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Não conseguiu assistir todas as palestras? Então, dê uma conferida abaixo nos principais destaques que o Mescla selecionou para você desse evento tão bacana da Escola da Indústria Criativa da Unisinos. Ao clicar no título da atividade, você poderá acessar a gravação, disponível em nosso canal no YouTube.

A convidada da primeira noite foi Branca Vianna, fundadora da Rádio Novelo, além de idealizadora e apresentadora do “Praia dos Ossos”. Esse podcast narrativo tem clima de novela, mas conta uma história real – e pesada – de um caso de feminicídio que ocorreu no Rio de Janeiro em 1976. O fato mexeu com a sociedade na época, chegando até a fomentar e trazer avanços para o movimento feminista no Brasil.

Branca nos falou sobre as dificuldades de pesquisa na documentação existente sobre o caso, explicando também o trabalho realizado nos bastidores de Praia dos Ossos. O crime ocorrido há 45 anos é ainda traumático na vida de muitas pessoas, o que trouxe a necessidade de um cuidado maior na hora da produção.
A Rádio Novelo é especialista em produzir material de resgate histórico – trazendo à tona o que nosso país adora esconder. Apesar da dificuldade que certos temas trazem na hora de falar deles, Branca acredita que a melhor forma de tratar sobre algo é contando uma história.

As profes Luciana Kraemer e Lisiane Cohen, além de todos que assistiram, certamente adoraram a participação de Branca Vianna. Foi lindo! Começamos bem.

Daniel Marenco é repórter fotográfico e produziu “Contramaré”, um documentário sobre a superação através da música e da transformação social nos conjuntos de favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro documentário produzido por Marenco, que mostrou, com um grande impacto para nossas telas, o trabalho realizado pela Orquestra Maré do Amanhã e o cotidiano violento dessas comunidades. Marenco é egresso do curso de Jornalismo da Unisinos. Desde a época de estudante, já mostrava um olhar muito humanitário – e curioso. Além disso, trabalhou como fotojornalista nos jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Zero Hora.

Calma, o profe Flávio Dutra está pausando a playlist dele. Ainda bem que todo mundo gosta de Beatles.

Ao descobrir o fotojornalismo, Marenco logo estabeleceu um grande vínculo – mas não imaginava um dia trabalhar com documentários. Contramaré chama a atenção pela simplicidade da produção, em que percebemos o olhar atento e sensível ao cenário, que pode parecer uma grande antítese – favela e música clássica. A Orquestra Maré do Amanhã tem mudado a vida de muitos jovens, causando uma transformação através da arte, ressignificando as possibilidades dentro desse difícil contexto social em que vivem.

Já na quarta-feira, a conversa foi com Camila de Ávila, que é doutoranda em Comunicação (Unisinos) e integrante dos grupos de pesquisa Audiovisualidades e Tecnocultura: Comunicação, Memória e Design (TCAv/Unisinos) e Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (Arise/USP); e com o Eduardo Harry Luersen, doutor em Comunicação (Unisinos) e integrante do TCAv/Unisinos e do Gamification Lab (Leuphana Universität Lüneburg).
O painel debateu sobre games e como as imagens e os sons são componentes importantíssimos para a imersão dos jogadores para essa dimensão virtual. Eduardo recuperou um pouco da história do som nos jogos digitais e a importância dele nos processos de aprendizagem. Além disso, comentou um pouco sobre o seu projeto de pesquisa de análise de sons e de como o design sonoro é determinante em jogos.

Já Camila falou um pouco sobre a “archaeogaming”, que trata da “arqueologia”, da memória dos jogos, e como isso acaba resultando em “jogos dentro de jogos”, que ela define como “incrustação”. O conceito se refere à ideia de games passados entrarem em jogos atuais, e como os jogos marcam o nosso tempo. Eles são tecnologias de mídia que já fazem parte da memória do mundo contemporâneo.
Esse painel trouxe bastante interação pelo chat!

