wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Um debate sobre a Mina Guaíba appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A construção da Mina Guaíba tem causado preocupação na comunidade gaúcha pelos possíveis impactos ambientais que o empreendimento pode causar, como o rebaixamento do lençol freático e inundações do Rio Jacuí. O projeto está em fase de licenciamento junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam). A Copelmi, que trabalha neste ramo desde 1883, concentra mais de 80% do carvão de uso industrial do país. A mina, que será a céu aberto, poderá ocupar uma área de 4 mil hectares.
O encontro contou com a participação do geólogo Rualdo Menegat, o engenheiro ambiental Iporã Brito Possantti e da doutora em Serviço Social Marilene Maia. Taís, que é professora do curso de Jornalismo da Unisinos, explicou a importância de se discutir o assunto: “Não são apenas os moradores vizinhos da obra que vão ser impactados. Como o meio ambiente é único, toda a região metropolitana tem um potencial de impacto muito grande”.
Cada profissional fez um painel sobre os diferentes aspectos do projeto da Copelmi. Rualdo dedicou-se aos impactos locais da construção da mina, que podem afetar o Rio Jacuí e o Parque Estadual do Delta do Jacuí. “Nós não estamos olhando para um evento que começa amanhã e logo termina”, enfatizou o pesquisador. Se o projeto for aprovado, a mina irá funcionar por 23 anos, gerando, segundo a Copelmi, 1.154 empregos diretos e 3.361 empregos indiretos. Apesar dos números, Marilene é reticente. “Não sabemos quais serão as condições de emprego desses trabalhadores. Além disso, parte da população poderia ainda estar fora do debate sobre a Mina Guaíba”, comentou.
Os palestrantes trouxeram muitos dados sobre o projeto. Marilene apontou que a exploração de carvão mineral na região poderia comprometer a produção de arroz e qualquer outro cultivo agrícola. Além disso, ela calcula que cada tonelada de carvão explorada resultará em um custo de 9,5 dólares ao sistema de saúde. Já Rualdo reforçou o fato de que a mina será construída em uma região imprópria e poderá gerar uma migração populacional, principalmente, de indígenas e agricultores. A extração de carvão mineral poderá afetar e remover a flora e fauna da região. Confira os materiais dos palestrantes.
O Dia dos Dados Abertos reuniu pessoas de diferentes idades, mas com um mesmo objetivo: entender melhor o cenário da Mina Guaíba. Isadora Ribeiro, 16 anos, se preocupa com a iniciativa. Começou a estudar o projeto da Copelmi para um trabalho da disciplina de Sociologia, do Colégio Anchieta. O resultado foi levado para o Salão de Iniciação Científica da UFRGS. Isadora é contrária à instalação da mina e defende a união da população para barrar o empreendimento. “A única coisa que pode provocar a mudança é uma massa se unindo contra isso”, disse a estudante.
Junto com Isadora, participaram Ingeborg Eichwald, Allan Ervin Krahn e Marie Ann Wangen Krahn, integrantes do Serviço de Paz (Serpaz), que trabalha com direitos humanos e resolução de conflitos. “Essa é nossa casa, não podemos destruí-la pela vaidade e pela ganância. Temos que lutar contra a mina e a favor da vida”, defendeu Allan. Para Marie Ann, a vida tem a ver com o cuidado de todo o planeta.






