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Arquivos Jornalismo Esportivo - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/jornalismo-esportivo/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Wed, 30 Mar 2022 18:12:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Bruno “LeonButcher” Pereira conta como construiu sua trajetória profissional cobrindo e-sports https://mescla.cc/2022/03/30/bruno-leonbutcher-pereira-conta-como-construiu-sua-trajetoria-profissional-cobrindo-e-sports/ https://mescla.cc/2022/03/30/bruno-leonbutcher-pereira-conta-como-construiu-sua-trajetoria-profissional-cobrindo-e-sports/#respond Wed, 30 Mar 2022 18:12:47 +0000 http://mescla.cc/?p=16271 Por Eduarda Cidade (*)  Pessoas que dedicam suas vidas a jogarem videogames. Essa frase pode até ser vista por muita gente de uma forma negativa, mas, com a ascensão dos e-sports, esse tipo de pensamento tem mudado. Os e-sports são competições feitas em jogos multiplayer de forma online ou presencial, sendo, nesses casos, sediadas até mesmo em grandes arenas ou estádios.  […]

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Por Eduarda Cidade (*) 


Pessoas que dedicam suas vidas a jogarem videogames. Essa frase pode até ser vista por muita gente de uma forma negativa, mas, com a ascensão dos e-sports, esse tipo de pensamento tem mudado. Os e-sports são competições feitas em jogos multiplayer de forma online ou presencial, sendo, nesses casos, sediadas até mesmo em grandes arenas ou estádios. 


Essa categoria vem ganhando terreno com o passar dos anos, e hoje conta com times profissionais e campeonatos disputados, em que os vencedores levam prêmios milionários para casa. A final do Worlds 2021 do jogo League of Legends (LoL) bateu a impressionante marca de quatro milhões de espectadores simultâneos, provando que esse meio tem muito potencial.


Assim como nos esportes convencionais, os e-sports precisam de jornalistas especializados na área, e o nosso entrevistado é um deles. Bruno Luís Pereira, conhecido como “LeonButcher”, é natural e residente na capital de São Paulo. Hoje com 28 anos, se formou em 2016 na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Ele é jornalista da The Enemy, que faz parte da Omelete Company. Em um de seus mais recentes trabalhos para o portal, produziu uma matéria, que demandou quase dois meses de apuração, para contar os bastidores da contratação de um famoso jogador de LoL. 


Bruno trabalhou por 4,5 anos na Riot Games, empresa criadora de League of Legends. LeonButcher, como ele prefere ser chamado nos jogos, descobriu a sua paixão pelo mundo competitivo de games ainda na adolescência e a levou para a sua carreira de jornalista. Na entrevista a seguir, realizada de forma remota pelo Microsoft Teams, ele conta detalhes sobre a sua trajetória e ainda deixa um conselho para os futuros jornalistas desse cenário. 


Eduarda – Quando você descobriu que poderia unir o jornalismo com a sua paixão pelos e-sports? 

LeonButcher – Eu sempre fui uma pessoa muito apaixonada por jogos e acho que o primeiro requisito é esse. Já narrava futebol quando começou a surgir os primeiros campeonatos de League of Legends, lá por 2012. Eu olhei aquilo como uma oportunidade e comecei a narrar LoL. Nessa época, também entrei na faculdade de Jornalismo. Nisso de escrever matérias e produzir conteúdo, tive certeza de que queria direcionar a minha carreira para falar sobre o mundo competitivo de jogos online.


Eduarda – Você parou de narrar partidas de LoL há 7 anos. Ainda tem vontade de, no futuro, voltar à atividade?

LeonButcher – Eu gosto muito e sinto saudades da adrenalina de estar narrando. Sempre fazia questão de, nos eventos, posicionar a bancada do locutor no meio da torcida, porque conseguia, dessa maneira, sentir a vibração dela. Também sinto falta de trocar uma ideia com a galera nos eventos. Mas, por outro lado, você tem que abrir mão de algumas coisas e trabalhar todo o final de semana e feriados, sem descanso. Eu gosto de balancear a minha vida profissional com a minha vida pessoal. Então, sinto falta sim, mas acho que não é uma coisa que se encaixa mais no meu futuro profissional.


Eduarda – Como foi fazer a cobertura do LoL World Championship e acompanhar o campeonato de tão perto?

LeonButcher – Eventos presenciais tem uma magia por si só, independentemente se for um mundial na Coreia do Sul ou uma final de CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends). Mas confesso que me acho um pouco “poluído” por estar no cenário há muito tempo. Então, vários desses caras que são ídolos para as pessoas, como o BrTT ou o Kami, para mim, é uma galera que já estou acostumado a ver. Às vezes, me sinto incomodado por ter pego esse costume com essas figuras grandes. Mas claro, quando chego perto de caras de fora do cenário brasileiro, como o Faker (maior jogador do mundo de LoL), a coisa bate um pouco diferente, porque sou muito fã, apesar de ter que ser profissional nessas horas. Visitei quatro continentes com League of Legends e foi uma experiência de vida incrível. É sempre maravilhoso quando existe a oportunidade de sair do país para fazer uma cobertura internacional. 



Bruno durante o CBLOL, campeonato brasileiro de League of Legends. O jornalista está na área dos e-sports há dez anos (Foto: Bruno Alvares) 



Eduarda – Qual o cenário de competições que você fica mais animado em acompanhar e em escrever sobre?  

LeonButcher – Em toda a minha carreira de quase dez anos nos e-sports, oito deles foram somente cobrindo e falando sobre League of Legends, então, não posso esconder a minha preferência. Porém, tenho o comprometimento comigo mesmo de me manter atualizado sobre as competições de outros jogos, até porque acredito que um jornalista tem que saber falar com propriedade sobre vários assuntos da sua área. Então, hoje em dia, posso dizer que tenho conhecimento para falar sobre outros jogos, como Rainbow Six, Counter-Strike, entre outros. 


Eduarda – Como foi a experiência de trabalhar na Riot Games?

