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Arquivos mescla - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/mescla/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 30 Mar 2021 17:09:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 As vozes que não ouvimos: Mescla realiza Levantamento de Raça e Gênero https://mescla.cc/2021/03/12/as-vozes-que-nao-ouvimos-mescla-realiza-levantamento-de-raca-e-genero/ https://mescla.cc/2021/03/12/as-vozes-que-nao-ouvimos-mescla-realiza-levantamento-de-raca-e-genero/#respond Fri, 12 Mar 2021 19:37:37 +0000 http://mescla.cc/?p=14735 Por: Bruna Lago e Lisandra Steffen Este Especial é, acima de tudo, uma peça de reflexão e (auto)crítica sobre a responsabilidade de cada um para garantir mais diversidade de raça, gênero e classe em todos os espaços. E o espaço em questão é o próprio Mescla, que agenda e repercute os caminhos da Indústria Criativa. […]

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Por: Bruna Lago e Lisandra Steffen


Este Especial é, acima de tudo, uma peça de reflexão e (auto)crítica sobre a responsabilidade de cada um para garantir mais diversidade de raça, gênero e classe em todos os espaços. E o espaço em questão é o próprio Mescla, que agenda e repercute os caminhos da Indústria Criativa. Pensando nisso, trocamos a terceira pessoa do singular, forma mais comum da narrativa jornalística, pela primeira do plural. O nós representa não apenas as repórteres que assinam este texto, mas também a equipe de demais estagiários, professores e funcionários que  fazem o Portal Mescla.


As manifestações antirracistas que varreram o mundo no ano passado, nos provocaram ainda mais a pensar sobre esta responsabilidade da mídia. A inquietação revelou que precisávamos melhorar a formação nos temas de branquitude e negritude, e, neste sentido, realizamos uma oficina com o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (Neabi). O encontro, que foi aberto para a comunidade Unisinos, nos deu elementos para  pensar a partir do nosso lugar, uma redação branca, dentro de uma universidade privada majoritariamente branca. Qual seria o nosso papel nesta luta antirracista? 


A oficina foi o início da caminhada para viramos a chave, e incorporarmos o enfrentamento à discriminação racial para além das datas comemorativas ou eventos  ligados a protestos contra a violência racial. O que poderia ser feito de concreto pela redação para mudar? Paramos, então, para analisar todo o nosso processo de produção de conteúdo. Identificamos quem estávamos escolhendo como fontes para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos do Mescla e quem eram os profissionais que estávamos convocando a ocuparem a cena do Portal. 


Após diversas discussões girando em torno desse tema, e inspirados pelo Grupo Matinal Jornalismo, um projeto gaúcho e independente de comunicação digital, achamos que seria necessário produzir um Levantamento de Raça e Gênero das matérias do Mescla. Marcela Donini, editora-chefe do Matinal, conversou com o Mescla no ano passado sobre o levantamento realizado pelo grupo que rendeu a eles a percepção de que precisavam  aumentar a diversificação das fontes. A jornalista entende que estar ligada às questões raciais é fundamental, mas não basta. Marcela também acredita que nem o próprio editorial, escrito em julho de 2020, fará o Matinal ser exemplo de diversidade. “Procurei, ativamente, jornalistas negros pra me colocar a disposição”, explica. Segundo o levantamento, 87% dos autores e entrevistados da Parêntese – revista semanal do Grupo Matinal – são brancos.


Os resultados encontrados pelo Mescla


O levantamento, no Portal, nos motivou a olhar com lupa para nossas produções. Tendo como foco as três editorias que concentram a maioria dos assuntos tratados no Mescla – Por Dentro, Deu Certo e Especial -, fizemos uma busca por todas as fontes consultadas nas matérias publicadas a partir de maio de 2019 (quando o Mescla foi reestruturado) até dezembro de 2020. 


Classificamos os entrevistados por gênero (homens e mulheres) e raça (brancos, negros ou não identificados). Esta categoria, não identificados, foi a forma que encontramos para resolver a falta desta informação, já que nossa categorização foi realizada depois das matérias estarem no ar, ou seja, nunca perguntamos para os entrevistados como eles se autodeclaravam. Ela passou a ser usada nos casos em que, pela foto dos entrevistados,  ou ainda pelo conteúdo da matéria, não era possível identificar cor ou raça. Estávamos cientes, desde o início, que essa forma de realizar o levantamento possuía falhas, mas acabou sendo a maneira mais eficiente de realizá-lo.


