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Arquivos Núcleo Universitário de Educação para as Mídias - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/nucleo-universitario-de-educacao-para-as-midias/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 28 Jun 2022 14:18:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 Unisinos recebe projetos de educação midiática para publicação de e-book https://mescla.cc/2022/06/28/unisinos-recebe-projetos-de-educacao-midiatica-para-publicacao-de-e-book/ https://mescla.cc/2022/06/28/unisinos-recebe-projetos-de-educacao-midiatica-para-publicacao-de-e-book/#respond Tue, 28 Jun 2022 14:18:13 +0000 http://mescla.cc/?p=16562 Após duas oficinas com especialistas do Brasil e dos Estados Unidos, o Desafio Nuvem de Educação Midiática da Unisinos entra em sua segunda etapa. Agora, os professores do ensino básico podem submeter seus projetos de educação midiática para concorrer à publicação em um livro digital (e-book). As propostas podem ser enviadas até dia 31 de […]

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Após duas oficinas com especialistas do Brasil e dos Estados Unidos, o Desafio Nuvem de Educação Midiática da Unisinos entra em sua segunda etapa. Agora, os professores do ensino básico podem submeter seus projetos de educação midiática para concorrer à publicação em um livro digital (e-book). As propostas podem ser enviadas até dia 31 de julho pelo link: bit.ly/ProjetoDesafioNuvem2022

Serão selecionados 10 projetos de diferentes níveis de ensino e áreas de conhecimento para a publicação, que tem como intuito servir de referência a outros professores no desenvolvimento de atividades de educação midiática em sala de aula. 

O Desafio Nuvem está alinhado às novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incluem competências relacionadas à educação para as mídias, combate à desinformação e ao discurso de ódio, e promoção da liberdade de expressão entre crianças e adolescentes. 

Durante os meses de maio e junho, os professores tiveram a possibilidade de ouvir especialistas na área, tirar dúvidas e debater a questão da educação midiática no ensino básico. Estiveram presentes como palestrantes os brasileiros Rapahel Kapa (Agência Lupa) e Nina da Hora (FGV), e as estadunidenses Katya Vogt (Irex) e Tessa Jolls (Center for Media Literacy). Os especialistas abordaram conceitos como desinformação, algoritmos, fact-checking e letramento midiático, além de apresentar ferramentas e recursos para trabalhar letramento midiático na educação básica.  

Quem não participou da primeira etapa, mas tem interesse em acessar os materiais e submeter um projeto de educação midiática para a segunda etapa do Desafio Nuvem, pode acessar o link para ingressar na nova fase: https://bit.ly/OficinasDesafiosNuvem. Não há qualquer custo para os participantes. 

O Desafio Nuvem de Educação Midiática é realizado pelo Núcleo Universitário de Educação para as Mídias (Nuvem) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil. Mais informações no site nuvem.unisinos.br ou pelo e-mail nuvem@unisinos.br

SERVIÇO 

O que: Submissão de projetos para o e-book do Desafio Nuvem de Educação Midiática, programa da Unisinos com apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil 

Quem: professores da educação básica do RS 

Quando: até 31 de julho 

Como: pelo link bit.ly/ProjetoDesafioNuvem2022 

Quanto: gratuito 

Contato: nuvem@unisinos.br 

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Desafio Nuvem Unisinos promove nova oficina de educação midiática neste sábado https://mescla.cc/2022/06/08/desafio-nuvem-unisinos-promove-nova-oficina-de-educacao-midiatica-neste-sabado/ https://mescla.cc/2022/06/08/desafio-nuvem-unisinos-promove-nova-oficina-de-educacao-midiatica-neste-sabado/#respond Wed, 08 Jun 2022 17:00:55 +0000 http://mescla.cc/?p=16555 O Desafio Nuvem de Educação Midiática da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove a segunda oficina do programa de treinamento online para professores do ensino básico neste sábado, 11 de junho, das 10h às 12h. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site Eventos Unisinos, em bit.ly/desafionuvem2022.  Estarão presentes as especialistas Tessa […]

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O Desafio Nuvem de Educação Midiática da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove a segunda oficina do programa de treinamento online para professores do ensino básico neste sábado, 11 de junho, das 10h às 12h. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site Eventos Unisinos, em bit.ly/desafionuvem2022

Estarão presentes as especialistas Tessa Jolls, presidente e CEO do Center for Media Literacy (EUA), e Nina da Hora, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS-FGV). A oficina tem como título “Colocando em Prática: ferramentas e recursos para trabalhar letramento midiático na educação básica”, e a mediação será realizada por Daiana Campani, doutoranda em Linguística Aplicada pela Unisinos. 

Essa será a última formação do programa, que tem apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil. Na próxima etapa do Desafio Nuvem, os professores inscritos serão convidados a compartilhar planos de ensino que abordem a educação midiática para publicação em um e-book. Serão selecionados 10 projetos, de diferentes áreas do conhecimento e níveis de ensino, do fundamental ao médio.  