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]]>O Dia dos Dados Abertos é um evento internacional, mas cada cidade organiza sua programação conforme o eixo temático da Open Knowledge. Taís Seibt, professora de jornalismo da Unisinos, é a organizadora do evento desde a segunda edição. Ao lado da jornalista Marília Gehrke, ela conta como foi a escolha do tema deste ano:
“A cada edição do Open Data Day, a Open Knowledge sugere alguns temas a serem abordados, conforme a preferência dos organizadores locais. Nós optamos pela linha de dados ambientais e, dentro disso, o projeto da Mina Guaíba, por ser de grande impacto local, que está gerando discussões nas comunidades mais próximas ao empreendimento.”
O projeto Mina Guaíba, proposto pela Copelmi Mineração, consiste na abertura de uma mina a céu aberto com mais de 4 mil hectares na região das cidades de Charqueadas e Eldorado do Sul. A iniciativa pretende trazer à tona 166 milhões de toneladas de carvão mineral para uso em gaseificação, termoelétricas a carvão ou mesmo em um Polo Carboquímico. O empreendimento, segundo especialistas, pode ter um imenso impacto ambiental nos recursos hídricos da região.
A professora Taís Seibt entende que é necessário um debate com profissionais de diferentes áreas para entender melhor essa realidade. Dentre os convidados do encontro está o advogado especialista em transparência pública Bruno Morassutti, colaborador da iniciativa Fiquem Sabendo. Bruno vai ministrar uma oficina sobre como usar a Lei da Acesso à Informação para monitorar riscos ambientais.
A Unisinos tem recebido não só o Open Data Day, mas também outros eventos sobre dados, como a Maratona de Dados. Taís conta que Afonte, iniciativa de jornalismo de dados organizada por ela e outros colaboradores, tem promovido também o Cerveja com Dados em Porto Alegre. “Cada encontro desses tem reforçado a importância de promover espaços de discussão multidisciplinar, porque esta é a essência do trabalho com dados”, destaca a jornalista.
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]]>O jornalista Marco Villalobos, à época repórter da RBS, foi um dos primeiros a chegar no litoral do extremo sul do país, junto do renomado ambientalista José Lutzenberger. Órgãos governamentais se instalaram em Hermenegildo para investigar a mortandade, e a pesca foi suspensa. Depois de alguns dias, animais maiores começaram a morrer: cachorros, cavalos, vacas. As pessoas tossiam ao se aproximar da praia, os olhos lacrimejavam e um “cheiro de amoníaco ou algo assim” tomava conta das narinas, segundo o então repórter.
O relatório oficial conclui que se tratava da chamada maré vermelha: fenômeno que deixa o mar turvo, avermelhado, devido ao desequilíbrio na proliferação de algas. Além de mudar a pigmentação da água, o evento natural altera a oxigenação, matando os animais marinhos.

Mas equipes técnicas que visitaram o local descobriram que não se tratava de um fenômeno da natureza. Havia uma substância tóxica que fazia mal quando inalada, nada relacionado a algas. Ao mesmo tempo, o naufrágio de um navio e os tonéis que surgiam sobre a areia, vindos do mar, colocavam em xeque a posição oficial. Era grande a possibilidade de não se tratar de um fenômeno natural.
O que o governo perderia ao admitir o acidente? Não sendo as mortes de causa natural, a população afetada deveria ser compensada pelos militares. A dimensão da catástrofe ambiental (que, inclusive, alcançou o litoral uruguaio) traria despesas demais e complicaria a posição do Brasil frente aos países vizinhos.


“Eu tinha a ideia de produzir. O que eu não queria, no primeiro momento, era ser o fio condutor. Pô, eu já fui repórter de TV. Só que, em alguns aspectos, sou um cara muito tímido. Mas eu fui convencido”, conta Marco.
Ele deu a ideia do documentário para a sua antiga colega profissional e amiga Daniela Sallet, que já possui em seu currículo outras produções documentais. Ao assistir a um de seus trabalhos, Marco procurou Daniela para conversar sobre o caso Hermenegildo. Ela topou, mas a condição para a realização do filme era ter o amigo como guia da história.
Daniela contou com a ajuda de Luise Bresolin, que cuidou da fotografia, do tratamento de cor e da finalização. “A gente já tinha trabalhado num especial sobre o Renato Borguetti. A Luise não é do jornalismo, ela é minha amizade e relação profissional do audiovisual”, lembra Daniela. Luise também esteve com Daniela em Substantivo Feminino, documentário produzido em 2017.
As duas inscreveram o projeto em um edital da Secretaria Estadual de Cultura, e conseguiram o financiamento. Assim, começava a tomar forma o que Daniela descreveu como “a história do primeiro jornalista a chegar no local e que volta à Hermenegildo pra pra buscar respostas, esclarecer pontos que não tinham sido elucidados”.

