estavam presentes e buscavam aquela dica valiosa de quem está iniciando a carreira, a jornalista foi clara quando disse que não existe um único caminho: “A minha trajetória é cheia de voltas na profissão”. Como maior conselho, Ana frisou a importância de criar uma rede contatos desde cedo. “Na universidade, a gente começa a fazer contatos dentro da profissão. Isso é essencial. Não dá pra sairmos da universidade e só depois começarmos a vivenciar o jornalismo”, completou.

Outro ponto a ser destacado é a exposição que o trabalho na frente das câmeras naturalmente traz à jornalista. “A televisão me tornou uma pessoa em evidência por mais que eu tenha tentado me manter mais privada. O lado bom é que muitas fontes conhecem você mesmo antes de procurá-las”, colocou. Além disso, ela comentou sobre o repórter ter a liberdade de demonstrar emoções ao vivo. “Não podemos ser uma pedra de gelo na frente da televisão. O jornalista não pode ser notícia, mas também não podemos esconder esse senso de humanidade”, completou.

A convidada foi bastante questionada sobre as questões de gênero envolvendo a profissão. “A violência de gênero na política é muito preocupante. A gente teve um presidente que sempre quando questionado por uma mulher, era muito duro”, lembrou. Porém, a situação não se restringe ao Brasil. “Acho que jornalistas em geral têm sido muito mais atacadas no mundo inteiro”, observou.


“Jornalismo não é apenas glamour, tem uma base sólida que a gente aprende na faculdade”, destacou a jornalista aos alunos (Foto: Gabriel M. Ferri / Beta Redação)


Trabalho com a política

Seguindo no tema do jornalismo na política, Ana destacou a importância de checar todas as novidades que chegam. “Toda fonte que procura você tem um interesse. Se a fonte vai te passar um informação, ela tem interesse que saia”, salientou. Segundo a entrevistada, a política é o espelho da vida em sociedade. “São pessoas com interesses que representam grupos. Todo mundo que está lá foi eleito, tem legitimidade para estar ali. Política é essencial, e dá audiência”, garantiu.

Mas, para que Ana Flor esteja na Globo News, escreva um blog no G1 e, de vez em quando, entre ao vivo na Rede Globo, não é simples. “Eu leio no mínimo quatro jornais por dia, preciso saber se estou dando a notícia nova ou velha”, explicou. Ela também recomendou procurar matérias com o intuito de ver o que outros especialistas pensam dos assuntos. “Temos que ler outras opiniões para ampliar o modo como vemos os assuntos”, completou.


Ana recebeu homenagem das mãos do professor Sergio Endler, de quem foi aluna na graduação (Foto: Gabriel M. Ferri / Beta Redação)


Agradecimento final

O professor Sérgio Endler, que lecionou aulas para Ana Flor na década de 1990, foi o responsável por fazer o agradecimento final em nome da Unisinos. “É uma alegria imensa estar aqui, muitas experiências e lembranças foram vividas. Você tem uma carreira brilhante, espero que em 25 anos a gente possa se reencontrar outra vez aqui”, brincou.

“Eu sou acostumada a fazer perguntas, não a responder. É uma responsabilidade mandar uma mensagem para quem está começando a carreira. Me senti como alguém que passou por uma sabatina de duas horas, estou feliz e aliviada. Foi ótimo”, avaliou Ana Flor, ao final das conversas. Ela acredita que conseguiu deixar a mensagem essencial sobre o curso. “Jornalismo não é apenas glamour, tem uma base sólida que a gente aprende na faculdade. A técnica e a ética devem ser seguidas por todos”, finalizou.

Confira também, abaixo, um bate papo que o Portal Mescla realizou com a jornalista.

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Beta Redação cobrirá as eleições em Porto Alegre e São Leopoldo https://mescla.cc/2020/10/01/beta-redacao-cobrira-as-eleicoes-em-porto-alegre-e-sao-leopoldo/ https://mescla.cc/2020/10/01/beta-redacao-cobrira-as-eleicoes-em-porto-alegre-e-sao-leopoldo/#respond Thu, 01 Oct 2020 20:33:44 +0000 http://mescla.cc/?p=14053 A cobertura das eleições municipais deste ano, marcadas para o dia 15/11, contará com a participação de estudantes de Jornalismo da Unisinos. A equipe da editoria de Política da Beta Redação irá produzir matérias com os candidatos a prefeito das cidades de São Leopoldo e Porto Alegre. O objetivo é possibilitar que os candidatos possam […]

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A cobertura das eleições municipais deste ano, marcadas para o dia 15/11, contará com a participação de estudantes de Jornalismo da Unisinos. A equipe da editoria de Política da Beta Redação irá produzir matérias com os candidatos a prefeito das cidades de São Leopoldo e Porto Alegre.

