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Arquivos mídias - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/midias/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 26 Apr 2019 16:09:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Representatividade importa, e muito https://mescla.cc/2018/08/28/representatividade-importa-e-muito/ https://mescla.cc/2018/08/28/representatividade-importa-e-muito/#respond Tue, 28 Aug 2018 18:24:53 +0000 http://mescla.cc/?p=7425 Whitewashing, na tradução literal, significa “lavagem branca” e, na sua aplicação, é reconhecido pelo “embranquecimento” de elenco, ou então, a substituição de personagens de diferentes etnias por intérpretes brancos. Ele se aplica, principalmente, na indústria cinematográfica e da teledramaturgia. No Brasil e no exterior, a prática vem sendo criticada nos últimos anos, gerando uma série […]

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Whitewashing, na tradução literal, significa “lavagem branca” e, na sua aplicação, é reconhecido pelo “embranquecimento” de elenco, ou então, a substituição de personagens de diferentes etnias por intérpretes brancos. Ele se aplica, principalmente, na indústria cinematográfica e da teledramaturgia. No Brasil e no exterior, a prática vem sendo criticada nos últimos anos, gerando uma série de protestos e cobrança de mudança na postura das produtoras.  

Um caso bem recente que reascendeu a polêmica por aqui é o da novela “Segundo Sol”, da Rede Globo, que se passa em Salvador (Bahia). Os telespectadores perceberam, já na divulgação da trama, que o elenco é majoritariamente branco. O ponto principal da polêmica é que a cidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a capital com mais negros do país. Ao incluir a população que se autodeclara parda, é a terceira no ranking nacional, com quase 80% da população local. 

Mas por que uma emissora escolheria um elenco que contradiz a realidade étnica das locações de uma novela? O jornal Correio Brasiliense publicou um trecho da nota emitida pela Rede Globo, se posicionando sobre o assunto. “Os critérios de escalação de uma novela são técnicos e artísticos. A Globo não pauta as escalações de suas obras por cor de pele, mas pela adequação ao perfil do personagem, talento e disponibilidade do elenco. E acredita que esta é a forma mais correta de fazer isso”, diz o documento. 

 

 

Elenco principal da novela Segundo Sol | Foto: Reprodução

 

Para a coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Unisinos (Neabi), Adevanir Aparecida Pinheiro, existe um racismo institucionalizado que gere as relações midiáticas como um todo. “Essa exclusão do negro na mídia é visível. Atores brancos são transformados em negros, como é o caso dessa novela. Pensar em uma novela na Bahia, o estado mais negro do Brasil, e dizer que não tem atores negros para colocar, é uma farsa, né?”, indigna-se Adevanir.  

No Brasil, cerca de 55% da população se declara negra ou parda, mas, ainda segundo Adevanir, o racismo perpetuado nas instituições apresenta-se em diversos eventos na vida dos negros. “Começa na infância, passa pela academia e chega até na falta de representatividade na televisão, quando se vê, por exemplo, atores negros atuando em papéis de inferioridade”, diz a coordenadora.   

Ela ainda argumenta que a falta de representação, que perpassa a vida do negro, resulta em uma alienação da identidade, causada por uma visão colonizada do mundo. “Toda a formação que os negros recebem é branca, eles adquirem a consciência do branco, uma consciência embranquecida. Eles encarnam uma identidade branca de tal forma que é preciso fazer um duplo trabalho de inclusão, história, identidade e consciência negra”, comenta. 

“Ainda tem professora que usa o lápis cor de pele, o que é terrível. As crianças já começam a embranquecer, da cor salmão pra frente. Começa aí a política de embranquecimento na consciência. Os brinquedos também são todos brancos, as bonecas são brancas. Não tem brinquedo africano, não tem brinquedo indígena”, explica Adevanir.

 

 


 

O Neabi 

Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Unisinos (Neabi)  vinha sendo gestado por Adevanir desde 1999, quando ingressou na Unisinos, mas foi em 2008 que virou espaço físico e atuante. Quem caminha pelo campus de São Leopoldo, periodicamente se depara com cartazes e ações promovendo autores negros, cultura africana, entre outros.  

O Neabi trabalha na inclusão dos negros nos espaços, o que, segundo a coordenadora, é a solução para “desembranquecer” a mídia, dando visibilidade aos papéis e atores negros. “Por isso que eu digo que deu um branco nos espaços. Nós temos que trabalhar essa visão descolonizante dos espaços, das áreas que não tem uma presença negra”, explica Adevanir. 

