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Arquivos influenciadores - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/influenciadores/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 06 May 2022 17:36:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Semana da Comunicação 2022: um apanhado do que rolou https://mescla.cc/2022/05/06/semana-da-comunicacao-2022-um-apanhado-do-que-rolou/ https://mescla.cc/2022/05/06/semana-da-comunicacao-2022-um-apanhado-do-que-rolou/#respond Fri, 06 May 2022 17:36:46 +0000 http://mescla.cc/?p=16405 A programação estava recheada de temas relevantes que passaram pelas possibilidades de “futuros”, diversidade e “inclusificação“, fotojornalismo e fotografia documental, movimentos sociais, influenciadores digitais, além de uma conversa com o Núcleo de Tecnologia do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Confira abaixo os principais destaques que selecionamos. Para conferir na íntegra o que rolou em […]

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A programação estava recheada de temas relevantes que passaram pelas possibilidades de “futuros”, diversidade e “inclusificação“, fotojornalismo e fotografia documental, movimentos sociais, influenciadores digitais, além de uma conversa com o Núcleo de Tecnologia do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).


Confira abaixo os principais destaques que selecionamos. Para conferir na íntegra o que rolou em cada dia, inserimos nos títulos das atividades o link que encaminha para o acesso a gravação, disponível em nosso canal no YouTube. 


SEGUNDA-FEIRA, 25/4 

Futuros: modos de fazer 

O primeiro convidado foi o Kim Trieweiler, publicitário, egresso da Unisinos, e que hoje atua na Aerolito, como Chefe de Pesquisa (Head of Research). Ele comentou que se reconhece mais como um pesquisador do que como publicitário. Um “pesquisador de futuros”. Ele é membro da WFSF (World Federation of Futures Studies). 




“O letramento em futuros, que é a habilidade de conseguir imaginar futuros a partir de diferentes pressupostos, para diferentes fins, é fundamental na nossa vida cotidiana e na nossa vida profissional. E para fazer um mundo melhor.” 


O que se transforma quando a gente pensa em “Futuros no plural”? 

Na história da humanidade sempre existiram tentativas de prever o que vai acontecer no futuro. “Existe um fetiche pela previsibilidade. Mas a incerteza é uma característica intrínseca do futuro”. Assim, Kim explicou que a gente cria uma posição de “futureproof” (em tradução livre, à prova de futuro), ou seja, uma posição defensiva de futuro.  





Lidar com o futuro no singular é pensar menos em previsão e mais sobre o controle. Precisamos de “letramento para futuros” (Futures Literacy), ou seja, compreender melhor um futuro imaginado, e ter mais consciência do que faremos. Dessa forma, introduzir o futuro no presente é ter uma noção maior do que queremos e podemos projetar agora – no presente- melhor. Dentro da habilidade de “letramento de futuros”, é possível mapear seis pressupostos antecipatórios (AA, em inglês, anticipatory assumption), que levam a gente a entender melhor como imaginar o futuro. São eles: previsão; destino; reforma criativa; autoaperfeiçoamento; pensamento estratégico e sabedoria-tão-ser. Basicamente, eles são a união de três coisas: tipos de sistemas, usos e métodos.  


Trazendo isso para a comunicação, é a possibilidade de olhar para inovações de fora do mercado, mas com potencial de impactar diversos setores. O Kim criou uma metodologia chamadaTrês ondas de impacto, que ele desenvolveu dentro da Aerolito, para mapear, explorar e entender melhor os possíveis impactos das tecnologias, ciência e inovação em negócios em um determinado tema, setor ou até mesmo mercado. Dessa forma é possível ampliar o olhar sobre os futuros para além do provável.



Selo Comemorativo  

Ainda na primeira noite também aconteceu o lançamento dos 50 anos da Comunicação da Unisinos. Que tal? Viu só como ele ficou lindo? 




TERÇA-FEIRA, 26/4

Criando oportunidades para uma comunicação diversa e inclusificadora  

Além do lançamento da revista Josefa, que você pode conferir aqui , ocorreu a apresentação da Alteritat, uma iniciativa das egressas Francine Malessa e Mariana da Rosa. A conversa, além de tratar de dois focos importantes, a comunicação e diversidade, mostrou como é possível empreender com propósito.  


A Alteritat é uma consultoria de diversidade, que disponibiliza o serviço para empresas e instituições de diversas naturezas e finalidades, além de agências de publicidade e comunicação, universidades, organizações não governamentais, pessoas físicas que possuem atuação pública e até para políticos.  

“Já que nós somos problematizadoras, vamos fazer isso de uma forma que nos dê dinheiro”, brincou Mariana já no começo.  





Elas explicaram que existe muita demanda para se falar sobre diversidade. As pessoas querem ouvir sobre, querem uma mediação no debate, porque não querem ser acusadas ou taxadas de serem preconceituosas. Ou seja, as pessoas sabem da relevância do tema.  


Não escreveram “inclusificar” errado?  

Não! Inclusificar é um verbo criado pela professora e Diretora do Programa de Doutorado em Organização, Liderança e Análise da Informação da Universidade do Colorado, Stefane Johnson, (que, inclusive, produziu um livro sobre isso) que significa mais do que incluir ou “adicionar”. Inclusificar é “viver e liderar de um modo que reconheça e celebre perspectivas únicas e divergentes, criando um ambiente de colaboração e mente aberta ao qual todos sintam realmente pertencentes”, conforme as meninas da Alteritat colocaram no slide. Ou seja, é criar a sensação de pertencimento, entender que existe o diferente e compreender que esse sentimento exista, mas sem discriminação. 


“Ah, mas eu trato uma pessoa negra como eu trato as outras pessoas”, mas dessa forma acabamos tratando como se fossemos todos brancos e pertencentes aos mesmos grupos sociais. Não é apenas contratar (incluir) pessoas e nada mudar dentro das empresas. 

“A comunicação é a principal forma da gente se relacionar socialmente. A gente queria levar essa comunicação social falando sobre diversidade, porque a comunicação traz conteúdos simbólicos, a partir de visões de mundo, com subjetividades e valores sociais de diferentes lugares sociais.” – Francine Malessa  




Os dados provam  

Conforme  estudos compartilhados recentemente, equipes com mais diversidade tomam decisões mais precisas e também fazem investimentos melhores. Apostar em diversidade nos ambientes profissionais de trabalho, é apostar em inovação, porque traz novas perspectivas e prevê um lucro maior! Mas, por que as empresas e instituições ainda não estão tão abertas para a diversidade mesmo com os números comprovando? 


