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Arquivos leitura - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/leitura/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 23 Dec 2022 17:18:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 O que você anda lendo? https://mescla.cc/2022/12/23/o-que-voce-anda-lendo/ https://mescla.cc/2022/12/23/o-que-voce-anda-lendo/#respond Fri, 23 Dec 2022 17:00:00 +0000 http://mescla.cc/?p=17529 As férias chegaram! Junto com elas, surgem vários momentos leves, que são menos frequentes durante o ano – especialmente na época de aula. Pensando nessas ocasiões, em que você estiver de bobeira no quarto, na beira da piscina, em uma rede na casa de praia ou só dando uma volta no parque, espairecendo tudo o […]

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As férias chegaram! Junto com elas, surgem vários momentos leves, que são menos frequentes durante o ano – especialmente na época de aula. Pensando nessas ocasiões, em que você estiver de bobeira no quarto, na beira da piscina, em uma rede na casa de praia ou só dando uma volta no parque, espairecendo tudo o que viveu em 2022, preparamos uma lista de indicações de leitura para converter o tédio em novas histórias.


Para isso, reunimos a nossa equipe de reportagem, formada pelas repórteres Laura Santiago, Paola De Bettio e eu, Marília Port. Cada uma de nós deu três dicas de livros que merecem muito uma chance nessas férias. São recentes e antigos, de diferentes gêneros, autores e nacionalidades, mas todos têm algo em comum: a arte de pausar a realidade e viver outras vidas através das suas páginas. Bora conferir?


“A árvore generosa” – indicado por Paola De Bettio


A história é de autoria de Shel Silverstein, o mesmo autor de “A parte que falta”. O livro é muito comovente e sensível. Traz dois personagens: um menino e uma árvore. Eles nutrem uma amizade especial, até o menino crescer e desejar usar a árvore ao longo de várias ocasiões da vida dele, em uma atitude oportunista, interesseira e egoísta. Ainda assim, a árvore é uma verdadeira companheira.


Datado de 1964, o livro fala sobre como nos relacionamos com os outros e com o mundo, e traz também um importante ensinamento sobre a natureza e o meio ambiente, tudo isso de uma maneira afetiva. Além de ter escrito a história, Silverstein produziu as ilustrações.


“De amor e outros demônios” – indicado por Laura Santiago


Escrita pelo colombiano Gabriel Garcia Márquez, a história de época acompanha Sierva María, menina de 12 anos que contrai raiva ao ser mordida por um cão. A narrativa envolvente transita entre os diferentes pecados capitais, cujos horrores afligem o leitor do início ao fim do livro.


Tudo acontece em uma pequena cidade latina de colonização espanhola, marcada por dogmas católicos, onde o que não fosse ao encontro dos ideais da Igreja era considerado bruxaria.


Diante dos sintomas da doença, os pais, pouco presentes, acreditam que a menina esteja possuída. Por isso, enviam Sierva a um convento. A situação piora cada vez mais, quando o padre local se envolve com a menina. Agora, sem mais spoilers! Você vai ficar preso na história e, quem sabe, lerá tudo em um único dia.


“A vida secreta das árvores” – indicado por Marília Port


Esse é um livro de história real. Por ter uma vasta experiência trabalhando em uma reserva ecológica na Alemanha, o engenheiro florestal Peter Wohlleben dedica as páginas a um pouco de tudo o que aprendeu observando as árvores. Cada capítulo apresenta algum aspecto em particular sobre a forma como vivem, em suas diferenças e semelhanças com os humanos, além das suas interações com outras formas de vida.


À primeira vista, a ideia pode parecer limitada à botânica ou outras disciplinas que se debruçam sobre o estudo das plantas. Mas não se engane: somos muito parecidos com elas e, ao mesmo tempo, temos muito a aprender com a existência delas ancorada na ancestralidade. É uma leitura inspiradora e tranquila, sobretudo para a hora de dormir – embalará o seu sono ao caminhar entre as árvores dos distantes bosques alemães.


“Morangos mofados” – indicado por Paola de Bettio


A obra mais famosa de Caio Fernando Abreu é especialmente memorável agora, em 2022, ano em que a casa do autor em Porto Alegre foi derrubada. É um livro de contos, dividido em três partes: “O mofo”, que traz a melancolia e frisa diversos elementos para isso, como cigarro, bebida e natureza; “Os morangos”, em que a descrição ainda prende, mas aparentemente sem tanta tensão negativa; e “Morangos mofados”, que encerra o livro com um conto.


Esse último, apresentado com uma música dos Beatles, “Strawberry fields forever”, remete à saudade. Talvez aí fique clara a mensagem do autor, sobre “enfeitar a amargura”, porque o morango, mesmo doce e com aspecto de refúgio, está/é mofado. “A vida não é um morango”, diz um dito popular. Talvez seja um morango mofado. Além de mostrar como “enfeitar a amargura”, oferece várias sensações sobre a vida na década de 1980, momento de tensões políticas e sociais em grande parte provocadas pela ditadura militar.


“Anjo de quatro patas” – indicado por Laura Santiago


Este livro é, na verdade, a memória da amizade entre um cachorro e seu tutor, o dramaturgo brasileiro Walcyr Carrasco. O texto explora a parceria e os momentos épicos da amizade do autor com Uno, um husky siberiano. O livro faz com que o leitor se sinta parte da história entre os dois; seja nos momentos felizes, nos momentos estranhos ou nos momentos tristes.


De todas as indicações, essa é direcionada especialmente para aqueles que têm cães como seus melhores amigos e se emocionam com histórias de amizade e superação, como “Marley & Eu” e “Sempre ao seu lado”. A gente sabe como vocês se sentem! 😭🐶


“Toda poesia” – indicado por Marília Port


Se você já leu algo escrito por Paulo Leminski, sabe o poder que ele tem. Se não leu, que essa seja a oportunidade que lhe faltava. Artista das palavras, o autor das poesias dispostas nessa obra provoca, diverte e emociona. Entre jogos de palavras, o tempo parece outro: são centenas de páginas que duram minutos, em que cada poesia equivale a um segundo.


Esse compilado também é uma ótima pedida para quem deseja desbravar os horizontes desse gênero literário e experimentar algo novo, com uma leitura rápida e fluida. Além de tudo isso, ler Leminski significa prestigiar os escritos de um dos grandes nomes da literatura brasileira que, mesmo falecido há mais de 30 anos, continua sempre necessário, histórico e atual.


“Melhores poemas Torquato Neto” – indicado por Paola De Bettio


Vem mais poesia por aqui! Esse livro tem seleção e prefácio de Cláudio Portella. Torquato Neto foi poeta, jornalista e compositor. Criou várias letras de músicas para o Tropicalismo, movimento cultural surgido na década de 1960, e trabalhou nos jornais Correio da Manhã e Última Hora, em que, por vezes, escreveu sua coluna em formato de poesia. Também se aventurou pelo cinema. Existe em sua obra uma certa psicodelia consciente e sagacidade para capturar o abstrato da vida. Sua linguagem poética consegue ser assertiva quanto a uma série de sentimentos.


