wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Uma pescaria em outra realidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Nathan Scheneider, 26 anos, conta como o projeto começou: “Dois colegas do curso de Jogos Digitais, o Thiago Hardt e o Bruno Olegário, trouxeram a ideia das aulas de Realidade Virtual. Então, nós começamos a desenvolvê-la, fazendo modelos, programando, realizando vários brainstorms para ver o que poderia se tornar no futuro. Então, definimos que o tema seria uma festa junina”, lembra.
O jogo também foi inspirado em um projeto anterior da Atomic Rocket chamado Funda Simulator, uma arma de arremesso constituída por uma correia ou corda dobrada, em que, no centro, é colocado o objeto que se deseja lançar para derrubar outros objetos e marcar pontos. Os estagiários queriam fazer algo parecido, mas em outro ambiente e com outra proposta.

Guilherme Sehna, 20 anos, que trabalhou na finalização do projeto, conta que o jogo foi muito importante por ser autoral. “Nós levamos o Carnival Fishing em todos os eventos em que precisamos apresentar os oculus rift (modelo de óculos virtual utilizado na Atomic). Ele começou como um jogo livre e, aos poucos, nosso público-alvo se tornou os participantes dos eventos, normalmente crianças e adolescentes que estão para entrar na faculdade”, conta.
O jogo tem várias versões. Em eventos anteriores, a versão disponibilizada era bem diferente da atual. “Ele está muito diferente do que ele era no início. Não digo que está exatamente pronto, mas está mais próximo da finalização”, revela Guilherme. “Ele já é um jogo jogável, com uma cara bonita, mas ainda há mais coisas que podemos fazer para melhorar”, projeta o estudante.

Segundo Nathan, o jogo já vem sendo submetido a eventos e melhorado desde o ano passado. “Em 2017, nós levamos o Carnival Fishing para a SBGames. Fomos selecionados, mas não fomos finalistas. Desde então, estamos melhorando ele”, conta. “Foi com esse game que eu aprendi sobre prazos, demandas, tipos de arquivos”, completa.
O Carnival Fishing já foi lançado e está disponível para download no site itch.io. Além disso, ele também foi inscrito no Big Festival, em São Paulo, considerado o evento de jogos independentes mais importante da América Latina, que ocorre desde 2012. Elizandra Rosa, laboratorista e gerente de projetos da Atomic, espera que os estagiários possam criar outros projetos autorais futuramente. “Assim que o jogo for aceito no Big Festival, nós iremos até lá para curtir o pessoal jogar o nosso game de pescaria”, diz, otimista.
Se liga no trailer do jogo!
The post Uma pescaria em outra realidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Newsgame transformam reportagens em jogos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Para o jornalista e professor Bernardo Cortizo de Aguiar, os newsgame “são jogos que são produzidos como forma de apresentar um conteúdo editorial jornalístico. Pode ser desde apresentar uma reportagem especial mais aprofundada e interativa ou até mesmo uma questão no estilo charge, uma opinião de cunho político ou social em um formato mais solto.” Esses jogos podem ser divididos em várias categorias como atualidades, infográficos, documentários, educativos e sempre são vinculados a uma reportagem ou conteúdo especial feito por um meio de comunicação.
Os newsgames começaram em 2001 com o game “Kabul Kaboom”, que foi desenvolvido pelo criador do termo “Newsgame”, Gonzalo Frasca. O jogo falava sobre os bombardeios feitos pelo EUA no Afeganistão após o ataque de 11 de setembro do mesmo ano. Seguindo a mesma crítica aos bombardeios americanos, em 2003 foi desenvolvido o jogo “September 12th” primeiro projeto do newsgaming.com e que seria considerado o primeiro sucesso na área. Em “September 12th” o jogador devia combater terroristas através de bombardeios enquanto poupava civis, porém logo se percebia que o jogo tornava impossível salvar todos os civis mostrando que violência não era a resposta.