Sobre as palestrantes 

Tessa Jolls é presidente e CEO do Center for Media Literacy, uma organização sem fins lucrativos que fornece pesquisas e newsletters sobre o tema de educação midiática. Jolls também é Visiting Scholar na American University/Bruxelas, UCLouvain. Em 2020, recebeu o Prêmio Fulbright de Estudos de Segurança da OTAN, e em 2015 recebeu o Global Media and Information Literacy Award, em reconhecimento ao seu trabalho em Media and Information Literacy and Intercultural Dialogue, da Unesco em cooperação com a United Nations Alliance of Civilizations (Unaoc). Jolls se concentra em projetar, implementar e avaliar programas de alfabetização midiática e fornecer desenvolvimento profissional. 

Nina da Hora é pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV (CTS-FGV), divulgadora científica e hacker antirracista. Criadora de duas iniciativas de educação computacional, o Computação da Hora e o Ogunhê, foi uma das jovens lideranças indicadas na lista da Forbes Under 30, em 2021. Atualmente, é colunista sobre ciência, tecnologia e sociedade no MIT Technology Review Brasil e Canal Futura. 

As inscrições para o Desafio Nuvem permanecem abertas até o dia 11 de junho e as oficinas não possuem custo algum para os participantes e contam com tradução simultânea para o português, não sendo necessário ter fluência em inglês para acompanhar o programa. Para receber certificado de participação, os inscritos devem entrar na chamada da plataforma Zoom pela área do participante, fazendo login na própria página de inscrição do programa. Mais informações no site nuvem.unisinos.br ou pelo e-mail nuvem@unisinos.br

SERVIÇO 

O que: Desafio Nuvem de Educação Midiática, programa de formação gratuita e online para professores do ensino básico promovido pela Unisinos com apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil 

Quem: Tessa Jones (Center for Media Literacy) e Nina da Hora (CTS-FGV)  

Quando: 11 de junho, sábado, das 10h às 12h  

Onde: online, pela plataforma Zoom  

Quanto: gratuito  

Como: inscrições até 11 de junho em bit.ly/desafionuvem2022  

Contato: nuvem@unisinos.br  

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Os desafios de trabalhar com letramento midiático em sala de aula https://mescla.cc/2022/06/02/os-desafios-de-trabalhar-com-letramento-midiatico-em-sala-de-aula/ https://mescla.cc/2022/06/02/os-desafios-de-trabalhar-com-letramento-midiatico-em-sala-de-aula/#respond Thu, 02 Jun 2022 20:06:50 +0000 http://mescla.cc/?p=16545 O workhop ocorreu no final de maio e foi transmitido via zoom para todos os professores do ensino básico que se inscreveram no Desafio Nuvem de Educação Midiática, programa da Unisinos com o apoio da Embaixada e Consulado dos Estados Unidos no Brasil.  “Aprofundando conceitos: desinformação, algoritmos, fact-checking e letramento midiático” foi o título da oficina […]

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O workhop ocorreu no final de maio e foi transmitido via zoom para todos os professores do ensino básico que se inscreveram no Desafio Nuvem de Educação Midiática, programa da Unisinos com o apoio da Embaixada e Consulado dos Estados Unidos no Brasil.  “Aprofundando conceitos: desinformação, algoritmos, fact-checking e letramento midiático” foi o título da oficina que durou quase duas horas e contou com a pesquisadora americana, Katya Vogt e com o pesquisador brasileiro Raphael Kappa.  O evento teve a mediação da professora do Curso de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unisinos, Maria Eduarda Giering. 

A primeira palestrante foi Katya Vogt, Mestre em Políticas de Educação Internacional pela Harvard Graduate School of Education, que falou de de Washington. Ela é autora do Learn to Discern (L2D), projeto integrado à ONG IREX que capacita os cidadãos a navegarem no ambiente contemporâneo de informações “de maneira segura, saudável, responsável, crítica e orientada para a empatia”. A apresentação, que teve como título “O papel dos educadores em construir resiliência a informações manipuladas” abordou as competências e habilidades necessárias para tornar os alunos mais responsáveis, críticos e empáticos ao ambiente informacional.  

A palestrante trouxe dados importantes sobre o contexto no qual estamos inseridos, como a de que “90% dos dados que temos hoje foram criados nos últimos dois anos”. Isso se revela na quantidade de conteúdo que é criada e consumida.   

Palestrante Katya Vogt (Reprodução via Zoom)

Durante a oficina, Katya comentou que há uma clara dependência dos jovens ao ambiente digital, e que o tempo médio em que um adolescente americano passa nas redes é de nove horas. “É muito mais do que o tempo que passam dormindo”, comentou.   A especialista listou nove problemas que assolam o público mais jovem que estão associados à avalanche de informações falsas a que estão submetidos:  sobrecarga de informações; autoimagem negativa; estereótipos enviesados; inabilidade para fazer uma decisão baseada em fatos; uma saúde mental abalada, como altos níveis de ansiedade; animosidade; intolerância, polarização; e déficit de confiança.  

