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O estudante Lorenzo Mascia fez a reportagem “Relações entre mídia e futebol nas diferentes gerações”, que trata sobre o avanço do consumo de futebol desde o rádio até a internet. Para contar essa história, o aluno buscou depoimentos de torcedores mais velhos a respeito de como é acompanhar o futebol hoje em dia, comparando com as formas que eram utilizadas antigamente. Descobriu que o sentimento de paixão permanece o mesmo: “Com a evolução das mídias sociais, pensei que a magia do futebol poderia estar ‘escondida’, mas vi que não, afinal, a emoção é única e só quem vive sabe explicar”, comenta.
A partir dessa evolução tecnológica na comunicação, atualmente é possível acompanhar o jogo quase que instantaneamente logo que algum lance acontece, com uma variedade de recursos, como vídeos ou imagens, que são publicados online.

Porém, Lorenzo identificou, em outra área, uma dificuldade: o receio de as pessoas frequentarem os estádios por conta da violência, que vem aumentando a cada ano. “Os torcedores de verdade, que só querem vibrar e passar o sentimento adiante, são prejudicados por quem só quer ir lá para estragar a festa”, desabafa o futuro jornalista.
A aluna Luísa Bell teve a honra de ter a sua matéria destacada na capa do Lupa. Ela fez uma reportagem sobre o evento Concertos Candlelight, que ocorre em diversos locais de Porto Alegre, como Farol Santander, Cais Embarcadero e Casa da OSPA.
Os shows e as performances são realizadas à luz de velas, independentemente do gênero musical, que vai do clássico ao jazz, passando pelos tributos ao pop e trilhas sonoras de filmes. Ela conta que queria executar uma pauta cultural que não estivesse tendo muita visibilidade na mídia. “A parte mais difícil foi conseguir o contato de alguém da produtora do Candlelight, mas, depois disso, tudo foi se desenrolando”, conta Luísa. A entrevista com Natália Corintho, representante da Fever, plataforma online que reúne eventos culturais ao vivo em todo o mundo, foi feita por e-mail. “Foi com ela que consegui permissão para fazer o material fotográfico antes e durante o show”.
Luísa conta que gostou da cobertura mais do que imaginava. Ela até foi convidada para circular pelos bastidores do Teatro do Bourbon Country para tirar fotos e entrevistar Marina Lopes, uma das violonistas do quinteto “Monte Cristo Coral e Orquestra”. O grupo apresentou um tributo à banda britânica Coldplay. “No fim do concerto, tive que vencer a timidez para conseguir pegar o depoimento de algumas pessoas do público. Mas a parte mais desafiadora, sem dúvida, foi fazer as fotos e a edição delas posteriormente”, comenta.

Luísa confessa que queria muito fazer um material fotográfico autoral, e entende que fez o melhor que pode com sua própria câmera, sem poder usar o flash, para vencer a escuridão do local. No final, ela diz que tudo deu certo, pois conseguiu alcançar uma de suas metas, que era ganhar a capa de um jornal. “Fiquei muito feliz com isso e feliz que os professores gostaram do resultado”, diz.
O aluno Dominik Machado contribuiu com a reportagem sobre as torcidas organizadas, fazendo associação com a violência no futebol nos dias atuais. “A festa que as torcidas organizam pode ser maravilhosa, porém, no momento em que algumas pessoas deixam de ir aos jogos por medo das brigas, é sinal de que estamos falhando como sociedade”, comenta.

Além disso, Dominik notou que a maioria das torcidas organizadas não é movida apenas pela paixão e pelo amor aos clubes que torcem. Segundo suas pesquisas, a violência no futebol iniciou na Europa na década de 1980 e chegou ao Brasil nos anos 1990, permanecendo até hoje. Por causa dela, os times envolvidos são punidos com a perda do mando de campo nos estádios, e as torcidas organizadas que patrocinaram confusões são suspensas por períodos de tempo determinados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Petra Karenina abordou sobre a Inteligência Artificial (IA) a partir de softwares, como o ChatGPT e Midjourney: “É fundamental debater os desafios éticos e sociais associados à tecnologia, tais como o uso responsável da IA, a garantia da transparência dos algoritmos, a proteção de privacidade dos usuários e a mitigação do viés algoritmo”, defende a estudante.

Porém, Petra acredita que muitas pessoas não estão cientes dessas aplicações e que elas já fazem parte do cotidiano. Por isso, ela trouxe, em seu texto, exemplos desenvolvidos e implementados pelo Estado. Aqui no Rio Grande do Sul, já existem pelo menos 28 parques tecnológicos. “Com incentivo público e fortalecimento das parcerias entre empresas, instituições de pesquisa, universidades e o contínuo desenvolvimento de soluções inovadoras, a IA tem o potencial de impulsionar a economia local, atrair investimentos e posicionar o Estado como referência nacional e internacional no campo da tecnologia”, explica a aluna.
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]]>Nesta edição, o tema norteador das reportagens foi “trilhas sonoras”, assunto escolhido pelos próprios alunos em votação. A revista contou com 20 textos, o que resultou em uma PI bem recheada, com 86 páginas. No encotro de lançamento, o professor, Felipe Boff, com um exemplar em mãos, conversou com os alunos sobre o trabalho desenvolvido no semestre. Os futuros repórteres, com um olho em Felipe e outro na revista, misturavam as sensações de ouvir o professor e admirar o produto jornalístico. A maioria deles experimentou pela primeira vez a produção de uma revista impressa.