O objetivo é possibilitar que os candidatos possam dialogar e apresentar suas propostas para a comunidade acadêmica. A equipe de alunos-repórteres ainda planeja a realização de um debate entre os postulantes ao cargo máximo municipal de São Leopoldo, onde só há primeiro turno, e entre os candidatos que disputarão o segundo turno em Porto Alegre. Os debates, porém, ainda não estão confirmados, devido à disponibilidade de datas nas agendas dos políticos.

A escolha por realizar a cobertura nas duas cidades foi baseada nos locais onde a Unisinos tem campus. Mas todos os membros da comunidade acadêmica poderão participar do trabalho jornalístico trazendo perguntas e questões, mesmo não residindo em São Leopoldo ou Porto Alegre. Para o professor Felipe Boff, que está supervisionando a organização da cobertura, a participação da comunidade universitária é muito importante: “Por meio dessa escuta que a gente está fazendo, buscamos uma conexão para saber quais são as maiores necessidades, dificuldades e projetos para cada município”, explica.

Para participar, basta preencher o formulário corresponde às cidades de São Leopoldo e Porto Alegre até o dia 2/10. As perguntas serão selecionadas pelos professores responsáveis pela editoria de política e respondidas nas matérias produzidas pelos estudantes para a Beta Redação.

A primeira experiência em cobertura política

Para os futuros jornalistas, essa é a chance de ter o primeiro contato com uma cobertura política. Lucas Alves, que acompanhará os acontecimentos eleitorais em São Leopoldo, revela que uma das dificuldades que enfrenta são os prazos de produção jornalística: “Na maioria dos contatos, conversamos com integrantes das assessorias dos candidatos. Como as respostas costumam demorar para vir, temos de correr contra o tempo para fechar o material”, explica o estudante. Já para Lucas Lanzoni, que está na equipe de repórteres locados em Porto Alegre, o contato com as fontes, mesmo a distância, vem dando certo. “Em relação à dificuldade provocada pelo isolamento social, os contatos estão tranquilos, pois as minhas fontes, até agora, foram muito bacanas e me responderam via WhatsApp ou e-mail”, avalia.

Nessa eleição, além da pandemia de Covid-19, o tempo de campanha eleitoral reduzido e o aumento do número de candidatos configuram em novos desafios para o jornalismo. Na avaliação do responsável pela cobertura em Porto Alegre, Flavio Dutra, apesar das dificuldades de contato e acesso aos candidatos, esse trabalho jornalístico será um aprendizado para a carreira dos estudantes. “Um dos fatores interessantes da Beta Redação é que ela reflete muito bem o que é a vida profissional do jornalista. Os prazos serão apertados e, às vezes, a situação de produção não será a ideal”, explica o professor.

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Feira do Livro de 2018 conta histórias de 2013 https://mescla.cc/2018/11/13/feira-do-livro-de-2018-conta-historias-de-2013/ https://mescla.cc/2018/11/13/feira-do-livro-de-2018-conta-historias-de-2013/#respond Tue, 13 Nov 2018 18:58:17 +0000 http://mescla.cc/?p=8752 O ano de 2013 foi marcado por grandes e fortes manifestações sociais e políticas no Brasil. Precursoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o principal motivo para protestar, à época, consistia no aumento das passagens de ônibus. As grandes passeatas tiveram origem em São Paulo, mas rapidamente espalharam-se pelo país, alcançando a capital do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, […]

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Alexandre Haubrich autografando o livro  “Nada será como antes” / Foto: Libretos

O ano de 2013 foi marcado por grandes e fortes manifestações sociais e políticas no Brasil. Precursoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o principal motivo para protestar, à época, consistia no aumento das passagens de ônibus. As grandes passeatas tiveram origem em São Paulo, mas rapidamente espalharam-se pelo país, alcançando a capital do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, as movimentações foram objeto de análise do jornalista Alexandre Haubrich, culminando no livro “Nada será como antes”

O evento Precisamos falar sobre 2013 ocorreu na biblioteca do Clube do Comércio durante a 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Foi apresentado por Haubrich, pelo historiador Matheus Gomes e pelo editor da Editora Libretos, Rafael Guimaraens. O painel abordou aspectos políticos e históricos dos fenômenos ocorridos em 2013. Gratuito, era permitido ao público fazer perguntas.