Transitou ainda pelo cinema marginal e pela poesia concreta. A Vitrine Filmes lançou “Torquato Neto – todas as horas do fim”, trazendo a carga poética, a personalidade e vários trabalhos dele. O título do documentário é uma referência ao final de um de seus poemas, que termina assim: “Eu sou como eu sou presente, desferrolhado indecente, feito um pedaço de mim. Eu sou como eu sou, vidente, e vivo tranquilamente, todas as horas do fim”.


“Em nome dos pais” – indicado por Laura Santiago


Confesso que ainda estou nas páginas iniciais deste livro. Nas primeiras impressões, tudo indica que será uma leitura para relembrar, ou, no meu caso, descobrir ainda mais detalhes da dura realidade da ditadura militar vivida por aqueles que se opuseram ao sistema que dominou o país por 21 anos.


O livro foi escrito por Matheus Leitão, jornalista investigativo brasileiro e filho da também jornalista Miriam Leitão. O autor narra a história do período que foi comandado por militares no Brasil a partir da perspectiva de seus pais, perseguidos pelo regime autoritário – foi em meio a esse caos que eles se conheceram.


“A casa torta” – indicado por Marília Port


Algum leitor de suspense por aí? Pois bem, para completar a lista, foi inevitável incluir a rainha do crime: Agatha Christie. A renomada escritora britânica deixou um legado de dezenas de histórias publicadas em livro, adaptadas ao cinema, traduzidas para inúmeros idiomas. O livro que ganhou o lugar nessa lista é de 1949, e acompanha a investigação do assassinato do patriarca octogenário de uma família grande.


O problema é que, nessa casa, todos são suspeitos. Essa leitura, por sinal, eu mesma ainda não concluí – vai ser uma leitura de férias para mim também. Cabe a nós, eu e você, conduzidos pelos detetives da Scotland Yard, desvendar o mistério.

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Literatura e Liberdade https://mescla.cc/2020/06/05/literatura-e-liberdade/ https://mescla.cc/2020/06/05/literatura-e-liberdade/#respond Fri, 05 Jun 2020 20:12:13 +0000 http://mescla.cc/?p=13159 No início de março, um pouco antes do início da pandemia do novo coronavírus, conhecemos o Programa L&R: Leitura & Remição – uma parceria da Unisinos, por meio do Projeto Chance, com o Presídio Estadual de Taquara (Petaq). Aproveitando a liberdade de trabalhar fora de casa, que nem sabíamos, na época, ser um privilégio, saímos […]

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No início de março, um pouco antes do início da pandemia do novo coronavírus, conhecemos o Programa L&R: Leitura & Remição – uma parceria da Unisinos, por meio do Projeto Chance, com o Presídio Estadual de Taquara (Petaq). Aproveitando a liberdade de trabalhar fora de casa, que nem sabíamos, na época, ser um privilégio, saímos de São Leopoldo rumo à Taquara, localizada no pé da Serra, distante 86 quilômetros de Porto Alegre. A nossa incursão foi na companhia das professoras do curso de Letras, e o resultado dessa experiência, completamente nova para esta repórter, é o que você vai ler a seguir.

A chegada no presídio


O Presídio Estadual de Taquara é composto por um conjunto de prédios azuis no alto do Morro do Leôncio. Para entrar nele, é preciso enfrentar uma estrada de chão batido que termina em um grande portão eletrônico. Nas construções abaixo do portão principal fica o Anexo, com os apenados do regime semiaberto. No topo do morro, os prédios do regime fechado e o setor administrativo. De lá, é possível ver quase toda a cidade de Taquara.


Quem recebeu a equipe do Programa L&R foi a psicóloga da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Kamêni Rolim. As professoras do curso de Letras Isabel Arendt e Andrea Wolwacz e o aluno Bruno Evaldt se encontraram com a diretora do Petaq, Mara Pimentel, e a defensora pública Ana Paula Dal Igna. Durante uma hora, as profissionais conversaram sobre os encontros anteriores e os cuidados que as professoras vêm tomando para adequar o projeto ao perfil do público da casa prisional, que em sua maioria não tem sequer o Ensino Fundamental completo. Dessa forma, conseguem mais o engajamento dos apenados e auxiliam na ressocialização deles. 


A população do Petaq se divide entre os 150 detentos do regime fechado e os quase 80 que ficam no Anexo. O programa Leitura & Remição trabalha com os apenados do regime fechado e tem como objetivo principal a educação informal, ou seja, não há preocupação com conteúdos específicos do ensino básico. Concretamente, o programa dá possibilidade de remição de quatro dias de pena por livro efetivamente lido. “A gente recebe muita demanda deles, tudo o que a gente lança tem procura”, explicou a psicóloga Kamêni. 

Medo do medo


O Programa possibilita que a universidade entre no ambiente e na rotina dos presos, e os altere. Trata-se de uma ação que envolve muito planejamento e é cercada de cuidados. Os encontros do L&R acontecem em uma galeria para detentos do regime fechado. Para entrar neste espaço, é preciso passar por três grades de ferro. Cada vez que as professoras atravessam uma, precisam esperar a porta fechar atrás delas, e só então têm permissão para continuar. O espaço, utilizado para atividades em grupo com os apenados, contém um quadro e diversas cadeiras. Há apenas cinco aberturas para ventilação; as janelas são lacradas. O único barulho que se conseguia escutar naquele momento era o dos ventiladores pendurados nas duas das quatro paredes da galeria. Fazia muito calor naquela tarde. A temperatura marcava 31ºC. As cadeiras já estavam organizadas em círculo quando os alunos chegaram. “Podem passar”, disse o agente penitenciário responsável pela escolta. Doze apenados atravessaram as grades e, timidamente, encontraram um lugar para sentar. 


Era a quarta vez que as professoras iam ao Presídio, mas era a primeira participação para a maioria dos presos. Eles estavam tímidos e procuravam não olhar no rosto das professoras. Após uma saudação, Isabel pediu a atenção dos presentes para que escutassem uma música do Paralamas do Sucesso:

Medo do medo – Paralamas do Sucesso


“Ouve o que eu te digo, vou te contar um segredo: é muito lucrativo que o mundo tenha medo.” A canção foi utilizada pelas mediadoras para iniciar a oficina. À pedido delas, cada um dos apenados escreveu em um papel seus temores e entregou para outro colega. O medo é um sentimento humano. Aquelas pessoas, privadas de liberdade, sentem tanto medo quanto as que estão livres. “O medo existe para organizar as formas como vemos as coisas”, completou a psicóloga Kâmeni.