A cineasta Yasmin Thayná, que é diretora e fundadora da Afroflix, nos contou sobre sua trajetória profissional como mulher negra, e sobre o trabalho de contar narrativas de fora do centro da produção cultural – no caso, da periferia. Yasmin produziu, em 2016, o curta-metragem Kbela, que traz como tema a questão da transição capilar das mulheres negras, que se veem numa “emboscada social”, fazendo parecer que o cabelo liso pareça o ideal e o cabelo crespo seja visto com preconceito. A história surgiu de um conto escrito pela jovem em 2013, após um alisamento machucar muito a sua pele, o que acabou sendo o estopim para dizer “chega!”.

Esse conto virou uma peça de teatro e, depois, ganhou o formato de curta-metragem. Kbela ganhou festivais de cinema, marcando como a violência e o racismo estão estruturados em diversas questões, e o quão libertador é poder assumir o cabelo crespo e a própria identidade natural. “É uma cura”, enfatizou Yasmin. Ela contou também sobre como quis colocar muitas mulheres na produção do filme, inclusive nas posições de chefia. “É um filme que fala de uma experiência vivida por muitas mulheres negras, mas é um filme, principalmente, sobre passagens, sobre transformação”, resume.

Glauco Cavalheiro é egresso de Publicidade e Propaganda da Unisinos (aliás, ele iniciou a carreira aqui na Agexcom como diretor de arte!). Ele migrou para a área de pesquisa posteriormente, com foco em UX Research, que basicamente é o trabalho de entender como os usuários de um produto ou serviço digital o entendem e como se relacionam com ele. Esse trabalho dá suporte para os demais desenvolvedores. Glauco nos contou um pouquinho da rotina de trabalho dele na Trivago, onde é Senior User Researcher, e como é realizado o planejamento de pesquisa e análise.

Glauco também mostrou a perspectiva dele sobre como acha legal trabalhar no mercado de tecnologia, os desafios da área e o retorno ao ver o próprio trabalho gerando impacto na vida das pessoas. Além de tudo, deu dicas de cursos, mentorias e ferramentas para quem deseja entrar na área de UX.

A Semana já está deixando saudades. Foi totalmente online e foi um sucesso, com bastante interação entre os alunos e os painelistas. A galera já está ansiosa para a próxima! Tomara que no ano que vem o look para participar do evento deixe de ser o pijama e o roupão. #xôcovid

