wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post 32ª edição do Workshop de Design conta com parceria do MARGS appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na manhã de segunda-feira, 02 de outubro, os alunos de Design dos dois campus realizaram uma visitação guiada pelo Museu de Artes do RS – MARGS, junto aos professores Andre Marques, Bibiana Horn, Gisele Becker e Maura Flores, como parte da programação da 32ª edição do Workshop de Design, grande evento do curso que vai do 2 a 6 de outubro.
Tudo iniciou com uma visita do coordenador do curso e professor Paulo Bittencourt à curadora do Margs, Cristina Barros, “A parceria se deu em busca de uma maior aproximação institucional do curso de Design da Unisinos com o museu, visando a religação dos saberes do Design com as artes”, aponta Paulo.
Antes de entrar no museu, do lado de fora, os alunos puderam conhecer mais sobre a história do prédio e analisar a sua arquitetura com o professor aposentado e vice-presidente da Associação de Amigos do MARGS Arnoldo Dobersteim. Ele abordou as escolhas arquitetônicas do prédio, falou sobre os seus significados e perguntou a eles o que mudariam no prédio, se pudessem.

Arnoldo conta que o prédio já serviu como local de recolhimento de impostos e sede de delegacia
(Foto: Luísa Bell)
Em seguida, o grupo de alunos foi direcionado ao segundo andar do museu para uma visitação guiada com o integrante do Núcleo de Curadoria do MARGS José Eckert, que falou sobre os artistas e as exposições que foram visitadas, e também explicou sobre as iniciativas que a equipe vem implantando para tornar o espaço mais inclusivo, como por exemplo, as duas maquetes táteis expostas logo na entrada do museu, que foram desenvolvidas em parceria com o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisc, para que as pessoas com deficiência visual possam fazer o reconhecimento tátil do lugar o qual estão visitando.

Alunas analisando as maquetes táteis do MARGS.
(Foto: Luísa Bell)
Guiados por Eckert, as turmas conheceram a exposição “Histórias ausentes”, de Hélio Fervenza, e as demais obras expostas no “Acervo em Movimento”, que é dedicado à exibição pública do acervo do museu, operado em um modelo de rotatividade de obras. No dia, o espaço contava com os respectivos enfoques: o primeiro sendo um diálogo e extensão à exposição da artista e professora Christina Balbão, e o segundo enfoque sendo a ampliação da amostragem dos têxteis no Acervo Artístico do Margs, com a coleção intitulada “A Tapeçaria”.

Os jovens ficaram impressionados pelas obras expostas no Acervo em Movimento
(Fotos: Luísa Bell)
Por fim, os estudantes terminaram a visitação no auditório com a coordenadora do Núcleo de Comunicação e Design e curadora assistente do MARGS Cristina Barros, e o historiador e integrante do Núcleo Administrativo e de Programa Público, Pedro Osório. A conversa com os alunos envolveu a história do museu, as programações e a organização das três oficinas que são ofertadas ao público: “Mediação crítica”, “Conversas com artistas”, “Mediação em libras” e “Crianças no MARGS”.
Eles também aproveitaram a ocasião para debater sobre os pontos que gostariam que os alunos levassem em consideração ao realizarem os seus projetos, a partir do estudo realizado pelo Núcleo Educativo e de Programa Público do Margs, para conhecer melhor os tipos de públicos que frequentam o local e o que pode ser feito para melhorar a experiência dos mesmos.

O coordenador Pedro Osório e Cristiana Barros apresentaram questões que o MARGS busca melhorar aos 70 anos
(Foto: Luísa Bell)
As alunas do curso de Design da Unisinos, Andressa Xavier, de 18 anos, e Luiza Salvaterra também de 18 anos, contaram que nunca tinham visitado o MARGS, e disseram ter saído de lá impressionadas com a arquitetura do prédio.
“Como eu nunca tinha vindo, eu gostei bastante. As exposições estavam interessantes, mas o que eu mais gostei e achei bem interessante mesmo, foi a arquitetura do prédio. Ver os detalhes e andar por dentro dele foi muito legal”, relata Andressa.
A estudante Luiza disse ter gostado de analisar as obras e que a sua exposição favorita foi “A Tapeçaria”, presente no espaço do Acervo em Movimento.
“Eu gostei principalmente de olhar para as estátuas esculpidas, as pinturas e a própria decoração do museu mesmo”.

