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Para começar, aprendeu sobre como sobrepor camadas sonoras a partir de programas que gravavam em multipista (método que possibilita trabalhar com múltiplas fontes de som), como o Audacity, o que ajudava a “misturar as ideias”.
Com a adolescência, veio a primeira banda, quando se reunia com colegas do colégio para tocar Blink-182 num estúdio do lado da casa dele, em Canoas. Naquele momento, segundo Brandão, se aprendia tocando junto. “Tinha o hábito insaciável de conhecer bandas de pop-punk e emo na internet”.
Mas foi quando passou a frequentar rolês em Porto Alegre que a cena musical de grupos se abriu: “O primeiro deles, lembro bem, foi a apresentação do Chuva Negra na Cidade Baixa, em 2012, uma banda punk-hardcore de São Paulo, a convite de um amigo. Um ano depois, eu e ele formamos uma banda, que misturava toda essa energia do emo dos anos 1990 (guitarras limpas e tudo mais)”, lembra Brandão.
A banda em questão se chamava Everyone Goes to Space (basta clicar para escutar). “Gravamos um EP (produção intermediária entre single e álbum) em 2014, que inaugurou o selo da Umbaduba Records, que mais tarde lançou bandas como Não ao Futebol Moderno, slsd, entre outras. Porém Felipe recorda que, apesar de ter encontrado pessoas com gostos e jeitos parecidos para a produção musical, manteve, ao mesmo tempo, a paixão por elaborar música sozinho e gravá-las, “quase como uma memória afetiva”, segundo ele.
“É claro que a forma de encarar a coisa foi mudando à medida que aprendi mais e mais sobre os processos de gravação”, afirmou Brandão. “Não que eu prefira o processo solitário – cada formato tem seus prós e contras –, é que tem alguma coisa terapêutica em perseguir a vontade de ser o que se quer ouvir, mesmo que seja para criar sons novos e deixar eles envelhecerem dentro da gaveta”. Mas nem sempre eles envelhecem lá dentro.

Para os sons que ele não queria que envelhecessem na gaveta, Brandão passou a colocá-los num projeto que chamou de “Pianocoquetel”, que é como o artista se autointitula hoje. “A ideia foi publicar mesmo o que tava afim, organizar trabalhos em coleções e lançar. Tudo gravado em casa”, conta.
Dessa forma, o primeiro EP saiu em 2019, pelo selo fonográfico criado por Brandão, Antônia Kowacs e Alexandre Porto de Almeida chamado Operação Golfinho Records. O EP ganhou o título “Eu vou deixar a roleta girando” (clique para ouvir). Mas nesse ano, lançado no final de abril, ele lançou um novo disco cheio chamado “Botando lenha na fogueira errada”, disponível no Spotify, Bandcamp e outras plataformas musicais.

“O ‘Botando lenha na fogueira errada’ foi uma experiência única em questão de gravação, mixagem e masterização. Primeiro, porque o processo foi 95% realizado durante a pandemia”, relembra. Naquele momento, não poderia ser diferente, mas, consequentemente, isso mexeu em todos os âmbitos do trabalho, desde os pessoais da criação até os técnicos, como a execução.
“Ironicamente, justamente num período de distanciamento social, foi o primeiro trabalho que gravei tudo sozinho, mas quis que alguém mexesse livremente nas gravações depois, tentando explorar novas formas”, disse. A pandemia atrapalhou principalmente a parte técnica, conta Brandão, já que compartilhar “arquivo pra cá e arquivo pra lá” sempre dá problema. Mas a pandemia também abalou coisas mais estruturais, como a composição: “Lembro de entrar num dilema (que muita gente entrou no início da quarentena) de ou compor sobre as coisas que estavam rolando e soar óbvio, ou compor fingindo que nada daquilo estava acontecendo e soar alienado”.