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Projeto LER discute fake news https://mescla.cc/2018/05/10/projeto-ler-discute-fake-news/ https://mescla.cc/2018/05/10/projeto-ler-discute-fake-news/#respond Thu, 10 May 2018 19:44:32 +0000 http://mescla.cc/?p=5973 (Colaboração: Natan Cauduro) “Queria convidar vocês todos a ser o Sancho Pança do conteúdo da internet. Sejam capazes de identificar o gosto de couro de cabra e o cheiro de ferro do vinho que estão bebendo. Sejam capazes de acender a luzinha da desconfiança”. Foi citando “Dom Quixote” que o jornalista do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU), Ricardo Machado fez alusão às notícias falsas na atualidade.  O projeto LER: Leitura e […]

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(Colaboração: Natan Cauduro)

“Queria convidar vocês todos a ser o Sancho Pança do conteúdo da internet. Sejam capazes de identificar o gosto de couro de cabra e o cheiro de ferro do vinho que estão bebendo. Sejam capazes de acender a luzinha da desconfiança”. Foi citando “Dom Quixote” que o jornalista do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU), Ricardo Machado fez alusão às notícias falsas na atualidade. 

O projeto LER: Leitura e Ciência teve o primeiro fascículo ontem, dia 9 de maio, sob o tema “Letramento para as redes sociais”, e contou com uma plateia de mais de 80 professores de escolas do Ensino Fundamental do Vale do Rio dos Sinos. Pela segunda vez, o IHU esteve presente nos encontros. Além do Instituto, demais profissionais da Unisinos já contribuíram nas temáticas do projeto.  

Ricardo Machado trouxe a edição 520, do mês de abril, da revista do Instituto, que trata do tema Fake News, para elucidar a discussão. A publicação traz pesquisadores de diferentes áreas, como Comunicação, Direito e Linguística, para discutir a emergência das notícias falsas.  

Fotos: Gabriel Aita Ost

Ele apresentou a revista como uma mediadora de discussões e não como um meio de encontrar respostas sobre o tema. “A gente não traz nenhuma resposta aqui, mas a gente traz um monte de questões que nos ajudam a pensar”. Machado disse ter optado por trazer o ponto de vista dos pesquisadores, por acreditar que eles tenham mais a acrescentar sobre o tema. 

O jornalista aproximou a problemática do cotidiano dos professores presentes, dando exemplos de como as notícias falsas circulam nas redes. “As fake news expressam uma nova ética, e essa ética não foi construída por nenhuma instituição, senão por nós mesmos. A gente faz circular informação falsa. Os cidadãos são as pessoas críticas da sociedade que fazem circular essas informações, que são manipuladas e têm um fim político muito específico”.  

Machado também fez um alerta sobre o modo como a sociedade entende o fenômeno das notícias falsas. “Parem de chamar as fake news de fake news. Elas são algo muito pior do que isso. É manipulação de dados”. O jornalista ressaltou que essa manipulação não possui lado. Está tanto na política de direita quanto na de esquerda.  

“Nós, como cidadãos, temos que ter uma postura radicalmente crítica. Se a gente não desconfiar das informações, a gente facilmente vai se deixar levar por aquilo que é falso”. O jornalista ainda trouxe um exemplo que, em suas palavras, resume os brasileiros da melhor forma: “Sejamos este misto de Macunaíma (herói conhecido pelo seu jeito malandro e sagaz) com Sancho Pança para enfrentar este problema das fake news. 

“Nunca houve tanta informação” 

O doutor em Ciência Política Dr. Sérgio Amadeu concedeu entrevista para a revista do IHU, na edição 520, na qual afirma temer que os governos tentem instituir um “ministério da verdade”, lembrando um paralelo ideológico de funções com o Ministério da Verdade do escritor George Orwel, no livro 1984. 

“O importante é que começássemos a construir valores baseados na liberdade e na diversidade. O mundo sem diversidade é pobre e autoritário. Esses valores temos que tentar construir de diuturnamente nas redes, no cotidiano, nas famílias, nas escolas e onde estivermos”, disse Amadeu para a publicação. 

Na mesma edição da revista, o professor Dr. Antônio Fausto Neto trouxe a ideia de que realizar uma simples checagem dos fatos não é suficiente para sanar o problema das fake news. Para o entrevistado, nunca houve tanto acesso à informação de forma tão plural e horizontal como agora e nunca, no entanto, a população esteve tão desinformada.  

Machado completou questionando: “De certa maneira, isto expressa um dos limites do meu campo de trabalho, que é o jornalismo, no sentido de que talvez não estejamos fazendo a mediação da maneira correta. E a questão é: não estamos fazendo por incompetência ou por uma questão editorial?”. 