LeonButcher – Costumo dizer que a Riot foi o trabalho dos sonhos que eu nunca sonhei. Tive que fazer 13 entrevistas, sendo que duas delas foram em inglês. Foi um processo que demorou seis meses, uma coisa extremamente longa. No meu segundo ano na faculdade, consegui entrar e foi bacana, porque eu já conhecia quase todo mundo de lá por anteriormente narrar os campeonatos, mas eu nunca tinha pensado em trabalhar como jornalista para eles, até abrirem uma vaga. No começo, a empresa tinha uma energia de startup. O pessoal ainda estava entendendo como funcionavam as coisas e os gastos eram doidos. Só que em 2015, a Tencent, uma empresa chinesa, comprou a Riot, e tudo mudou da água para o vinho. Perdeu essa mentalidade de startup e os projetos começaram a serem escolhidos com mais cautela, o cenário se profissionalizou e o jogo acabou virando também algo para jogadores casuais. Fiquei na Riot por 4,5 anos, e só quando entrei para um novo emprego, no Omelete, vi o quanto que trabalhar lá foi como uma verdadeira escola. Aprendi a lidar com equipes e, principalmente, a ter uma gestão extremamente humana, que se importa com os feedbacks da comunidade. Na Riot, tínhamos muita liberdade de expressão, não precisava ficar naquela coisa quadrada que algumas empresas exigem. Sou muito agradecido e quero passar adiante essas lições que aprendi trabalhando lá.  


Eduarda – Qual é a maior dificuldade de fazer jornalismo no meio dos e-sports?  

LeonButcher – Vou separar em duas partes, a do pessoal que consome e entende do mundo dos videogames e a do pessoal que não consome e não entende. A galera que não entende sempre questiona sobre eu trabalhar com “joguinhos” de computador, e sinto que existe um preconceito formado em relação a isso, mesmo que esteja diminuindo. Meus pais não acreditavam na minha carreira até eu receber meu primeiro salário e eles verem, em um evento, o pessoal me reconhecendo. Aí eles me olharam e falaram: “Ok, isso aqui não é só você ficar trancado no quarto jogando”. Fico feliz que. hoje em dia. meus priminhos que gostam de assistir jogos não são mais criticados, porque meus tios sabem que aquilo pode dar um futuro e que é uma profissão por causa do meu exemplo e de mais vários outros profissionais da área. Já a dificuldade de dentro do cenário é que os jornalistas têm muito contato direto com a torcida e com os próprios jogadores. Às vezes, penso que perdem a essência do jornalismo em manter, dentro do possível, uma imparcialidade. Ocorre também a falta de ética em querer, a todo custo, descobrir furos ou rumores sobre os times. Qualquer pessoa pode publicar na internet informações verdadeiras ou falsas, e acho que os jornalistas desse meio precisam ser mais cautelosos com essas fontes duvidosas, pois é muito prejudicial para um cenário que está em desenvolvimento ainda ficar poluído por notícias falsas. Os jornalistas de e-sports precisam zelar pelo meio que eles também fazem parte.


Eduarda – A comunicação com os times profissionais para conseguir pronunciamentos ou notas é acessível? 

LeonButcher – Apesar de eu conhecer e ter contato direto com muitos jogadores por ter visto eles se tornarem o que são, acredito que a maioria das pautas que consigo hoje não são por isso ou por estar há anos no cenário, mas porque eu consegui cultivar um relacionamento com os times e suas assessorias de imprensa, o que transmite confiabilidade sobre o meu trabalho. Já recebi muitas informações de fontes confiáveis antecipadamente sobre coisas sérias ou sobre aposentadorias de jogadores famosos, porém, eu nunca fui lá e corri para fazer uma matéria de três parágrafos só para não perder o furo. Então, por eu fazer um new journalism, um jornalismo mais lírico e literário, procuro apurar muito bem as informações. Como, por exemplo, se descubro que o Kami vai se aposentar, vou ir atrás para falar com ele e com fontes próximas a ele para fazer uma crônica que homenageie a importância que ele teve para o cenário e não apenas postar uma notícia rasa para ganhar buzz em cima da situação. 


Eduarda – Qual o significado do seu nickname “LeonButcher” nos jogos?

LeonButcher – É uma história bem estranha, na verdade. Eu sempre gostei de filmes de faroeste e queria botar o meu nome no LoL de “Butch Cassidy”, que era um famoso bandido do Velho Oeste, mas alguém já tinha colocado. Então, acabei pensando em “Butcher”, que também já tinha alguém utilizando. Daí, a minha avó deu a sugestão de colocar “Leão” junto, só que, como era no servidor norte-americano, eu queria algo mais gringo. Aí, transformei em “Leon”. Engraçado é que Kami, BrTT, Takeshi, enfim, o pessoal que me conheceu antes de 2015, me chama de Leon, e o que me conheceu depois me chama só de Butcher. Acho que sou mais Butcher do que LeonButcher agora. 


Eduarda – Você já sofreu críticas ou ataques de torcedores devido a uma matéria ou análise?

LeonButcher – A confiabilidade que eu passo para os times profissionais chegou também na torcida dessas equipes. Então, nunca recebi nenhum tipo de ataque, mesmo já tendo publicado matérias que eu jurava que iriam gerar discussão. Mas o pessoal acabou entendendo e não interpretando como algo maldoso. Acho que é uma relação de troca. Eu ofereço um conteúdo bem apurado, confiável, e escuto as críticas construtivas. As pessoas acabam entendendo o meu ponto. 


Eduarda – Para finalizar com chave de ouro, que conselho você daria para os estudantes de Jornalismo que sonham em trabalhar com e-sports?