Descrito pelo próprio autor como sendo uma reportagem minuciosa, “o livro é uma composição de olhares”. Segundo Alexandre, existia, e ainda existe, uma tentativa de barrar a reflexão e o pensamento crítico, por isso a obra “nasce com a ideia de ser uma pedra a mais nessa vidraça”, comentou.

 

Manifestação de junho de 2013, em Porto Alegre / Foto: Jornal do Comércio

O livro é um convite à reflexão, segundo o historiador Matheus Gomes, responsável pela escrita do prefácio da obra. Para ele, o ano de 2013 é um marco da política brasileira, e o trabalho de Alexandre traz uma nova perspectiva para a compreensão geral dos protestos, com foco nos acontecimentos em Porto Alegre.

Historiador Matheus Gomes / Foto: Libretos

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Redes sociais viram local de ativismo político https://mescla.cc/2018/10/18/redes-sociais-viram-local-de-ativismo-politico/ https://mescla.cc/2018/10/18/redes-sociais-viram-local-de-ativismo-politico/#respond Thu, 18 Oct 2018 18:03:52 +0000 http://mescla.cc/?p=8241 Patriotismo e fascismo. As palavras não são inversas, tampouco carregam significado em comum, mas o binarismo exposto nos sites de redes sociais parece obrigar as pessoas a escolherem um deles. Desde antes das eleições, o segundo turno vem sendo desenhado por opostos, onde Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) pareciam ser as únicas alternativas para […]

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Patriotismo e fascismo. As palavras não são inversas, tampouco carregam significado em comum, mas o binarismo exposto nos sites de redes sociais parece obrigar as pessoas a escolherem um deles. Desde antes das eleições, o segundo turno vem sendo desenhado por opostos, onde Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) pareciam ser as únicas alternativas para o posto de próximo presidente do Brasil. De fato, foram eles os eleitos para o segundo turno eleitoral, mas os meios digitais profetizavam isso há tempos.  

No dia 29 de setembro, uma semana antes do dia da votação, milhares de pessoas saíram às ruas em um movimento organizado na internet. A hashtag #elenão esteve no trending topics do Twitter por dias seguidos, e o resultado nas ruas não deixou a desejar ao comparar-se com o ativismo em rede. No lado oposto, uma multidão de usuários enchia as redes com a hashtag contrária, a #elesim. De um lado, pessoas que afirmavam escolher qualquer um para o cargo máximo do executivo nacional: menos ele. Do outro, fãs do candidato que rejeitam as demais candidaturas afirmando que ele seria o eleito, sim.  

Com um sistema binário desenhado no país, os demais 11 candidatos disputavam a atenção do restante do eleitorado. O grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, hospedado no Facebook, reúne pouco mais de 3,8 milhões de membros mulheres. A mobilização partiu de um grupo que repudiava as declarações preconceituosas feitas pelo candidato. Além do grupo, diversas comunidades levantaram-se contra a eleição de Bolsonaro, propagando ideias como hashtags e imagens com frases do tipo “fascismo não”. 

Imagem utilizada pelo grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” para organização dos atos do dia 29 | Imagem: Reprodução

Evelyn Mendes, analista e desenvolvedora de sistemas, é administradora do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro RS”, que engaja cerca de 15 mil pessoas na rede social.  Ela acredita que a rede social não é mais distinta da vida real das pessoas, que elas vivem o digital como uma extensão do seu dia.  “Todo mundo está online, mesmo sem Facebook ou Twitter, você está conectado de alguma forma”, conta. 

Ela ainda acredita que, para além das movimentações políticas em rede, o grupo, em específico o que ela administra, foi criado como uma forma de comunicação, conscientização e mobilização feminina, visando a informação e não somente o repúdio ao candidato. E, por isso, Evelyn não acredita que o movimento termine com o findar da eleição. “É muito mais do que isso, é um movimento de conscientização, que vai durar. Você consegue se conectar com as pessoas, se comunicar e isso está ajudando elas a se organizarem, seja pelo bem ou pelo mal”, explica. 

Iara Jaqueline Baldissera é estudante de Jornalismo e utiliza o Facebook para posicionar-se politicamente. Do outro lado da hashtag, ela traz seu feed de notícias recheado de vídeos, fotos e mensagens de apoio a Jair Bolsonaro, deixando claro o seu posicionamento. Ela aponta que viveu a infância em um Brasil saindo da Ditadura Militar, período em que imaginar espaços de convivência digitais era utopia. Ela vê as redes sociais como meios democráticos, onde é possível expressar-se e organizar uma mudança social.  