De costas Andressa e Luiza observam as obras de Hélio Fervenza
(Foto: Luísa Bell)
Em sua 32ª edição, o Workshop de Design é uma atividade acadêmica do curso de Design da Unisinos que ocorre semestralmente. Nele, os alunos de diferentes semestres têm a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos desenvolvidos ao longo do curso a partir de um desafio passado por uma instituição ou empresa parceira, que nesse semestre é o MARGS.
“A atividade acontece durante uma semana, iniciando na segunda e terminando na sexta durante os turnos da manhã e da tarde, como se fosse uma maratona de projeto, já que são trabalhos bem intensos por conta da duração e da demanda, pois geralmente a gente tem um cliente ou um briefing, que norteia essa atividade” ressalta a professora Bibiana Horn.
Com o questionamento, “Como o MARGS continua dialogando com a sociedade contemporânea aos seus 70 anos?” e o que lhes foi apresentado durante a visita ao museu, os estudantes do curso de Design tanto do campus São Leo quanto de Porto Alegre, divididos em grupos de seis a sete integrantes, terão como tarefa montar um projeto que apresente soluções para diversas questões. Dentre elas, a de como melhorar a experiência do visitante, como tornar o MARGS mais conhecido pela Região Metropolitana de Porto Alegre, e como integrá-lo à Praça da Alfândega.
Até o final da semana os grupos irão apresentar as suas ideias para o pessoal do Museu que dará feedbacks.
“Nessa edição, os alunos terão uma experiência imersiva como se estivessem fazendo um projeto dentro de um escritório de design ou uma agência de design para um cliente, nesse caso o MARGS. Então, durante a semana, os alunos vão fazer pesquisas, coletar dados e projetar soluções, fazendo entregas diárias dessas etapas do projeto, e no final na sexta-feira, vão apresentar suas soluções”, explica a professora Bibiana Horn.
A 32ª edição do Workshop de Design vai até sexta-feira (06/10). Para ficar sabendo das novidades do curso, acompanhe o Instagram deles.
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]]>Na última quinta-feira (30/8), foi realizado o Unisinos Conecta 2023, que movimentou o campus de São Leopoldo da Universidade durante o dia todo. Mais de 6 mil estudantes do Ensino Médio da Região Metropolitana de Porto Alegre e localidades próximas se inscreveram para participar de oficinas, atividades interativas e tours. A Escola da Indústria Criativa (EIC) marcou presença no evento, oferecendo oficinas que envolviam atividades em que os alunos podiam exercer as funções do cotidiano das profissões da área. Confira a seguir algumas delas.
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A oficina “Investigue como um repórter”, realizada durante o período da manhã pela professora Taís Seibt, introduziu aos estudantes três ferramentas utilizadas por jornalistas para verificação de informações: a busca reversa de imagem, os operadores de busca avançada no Google e os portais governamentais da transparência.
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Segundo Taís, todas essas ferramentas estão disponíveis online e podem ser usadas por qualquer cidadão. “Todos nós temos responsabilidade no compartilhamento de desinformação. É por isso que hoje a checagem de informações é uma atividade fundamental para os jornalistas, existindo, inclusive, redações especializadas nessas técnicas, para ajudar a desmentir boatos que circulam nas redes”, ressalta a professora.
Após o final da oficina, três participantes foram conversar com a professora Débora Lapa Gadret, coordenadora do Curso de Jornalismo, para saber mais sobre a graduação. “Torço para que elas se tornem futuras experts em checagem também”, desejou Taís.
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À tarde, o professor Daniel Pedroso conduziu a oficina “Você na TV” para um grupo de 15 estudantes. No estúdio de TV, eles receberam explicações sobre o funcionamento de gravação de um telejornal. Conheceram o famoso teleprompter (TP), que permite a leitura de textos em frente às câmeras, e o Switcher, a sala de controle dos equipamentos. Também receberam dicas de como se posicionar em frente às câmeras.
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A atividade proposta pelo professor foi a prática da leitura do TP. Primeiro, todo mundo leu o texto junto e, depois, separados em duplas, simularam a apresentação das chamadas de abertura de um telejornal.
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Lauren tem 17 anos, é de Cachoeirinha e falou em amar o jornalismo, por isso ficou interessada em participar da oficina. “Eu sempre gostei muito desse meio da comunicação, inclusive eu já tive até um canal no YouTube antes. Mas eu sentia que o que me faltava mesmo era conteúdo, saber outras formas de fazer matérias, não só ali no mundinho do YouTube”, comentou a estudante.