LeonButcher – É muito difícil dar conselhos (risos). Quando eu comecei, as coisas eram muito diferentes, mas sempre digo para fazerem um portfólio, mesmo que pequeno. No começo do ano, abrimos duas vagas de redator para a The Enemy, e recebi uns 150 currículos. Vi muitas pessoas mandarem mensagens dizendo que não tinham portfólio, não tinham matérias publicadas, mas que eram formadas em Jornalismo. Enfim, várias informações perdidas em que não conseguíamos analisar o conteúdo, a escrita e a capacidade da pessoa de fazer uma análise de um jogo. Então, não tenham medo de botar a cara: publiquem matérias em portais colaborativos, como o Baserush , ou então criem um blog, um Medium ou um canalzinho no YouTube para ir desenvolvendo a fala e as habilidades de edição. Tudo isso serve como uma vitrine para quando surgir uma vaga você ter conteúdo para mostrar. Não tenham medo de dar a cara a tapa, porque é disso que o jornalismo é feito, sempre temos que sujar as botas. 


(*) Aluna de Jornalismo. A matéria foi produzida originalmente no segundo semestre de 2021 para a disciplina de Profissão Jornalista. Todas as informações foram atualizadas recentemente por Eduarda. 

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Alunos participam de live com o jornalista paulista Arnaldo Ribeiro https://mescla.cc/2020/08/19/alunos-participam-de-live-com-o-jornalista-paulista-arnaldo-ribeiro/ https://mescla.cc/2020/08/19/alunos-participam-de-live-com-o-jornalista-paulista-arnaldo-ribeiro/#respond Wed, 19 Aug 2020 20:32:52 +0000 http://mescla.cc/?p=13721 Uma das atividades práticas do curso de Jornalismo que proporciona a experiência da rotina produtiva de reportagem é a Beta Redação (Laboratório de Jornalismo). Na editoria de Esportes, na noite desta segunda-feira (17), os estudantes puderam conversar via Teams (aplicativo de videoconferência) com um dos mais conhecidos comentaristas esportivos do Brasil. Arnaldo Ribeiro, que já […]

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Uma das atividades práticas do curso de Jornalismo que proporciona a experiência da rotina produtiva de reportagem é a Beta Redação (Laboratório de Jornalismo). Na editoria de Esportes, na noite desta segunda-feira (17), os estudantes puderam conversar via Teams (aplicativo de videoconferência) com um dos mais conhecidos comentaristas esportivos do Brasil. Arnaldo Ribeiro, que já teve passagem pelo jornal Folha de São Paulo e pela revista Placar, hoje atua no programa Seleção SPORTV. Dono de um currículo repleto de participações com a seleção brasileira de futebol e coberturas esportivas de peso, Ribeiro conversou durante duas horas com os alunos e convidados da live.


A conversa teve mediação dos professores da disciplina Sérgio Endler e Micael Behs, responsáveis pela supervisão das reportagens na editoria de esporte. “Apesar de instabilidades iniciais no sistema, a aula foi um sucesso”, comenta Micael. A proximidade com jornalistas renomados e experientes acabou sendo um dos diferenciais possibilitados pelas lives, que se popularizaram durante a pandemia.


“Achei uma oportunidade incrível”, concorda a estudante do 7º semestre, Letícia Guintani da Costa. “O Arnaldo possui experiências muito importantes e enriquecedoras para o esporte, como a cobertura de Copas do Mundo. Algo que é um sonho para todo jornalista que trabalha na área.”


O ambiente virtual tem proporcionado encontros antes não pensados como possíveis. Para o jornalista da SPORTV, essa transformação deve perdurar após o fim da pandemia. “Os entrevistados se sentem mais à vontade em suas casas e dificilmente recusam entrevistas”, salienta ele. O professor Endler situa as lives como uma possibilidade importante para esse período de isolamento físico entre as pessoas. “Foi uma conversa ótima pela qualidade das informações, das perguntas”, observa ele. 


Com liberdade para questionar, os alunos aproveitaram para saber sobre as polêmicas envolvendo as declarações fortes do jornalista, como quando disse que “Romário é superestimado, além de ser muito chato”. “Eu realmente acredito no que eu falo. Tenho orgulho das minhas opiniões e não faço delas bandeiras, são espontâneas e eu gosto de defendê-las.”


Outra opinião defendida por Ribeiro é que a adaptação precisa ser protagonizada pelo jornalista, antes mesmo dos  das empresas jornalísticas. Passando por veículos impressos, como os grandes jornais de São Paulo e uma revista especializada em esportes, o jornalista teve de acompanhar a evolução das tecnologias e procurar reinventar o lugar do esporte no mundo do consumo informativo. Hoje, inclusive, Arnaldo Ribeiro mantém um
canal no Youtube onde produz material jornalístico e opinativo sobre futebol e tem conseguido maior alcance durante a pandemia.


Para as disciplinas práticas da Beta Redação, que também conta com editorias de
Economia, Política, Cultura e Geral, as lives se tornaram uma dinâmica funcional para reunir alunos e profissionais. 


Para conferir a cobertura da live e outras matérias, acesse o medium da
Beta Esporte.

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Jornalista oferece curso online gratuito sobre Jornalismo Esportivo https://mescla.cc/2018/10/19/jornalista-oferece-curso-online-gratuito-sobre-jornalismo-esportivo/ https://mescla.cc/2018/10/19/jornalista-oferece-curso-online-gratuito-sobre-jornalismo-esportivo/#respond Fri, 19 Oct 2018 19:42:55 +0000 http://mescla.cc/?p=8279 Trabalhando há 15 anos como repórter esportivo, Gustavo Berton oferece treinamento online para estudantes que querem atuar com o Jornalismo Esportivo. O repórter já cobriu eventos pela Band e pela Fox Sports, como a Copa do Mundo de 2014, Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro e o prêmio Roland Garros. Além de ter entrevistado nomes renomados do […]

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Trabalhando há 15 anos como repórter esportivo, Gustavo Berton oferece treinamento online para estudantes que querem atuar com o Jornalismo Esportivo. O repórter já cobriu eventos pela Band e pela Fox Sports, como a Copa do Mundo de 2014, Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro e o prêmio Roland Garros. Além de ter entrevistado nomes renomados do esporte, como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Rafael Nadal, Novak Djokovic, Serena Williams e Fernando Alonso.  