Acreditando que o candidato é alguém que se levanta contra o sistema, não acredita que Bolsonaro seja “tudo isso” que falam sobre ele, e que mesmo não apoiando todas as suas ideias, foi ele quem lhe devolveu um sentimento de patriotismo há tanto perdido. É por isso que utiliza o Facebook como forma de militância, buscando reverberar esse mesmo sentimento nas demais pessoas. “Como tudo, temos que ter responsabilidade, bom senso. Eu tenho na minha família pessoas que pensam muito diferente de mim, nem por isso excluí, nem por isso ofendo, nem por isso critico as postagens que fazem, que são extremamente opostas as minhas. Até agora prevaleceu a educação e o respeito”, relata. 

Imagem que circulou nos sites de redes sociais declarando apoio ao candidato Bolsonaro | Imagem: Reprodução

Quem acompanhou o assunto, sob uma perspectiva acadêmica e militante foi Christian Gonzatti, doutorando pela Unisinos, ativista relacionado a questões de gênero e LGBTQ+ e pesquisador da área. Ele explica que, historicamente, o sistema ocidental é binário, trazendo sempre a ideia de opostos: homem e mulher, masculino e feminino, razão e emoção, #elesim e #elenão. Para o pesquisador, esse binarismo causa nas pessoas uma dificuldade de complexificar dados. 

“As pessoas começaram a ler tudo como uma disputa de divas pop, ou de uma partida de futebol, quando na verdade o que está em jogo é um projeto de civilização. E o triste é que são esses dois extremos que vão ser reverberados na rede, que vão gerar uma série de disputas de sentido”, conta. Christian ainda traz a ideia de que neste contexto eleitoral o candidato Bolsonaro é visto como um salvador caso o Partido dos Trabalhadores retorne ao poder. Do outro lado, encabeçando os movimentos do #elenão, existe a luta pela não legitimação de um discurso preconceituoso do candidato do PSL.

 

Ciberacontecimento 

Os movimentos políticos surgidos a partir do #elenão podem ser configuradas como um ciberacontecimento, que são acontecimentos que emergem na sociedade a partir do uso dos sites de redes sociais. Christian explica que a partir da utilização de hashtags, os grupos se organizam em diferentes plataformas e passam a articular rede e rua. 

Christian vivenciou sua pesquisa em uma das manifestações, quando exibiu um cartaz relacionando um dos candidatos a Voldemort, personagem icônico da saga Harry Potter, e acabou sendo amplamente compartilhado nas redes. “Está totalmente implicado a rede, no sentido em que eu já conhecia o cartaz em inglês, de uma manifestação relacionada ao Trump (presidente americano) muito parecida, então eu faço uma releitura dele no nosso contexto através da rede e levo ele para a manifestação. Da manifestação, ele retorna a rede”, conta.  

Christian Gonzatti participando da manifestação #elenão Imagem: Arquivo Pessoal

Houve também uma pressão popular para o posicionamento de artistas e celebridades quanto ao uso de hashtags apoiando, ou não, o movimento inicial. A cantora pop Anitta foi um dos alvos dessas reivindicações. O pesquisador entende que a cobrança por parte do público se dá devido a potência que estas pessoas têm de pautar as discussões da sociedade. Algo muito parecido também foi experimentado pelo, na época candidato, Donald Trump, que viu o crescimento das intenções de voto seguido de protestos e posicionamentos de artistas locais e mundiais.

 

E o jornalismo nisso tudo? 

Gonzatti é muito crítico quanto à responsabilidade que o jornalismo carrega em relação ao binarismo encontrado nas redes, e que tem pautado estas eleições. Para o pesquisador, existe uma problemática muito grande quanto as instituições jornalísticas não conseguirem problematizar e complexificar o cenário atual, o que acaba por reforçar a existência de somente dois lados: o #elesim e o #elenão.  

“É mais uma vez esse jornalismo sendo potencializador desse cenário violento, por essas noções de imparcialidades, por essas noções de que o jornalista precisa só ouvir os dois lados sem complexificar os acontecimentos, que vai narrar a os fatos em uma dimensão muito rasa, sendo conivente com esse cenário binário”, explica Gonzatti.  

O jornalismo vem sendo frequentemente deslegitimado enquanto instituição. Não é incomum ver portais de notícias, ligados a grandes veículos de comunicação, sendo acusados de defender um ou outro lado da disputa. Para o pesquisador, o jornalismo se encontra em meio a uma crise, explicitada neste processo eleitoral e que o momento é de repensar o papel social das instituições jornalísticas.