A proposta estética foi usar poucos timbres e fazer todas as músicas funcionarem dentro de um padrão pré-estabelecido; e limitar a quantidade de ferramentas – já que no mundo do áudio digital elas são infinitas. “Me apaixonei muito enquanto compunha por bandas que usavam timbres quase crus de guitarra, como o Gang of Four e o Devo. Alguns discos dos Titãs também, como o Cabeça Dinossauro. Quis fazer um contraponto a uma certa “regra” da música alternativa/independente atual, em que tudo precisa ter efeito e reverberação”, explica o artista.
“Quis reproduzir essa estética do fim dos anos 1970 de cruzar instrumentos sincopados meio “duros” (eventualmente consequência da limitação tecnológica da época), recriando ela em 2020, em casa, no computador, intencionalmente”, conta Brandão sobre parte do processo. “Foi um vai e vem maluco tentando me autodisciplinar e manter um ritmo, não cansar muito rápido das coisas que eu fiz”.
O álbum ficou pronto completamente em dezembro de 2021 e, com a pós-produção, foi lançado em maio de 2022. “Nunca tinha feito uma pós-produção tão longa, mas valeu muito a pena”, disse.
A pós-produção contou com a ajuda de muitos amigos durante todo o tempo, mesmo que remotamente. “O Leo Mocca, do Estúdio Transcendental aqui de Porto Alegre, foi o escolhido pra pegar minhas gravações e manipular. Foi também o maior dos guerreiros desse processo, porque teve que me consolar e me motivar em dois momentos em que eu quase joguei tudo pro alto. Foi ele quem mixou”, revela Brandão. Depois, Bernard Simon, outro grande amigo, trabalhou na “cereja do bolo”, que foi a masterização. “Aí eu já estava com a cabeça limpa pela minha parte estar pronta, então, foi só alegria”, brinca.
Para lançar o álbum, ele chamou a Voo Conteúdo para fazer a assessoria de imprensa (releases, mídia social, press kit), o que ele não tinha feito em trabalhos anteriores. Já a capa do álbum é uma arte em pixel feita pelo artista Felipe Veeck, e as fotos de divulgação foram tiradas pelo Leonardo Ramos.
Para encerrar, ele afirmou: “Acredito que a coletivização do trabalho foi a melhor saída pra um disco grande, mesmo que num momento não muito oportuno. Tenho descoberto (e adorado) meios de manter minha criatividade rolando solta em casa, mas sem esquecer que a arte só faz sentido coletivamente”.
Você pode conferir o resultado completo do álbum abaixo:
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Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Leonardo é baixista da Alpargatos, grupo porto-alegrense que mistura MPB, Indie Rock e literatura. Além das apresentações e criações musicais para a banda, divide suas atenções com a OCorre Lab, onde atua como produtor musical. A empresa é especializada em produção musical, audiovisual e executiva.
Leonardo lembra que se encontrou pessoalmente e profissionalmente ainda criança, aos 11 anos. Na época, seu professor de violão lhe apresentou os primeiros softwares de edição de música. “Sempre fui meio nerd. Sempre me interessei muito pela parte digital das coisas”, explica. No mesmo dia que conheceu os programas de edição, o pequeno Leonardo já os instalou no computador. “Peguei minha guitarra e já fui mexendo”, recorda. Apaixonado por música, ele acredita que o começo precoce foi essencial para o aperfeiçoamento de seu ouvido musical e para a carreira como produtor. “Sou um pouco autodidata”, observa.

Leonardo trabalhava como técnico de som e produtor musical em estúdios e agências de publicidade quando decidiu cursar Produção Fonográfica. “Sempre fui apaixonado pela área. E a formação acadêmica dá mais respeito a esse trabalho”, comenta o egresso, que se formou em 2020. Para ele, o curso foi muito importante. “A Produção Fonográfica abriu portas e me fez conhecer artistas e estúdios que, provavelmente, eu demoraria para encontrar no mercado”, avalia.