A semana de treinamento tem como objetivo preparar o jovem para o mercado de trabalho, técnicas para se destacar no mercado, redigir um bom texto e ajudar o estudante a perder o medo de reportagens ao vivo.  

Para se inscrever nas aulas, acesse o site 

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Alunos da Unisinos têm trabalhos aprovados no JPJor 2018 https://mescla.cc/2018/09/13/alunos-da-unisinos-tem-trabalhos-aprovados-no-jpjor-2018/ https://mescla.cc/2018/09/13/alunos-da-unisinos-tem-trabalhos-aprovados-no-jpjor-2018/#respond Thu, 13 Sep 2018 19:32:10 +0000 http://mescla.cc/?p=7602 O curso de Jornalismo da Unisinos será representado por cinco artigos, realizados por estudantes e egressos, no Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo – JPJor 2018. O evento acontecerá em São Paulo, no dia 7 de novembro, no Auditório da Universidade Anhembi Morumbi.   Essa é a oitava edição do encontro, que antecede a abertura do 16º SBPJor (evento da Associação Brasileira de Pesquisadores em […]

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O curso de Jornalismo da Unisinos será representado por cinco artigos, realizados por estudantes e egressos, no Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo – JPJor 2018. O evento acontecerá em São Paulo, no dia 7 de novembro, no Auditório da Universidade Anhembi Morumbi.  

Essa é a oitava edição do encontro, que antecede a abertura do 16º SBPJor (evento da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo). A apresentação dos trabalhos, que foram criados para as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), acontecerá com a mediação de professores e alunos de pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP. 

Ativismo LGBT em foco na internet 

Um dos artigos feitos na universidade é “O ativismo LGBT no YouTube: uma proposta de mapeamento”, feito por Anderson Guerreiro com a orientação da professora Maria Clara Aquino Bittencourt. A pesquisa foi motivada pelo interesse de Anderson pelo tema e sua participação em um trabalho de Maria Clara sobre a midiatização do ativismo.

 

Tcc Canais LGBT
Anderson conta que mapeou 89 canais de Youtube com a temática em sua pesquisa. Foto: Acervo Pessoal

O jovem pesquisador destaca como vantagens de participar do encontro as vivências e a valorização do currículo. “Com meus planos de entrar para o mestrado, eventos do porte da JPJor se somam a um aprendizado que julgo importante para um pesquisador júnior”, destaca. 

Identidade brasileira na mídia 

Jornalista formada pela Unisinos, Caroline Garske Rosa, estará no evento com o trabalho “A Representação da Brasilidade na transmissão das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016”, orientado pela professora Sabrina Franzoni. Pesquisar sobre o assunto, conforme Caroline, não é somente observar a cultura do país, mas como ela é construída. “É uma forma de entendermos o que somos, por que somos e as diversas formas de manifestações culturais do Brasil”, afirma. 

Para a jovem, a representação do que é ser brasileiro está ligada à comunicação, por ser vista em novelas, reality shows e programas de auditório. O trabalho se destaca por abordar a cobertura de um evento esportivo sob a ótica de representatividade. Caroline espera de sua ida ao JPJor o crescimento de sua bagagem acadêmica e cultural. 

Cobertura de guerra sob análise 

Além da bagagem acadêmica, um artigo de destaque pode ser uma motivação para o início de um mestrado. É o caso de Eduarda Moraes, que estará no encontro com o artigo “Jornalismo e conflito: singularidades da cobertura do site El País durante retaliação dos EUA na Síria”.  Eduarda espera no futuro seguir com essa linha de pesquisa, sendo o próximo artigo sobre correspondentes internacionais que cobrem conflitos. 

 

TCC sobre Jornalismo de Guerra
Eduarda analisou um episódio na guerra da Síria que envolveu os Estados Unidos. Foto: Acervo Pessoal

O trabalho teve a orientação da professora Anelise Zanoni e analisa a relação entre o jornalismo e os conflitos. Para a estudante, as guerras têm o poder de dar mais visibilidade ao trabalho jornalístico. “Por alguns motivos, que especifico no artigo, o público em geral é atraído por situações conflituosas””, relata. 

 Narrativas de viagem no Jornalismo 

Na categoria de Comunicações Livres, considerada mais profissional, está o trabalho “Jornalismo e alteridade: narrativas de viagem na reconstrução da Colômbia como destino turístico”. O artigo foi feito por Manoela Petry com a orientação de Anelise Zanoni. Manoela celebra sua participação no SBPJor, que será o primeiro evento acadêmico que participará fora da Unisinos e também como jornalista graduada. “Espero que seja uma experiência enriquecedora para minha vida profissional e também pessoal”, comenta a jovem pesquisadora. 

O trabalho da professora, voltado para narrativas de viagem, foi uma motivação para que a então estudante escolhesse o tema para a pesquisa. Anelise, além de dar aulas na universidade e atuar como pesquisadora, mantém o site de viagens Travel Terapia. 

Início de uma carreira de comentarista 

Uma área desejada por muitos estudantes, o jornalismo esportivo estará representado no evento com o trabalho “O Comentarista Esportivo no Radiojornalismo: uma enunciação técnica e cultural, por meio de uma linguagem crítica e opinativa” de William Szulczewski. O jornalista encara o artigo e sua presença no JPJor como um ponto de partida para a sua carreira na área em que deseja atuar: “Meu maior desejo é iniciar o Mestrado e, futuramente, atuar na profissão de comentarista esportivo”.  

O trabalho do jornalista diplomado pela Unisinos teve a orientação de Sabrina Franzoni. Com a pesquisa, ele descobriu mais sobre o perfil dos comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, além das particularidades desse trabalho. As descobertas foram baseadas nas entrevistas realizadas com oito comentaristas do estado. 

Para quem quiser conferir os trabalhos selecionados para o evento, a organização do JPJor 2018 irá disponibilizar pelo site o acesso completo em outubro.  