A pesquisadora finalizou destacando que é também tarefa dos professores ajudarem crianças e adolescentes a reduzirem seus tempos de tela: “Seja atento ao seu espaço informacional, abandone seu vício digital, desligue o piloto automático e dome suas emoções”,  

O combate à desinformação não pode ser feito apenas com checagem 

A dependência dos dispositivos e suas interfaces com as mídias também foi destacada por Raphael Kapa, o segundo a palestrar. Para o jornalista, que é doutorando em história, é preciso lembrar que os estudantes passaram por uma longa exposição às mídias em função da pandemia e das restrições sanitárias. “Você tira o celular e eles têm uma relação de adição, parece que você está tirando uma questão existencial, então a gente precisa trabalhar isso aos poucos”, apontou. 

 Kappa é coordenador de Educação na Agência Lupa, uma das pioneiras em checagem de informação no país, e tem se dedicado ao combate à desinformação tanto como jornalista como educador. E é por aliar estes dois campos que Kapa alerta que o combate à desinformação requer um esforço que vai além da checagem, que por mais que ela seja fundamental não pode estar sozinha. Kapa afirma que é necessário um trabalho de longo prazo capaz de causar um impacto geracional. A educação midiática deve ser pensada para cada região do Brasil, aproveitando-se das mídias e suportes disponíveis para cada lugar, criando assim um sistema mais efetivo.  

Todas as áreas do conhecimento sofrem com falta de informação midiática 

Kapa ressaltou que uma das áreas que carece de letramento midiático é a matemática: “você vê como as pessoas são enganadas em percentuais e amostragens, principalmente neste período em que a confiabilidade da vacina é tão importante”, destacou.  Outro exemplo ocorre nas atividades de humanas.: “Com geografia, filosofia e sociologia a relação com a fonte, primária, secundária, todos estes ensinamentos dos professores precisam ser incorporados à educação midiática, para que os educadores possam trabalhar na formação crítica usando diferentes mídias, conforme prevê a Base Nacional Curricular Comum”. O jornalista ainda trouxe dados de uma pesquisa realizada pelo OCDE que aponte que 67% dos jovens de 15 anos não sabiam a diferença de fato e opinião.  

 A próxima oficina do Desafio Nuvem de Educação Midiática será no dia 11 de junho, com especialistas do Brasil e do Estados Unidos. Intitulada, “Colocando em Prática: Ferramentas e Recursos para Trabalhar Letramento Midiático na Educação Básica”, estarão presentes Nina da Hora, pesquisadora do Centro e Sociedade da FGV e Tessa Jolls, Presidente e CEO do Center for Media Literacy.  A mediação será realizada pela doutoranda em Linguística Aplicada pela Unisinos, Daiana Campani.  

O Desafio Nuvem é um programa gratuito de letramento midiático para professores da rede básica de educação do Rio Grande do Sul promovido pela Unisinos com apoio da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil.  Ao final do desafio, os professores participantes poderão enviar seus projetos para uma banca, 10 trabalhos serão selecionados para serem publicados em um e-book.  

As inscrições devem ser feitas pela plataforma Eventos Unisinos ou pelo link: bit.ly/desafionuvem até dia 11 de junho. Para mais informações, acesse: nuvem.unisinos.br ou envie um e-mail para nuvem@unisinos.br. 

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Primeira oficina do Desafio Nuvem acontece neste sábado https://mescla.cc/2022/05/19/primeira-oficina-do-desafio-nuvem-acontece-neste-sabado/ https://mescla.cc/2022/05/19/primeira-oficina-do-desafio-nuvem-acontece-neste-sabado/#respond Thu, 19 May 2022 17:39:16 +0000 http://mescla.cc/?p=16510 Os estudantes do mundo inteiro passaram quase dois anos tendo aula por celular, computador, tablet, etc. Estes objetos são uma janela para toda a sorte de mídia, incluindo as sociais. O desafio agora é que estas mesmas mídias sejam incorporadas à prática educacional como instrumento de reflexão e de comunicação. É o que entende Raphael […]

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Os estudantes do mundo inteiro passaram quase dois anos tendo aula por celular, computador, tablet, etc. Estes objetos são uma janela para toda a sorte de mídia, incluindo as sociais. O desafio agora é que estas mesmas mídias sejam incorporadas à prática educacional como instrumento de reflexão e de comunicação. É o que entende Raphael Kappa, um dos palestrantes que estará na primeira oficina do Desafio Nuvem de Educação Midiática neste sábado, 21 de maio. A transmissão contará ainda com a especialista americana Katya Vogt, que integra a ONG internacional IREX  e tem como um dos seus pilares ampliar o acesso à educação e à informação de qualidade, com o propósito de reduzir a corrupção, frear a desinformação e constuir confiança social. 