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Já o Guilherme, que tem 20 anos e é de Santo Antônio da Patrulha, disse ainda estar em dúvida sobre qual curso quer seguir: “Eu ainda tô em dúvida entre Direito e Jornalismo, tanto por questões de salário quanto por competitividade no mercado de trabalho”, revelou. Em relação a participar da oficina, ele conta que achou a experiência incrível. “Essa atividade me mostrou outras oportunidades que me deixaram mais curioso em relação ao jornalismo”, reiterou Guilherme.
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A oficina “Comunicador por um dia”, ofertada para os interessados nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Artes e Tecnologia (Bihat), ocorreu quatro vezes ao longo do dia. A dinâmica se tratava de um planejamento para uma campanha de um produto fictício, o desenergético Xoxo.
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Para colocar em prática a atividade, realizada na Agência Experimental de Comunicação (Agexcom), os jovens foram divididos em quatro grupos: um ficava responsável por criar um jingle; o outro por realizar uma entrevista no estúdio de TV com a CEO fictícia da Xoxo, a Majú; já o terceiro grupo deveria produzir as fotos dos bastidores da oficina com câmeras profissionais; e o último, criar uma ação nas redes sociais sobre o lançamento da versão long neck da bebida.
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Estudantes que participaram da oficina disseram que, de início, as tarefas pareceram serem difíceis, e que ficaram um pouco nervosos na hora, mas que, depois, acharam a experiência bem divertida e interessante.
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Para os interessados em cursar Jornalismo, a oficina “A arte da entrevista” teve dois horários, uma durante o período da manhã e o outra durante a tarde. “A entrevista como ferramenta básica do jornalismo” foi o conceito que o professor Felipe Boff, responsável por ministrar a oficina, passou aos estudantes. Além de mostrar os tipos mais comuns de entrevista, Felipe também bateu um papo com os alunos sobre o ofício do jornalismo, curiosidades e opções de carreiras.
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Por fim, os estudantes fizeram uma atividade em duplas ou trios de “entrevistador e entrevistado”, na qual cada um deveria escolher um tópico e criar três perguntas para o colega, e assim simular uma entrevista entre si.
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As estudantes de Cachoeirinha Maria Clara e Isabela, ambas de 17 anos, relataram terem participado da oficina por conta de uma amiga em comum, mas que acabaram se surpreendendo com a atividade. “Eu achei interessante saber sobre como funciona uma entrevista, para ter como um conhecimento mesmo sobre área, afinal, a gente tá sempre vendo entrevistas na televisão”, ressaltou Maria Clara. “Eu acabei gostando bastante porque eu quero ser professora, então eu acho que a gente também precisa entender um pouco da comunicação, já que a gente usa dela para ensinar e explicar, né?”, disse Isabela.
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Promovida pelos cursos de Publicidade e Propaganda e Design, e ministrada pela professora Letícia Gomes, a oficina “Produção de Imagem” ocorreu durante o período da tarde no estúdio de fotografia. A proposta era a criação de um ensaio fotográfico para a campanha publicitaria de um produto. Em grupos, os jovens precisaram exercer a sua criatividade e imaginação para criar cenários para fotos de biscoitos.
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No Centro Administrativo da Unisinos, prédio conhecido como “Redondo” devido ao ser formato, a Arena recebia os estudantes. No local, estandes de diversos cursos de graduação, que permitiam os visitantes a experimentarem atividades alusivas às profissões. A EIC contou com dois estandes: o de Letras, em que o público era convidado a participar do “Jogo de argumentação”; e o de Design, onde havia as atividades interativas “Impressão 3D na prática” e “Oficina de Sketch”.
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O episódio 1 teve como tema ocasiões de “respira, não pira”, em que as professoras lembraram de momentos vividos em estreias, começos, TCCs e até em avaliações do Ministério de Educação (MEC). Entre as histórias contadas, Nadege revelou que ainda se perde pelo Centro Administrativo do campus de São Leopoldo, o famoso prédio conhecido como Redondo. “Mesmo estando na Universidade há mais de 20 anos, ainda isso acontece”, disse. Já Taís trouxe a tensão que passou na primeira avaliação feita pelo MEC do curso EaD de Relações Públicas, no início deste ano.