Primeiro, Luise e Daniela viajaram para realizar a pré-produção. Por cinco dias, buscaram residentes que vivenciaram o ocorrido na década de 70. Além disso, a dupla aproveitou para fazer contato com prefeituras, restaurantes e hotéis com o objetivo de planejar a viagem de gravação.
Elas visitaram os municípios de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Pelotas e Cabo Polonio, no Uruguai. Apesar do edital não permitir nenhuma outra fonte de arrecadação, foi possível conseguir algumas parcerias, como hospedagem, alimentação e transporte.
“O projeto do documentário passou no edital do Fundo de Apoio à Cultura, que não é específico de audiovisual. Então, envolvia produção de peças de teatro, e uma parte do edital era dedicado à circulação de obras ou de projetos que já existiam. Era um edital bastante amplo em termos de projetos possíveis a serem realizados. Por ele não ser específico do audiovisual, os recursos não eram grandes, eram bastante baixos para produzir um filme. Por isso, foi muito importante a gente ir antes e conversar com esses órgãos e possíveis apoiadores para viabilizar realmente a produção do documentário”, explica Luise.
Marco e Daniela se dividiram nas pesquisas e revisaram juntos o roteiro (umas dez vezes). Terminada a pré-produção, com tudo pronto para iniciarem as gravações, surgiu um problema: a alta temporada nas praias. “Seria difícil filmar com o local cheio de turistas. Não seria uma coisa muito condizente com a época do ocorrido”, avalia Daniela. A ideia era mostrar imagens que se parecessem com a praia em 1975, quando ocorreu o incidente, com as mesmas condições. Por isso, as gravações foram remarcadas para logo após o Carnaval. Elas duraram quatro dias, tanto em Hermenegildo quanto no Uruguai.
“Outra coisa importante foi ficar de olho na previsão do tempo”, alerta Luise. Grande parte da captação era externa A equipe chegou a planejar uma data para a viagem, mas transferiu devido a chuvas intensas no litoral. A cidade ficou quase uma semana sem luz. “Ainda bem que a gente não foi, porque, se não, teríamos perdido tudo”, acredita.

Durante o período de gravação, diversos contratempos podem ocorrer. Um pneu furado ou um entrevistado que não aparece podem atrasar as filmagens. Por ser um documentário aprovado por edital, existe um prazo de entrega do trabalho. Isso fez com que a agenda da equipe ficasse justa, necessitando de soluções rápidas para qualquer um desses problemas que pudessem ser enfrentados.
“A gente tinha planejado finalizar o projeto em cinco meses. Só não conseguimos por causa da temporada de Verão. Não que a gente tenha ficado parado, fizemos gravações em Porto Alegre, com pessoas que moram aqui, que participaram do fenômeno. Mas teria sido possível a gente fazer em cinco meses. Parte disso é por exigência do edital, outra parte é pelos baixos recursos que a gente tinha. Quanto mais o projeto se arrasta, menos viável ele fica, com poucos recursos. Então, a gente precisava fazer uma coisa bem organizada, bem planejada, para que os recursos fossem suficientes para realizar o projeto”, conta Luise.