A oficina, que tem como tema Desinformação e Fact-checking, abre o programa de letramento em mídia para professores do ensino básico do Rio Grande do Sul elaborado pela Unisinos com o apoio da  Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil. A mediação será de Maria Eduarda Giering, professora que atua no curso de Letras e no programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unisinos. Seus estudos focam em diversos gêneros discursivos, como o da  comunicação da ciência e outros ligados à tecnologia. Maria Eduarda também coordena o Projeto LER: literatura e ciência e faz parte da equipe editorial da revista digital de popularização da ciência Linguarudo, além de ter liderado a equipe de Consultoria Pedagógica do Desafio Nuvem . 


Ambos os palestrantes têm experiências que podem auxiiar os professores da rede básica a desenvolver, em sala de aula, competências que estão previstas nas novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular. Dentre elas, a da leitura crítica dos conteúdos midiáticos em seus diferentes formatos, interpretação correta de gráficos e porcentagens, comunicação não-violenta, representatividade social e participação cívica são assuntos cotidianos que podem integrar atividades em sala de aula nas diversas disciplinas e níveis de ensino.  


Katya Vogt é mestre em Políticas de Educação Internacional pela Harvard Graduate School of Education e tem 20 anos de experiência em design e implementação de programas e desenvolvimento internacional. Ela também apoiou treinamento de professores e criação de ferramentas de tecnologia educacional, fortalecimento de mídia e iniciativas de jovens lideranças. Vogt Projetou o Learn to Discern (L2D), projeto dentro da ONG IREX que trabalha uma abordagem centrada no humano, capacita os cidadãos a navegar no ambiente contemporâneo de informações de maneira segura, saudável, responsável, crítica e orientada para a empatia.    


Já Kapa é Jornalista formado pela UFRJ e doutorando em história pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente trabalha na Agência Lupa, onde é coordenador de Educação. Nos últimos anos, tem se dedicado ao combate à desinformação, tanto como jornalista quanto como educador. Conforme comentou em entrevista ao Mescla/Desafio Nuvem,  “o desafio é enorme, por isso que a educação midiática não pode ser pensada só para um segmento, tem que ser pensada para várias faixas etárias e de uma maneira que envolva diversos plurais.”  


A oficina que tem como tema Desinformação e Fact-checking , dia 21 de maio, através da plataforma Zoom da Embaixada dos Estados Unidos. Para os palestrantes que não falam português o evento contará com dois canais de áudio, um com o audio original do palestrante e outro com tradução simultânea. 

 
O Desafio Nuvem seguirá com inscrições abertas até o dia 11 de junho, quando ocorrerá outra oficina com palestrantes do Brasil e dos Estados Unidos. A cientista de dados Nina da Hora já está confirmada para a próxima formação. Nina é pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV (CTS-FGV), divulgadora científica e hacker antirracista. . Direcionado a professores da rede básica de ensino do Rio Grande do Sul, o programa não tem custo alguma para os participantes. Após as oficinas, os professores serão convidados a desenvolver um projeto de educação midiática que será avaliado por uma comissão multidisciplinar. Dez projetos serão escolhidos para fazer parte de um e-book. 


O que: Desafio Nuvem de Educação Midiática, programa de formação gratuita e online para professores do ensino básico promovido pela Unisinos com apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil
Quem: Raphael Kapa (Agência Lupa), Kátia Vogt (ONG IREX) 
Quando: 21 de maio, sábado, das 10h às 12h 
Onde: online 
Quanto: gratuito 
Como: inscrições até 11 de junho em bit.ly/desafionuvem2022 
Contato: nuvem@unisinos.br 

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Painel reúne especialistas em comunicação e dá início a um programa de letramento midiático https://mescla.cc/2022/04/08/painel-reune-especialistas-em-comunicacao-e-da-inicio-a-um-programa-de-letramento-midiatico/ https://mescla.cc/2022/04/08/painel-reune-especialistas-em-comunicacao-e-da-inicio-a-um-programa-de-letramento-midiatico/#respond Fri, 08 Apr 2022 19:27:40 +0000 http://mescla.cc/?p=16316 No sábado (2), o Mescla transmitiu, pelo YouTube, o painel intitulado “O Papel da Escola na Educação para as Mídias”, que contou com convidados ligados a diferentes áreas da comunicação, mas que têm em comum a preocupação com os efeitos da informação falsa e da falta de conhecimento sobre a origem das notícias por parte […]

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No sábado (2), o Mescla transmitiu, pelo YouTube, o painel intitulado “O Papel da Escola na Educação para as Mídias”, que contou com convidados ligados a diferentes áreas da comunicação, mas que têm em comum a preocupação com os efeitos da informação falsa e da falta de conhecimento sobre a origem das notícias por parte da população. Durante o debate, os especialistas falaram sobre o conturbado momento em que vivemos atualmente na esfera pública, tanto nas redes sociais quanto na mídia tradicional. A avaliação foi que a educação midiática é fundamental para se reduzir a disseminação de desinformação e o conteúdo de ódio, e que os professores, em sala de aula, são parte importante da construção para uma sociedade midiaticamente educada.  