Segundo Cristiane, apresentadora do mesacast, a ideia do projeto surgiu durante a pandemia, quando as professoras pensaram que seria interessante um produto audiovisual no estilo do programa “Saia Justa”, da GNT, para debaterem temas do dia a dia e até assuntos que alunos possam desconhecer.
“Depois de algum tempo pensando nessa possibilidade, este ano a Agexcom apresentou uma proposta inspirada no “Que história é Essa Porchat?”, também da GNT, com reprises na TV Globo. O programa também é uma referência quando o foco é contar histórias vividas pelos participantes”, explica Cristiane.
Nadege, que também atua na Agexcom como professora orientadora, ressaltou que a ideia do podcast foi coletiva e surgiu a partir de uma brincadeira durante uma reunião. “Tudo foi feito em conjunto com a Agex, do processo de criação ao roteiro. Eu e a equipe de RP da agência até tivemos um encontro com o professor Daniel Pedroso, que nos orientou a como escrever um roteiro e produzir um programa desse nível”, observou.

Durante o processo de criação do nome para o programa, Cristiane lembra que muitas outras ideias surgiram durante uma divertida reunião de brainstorm da equipe da Agex responsável pelo job. Nomes como “Respira e Não Pira”, “Rádio Peão” e “Rprrengue” fizeram sucesso entre os estagiários. Todos eles acabaram se tornando, depois, temas de episódios.
A decisão por “Relaxa e Prosa” se deu pelo desejo de uma nomenclatura que tivesse as iniciais do curso: R e P. “O ‘Relaxa e Prosa’ fazia mais sentido com o que a gente queria, que era destacar o momento descontraído de uma conversa aconchegante”, diz a relações-públicas.
Já o processo de criação do logotipo do podcast ficou por conta de Carol Lemes, estagiária de direção de arte. Ela utilizou elementos que lembrassem a questão do “conversar” e do “relaxar”. “Ele traz os elementos do microfone, que representa a conversa, a prosa, e aquele rostinho relaxado, que demonstra o relaxar”, explica Cristiane.

As professoras revelaram que não exitaram e aceitaram o convite na hora. “Foi algo pensado para ser leve e divertido, e nada mais legal que trocar ideias e relembrar histórias com as gurias. Então, porque não participar, né?”, comenta Poliane. Taís Motta diz que nunca havia pensado em gravar um programa em estúdio. “Mas eu gosto de me envolver em projetos do curso, então topei o desafio”.
Marina também nunca imaginou participar de um projeto no formato audiovisual, ainda mais que fosse veiculado no YouTube. “Mas eu sempre senti a necessidade de desenvolver melhor a questão do que chamamos de ‘midia training’. Me colocar em frente da câmera para falar e gesticular é algo que, por mais que pareça natural, ainda me causa um medinho”, confessa a professora.
Nadege conta que, para gravar o primeiro episódio, levou canecas que ganhou de alunos para ajudar a compor o cenário do programa, incluindo uma com os dizeres “Lágrimas dos meus alunos (mentira, é café)”. “Eu me diverti muito ao me reunir com as colegas, e olha que no mesmo dia tava rolando uma visita de avaliação do MEC”, brinca.

Já Ana conta que passou perrengue no primeiro dia de gravação. “Eu não sabia onde ficava o estúdio de TV da Unisinos POA. Achei que era dentro do TEDU (prédio principal que concentra as salas de aulas), mas, na verdade, fica no prédio dos laboratórios, atrás do Colégio Anchieta”, conta. A professora teve que atravessar a Avenida Nilo Peçanha pela passarela que liga os dois. “Tentei passar por dentro do Anchieta, mas eu não consegui cruzar o portão porque o acesso estava bloqueado. Eu tive que fazer toda volta por fora, pegando chuva. Cheguei atrasada e toda molhada”, ri a professora.
Para ficar sabendo quando os próximos episódios do “Relaxa e Prosa” irão ao ar, fique de olho no Instagram do curso de RP e siga o canal no YouTube. O próximo episódio será lançado em setembro e terá como tema “RPerrengue”.
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]]>O encontro, realizado na sede da DZ, em Porto Alegre, contou com dez workshops com profissionais das agências realizadoras, além da oferta de vagas de estágio, disponibilidade de mentoria e cartilha de boas práticas. Teve ainda a formação de um banco de talentos para o mercado.