Os medos, escritos nos papéis, eram lidos em voz alta pelos participantes: “Tenho medo de não ver minha família”; “Meu medo é de apontar o dedo e apontar errado”; “Tenho medo de não ser lembrado como algo positivo, principalmente, pela minha família”; O encontro mostrou que os presos se preocupavam, também, com os parentes e o risco de contrair o coronavírus, que estava começando a aparecer no país. Mas as frases escritas também mostravam os desejos deles para o futuro. “Quem foi o M. D.*? Por enquanto eu sou presidiário, mas eu quero mudar isso”, contou um dos participantes do projeto.

Os encontros quebram a rotina deles e ajudam na ressocialização | Foto: Lisandra Steffen


O grupo então recebeu o novo livro para leitura:  “Max e os felinos”, de Moacyr Scliar. A história gira em torno da vida de Max, suas escolhas, seus medos e as consequências de suas atitudes. Os livros são emprestados para os presos, que devem devolvê-los no dia da escrita do relatório, mas dois exemplares ficam no presídio para que outros apenados, além do grupo do L&R, possam ter acesso. “Eles vão ser disseminadores da leitura de outros lá dentro, porque esse livro vai ser lido por eles e por todos”, contou a professora Isabel. 


Eles têm apenas duas horas por dia no pátio e não conseguem apreciar a vista da cidade. Entretanto, através da leitura, eles viajam para diferentes mundos e realidades. Talvez essa seja a liberdade possível e necessária para que a ressocialização aconteça.

Exemplares dos livros ficam na biblioteca do presídio para a leitura de outros apenados | Foto: Marcelo Garcia


Os homens presentes na oficina se comunicavam com a cabeça baixa e uma voz sussurrada. Era difícil escutá-los entre o som dos ventiladores. A forma como se expressavam revela também as consequências dos preconceitos que a sociedade coloca naquele grupo. Com idades entre 20 e 30 anos, eles começaram no projeto pela chance de sair mais cedo daquela situação. Mas permaneceram pela experiência que a literatura proporciona. “Eu peguei gosto pela leitura, ela acaba abrindo a mente”, explicou V.G..


Dos participantes daquela tarde, cinco estão no projeto desde o início. Muitos saíram por medo de serem avaliados. Os que ficam, incentivam outros a entrarem no programa e discutem, nos momentos em que se encontram, a história e suas opiniões sobre o desenrolar da narrativa. “Poucos participaram desse último encontro e eles ficaram preocupados, então eles mobilizam os demais para que a atividade continue”, contou Kamêni. M.D., o mais falante do grupo, contou ter lido apenas um livro durante toda a vida. Desde que está preso, há um ano, já leu mais de 12, nem todos pelo programa. Já E.L. espera que a literatura o ajude a lidar com a vida: “Existem pessoas, no sistema prisional, que querem viver em sociedade”.


Todos os participantes, novos ou não no programa, enxergam a importância do projeto. Se mostram felizes em dividir suas experiências e agradecem às professoras por se importarem. Ao relatar o que sentem e como vêem esta experiência, eles contam que, além da remição da pena, o programa proporciona um refúgio para a situação em que estão. 

Apenados leem livros e podem diminuir até quatro dias da pena | Foto: Marcelo Garcia


A forma como se relacionam com os outros também mudou depois do projeto. A. T. costumava dividir a cela – um espaço com quatro paredes e uma janelinha – com outro participante. Durante um dos ciclos, estavam lendo um livro de mistério e se reuniam todos os dias para discutir as teorias sobre a história. Essa conversa, que começou dentro da cela, se espalhou para todo o presídio, envolvendo não só os membros do L&R, mas, também, outros apenados.  “Eles estão trabalhando outras questões ao ler, que eu acho que são fundamentais”, explicou a professora Andrea.


Eles esperam o mês inteiro pela dinâmica e o encontro com as professoras. O grupo, constituído, principalmente, por homens que não costumavam ler, encontraram um conforto naquele pequeno espaço. “Eles ampliam os horizontes, os conhecimentos e eles podem refletir sobre outras possibilidades de uma vida futura e melhor para eles”, completou a professora. Com interesses em comum, agora eles sugerem livros para familiares que os visitam e procuram ler além do que o projeto proporciona. Hoje, eles leem para sair do presídio. Em breve, estarão reinseridos na sociedade com uma nova visão do mundo. Não os encontraremos mais no Petaq.

Medo do desconhecido


As quatro professoras que fazem o Programa L&R acontecer se intercalam nas visitas. Andrea Wolwacz, Eliana Pritsch, Isabel Arendt e Márcia Duarte são os nomes por trás da preparação das oficinas e da escolha dos livros. Andrea é professora e pesquisadora em Literaturas de Língua Inglesa. As áreas de interesse de Eliana são Literatura e Línguas Clássicas. Já Isabel têm experiência nas áreas de Letras e História, com ênfase em Literatura e na cultura alemã. Márcia atua com Literatura brasileira e gaúcha. A seleção de livros para o programa foi feita com muito cuidado, levando em conta as áreas de conhecimento de cada professora, e foi se modificando à medida que elas conheciam melhor o seu público leitor.

Professoras realizam atividades de sensibilização para leitura | Foto: Lisandra Steffen


O primeiro encontro, segundo elas,  foi cheio de dúvidas. As pessoas não se conheciam e havia uma estranheza no ar. Não era possível prever como o projeto ia ser recebido. É comum ter medo do que se desconhece. Esse sentimento foi se desfazendo no decorrer dos encontros e com a abertura dos apenados. “Pra mim, foi uma sala de aula. Eu comecei a interagir com eles e fiquei emocionada com o que relataram”, explicou a professora Andrea. A sensação é compartilhada por todas as docentes que veem o projeto como algo positivo para elas e, principalmente, para os participantes. “A gente só conhece o olhar negativo sobre o sistema prisional e, de repente, tu tem uma ação positiva e tu vê aflorar o lado humano deles”, afirmou Isabel.


O respeito pelas profissionais e a vontade de participar pode ser percebida pelas professoras desde o primeiro encontro, que aconteceu no fim do ano passado. Era terça-feira, 15 de outubro, quando Isabel entrava no Petaq pela primeira vez. Nesse dia, ela estava acompanhada de outra aluna do curso de Letras, Bruna Piason. Bruna relatou que passou por diversas transformações em apenas uma visita. Compreendeu que a visão que tinha do sistema prisional era equivocada. “Eles estão ali por alguma coisa que fizeram, mas isso foi levado por outra coisa maior, é tudo questão de contexto. É muito profundo e complicado”, completou a estudante.


O livro escolhido naquele momento foi “Antes que o mundo acabe,” do escritor gaúcho Marcelo Carneiro da Cunha. Foi o primeiro por ser um livro de fácil acesso às professoras, já que é uma das leituras pedidas no decorrer do curso. Para conseguir os 15 exemplares, elas levantaram uma campanha nas redes sociais e conseguiram que alunos e ex-alunos cedessem suas cópias para o programa. Resultado, os apenados não só leram o livro em um mês, mas também emprestaram para outros detentos que não participavam do projeto. No fim da primeira oficina, os participantes agradeceram às professoras pela disponibilidade e as aplaudiram, em homenagem ao Dia do Professor.