As jornalistas afirmaram que existem obstáculos provados pelo medo de entender e tratar sobre. Isso torna o assunto um verdadeiro tabu, e quem tem medo muitas vezes cria fobia e preconceitos. No entanto, a melhor forma de acabar com isso são as consultorias de diversidade na área da comunicação, como a Alteritat!  


Elas contaram que sempre buscam demonstrar isso no trabalho que realizam, existe ciência e estudo por trás de cada afirmação e estratégia. Por isso, é importante mostrar que há embasamento por trás de todo o debate sobre diversidade e comunicação. 


Temas como sub-representação, linguagem e acessibilidade foram super bem explorados na apresentação. Elas trouxeram dados importantes, como, por exemplo, as pesquisas que mostram que cerca de 80% da população brasileira prefere marcas com posicionamento claro, seja sobre políticas, causas sociais ou cultura. Outro dado bem significativo é o de que cerca de 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, sendo a visual a maior delas.  



QUARTA-FEIRA, 27/4 

A fotografia documental de movimentos sociais 

A quarta-feira teve a fotografia documental como tema, com o Leonardo Savaris sendo o palestrante. O evento marcou a volta de um evento presencial em São Leopoldo, no Labtics, mas com transmissão simultânea pelo canal no Youtube do Mescla! A coordenadora do curso de Fotografia, Marina Chiapinotto, e o coordenador de Jornalismo de São Leopoldo, Micael Behs, estiveram juntos.


O Leonardo é egresso do curso de Fotografia da Unisinos e já se tornou uma referência em fotografia documental depois de ser o único brasileiro vencedor no Concurso Sul-Americano de FotoMigração: a Migração com Outras Lentes, em 2021, promovido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O prêmio veio pela série documental de dez fotos intitulada “Imigrantes Senegaleses”. 


Savaris contou sobre a trajetória pessoal e como isso se relaciona com seus interesses com a fotografia. Ele conta que iniciou trabalhando “no chão de fábrica”, com metalurgia, e que pode se encontrar quando começou a cursar Jornalismo na Unisinos, já que na época ainda não existia a graduação em Fotografia na universidade.


Cheio de força e emoção, o fotógrafo contou que não tinha experiência alguma com a área, mas que sentia uma forte identificação com a atividade. O então professor Eduardo Veras (que hoje é professor do Instituto de Artes da UFRGS) encaminhou Leonardo para o recente curso de Fotografia, coordenado por Beatriz Sallet, que também marcou a formação dele. 


“Quando eu entro aqui dentro, a Fotografia foi um chão para mim. Eu acho que isso reflete dentro da minha fotografia. Eu fui buscar minha vivência, minha essência, e estou ainda buscando, porque a gente não encontra tão fácil. Acho que dentro da fotografia eu busco um pouco de paz de espírito.”  





“Dentro de uma universidade, acho que cada um tem que fazer seu papel como juventude, tem que ir pra cima, tem que lutar. Eu estava para fazer meu TCC, e eu não acho que seja um sindicalista, mas eu acho que temos que lutar pelos nossos direitos e pelo que a gente acredita. Nesse local das fotos, quando eu fui fazer meu TCC, isso era uma ocupação. A Ocupação Saraí. Dentro do cenário político da época, eu tinha o meu posicionamento, mas eu não entendia o mais amplo. Eu não entendia muita coisa, não entendia por que uma pessoa ocupava um prédio abandonado. A galera da ocupação lutava pelo direito de moradia. Eu queria entender. E eu fui, na cara e na coragem.” 





Para o fotógrafo, o trabalho com imagem e histórias precisa entender sobre as questões que englobam o nosso dia a dia, no entanto, a forma como abordadá-las tem que ser tratada. 



“Estamos falando de pessoas que lutam há 30 anos, por exemplo, como a gente vai retratar eles como coitados? Isso não cabe mais. Eles são muito fortes. Os retratados, quem eu abordei, em nenhum momento aparecem de cabeça baixa. Eles sempre olham para a câmera, direto para a câmera, com postura e força. E eu acho que é esse retrato que tem que ser feito.” 





“Vocês têm que conhecer as pessoas, conhecer a luta das pessoas e tentar, de alguma forma, retratar a luta delas. Se a condição que elas estão é precária, certo, mas elas estão vivendo, tem sangue pulsando na veia de cada um.”





No chat, a professora Beatriz Sallet fez um comentário muito rico que pode sintetizar o trabalho do Leo: “​Os retratos que o Léo fez na Ocupação Saraí devolveu cidadania e identidade a cada ser fotografado. Ele repetiu isso com os senegaleses.”   


Leonardo sintetiza o trabalho dele de mais uma forma: “Toda fotografia é um ato político.” 




QUINTA-FEIRA, 28/4 

Workshop Influenciadores digitais no TCC 

Neste dia, aconteceu um workshop com a pesquisadora mato-grossense Issaaf Karhawi. Ela está fazendo pós-doutorado no PPG de Comunicação na Unisinos, trabalhando no laboratório Cultpop. A tese de doutorado dela rendeu um livro, “De blogueira a influenciadora – Etapas de profissionalização da blogosfera de moda brasileira”, (inclusive, a capa foi produzida pela egressa de Moda da Unisinos e artista-designer, Marcela De Bettio). 


O workshop trabalhou como os influenciadores digitais podem ser um objeto de pesquisa na graduação e demais etapas da vida acadêmica. Issaaf comenta, “Em 2013 eu escrevi um projeto de pesquisa para estudar blogueiras de moda. O que me incomodava naquele momento? Eu sou formada em Jornalismo e existia um embate entre jornalistas de moda e blogueiras. Uma rixa, um desacordo que me chamava atenção, porque aquela intriga sinalizava que tinha algo importante acontecendo.” 




“Eu me deparei com a emergência de um novo perfil profissional no campo da comunicação. Um perfil profissional que era o de blogueira em 2013, mas em 2018, quando eu terminei, elas eram influenciadoras, ‘digital influencers’.” 




A Issaaf mostrou o trabalho de conclusão em Jornalismo dela, produzido em 2010. Ela estudou a “saga Crepúsculo” em um trabalho intitulado “Entre vampiros, lobisomens e fãs – a saga Crepúsculo e a produção de sentidos no ciberespaço”. Na época ela era professora de inglês, e conta que ouvia dos colegas o conhecido discurso moralista de que os jovens não leem mais. “Eu chegava na sala e precisava esperar os alunos pararem de ler, fechar o livro para começar a aula. Como assim, a gente diz que o jovem não lê e de repente eles estão na sala de aula, de um curso de inglês, com esse livro na mão?”. A partir disso, ela foi estudar o que estava acontecendo, “Fui estudar Crepúsculo e fui me encontrando na pesquisa com as fanfics, as ficções escritas a partir de uma obra específica, nos ambientes digitais.” 