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Palestra sobre jornalismo esportivo reúne diferentes profissionais https://mescla.cc/2018/05/23/palestra-sobre-jornalismo-esportivo-reune-diferentes-profissionais/ https://mescla.cc/2018/05/23/palestra-sobre-jornalismo-esportivo-reune-diferentes-profissionais/#respond Wed, 23 May 2018 20:55:27 +0000 http://mescla.cc/?p=6170 Uma das maiores influências para alunos de Jornalismo está ligada à área esportiva. Grande parte dos egressos e estudantes do curso iniciam a graduação com o intuito de trabalhar em cobertura de eventos esportivos, reportagem, rádio, televisão e jornal.   Em uma troca de experiências e histórias memoráveis, os jornalistas José Alberto Andrade, Vagner Martins e Amanda Munhoz  falaram sobre os bastidores do mundo da bola no debate de encerramento […]

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Uma das maiores influências para alunos de Jornalismo está ligada à área esportiva. Grande parte dos egressos e estudantes do curso iniciam a graduação com o intuito de trabalhar em cobertura de eventos esportivos, reportagem, rádio, televisão e jornal.  

Em uma troca de experiências e histórias memoráveis, os jornalistas José Alberto Andrade, Vagner Martins e Amanda Munhoz  falaram sobre os bastidores do mundo da bola no debate de encerramento da Semana Acadêmica do curso de Jornalismo da Unisinos, em Porto Alegre, a mediação foi feita pelo formando William Szulczewski.  

Foto: Giulia Godoy

Altos e Baixos 

Trabalhar com jornalismo esportivo é aprender a lidar com situações delicadas, saber que há momentos de glória e de derrota, e que ambos precisam ser noticiados para melhor atender o público. A dúvida é como abordar questões mais críticas, sem resultar em um relacionamento ruim com o grupo de atletas e membros do clube. 

Para o repórter da Fox Sports Vagner Martins, um dos fatores importantes para desenvolver este papel é deixar claro que o trabalho não deve misturar opiniões pessoais. “Por mais óbvio que seja, por vezes se criaram conflitos devido a este equívoco. Eu posso questionar se o treinador vai substituir o goleiro, mas vou ter que saber que se ele fizer uma boa partida na próxima semana eu tenho que fazer um especial sobre isso”, explica o repórter. 

Um espaço de luta 

Recentemente o movimento #DeixaElaTrabalhar tomou conta das redes sociais e repercutiu em noticiários globais. A hashtag foi adotada por jornalistas mulheres que já sofreram algum tipo de assédio durante o trabalho, mostrando a necessidade de do respeito como profissionais, assim como ocorre com os demais colegas. 

A jornalista e repórter da Rádio Gaúcha Amanda Munhoz conta como é experiência e rotina de trabalhar nesse ambiente. “Eu sou privilegiada, meus colegas me respeitam muito. Mas o meio esportivo é um ambiente muito machista, e eu acredito que com toda essa mobilização, aos poucos, eles estão aprendendo que não é uma questão de gênero, eu posso sim discutir um 3-5-2 contigo, e também com meus colegas. E eu vou tentar buscar espaço pra mim e abrir caminho pra vocês que estão entrando, para as mulheres que querem trabalhar com jornalismo esportivo”, afirma Amanda. 

Foto: Liane Oliveira

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Marcus Von Groll https://mescla.cc/2017/12/08/marcus-von-groll/ https://mescla.cc/2017/12/08/marcus-von-groll/#respond Fri, 08 Dec 2017 17:16:36 +0000 http://mescla.cc/?p=4560 O esporte sempre esteve presente na vida de Marcus Von Groll. Gremista fanático e ouvinte de jornadas esportivas desde criança, ele não esperava que o esporte fosse presente em uma parte tão grande da sua vida no futuro. Criador do site Travinha Esportes, Marcus tem a missão de representar e falar sobre os esportes esquecidos […]

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O esporte sempre esteve presente na vida de Marcus Von Groll. Gremista fanático e ouvinte de jornadas esportivas desde criança, ele não esperava que o esporte fosse presente em uma parte tão grande da sua vida no futuro. Criador do site Travinha Esportes, Marcus tem a missão de representar e falar sobre os esportes esquecidos pela mídia tradicional por todo o Brasil.

Trabalhando com o pai em uma empresa de Engenharia Elétrica, Marcus tentou seguir na área e iniciou um tecnólogo na Ulbra. Não se entendendo com as Exatas, ele logo percebeu que não seria feliz naquele caminho e decidiu mudar para o Jornalismo. Em 2007 ele entrou no curso. “Foi minha realização, foi tirar um peso das costas quando eu ingressei no curso de Jornalismo”, relembra ele.

Com o exemplo do pai empreendedor, Marcus nunca imaginou trabalhar em algum veículo, mas empreender na Comunicação e principalmente na editoria de esportes. “Eu sempre quis ter o meu próprio negócio. Eu nunca pensei em ‘eu vou fazer Jornalismo para trabalhar em algum veículo’. Eu queria Jornalismo para fazer algo diferente, explorar o que não foi explorado. Queria trabalhar com aquilo que eu gosto, que é o esporte”, comenta ele ao relembrar do início da faculdade.

Travinha participando de programa de rádio. (Foto: Arquivo pessoal)

Apaixonado por rádio, ele começou a trabalhar em 2008 na área e em 2010 a oportunidade de inovar surgiu. “Eu comecei a trabalhar em uma rádio e só falava de futebol, nessa época eu fui do 8 para 80. Comecei a fazer um quadro de curiosidades olímpicas e comecei a pegar o gosto pelas outras modalidades. Foi quando eu vi que ninguém falava sobre isso ninguém explorava essas competências”, recordou Marcus.