Coragem de seguir em frente


O Programa L&R traz a esses homens algo difícil de manter ou desenvolver na prisão: um olhar sensível que os façam relembrarem da humanidade que carregam. “Nós precisamos, enquanto sociedade, fazer ações para melhorá-los quando saírem daqui, porque vão sair e, se não fizermos nada, a perspectiva é pior ainda”, explicou Mara Pimentel. O encarceramento amplifica as vulnerabilidades. Ele gera sofrimento. “A gente tem uma cultura que vai olhar para o negativo, mas e além disso? Todas as pessoas passam por dificuldades, mas, pra quem cumpre pena, parece que amplifica”, explicou Kamêni. O trabalho realizado pelo L&R permite momentos para sair desse encarceramento e isso modifica o olhar que esse indivíduo tem de si mesmo e do que o cerca.


Em diversos momentos, os participantes relataram que aquela atividade faz com que se sintam ouvidos. Eles se sentem “humanos de novo”, como já foi declarado em um dos relatórios entregues às professoras. Em uma breve busca ao dicionário, é possível encontrar que a definição de humanidade, entre outras coisas, remete ao “sentimento de compaixão entre os seres humanos”. Ao se colocar no lugar de outra pessoa e a tratar com empatia, mostramos um lado da sociedade pouco visto por aqueles homens. A postura da cabeça baixa mostra o quanto se julgam e se sentem julgados. A voz sussurrada escancara que, além da privação de liberdade, o encarceramento também os tolhe do direito de expressão. Ao se tornarem leitores, eles não apenas viajam pela literatura, aprendem a lidar com sentimentos, a resolver problemas e criam uma rede de apoio que vai muito além das paredes da cela. Independentemente do crime que cometeram, todas as pessoas – privadas de liberdade ou não – estão inseridas em um contexto social que influencia suas escolhas. E todas elas merecem ser ouvidas.


No fim da tarde, o grupo se despediu. Os apenados, com a nova leitura, foram acompanhados de volta para as celas pelo agente penitenciário. As professoras seguiram o caminho oposto. Junto com a psicóloga, saíram do prédio azul e foram em direção ao estacionamento. Direções diferentes, mas um mesmo objetivo: a liberdade de buscarem e a determinação de alcançarem um futuro melhor.


*Para manter a privacidade dos entrevistados, os nomes não serão divulgados

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#TEDxUnisinos: Carlos Augusto Pessoa de Brum https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-carlos-augusto-pessoa-de-brum/ https://mescla.cc/2018/08/01/tedxunisinos-carlos-augusto-pessoa-de-brum/#respond Wed, 01 Aug 2018 13:55:49 +0000 http://mescla.cc/?p=7054 O nome dele é Carlos Augusto Pessoa de Brum, mas todo mundo o conhece como Cadu dos livros. Bacharel em Filosofia pela UFRGS, ele encontrou na literatura infantil uma forma de expressar a necessidade que sentia de contar e ouvir histórias. Hoje, já são 50 livros lançados, diversas oficinas de criatividade e mais de dez anos dedicados a escrever e ilustrar.  Cadu cresceu em uma casa cheia de livros. Nas suas primeiras memórias estão o […]

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O nome dele é Carlos Augusto Pessoa de Brum, mas todo mundo o conhece como Cadu dos livros. Bacharel em Filosofia pela UFRGS, ele encontrou na literatura infantil uma forma de expressar a necessidade que sentia de contar e ouvir histórias. Hoje, já são 50 livros lançados, diversas oficinas de criatividade e mais de dez anos dedicados a escrever e ilustrar. 

Cadu cresceu em uma casa cheia de livros. Nas suas primeiras memórias estão o pai e a mãe contando histórias e uma avó poetisa que o influenciava no meio. Mas a literatura não era a primeira escolha como profissão. Assim como o pai e o avô, Cadu queria ser dentista. Foi só no final do Ensino Médio que ele viu a literatura como forma de trabalho. “Comecei a ter aula de Química e odiava, então percebei que não me daria bem na Odonto. Foi o momento de parar e pensar ‘O que eu gosto mesmo?’ E a resposta sempre esteve ali perto, nos livros”, relembra ele. 

Aos 16 anos, Cadu decidiu colocar o sorriso nas pessoas não mais através da saúde, mas  das letras. Ele uniu textos e, aos 17, lançou o primeiro livro adulto de contos e também a Br1 Editores. Também foi naquela época que ele teve a primeira desilusão da carreira. “Quando tu começas a trabalhar, tu tens uma visão muito utópica, muito longe da realidade. Foi uma decepção muito grande ver o quão pouco as pessoas leem, a leitura é muito utilitarista para nós adultos”, explica.  

Foi assim que Cadu virou um embaixador que dá voz a crianças e jovens. Por meio da ilustração, ele pode encontrar no público mais novo o que sentia falta no mundo do adulto. “Encontrei esse espaço para levar minhas histórias até as crianças. Foi muito gratificante encontrar no jovem essa empolgação pela leitura. Hoje em dia, toda a minha produção é para o pessoal que está em escola. Eu fico o ano inteiro em eventos literários, feiras do livro e trabalhando com divulgação de leitura em locais voltados para educação”, conta. Ele explica que hoje não pensa mais “o que vou ensinar?” antes de escrever cada livro, mas sim “o que vou aprender com eles?” 

O nome “Cadu” veio de uma série de livros infantis. Por ser sempre chamado de Carlos Eduardo ao invés de Carlos Augusto, ele decidiu nomear seu principal personagem brincando com esse engano. O nome pegou e hoje é virou marca do jovem escritor.  

“No começo, o Cadu era o personagem e eu era o Carlos Augusto escritor. Mas as crianças começaram a me chamar de Cadu e eu gostei. Até hoje acho muito legal quando elas vêm com um livro e apontam para ele e me dizem ‘Olha tu aqui, Cadu!'”, conta animado. 

Nessa rotina de escola, ele se tornou um apaixonado pela criatividade, espontaneidade e inspiração que vem das crianças. Usa o adjetivo fantástico para cada ação delas e tomou como missão de vida criar uma ponte para que os jovens sejam mais ouvidos e valorizados. “Quando tu começas a trabalhar com crianças, tu ficas meio bobo na questão da esperança. A gente começa a ter uma esperança ridícula no futuro da humanidade. Não existe criança ruim”, fala apaixonado. 

No TEDxUnisinos, que ocorre no dia 17 de agosto, ele falará sobre essa voz que é esquecida e sobre experiências com o público infantil. “Acho muito importante no nível artístico de educação dar espaço para o jovem ter uma voz. A educação muitas vezes peca, querendo falar muito, explicar muito, dizer muito. Como a gente vai fazer a educação funcionar em uma via de uma mão só? Eu acho que isso é uma coisa que a gente tinha que pensar enquanto sociedade, tratar o jovem como pessoa e ouvir a sua voz”, finaliza. 