A equipe destaca que o planejamento foi fundamental para conseguirem terminar o filme. Luise conta que as gravações foram bastante leves. “Acho que isso é devido a essa organização. Todo mundo cumpriu seus prazos, ninguém teve que fazer nada na correria. Tudo foi feito conforme o combinado, porque foi um planejamento realista também, pensado para ser realizado na forma que podíamos”, diz. Diversas gravações feitas na primeira viagem não precisaram ser repetidas, poupando tempo de produção.
Marco lembra a diferença nas produções. “A gente tem que distinguir duas coisas: existe a produção de conteúdo, que é importantíssima, e a produção de administração, execução e logística”.
Além do planejamento, Luise ressalta a agilidade dos jornalistas Marco e Daniela para resolverem situações imprevistas. Cita, como exemplo, o problema que tiveram com a captação de imagens de uma boiada na beira da praia. “As tropas são movimentadas na beira da praia porque lá tem essa característica, das grandes fazendas terminarem na beira da praia. Tínhamos um turno para fazer essas gravações. Percebemos que existiam dois quilômetros entre a fazenda e o mar. Nos demos conta que não daria tempo de chegar com a tropa até a praia”, lembra.
Foi aí que a diretora teve a ideia de gravar a tropa onde estava, longe da costa, e gravar apenas os cavalos correndo na praia. “Isso foi pensado para ficar bem encaixado na edição. Não foi uma coisa resolvida na edição, foi pensado lá na hora, com muita rapidez”, acrescenta Luise.

Os equipamentos usados foram duas câmeras Alpha, da Sony, modelo a7S II, e um drone. Raro foi o momento em que utilizaram iluminação artificial, até pela maior parte do material ter sido captado em ambiente externo. “Em termos de fotografia, é algo bastante mais livre do que se fosse uma obra de ficção. Um documentário a gente tem que trabalhar muito com o que se depara no momento. O plano era chegar lá e rapidamente ter o olhar da diretora de como resolver aquela cena”, revela Luise.

As imagens foram gravadas em 4k, com saída full hd, permitindo a gravação das entrevistas com uma câmera apenas. “Isso possibilitou captarmos muitas entrevistas com uma câmera só e, depois, utilizar o recurso de ajuste de aproximação para os cortes nas falas dos entrevistados”, explica Luise. Essa medida auxiliou na otimização do tempo, permitindo que a equipe se dividisse durante as gravações em Cabo Polonio.
Saber quando o material filmado é suficiente pode ser difícil. Para Daniela, acompanhar a evolução dos roteiros é essencial. “Fomos com o roteiro muito bem alinhado. Confirmamos todas as gravações e notamos que tinham até, em alguns casos, imagens extras para fazer”, conta.
Segundo Luise, esse assunto não se esgota, mas é necessário dar um fim à produção em certo momento. “O mesmo vale para montagem. Pode se tornar um processo interminável, porque é muito difícil olhar e pensar que tá tudo cem por centro, sem ter nada o que mudar”, complementa.
Apesar disso, a ideia é produzir um longa com o restante do material e com o que ainda é possível conseguir. “Agora vamos em busca de parcerias, de recursos. Esse filme tá com 42 minutos e a gente ainda tem assunto, temos muito mais a investigar e ampliar as respostas que a gente busca pra esse episódio”, revela Daniela.

Um dos motivos para não lançarem apenas o documentário, um média-metragem, é a falta de premiações e espaço na TV para essa categoria de filme. Por isso, estão fechando um curta com o mesmo tema, porém, sem entregar tanto do recheio da história. A exibição do filme ocorreu na metade desse ano, nas cidades de Porto Alegre, Santa Vitória do Palmar, Hermenegildo e Cabo Polonio.
O documentário teve legendas em espanhol e versões de acessibilidade, que contempla audiodescrição (narração que contextualiza o que acontece na tela quando não existe fala), para o público cego, e legenda descritiva e tradução em libras, para surdos.
“Eu acho muito legal essa questão da acessibilidade. Eu nunca tinha visto, honestamente falando, mas fiquei muito comovido. Na apresentação, em Santa Vitória do Palmar, tava um frio que tu não imaginas. Lotou o Hermenegildo Praia Clube, uma sociedade local. Então, tinha muita gente, pessoas já de alguma idade, moradores e duas ou três escolas das redondezas. Aí, eles levaram acho que duas ou três moças cegas. Cara, quando terminou a apresentação, a gente sempre abre para o pessoal comentar, discordar, gostar, um debatezinho, e foi muito legal ver a alegria de uma dessas moças, que disse: ‘eu queria agradecer vocês porque eu consegui assistir ao filme’. Bah, eu me arrepiei. Se não tivesse dado nada de bom, isso aqui já bastava”, conta Marco.