“Quando eu digo que estudei blogueiras de moda na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), as pessoas me olham e perguntam ‘Como? Como as pessoas te olhavam’. É isso que eu queria provocar. Os nossos objetos de pesquisa, os temas que a gente escolhe, refletem muito nossos anseios. (..) Os meus indicavam questões que eram controversas. ‘Os jovens não leem’, vou mostrar que eles leem. ‘As blogueiras vão roubar o lugar de jornalista’, eu fui lá e mostrei que blogueira não é jornalista.” 



Para a pesquisadora, o TCC é uma importante oportunidade para pensar em algo específico que estava guardado, mas tem vontade de falar, também é o momento de fazer um projeto experimental. Não pode ser visto apenas como uma formalidade. Issaaf pontuou que as perguntas podem surgir a partir da vivência diária, que pode ser tensionada e desenrolar um projeto de pesquisa que se aproxima do nosso campo. Os temas surgem de aspectos de uma área, mas também podem surgir de polêmicas, do senso-comum, de leituras, de conversações, etc.  



“Quando a gente pensa em influenciadores, tem um aspecto importante: eles desorganizaram o ecossistema midiático.” 


“A Cultura da Participação, que tem a ver com a Convergência de Mídias, com o Digital, com as Redes Sociais Digitais, abre esses polos e permite que cada um de nós produza algo e compartilhe nas redes. Isso gera uma desestrutura.” 




A pesquisadora mostrou os principais aspectos a serem pensados na hora de pesquisar sobre influenciadores digitais e todo esse fenômeno digital, por exemplo, a autenticidade; o trabalho digital; os fluxos de comunicação; questões éticas. Esse último aspecto é o “grande burburinho”, segundo Issaaf, porque nesse ponto é que se tenciona o debate sobre influenciadores digitais. As questões éticas debatidas costumam circular em torno de publicidade velada (ou ilegal), responsabilidade e conteúdo e até desinformação e posicionamento e o “cancelamento”.  






SEXTA-FEIRA, 29/4 

Apresentação do Núcleo de Tecnologia do MTST + Projeto Contrate Quem Luta 

A última conversa da semana rolou com Victor Antunes, Paulo Barros, Gabriel Simeone e Edson de Sousa, que são integrantes do Núcleo de Tecnologia do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O evento teve início com uma explicação sobre a atuação do MTST, que luta, dentro da lei fundiária, para que todos tenham direito a um teto. O Núcleo mostrou que o MTST defende a legalidade. Entre as leis, há uma que diz que as propriedades devem cumprir um dever social.



“Da mesma forma que se você tiver um carro, você não pode sair andando em cima da calçada, atropelando as pessoas e andar sem pagar o IPVA. Então, o MTST ocupa as terras que ‘andam na calçada’, ocupa as terras que ‘atropelam as pessoas’ e aquelas que não pagam tributo. Não ocupamos para tomar, mas como uma forma de denúncia, porque o poder público faz questão de não fazer valer a lei sobre essas terras.” 





O Gabriel mostrou que o objetivo do Núcleo é organizar os trabalhadores da área de tecnologia em uma ponta e formar novos trabalhadores em outra. Para isso, é necessário desenvolver softwares e enxergar a tecnologia de acordo com a política do movimento.  


Atualmente, há mais de 80 desenvolvedores colaborando com o Núcleo e cinco projetos sendo desenvolvidos. Eles detalharam a iniciativa “Contrate Quem Luta”, que é um projeto que oportuniza o contato de empregadores com profissionais para diversos serviços, através de uma plataforma de empregabilidade justa desenvolvida e organizada pelo próprio Núcleo de Tecnologia do MTST. 



A ferramenta visa garantir o modelo de trabalho justo, horizontal e cooperativo. Estabelece uma relação direta, através de um robô, no qual você pede um serviço, via WhatsApp. A partir dali o “robô”, busca na base dados quem pode oferecer este serviço. A partir do momento em que a pessoa que busca o serviço e o prestador concordam com o trabalho, o número de telefone é trocado e as pessoas conversam diretamente, combinando horário, pagamento e prazo.




A plataforma foi desenvolvida e pensada em oposição ao modelo da uberização do trabalho. É uma plataforma justa de empregabilidade, que busca desenvolver profissionais, sem gerar algoritmos que possam prejudicar os trabalhadores.  




A Semana da Comunicação é sempre esperada porque traz pautas relevantes para pensarmos a área. Nesta edição, pautas sociais e de impacto marcaram a programação, rendendo muitas ideias e dando o que falar. Mas, esse resumo é um convite para aguçar a curiosidade de quem não pode conferir os bate-papos ou então uma forma de lembrar o que aconteceu e refletir para novos debates. Já estamos ansiosos para a próxima edição! 

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Como inserir os influenciadores digitais nos TCCs https://mescla.cc/2022/04/21/como-inserir-os-influenciadores-digitais-nos-tccs/ https://mescla.cc/2022/04/21/como-inserir-os-influenciadores-digitais-nos-tccs/#respond Thu, 21 Apr 2022 16:00:00 +0000 http://mescla.cc/?p=16366 Na próxima quinta-feira (28/4), a pesquisadora Issaaf Karhawi ministrará o workshop “Influenciadores digitais no TCC”. A oficina, que vai ocorrer via plataforma Teams, integra a programação da Semana Semana da Comunicação 2022. Issaaf trabalha com comunicação digital na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Ela é autora do livro “De […]

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Na próxima quinta-feira (28/4), a pesquisadora Issaaf Karhawi ministrará o workshop “Influenciadores digitais no TCC”. A oficina, que vai ocorrer via plataforma Teams, integra a programação da Semana Semana da Comunicação 2022.


Issaaf trabalha com comunicação digital na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Ela é autora do livro “De blogueira a influenciadora”, pela editora Sulina. Atualmente, a pesquisadora realiza pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Comunicação da Unisinos (PPGCOM), no Laboratório de Pesquisa CULTPOP.


O Mescla conversou, via WhatsApp, com a Issaaf para descobrir o que podemos esperar do workshop, além de conhecer um pouco mais sobre a carreira da pesquisadora. Confira:


Mescla – Você vai ministrar o workshop “Influenciadores digitais no TCC” na Semana da Comunicação 2022 da Unisinos. Dá para adiantar um pouquinho sobre o tema?