O levantamento mostrou 230 matérias publicadas neste período. Entre fontes inéditas e recorrentes do Mescla, 655 pessoas foram ouvidas em dois anos.

Em dois anos, o Mescla entrevistou mais de 600 pessoas


Nestes dois anos, a maioria das fontes ouvidas pelo Portal é do gênero feminino. Foram 346 mulheres, mas destas, apenas 19 são negras. Dos 304 homens, só 17 não brancos foram ouvidos. Podemos afirmar que 90% das fontes acessadas pelo Portal em 2019 são de pessoas brancas. Já em 2020,  mesmo com o esforço da redação em trazer mais assuntos sobre a desigualdade racial para o Mescla, este percentual aumentou. Foram 95% de fontes brancas.

O número de fontes brancas aumentou em 2020


Quem são as principais fontes do Mescla? 


Como o Mescla traz muitos assuntos ligados à prática da sala de aula, produtos realizados e eventos, os professores da Escola da Indústria Criativa são as principais fontes do Portal. Nesse contexto, nós também não lembramos de ter aulas com algum professor ou professora negros durante o curso, o que explica, ao menos em parte,  os números apresentados. Mas não nos isenta da responsabilidade de buscar uma maior diversidade.


Se o levantamento nos mostrou o perfil racial e de gênero de fontes que estamos acessando, uma maioria esmagadora branca, o que temos agora é um alerta  para a realização das futuras matérias: Como garantir mais diversidade nesta busca? 


Desigualdade: um oceano entre nós


Para sabermos como agir, é necessário entender os sentidos do racismo estrutural, que permeia todos os setores da sociedade, e é um obstáculo ao acesso ao estudo. A Agência Brasil publicou uma matéria onde aponta o crescimento de jovens universitários negros no país, 400% (entre 2010 e 2019). Apesar do aumento ser importante, o número está longe de ser o ideal. Os negros e pardos são  38% do total dos  estudantes, mas a população negra brasileira é superior à branca, representa 56,10% do total. Isso se reflete no número de profissionais graduados que chegam ao mercado de trabalho.


O IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018, mostra que alunos negros ainda são minoria tanto em universidades públicas, quanto em privadas. 53,4% dos alunos que estudam em instituições privadas são brancos. O Mescla é um produto realizado pela Agexcom, uma agência experimental de comunicação majoritariamente branca. Por estarmos inseridos dentro da Unisinos, somos o reflexo dessa pesquisa. 


Se menos de 40% dos jovens negros chegam até a faculdade, muitos menos chegam aos papéis de professores ou especialistas. Por isso, quando, aqui no Mescla, procuramos esses profissionais que se tornam fontes confiáveis para nossas matérias, não chegamos imediatamente aos profissionais negros. Se não nos preocuparmos em encontrar essas fontes não brancas, elas não aparecem diretamente onde possamos vê-las, já que todo caminho até esse local de destaque é dificultado pelo racismo. Neste sentido, as listas de fontes não brancas, que circulam nas redações, como o Guia de Fontes para um Jornalismo antirracista, ajudam a dar projeção para estes profissionais invisibilizados pelo racismo. 


Se o racismo é estrutural, como nos ensina  Silvio Almeida, qual o papel dos brancos para reduzir a violência racial, seja ela simbólica ou física? Entendemos que trata-se de um processo de conscientização gradual, e que passa por identificarmos os privilégios e a hegemonia da branquitude em todas as esferas da nossa sociedade. Foi o que tentamos fazer com este Levantamento de Raça e Gênero, que mostrou uma diferença exorbitante entre fontes brancas e negras acessadas. Não nos orgulhamos destes números, mas assumimos o compromisso de lutar para aumentar a diversidade e a representatividade neste espaço. 


E, para isso, estamos revendo uma série de procedimentos que formam a nossa rotina produtiva, passando pela escolha dos temas, das abordagens, enquadramentos, e, claro, das fontes. Acreditamos ainda que os nossos leitores podem nos ajudar muito nessa mudança, e vamos trabalhar para aumentar este diálogo.  