A participante Lohana Souza, aluna de Jornalismo na Unisinos, compartilhou sua experiência no projeto. “Eu conheci o Rumos através das redes sociais. Achei o projeto sensacional, pois há poucas pessoas negras atuando no mercado da publicidade, uma situação semelhante ao que acontece no jornalismo, e eu não conseguia visualizar pessoas parecidas comigo no meu ambiente acadêmico ou de trabalho”, comenta a estudante.
Os workshops oferecidos pelo programa, promovidos pela DZ Estúdio, SunoPaim e Batuca, chamaram a atenção de Lohana. Nos encontros, especialistas explicaram sobre o funcionamento das agências publicitárias, posicionamento de marca, tendências, mídia e tecnologia, planejamento estratégico para comunicação digital e criatividade publicitária no ambiente digital. “Dentro do curso de Jornalismo, não temos essa visão do mercado publicitário. A forma como eles conseguiram exemplificar o funcionamento das agências é extremamente enriquecedora”, avalia Lohana.
Ela, inclusive, espera que os alunos que não participaram do Rumos Mais Pretos 2023 não percam a próxima edição, pois vê no projeto uma ótima oportunidade para os futuros profissionais pretos, pardos e indígenas descobrirem qual a melhor área de atuação seguir, fazer uma rede de contato e ver pessoas parecidas consigo próprias em ascensão nos espaços de poder. “Participem das oficinas e se inscrevam nas oportunidades de estágio. Eu sei que é difícil enxergar essa entrada no mercado de trabalho e que pessoas como eu não conseguem uma inserção tão rápida, mas o programa pode auxiliar nisso”, convida a aluna.

O publicitário Mateus Gobbi, formado na Unisinos em 2018, foi um dos responsáveis pela organização do projeto Rumos Mais Pretos 2023. Mateus, que trabalha como head de pessoas e cultura na agência SunoPaim, conheceu o projeto no ano de 2022, através de um evento aberto com as idealizadoras, e se interessou pela iniciativa. “Desde o final do ano passado, comecei a me aproximar da DZ e da UFRGS, e logo a Batuca também entrou, e começamos a conversar sobre a organização para uma edição maior em 2023”, conta.
Com a missão de ampliar o alcance do programa para mais participantes, instituições de ensino e empresas, a edição de 2023 contou com a adesão de 17 agências, 37 oportunidades de estágio e 6 instituições de ensino apoiadoras. Além disso, a Associação Rio-Grandense de Propaganda (ARP) e o Grupo de Profissionais Negros na Indústria Criativa (GPNic) também entraram como apoiadores. Mateus ainda ressalta que a participação da Unisinos possibilita a superação das barreiras entre aluno, instituição de ensino e agências publicitárias, algo que não era comum durante seu período de formação, e era ainda mais difícil para pessoas negras, pardas e indígenas. “Com o projeto, isso pode ser trabalhado, além de auxiliar em um mercado de trabalho publicitário mais diverso”, observa o publicitário.

Mateus destaca o fato de estar em uma posição de realização de um programa de carreiras pretas, pardas e indígenas sendo ele branco. “Estou coordenando algo sobre uma realidade na qual eu não vivo, então, o primeiro passo para atuar na liderança foi estar aberto a críticas e entender e compreender que o modo como fiz projetos até agora não serve para este”, analisa. No entanto, segundo Mateus, a equipe do projeto buscou diversidade racial e se preparou para lidar de forma acolhedora com as dúvidas e erros cometidos no processo.
Apesar de os workshops já terem sido finalizados, a edição ainda tem um longo caminho até seu encerramento, entrando agora na segunda etapa do projeto: as vagas de estágio. Nessa fase, os participantes escolhem áreas do mercado publicitário que despertaram seus interesses e se candidatam às vagas disponibilizadas pelas agências participantes do programa. Em 2023, são 37 vagas em áreas como atendimento, direção de arte, redação, mídia e planejamento. Os participantes que não conseguirem ingressar nessa segunda etapa entrarão para um banco de talentos, para futuras oportunidades.