Issaaf – O objetivo do workshop é apresentar caminhos teóricos e metodológicos para quem tem interesse em estudar influenciadores digitais no TCC da graduação. Todos nós somos impactados por influenciadores digitais no nosso consumo midiático, e a popularidade deles acaba deixando mais difícil o processo de torná-los um objeto de pesquisa de fato científico. Por isso, a ideia do workshop é, justamente, tirar os influenciadores de discursos circulantes do senso comum e conformá-los a partir do discurso científico e do rigor metodológico-científico. Então, quero apresentar as abordagens mais comuns quando se trata de pesquisa sobre influenciadores, mostrar algumas tendências de pesquisa e quais são os métodos e técnicas que podem ajudar a definir e construir amostras de pesquisa. Será uma conversa expositiva como um grande bate-papo, para que todo mundo que tenha a intenção de estudar esse tema possa levar suas questões e suas dúvidas, e que cada um possa sair de lá mais confortável com o seu próprio tema. 


Mescla – Dentro da sua trajetória como pesquisadora, você sempre estudou o universo da comunicação digital?

Issaaf – Sim. Desde 2014 eu pesquiso especificamente influenciadores e blogueiras de moda. A minha formação é em Jornalismo, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e tanto o mestrado quanto o doutorado eu fiz na Escola de Comunicação e Artes da USP.  Com a minha pesquisa de doutorado, eu queria entender como as blogueiras de moda saíram de um hobby, de uma prática completamente amadora, para, de repente, se tornarem novos perfis profissionais no campo da comunicação. Então, a minha investigação partia da questão de como se deu o processo de profissionalização da blogosfera de moda brasileira. Eu acompanhei, entre 2014 e 2018, 52 blogueiras de moda para tentar entender como elas se profissionalizaram. E foi uma pesquisa interessante, porque eu comecei estudando blogueiras e terminei falando de influenciadoras. Foi uma mudança na terminologia, mas que impactou no mercado, e eu pude testemunhar isso ao longo da minha pesquisa. Hoje, quatro anos após o término do doutorado, já publiquei o livro “De blogueira a influenciadora”, pela Sulina, e sigo estudando influenciadores digitais, com mais ênfase na relação que os influenciadores têm com as plataformas de redes sociais digitais. No meu pós-doutorado, que eu desenvolvo no CULTPOP, na Unisinos, pesquiso a temática das “blogueirinhas”, isso é, como é que todos nós, em alguma medida, fomos impactados pelas práticas dos influenciadores digitais, e como profissionais autônomos e liberais têm sido apelidados de “blogueirinhos”, justamente por fazer o uso de práticas dos influenciadores e das blogueiras.




Capa do livro “De blogueira a influenciadora” (Imagem: reprodução do Instagram)



Mescla – Quando começou o seu interesse pela temática dos influenciadores digitais e percebeu que era um tema frutífero para uma pesquisa? 

Issaaf – Eu sempre fui consumidora de blogs de moda. Eu assistia a um vídeo de uma blogueira em que ela respondia a perguntas dos leitores, e uma delas era: “Se você não fosse blogueira, o que você seria? E o que os seus pais acharam da sua decisão?”. Eu sou analista do discurso e venho dos estudos de linguagem; costumo construir problemas de pesquisa com base nos discursos que circulam na sociedade. Então, aquela pergunta me apontou que ali tinha algo, que parecia que a gente estava falando de uma profissão. Aquela pergunta me levou a formular a minha própria pergunta de pesquisa, que foi “como se deu o processo de profissionalização da blogosfera de moda no Brasil”. Toda vez que a gente enuncia alguma coisa na sociedade é porque aquela enunciação está amparada em disputas, intensões, em disputas de poder, em consolidação de poderes. Toda a possibilidade de dizer algo é porque outra coisa já foi consolidada e estabelecida, e eu queria olhar para isso que foi estabelecido, que parecia ser uma profissão. Eu só fui perceber, de fato, que o tema de influenciadores digitais era frutífero à medida em que eu fui desenvolvendo o meu trabalho, porque tive o privilégio de estar no lugar certo na hora certa, que foi justamente essa virada do termo “blogueira” para “influenciadora”. Eu podia acompanhar como pesquisadora essa mudança e como ela ainda tinha muitas possibilidades, e como é que ela impactaria o mercado.



Para Issaaf, é preciso reconhecer que os influenciadores são um novo perfil profissional (Imagem: arquivo pessoal)



Mescla – Muitas pessoas ironizam ou agem com preconceito com os “influencers”, desmerecendo ou até detonando o trabalho deles. Como você vê isso? 

Issaaf – Tem uma longa história relacionada a isso. Quando as blogueiras de moda surgiram, colocaram em xeque a prática do jornalismo de moda. Elas sentavam nas primeiras fileiras dos desfiles, reservadas para jornalistas de moda, e elas escreviam suas próprias impressões sobre os desfiles, coleções e alta costura. Desse modo, elas foram muito rechaçadas e desmerecidas, até o momento em que o próprio jornalismo entendeu que ali havia um outro tipo de profissional e que as blogueiras não iriam disputar o espaço com os jornalistas. Foi aí que houve uma aproximação dos jornalistas e das blogueiras. Depois, a gente tem um outro momento, quando as blogueiras começam a fazer parcerias comerciais, que é o modelo de negócio que a gente tem hoje. Como elas eram amadoras, já que as blogueiras de moda não tinham uma formação em comunicação – iam aprendendo na medida em que iam produzindo –, a gente viu muita prática antiética, muita falta de responsabilidade e muito desconhecimento. Tinham blogueiras que faziam publicidade sem anunciar que era publicidade, por exemplo. Isso foi, de novo, desgastando essa atuação profissional, e aí passaram novamente a serem rechaçadas, acusadas de ignorância, de não conhecer as normas do mercado publicitário. E hoje, sobretudo, a gente tem vivido um momento muito delicado. A sociedade começou a reivindicar por posturas mais éticas desses profissionais. Isso porque começamos a entender que há, de fato, uma atuação profissional. A gente tem exigido que os influenciadores sejam mais responsáveis com aquilo que colocam em circulação, que sejam mais transparentes na hora de fazer publicidade.   


Mescla – O que as pessoas em geral precisam saber para entender a figura dos influenciadores digitais hoje? 

Issaaf – É preciso reconhecer que os influenciadores não são apenas sujeitos em busca de “15 minutos de fama”. É claro que há esse tipo de perfil, pessoas que buscam muita visibilidade para fazer dinheiro. Mas é preciso reconhecer que se trata de um novo perfil profissional. Eu até evito falar muito em “profissão”, porque isso vai prever institucionalização, mas, sim, “um novo perfil profissional”. E se há uma atuação que é profissional, deve haver exigência por posturas éticas e responsabilidade. Então, eu acho que é entender que é uma atuação profissional. Isso tudo é o que eu acho que vai ajudar a gente a sair desse mercado, que é, em certa medida, muito irresponsável.