O levantamento quantificou a realidade para que possamos enfrentá-la melhor. Agora que sabemos os “comos” e “os porquês” deste processo, precisamos mudar. Sem transformações práticas, a teoria não vale muito mais do que um sonho distante. Não é tarefa fácil, mas é urgente. 

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A Agexcom está em casa e está de volta! https://mescla.cc/2020/05/22/a-agexcom-esta-em-casa-e-esta-de-volta/ https://mescla.cc/2020/05/22/a-agexcom-esta-em-casa-e-esta-de-volta/#respond Fri, 22 May 2020 20:50:51 +0000 http://mescla.cc/?p=13104 Pode anotar aí no seu diário de quarentena: direto de casa e consumindo mais café do que nunca, a Agexcom mudou a rotina e os processos de trabalho para poder voltar à ativa. Pela primeira vez em sua história, a agência está trabalhando de forma remota, com o desafio de manter a essência e a […]

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Pode anotar aí no seu diário de quarentena: direto de casa e consumindo mais café do que nunca, a Agexcom mudou a rotina e os processos de trabalho para poder voltar à ativa. Pela primeira vez em sua história, a agência está trabalhando de forma remota, com o desafio de manter a essência e a qualidade dos projetos.

A Agexcom, que estava em período de férias antecipadas entre os dias 6 de abril e 5 de maio devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, retornou pensando na melhor forma de reiniciar os trabalhos, agora de forma remota. A coordenadora da agência, professora Cybeli Moraes, tomou o cuidado de entender e mapear a situação de cada estagiário junto com a equipe de professores e técnicos do setor. “Era preciso saber se a estrutura que o aluno tem disponível em casa é compatível com a sua função na agência, para que o desenvolvimento dos projetos funcione da melhor forma”, avalia Cybeli.

Outro ponto importante, segundo a coordenadora, foi a preocupação com a saúde mental de toda a equipe. “Realizamos reuniões entre núcleos internos e com todos juntos também para captar como a nova realidade estava afetando a vida de cada um da equipe. Saber a situação emocional é essencial para o bom andamento das atividades”, explica a professora.

Para a relações públicas Cristiane Rodrigues, que completou 9 anos na Agexcom, a nova situação está sendo um desafio e um grande aprendizado. “Apesar da correria de ter que conciliar o trabalho com o meu filho pequeno em casa, o fato de não precisar fazer os deslocamentos até a Unisinos me deixa muito feliz”, comenta, entre risos. Entre idas e vindas, somando os deslocamentos para a escola do pequeno Artur, Cristiane utiliza oito transportes todos os dias.

E o Mescla?

Também está de volta! Com reuniões virtuais e uma comunicação mais dinâmica, a equipe do Mescla se preparou para mostrar os projetos que a Unisinos e a Indústria Criativa vem desenvolvendo. A professora orientadora Luciana Kraemer acredita na importância dos professores e alunos nesse momento. “O jornalismo precisa narrar as mudanças que estamos passando. Então, precisamos adaptar o conteúdo produzido por nós para levar a quem nos lê um material que seja de utilidade prática e reflexiva em tempos de pandemia”, salienta Luciana.

Apurar e escrever de casa também é um desafio e uma experiência nova, é o que conta a estagiária de jornalismo Bruna Lago: “Agora, eu sinto falta de conversar pessoalmente com as fontes, de marcar para se encontrar, de tomar café com os entrevistados. Conhecer as pessoas é minha parte favorita em ser jornalista”, revela. Já para o nosso subeditor, Marcelo Garcia, ou apenas Marcelinho, trabalhar em home office lhe proporcionou algumas descobertas: “Descobri que há vida na vizinhança durante o dia e que a cozinha não faz comida sozinha”, comenta.