“Além de tudo, essa revista é também um portfólio. Mostrem ela quando estiveram em busca de oportunidades no mercado de trabalho”, salientou Felipe enquanto os estudantes assinavam os exemplares dos colegas como recordação. Cada um recebeu dez revistas, com o objetivo de fazer ela circular fora da Unisinos. “Nós enviamos exemplares também por correio para redações jornalísticas e faculdades de Comunicação Social de todo o Brasil”, comenta o diagramador Marcelo Garcia, responsável pelo projeto gráfico, que participou do lançamento.

A Primeira Impressão é produzida pela turma da disciplina do campus de São Leopoldo. Atualmente na sua 57ª edição, a publicação, que nasceu como Sui Generis em 1992, adotou o novo nome em 1998, quando alcançava a nona edição. De lá para cá, já abordou diversos assuntos, sempre em números temáticos. Em 2015, ganhou uma irmã: a revista Josefa, produzida pelos alunos de Jornalismo Literário do campus de Porto Alegre. Neste semestre, não houve publicação da Josefa, que promete voltar em breve.
A edição 57 da Primeira Impressão já está disponível para leitura online na plataforma Issuu.com.
Enfoque
Está previsto para circular esta semana, na Capital gaúcha, mais uma edição do jornal impresso Enfoque Porto Alegre. Os cerca de mil exemplares da publicação serão distribuídos aos moradores do bairro Farrapos, região em que o jornal está dedicando sua cobertura atualmente.
O jornal Enfoque é a publicação mais antiga editada pelo curso de Jornalismo da Unisinos. Ele nasceu junto com a graduação, em 1975. Por quase 30 anos, era conhecido como Enfoque Campus e dedicava-se ao jornalismo geral. A partir de 2003, teve seu projeto editorial alterado e passou a ser produzido com notícias e reportagens sobre regiões vulneráveis de cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, buscando um foco mais social. As primeiras edições foram centradas na Vila Brás, em São Leopoldo. De tempos em tempos, o jornal muda a localidade em que realiza sua cobertura.
A edição 2 do Enfoque Porto Alegre: Bairro Farrapos pode ser conferida também na plataforma Issuu.com.
Babélia
Nos próximos dias, circulará também a edição 37 do jornal Babélia, produzido pelos alunos das turmas do campus de São Leopoldo das disciplinas de Jornalismo e Notícia, Jornalismo e Reportagem e Jornalismo e Opinião. A publicação, voltada ao jornalismo geral, nasceu em 2004 e, desde então, é publicado semestralmente.
Em 2013, o Babélia ganhou um irmão: o jornal Lupa (acrônimo de Leia Unisinos Porto Alegre), produzido pelas turmas do campus da Capital das mesmas disciplnas. Em sua 15ª edição, excepcionalmente neste semestre o Lupa circulará como um encarte do Babélia.
Tanto o Babélia quanto o Lupa estão disponíveis, em breve, para leitura, no canal da Agência Experimental de Comunicação (Agexcom) da Unisinos no Issuu.com: https://issuu.com/unisinosagexcom.
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]]>Um deles teve o resultado publicado no dia 26 de outubro. As alunas Vanessa Fontoura e Tainah Gil Camargo, da disciplina de Beta Redação / Investigativo, do campus São Leopoldo, produziram a reportagem “Cerca de 70 % dos menores abrigados não podem ser adotados”. Elas foram as vencedoras da categoria Universitário do Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca. A dupla concorreu com outros 13 trabalhos. A avaliação ficou por conta de João Frey e José Lázaro Jr., que levaram em consideração “a malícia de ver nos dados uma pauta que não era óbvia de antemão”, como publicaram no site da premiação. Esta foi primeira edição do concurso, que não contou com solenidade de entrega dos prêmios. Os contemplados irão receber os certificados por correio.
Segundo Vanessa, 24 anos, ao longo do semestre, a ideia para a reportagem foi mudando. A aluna conta que primeiro pensaram em abordar o fenômeno das pessoas desaparecidas, mas a falta de dados foi um empecilho na hora de recolher as informações. Então, optaram em falar sobre adoção e como a vidas das crianças são impactadas após a destituição do poder familiar. A estudante comenta que foi uma surpresa ter ganho o prêmio. “Quando inscrevi o trabalho, não imaginava que ganharíamos. Foi o meu primeiro prêmio. Fiquei feliz com o reconhecimento. Foi uma matéria sensível e muito boa de trabalhar, com um tema muito relevante para a sociedade”, disse Vanessa, que vai se formar no inverno de 2020.
A formanda Tainah, 25 anos, conta que já tinha inscrito outros trabalhos, mas apenas em premiações da própria Unisinos. “Foi ótimo conquistar um prêmio externo! Ficamos muito contentes, porque nos doamos de verdade para essa matéria, e foi trabalhoso produzi-la. Além da satisfação de ter criado uma reportagem extremamente relevante, este foi o reconhecimento de que valeu a pena investir no tema”, conta, orgulhosa.