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Influencers Day abordará marketing de influência https://mescla.cc/2018/10/11/influencers-day-abordara-marketing-de-influencia/ https://mescla.cc/2018/10/11/influencers-day-abordara-marketing-de-influencia/#respond Thu, 11 Oct 2018 19:29:40 +0000 http://mescla.cc/?p=8172 Coloque na agenda: no dia 20 de outubro, será realizado na ESPM Sul, em Porto Alegre, o Influencers Day. O evento, dedicado ao mercado da comunicação e marketing de influência, contará com diversos palestrantes com experiência na área.   Andressa Griffante, CEO da RSbloggers, fará a palestra “Comunicação na era da influência”. O fotógrafo Michel Flores dará dicas de fotografia mobile. Já as empresárias Amanda Jacobus e Camille Bonetto ministrarão a palestra “Branding: você […]

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Coloque na agenda: no dia 20 de outubro, será realizado na ESPM Sul, em Porto Alegre, o Influencers Day. O evento, dedicado ao mercado da comunicação e marketing de influência, contará com diversos palestrantes com experiência na área.  

Andressa Griffante, CEO da RSbloggers, fará a palestra “Comunicação na era da influência”. O fotógrafo Michel Flores dará dicas de fotografia mobile. Já as empresárias Amanda Jacobus e Camille Bonetto ministrarão a palestra “Branding: você é sua marca”. 

Dois bate-papos estão previstos: o primeiro, que tratará sobre “as mídias sociais como vitrine de negócios”, contará com a participação de Amanda Jacobus (blog Livres e Selvagens), Vanessa Vargas (blog Inventa Moda), Bárbara Borochedes (projeto Mãe Empreendedora), Leo e Pri (blog Barbadas pelo Mundo), Victoria Thomaz (Nós Somos Moda) e Vinícius Mitto (blog Bah Guri). O segundo, sobre “os novos mercados de atuação do jornalismo”, reunirá os jornalistas Gabi Chanas, Junior Maicá (O Bairrista), Fernanda Pandolfi (RBS), Thata Saeter (Jornalística Media Relations), Ana Maria Bicca (Cadastra) e Vanessa Martini (blog Mãezinha Vai com as Outras). 

O evento ocorrerá no dia 20 de outubro, sábado, das 13h às 17h, na sala 31 do prédio B da ESPM Sul (Rua Guilherme Schell, 350). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site da universidade 

Confira a programação completa: 

13:00 – Palestra de Andressa Griffante: “Comunicação na era da influência” 

13:30 – Bate-papo “As mídias sociais como vitrine de negócios” 

14:15 – Palestra de Michel Flores: “Dicas de fotografia mobile 

14:45 – Palestra de Amanda Jacobus e Camille Bonetto: “Branding: você é sua marca” 

15:35 – Bate-papo “Jornalismo e os novos mercados de atuação” 

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O poder dos influenciadores digitais no mercado de trabalho https://mescla.cc/2017/12/11/o-poder-dos-influenciadores-no-mercado-de-trabalho/ https://mescla.cc/2017/12/11/o-poder-dos-influenciadores-no-mercado-de-trabalho/#respond Mon, 11 Dec 2017 16:00:06 +0000 http://mescla.cc/?p=1503 Youtubers, blogueiros e instagrammers agora respondem por um só nome: influenciador digital. O termo se popularizou nos últimos anos e criou uma categoria para aqueles que produzem conteúdo de forma mais profissional para a web, independente da rede social em que atuam. O mercado de trabalho percebeu os benefícios que esses profissionais trazem e os […]

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Youtubers, blogueiros e instagrammers agora respondem por um só nome: influenciador digital. O termo se popularizou nos últimos anos e criou uma categoria para aqueles que produzem conteúdo de forma mais profissional para a web, independente da rede social em que atuam. O mercado de trabalho percebeu os benefícios que esses profissionais trazem e os acolheu, utilizando o poder de impacto de suas mensagens para o benefício das empresas.

As redes sociais democratizaram a produção de conteúdo e a publicidade, assim, todos podem opinar sobre produtos, marcas ou empresas. Esse poder, antes exclusivo de grandes agências midiáticas, agora é vivido diariamente. A opinião, a vivência e o uso são o que dão mais peso para a publicidade produzida pelos influenciadores digitais da normal.

Influenciadores digitais falam de produtos e marcas em postagens. (Foto: Unsplash)

Atualmente, todos nós, em uma escala maior ou menor, produzimos conteúdo para web – o que difere é o modo como este conteúdo é feito. Para a jornalista e proprietária do RS Bloggers, Andressa Griffante, os influenciadores digitais são pessoas que utilizam a rede de forma mais frequente e profissional. “Eles geram engajamento, influenciam outras pessoas a usar ou comprar determinado produto e ganham dinheiro e visibilidade com isso”, complementa.

Andressa afirma que para obter sucesso nesse meio é preciso tratar o tema desde sempre como um negócio e ter em mente a audiência. “É preciso sempre criar visando a audiência, focando nela. Recomendar produtos que realmente tenham te afetado de forma positiva, que tenham relação com com o seu público.”

O segredo é trabalhar em um nicho e se especializar nele. Tentar abraçar todos os conteúdos faz com se caia na normalidade e não haja um aprofundamento real. As chances de sucessos para quem se segmenta mais são maiores. Outras dicas para quem quer ingressar nesse mercado são ser frequente em suas postagens, fidelizar a audiência, produzir conteúdo autoral que tenha  opinião e não perder a essência.

O influenciadores têm grande responsabilidade no mercado. A proximidade com o público é maior e assim o impacto também. “A pessoa não vende mídia, ela é a mídia, ausentar-se de sua função não é uma opção, não é como um grande portal que existirá outra pessoa para cobrir o seu trabalho, não há férias”, diz Andressa.

Ser influenciador significa não tirar férias (Foto: Unsplash)

Em um mercado lotado de influenciadores com audiências enormes, os micro influenciadores começaram a se destacar. A última pesquisa Influencers Market do YouPix revelou que uma grande audiência nem sempre significa um grande engajamento, assim quanto mais definido o público há mais chances do marketing funcionar.

“Os micro influenciadores digitais são outro nome para influenciadores digitais regionais, de um nicho muito específico ou que têm uma menor audiência”, fala Andressa. O mercado se beneficia desses profissionais pela sua expertise em seu público, nesse caso existe uma abertura maior de empresas regionais focadas no mesmo ramo do micro influenciador. Os micro influenciadores também são mais baratos do que campanhas formais feitas por agências.

A profissão, porém, ainda está amadurecendo e apresenta algumas dificuldades. Os influenciadores frequentemente não possuem relatórios, notas fiscais e prestação de contas para apresentar e tem que buscar assessoria especializada para isso. A valorização desses profissionais também é algo que algumas empresas deixam de lado. Andressa fala que, muitas vezes, é necessário mostrar às empresas que essa é uma profissão séria, mostrar que uma boa foto, uma postagem, um texto tem muito trabalho por trás, que leva tempo e que é necessário pagamento justo.