A volta: medos, receios, sentimentos

Mas como foi o retorno ao trabalho dos estagiários da Agexcom? Para os novos, como é o caso do repórter que escreve estas linhas, é, no mínimo, desafiador, principalmente porque não deu tempo de trabalhar presencialmente com os colegas novos e veteranos. Confira, a seguir, o depoimentos de outros seis colegas:

“Esta semana, recebi o meu primeiro briefing e surtei. Mas o pessoal é muito paciente e me explicou direitinho o que eu tinha que fazer. Como estagiária nova, me sinto acolhida”

Lara Petrarca, estagiária de Direção de Arte

“Olha, sinceramente, está meio difícil. Eu sinto falta de poder ir até alguém toda hora e perguntar ou simplesmente pedir uma opinião, conversar em grupo sobre o que eu tô fazendo” 

Tríscia Lima, estagiária de Redes Sociais

“Inicialmente, me senti um pouco medrosa, por que não sabia se iria me adaptar. Como é minha primeira experiência de trabalho, eu não tinha noção de como seria. Mas agora, me sinto mais acolhida”

Ingrid Viégas, estagiária de Web Design

“Eu trabalhava na empresa dos meus pais, mas não era na área de comunicação. Comecei na Agex para conhecer melhor a publicidade e propaganda, e acho que me encontrei. O pessoal é muito carismático e acolhedor. Por mais difícil e longe que estejamos uns dos outros, estou começando a sentir um pouquinho do que é ser Agex”

Carolina Cecconello, estagiária em Atendimento Publicitário

“É o meu primeiro emprego na área, então tá tudo sendo um pouco diferente. Apesar da ansiedade, estou tentando me organizar ao máximo. Como jornalista, to enchendo o pessoal de perguntas”

Tynan Barcelos, estagiário de Jornalismo

“O início na agência está sendo bom, por mais que aquele frio na barriga estivesse muito maior devido às circunstâncias. O apoio dos profissionais e professores tem sido muito importante. Assim, também me sinto acolhido.”

Gabriel Domingues, estagiário de Relações Públicas

O novo ambiente de trabalho

Para matar um pouco a saudade, os meus colegas de Mescla enviaram fotos dos seus locais de trabalho em casa. Deu para notar que, embora cada cantinho tenha particularidades, uma coisa não pode faltar: café, muito café…

Coffee Face GIF - Find & Share on GIPHY
Reprodução: Giphy

Confira como a equipe do Portal Mescla está trabalhando:

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Agexcom abre seleção para novos estagiários https://mescla.cc/2018/11/20/agexcom-abre-selecao-para-novos-estagiarios/ https://mescla.cc/2018/11/20/agexcom-abre-selecao-para-novos-estagiarios/#respond Tue, 20 Nov 2018 15:23:21 +0000 http://mescla.cc/?p=8803 Já estão abertas as inscrições para a seleção de estagiários da Agência Experimental de Comunicação (Agexcom). Os estudantes dos cursos de Comunicação Digital, Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Realização Audiovisual, regularmente matriculados na Unisinos, podem participar do processo seletivo. Mas atenção: você deve realizar o cadastro neste site até o dia 3 de dezembro.  As vagas oferecidas pela Agexcom são […]

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Já estão abertas as inscrições para a seleção de estagiários da Agência Experimental de Comunicação (Agexcom). Os estudantes dos cursos de Comunicação Digital, Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Realização Audiovisual, regularmente matriculados na Unisinos, podem participar do processo seletivo. Mas atenção: você deve realizar o cadastro neste site até o dia 3 de dezembro. 

As vagas oferecidas pela Agexcom são para atendimento, diagramador, redator, relações públicas, web designer, programador web, diretor de arte e repórter multiplataforma – todas para São Leopoldo. As duas últimas vagas citadas também são ofertadas no campus Porto Alegre, e quem se interessar, poderá realizar a prova de seleção na Unisinos da Capital. 

A seleção da Agexcom tem duas etapas: prova e entrevista. A primeira fase ocorre no dia 5 de dezembro, às 14h. A seguinte, para quem avançar, será entre os dias 10 e 12 do mesmo mês. Para se juntar ao time de super-heróis você deve ser criativo, ter vontade de aprender, ser proativo e saber trabalhar em equipe. 

Todas as vagas ofertadas pela Agexcom têm carga-horária de 4h diárias (de segunda a sexta), das 14h às 18h. Além da bolsa de R$ 640, a agência oferece auxílio transporte no valor de R$ 140. O estudante selecionado também ganhará 60h complementares. 