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Clubes de assinatura de livros investem no público infantil https://mescla.cc/2017/11/22/clubes-de-assinatura-de-livros-investem-no-publico-infantil/ https://mescla.cc/2017/11/22/clubes-de-assinatura-de-livros-investem-no-publico-infantil/#respond Wed, 22 Nov 2017 18:37:32 +0000 http://mescla.cc/?p=4275 Segundo a pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, realizada no final de 2015, 44% da população brasileira não é leitora. Ou seja, apesar de o número de leitores ter crescido desde a primeira edição do levantamento, quase metade das pessoas do Brasil não têm o hábito de ler. Você pode visualizar a pesquisa completa, aqui no […]

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Segundo a pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, realizada no final de 2015, 44% da população brasileira não é leitora. Ou seja, apesar de o número de leitores ter crescido desde a primeira edição do levantamento, quase metade das pessoas do Brasil não têm o hábito de ler. Você pode visualizar a pesquisa completa, aqui no link.

Fonte: Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil 2017”

Apesar do número assustador, um dado parece ser a luz no fim do túnel para os brasileiros, ou, pelo menos, uma previsão de que estes dados mudarão a longo prazo. Dentre os entrevistados na faixa etária de 11 a 13 anos, 84% declarou-se leitor. Com crianças e jovens lendo mais, a projeção é de um país cada vez mais leitor. 

Fonte: Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil 2017”

Fatores como desenvolvimento linguístico, estímulo à criatividade, descoberta do mundo e fortalecimento da capacidade de concentração estão em qualquer lista de vantagens da leitura na infância. Alguns estudos comprovam que o hábito da leitura deve ser estimulado ainda dentro da barriga da mãe, já que a criança escuta a voz da mãe desde as primeiras fases da gestação.

Foto: Reprodução

Sendo assim, os pais têm um papel fundamental no desenvolvimento do hábito da leitura das crianças. Mas quando o assunto é quais livros comprar, ou o melhor jeito de apresentar um livro para os filhos, as dúvidas são frequentes. Felizmente, alguns clubes de assinatura de livros, pensaram em ajudar os pais nesta função e se especializaram na literatura infantil.

Confira algumas dicas de clubes de assinatura para as diversas faixas etárias:

A Taba 

Foto: Reprodução

A partir de R$ 49,90 por mês, a Taba entrega livros para crianças e jovens leitores de todo o Brasil, com frete fixo. São três categorias de leitores:

Bebê: para crianças que recém chegaram ao mundo, que ainda estão em processo de aprender a andar e falar e principalmente descobrindo o mundo ao seu redor.

Leitor iniciante: para os pequenos leitores que ainda precisam de ajuda para ler e que estão, a cada dia, se aventurando mais pelo mundo das palavras

Leitor autônomo: para aquelas crianças que já conseguem entender e interpretar obras sem ajuda.

Leitor experiente: este plano é para leitores que já se aventuram em obras mais complexas e longas, tendo se tornado grandes apreciadores da leitura.  

A parte mais bacana, é que os kits, entregues mensalmente ou conforme a assinatura, não são compostos apenas de livros. Um mapa exclusivo de exploração, um passaporte de leitor para registrar as aventuras literárias e mimos colecionáveis para estimular cada vez mais a leitura fazem parte do kit. Além disso, os assinantes recebem descontos exclusivos em livros indicados pela “A Taba” na Amazon.

Leiturinha

Foto: Reprodução

Com os valores a partir de R$39,90 ao mês, o Leiturinha envia livros e peças pedagógicas e divertidas para crianças de até 10 anos de idade. São três planos principais:

Uni: neste plano, o kit é composto por um livro, uma carta pedagógica, uma surpresa para estimular o desenvolvimento da criança.

Duni: neste plano, o assinante recebe dois livros infantis, além de uma carta pedagógica, e uma surpresa para estimular o desenvolvimento da criança. Uma grande vantagem dessa assinatura, é o acesso a biblioteca digital com milhares de livros e vídeos infantis.

Presente: este plano é para aqueles pais que ainda não decidiram se querem assinar, ou então para presentear alguém. Além dos dois livros, uma carta pedagógica e uma surpresa para o desenvolvimento, o assinante ganha frete grátis.

Além de estimular a leitura dos pequenos, os planos Uni e Duni, têm em comum benefícios como desconto em lojas integrantes do Clube de Vantagens e um programa de pontos “Embaixadores Leiturinha”. E claro, as surpresas de estímulo e desenvolvimento das crianças, são são restritas, e sim, podem vir em forma de objetos colecionáveis, montáveis e adesivos.

Brinque – Book 

Foto: Reprodução

A partir de R$ 70 mensais, com frete grátis para qualquer plano escolhido, o Brinque-Book envia para todo o Brasil, dois livros por mês. São três planos, com base nas faixas etárias dos leitores:

Primeiras histórias: este plano é exclusivo para crianças de dois a três anos que estão em processo de descoberta das palavras.

Leitor iniciante: para crianças de quatro a cinco anos de idade, no início da alfabetização.

Leitor independente: este plano é para crianças de seis a sete anos de idade, que já começam a ler sozinhos.

Para obter a assinatura, é necessário passar por dois passo simples. Selecionar a idade da criança e o período de assinatura –  que varia de três meses a plano contínuo. Depois é só esperar a entrega, que tem envio padrão após o dia 21 de cada mês.

Quindim

Foto: Reprodução

Feito para crianças de até 12 anos, o Quindim conta com assinaturas a partir de R$37,90 por mês. São três planos de acordo com o número de livros enviados.

De um a quatro livros por mês, o assinante seleciona no ato da assinatura, a faixa etária do pequeno leitor  e os livros enviados respeitam o combinado. O plano com quatro livros mensais, é um pouco diferente. Nele, o assinante vai receber livros de variadas faixas etárias e não somente da selecionada inicialmente.

Todos os planos de assinatura, permitem que o cliente escolha o período de cadastro, que pode ser de três e seis meses. Também, ao assinar, um Diário do Leitor é enviado com o primeiro kit, permitindo um acompanhamento do avanço das leituras. Ah, o bacana é que junto com ele, é enviado um guia de leitura, com dicas pedagógicas para explorar ao máximo a experiência da leitura.

No final do site da Quindim, é possível acompanhar uma contagem regressiva para o envio do próximo kit, tornando ainda mais divertida a espera.

Expresso Letrinhas

Foto: Reprodução

A partir de R$ 54,90 por mês, o assinante recebe em sua casa dois livros infantis. Um deles, será sempre um clássico da literatura infantil, portanto, não será definido conforme a idade do leitor. O segundo sim, seguirá um plano de acordo com a idade do leitor:

Expresso A: feito para crianças de até seis anos de idade, os livros são pensados para serem compartilhados entre pais e filhos, trazendo temas que abordam assuntos do universo de quem está começando a conhecer o mundo.