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Felipe Oliva palestra sobre o micro-influenciador na publicidade https://mescla.cc/2017/06/14/felipe-oliva-palestra-sobre-o-micro-influenciador-na-publicidade/ https://mescla.cc/2017/06/14/felipe-oliva-palestra-sobre-o-micro-influenciador-na-publicidade/#respond Wed, 14 Jun 2017 23:24:47 +0000 http://mescla.cc/?p=1751 O 21º Seminário Nacional da Indústria de Calçados (SNIC) continuou suas atividades durante a tarde desta terça-feira (13) . A palestra “Micro-influenciadores e advogados de marca: como utilizá-los em seu favor?” foi ministrada por Felipe Oliva, CEO da Squid, plataforma de marketing, que atende mais de 100 marcas. O palestrante apresentou suas experiências sobre identificar, […]

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O 21º Seminário Nacional da Indústria de Calçados (SNIC) continuou suas atividades durante a tarde desta terça-feira (13) . A palestra “Micro-influenciadores e advogados de marca: como utilizá-los em seu favor?” foi ministrada por Felipe Oliva, CEO da Squid, plataforma de marketing, que atende mais de 100 marcas. O palestrante apresentou suas experiências sobre identificar, recrutar e utilizar o digital influencer para alcançar resultados.

O marketing de influenciadores (influencers) tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e as marcas, percebendo esse avanço, estão incluindo muito mais profissionais desse tipo em suas campanhas publicitárias. De acordo com Oliva, essa estratégia já é antiga, mas, com avanço das tecnologias e plataformas digitais, a medição de resultados alcançados nas ações é mais possível.

Os influencers já podem ser classificados em grupos: celebridades, grandes influenciadores, micro-influenciadores, advogados de marca e embaixadores. Todos são buscados pelas empresas para diferentes ações. “Os micro-influenciadores são muito importantes na questão da confiança. Como são pessoas “normais”, por exemplo, quando vemos uma especialista de maquiagem explicando algo, nós interagimos e confiamos no que ela está falando, e isso depois vai gerar venda”, diz o CEO.

Felipe Oliva: “Os micro-influenciadores são muito importantes na questão da confiança”. (Foto: Natália Collor)

Uma estratégia visando a complementação entre um famoso e um digital influencer menos conhecido está entre as mais seguidas nas ações de marketing. “Se o foco da sua campanha é venda, os micro-influenciadores são as melhores alternativas, mas a estratégia é muito melhor quando se coloca uma celebridade trabalhando com eles, porque cada um deles tem um papel importante”, explica Oliva. O alcance atingido por meio de nomes conhecidos é muito grande, pois eles conseguem chegar em públicos diferentes. Já os digital influencers conseguem “sustentar” a publicidade de um produto a longo prazo.

Outra tática aplicada pela publicidade são os defensores de marcas e a implementação de pessoas comuns em experiências relacionadas com o produto. Um case apresentado na palestra foi o da cervejaria Brahma. Após identificar certo influenciador em potencial, a empresa deu início a uma pesquisa sobre as interações da pessoa no site da marca, o conteúdo gerado e retorno obtido. Em seguida, foi contratada a parceria com o influenciador para incluir a Brahma nas diversas publicações geradas por ele, criando, assim, uma resposta entre os seguidores.

“O micro-influenciador tem que ser um especialista em algum assunto para se tornar referência. Mais importante que isso: não é o número de seguidores que realmente importa, mas se as pessoas estão engajadas no conteúdo que ele produz”, diz Oliva. Os nichos do mercado são vastos, porém a dificuldade de captar leitores é uma das questões mais recorrentes na publicidade digital.

Identificar o público-alvo da campanha ou ação é outro caminho fundamental a seguir, assim como o objetivo desejado, seja ele gerar venda, conteúdo ou interação. “Na nossa metodologia de identificação, é importantíssimo saber as keywords do segmento. A gente brinca que dá pra achar influenciador para tudo. Já usamos influenciadores para bancos e para coletor menstrual”, comenta o CEO.

A naturalidade e a liberdade de criação dos micro-influenciadores são pontos essenciais no relacionamento com a marca que irá contratá-lo. A autenticidade e a aproximação com o público não podem ser quebrados. “O influenciador sabe o que os seus seguidores gostam, sabe se um conteúdo vai fazer sucesso, por isso a marca não pode definir como será a publicação. Falamos o que pode ou não ser feito, mas ele tem independência para criar”, diz Oliva.

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Luciano Potter debate tendências na comunicação https://mescla.cc/2017/06/14/luciano-potter-debate-tendencias-na-comunicacao/ https://mescla.cc/2017/06/14/luciano-potter-debate-tendencias-na-comunicacao/#respond Wed, 14 Jun 2017 20:31:29 +0000 http://mescla.cc/?p=1728 O jornalista Luciano Potter, apresentador nas redes Atlântida e Gaúcha, foi um dos palestrantes do Seminário Nacional da Indústria do Calçado (SNIC) 2017. O evento ocorreu nesta quarta-feira (14) no Anfiteatro Padre Werner, na Unisinos São Leopoldo, e tinha como tema “Marcas na Era da Influência”. “A comunicação muda muito rápido e a publicidade também […]

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O jornalista Luciano Potter, apresentador nas redes Atlântida e Gaúcha, foi um dos palestrantes do Seminário Nacional da Indústria do Calçado (SNIC) 2017. O evento ocorreu nesta quarta-feira (14) no Anfiteatro Padre Werner, na Unisinos São Leopoldo, e tinha como tema “Marcas na Era da Influência”.

“A comunicação muda muito rápido e a publicidade também muda de uma forma assombrosa”, afirmou o comunicador à plateia, formada por empresas calçadistas, agências de comunicação e influenciadores. Potter palestrou principalmente sobre as principais tendências da comunicação digital e da publicidade, citando como exemplo as grandes ideias da tecnologia e a influência causada por profissionais. Confira, a seguir, um resumo dos principais tópicos abordados por Potter:

Tendências

Gifs

O site Giphy, criado por Alex Chung, é uma das grandes ideias ressaltadas por Potter. “Hoje, os gifs, com apenas alguns segundos de duração, conseguem fazer humor e até mesmo jornalismo”, afirma. O jornalista conta que Chung tem até mesmo um estúdio para produzir essas pequenas produções visuais.