 

As incansáveis Fake News 

Imagem: Reprodução/Unsplash

A Agência Lupa, que atua na checagem de fatos, apontou que as dez notícias falsas mais populares entre os leitores tiveram mais 865 mil compartilhamentos no Facebook. Entre os conteúdos compartilhados, predominam vídeos descontextualizados, imagens manipuladas e teorias da conspiração. Gonzatti trata o assunto, junto ao seu grupo de pesquisa, como “colapso informacional”.  

Estas informações falsas e manipulações são utilizadas com o intuito de deslegitimar grupos contrários. “Ocorre um colapso informacional, discussão que traz como a informação vem sendo distorcida, vem sendo esvaziada, dando espaço para essa reverberação de fake news, que, no caso do grupo (Mulheres Unidas contra Bolsonaro), tem sido utilizada para deslegitimar a mobilização”, fala.  

Na tarde de quarta-feira, 17, o Tribunal Superior Eleitoral, na figura da presidente ministra Rosa Weber, recebeu para uma reunião os representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O propósito do encontro era discutir a disseminação de notícias falsas e firmar um acordo para não propagação delas. Estudos preliminares já indicam que as fake news poderão influenciar nos resultados destas eleições.

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Como trabalhar com jornalismo político https://mescla.cc/2018/10/03/como-trabalhar-com-jornalismo-politico/ https://mescla.cc/2018/10/03/como-trabalhar-com-jornalismo-politico/#respond Wed, 03 Oct 2018 20:48:39 +0000 http://mescla.cc/?p=8012 Ano de eleições e a pauta não podia ser diferente para os futuros comunicadores. Com a atual situação política que vive o país, na qual discursos de ódio são compartilhados em redes sociais e opiniões se divergem, jornalistas que trabalham com o tema contam como funciona o ambiente durante esta época.   Em uma das mesas mais esperadas […]

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Ano de eleições e a pauta não podia ser diferente para os futuros comunicadores. Com a atual situação política que vive o país, na qual discursos de ódio são compartilhados em redes sociais e opiniões se divergem, jornalistas que trabalham com o tema contam como funciona o ambiente durante esta época.  

Em uma das mesas mais esperadas pelos estudantes de Jornalismo durante a Semana da Comunicação, o tema Jornalismo Político reuniu profissionais da área na última quinta-feira (27). Com a mediação do professor Flávio Dutra, o evento contou com a participação dos jornalistas André Machado, da Bandeirantes, e a colunista do Correio do Povo Flávia Bemfica.  

Uma das questões trazidas pelos estudantes aborda um dos temas mais conhecidos no jornalismo, a isenção. De acordo com André Machado, para trabalhar com ela é necessário ter muito caráter e se despir de convicções. “A gente está vivendo num mundo que cada um quer compor a sua verdade, por isso anda muito difícil fazer o nosso trabalho, mas cada vez é mais necessário fazer jornalismo”, comentou. 

Flávia Bemfica contou sobre algumas decisões que tomou durante a profissão para tornar ainda mais imparcial sua opinião. Além de não ter redes sociais, para não ter que lidar com discursos de ódio, Flávia também falou sobre um importante passo que deu logo no início da careira. “Eu levo essa questão de isenção tão a sério que eu não me lembro quando eu votei pela última vez. Porque eu achava que era aquilo ali que eu tinha que fazer”, contou a jornalista. 

Foto: Liane Oliveira

Além disso, os jornalistas ressaltaram alguns aspectos importantes para levar em conta quando se escolhe fazer jornalismo político. Entre os comentários, Flávia Bemfica fala sobre a importância da diversidade de fontes. “Quanto mais diferentes, mais informações se consegue ter, mais informação para o leitor”, ressaltou.  

André Machado falou sobre a importância de identificar pautas para o público e as que só interessam aos partidos. “As pautas vão surgindo, mas tem que tentar é variar as fontes e prestar muita atenção naquilo que de fato é importante para as pessoas. Tem que tomar cuidado se aquilo que tu estás fazendo tem alguma relevância pra pessoa ou se está cobrindo um interesse pessoal teu ou de quem ofereceu a pauta”, comentou. 