Alpargatos é um grupo porto-alegrense que mistura MPB, Indie Rock e literatura. A entrada de Leonardo na banda ocorreu em 2017, mas a parceria profissional e a amizade vêm de longa data. “Conheci a banda em 2013, quando trabalhei como técnico de som em uma gravação deles. Começamos a amizade e eu passei a ir em muitos shows”, conta. Pela afinidade e conhecimento do repertório, acabou sendo convidado pelo grupo para substituir o baixista, que estava de saída, na época.

A banda já lançou três EPs de músicas inéditas, começando em 2015, com Rodovia do Parque. Em 2017, veio Essa Cidade Cheia de Heróis. Em 2019, estreou O Chão é Lava. Agora, em 2021, Alpargatos lançou o EP de músicas ao vivo Se Hoje Eu Não Sair. Confira aqui.
Da vivência com os integrantes surgiu o principal trabalho profissional de Leonardo: OCorre Lab, um laboratório de criação de conteúdo musical. “Foi criado em 2018 por mim e pelo Bruno, guitarrista do Alpargatos. Na empresa, eu fico com o setor de produção musical, e o Bruno, com a produção audiovisual”, explica.
Segundo Leonardo, a ideia da produtora surgiu porque sempre foi uma prática dos dois fazer as produções audiovisuais da banda. OCorre Lab já produziu musicalmente mais de cem artistas da área musical, sendo responsável pelo lançamento das músicas e clipes.
Leonardo entende que o mercado de produção musical está crescendo consideravelmente. Para ele, mesmo que hoje em dia haja menos estúdios grandes, que monopolizam o cenário, a demanda de serviço está cada vez maior. “Por conta da quantidade de ferramentas de edição e com preços mais acessíveis, ficou mais fácil produzir. Por isso, mesmo estúdios e artistas com menos expressão conseguem produzir bons trabalhos na música”, analisa.
Mas, para isso, alerta Leonardo, é preciso ter atenção em dois pontos cruciais. “Para que o trabalho seja valorizado, o bom produtor precisa, primeiramente, dominar a parte técnica da função. Ao mesmo tempo, é necessário se inovar constantemente”, diz. Para ele, a inovação, no entanto, surge somente se o profissional estiver sempre atento e consumir bastante a cena musical de todos e de qualquer estilo musical. “É daí que as referências aparecem”, complementa.
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O processo de produção dos podcasts ocorreu ao longo das aulas e os alunos utilizaram entrevistas e conversas que já tinham sido realizadas com músicos e produtores no material.
São oito episódios e os temas variam, envolvem desde a criminalização da música negra no Brasil, a presença das mulheres na indústria fonográfica, passando pelos usos do instagram no marketing de artistas, entre outros. Para Adriana, foi um semestre de muito aprendizado, mesmo à distância.
Os episódios dos oito podcasts podem ser conferidos no Spotify do Mescla.
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Bábiton tinha 15 anos quando começou a tocar violão, depois bateria e, na sequência, integrou algumas bandas de garagem. Um dia, lembra o estudante, as coisas foram perdendo força e ele resolveu dar uma pausa nas bandas. Com isso, acabou se aproximando da música nativista – principal influência dentro de casa. Foi nesse movimento que Bábiton experimentou a percussão e teve a oportunidade de acompanhar Raul Quiroga, músico uruguaio que reside no Brasil há 35 anos. “Tudo passou a ser profissional. Toquei em todo o Estado e fora dele”, conta Bábiton, que, a partir dessa ocasião, também virou cantor.
A carreira na música não foi a única que evoluiu em sua vida. Em 2020, Bábiton entrou de vez na comunicação. Além da graduação em Jornalismo, o estudante faz trabalho voluntário e estágio em duas rádios web e uma FM local. Mas, claro, na agenda do, agora, também comunicador, não pode faltar espaço para a música. Para ele, todos que fazem arte de maneira responsável – ou seja, que tenham um pouco de conhecimento sobre o que faz – podem e devem se sentir artistas. “Música não é dom, música é teoria. Desde que comecei a ser reconhecido como músico e receber pelo trabalho, passei a me sentir artista também”, explica.