O primeiro painelista a falar foi o chefe da seção de Liberdade de Expressão e Segurança de Jornalistas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Guilherme Canela. Ele destacou que os desafios que envolvem a educação midiática em nível global são de várias ordens, incluindo o entendimento computacional.  “Entender os códigos da internet, a linguagem binária, os 1’s e 0’s que criam essas coisas positivas, mas também todas essas encrencas, é tão relevante quanto estudar português ou matemática”, sintetizou Canela, que falou de Paris, onde trabalha. Para ele, é importante envolver as crianças nesta ação. “A melhor alternativa é como que a gente faz que as nossas crianças sejam resilientes para entrar em contato com os conteúdos eventualmente nocivos para o seu desenvolvimento biopsicossocial e saibam enfrentar esse processo.” Canela também frisou a importância de um sistema de justiça atuante quando há eventuais danos que possam ocorrer dentro do ambiente online. 

“Uma notícia falsa viraliza rapidamente e os desmentidos nunca percorrem todo o caminho de volta”, frisou Clara Becker, cofundadora do programa Redes Cordiais, uma plataforma de capacitação para influenciadores voltada à educação midiática para o enfrentamento das fakenews e do discurso de ódio. O Redes Cordiais propõe que todos revejam o seu papel no ambiente digital utilizando recursos de diferentes áreas do conhecimento. Durante o evento, Becker destacou que os discursos de ódio alimentam notícias falsas e vice-versa. “Essa desordem na informação vai desgastando laços de confiança nas instituições democráticas, e também separa famílias, alunos de professores e, muitas vezes, a sociedade em bolhas, que não querem dialogar entre si”, completa a jornalista. 

O último a abrir o painel foi Pedro Moreira, editor-chefe do portal de notícias GZH e coordenador do projeto Fluência em Notícias, que destaca os processos jornalísticos internos visando a transparência para o público. Atualmente, GZH tem o desafio de comunicar-se com as gerações mais novas para fazê-las terem interesse em um conteúdo jornalístico tradicional. Moreira comentou sobre o momento atual na comunicação: ”Há alguns anos, todos os veículos de comunicação são muito atacados, e de vários lados. Esses pontos de ataques e conflitos não vão diminuir; eles vão aumentar e vão continuar aí. O nosso papel é tentar equilibrar um pouco e não estimular o conflito”, completa. 

Desafio Nuvem

Os coordenadores do curso de Jornalismo da Unisinos, Débora Lapa Gadret e Micael Behs, estiveram presentes e sublinharam a importância da criação do Núcleo Universitário de Educação para as Mídias (Nuvem), que deu origem ao Desafio Nuvem, programa voltado para o Ensino Básico: “Há cinco anos, fizemos o lançamento do projeto com o objetivo de discutir e promover a crítica da mídia e educação para as mídias, sendo um dos grandes líderes da iniciativa Edelberto Behs, que coordenava o curso anteriormente. Hoje, damos um passo superimportante para ampliar a ideia e fazer uma interlocução relevante com a educação básica”, acentuou Gadret. São coordenadoras do Desafio Nuvem as professoras Taís Seibt e Luciana Kraemer.  

A Cônsul para Educação, Cultura e Imprensa do Consulado-Geral em Porto Alegre, Sarah Borenstein, explicou as motivações que levaram a Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil a apoiarem a iniciativa do Desafio Nuvem. “Acreditamos que boa educação e informação de qualidade são cruciais para formar cidadãos conscientes, críticos e engajados. Acreditamos também que esses cidadãos bem informados e críticos estão melhor posicionados para contribuir de forma mais justa e equilibrada com o processo democrático”, disse. 

O Desafio Nuvem de Educação Midiática é um programa gratuito de letramento midiático para professores da rede básica de educação do Rio Grande do Sul. O desafio contará com duas oficinas com especialistas do Brasil e do Estados Unidos. Ao final do desafio, os professores participantes enviarão seus projetos para uma banca e dez deles serão selecionados para serem publicados em um e-book. 

As inscrições podem ser feitas pela plataforma Eventos Unisinos ou pelo link: bit.ly/desafionuvem até dia 20 de maio. Para mais informações, acesse: nuvem.unisinos.br ou envie um e-mail para nuvem@unisinos.br.

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Painel sobre educação para as mídias traz representante da Unesco para a Liberdade de Expressão e outros especialistas https://mescla.cc/2022/04/01/painel-sobre-educacao-para-as-midias-traz-representante-da-unesco-para-a-liberdade-de-expressao-e-outros-especialistas/ https://mescla.cc/2022/04/01/painel-sobre-educacao-para-as-midias-traz-representante-da-unesco-para-a-liberdade-de-expressao-e-outros-especialistas/#respond Fri, 01 Apr 2022 20:09:35 +0000 http://mescla.cc/?p=16279 O painel é intitulado “O papel da escola na educação para as mídias” e tem como objetivo lançar um projeto para promover o letramento midiático entre professores do ensino básico do Rio Grande do Sul. O debate se integra a um projeto mais amplo chamado Desafio Nuvem de Educação Midiática que se estende até novembro.   […]

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O painel é intitulado “O papel da escola na educação para as mídias” e tem como objetivo lançar um projeto para promover o letramento midiático entre professores do ensino básico do Rio Grande do Sul. O debate se integra a um projeto mais amplo chamado Desafio Nuvem de Educação Midiática que se estende até novembro.  