Evolução musical e games

“A evolução musical começou com os discos de vinil, e evoluiu depois para o walkman. Esse aparelho, aliás, além de tocar música, tinha todo um estilo visual próprio”, comenta o jornalista. Logo após veio o CD e, mais tarde, a música digital. “Ninguém da indústria musical conseguiu prever o que viria a acontecer com a música, e os investimentos, a partir daí, passaram a ser direcionados a parar com a evolução da música digital, e não para se unir a tecnologia”, analisa.

Potter mostrou gráficos que indicam a estagnação da indústria musical, enquanto que, no caso dos games, os indicadores só crescem. “A realidade virtual veio para se aliar aos games e, hoje, já existem expectativas de uma tecnologia gigante por trás disso”, conta. O comunicador lembrou que, nos Estados Unidos, existe até mesmo um galpão utilizado para reproduzir games de realidade virtual e simular uma casa assombrada.

Meio audiovisual

O Netflix é o exemplo que Potter destaca com maior significância para o mercado. O formato conhecido como televisão mudou e, em seu lugar, veio o streaming. “A empresa Netflix cresce cada vez mais e investe tudo o que ganha nela mesma, crescendo, assim, mais e mais”, avalia.

Para Potter, o problema é que as empresas que produzem em streaming não gostam de misturar seus conteúdos com as produções em formatos tradicionais, e vice versa. “Perceberam que o Fantástico, da Globo, não citou a série Os 13 Porquês (13 Reasons Why), da Netflix, assim que houve debates sobre ela? A emissora carioca tinha medo de que as pessoas desligassem a TV e fossem para o streaming”, analisa.

No meio audiovisual, o jornalista diz que personalidades como a youtuber Kéfera balançam o mundo da comunicação e informação. “Hoje, é muito difícil conquistar as pessoas e fazer elas desligarem o computador e nos notarem”, desabafa. Os youtubers se tornaram uma ameaça para a televisão tradicional.

Influência

A liga norte-americana de basquete, NBA, é um exemplo bem-sucedido de bom uso da comunicação e publicidade nas redes sociais. A entidade abriu seus canais de transmissão para a China no último ano, o que possibilitou o aumento de espectadores, na casa dos milhões. Além disso, a NBA se deu conta de que precisava valorizar os funcionários. “O que eles fizeram? Incentivaram os jogadores a serem ativos na redes sociais. Isso resultou em um aumento na audiência dos jogos e deu ainda mais importância para quem trabalha ali”, conta.

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Qualquer um pode ser um influenciador digital? https://mescla.cc/2017/06/14/qualquer-um-pode-ser-um-influenciador-digital/ https://mescla.cc/2017/06/14/qualquer-um-pode-ser-um-influenciador-digital/#respond Wed, 14 Jun 2017 19:18:56 +0000 http://mescla.cc/?p=1729 (Texto: Cassiano Cardoso e Eduarda Bitencourt) As mídias sociais chegaram como um boom na vida das pessoas. Os smartphones se tornaram cada vez mais uma extensão do corpo humano. Assim, com toda essa interação e conteúdo produzido, tanto amador quanto profissional, alguns personagens destas redes acabaram recebendo notoriedade. É o caso dos influenciadores digitais, que […]

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(Texto: Cassiano Cardoso e Eduarda Bitencourt)

As mídias sociais chegaram como um boom na vida das pessoas. Os smartphones se tornaram cada vez mais uma extensão do corpo humano. Assim, com toda essa interação e conteúdo produzido, tanto amador quanto profissional, alguns personagens destas redes acabaram recebendo notoriedade. É o caso dos influenciadores digitais, que movem, produzem e atraem pessoas para marcas, atividades e serviços. E o mais incrível disso tudo: qualquer um pode ser um digital influencer!

Pensando nisso, a Abicalçados reuniu especialistas na área da comunicação para falar sobre o assunto no 21º Seminário Nacional da Indústria de Calçados. Nesta terça-feira (13) pela manhã, no Anfiteatro Padre Werner, foram convidados diferentes palestrantes que explicaram quem realmente são estes influenciadores.

O jornalista Cristiano Santos foi um dos primeiros a mover uma massa de usuários no Facebook Brasil, ainda em 2011. Foi um caso da Voe Azul, na qual ele engajou milhares de pessoas numa campanha para que a empresa fizesse uma promoção de passagens a R$ 8 – em alusão aos 8 milhões de clientes comemorados pela companhia à época. “Quando vi as pessoas se movimentando para que aquilo acontecesse, me senti famoso. Foi diferente”, conta.

O jornalista Cristiano Santos fala sobre sua campanha no Facebook. (Foto: Cassiano Cardoso)

Segundo ele, através desta e outras experiências qualquer pessoa pode ser uma influenciadora digital e mobilizar pessoas a utilizar uma marca. “Qualquer um pode se tornar influenciador. Nem sempre é uma profissão. São momentos em que uma pessoa ganha visibilidade”. Para ele, são pessoas comuns que conseguem transmitir algo para outras. “Estamos falando de gente que produz conteúdo e consegue passá-lo adiante. Engajar pessoas. São gente como a gente e é exatamente por isso que fazem sucesso”,  explica.

Cristiano Santos fez um apontamento importante: “As pessoas influenciam pela naturalidade e na produção de conteúdo delas. Não existe influenciador sem conteúdo. É assim que se projeta seu nome e consequentemente a sua empresa”, disse. De acordo com o jornalista, um digital influencer é referência naquilo que escreve, porém, é necessário ter conteúdo para trabalhar, investir e produzir nisso e, assim, engajar seu próprio nicho.

A Agência e os influenciadores

Seguindo o tema de influência da Web, Tiago Niederauer e Patrícia Angeletti, da Agência W3haus entraram no palco para falar sobre a visão de quem trabalha com esses profissionais. Os critérios escolhidos para optar entre um influenciador e não outro, as dificuldades, o mercado e o papel da agência em um cenário reconfigurado foram temas do debate.

A atenção do consumidor, hoje, é um recurso escasso. Centenas de informações e propagandas chegam diariamente a cada um. Segundo a diretora de mídia Patrícia, o segredo é descobrir “quais vão ser as marcas e propagandas que vão ficar em nossa cabeça e vão ser utilizadas e recomendadas por nós”, explica. É nesse cenário que entra o influenciador digital, ele é o upgrade das recomendações antes feitas por amigos de sua rede de contatos.

A tecnologia encurtou nosso relacionamento com as marcas, logo todos podem comentar ou falar sobre determinado produto. A internet faz parte de 80% da faixa etária economicamente ativa e ainda está em crescimento constante.