Durante a produção desse programa que Marcus percebeu lacunas deixadas pelo Jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul e decidiu preenchê-las. “Criei o site primeiro, trazendo a ideia de histórias e regras dos esportes e depois a coisa foi começando a acontecer”. Após a disciplina de Jornalismo Televisual, com o incentivo da professora Luiza Carravetta, Marcus comprou a câmera e começou a transmitir e filmar jogos das mais diversas modalidade. O nome “travinha” veio logo depois que um amigo relembrou o apelido de infância de Marcus, que parecia ter na trave o alvo dos seus chutes.

Hoje, o Travinha Esportes já se expandiu e virou marca para o jornalismo esportivo do RS, criando inclusive como ramificação o Travinha Comunicações. “A empresa vem do site. Eu não comecei o Travinha como um negócio, a coisa foi acontecendo. Quando eu o fiz, havia paixão por algo que eu gostava”, comenta Marcus. O começo, apesar de ter muita paixão, também trouxe dificuldades. “Para mim era um prazer estar pagando para trabalhar. A dificuldade foi na questão da cobrança de como ganhar dinheiro com isso, foi bem complicado o começo e está sendo até hoje. Você está prestando um serviço e nada disso é de graça, tanto que ninguém vive do amor”, conta ele.

Entrevista durante jogo de beisebol. (Foto: Arquivo pessoal)

A informação precisa também se tornou um obstáculo ao trabalhar com o esporte no meio amador. “A dificuldade que a gente tem quando vai transmitir o evento é justamente conseguir informações sobre a equipe, histórico e escalação, mas o lado bom é que esse pessoal é muito aberto, vai até o lugar que tu quer para fazer a entrevista e entende eventuais complicações”, explica.

Mesmo com as dificuldades, Marcus relembra da trajetória com amor. Sempre foi fácil encontrar pessoas que apoiassem e ajudassem o site, até mesmo sua noiva Nathália Ely ele conheceu através do Travinha. O reconhecimento das pessoas envolvidas com os clubes sempre é uma motivação segundo Marcus. “A galera reconhece o teu trabalho e isso é muito prazeroso. Eu já tive exemplos em que a torcida gritou o nome do site em competições de patinação. Dificuldades se tem, mas eu acho que tudo é aprendizado. Eu até sou agradecido por elas terem aparecido por me tornar melhor”, resume.

O Travinha vem se renovando e trazendo cada vez mais esportes para o seu grande leque. Patinação, hóquei, rugby, natação, atletismo, vôlei, beisebol fazem parte da rotina diária de notícias do site. Entre regras e modalidades diferentes Marcus recorda que o beisebol e o rugby foram os mais difíceis, mas hoje são os principais públicos do Travinha. “Passei a investir, a me especializar nas modalidades. Ainda tenho muito a aprender, mas aprendi bastante. Eles são os mais desafiadores mas também são os mais apaixonantes. No rugby gaúcho eu estou tendo um acolhimento muito grande, todos os clubes conhecem o Travinha, assim como o beisebol, mas daí é nacionalmente que eles conhecem pois somos os únicos que transmitimos no Brasil.”

Para o futuro, Marcus espera crescer cada vez mais. “Fincar raízes, ser o site referência nesse espaço. O próximo passo é profissionalizar o site e oferecer os serviços com excelência”, sintetiza ele.  Apesar de meta para o futuro, o reconhecimento já é algo concreto o  Travinha Esportes irá receber o troféu de Destaques Esportivos Afers 2017 como o Programa Esportivo do ano em dezembro, Marcus considera isso uma motivação para continuar.

Marcus e Nathália com o Prêmio de Destaque Esportivo (Foto: Arquivo pessoal)

Como dica para quem quer trabalhar no meio e fazer um conteúdo autoral Marcus afirma que o segredo é ser persistente e ousar. “Fazer o diferente, explorar o que não foi explorado. Tem muita coisa ainda para ser explorada, são várias as modalidades que você pode se tornar especializado nela”, sintetiza.

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Comentarista do SporTV, Sérgio Xavier Filho, palestra para alunos da Unisinos https://mescla.cc/2017/11/23/comentarista-do-sportv-sergio-xavier-filho-palestra-para-alunos-da-unisinos/ https://mescla.cc/2017/11/23/comentarista-do-sportv-sergio-xavier-filho-palestra-para-alunos-da-unisinos/#respond Thu, 23 Nov 2017 19:11:15 +0000 http://mescla.cc/?p=4307 Na noite de segunda-feira (20), o jornalista Sérgio Xavier Filho, comentarista dos canais SporTV e ex-editor da Revista Placar, palestrou para alunos da Unisinos Porto Alegre. Ele contou sobre sua trajetória na profissão, falou sobre seu livro, o recém lançado “17 Grandes Polêmicas do Futebol Brasileiro”. Ele começou o bate-papo falando sobre sua trajetória. Disse […]

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Na noite de segunda-feira (20), o jornalista Sérgio Xavier Filho, comentarista dos canais SporTV e ex-editor da Revista Placar, palestrou para alunos da Unisinos Porto Alegre. Ele contou sobre sua trajetória na profissão, falou sobre seu livro, o recém lançado “17 Grandes Polêmicas do Futebol Brasileiro”.

Ele começou o bate-papo falando sobre sua trajetória. Disse que entrou no Jornalismo por causa da paixão por esportes. “Eu precisava me divertir trabalhando, e a forma que eu via de me divertir era trabalhando com Jornalismo Esportivo, principalmente com futebol”, contou.

Ele seguiu contando que após entrar na universidade viu que o jornalismo era muito mais que futebol. “Pude ver durante a faculdade que havia áreas bem mais interessantes que a esportiva, dessa forma comecei a me apaixonar pelo curso”, comentou. Xavier disse ainda que seu trabalho foi no jornal “Diário do Sul”, que durou apenas dois anos, de 1986 à 1988. “Infelizmente o jornal durou pouco pois tinha um projeto bem ousado, e tinha bons profissionais”, disse.