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Abertas inscrições para o “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo” https://mescla.cc/2018/08/28/abertas-inscricoes-para-o-4o-ciclo-de-estudos-reinvencao-politica-no-brasil-contemporaneo/ https://mescla.cc/2018/08/28/abertas-inscricoes-para-o-4o-ciclo-de-estudos-reinvencao-politica-no-brasil-contemporaneo/#respond Tue, 28 Aug 2018 17:34:37 +0000 http://mescla.cc/?p=7433 Nos dias 4 de setembro (terça-feira) e 8 de novembro (quinta-feira) ocorre no Campus Unisinos São Leopoldo o evento “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo. Limites e Perspectivas”. Trata-se de rodadas de palestras que abordam a temática da política brasileira nos cenários pré e pós-eleições de 2018.   As falas acontecerão na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros. […]

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Nos dias 4 de setembro (terça-feira) e 8 de novembro (quinta-feira) ocorre no Campus Unisinos São Leopoldo o evento “4º Ciclo de Estudos A Reinvenção Política no Brasil Contemporâneo. Limites e Perspectivas”. Trata-se de rodadas de palestras que abordam a temática da política brasileira nos cenários pré e pós-eleições de 2018.  

As falas acontecerão na sala Ignacio Ellacuría e Companheiros. Segundo o professor Lucas Henrique da Luz, “as palestras têm relação entre si, porém são independentes. Assim, você pode assistir todas elas ou participar daquela(s) que tiver mais interesse e disponibilidade”. Abaixo, seguem os horários e temas de cada apresentação. As inscrições podem ser feitas aqui. 

 

04 de setembro de 2018 (terça-feira)

8h30min – Início do Credenciamento

8h50min – Abertura

9h às 11h – O cenário eleitoral brasileiro e a participação das juventudes. Possibilidades e Limites
Profa. Dra. Rosana Pinheiro-Machado – UFSM

11h às 12h30min – Os projetos políticos da eleição brasileira de 2018 e os papéis da esquerda. (Im)previsões e análises
Prof. Dr. Moysés Pinto Neto – Ulbra

12h30min às 14h – Intervalo

14h às 16h – A política do comum e do protótipo. Possíveis alternativas à captura da política e do Estado
Prof. Dr. Henrique Z. Parra – Unifesp

16h15min às 18h – A democracia sem partidos e a partir das muitas e dos muitos. (Re)Invenção política?
Prof. MS Roberto Rolim Andres – UFMG e Piseagrama 

 

 

8 de novembro de 2018 (quinta-feira)

8h30min – Início do Credenciamento

9h às 11h – O cenário pós-eleitoral no Brasil. Possibilidades e Limites
Prof. Dr. Roberto Dutra Torres Junior – UENF

11h às 12h35min – A (nova) biossocialidade brasileira no cenário pós-eleitoral. Limites e Perspectivas
Prof. Dr. Orlando Fernandes Calheiros Costa – PUCRio

12h30min às 14h – Intervalo

14h às 16h – Juventudes e periferias no cenário pré e pós-eleitoral brasileiro
MS Henrique Costa

16h15min às 18h – Trabalho, renda universal, (des)igualdades e a reinvenção da esquerda. Desafios e perspectivas 

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Luís Nassif conversa com professores e alunos da Unisinos https://mescla.cc/2018/03/19/luis-nassif-conversa-com-professores-e-alunos-da-unisinos/ https://mescla.cc/2018/03/19/luis-nassif-conversa-com-professores-e-alunos-da-unisinos/#respond Mon, 19 Mar 2018 20:32:35 +0000 http://mescla.cc/?p=4959 Texto: Kellen Dalbosco, Natan Cauduro, Luiza Soares e Giulia Godoy Quem vê o jornalista Luís Nassif entrando pela porta da sala não imagina a trajetória dele dentro do jornalismo nacional. De camisa social listrada, caneta no bolso e sapatos brilhosos, ele atendeu a estudantes de Jornalismo, professores e a imprensa na tarde desta segunda-feira (19) na Unisinos Porto Alegre. Ele está na universidade para […]

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Texto: Kellen Dalbosco, Natan Cauduro, Luiza Soares e Giulia Godoy

Quem vê o jornalista Luís Nassif entrando pela porta da sala não imagina a trajetória dele dentro do jornalismo nacional. De camisa social listrada, caneta no bolso e sapatos brilhosos, ele atendeu a estudantes de Jornalismo, professores e a imprensa na tarde desta segunda-feira (19) na Unisinos Porto Alegre. Ele está na universidade para o lançamento do Projeto Nuvem: Núcleo Universitário de Educação para as Mídias.

Com muito repertório, brincadeiras e sempre com sorriso no rosto, abordou temas atuais, que misturam política e práticas jornalísticas. Para os jornalistas em formação, ofereceu dicas valiosas para o ofício. Veja alguns tópicos comentados pelo profissional: 

A universidade e a formação de jornalistas 

Para Nassif, o mito de que “em seis meses de redação aprende-se mais do que numa faculdade”, foi quebrado. Ele conta que avaliou bancas de Trabalhos de Conclusão de Curso e que viu um grau de complexidade que não existe dentro das redações. Os grandes “jornalões”, como ele chamou, ainda não perceberam as mudanças do jornalismo e mantêm a sistemática ao invés de mudar o enfoque de suas redações e, portanto, as grandes redações vão deixar de existir, acredita.  