Em 2015, mesmo ano que prestou vestibular para Jornalismo, Bábiton ingressou na Grantezuma como vocalista. A banda de rock é formada ainda por Tite Grant e William Borba nas guitarras, Géssica da Rosa no baixo e Moisés Carniel na bateria. Em 2017, lançaram o primeiro EP do grupo, contendo quatro músicas. Durante a quarentena, a Grantezuma finalizou o segundo EP, que estará disponível em breve, e acertou a produção para mais um trabalho após a pandemia.
A banda tenta sempre mesclar o rock com outros estilos de música popular. As influências são, entre outros, Secos e Molhados, Os Mutantes e Belchior. A inspiração de Bábiton vem das músicas nativistas, da MPB e do rock, mas o artista conta que também adora samba, jazz e blues. A arte, segundo o vocalista, é feita mais por amor do que por dinheiro, já que encontrar apoio é uma das principais dificuldades dos artistas locais. “O melhor retorno são as pessoas que gostam do nosso trabalho”, explica. Soma-se a isso o incentivo que recebe da esposa, da mãe, das irmãs e do filho. Com essa torcida, Bábiton reúne forças para seguir em frente na carreira.
O isolamento social acabou afetando a produção da Grantezuma. Os integrantes da banda não se encontram presencialmente desde março. Apenas realizam chamadas de vídeo. As composições têm sido feitas individualmente, o que acaba se tornando uma dificuldade. “Depois que passar a pandemia, a vontade de fazer arte vai estar explodindo. A saudade é muito grande”, revela o cantor. Para o futuro, Bábiton e a banda colocarão em prática as composições para o próximo EP e irão gravá-lo. “Certamente alguma canção vai trazer a experiência sobre a quarentena”, projeta.
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Henrique é estudante de Comunicação Digital na Unisinos e vem de uma família musical. Aos 12 anos, começou a frequentar aulas de música. Passou por algumas bandas, entre elas, a Urso Polar, de estilo autoral indie. Acabou saindo da banda pela vontade que tinha de fazer músicas em português. “Isso começou a se encaminhar no momento que eu encontrei o Jonas. A gente consegue executar esse desejo de fazer um som que inclua as nossas referências, que inclua rock, psicodelia e todas as coisas que a gente gosta, mas com uma abordagem mais brasileira”, explica.
Jonas não queria fazer música, confessa, mas a mãe insistiu para que ele fizesse algo que desse frutos no futuro. Ele, então, aprendeu a tocar um pouco de tudo. “Na primeira banda, eu, particularmente, não gostava do som, mas gostava de tocar”, brinca. Jonas passou por várias bandas, algumas, inclusive, tocavam na TV. “Eu achei que era um objetivo a ser alcançado, até eu perceber que não estava satisfeito”, lembra. A partir daí, a procura passou a ser por uma banda autoral, cuja música ele gostasse de fazer.
As duas metades da uva, como gostam de brincar, se encontraram no processo de produção musical realizado por Jonas. Henrique o ajudava nas tarefas. Em uma jam session – quando os artistas tocam no improviso, sem ensaio -, uma música agradou os dois. Depois, durante um café, em uma pausa nas gravações, eles tiveram a ideia de nome para uma banda. “A gente não sabia que tipo banda seria a Uva Light, aí pensamos: ‘vamos ser a Uva Light’”, conta Henrique.
Na banda, a dupla é responsável por toda a parte de criação e produção. São eles que gravam as baterias, os baixos, os vocais e os teclados. “O nosso desafio sempre foi chegar em um produto final. Por isso, a gente decidiu que, para chegar no som que a gente queria, tínhamos que manter essa formação”, explica Henrique.
O processo de se tornar artista foi dividido em três momentos, segundo Henrique: “No primeiro, a gente executava coisas que já foram feitas, aprendíamos a tocar guitarra como os guitarristas que a gente gosta, treinávamos as músicas para fazer show com banda cover. Depois, teve o momento de criar, tendo esse papel ativo. E, por fim, o momento de agora, de lançar, de colocar paras pessoas, não só pra gente”. Jonas completa o amigo ao comentar sobre o processo de aceitação: “Não vai soar como o Fulano porque tu não é o Fulano”, brinca.