Luise também se emocionou com a espectadora. “Ela dizia que não gostava de filme, porque ela não conseguia entender, e aquele ela gostou. De repente, a gente plantou nela uma sementinha de ir atrás de filmes assim, com audiodescrição, e começar a gostar de filmes”.
As versões de acessibilidade se tornaram obrigatórias há pouco tempo, e o que ocorre frequentemente, segundo Luise, é o engavetamento dessas versões pelas produtoras, por julgarem não ter público para consumir. “Realmente, é um trabalho que fica bastante interessante, porque tu consegues enxergar e escutar a descrição, vê que não é literal, mas vê que é feito muito bem pensado para esse público entender e contextualizar”, completa Luise.
Ficou afim de saber mais sobre o filme? Siga a página no Facebook e acompanhe os próximos passos da equipe.















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]]>The post Feira do Livro também é lugar de Educação Ambiental appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Testes sobre sustentabilidade e demonstrações sobre separação de resíduos e espaço para troca de livros são alguns dos destaques dos estandes da feira. A reciclagem vem ganhando visibilidade entre a população, ainda que no Brasil quatro em cada dez brasileiros não separam o lixo, segundo pesquisa do Ibope de 2018.
No espaço de Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) da feira, os visitantes podem aprender mais sobre o processo de reciclagem e sobre as composteiras caseiras. Estão expostas, no estande, telhas feitas com resíduos de fábricas, além de um tipo de isopor feito de material reciclado. Uma miniatura do aterro do DMLU também está presente no espaço, promovendo uma maior consciência sobre o destino do lixo após ser recolhido pelo órgão.

O DMLU também mantém projetos de sustentabilidade que podem ser feitos em todos os bairros de Porto Alegre, de acordo com o interesse da população. A instituição, por exemplo, ajuda na montagem de composteiras, que servem para descarte de lixo orgânico, diminuindo a emissão de gases no meio ambiente. Elas também aumentam a vida útil dos aterros e previnem a proliferação de ratos, baratas e moscas.

Outros projetos ligados à sustentabilidade na Feira do Livro de Porto Alegre são a coleta de resíduos eletrônicos, com um ponto do RS Recicla, e a coleta de tampinhas de plástico, feita pela SustenPlast. A feira vai até o dia 18 de novembro, funcionando todos os dias na Praça da Alfândega, na capital gaúcha.
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]]>The post José Lutzenberger, o prêmio que valoriza o jornalismo ambiental appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O Lutzenberger incentiva a produção de textos, fotos, áudios e vídeos que abordam a temática da sustentabilidade, do meio ambiente, das novas tecnologias e da participação do poder público e do setor privado na construção de uma sociedade sustentável. As matérias apresentadas para análise deverão ter foco em assuntos da área ambiental, como tratamento de água e esgoto, reciclagem e fontes de energias limpas.
Além de incentivar e premiar profissionais que atuem em solo gaúcho, qualquer estudante pode participar desde que curse Jornalismo em universidade localizada no Rio Grande do Sul. O Prêmio Brasken aceita trabalhos produzidos em foto, impresso, rádio, televisão e web. No momento da inscrição, o aluno deve ter frequência regular e apresentar número de matrícula e comprovante.

Aline Eberhardt, Alberi Neto e Ariadne Kramer são estudantes da Uniritter. Conseguiram o primeiro lugar no Prêmio José Lutzenberger, na categoria para universitários, com a reportagem “Os desafios do movimento ambientalista gaúcho”. Aline relata que a pauta veio do professor Roberto Villar Belmonte, na disciplina de Jornalismo Ambiental. A Triple A, apelido do trio de estudantes, entrevistou entidades e ONGs, e fez um trabalho de recuperação de imagens de bancos de dados. “Escrever é sempre a parte mais tranquila. O desafio mesmo é a edição, juntar os textos, fazer ter início, meio e fim, mas nos reunimos e conseguimos finalizar”, conta Aline.
Estudante da Unipampa, Louise da Campo, tendo como mentor o professor Marco Bonito na disciplina de Jornalismo Digital II, conquistou o segundo lugar no Prêmio Lutzenberger com a reportagem “Um rio onde não se pode nadar”. Segundo Louise, uma reportagem que demandou muita criatividade. “Eu resolvi aplicar novas técnicas do que eu aprendia em aula, então optei por fazer uma matéria que tivesse acessibilidade comunicativa”, conta. A estudante utilizou de audiodescrição para montar a narrativa.