Com a crescente produção e consumo de conteúdo digital, fica mais difícil distinguir o que são fatos a partir de notícias apuradas profissionalmente, do que são opiniões ou produção de notícias falsas. O papel da educação midiática é justamente dar ao leitor a capacidade e ferramentas para questionar a origem e a autoria do conteúdo, bem como ajudá-lo a interpretar a intenção e o contexto das produções. Para a Escola da Indústria Criativa e demais interessados, o Painel deste sábado pode ser uma oportunidade para os acadêmicos ouvirem e se apropriarem mais de um tema que ainda encontra pouco espaço para discussão, mas que é transversal a todas as áreas do conhecimento, pois se relaciona com a Liberdade de Expressão.

Segundo a coordenadora do curso de jornalismo da Unisinos Débora Gadret: “Discutir formas de combater a desinformação e propor iniciativas que ajudem a ampliar o conhecimento sobre o tema é fundamental para toda a sociedade. Além de afetar o debate público nas democracias contemporâneas, a desinformação tem impactado negativamente a Indústria Criativa, principalmente a cultura e o jornalismo. O Desafio Nuvem busca fomentar ações de formação no Ensino Básico, para que o letramento midiático possa combater, ao menos em parte, a circulação e a disseminação desses conteúdos.” 

Dentre os palestrantes estão Guilherme Canela, que é atualmente chefe da seção de Liberdade de Expressão da Unesco, agência especializada das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Canela é bacharel em Relações Internacionais e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e coordenou, por oito anos, a área de pesquisa de mídia e jornalismo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI). 

 Outra palestrante é a Clara Becker, formada em Comunicação Social e Letras, passou pelas revistas Piauí e Veja Brasília e, nos últimos anos, especializou- se em combate à desinformação atuando na Lupa, a primeira agência de fact checking brasileira. Clara é cofundadora do projeto Redes Cordiais, que é a primeira plataforma brasileira de educação midiática para influenciadores e redes sociais. 

Do Rio Grande do Sul, o convidado é Pedro Moreira, formado em Jornalismo, com MBA em Gestão e Novas Mídias. Está desde 2007 no Grupo RBS e atualmente é editor-chefe de GZH e coordenador do projeto Fluência em Notícias, que detalha processos jornalísticos de GZH. 

O Desafio Nuvem conta com apoio da Unisinos e da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil. As atividades começaram no mês de abril e terminarão em novembro. Para os inscritos, haverá letramentos sobre a questão da educação midiática no qual resultará em um projeto para ser aplicado em sala de aula. Os 10 melhores projetos serão publicados em um e-book. Para acompanhar todas as notícias do Desafio Nuvem, acesse: medium.com/@nucleo_nuvem.  

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Desafio Nuvem de Educação Midiática https://mescla.cc/2021/12/08/desafio-nuvem-de-educacao-midiatica/ https://mescla.cc/2021/12/08/desafio-nuvem-de-educacao-midiatica/#respond Wed, 08 Dec 2021 21:22:02 +0000 http://mescla.cc/?p=15938 O Núcleo Universitário de Educação para as Mídias (Nuvem) da Unisinos é um coletivo multidisciplinar de professores da Unisinos formado de forma voluntária em 2018. O objetivo do grupo é construir espaços de reflexão sobre o contexto midiático contemporâneo e das políticas públicas de comunicação. Desde então, o grupo tem trabalhado na construção de propostas e ações de educação para as mídias, […]

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O Núcleo Universitário de Educação para as Mídias (Nuvem) da Unisinos é um coletivo multidisciplinar de professores da Unisinos formado de forma voluntária em 2018. O objetivo do grupo é construir espaços de reflexão sobre o contexto midiático contemporâneo e das políticas públicas de comunicação. Desde então, o grupo tem trabalhado na construção de propostas e ações de educação para as mídias, tais como debates, palestras, cursos de extensão e programas de formação, entre outras. 


Neste ano, o Nuvem recebeu apoio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil para reconhecer ações de educação midiática nas escolas de educação básica do  RS. O projeto chamará “Desafio Nuvem” e vai funcionar assim: serão selecionados 10 projetos de educadores sobre alfabetização midiática e combate à desinformação junto a estudantes do ensino fundamental e médio para publicação de um e-book. Todos os candidatos (professores)  participarão de dois workshops de treinamento com especialistas do Brasil e dos Estados Unidos para qualificar  o combate à desinformação nas escolas.     


Material de divulgação do Desafio Nuvem (Imagem: Agexcom Unisinos)


De acordo com a coordenadora do projeto, a professora da Unisinos Taís Seibt, a  concepção do Desafio Nuvem está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que passou a vigorar em 2020. A competência geral nº 5 das diretrizes versa sobre compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética para comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo na vida pessoal e coletiva. Complementarmente, a competência nº 7 destaca a importância de argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis para formular e defender pontos de vista que promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável.   