Lembrando das chamadas “matérias caça cliques”, ele chama a atenção para o papel do jornalista, principalmente para aqueles que estão saindo da graduação. “Nunca foi tão fácil fazer jornalismo”, exclamou, principalmente o jornalismo investigativo. Para ele, basta buscar as informações que estão disponíveis 24h na internet e o desafio é saber usá-las com coerência. “Conforme os dados vão aparecendo, você adapta a narrativa”, explicou. O segredo é contar uma história interessante, adaptando a narrativa aos fatos, conforme eles vão surgindo. “O segundo desafio é encontrar um jornal que queira publicar a história”, brincou.

Opinião Pública nas redes sociais x colunistas  

“Nessa fase de internet, todo mundo é jornalista”, afirmou Nassif. Para ele, a liberdade de expressão e de informação é de extrema importância para a democracia, assim como o debate de ideias. Contudo, essa liberdade também expõe problemas. Um deles está ligado à opinião pública nas redes sociais. Segundo Nassif, há banalização da opinião do especialista. Uma opinião, vinda de uma fonte com autoridade, pode confrontar ideais adquiridos e cultivados durante anos. Bloquear novas ideias através de redes sociais e manifestar as próprias com objetivo de autoconfirmação é a fórmula que produz muitos dos comentários falsos, raivosos e preconceituosos online, uma “volta à selvageria”, como ele definiu. 

No jornalismo, a opinião surge através dos colunistas. Na visão de Nassif, o cargo possui um número exagerado de profissionais em uma “luta” pela audiência, pelo ouvinte, pelo leitor e pelo clique, jornalistas tendem a abandonar a especificidade de um assunto, tornando suas colunas, e consecutivamente opiniões, em algo raso e de fácil disseminação. “O pensamento é guiado por clique ou patrocínio”, disse afirmando que deve haver um compromisso com o fato, não com o lucro que ele pode gerar. 

Foto: Kellen Dalbosco

Grandes jornais e as fake news 

Nassif posicionou-se quanto ao papel dos grandes veículos brasileiros quando se diz respeito às fake news, e ajudou a esclarecer como elas devem ser combatidas. Segundo ele, as redes sociais mudaram o comportamento dos jornais impressos, como o caso da saída da Folha de S. Paulo do Facebook. “A Folha como jornal não se deu conta das mudanças. Com a internet, vai mudar o jornal diário, e este tem que cumprir diariamente o papel do que era semanal. Para isso, que mudar totalmente o enfoque das redações, tem que trabalhar com sistemas que permitam fazer pesquisa. O jornalista tem que saber juntar informação, consolidar”, afirmou. 

A respeito das notícias falsas, Nassif afirmou que o jornalista tem o papel de contrapor e explicar os fatos falsamente noticiados. Com a ascensão da internet, qualquer um se diz jornalista, e compartilham a notícia com a qual tem mais afinidade. “O público quer ler o que lhe convém”, esclareceu. Ele falou também sobre o papel que a grande imprensa teve nos últimos dez anos, ao martelar um discurso de ódio e jogando com a opinião pública. Ele afirma que as fake news integram uma guerra midiática desde 2005 e que foi possível ver resultados nas eleições presidenciais de 2006. 

Nassif opinou também sobre os grandes veículos que hoje tentam vender uma imagem de referência contra as fake news, mas que escondem uma história de disseminação de notícias falsas. “Neste momento que você tem essa desorganização completa no mercado de informação, os jornais tentam recuperar, tentam vender que são uma referência”, afirmou. Para ele, este movimento é uma jogada para tirar de cena os blogs independentes que fazem o contraponto.  

Efeito manada 

Durante o debate, foi proposta a discussão sobre diversas notícias ao redor de um mesmo tema e em diferentes meios de comunicação. Nassif acredita que o “efeito-manada” é um dos grandes problemas que a imprensa vem passando, principalmente na era digital. Ele afirma que o uso de perfis falsos na internet e, às vezes, as próprias colunas em jornais impressos acabam se detendo em poucas fontes de informações, deixando de expor mais de um lado da história. 