Sérgio Xavier conta histórias de sua trajetória. Foto: Liane Oliveira

Xavier afirma que teve bastante sorte ao longo da carreira. Numa delas, ele foi designado para uma editoria de assuntos especiais do jornal, pois o veículo queria ganhar prêmios. “E funcionou, ganhamos alguns prêmios lá, essa eu chamo de primeira sorte, mas pouco depois o jornal fechou e ficamos eu e mais 150 pessoas sem emprego”, lembra.

Dois meses depois do fechamento do jornal, o jornalista teve o que chama de “segunda sorte”, pois foi chamado para fazer freelancer no Estado de São Paulo, e segunda ele, era bem difícil. “Nós mandávamos laudas e mais laudas com a matéria feita, e comemorávamos quando saía uma ou duas linhas no impresso, pois havia sido nós mesmos que havíamos apurado a informação”, rememora.

Ele comenta também que nessa mesma época uma ex-editora sua do Jornal do Sul foi contratada pelo Estado de São Paulo, na parte de economia, e o convidou para trabalhar com ela em São Paulo. “Aceitei na hora e me mudei pra lá. Com isso, aprendi bastante coisa sobre economia, mercado financeiro, matemática financeira e pensei que com isso me tornaria um jornalista econômico”, contou.

Mas a sorte não o abandonou. “Para minha sorte, novamente, nesse período, a Revista Placar estava criando um novo projeto, o “Sexo, Futebol e Rock n’ Roll”, e me convidaram para ser um dos editores, aceitei e lá na revista permaneci por 21 anos, passando por vários cargos diferentes”, disse. Em 2010, com a crise da revista, Xavier optou por pedir demissão, antes o que o mandassem embora.

Profissional falou sobre o comentário esportivo. Foto: Liane Oliveira

Nos anos anteriores o comentarista vinha fazendo participações em programas dos canais SporTV, e quando se desligou da Revista Placar, o jornalista e a apresentador do canal, André Rizek o convidou para trabalhar definitivamente na casa. “Topei na hora, pq é o que eu gosto de fazer e já vinha fazendo, apenas oficializei”, disse.

Além dos trabalhos como editor na época de Revista Placar, Xavier também cobriu cinco Copas do Mundo: 94, 98,2006,2010, e 2014.

Questionado sobre jogadores de futebol que trabalham como comentaristas e apresentadores, ele não vê problemas, desde que o profissional esteja preparado para a função. “Se o cara for carismático e souber do que está falando a audiência já costuma gostar, porém, eu penso que a pessoa precisa de uma preparação, não adianta simplesmente colocar um ex-jogador numa bancada só porque ele já jogou bola”, explica.

Ele ainda pensa que esse é o motivo pelo qual a faculdade de Jornalismo é tão importante. “É nela onde a pessoa aprende o que é a profissão e como fazê-la, quem faz Jornalismo já está mais preparado para exercê-la do que quem nunca estudou”, disse.

Acidente Chapecoense

Ainda foi abordado no bate-papo o trágico acidente ocorrido com a equipe da Chapecoense. Disse que é impossível não se colocar no lugar de quem sofreu o acidente, dos quais muito eram seus colegas de profissão. “Dois dias antes eu estava com aquelas pessoas cobrindo um jogo do Palmeiras, no Palestra Itália, quando soube da notícia fiquei desolado”, lamentou.

Ele completou dizendo que é nesse momento que se separa o jornalista puro do jornalista esportivo. “Eu já havia feito cobertura de tragédias ao longo da carreira, então eu sabia como lidar com aquela situação, por mais difícil que fosse. Era preciso ter muita sensibilidade e respeito”, finalizou.

O livro

Ao falar de seu livro, Xavier citou um dos capítulos mais importantes: Final da Copa de 1998. Ele conta que tentou abordar o ocorrido naquele dia da forma mais jornalística possível. “Não quis emitir minha opinião no livro, apenas narrar os fatos ocorridos naquele dia para que o próprio leitor tenha sua visão do que aconteceu”, explica.

Xavier falou sobre curiosidades de seu livro. Foto: Liane Oliveira

Jornalismo e entretenimento

Para o comentarista, os dois, infelizmente, andam juntos. O jornalismo hoje depende, de certa forma, do entretenimento. “É um mal necessário, as pessoas hoje em dia não querem mais apenas saber das notícias daquela forma clássica, séria, muitas querem algo mais descontraído, assim, o entretenimento acaba ganhando bastante espaço”, comenta.

Ele ainda diz que o Jornalismo não acabou pelo entretenimento estar tão ligado com a profissão. “Muitas pessoas contam a mesma história. Então quem conseguir contar de uma forma diferente e que chame atenção, conquistará o ouvinte”, disse.

Jogadores e Assessorias

Sérgio Xavier fala que o contato com os jogadores, hoje em dia, é mais restrito. Diz que, com as assessorias dos clubes e dos próprios profissionais, o contato com os jogadores, via clube, ficou mais limitado, mas que se o jornalista é bom, há muitas formas de contornar isso. “Desde a invenção do Whatsapp, Twitter, Facebook, é quase impossível um assessor blindar 100% um atleta. Então, é sim possível ter contato com os atletas sem passar pela assessoria.

O Jornalismo Esportivo no futuro

De acordo com o jornalista, as emissoras precisam se renovar, e ele têm visto isso em algumas, como a SporTV, que possui projetos para buscar novos talentos. “O futuro do Jornalismo são os novos profissionais, as empresas precisam dar espaço para que novas pessoas apareçam e possam exercer a função” opina.

Também foi comentado sobre o futuro das transmissões esportivas. Xavier pensa que o atual sistema de TV por assinatura não faz mais sentido. Para ele, “o futuro é a internet. Em breve essas transmissões serão feitas pela internet, a pessoa não precisará mais pagar por um pacote fechado de jogos, escolherá os que deseja ver e ainda pagará pouco por isso”.

