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Felipe Oliva palestra sobre o micro-influenciador na publicidade
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O 21º Seminário Nacional da Indústria de Calçados (SNIC) continuou suas atividades durante a tarde desta terça-feira (13) . A palestra “Micro-influenciadores e advogados de marca: como utilizá-los em seu favor?” foi ministrada por Felipe Oliva, CEO da Squid, plataforma de marketing, que atende mais de 100 marcas. O palestrante apresentou suas experiências sobre identificar, recrutar e utilizar o digital influencer para alcançar resultados.

O marketing de influenciadores (influencers) tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e as marcas, percebendo esse avanço, estão incluindo muito mais profissionais desse tipo em suas campanhas publicitárias. De acordo com Oliva, essa estratégia já é antiga, mas, com avanço das tecnologias e plataformas digitais, a medição de resultados alcançados nas ações é mais possível.

Os influencers já podem ser classificados em grupos: celebridades, grandes influenciadores, micro-influenciadores, advogados de marca e embaixadores. Todos são buscados pelas empresas para diferentes ações. “Os micro-influenciadores são muito importantes na questão da confiança. Como são pessoas “normais”, por exemplo, quando vemos uma especialista de maquiagem explicando algo, nós interagimos e confiamos no que ela está falando, e isso depois vai gerar venda”, diz o CEO.

Felipe Oliva: “Os micro-influenciadores são muito importantes na questão da confiança”. (Foto: Natália Collor)

Uma estratégia visando a complementação entre um famoso e um digital influencer menos conhecido está entre as mais seguidas nas ações de marketing. “Se o foco da sua campanha é venda, os micro-influenciadores são as melhores alternativas, mas a estratégia é muito melhor quando se coloca uma celebridade trabalhando com eles, porque cada um deles tem um papel importante”, explica Oliva. O alcance atingido por meio de nomes conhecidos é muito grande, pois eles conseguem chegar em públicos diferentes. Já os digital influencers conseguem “sustentar” a publicidade de um produto a longo prazo.

Outra tática aplicada pela publicidade são os defensores de marcas e a implementação de pessoas comuns em experiências relacionadas com o produto. Um case apresentado na palestra foi o da cervejaria Brahma. Após identificar certo influenciador em potencial, a empresa deu início a uma pesquisa sobre as interações da pessoa no site da marca, o conteúdo gerado e retorno obtido. Em seguida, foi contratada a parceria com o influenciador para incluir a Brahma nas diversas publicações geradas por ele, criando, assim, uma resposta entre os seguidores.

“O micro-influenciador tem que ser um especialista em algum assunto para se tornar referência. Mais importante que isso: não é o número de seguidores que realmente importa, mas se as pessoas estão engajadas no conteúdo que ele produz”, diz Oliva. Os nichos do mercado são vastos, porém a dificuldade de captar leitores é uma das questões mais recorrentes na publicidade digital.

Identificar o público-alvo da campanha ou ação é outro caminho fundamental a seguir, assim como o objetivo desejado, seja ele gerar venda, conteúdo ou interação. “Na nossa metodologia de identificação, é importantíssimo saber as keywords do segmento. A gente brinca que dá pra achar influenciador para tudo. Já usamos influenciadores para bancos e para coletor menstrual”, comenta o CEO.

A naturalidade e a liberdade de criação dos micro-influenciadores são pontos essenciais no relacionamento com a marca que irá contratá-lo. A autenticidade e a aproximação com o público não podem ser quebrados. “O influenciador sabe o que os seus seguidores gostam, sabe se um conteúdo vai fazer sucesso, por isso a marca não pode definir como será a publicação. Falamos o que pode ou não ser feito, mas ele tem independência para criar”, diz Oliva.

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