“Trabalhar essas competências em sala de aula exigirá novas habilidades dos professores, e o Desafio Nuvem pode ser um estímulo para isso, pois além de reconhecer experiências inspiradoras irá promover formações online e gratuitas com especialistas do Brasil e dos Estados Unidos”, comenta Taís, que também é uma das fundadoras da Afonte Jornalismo de Dados, iniciativa que já vem desenvolvendo projetos de educação midiática e combate à desinformação no Rio Grande do Sul desde 2019.  


Mais detalhes sobre a seleção dos trabalhos e a programação de palestras e cursos do Desafio Nuvem de Educação Midiática serão publicados em março de 2022, quando será lançado o edital para chamada de trabalhos. O projeto foi contemplado no edital anual da Seção Imprensa, Educação e Cultura do Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre. 

Educação Midiática no contexto da desinformação 


A coordenadora do curso de jornalismo, Débora Gadret, que também integra o coletivo Nuvem, comenta: “Acho que essa é a relevância em um contexto de desinformação, onde circulam muitos conteúdos que a gente, de imediato, às vezes não consegue avaliar por sua veracidade e pela sua credibilidade. Olhar para isso não só uma forma de dizer se aquilo é verídico ou não, se é uma informação que deve ser creditado ou não, mas também de uma forma de fazer uma análise crítica dessa informação. Então, o projeto vem no sentido de tentar dividir com a sociedade, com outros níveis de ensino, aquilo que a gente vem operando dentro da universidade como um conhecimento científico, um conhecimento técnico.”

Para o diretor da Unidade de Graduação e futuro reitor da Unisinos, Pe. Sérgio Eduardo Mariucci, a  transformação digital atua sobre a cultura como um propulsor de grandes mudanças e produz significativos impactos nos processos relacionados à educação.“Os grandes avanços da tecnologia podem colaborar para o fortalecimento dos processos de comunicação e o fortalecimento das instituições democráticas. As habilidades relacionadas à boa argumentação, raciocínio lógico, retórica, assim como a constituição de dados e fontes sólidas e confiáveis, bem como a identificação de discursos falaciosos e notícias falsas, são competências fundamentais a serem desenvolvidas nas escolas como forma de combate à desinformação e a expressões de um obscurantismo presente em alguns setores da sociedade, com grave risco para a civilização. Por isso, congratulo os responsáveis por esse projeto e tenho certeza de seu sucesso”,  diz Pe. Sérgio. 



Professora Taís Seibt, Pe. Sérgio Mariucci e a coordenadora Débora Gadret (Imagem: Reprodução/ Unisinos)


Sobre  o Nuvem


O coletivo Nuvem teve início em 2018, no contexto da desinformação,  quando se percebe a necessidade de uma alfabetização midiática para além do ambiente de Graduação. O professor de jornalismo e ex-coordenador do curso aposentado, Edelberto Behs, foi o primeiro coordenador do grupo, que envolve professores da área da Comunicação, Direito,  Letras e Pedagogia, que já trabalham com estratégias para se contrapor à disseminação de informações falsas. 


No curso de Letras, por exemplo, a questão da divulgação científica foi ressaltada, no Jornalismo, a professora Luciana Kraemer já trabalha com a produção de dados na atividade de Jornalismo Investigativo.  O novo currículo do Curso reforça esta importância, com destaque para a checagem de informação, área de expertise da  professora Taís Seibt. Os alunos de Pedagogia já realizam essa interlocução através dos estágios, e o curso de Direito oferece um olhar diferenciado sobre as liberdades de informação e expressão. 


Por ser uma iniciativa transdisciplinar, com interfaces importantes, adquire caráter de projeto especial e extensionista, afirma uma das coordenadoras do curso de Jornalismo. “Nós temos várias ideias para que isso se torne um “guarda-chuva” de projetos extensionistas, vários deles já existem na universidade.”


Essa será a primeira oportunidade de levar esses conhecimentos para fora da universidade através desse diálogo com os professores da educação básica,  o que propicia um ambiente de compartilhamento entre  professores de diferentes níveis e atuações.


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Projeto Nuvem é apresentado à comunidade acadêmica https://mescla.cc/2018/03/20/projeto-nuvem-e-apresentado-comunidade-academica/ https://mescla.cc/2018/03/20/projeto-nuvem-e-apresentado-comunidade-academica/#respond Tue, 20 Mar 2018 21:08:08 +0000 http://mescla.cc/?p=5005 Texto: Kellen Dalbosco e Natan Cauduro O Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, carinhosamente chamado de Nuvem, deu seu primeiro passo ontem à noite (19) no Teatro Unisinos Porto Alegre. Com a plateia lotada de estudantes, os painelistas Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos) e o jornalista Luis Nassif apontaram diferentes abordagens para temas como fake news, […]

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Texto: Kellen Dalbosco e Natan Cauduro

O Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, carinhosamente chamado de Nuvem, deu seu primeiro passo ontem à noite (19) no Teatro Unisinos Porto Alegre. Com a plateia lotada de estudantes, os painelistas Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos) e o jornalista Luis Nassif apontaram diferentes abordagens para temas como fake news, uso das redes sociais, desinformação e cidadania. O projeto propõe uma educação para as mídias por meio de palestras, cursos de extensão, debates e programas de formação. O Prof. Dr. Guilherme de Azevedo, do curso de Direito da Unisinos, fez a mediação das falas dos debatedores.  