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Um dia com o pé na profissão https://mescla.cc/2018/09/28/um-dia-com-o-pe-na-profissao/ https://mescla.cc/2018/09/28/um-dia-com-o-pe-na-profissao/#respond Fri, 28 Sep 2018 20:50:27 +0000 http://mescla.cc/?p=7881 No último dia 26, a Unisinos abriu as portas para os alunos do Ensino Médio de dezenas de escolas do Estado. Curiosos, eles participaram de atividades oferecidas pelos diversos cursos de graduação da universidade, para experimentar a profissão e auxiliar na escolha do curso a seguir. Este ano, o Portal Mescla estreou no evento oferecendo quatro oficinas de […]

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No último dia 26, a Unisinos abriu as portas para os alunos do Ensino Médio de dezenas de escolas do Estado. Curiosos, eles participaram de atividades oferecidas pelos diversos cursos de graduação da universidade, para experimentar a profissão e auxiliar na escolha do curso a seguir. Este ano, o Portal Mescla estreou no evento oferecendo quatro oficinas de vivência profissional para estudantes com interesse em Jornalismo.  

A primeira, intitulada “Sua foto publicada: oficina de fotojornalismo”, tratou a história de grandes nomes, atuais e lendários da fotografia jornalística, demonstrou diferentes estilos de fotografia e elementos essenciais na composição de uma imagem. Na prática, os participantes foram desafiados a produzir imagens que dessem conta de demonstrar o evento. Todas as fotos desta matéria foram produzidas pelos participantes da atividade.  

A checagem é uma das atividades primordiais do jornalismo, por isso, a oficina “Tubarão na enchente: checagem de fatos”, foi planejada. Nela, foi conversado sobre notícias falsas e métodos de checagem de informações.  O tema Fake News é amplamente debatido na atualidade e a atividade visou demostrar a importância de identificar informações falsas.  

Já a oficina “Notícia em quatro passos” abordou alguns princípios básicos da construção de uma notícia, como critérios de noticiabilidade, pirâmide invertida, lide e construção frasal. Além dos processos de escrita, a oficina falou sobre o que é, enfim, uma notícia e, portanto, saber a importância da sua divulgação.  

Foto: Vitória Drehmer

A quarta atividade foi um “Tour pela profissão”, na qual os estudantes conheceram a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom) e os estúdios de Rádio e TV da Universidade.  Além disso, foram apresentados aos participantes as publicações do curso de jornalismo e as possibilidades de trabalho na área.  

Cerca de 100 estudantes participaram das atividades. Os estagiários do Mescla ocuparam um espaço destinado ao curso de Jornalismo, dentro da Arena CONECTA, onde os estudantes poderiam parar e tirar dúvidas sobre a graduação.

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Aniversário do Portal Mescla https://mescla.cc/2018/05/17/aniversario-do-portal-mescla/ https://mescla.cc/2018/05/17/aniversario-do-portal-mescla/#respond Thu, 17 May 2018 20:42:00 +0000 http://mescla.cc/?p=6096 The post Aniversário do Portal Mescla appeared first on Portal da Indústria Criativa.

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Primeiras conquistas de uma incrível jornada https://mescla.cc/2018/04/24/primeiras-conquistas-de-uma-incrivel-jornada/ https://mescla.cc/2018/04/24/primeiras-conquistas-de-uma-incrivel-jornada/#respond Tue, 24 Apr 2018 20:38:16 +0000 http://mescla.cc/?p=5773 Texto: Eduarda Bitencourt e Thamyres Thomazini  Um ano de muito trabalho, conquistas, erros e acertos, coberturas, experiências e histórias incríveis. O Portal Mescla surgiu da ideia ambiciosa de unir 13 cursos, da Escola da Indústria Criativa da Unisinos em apenas um espaço digital. Hoje, os números contam os primeiros passos da trajetória do portal: são […]

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Texto: Eduarda Bitencourt e Thamyres Thomazini 

Um ano de muito trabalho, conquistas, erros e acertos, coberturas, experiências e histórias incríveis. O Portal Mescla surgiu da ideia ambiciosa de unir 13 cursos, da Escola da Indústria Criativa da Unisinos em apenas um espaço digital. Hoje, os números contam os primeiros passos da trajetória do portal: são mais de 700 postagens, que incluem 15 coberturas, mais de 300 notícias, 40 perfis, aproximadamente 200 vagas e oportunidades e diversos vídeos e podcasts voltados para o público da Escola Indústria Criativa.