Letramento para as redes sociais 

A coordenadora do Projeto LER, Profª. Drª. Maria Eduarda Giering, explicou que o tema do encontro teve inspiração direta em dois projetos da universidade. O primeiro, Comunicação em Debate, ocorreu ano passado e trouxe o jornalista e doutor em Ciências Políticas Leonardo Sakamoto. Na ocasião, ele introduziu na palestra “O que aprendi sendo xingado na Internet” a ideia de realizar uma alfabetização para as mídias.  

Maria conta que o Projeto Nuvem – Núcleo Universitário de Educação para as Mídias – também impulsionou a discussão. “Quando o núcleo pensou e se organizou, a partir também da ideia de fake news, eu disse ‘bom, a gente pode de alguma forma contribuir, dentro do LER, porque nós temos um outro público, que é o dos professores do Ensino Básico'”. 

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Fake news e desinformação são temas de encontro na Unisinos POA https://mescla.cc/2018/03/14/fake-news-e-desinformacao-sao-temas-de-encontro-na-unisinos-poa/ https://mescla.cc/2018/03/14/fake-news-e-desinformacao-sao-temas-de-encontro-na-unisinos-poa/#comments Wed, 14 Mar 2018 18:29:29 +0000 http://mescla.cc/?p=4874 No dia 19 de março a Unisinos recebe o projeto Nuvem: Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, no qual serão debatidos temas como fake news, uso das redes sociais, desinformação e cidadania.  Entre os painelistas estão os professores Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes […]

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No dia 19 de março a Unisinos recebe o projeto Nuvem: Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, no qual serão debatidos temas como fake news, uso das redes sociais, desinformação e cidadania.  Entre os painelistas estão os professores Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos) e o jornalista Luis Nassif.

O objetivo do painel é propor a educação por meio das mídias com palestras, cursos de extensão, debates e programas de formação. Além de reconhecer a educação pela mídia como um direito fundamental do cidadão e como ela legitima os direitos de liberdade de expressão e de imprensa e o acesso a informação.

O evento ocorre no Teatro Unisinos, no campus Porto Alegre, das 19h30 às 22h. A entrada é gratuita. Para se inscrever acesse a página do evento. O candidato receberá certificado de presença no final da palestra.

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“Branding e Google ADS” foi o tema principal do segundo dia da Semana da Comunicação https://mescla.cc/2017/10/20/branding-e-google-ads-foi-o-tema-principal-do-segundo-dia-da-semana-da-comunicacao/ https://mescla.cc/2017/10/20/branding-e-google-ads-foi-o-tema-principal-do-segundo-dia-da-semana-da-comunicacao/#respond Fri, 20 Oct 2017 20:05:21 +0000 http://mescla.cc/?p=3723 Na última quarta-feira, 18, ocorreu o segundo dia da Semana da Comunicação da Unisinos Porto Alegre, que teve como tema principal Branding e Google ADS. O jornalista Gustavo Alves, especialista em Branding e gerente de marketing do Grupo L&S, foi o ministrante da noite. De acordo com Gustavo, um dos objetivos do marketing é ter […]

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Na última quarta-feira, 18, ocorreu o segundo dia da Semana da Comunicação da Unisinos Porto Alegre, que teve como tema principal Branding e Google ADS. O jornalista Gustavo Alves, especialista em Branding e gerente de marketing do Grupo L&S, foi o ministrante da noite.

De acordo com Gustavo, um dos objetivos do marketing é ter relacionamentos duradouros com os clientes. Para isso, os profissionais têm que pensar nas pessoas que estão utilizando os produtos, como elas se identificariam melhor com aquele objeto. E além disso, as pessoas têm que se identificar também com a empresa, seus propósitos, valores e serviços. “A empresa tem que ter bons produtos e bons valores”, explicou.

De acordo com ele, a personalidade da marca, sua causa e sua presença são as características principais lembradas pelos clientes. “Pensando nisso, muitas marcas acabam se ‘humanizando’, mostrando que são ‘gente como a gente’, para que as pessoas possam se identificar cada vez mais com ela”, contou.

Em junho de 2016 o Google agradeceu uma senhora britânica após uma postagem de seu neto nas redes sociais. Ele postou um print de sua avó buscando informações no Google e agradecendo a plataforma pelas respostas obtidas. Isso acabou comovendo a internet e humanizando a marca.

Segundo Gustavo, ser jornalista lhe ajudou muito na hora de avaliar conteúdos nas mídias sociais. Para ele, a faculdade de Jornalismo foi fantástica e acabou ajudando muito na sua carreira no ramo do Marketing. “Sendo jornalista podemos abordar diversos assuntos de diferentes maneiras e plataformas”, declarou.

Para os futuros profissionais da área da comunicação, Gustavo deixa uma dica simples e muito importante: “Fiquem de olho nas tendências, isso é fundamental para conseguirmos alcançar os clientes da melhor forma possível”.

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