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Como explica a professora Cybeli Moraes, responsável pela atividade, uma das preocupações dos estudantes foi trazer assuntos que tivessem relação com temas ecológicos e sustentáveis não somente no espectro ambiental: “Estamos falando, também, das relações humanas, coletivas e da cidadania. Por isso, os temas foram variados e foram escolhidos pelos próprio alunos”, comenta.
Questões como sustentabilidade, assentamento humano, novos processos de ensino e aprendizagem, práticas de conscientização e proteção de animais e novos modelos sustentáveis e colaborativos de empreendedorismo foram abordados durante os encontros pelos convidados representantes das iniciativas. Foram as iniciativas convidadas: Apoena Socioambiental, Ecovila Bambu, Fundação Ayni, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e Ponto Inovação Social.
Na primeira live, que abriu a programação do Inspira, Daiana Schwengber, do coletivo Apoena, falou sobre a importância dos processos sustentáveis. Nesta matéria, você pode conferir melhor o que rolou no primeiro encontro. Para você não perder nada, o Mescla vai te contar o aconteceu nos outros quatro encontros.
Luis Pereira da Ecovila Bambu, na live do dia 30/10, falou sobre os desafios e as questões que envolvem construir e criar uma ecovila. Segundo o convidado, um dos elementos essenciais para uma boa convivência é a conexão e a relação entre todas as pessoas: “Um ponto importante para uma ecovila é descobrir o que cola as pessoas uma às outras”, explica Luis. Biocultura e formas de viáveis de financiamento para uma ecovila também foram pautas do encontro.
“Pensei em criar uma escola que deixasse as crianças em estado de paz”, resume Thiago Berto ao falar sobre as motivações para criar a Fundação Ayni, em live. Tudo começou com uma viagem de três anos para o Butão, o reino budista encravado no Himalaia e conhecido por pregar a felicidade interna. O destino o levou a uma série de questionamentos internos. Coletando informações e reunindo experiências, Thiago fundou a Ayni, em 2018, com o objetivo de criar novos processos de aprendizado focado na liberdade.
Nesta outra live, a representante do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vania Nunes, apresentou as ações realizadas pelo projeto, que já existe desde 2000. As iniciativas e campanhas estão focadas, principalmente, em ações contra a caça, maus tratos e experimentações em animais. Vania ainda apresentou o Grupo de Resgate de Animais em Desastres (GRAD), que realizou trabalhos após os desastres ambientais em Mariana – MG e Brumadinho – MG, e comentou sobre a principal missão do projeto: “O Fórum tem a missão de lutar contra as piores práticas em relação aos animais, pois toda forma de vida importa” resume.
A última live da série foi na semana passada, dia 20. Cláudio Oliveira do Ponto Inovação Social falou sobre as atuações e os projetos desenvolvidos pela empresa, que tem como objetivo gerar impactos positivos e sustentáveis nos negócios e na sociedade, desenvolvendo ideias criativas e estratéticas. Segundo o publicitário, um ponto importante para gerar empreendimentos de impactos sociais é olhar mais para fora, no caso, o que acontece no mundo: “Além de olhar mais para o mundo, precisamos viver, experimentar e criar novas conexões”, defende.
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]]>Um exemplo é a disciplina de Contextos e Transdisciplinaridade. Para a segunda parte deste semestre, os alunos têm a tarefa de realizar um projeto autoral. A ideia é que eles vão a fundo em um de seus interesses. A atividade consiste em elaborar uma aula sobre o assunto escolhido, e deve conter pesquisas, apresentações sobre o tema e referências da área. Até agora, já ocorreram quatro aulas, que trouxeram temáticas como dublagem, moda sustentável, arquitetura e inclusão social e fotografia de rua.
No encontro sobre dublagem, participaram a atriz, locutora e especialista em dublagem Silvana da Costa Alves e o jornalista, locutor e dublador de filmes e games Pedro Espinosa.
No bate-papo sobre fotografia de rua, entre os convidados, esteve presente Pedro Heinrich, que já realizou 27 exposições e atuou como professor de Fotografia de Rua (Street Photo) na Escola Câmera Viajante, além de ter atuado como repórter fotográfico no jornal O Sul. Participou também Leonardo Savaris, que vem se destacando pelo trabalho autoral que realiza nas revistas Continente, Only Mobile Art (NY), Black & White in Color for Photographers, GAPS Magazine e DASartes.

Para falar sobre moda sustentável, foi convidada a professora Érica Arrué Dias. Com mestrado em Design, pesquisou sobre a reinserção da lã gaúcha e o ciclo de vida da matéria-prima. A aula contou também com a presença da fundadora da Brisa Slow Fashion, Tatiana Stein. Dedicada à alfaiataria, a marca é focada no consumo consciente e em produtos artesanais, com uso de tecidos orgânicos e naturais, com prioridade para o baixo impacto ambiental.
Na palestra sobre arquitetura e inclusão social, uma das convidadas foi a arquiteta e urbanista Júlia Rolim, que busca atuar em soluções inovadoras e práticas para enfrentar os desafios impostos pelas cidades. Participou ainda a também arquiteta e urbanista Karla Fabrícia Moroso dos Santos, que possui especialização em Direitos Humanos e mestrado em Planejamento Urbano e Regional.
Para a formanda Clara Remião, quem opta por um curso interdisciplinar sai da graduação um profissional múltiplo, flexível e adaptável. “É ideal para o aluno que quer trabalhar com mais de um interesse. Ele poder criar conexões entre as áreas, contribuir e trabalhar de diferentes formas, aprendendo, assim, a ter um pensamento projetual e de resolução de problemas através de uma perspectiva diferenciada”, apontou a estudante, que também é responsável pelas redes sociais do curso.
“A formação interdisciplinar oferece a possibilidade do aluno cursar, de forma mais livre, uma área de interesse específico”, explica o coordenador do Bihat, Micael Behs. Segundo ele, a interdisciplinaridade é uma forma de cruzar áreas de conhecimento, visando à formação de profissionais que querem explorar diferentes perspectivas de atuação profissional. “No curso, o objetivo é formar um profissional com sensibilidade artística e cultural que esteja capacitado para interpretar realidades complexas, desenvolver visões de futuro e gerar soluções inovadoras e responsáveis, tanto no setor público quanto privado”, complementa o professor.
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