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Jornalismo Esportivo foi tema de debate na Semana da Comunicação https://mescla.cc/2017/10/25/jornalismo-esportivo-foi-tema-de-debate-na-semana-da-comunicacao/ https://mescla.cc/2017/10/25/jornalismo-esportivo-foi-tema-de-debate-na-semana-da-comunicacao/#respond Wed, 25 Oct 2017 20:05:46 +0000 http://mescla.cc/?p=3861 Na última sexta-feira (20/10), ocorreu o último dia da Semana da Comunicação dos alunos da Unisinos Porto Alegre. A atividade foi um painel sobre Jornalismo Esportivo, que contou com as participações dos jornalistas Carlos Guimarães (Rádio Guaíba), Diogo Rossi (Rádio Grenal), Douglas Demoliner (Rádio Gaúcha), Jairo Kuba (Rádio Galera) e Rodrigo Morel (SBT). No bate-papo […]

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Na última sexta-feira (20/10), ocorreu o último dia da Semana da Comunicação dos alunos da Unisinos Porto Alegre. A atividade foi um painel sobre Jornalismo Esportivo, que contou com as participações dos jornalistas Carlos Guimarães (Rádio Guaíba), Diogo Rossi (Rádio Grenal), Douglas Demoliner (Rádio Gaúcha), Jairo Kuba (Rádio Galera) e Rodrigo Morel (SBT). No bate-papo foram debatidos assuntos referentes ao mundo esportivo.

Um dos temas foi a importância de sempre verificar a veracidade das informações. Para Jairo Kuba, o principal no jornalismo não é ter determinada notícia, mas checá-la antes de repassar ao ouvinte. “Não basta ter uma informação importante, ou um furo, se a informação não for verdadeira, pois isso pode tomar uma dimensão muito grande, e não é tão simples consertar uma divulgação errada”, comentou Kuba.

Outro assunto debatido foi a visão que os estudantes costumam ter sobre o jornalismo esportivo. Diogo Rossi pensa que os alunos têm uma visão deturpada do que é o mercado. “É mais difícil do que muitos pensam, nosso dia-a-dia não é fácil. São muitas viagens onde muitas vezes mal temos tempo de ir no hotel descansar, é chegar, fazer a cobertura e voltar, é bastante desgastante”, disse.

Diogo Rossi (à esquerda), Douglas Demoliner (à direita). Foto: Liane Oliveira

Kuba concordou com o colega. Falou que vê muitas pessoas pensando que é glamourosa a vida de jornalista esportivo, pois podem conhecer muitas cidades diferentes pelo país e pelo mundo. “Mas essas pessoas se enganam, é tanta viagem que precisamos fazer para trabalhar que mal sobra tempo de conhecer as cidades”, afirmou.

Com a popularização das redes sociais, e o uso cada vez mais frequente, tanto por jornalistas, quanto pelas empresas, alguns profissionais têm se tornado subcelebridades. Para Demoliner, isso pode ser perigoso. “O jornalista jamais deve ser maior que a notícia, o foco principal deve ser sempre a informação e nunca o jornalista”, opinou.

As redes sociais também aproximaram o público dos jornalistas, e isso os deixou mais expostos do que nunca. Guimarães diz que os jornalistas então tendo que aprender a receber críticas. “Não se deve partir para o confronto, nem responder um ouvinte de forma ríspida, e nem se deixar esmorecer, pois o mundo não acaba com uma crítica”, completou.

Jairo Kuba (à esquerda), Carlos Guimarães (ao centro), Rodrigo Morel (à direita). Foto: Liane Oliveira

Carlos Guimarães falou sobre o deslumbramento com a profissão. Para ele, é importante que o profissional tome cuidado para não perder o foco. “Penso que não devemos ver o jornalismo com deslumbramento, e sim como uma emprego comum, onde somos funcionários, cumprimos nossos horários e somos pagos para isso”, explicou.

Ele ainda afirma que uma parte da nova geração de jornalistas tem entrado na profissão com esse pensamento, pensando que tudo é fácil, e que ser jornalista esportivo se resume a pegar um microfone e falar para a audiência. “Abrimos mão de muita coisa pela profissão, não passamos o dia de pernas pro ar vendo futebol em várias telas simultâneas, não temos tempo para isso”, enfatizou Guimarães.

Guimarães ainda falou da importância que tem uma opinião. Para ele, deve-se ter muito cuidado antes de emitir uma opinião sobre determinado assunto. “Já dei opiniões fortes e definitivas  que depois acabei me arrependendo, como quando na época na contratação do Elano pelo Grêmio, que eu chamei ele de ex-jogador, que é algo muito forte a se dizer”, falou.

Entender o que o público quer ver ou ouvir também foi discutido. Para Rodrigo Morel, é um grande desafio entender o que o público espera assistir. “Por exemplo, no programa que eu produzo, no SBT, grande parte do público é criança ou dona de casa, então é necessário sempre explicar o que está acontecendo, qual a posição do jogador que está sendo citado, pois o público não é adepto daquela linguagem”, comentou.

Carlos Guimarães e Rodrigo Morel. Foto: Liane Oliveira

Ao falar de sua emissora, a Rádio Galera, Kuba contou que eles precisaram se estruturar bastante para crescer e criar credibilidade. “Não é fácil se manter como rádio web, tendo audiência, retorno financeiro, e ainda mantendo uma equipe para coberturas de jogos e de treinos diários da dupla Grenal”, explicou

Disse também que, para conseguir crescer, a rádio precisou ir atrás de um público que não existia. Dessa forma, foram atrás das categorias de base, e hoje fazem a cobertura dos jogos, e dão informações sobre os guris da base do futebol gaúcho. “Isso fez com que conseguíssemos fidelizar nossa audiência, pois atendemos a um nicho único” afirma.

A Rádio Grenal também foi atrás de um mercado diferente, apesar de falar de futebol e da dupla Grenal, a empresa tem um diferencial: ela fala de futebol 24 horas por dia. Diogo Rossi contou que essa segmentação da rádio fez ela crescer muito nos últimos anos. “Ao invés de enfrentar as outras emissoras, a empresa decidiu ir por outro caminho, e hoje é a segunda colocada no Ibope”, exemplificou.

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