Expresso B: com a mesma proposta de leitura compartilhada com os pais, mas desta vez, com um pouco mais de autonomia das crianças que já dominam a escrita. As histórias desde planos, para leitores de sete a nove anos de idade, são mais desenvolvidas, com um leque de temas mais ampliado.

Expresso C: para leitores de 10 a 12 anos de idade, os livros selecionados seguem a lógica de crianças alfabetizadas, que já tem um repertório de experiências e dominam o ambiente ao seu redor.

O Expresso Letrinhas criou uma maneira de controlar o crescimento das crianças e se propõe a alterar automaticamente o kit do assinante conforme a mudança de faixa etária dos leitores. Ah, os livros que serão enviados, estão presentes no catálogo da Companhia das Letrinhas, então é possível dar uma espiada e torcer para que o seu livro preferido venha na próxima entrega. É possível presentear um amigo com a assinatura do Clube, e deixar uma mensagem estimulante para ele.

Aqui no Mescla, saiu uma matéria sobre Clube de Livros para o público jovem adulto. Confere aqui.

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Feira do livro de POA traz atividades para todos https://mescla.cc/2017/11/16/feira-do-livro-de-poa-traz-atividades-para-todos/ https://mescla.cc/2017/11/16/feira-do-livro-de-poa-traz-atividades-para-todos/#respond Thu, 16 Nov 2017 17:13:56 +0000 http://mescla.cc/?p=4130 (Texto: Eduarda Bitencourt e Fernanda Bierhals) Chegando 63ª edição, a Feira do Livro de Porto Alegre afirma que todos têm tempo para ler. Com trechos de livros espalhados por paredes e marca páginas, mais de cem estandes, área internacional e infantil, tenda de autógrafos, palestras, cosplays, debates e exposições, o clima é de cultura, troca […]

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(Texto: Eduarda Bitencourt e Fernanda Bierhals)

Chegando 63ª edição, a Feira do Livro de Porto Alegre afirma que todos têm tempo para ler. Com trechos de livros espalhados por paredes e marca páginas, mais de cem estandes, área internacional e infantil, tenda de autógrafos, palestras, cosplays, debates e exposições, o clima é de cultura, troca de histórias e novas possibilidades.

As crianças são o foco em grande parte da feira, o QG dos pitocos traz diversas contações de histórias e teatros para pequenos. Além das encenações, cosplays e bonecos divertem e são foco das selfies das crianças e de alunos visitantes. A área infantil contém 13 bancas exclusivas, porém a maioria das bancas também possui livros com essa temática.

Editora Unisinos traz opções para estudantes (Foto: Eduarda Bitencourt)

Para os estudantes da Escola da Indústria Criativa a dica fica por conta das editoras universitárias e sebos. As duas áreas possuem corredores separados na feira, e em cada uma há diversos estandes. Livros sobre Jornalismo, música, Marketing, Fotografia, Design e relacionamento são encontrados com preços acessíveis e em diversas opções.

A tecnologia também está onipresente no ambiente da feira. O “Game da Feira” foi lançado no espaço do conhecimento Petrobrás e pode ser baixado por todos. O app libera mais de 40 perguntas e desafios exclusivos enquanto você se desloca pelo espaço em que os livros estão dispostos. Ao final da feira, os que obtiverem a maior pontuação ganharão livros. A realidade virtual também marca presença no espaço da Caixa Econômica Federal. Através da tecnologia 3D, se vive uma experiência realista mundo do livro “3 meses no Século 81” e no final da atividade você ganha o primeiro capítulo do livro e um código para baixa-lo na íntegra.

Primeiro livro de ficção científica do Brasil (Foto: Eduarda Bitencourt)

Banco de livros ultrapassa um milhão de arrecadações

Também durante a Feira do Livro de Porto Alegre,  o Banco de Livros promove a campanha de arrecadação na Praça da Alfândega. A iniciativa, vinculada ao Sistema FIERGS, surgiu em 2009 e, até o momento, já arrecadou cerca de 1 milhão e 102 mil livros.

Com a pretensão de diminuir as desigualdades sociais e culturais através da leitura, o Banco de Livros também integra a Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais. Atualmente, o  projeto atende 792 instituições, para as quais já foram distribuídos mais de 430 mil livros doados.

Neli Miotto, bibliotecária responsável pelo Banco de Livros, fala o processo de curadoria após a arrecadação. “Os livros passam por uma higienização e depois uma seleção, onde são mais direcionados para o público de cada instituição”, explica. Para ela, a movimentação durante a Feira do Livro é satisfatória.  “A comunidade tá trazendo bastante material, aderindo ao projeto, Nos últimos dias a gente já arrecadou uma quantidade significante”, observa a bibliotecária.

(Foto: Eduarda Bitencourt)

O projeto fornece subsídio literário para asilos, presídios, hospitais, abrigos, casas de passagem e postos de saúde. Além disso, a iniciativa está presente junto à unidades de transporte público do Estado. Na hidroviária de Porto Alegre, é possível encontrar a Biblioteca do Cais, que disponibiliza livros para leitura durante a travessia do Catamarã. Ainda na Capital, os bibliotáxis circulam com livros fornecidos pelo projeto, enquanto a Rodoviária se prepara para inaugurar uma nova biblioteca. O  Banco de Livros também expande para a Região Metropolitana através do Trensurb e do projeto Livros Livres, que fornece material literário nas estações de trem.

Até o dia 19 de novembro, livros podem ser doados diretamente na Praça da Alfândega, no decorrer da Feira. Os pontos de coletas estão localizados em frente ao balcão de informações e no estande ao lado do QG dos Pitocos, na Área Infantil. Após o evento, as arrecadações acontecem  nos estacionamentos da rede SafePark, nas Lojas Redelar, e na própria sede do Bando de Livros, localizado no bairro Sarandi, em Porto Alegre.

 

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Uma leitura revolucionária https://mescla.cc/2017/10/23/uma-leitura-revolucionaria/ https://mescla.cc/2017/10/23/uma-leitura-revolucionaria/#respond Mon, 23 Oct 2017 19:24:47 +0000 http://mescla.cc/?p=3812 Seja por acontecimentos em seu enredo ou reviravoltas inesperadas no caráter de alguns personagens,  “A Revolução dos Bichos” é um daqueles livros que não te deixam dormir com o final. Não queremos dar spoilers, mas esta obra, publicada em 1945, consegue manter-se atual em suas críticas à sociedade. Pontos como classe trabalhadora alienada, manipulação psicológica, […]

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Seja por acontecimentos em seu enredo ou reviravoltas inesperadas no caráter de alguns personagens,  “A Revolução dos Bichos” é um daqueles livros que não te deixam dormir com o final. Não queremos dar spoilers, mas esta obra, publicada em 1945, consegue manter-se atual em suas críticas à sociedade.