Para dar vida à constante produção de conteúdo, a equipe do portal é composta hoje por sete repórteres, dois deles atuando em Porto Alegre, e por uma professora editora, Anelise Zanoni. “Este ano deve ser muito comemorado, porque melhoramos processos de trabalho e estamos cada vez mais próximos da realidade do mercado. O estudante que atua como repórter aprende muito, publica conteúdo de qualidade e sai preparado para enfrentar vagas importantes de emprego”, avalia a professora Anelise.

 

Como tudo começou

Criado pela Agência Experimental de Comunicação da Unisinos (Agexcom), o Mescla já mostrava seu objetivo na fase da criação. Estagiários de diferentes núcleos e com habilidade complementares foram convocados a pensar fora da caixa. A tarefa consistia em criar um portal que englobasse os mais diversos conteúdos.

Apresentação Mescla

A repórter da primeira fase Natália Collor integrou a equipe multidisciplinar de desenvolvimento do conceito do novo portal. “Nós pensamos em uma plataforma que unisse todos os cursos, com base no que gostaríamos de consumir. Um dos maiores aprendizados foi trabalhar em grupo, porque eram ideias muito legais, de muita gente. Era preciso saber lidar com opiniões diferentes. Foi muito interessante, nesse começo, colocar o Mescla na boca das pessoas e participar de reuniões com o reitor, o decano e grandes professores da Unisinos”, lembra.

O web designer da época Shahin Nasrabadi relembra com diversão os brainstorms de criação do Portal Mescla. “Reunimos uma equipe que se engajou desde o início. No primeiro encontro tínhamos como objetivo principal criar algo diferente e que unisse os cursos da Escola Indústria Criativa, ou seja, realmente construir um lugar onde um estudante de Gastronomia e um de Jornalismo pudessem procurar vagas, ou portfólios sem ficar de mãos abanando”, explica.

Fabricio Barili, primeiro programador a implementar as ideias do novo site, relembra que o momento foi desafiador. “A expectativa era grande por parte dos coordenadores e professores. Sabíamos que seria algo grandioso, e substituir o Unicos não seria tarefa fácil. Teríamos que construir algo tão bom quanto, que estimulasse a leitura e o compartilhamento nas redes sociais.”

O diretor de arte da equipe Caique Aguila também vê a fase de criação como algo trabalhoso. “Foi um processo demorado com muitas alternativas desenvolvidas até chegarmos a que foi selecionada. Foram vários brainstorms e, para mim, o principal desafio era tentar trazer esse espírito de união e mistura entre os cursos através da identidade visual, que por fim foram as próprias letras do portal formando um cubo, todas misturadas, mas unidas construindo uma forma sólida.”

 

Expansão de público e temas

Débora Lapa Gadret, professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Unisinos Porto Alegre, foi a primeira responsável a conduzir o projeto Mescla, no final de 2016. O sites anteriores, eram, segundo a professora, ambientes pouco interativos e responsivos. Já no novo portal tanto os conteúdos quanto o público foi expandido. “No Mescla, a partir da reestruturação da universidade em escolas, o público-alvo expandiu-se para a comunidade acadêmica da Escola da Indústria Criativa, seja em nível de graduação ou pós-graduação. Isso ampliou bastante o escopo dos conteúdos produzidos pela equipe de jornalismo da Agexcom”, explica.

Natália Collor compartilha do mesmo sentimento. “A principal diferença do Unicos para o Mescla foi passar de algo muito específico de comunicação, para algo de toda Indústria Criativa. Tivemos que sair da zona de conforto também para pensar em matéria multimídias, algo que não nos arriscávamos antes. Sem dúvidas agregou no meu currículo. Participamos de vários eventos legais, entrevistamos muitas pessoas, eu aprendi a gravar para rádio e vídeo. Nós passamos por alguns obstáculos no começo e com certeza isso me fez crescer.”

Carol Steques, repórter do campus Unisinos Porto Alegre e integrante da equipe inaugural do portal, vê a plataforma como uma oportunidade de inovação. “Acredito que uma das diferenças do Portal Unicos para o Mescla é o conteúdo. No Mescla podemos inovar bem mais nas pautas e nos assuntos. Além, é claro, do visual, que ficou muito mais colorido e bonito, atraindo mais leitores. É maravilhoso a universidade abrir esse espaço de alunos escreverem e elaborarem notícias para outros alunos.”