Relembrando o sociólogo Marshall McLuhan, Patrícia diz que “O meio é a mensagem. Então colocar o anúncio em um meio – internet – que faz parte da rotina do consumidor é mais fácil para vender determinado produto”. Ela ainda afirma que “Aceitamos melhor esse tipo de publicidade. O influenciador é como eu, é gente como a gente. As celebridades antes pareciam viver em um universo particular próprio, o influenciador é mais próximo, ele pode estar no mesmo grupo que nós, consumindo as mesmas coisas”, explica.

Antes as publicações eram simples de serem trabalhadas, a campanha era feita através de espaços publicitários, seja em um outdoor, jornal, revista ou televisão, agora são usadas pessoas para falarem e advogarem em nome da marca. As agências têm que entender como trabalhar com o influenciador como plataforma de mídia.

Tiago Niederauer e Patrícia Angeletti da Agência W3haus contaram sobre o papel da agência que trabalha com influenciadores. (Foto: Cassiano Cardoso)

Uma das maiores dificuldades é que nem sempre o cliente entende os influenciadores digitais ou seu exato papel no mercado. Eles querem utilizar a linguagem mais tradicional da marca e isso não é aceito pois faz com o influenciador perca sua autenticidade e audiência. A agência surge para fazer esse meio de campo, convencendo o cliente que aquela forma de publicidade é válida e trabalhar mais com sugestões do que roteiros para os divulgadores.

Tiago, que trabalha na área de criação da agência conta que essa parte do trabalho foi reformulada. “Nós começamos a questionar o papel da agência. Quando temos duas forças criativas trabalhando juntas, agência e influenciador, fica confuso saber quem cria o que e quem faz o que. Não faz sentido criar roteiros para pessoas que fazem sucesso exatamente por causa disso”, explica.

Segundo Tiago “A publicação tradicional passa por diversas etapas, através do brainstorm surge o conceito que se transforma em uma sinopse, essa vira um storyboard e só então vai para a gravação. O influencer mudou isto, eles fazem tudo, então a agência tem que só dar insights e sugestões de conteúdo.”  O processo que era natural e acompanhado de vários ângulos passa a ser mais tenso para a agência, pois a liberdade criativa se torna muito maior, assim como o número de pessoas envolvidas. O desafio é acolher tudo isso com naturalidade, não fazendo com que transpareça na campanha.

Patrícia diz que A internet potencializa a divulgação das marcas, pois existem muitas pessoas parecidas comigo no mundo inteiro.” Os influenciadores representam essa potencialização. A realidade é que esse profissionais vieram para ficar e o poder de engajamento deles é forte e real, o destaque no mercado será dado pelo conteúdo autêntico e de qualidade.

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Influenciadores digitais mudam conceito de publicidade https://mescla.cc/2017/03/13/influenciadores-digitais-mudam-conceito-de-publicidade/ https://mescla.cc/2017/03/13/influenciadores-digitais-mudam-conceito-de-publicidade/#respond Mon, 13 Mar 2017 20:51:54 +0000 http://mescla.cc/?p=242 Os influenciadores digitais hoje estão dominando o cenário da publicidade e transformando a maneira que se pensa a comunicação. Nomes como Christian Figueiredo, Kéfera Buchmann, Jout Jout e Thaynara OG estão estampando campanhas publicitárias e são cada vez mais procurados por empresas. Jovens consomem e produzem conteúdo em tempos de internet e, de acordo com […]

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Os influenciadores digitais hoje estão dominando o cenário da publicidade e transformando a maneira que se pensa a comunicação. Nomes como Christian Figueiredo, Kéfera Buchmann, Jout Jout e Thaynara OG estão estampando campanhas publicitárias e são cada vez mais procurados por empresas.

Jovens consomem e produzem conteúdo em tempos de internet e, de acordo com Maria Clara Aquino Bittencourt, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos, uma nova cultura surge neste movimento e todo o cenário é repensado por causa destes formadores de opinião. “Tudo depende da maneira que a pessoa utiliza destas redes para atrair o público”, comenta Maria Clara sobre anunciantes e influenciadores digitais.

Estas pessoas hoje são formadoras de opinião e, após seu surgimento em redes sociais, estão migrando para mídias de massa e atingindo milhares de pessoas. Tudo isso para conseguir a sensação dos consumidores de confiança e de estar representado dentro da empresa. Quando é vista uma pessoa que desperta a credibilidade no cliente consumindo determinado produto, este tem muito mais familiaridade com a marca e sente mais confiante em relação ao produto. Assim, aumenta a chance de venda da mercadoria ou serviço.

Anunciantes veem potencial em youtubers

A Celebryt’s foi uma plataforma criada para auxiliar o contato de youtubers com anunciantes. Um dos idealizadores do projeto Ariel Alexandre, também criador do Videolog, primeiro site de compartilhamento de vídeos mundo, conta que viu de perto essa mudança nas redes e também já previa o sucesso dos profissionais do Youtube. “As agências de comunicação nos contam que os clientes exigem a contratação de youtubers, eles veem que deu certo para os concorrentes e querem que dê certo para eles também”, conta o empreendedor.

Ariel ainda explicou, em entrevista para o Unicos, que uma das vantagens de contratar estes influenciadores é que o vídeo vai permanecer na internet mesmo que o tempo passe. Além disso, a migração para outras mídias é normal. “Alguns youtubers têm migrado para a televisão também porque o público alcançado está em todo lugar”, explica. “Talvez tenham pessoas que nunca viram estes influenciadores, como por exemplo mães e pais, mas ao verem que os filhos gostam e estes youtubers estão agora na televisão, eles entendem que são esses jovens que seus filhos assistem na internet”, completa.

Cenário da publicidade em transformação

Os formadores de opinião são aguçados pela experiência, e não pela informação. Por isso, a era dos releases passou e hoje o que destaca a empresa são as vivências que ela proporciona para consumidores, blogueiras, youtubers, snapchaters e instagrammers. Rafael Terra, palestrante e consultor de Marketing Digital, acredita que esta mudança tornou as coisas mais fáceis para quem sabe atuar neste cenário. “Hoje o influenciador não precisa ser famoso, ele pode ser alguém que tenha um bom conteúdo no snapchat ou no facebook”, conta Terra. “Para mim, o que certa pessoa posta pode não ser relevante, mas pra outra pessoa pode ser incrível”, completa.

A melhor publicidade, em tempos de humanização da propaganda, é uma pessoa real falando e não apenas um comercial que tenha um discurso direto com o consumidor. É por isso que exemplos como Thaynara OG, uma maranhense que mostra sua vida no aplicativo Snapchat, faz tanto sucesso. A jovem de 24 anos é uma pessoa real que influencia milhões de pessoas em suas redes. Convidada para frequentar eventos pelo Brasil todo, hoje é uma das caras da Nielly, marca de tinturas para cabelo e garota propaganda da Dakota.

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