Pontos como classe trabalhadora alienada, manipulação psicológica,  culto à personalidade do líder, adoção de medidas tirânicas e a criação de privilégios para uma elite dominante às custas do suor de seu povo, são tratados na obra. Mas o mais marcante é o abandono de ideias sociais defendidas inicialmente.

George Orwell elabora através de uma fazenda de animais, críticas pontuais à história do comunismo soviético e a outros regimes totalitários em ascensão na Europa, como o fascismo de Hitler. Alguns dos personagens do livro são baseados em figuras como Stalin, Lenin e Trotsky. Mas caso você não seja familiarizado com estas figuras, ao final do livro, Orwell contextualiza a obra em seu período histórico.

A história

Na “Granja do Solar” do Sr. Jones, os animais são explorados, trabalhando em troca de comida, que muitas vezes não é suficiente para seu sustento. O velho porco Major, vendo sua velhice chegar, partilha com os  animais da granja, o sonho de ver a granja comandada por eles próprios.

Foi nesta reunião que os animais aprenderam e cantaram pela primeira vez a canção “Bichos da Inglaterra”, que traz a filosofia do Animalismo, onde todos são iguais. Maravilhados pelas palavras do velho porco, os animais ficaram maravilhados com as possibilidades de igualdade que estariam por vir.

Os sete mandamentos do Animalismo:

1- QUALQUER COISA QUE ANDA SOBRE DUAS PERNAS É INIMIGO;

2- O QUE ANDA SOBRE QUATRO PERNAS, OU TENHA ASAS, É AMIGO;

3- NENHUM ANIMAL USARÁ ROUPA;

4- NENHUM ANIMAL DORMIRÁ NA CAMA;

5- NENHUM ANIMAL BEBERÁ ÁLCOOL;

6- NENHUM ANIMAL MATARÁ OUTRO ANIMAL;

7- TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS.

O equilíbrio, no entanto, é ameaçado quando, com a morte de Major, dois porcos totalitários tomam o poder e passam a viver na antiga cada de Sr. Jones e começam a modificar os sete mandamentos iniciais. Ao final, apena um é imposto:: Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.

A escolha do estilo fábula não foi ao acaso. Vivendo em regimes suscetíveis a censura, tratar de assuntos tão delicados poderia trazer problemas ao autor. Deste modo, contar a história de governos totalitários, através de uma fazenda de animais, disfarçaria o discurso a apenas uma história para crianças, além de distanciar-se o suficiente para que o leitor enxergue os absurdos do comportamento humano.

A obra que virou música

Apontado pela revista Time como um dos cem melhores livros da língua inglesa, “A Revolução dos Bichos” inspirou diversas músicos a comporem sobre o tema. Bandas como R.E.M. The Clash e Radiohead fizeram menções a obra de George Orwell em suas músicas, ou capas de disco. Mas, com certeza foi Pink Floyd quem marcou a junção da obra com o cenário musical.

Assim como no livro, álbum “Animals”, fala sobre o controle da fazenda sendo tomada pelos animais após uma revolta contra seus donos. o Disco é composto por cinco faixas, onde cada uma delas retrata um animal. Ovelha, fazendo uma analogia a população, o porco, retratado como líder e o cachorro, um magnata. Cada uma das cinco faixas do álbum traz uma crítica à sociedade e a seus comportamento.

O músico da banda britânica Roger Waters foi responsável por compor todas as canções do álbum, com exceção de “Dogs”, co-escrita com David Gilmour. Waters levou em consideração outra obra de Orwell em suas composições. “1984” também já apareceu em canções do Pink Floyd.

A dica é ler o livro e escutar o álbum, pois as ideias encaixam-se com perfeição, além, é claro, de “Animails”, ser a trilha sonora perfeita para a leitura.  

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O Caçador de Pipas é um retrato da amizade https://mescla.cc/2017/08/16/o-cacador-de-pipas-e-um-retrato-da-amizade/ https://mescla.cc/2017/08/16/o-cacador-de-pipas-e-um-retrato-da-amizade/#respond Wed, 16 Aug 2017 20:06:30 +0000 http://mescla.cc/?p=2679 O Afeganistão dos anos 70 é o cenário do #TermineUmLivro deste mês, com O Caçador de Pipas. A emocionante história de amizade e redenção foi lançada na primeira vez em 2003 e conquistou sucesso imediato. Adaptado para o cinema por Marc Foster em 2007 (trailer abaixo), a história do escritor afegão-americano Khaled Hosseini ainda conquista […]

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O Afeganistão dos anos 70 é o cenário do #TermineUmLivro deste mês, com O Caçador de Pipas. A emocionante história de amizade e redenção foi lançada na primeira vez em 2003 e conquistou sucesso imediato. Adaptado para o cinema por Marc Foster em 2007 (trailer abaixo), a história do escritor afegão-americano Khaled Hosseini ainda conquista fãs nos dias de hoje.

O Caçador de Pipas apresenta a história de Amir e Hassan, dois meninos conectados pela forte amizade apesar de todas as diferenças entre eles. Hassan é corajoso, leal, bondoso e filho de Ali, empregado do pai de Amir. Amir, por outro lado, busca a atenção dos pai acima de tudo, isso faz com que, muitas vezes, seja egoísta e até mesmo mal. As disparidades, porém, não impedem que os garotos virem companheiros e compartilhem histórias e aventuras de infância.

Foto: Thamyres Thomazini

As pipas são uma paixão nacional entre os meninos do Afeganistão dos anos 70 e Amir e Hassan não fogem a essa regra. Amir ganha o concurso anual de caçar pipas e, com ele, o reconhecimento do pai. Hassan, comovido com a felicidade do amigo, decide ir atrás da pipa que o transformou em campeão, mas é abordado por um grupo de meninos inimigos de Amir que o abusam sexualmente. Amir, que tinha decidido ir atrás do amigo, não faz nada para ajudar Hassan e, por medo, foge.

“Abri a boca e quase disse algo. Quase. O resto da minha vida poderia ter sido diferente se eu tivesse dito alguma coisa naquela hora. Mas, não disse. Só fiquei olhando. Paralisado”

Depois desse evento, Hassan continua leal e bondoso, o que faz com que Amir seja atormentado pela culpa. Buscando um jeito de evitar ver Hassan todos os dias, Amir inventa um roubo e coloca a culpa em Hassan para que seu pai os expulse de casa. Ali decide partir com o filho depois disso.

“Por você, faria isso mil vezes”

Após Hassan ir embora, muitas coisas mudam na vida de Amir. A guerra contra a Rússia faz com ele e seu pai tenham que fugir para os EUA. Lá vivem uma vida simples e muito diferente da que viviam no Afeganistão. Anos se passam e Amir deixou o orgulho e prepotência para trás para se tornar um homem simples. Uma ligação pede para que ele retorne à terra natal, onde reencontra seu passado e culpa deixada de lado.

Foto: Thamyres Thomazini

O livro de Khaled Hosseini deixa lições incríveis para quem o lê. A amizade sincera e a valorização das pessoas e detalhes que fazem parte de nossa rotina deixam de ser deixadas de lado após essa leitura. Se você busca um livro para refletir e emocionar, O Caçador de Pipas é o livro para você.