Com uma fala curta, Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes, vice-reitor da Unisinos, louvou o projeto e seus idealizadores, que formaram um grupo de professores e pesquisadores das escolas do Direito, Educação, Comunicação e Design. Ele explicou que o projeto busca colocar em discussão uma realidade que está mudando o modo de ser no mundo das pessoas e, portanto, precisa de próprios e novos paradigmas para ser analisada.  “Quando a universidade monta e apoia um como este, ela diz: ‘tem algo grande acontecendo aqui'”, afirmou. Ele sustentou a ideia de que o grande desafiou apresentado é compreender esta nova ambiência, onde as pessoas não têm nenhum compromisso com a verdade e aprender com ela.  

Foto: Kellen Dalbosco

Drª Anna Christina Bentes, do Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da linguagem da Unicamp, trouxe tópicos de reflexão e exemplos de colegas que exemplificam as relações entre linguística e redes sociais, além de conceitos e ideias do que se chama de texto.  “Os aspectos práticos das redes dependem fundamentalmente da produção, circulação e recepção ativa de textos. No caso do Facebook, uma das práticas mais presentes, está relacionada ao que Manuel Cassius denomina autocomunicação, que seria a capacidade de cada ator social fazer as vezes de uma fonte de informação”   

Ao encaminhar-se para o final de sua frase, ela abordou o caso da vereadora Marielle Franco, executada na última semana e as diferentes narrativas e discursos formados em torno do fato. Para ela, o caso exemplificou o funcionamento linguístico textual e discursivo das práticas de linguagem em rede. No seu ponto de vista, as redes sociais funcionam de forma massiva a partir de práticas comunicativas bem recorrentes, como denúncia e polemização.  

Foto: Kellen Dalbosco

O professor Dr. Ricardo Resende Campos, assistente de docência na cátedra de direito público e teoria do direito da faculdade alemã Goethe Universität, comentou alguns dos problemas enfrentados pelo direito no combate às fake news. No Brasil, segundo ele, existem sete projetos na Câmara dos Deputados que tentam controlar essa questão. Quatro destes, em que ele teve acesso, são “horríveis”, palavra usada por ele, pois não produzem o efeito de regulamentação, e sim menções a censura. Nesse contexto, ele questiona como a jurisdição do país legisla, verifica e pune a difusão da desinformação.  

“Onde fica o direito de resposta?” O professor comenta que em tempos de mídia tradicional sem a presença de redes sociais, era concedido ao cidadão o direito de resposta, caso uma notícia, considerada por ele como falsa, fosse divulgada. Com a internet, e consecutivamente as redes sociais, as fake news ganham muita força de alcance. Uma mentira publicada, mesmo que futuramente desmascarada, pode causar danos irreversíveis. 

“O meio cria uma nova demanda”, afirma. Campos também traz para o debate essa reflexão. O advento da internet modifica a forma como compreendemos a demanda por informação. A possibilidade de anonimato aumenta as chances de conteúdo calunioso. “Talvez fake news seja só um produto”, produto esse que se liga diretamente ao fator visualização. A necessidade de acessos comercializa a informação. “Dado não é mercadoria”. 

Foto: Kellen Dalbosco

Fake news e a distribuição do ódio 

 O jornalista Luís Nassif, no jornalismo desde os 13 anos de idade, criou e trabalha no GGN, “o jornal de todos os brasis”. Fake news, na visão de Nassif, são uma tentativa de separação. Incentivam o ódio e causam a manipulação. Mesmo o tema sendo visto com amplitude na internet, ele vem da velha mídia, forma usada pelo jornalista para representar o jornal impresso, rádio e televisão. Repleto de dados históricos, Nassif coloca a eleição americana de 1876 entre o republicano Rutherford B. Hayes e o democrata Samuel J. Tilden como a primeira fraude eleitoral. Uma interferência causada, em parte, pelo editor do The New York Times. 

Mesmo colocando a internet como nova mídia para disseminar informação, Nassif afirma que os principais sites responsáveis pela tarefa pertencem a grandes veículos de comunicação. O jornalista faz a reflexão de que esses grandes meios têm parcela de culpa na disseminação das fake news. Mesmo assim, há uma tentativa da velha mídia de se colocar como fonte de razão, fonte confiável em que a informação é mais bem apurada. A internet, principalmente redes sociais, são postas como o inimigo, o lugar em que a desinformação perpetua. 

Foto: Kellen Dalbosco

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