Em 2004, o jornal El País desenvolveu o seu primeiro newsgame o “Play Madrid”, jogo simples que era uma homenagem às vítimas do atentado que ocorreu na cidade em março de 2004. Em 2007, New York Times e CNN também entraram na produção de jogos jornalísticos. “Food Import Folly” do NYT trouxe uma crítica a pouca fiscalização na importação de alimentos. “Presidential Pong” da CNN era um ping-pong entre os candidatos à presidência dos EUA, as habilidades dos personagens eram o reflexo de como eles iam nas pesquisas eleitorais.
No ano de 2007 também surgiram esses jogos no Brasil. O portal do G1 criou um jogo chamado “Nanopods da política internacional” que era basicamente identificar os políticos de vários países. Porém o grande sucesso só veio um ano depois, em 2008, quando a revista Superinteressante produziu uma reportagem especial sobre as novas tecnologias usadas pelos peritos criminais. A matéria chamada “Ciência contra o crime” vinha acompanhada de um jogo sobre perícia criminal em que o leitor poderia se colocar na pele de um CSI. Após isso a Superinteressante lançou vários outros newsgame de sucesso, como “Jogo da Máfia” e “Filosofighters” e se tornou referência mundial no assunto.
O jornalista Fred di Giacomo estava no núcleo jovem da editora Abril quando o primeiro jogo, foi lançado. Na época Fred trabalhava com infográficos, onde já eram inseridos alguns games e puzzles. Em 2009, ele assumiu a editoria do núcleo e se tornou referência nacional no assunto newsgame. Para Fred o principal propósito de um newsgame é informar e divertir. “O Rafael Kenski, pioneiro na criação de newsgames e alternate reality games jornalísticos, tinha uma definição de que um newsgame precisa informar e divertir, se ele só informa é apenas ‘news’ e se só diverte é apenas ‘game’”, conta ele.
Segundo Fred, a apuração para jogos assim é a mesma que a apuração para uma notícia normal “A parte de apuração jornalística segue a mesma, o que muda é o objetivo desta apuração. As informações coletadas não vão mais se transformar num texto, mas serão a base de um game e devem ser transmitidas não só através de blocos de texto, mas do cenário, da mecânica, das interações e do diálogo.”
A parte que leva mais tempo e é mais complicada é o desenvolvimento do jogo. “Tudo começa com a pauta, a história que queremos contar, muito parecido com uma matéria tradicional. Por exemplo, no ‘Pule o muro’ da revista Galileu a pauta era contar quais foram as fugas mais espetaculares tentadas da Alemanha Oriental para Ocidental. Às vezes a pauta já vem com a “sacada” do jogo; o ‘Filosofighters’ por exemplo, já nasceu um “jogo de luta com filósofos”. Em cima da pauta, o repórter vai fazer a pesquisa. Com esses dados e estatísticas na mão, o game designer parte para criação do ‘gameplay’ ou ‘mecânica’. Como aquela pauta vai ser melhor contada? Através de um jogo de luta? De um jogo de tiro? Etc. Com o documento de game design pronto, o pessoal da arte vai criar as ilustrações e animações e os desenvolvedores programam o jogo. No final, gasta-se bastante tempo testando o jogo e corrigindo seus bugs” explica Fred.

Os newsgame, assim como a notícia passa por um ciclo de produção, publicação e consumo. Para o professor Bernardo os newsgame são muito importantes para contextualizar a notícia e apresentar a informação de forma mais dinâmica. “Eu acho que a importância é oferecer um contexto maior. Essa questão de ser você que está decidindo o que acontece ali e ver efetivamente as consequências das decisões oferece uma visão macro e mais completa do que está acontecendo” argumenta Bernardo.
Segundo Fred di Giacomo, a maior dificuldade na produção desses jogos é a combinação entre pouco tempo e dinheiro, tendo em vista que o capital aplicado para um newsgame nem sempre é o mesmo de um jogo tradicional. Esses fatores tornam o futuro da área incerto no país “Bom, acho que essa área tem um passado bacana no país (já fomos o país que mais produziu newsgames no mundo) e um presente ok, não sei quanto ao futuro, pra ser sincero. Acho que os grandes grupos de mídia precisam investir mais em formatos diferenciados e sair do feijão com arroz da foto mais texto.”
Fred atualmente é consultor e tem uma empresa que fabrica conteúdos multimídias, incluindo newsgame e infográficos. Como dicas para quem está entrando nessa área Fred diz “Pense por que a história que você quer contar será melhor contada no formato de game e não em outro como um vídeo ou um texto. Evite colocar muito texto no seu jogo, a história deve ser contada através do gameplay. E não esqueça que as pessoas têm que sair da experiência tendo se informado e se divertido!”
September 12th: Jogo sobre atentado de 11 de Setembro de 2001.
Play Madrid: Jogo homenagem às vítimas do atentado terrorista em Madri em março de 2004.
Presidential Pong: Jogo de pingue-pongue entre candidatos à presidência dos EUA de 2008.
Cutthroat Capitalism: Simulação de negociações e táticas da pirataria da costa da Somália.
Pule o muro: Homenagem aos 25 anos da queda do muro de Berlim. No jogo, o jogador deve tentar pular o muro enquanto aprende sobre diversas tentativas de fuga históricas.
Spent: O jogo simula diversas situações diárias ensinando o jogador a poupar.
Comande você mesmo a bateria de uma escola de samba: O infográfico gamificado ensina como funciona a bateria de uma escola de samba e mostra como funciona cada instrumento individualmente
Supercrise: Um super trunfo com dados e índices dos países
Filosofighters: Jogo clássico de luta entre os principais filósofos da história.
Science Kombat: Seguindo a mesma linha de “Filosofighters”, um combate entre nomes famosos da ciência.
The post Newsgame transformam reportagens em jogos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>