As motivações de Aline para trabalhar com pautas ambientais vieram após a leitura da obra “Sinfonia Inacabada – a vida de José Lutzenberger”, de Lilian Dreyer, e do próprio entusiasmo do professor Belmonte com a temática. “Eu me apaixonei muito pela história pessoal e pela luta do Lutz. Acredito que a paixão do nosso professor pelo jornalismo ambiental nos contagiou, porque todos nos esforçamos para fazer bons trabalhos”.
Além do Prêmio Lutzenberger, a Triple A também venceu o Prêmio Jornalismo do Ministério Público do Rio Grande do Sul 2017 com a reportagem “Degradação e Descaso: a trajetória do Rio dos Sinos”.
Para Louise, a vontade de trabalhar com jornalismo ambiental surgiu após produzir a reportagem vencedora. “Até então, eu não tinha refletido sobre jornalismo ambiental porque na minha universidade não temos no nosso currículo essa disciplina. Foi com o interesse em fazer matérias nesse estilo que eu aprofundei meus estudos no que era jornalismo ambiental e em como fazê-lo”.
Cada candidato pode inscrever até três trabalhos acadêmicos. Todos devem ser entregues acompanhados de declaração do professor orientador, com a indicação da disciplina, laboratório ou agência experimental para qual foi produzido. Matérias assinadas por estudantes, mas feitas para veículos de comunicação com intuito comercial, não serão aceitas.
Serão aceitos trabalhos divulgados entre 1º de julho de 2017 e 30 de junho de 2018. As inscrições devem ser feitas aqui. O prazo final é 3 de setembro. Os resultados serão divulgados em novembro, em Porto Alegre. Ainda não há data ou local definidos.
Segundo Aline, o trio descobriu e foi estimulado a participar do evento pelo professor. “É bom ressaltar que o quadro de professores do Jornalismo na Uniritter sempre incentiva diversos prêmios e, inclusive, temos o Prêmio Inquieto de Jornalismo, na própria universidade”, comenta. Louise descobriu o prêmio através da internet. Decidiu se inscrever porque queria divulgar a reportagem produzida. “Foi um trabalho tão bom de realizar que eu acreditava que ele não podia ficar escondido na gaveta”, revela.

As premiações variam. Para jornalistas formados, o 1º lugar, em todas as categorias, ganha R$ 5 mil, mais troféu. Para os universitários, o 1º lugar leva R$ 1 mil, o 2º R$ 500 e o 3º menção honrosa. Ainda no intuito de incentivar, na divulgação dos resultados haverá um sorteio para assistir à solenidade de entrega do Prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental 2019, em Alagoas.
Descobrir que estavam em primeiro lugar “foi um misto de sentimentos. Emoção, alegria, surpresa, sensação de dever cumprido. Foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira, com certeza, e acredito que pros meus colegas também”, conta Aline. Ela também ressalta que ganhar um prêmio faz muito bem, porque ele traz consigo a sensação de estar no caminho certo. A quantia de R$ 1.000 foi dividida entre Aline, Alberi e Ariadne. “Não se tornou um valor tão significativo, mas ajudou bastante e foi bem gasto. Nós três pagamos contas!”, brinca.
Louise não estava presente no dia da premiação. Ela apresentava trabalho em outro evento. Foi representada pela família no Lutzenberger. “Quando recebi o prêmio fiquei extremamente feliz, tive a sensação de dever cumprido, que eu estava contribuindo pro jornalismo e isso me trouxe muito orgulho”, revela. Os R$ 500 recebidos ainda não foram gastos. Louise tem planos de usá-los em uma viagem após a graduação.