O jornalista acredita que os valores aprendidos no jornalismo vêm se perdendo, e que dia após dia, os veículos se acomodam às situações, seguindo a linha de publicação de outros veículos, sem muitos questionamentos. “A mídia tem medo de corrigir os erros e, a partir do momento em que não se assume o erro, não é mais um jornalista”, conclui Nassif.

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IHU promove segunda edição de ciclo de debates https://mescla.cc/2018/03/09/ihu-promove-segunda-edicao-de-ciclo-de-debates/ https://mescla.cc/2018/03/09/ihu-promove-segunda-edicao-de-ciclo-de-debates/#respond Fri, 09 Mar 2018 18:23:18 +0000 http://mescla.cc/?p=4807 No cenário do mundo contemporâneo, há divergências entre questões técnicas e teóricas, principalmente no modo como o ser humano lida com a ética em seus contextos culturais e políticos. Por isso, o Instituto Humanitas Unisinos (IHU) promove, a partir de abril, a segunda edição do evento “A contemporaneidade em debate: intérpretes e obras”. Durante dois meses, serão realizadas conferências sobre cinco obras literárias que incentivam o pensamento crítico acerca desses […]

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No cenário do mundo contemporâneo, há divergências entre questões técnicas e teóricas, principalmente no modo como o ser humano lida com a ética em seus contextos culturais e políticos. Por isso, o Instituto Humanitas Unisinos (IHU) promove, a partir de abril, a segunda edição do evento “A contemporaneidade em debate: intérpretes e obras”.

Durante dois meses, serão realizadas conferências sobre cinco obras literárias que incentivam o pensamento crítico acerca desses temas. Cinco professores da Universidade apresentarão, individualmente, um livro cada. Alunos, funcionários e a comunidade em geral podem participar dos encontros.

Mais informações sobre os eventos estão disponíveis no site da Unisinos. Vale lembrar que as inscrições vão até 7 de junho, e há uma cobrança de dez reais por atividade.

Lista de Programação (sujeita a alterações):

18 de abril (quarta-feira)
19h30min às 22h – A Queda do Céu. Palavras de um Xamã Yanomami. Autoria de Davi Kopenawa e Bruce Albert. Apresentação da obra pela professora Julie Stefane Dorrico Peres (Unir).

26 de abril (quinta-feira)
19h30min às 22h – Prosperidade sem crescimento: vida boa em um planeta finito. Autoria de Tim Jackson. Apresentação da obra pela professora Clitia Martins (FEE/RS).

10 de maio (quinta-feira)17h30min às 19h – Roda de conversa com professora Paula Sandrine Machado (UFRGS).
19h30min às 22h – Problemas de Gênero. Feminismo e subversão da identidade. Autoria de Judith Butler. Apresentação da obra pela professora Paula Sandrine Machado (UFRGS).

05 de junho (terça-feira)
19h30min às 22h – Dos. La máquina de la teología política y el lugar del pensamiento. Autoria de Roberto Esposito. Apresentação da obra pelo professor José Roque Junges (Unisinos).

07 de junho (quinta-feira)
17h30min às 19h – Desigualdade. O que pode ser feito? Tradução de Elisa Câmara. Autoria de Anthony B. Atkinson. Apresentação da obra pelo professor Márcio Eloir Schweig (Unisinos).

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1° Prêmio de Jornalismo da Justiça Eleitoral https://mescla.cc/2017/10/30/1-premio-de-jornalismo-da-justica-eleitoral/ https://mescla.cc/2017/10/30/1-premio-de-jornalismo-da-justica-eleitoral/#respond Mon, 30 Oct 2017 17:43:38 +0000 http://mescla.cc/?p=3929 O TRE-RS lançou no dia 20 de outubro o 1º Prêmio de Jornalismo da Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul. Visando valorizar e reconhecer o trabalho de jornalismo político, o prêmio busca estimular o debate e reflexões na área e é aberto para estudantes de jornalismo e jornalistas formados. Serão premiadas reportagens que tem […]

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O TRE-RS lançou no dia 20 de outubro o 1º Prêmio de Jornalismo da Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul. Visando valorizar e reconhecer o trabalho de jornalismo político, o prêmio busca estimular o debate e reflexões na área e é aberto para estudantes de jornalismo e jornalistas formados.
Serão premiadas reportagens que tem como tema as eleições; Justiça Eleitoral, cidadania e democracia; política e reforma eleitoral. Podem ser inscritos trabalhos nas categorias de Jornalismo impresso; Webjornalismo; Telejornalismo; Radiojornalismo; Fotojornalismo e destaque acadêmico.
O Edital será lançado no mês de janeiro de 2018, no site do TRE-RS

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