O reconhecimento como artista vem como resultado de todo esse caminho. “É no momento que a gente sobe no palco para fazer um show que não tem nenhum cover, que é tudo nosso, que a gente tá colocando a nossa cara para as pessoas”, conta Jonas. “Tem momentos que tu te percebes, mas não assume. Artista é uma palavra forte, é complicado dizer ‘eu sou artista’, porque envolve muita coisa. A gente se percebeu antes, mas tem aquela sensação de fazer algo que respeita artisticamente. Foi nesse momento”, completa Henrique. O sentimento de ser artista está presente na dupla e foi tema da primeira música lançada pela banda, “Serração”.
A quarentena trouxe pontos positivos para a Uva Light. Um deles foi a mudança de moradia de Henrique, que voltou para Gramado no início do isolamento social. A aproximação geográfica da dupla auxiliou no desenvolvimento do álbum “Serasse”, que tem lançamento programado para o dia 24 de setembro. Muitos desafios foram enfrentados nessa empreitada. Entre eles, as gravações, realizadas no quarto de um deles, já que não podiam ir ao estúdio devido à pandemia. “Acho que toda a dificuldade que um artista tem acaba se tornando um motivo, se tornando parte da obra dele”, avalia Henrique.
Uma das inspirações da Uva Light é a Serra gaúcha. “Acho que isso reflete em todo tipo de artista, o meio que tu tá vivendo, o que acontece ao teu redor. A gente joga toda a vivência dentro do liquidificador, tenta tirar um suco daquilo e, no final, vira arte”, explica Jonas. “Serasse” acabou se tornando um trabalho experimental para Jonas e Henrique. Eles se desafiavam e tentavam ver como a banda soaria em diferentes ritmos e situações.
Henrique escolheu estudar Comunicação Digital para encontrar soluções para o mercado cultural. “Eu estudo para isso. Não é que eu faço música e minha carreira é a comunicação digital. Essas coisas estão totalmente ligadas”, avalia o estudante, que cursa atualmente o quarto semestre. A arte é tão presente na vida da dupla que eles não conseguem pensar em nada que não esteja, de alguma forma, envolvido com a música. Da Uva Light às composições solo, até à produção de eventos. Tudo acaba nisso.
As músicas da Uva Light estão disponíveis em todas as plataformas de streaming, e os meninos também as disponibilizam por WhatsApp. “A gente abre qualquer parte das tracks e manda, porque, para nós, isso é muito legal, de como as pessoas se apropriam do que a gente fez”, conta Henrique. As divulgações do álbum também vão ocorrer pelo Apoia.se – plataforma de financiamento coletivo. A produção de vídeos irá para o canal no YouTube da banda.
Com o álbum quase lançado, a dupla começa a receber alguns retornos, e isso motiva eles. “Quem ouvir o ‘Serasse’ vai ter uma gama de músicas, e acho que o que mais retorna para gente é isso, que as pessoas não esperavam que a gente fizesse aquele som”, revela Jonas. “A gente também quer desafiar nossos ouvintes, porque são nove músicas e cada uma delas em diferentes cores, digamos assim”, completa Henrique. Mesmo sendo uma banda recente, a Uva Light já tem diversos planos para o futuro. Um EP está programado para sair um tempo depois do lançamento do “Serasse”, e eles já estão começando o processo para o segundo álbum – além de terem algumas composições para um terceiro. “A gente tem várias ideias, e uma coisa que a gente aprendeu na Uva é que a gente pega elas na unha, a gente não perde as ideias”, comenta Henrique.
Mas as duas metades da uva fazem um único pedido aos interessados pelo álbum: escutar, pela primeira vez, do início ao fim. “Ele foi pensado com muito carinho para ser uma sequência de músicas, e foram dois anos trabalhando para fazer ele”, diz Henrique.
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