Segundo Louise, participar do evento trouxe muita experiência, além de fornecer meios para conhecer o trabalho de outros estudantes e profissionais. “Hoje posso dizer que sei muitas coisas sobre jornalismo ambiental”.
O trio foi reconhecido nos respectivos locais de trabalho. Aline, na época, estagiava na Assessoria de Comunicação do Detran/RS. O Correio do Povo parabenizou os vencedores, dando destaque para Ariadne, que é funcionária do jornal, em uma das edições. Alberi, assistente de conteúdo no Diário Gaúcho, recebeu reconhecimento dos superiores e uma homenagem do Grupo RBS.
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]]>Alimento bom, limpo e justo é a filosofia do movimento que tem 100 mi membros e escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 150 países. Nasceu na Itália, com o propósito de valorizar os produtores locais.

O conceito de alimento bom é aquele que tem um sabor gostoso e com qualidade, alimento limpo é o que além de ser cultivado sem agrotóxicos, não prejudica a saúde, o meio ambiente ou os animais. Por último, de acordo com os integrantes do movimento, o alimento justo é o que proporciona um retorno para os produtores que corresponda com seus direitos.
O professor de gastronomia e cozinheiro, Alexandre Baggio, é líder do movimento Slow Food Sul, e conta ver a gastronomia de uma maneira diferente a partir do projeto. “Eu acredito nestes conceitos, luto pela biodiversidade dos alimentos e apoio os produtores locais”, afirma. Além disso, o profissional utiliza alimentos sazonais e busca pela procedência deles em sua cozinha.
O movimento Slow Food tem muito tempo e foi o precursor em repensar o consumo e diminuir a cadeira produtiva. ”Esse retorno para as origens, menos comidas processadas e utilização de alimentos em natura e regional é importante para não haver tanto descarte também”, afirma a professora de gastronomia Flávia Silveira.
O Disco Xepa Day ou conhecido também pelo nome original World Disco Soup Day, é um dos projetos criados pelo movimento Slow Food. Promovido em 39 países, o evento reúne profissionais e estudantes para conscientização da sociedade e combate ao desperdício. O objetivo é alertar a população sobre contradição entre o volume de alimentos produzidos e o que realmente é aproveitado.

Flávia Silveira foi quem coordenou o Disco Xepa Day, na Virada Cultural 2017 e conta que o evento foi um sucesso. “Mobilizamos alunos e fomos até a Serasa resgatar vegetais que haviam sido descartados pelos hortifrutigranjeiros”, recorda. De acordo com a profissional, os vegetais resgatados não estavam estragados, mas haviam perdido o valor comercial com machucados ou uma aparência que não passa pela seleção dos clientes.
A partir destes alimentos coletados no Serasa, os alunos de gastronomia cozinharam uma tortilha de trigo recheada com ratatouille de vegetais, e creme de cenoura. “A farinha e o azeite de oliva nós conseguimos através de um parceiro do curso, a Porto a Porto, uma importadora de alimentos”, afirma.
O objetivo da ação era conscientizar a distribuir o prato para os participantes do evento. A professora relata ter se deparado com um público muito interessado na causa. “Eles queriam saber mais sobre a iniciativa e não estavam assustados por serem produtos que haviam perdido o valor comercial”, conta.
Este tipo de projeto é essencial para levar a cultura Slow Food para o público em geral, de acordo com a cozinheira. “Ao migrar para o Brasil, o movimento acabou atingindo uma classe mais alta da sociedade, pela cultura que os alimentos orgânicos tem por aqui de serem mais caros”, comenta. Ela completa falando que este preconceito tem mudado. “Agora as pessoas têm a consciência de pagar um pouquinho mais e comer um alimento que sabe-se a procedência”, conclui.
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