wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Alunos da ComDig apresentam projetos de Produto II appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Os alunos da turma de 2016 do curso de Comunicação Digital apresentaram na última quarta-feira, dia 28, os projetos da disciplina de Produto II. Enquanto em Produto I eles trabalharam sobre o tema “remix” (confira matéria aqui), dessa vez a proposta abordada era a “inovação social”. A apresentação ocorreu no Laboratório de Pesquisa Avançada em Comunicação e Informação, o LABTICS e contou com alunos, professores e banca avaliadora. A banca era composta pela coordenadora do Observasinos, Marilene Maia, Cláudia Backes da Unitec e Gustavo Mini, da agência DZ estúdio.

Em um universo tão amplo como inovação social, no início do semestre foi escolhido o tema de abuso e exploração sexual infantil em que os alunos desenvolveriam soluções de comunicação digital para isso. Apesar das dificuldades iniciais em lidar com o tema, os estudantes utilizaram o design centrado no ser humano para o desenvolvimento dos produtos que auxiliam vítimas e profissionais que têm contato direto com esse mundo.

O primeiro projeto a se apresentar foi o Liberte-se, uma plataforma colaborativa desenvolvida pelos alunos Bernardo Dal’Bó, Betina Palma, Fabricio Barili, Gabriel Foppa e Juliana Viegas. O Liberte-se parte do princípio que “a falta de conversa gera falta de informação” e, assim, quer colocar em pauta o assédio infantil. A plataforma recebe vídeos e depoimentos de profissionais do assunto e pessoas que já passaram por tal situação. Seguindo os moldes da campanha no twitter #MeuPrimeiroAssédio, as pessoas são convidadas a contar sua história de forma espontânea e anônima para que haja conscientização sobre o assunto.
As apresentações seguiram com o grupo Tina & Guigo, um desenho infantil voltado a crianças de dois a seis anos. Desenvolvido pelos alunos Aline Bernardes, Francine Lüedtke, Leonardo da Silva e Nathalia Haubert, o desenho apresenta uma linguagem lúdica para ensinar as crianças sobre o assunto. Com o lema de “juntos não sentiremos frio” os pinguins Tina & Guigo saem do online para o mundo real e são tema de livros de histórias e brinquedos levados a abrigos e escolas.
O projeto Seiva foi o terceiro a se apresentar, e mostrou uma consultoria de comunicação pró infância. Produzida para auxiliar os diversos órgãos e projetos sociais que trabalham com abuso e assédio infantil, a Seiva traz soluções na abordagem de comunicação para essas organizações. O projeto foi criado pelos estudantes Bruno Machado, Daniel Weiler e Laura Morais e traz como lema “Uma boa comunicação é capaz de mudar vidas”

O último grupo a se apresentar foi o Charlotte’s Demons, um jogo que traz a história de uma menina que foi abusada e está sumida. O jogador busca entender o que aconteceu com Charlotte e precisa encontrá-la através do celular da personagem. Feito pelos alunos João Pedro de Oliveira e Valesca Ribas, o jogo tem como público alvo os adolescentes e busca conscientizar através da gamificação.
A banca ficou impressionada com a consistência dos projetos e trouxe soluções e dicas para aprimorar as iniciativas.
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]]>Uma empresa de brinquedos européia, Top Toy, por exemplo, decidiu quebrar esses paradigmas e fazer os catálogos dos brinquedos sem restringir por gênero. Na visão da empresa a forma de brincar é a mesma e é preciso dar o direito de escolha às crianças. Se um menino quer brincar com um mini fogão ou com uma boneca e uma menina com carrinho e ferramentas, qual o problema disso?
Para a psicóloga e professora, Fernanda Hampe Picon, especialista em questões de gênero, raça e sexualidade, diariamente há um aprendizado nos múltiplos espaços como TV e internet sobre como devemos agir. “Estes ensinamentos vão reproduzir sofrimento na medida que limitam o ser humano”, enfatiza. Além disso, a brincadeira é outro espaço que vai reiterar a construção social, por isso se torna tão importante que os pais possam conversar com seus filhos. De forma leve e até lúdica, é preciso explicar as diversas formas de amar, de família e até sobre raça e representatividade.
Como mãe, Fernanda relata que muitas vezes viver em uma sociedade ainda conservadora gera angústia. Apesar de trabalhar e desafiar diariamente os padrões de gênero considerados corretos, os equipamentos sociais e discussões conservadores estão presentes, por isso é uma luta diária em busca da desconstrução social tanto com seus filhos quanto alunos.
O sistema capitalista utiliza destas questões para alcançar metas. Segundo o professor de Publicidade e Propaganda e pesquisador de gênero, José Luís Reckziegel, foi a partir da Segunda Guerra Mundial e da mercadologia que as segmentações de brinquedos cresceram, contrariando o aumento do empoderamento feminino e as tentativas de desconstrução social. Reckziegel explica também as pesquisas de gênero se intensificaram preocupando muitas instituições religiosas e o setor educacional da época.
Devido à função e os processos culturais vinculados sobre como ser homem ou mulher, a publicidade se apropriou destas ideias para vender produtos. O surgimento dos super heróis reiteraram estes estereótipos. Porém, o professor de publicidade esclarece que essas construções não foram intencionais e sim uma consequência, visto que após as batalhas a população, principalmente os homens, estavam sensibilizados após diversas perdas.
Reckziegel conta que no inicio dos anos 2000 um determinado grupo de empresas tomou consciência que os brinquedos e as brincadeiras não têm relação com gênero, entretanto os produtos tradicionais ainda têm seus espaço. Sobre a quebra desses paradigmas o professor reflete: “É mais uma questão de abrir a mente dos pais do que dos fabricantes. São essas crianças que vão criar uma nova visão de mercado, respeito ao próximo e as diferenças”.
Mesmo com a discussão de gênero sendo mais aberta e frequente atualmente, nunca foi tão evidente a separação criada pelas indústrias de brinquedos. Ao entrar em uma loja para comprar um presente para uma criança as opções são imergir em um mundo cor de rosa ou azul. Além de ser um atraso social estas restrições dificultam e limitam meninas e meninos de explorar, aprender e sonhar fora dos padrões. É preciso dar liberdade para os pequenos, só assim teremos uma população mais evoluída.

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