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A empatia e as lições do livro Extraordinário https://mescla.cc/2017/06/01/empatia-e-licoes-livro-extraordinario/ https://mescla.cc/2017/06/01/empatia-e-licoes-livro-extraordinario/#respond Thu, 01 Jun 2017 21:12:16 +0000 http://mescla.cc/?p=1507 O #TermineUmLivro é o novo projeto do Mescla que busca incentivar a leitura de todos os gêneros. A última pesquisa do Instituto Pró-Livro revelou que o brasileiro lê em média 5 livros por ano contando com didáticos e inacabados, nós queremos ajudar a mudar essa situação. O #TermineUmLivro traz uma provocação, terminar aquela leitura que está […]

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O #TermineUmLivro é o novo projeto do Mescla que busca incentivar a leitura de todos os gêneros. A última pesquisa do Instituto Pró-Livro revelou que o brasileiro lê em média 5 livros por ano contando com didáticos e inacabados, nós queremos ajudar a mudar essa situação. O #TermineUmLivro traz uma provocação, terminar aquela leitura que está encalhada e também dá dicas de novos livros, seja por resenha ou fotos em nossa fanpage no facebook. O projeto se inicia hoje com a resenha do livro Extraordinário.


Lançado em 2013 aqui no Brasil pela editora Intrínseca, o livro Extraordinário da autora R.J. Palacio fez um enorme sucesso. Em tempos em que falar sobre inclusão se torna necessário, o livro que trata desse tema de uma forma leve agradou a muitos e criou uma base de fãs. Atualmente, está sendo produzida uma adaptação da história para o cinema e o primeiro trailer já foi lançado.

 

Extraordinário narra a história de August Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética rara que, além de causar problemas de saúde, o deixou com um rosto incomum. August passou por diversas cirurgias quando criança, essas o permitiram levar a vida da melhor forma possível. Agora, aos 10 anos, os pais decidiram que Auggie pode enfrentar um novo desafio, então ele irá pela primeira vez para uma escola e passar por todos os novos problemas que essa fase traz.

O bullying, os novos amigos e conflitos escolares típicos são algumas situações que August encara nessa nova jornada. O aprendizado é mútuo, enquanto August aprende como lidar com tais situações, os colegas aprendem com ele. A visão de uma criança de dez anos sobre o mundo é mais complexa e ao mesmo tempo simples do que poderíamos imaginar.

 

O livro pode ser resumido em uma palavra: empatia. Aprender a se colocar no lugar do outro, não julgar, enxergar realidades esquecidas e aceitar as diferenças são desafios constantes na vida de todos. Essa mensagem passada em uma história tão curta e simples é grandiosa demais para ficar escondida.

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Clubes do livro modernos promovem a cultura da literatura https://mescla.cc/2017/05/24/clubes-livro-modernos-promovem-cultura-da-literatura/ https://mescla.cc/2017/05/24/clubes-livro-modernos-promovem-cultura-da-literatura/#comments Wed, 24 May 2017 18:31:02 +0000 http://mescla.cc/?p=1378 Os clubes do livro, famosos entre os anos 70 e 90, se reinventaram e hoje são responsáveis por grande parte da movimentação no mercado editorial brasileiro. Os clubes deixaram de apenas comentar sobre livros. Atualmente são feitos por assinantes e também distribuem e produzem seu próprio material. Os encontros, antes presenciais, agora se dão via […]

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Os clubes do livro, famosos entre os anos 70 e 90, se reinventaram e hoje são responsáveis por grande parte da movimentação no mercado editorial brasileiro. Os clubes deixaram de apenas comentar sobre livros. Atualmente são feitos por assinantes e também distribuem e produzem seu próprio material.

Os encontros, antes presenciais, agora se dão via aplicativos e redes sociais que não têm agenda fixa, o que permite que os assinantes tenham seus próprios ritmos para a leitura de cada obra.

No Brasil há diversos clubes que seguem este modelo. Para o público infantil, o Leiturinha traz diversas histórias no formato físico e digital e dicas pedagógicas para os pais. O Turista Literário e a TAG – Experiências Literárias são os clubes para jovens e adultos que trazem livros dos mais diversos assuntos.

O Turista Literário foca seu nicho em jovens adultos. O clube funciona como uma assinatura, pagando um valor mensal, o assinante recebe em casa uma caixa que contém um livro recentemente lançado do gênero young adult além de vários brindes.

Foto: Turista Literário/Reprodução

Com a missão de proporcionar uma viagem a cada livro lido, o Turista traz em seu kit elementos da história para o leitor se sinta ambientado no cenário descrito durante a leitura. Uma playlist no Spotify, um guia de viagem pelo mundo narrado no livro, um item de cheiro ou sabor e um presente aos leitores são itens obrigatórios em toda caixa. Após a leitura, os assinantes possuem um grupo exclusivo no facebook para compartilhar suas impressões sobre a obra e um canal no youtube com o diário de bordo daquela viagem.

A TAG – Experiências Literárias é atualmente o maior clube de assinaturas de livros do Brasil para o público adulto, são aproximadamente 20 mil assinantes e as projeções são de crescimento para o resto do ano. Baseada no Círculo do livro, um clube famoso nos anos 80, a TAG traz a seus assinantes uma edição exclusiva dos livros além de uma revista especial.

Arthur Dambrós, um dos fundadores da TAG atribui o sucesso ao fato de eles serem leitores e entender os anseios de seu público.”Não somos literatos, nunca fomos, nós somos leitores na essência. Então temos essa interface de troca legal, em que estamos ao lado do leitor, não acima deles. Valorizamos a boa literatura, a literatura que o leitor busca para se divertir, para descobrir coisas novas e aprender “, comenta ele.

Foto: TAG/Reprodução

O clube conta com uma curadoria especial, todo mês é escolhido um curador externo que irá indicar a obra a ser enviada naquele mês. Nas 34 edições já enviadas pela TAG passaram curadores como Mario Vargas Llosa, Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros e Mário Sérgio Cortella. Além do livro, a TAG também produz uma revista com os dados do curador daquela edição e sobre o livro enviado além de um brinde para os assinantes.

Arthur ressalta que as edições da TAG são um dos diferenciais da empresa, sempre em capa dura e com capa e diagramação exclusiva elas agradam aos leitores. “Nós temos muito esmero com o objeto livro então queremos que a nossa edição seja a melhor, a mais bonita, mesmo que que já existam outras no mercado”, afirma ele.

São clubes através de clubes assim, que mais leitores chegam a cada dia no mercado literário e se apaixonam pela leitura. Arthur comenta que “O Brasil é um mercado em desenvolvimento, principalmente no setor da leitura” e a expectativa é mudar o cenário nacional nesse meio, um dos objetivos da TAG é fazer parte dessa mudança.

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