Na última terça-feira (10), na sede da OAB/RS, em Porto Alegre, os alunos da disciplina de Jornalismo Impresso e Reportagem, do campus da capital, foram premiados com o terceiro lugar na categoria Acadêmico do 36º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. A turma, composta por Allonso Santos, Carlos Barcellos, Denilson dos Santos Flores, Fernanda Ferreira, Fernanda Romão, Guilherme Machado, Josi Skieresinski, Juliana Coin e Thiago de Loreto, com orientação da professora Taís Seibt, conquistou o prêmio com a edição 13 do jornal experimental Lupa. A publicação concorreu com 44 trabalhos.
Denilson, 30 anos, conta que o tema do jornal surgiu a partir de uma discussão em sala de aula. Quando a pauta “Vidas Negras” foi apontada, a turma aprovou, apesar do receio em falar sobre representatividade por alunos de uma turma majoritariamente branca. “Encaramos o desafio e aqui está o resultado de um belo trabalho realizado por todos”, avalia o estudante. Denilson, que está no quarto semestre, diz que sempre que há oportunidade inscreve seus trabalhos no Prêmio Únicos. “Em 2015, ganhei com uma colega o Prêmio Unicos na categoria de de Produção Sonora com a reportagem ‘Jovens Empreendedores’, relembra. “Ganhar o Direitos Humanos foi sensacional, é a coroação de um trabalho coletivo bem realizado. Para quem já pensou em dar uma pausa no curso, serve de estímulo para continuar a caminhada”, aponta o futuro jornalista.
Taís Seibt, professora da disciplina, conta que o Lupa é uma construção coletiva. A partir da escolha do tema central, cada aluno apresentou uma sugestão de pauta para a sua reportagem. “As sugestões também foram discutidas no grupo, numa grande reunião de pauta, para que fosse sempre considerado o conjunto da edição. Conseguimos abordar diversas dimensões desse grande tema, contando histórias de personagens que lutam por sua representatividade em várias esferas da sociedade”, comentou. Taís acredita que a produção do jornal extrapolou a disciplina, gerou discussões em todas as fases da produção e também após a publicação. “Levamos para a sala de aula fontes entrevistadas nas matérias para aprofundar discussões. Exemplares foram distribuídos em uma série de eventos externos ao campus, em entidades que atuam na defesa de direitos”, lembra a professora, emocionada com a repercussão.
Nesta quinta-feira (12), as alunas Caroline Tentardini e Luana Rosales, ambas do oitavo semestre, receberam do Ministério Público do Rio Grande do Sul o prêmio de segundo lugar na categoria Universitário do 21º Prêmio Jornalismo do MPRS. O material premiado foi a reportagem “80% dos crimes virtuais investigados no RS estão ligados à pedofilia”. A matéria já foi destaque aqui no Mescla: confira os detalhes sobre a reportagem e o prêmio.
Mescla: Por que é importante os alunos inscreverem seus trabalhos em premiações?
Taís: Um prêmio é mais uma dessas maneiras de dar visibilidade ao que está sendo produzido em sala de aula. Isso é importantíssimo para os alunos, porque enriquece o portfólio e dá fôlego para a continuidade da carreira profissional. É muito importante também para o curso, pois valoriza a qualidade da formação que buscamos oferecer para nossos alunos. No caso específico do prêmio recebido pelo jornal Lupa, reforça também a importância de valores humanistas nessa formação.
Mescla: Todo trabalho pode ser inscrito? Como saber se vale a pena concorrer?
Taís: Nem todo trabalho vale prêmio e nem todo o prêmio vale o trabalho. É preciso considerar a relevância de cada premiação. Há prêmios que tem como principal valor o reconhecimento no meio, é o caso deste que ganhamos (Lupa). Trata-se de um prêmio tradicional, de reconhecimento nacional, gerido por entidades respeitadas e sem valores em dinheiro (nem para profissionais). O que está em jogo é a relevância social dos trabalhos. Não quer dizer que prêmios com valores envolvidos não sejam relevantes. Há concursos importantíssimos que pagam os vencedores e isso também acaba sendo importante para jornalistas que, no geral, têm baixa remuneração ou trabalham de forma independente. Mas é como no dia a dia do repórter, vale sempre analisar os interesses envolvidos. Nem sempre um currículo recheado de prêmios é um atestado de competência. Mas, muitas vezes, é uma oportunidade de aumentar a visibilidade de um trabalho. Isso ajuda a pensar se devemos ou não inscrever: um trabalho que nos orgulha, a gente quer que todo mundo veja. O Lupa 13 era um desses trabalhos.
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