 

Desafios

Assim como na Agência Experimental de Comunicação da Unisinos (Agexcom), o novo portal busca incentivar os alunos a desenvolverem a criatividade. Prezando sempre por uma equipe de alta qualidade e conteúdos diferenciados.

Cassiano Cardoso, um dos estagiários do núcleo de Jornalismo, que passou pela transição dos portais, comenta sobre sua experiência: “Primeiramente, a experiência na Agexcom é algo diferente e abre as portas do mercado de trabalho. Todas as arestas que tu tinhas vão se cortando, os nós vão se desfazendo e os problemas de texto vão diminuindo. Eu desenvolvi muito minha escrita justamente por isso, tanto no Unicos quanto no Mescla.”

Equipe Mescla na cobertura do Prêmio Unicos 2017

O trabalho em grupo também é um ponto chave dentro da redação do Mescla. A repórter Liane Oliveira recorda que durante o estágio aprendeu várias possibilidade de executar uma pauta. “Como antes de entrar no Mescla eu estagiava em assessorias de órgãos públicos, o meu desafio foi deixar a pauta mais leve, com uma linguagem mais descontraída.”

Sendo seu primeiro estágio na área, Fernando Wasem Eifler, adquiriu as primeiras bagagens do caminho profissional. “A partir do Mescla é que eu pude ‘entrar de cabeça’ no jornalismo. Acho que o maior desafio foi entender e me adaptar a cobertura de eventos. Eu estava muito preso àquela coisa de ir a um lugar, ver o que está acontecendo, falar com a pessoa e ter prazos mais longos. Poder colocar a mão na massa, sair um pouco da didática da faculdade, que é mais teórica, e fazer a cobertura in loco me acrescentou muito”, enfatiza.

 

Equipe atual do portal

Thamyres Thomazini, repórter multimídia e atual estágiaria do núcleo de Jornalismo, também esteve presente na mudança das plataformas. “O Mescla trouxe uma grande bagagem no meu currículo, assim como o Unicos. A oportunidade de escolher as próprias pautas, conhecer pessoas que admiramos e exercer na prática o Jornalismo são fatores essenciais para nos tornarmos profissionais melhores”, diz.

Kellen Dalbosco, repórter da atual equipe também conta sua relação com o portal. “As coisas fluem com mais facilidade no Mescla, temos liberdade para escrever sobre (quase) qualquer coisa. Faz quase um ano que estou aqui e as expectativas só aumentam. Na Agexcom podemos experimentar, o que é fantástico!”

A repórter Eduarda Bitencourt iniciou o estágio uma semana antes do Mescla ir ao ar e participou de todas as transformações dele. “Tenho um ano de Agexcom e um ano de Mescla. É muito bom crescer junto com o portal, acompanhar as mudanças e observar seu desenvolvimento. É uma troca de experiências incrível a cada pauta realizada e troca de equipe”, afirma.

 

Trabalho para o futuro

No horizonte, muitas conquistas e muitos trabalhos aguardam as próximas equipes do portal, que se renovam em ciclos de até dois anos devido ao contrato dos estagiários. Assim como o compartilhamento da informação muda constantemente, o Mescla também busca se adaptar e renovar sempre.

“Há desafio de trabalhar de forma mais intensa a multimedialidade. No entanto, percebo que a renovação dos estagiários – com diferentes habilidades – permite produzir não apenas textos, mas imagens e vídeos de qualidade. O Mescla é super importante para a promoção de atividades de interesse dos cursos da Escola da Indústria Criativa, além de ser um hub de reportagens sobre temas que interessam a comunidade da escola”, afirma Débora Lapa Gadret.

“Conforme o tempo passa, temos um avanço em qualidade na produção de conteúdo – isso deve-se à qualidade dos estagiários e à prática constante deles. Parte dessa evolução é percebida na quantidade de solicitações que recebemos para fazermos coberturas jornalísticas de eventos e para produzir textos específicos para a Indústria Criativa”, reforça a professora Anelise Zanoni, editora do portal Mescla.

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