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Nesta edição, os futuros designers, divididos em 12 grupos, precisaram lidar com um briefing real, que só foi informado no primeiro dia das atividades. O desafio: desenvolver diferentes sistemas Produto-Serviço para uma festa infantil. Era preciso considerar no projeto a participação da criança e construir diferentes personas.
Ao todo, cerca de 80 pessoas estiveram envolvidas no workshop, que foi realizado através da plataforma de videoconferência Teams. Para a coordenadora do curso Maura Della Flora Flores, a mistura entre alunos de diferentes semestres foi importante para o desenvolvimento dos projetos. “Nesse processo, tem algo que é bem particular dos estudantes: de se articularem entre si. Isso vai além do nosso posicionamento. Traz uma concepção bem positiva da prática profissional”, explica.
Durante a criação das festas, os estudantes tiveram que redefinir os briefings e amadurecer os processos de pesquisas. “Teve uma equipe que escolheu uma criança com autismo, porque traria um desafio novo de entender as peculiaridades daquele público. Já outras equipes determinaram a idade e escolheram as preferências daquela criança. Ou seja, tiverem diferentes recortes para um mesmo briefing”, comenta a professora.

A aluna do primeiro semestre Sophia Nagelstein participou pela primeira vez da atividade. “Fiquei apreensiva, pois tinha a impressão de que não poderia ajudar a realizar as tarefas por ter pouca experiência. Mas acabou sendo um evento incrível”, conta a estudante, que também aprendeu a utilizar novas ferramentas para os trabalhos e projetos em aula.
O fato de estar desenvolvendo um projeto real foi determinante para Sophia. “O Workshop foi importante para entender essa sensação. Guardo boas lembranças e aguardo ansiosa pelo próximo evento. Espero que, em breve, eu possa, finalmente, experienciar de forma presencial”, torce a estudante.

Já para Lucas Henrique Batista, do sétimo semestre, essa foi a última experiência com o Workshop. “Significou, para mim, o encerramento de um ciclo de maturidade e aprendizagem. Hoje, eu olho para trás e vejo que em cada Workshop houve uma grande evolução na minha forma de trabalhar, colaborar e me adaptar aos novos desafios”, comenta.
O estudante destaca que duas edições da atividade foram marcantes para ele: “Uma ocorreu no quinto semestre, e a outra, no sexto. Nesses dois Workshops, fizeram uma fusão entre os cursos de São Leopoldo e Porto Alegre. A forma como colaboramos e nos relacionamos foi muito agregadora”, lembra.

Para o futuro, além de novas edições do Workshop e das Aulas Inaugurais, a coordenação está preparando uma grande comemoração para os 15 anos do curso, que serão completados em 2022. As comemorações terão início no mês de março. A reportagem bem que tentou, porém Maura não quis adiantar como será a celebração. Mas conseguimos um spoiler: “Terá uma história grande e importante para contar”, observa a coordenadora.
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Para Rodrigo, o design é um fator importante nas constantes mudanças da sociedade. “Em todas as conversas sobre nova economia e novos negócios, bem como transformação digital, deixo bem claro que o design é o agente propulsor dessa mudança”, disse o profissional, que é multipremiado. Rodrigo foi eleito, em 2020, Profissional do Ano Apdesign e Profissional de Design do Ano pelo Prêmio Bornancini de Design.
O encontro, que contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas, teve muita troca de experiências entre os estudantes e o convidado. Para a coordenadora do curso de Design Maura Flores, as aulas inaugurais são importantes tanto para alunos que estão começando na graduação, quanto para os que já estão entrando no mercado de trabalho. “Procuramos trazer um tema contemporâneo para a nossa área a partir da vivência de algum profissional com participação e atuação no contexto do design”, explica a professora.

O evento teve como tema central a discussão sobre design e negócios na recente era digital. “Além de ouvirmos sobre design e negócios no contexto de uma sociedade que utiliza muitos meios digitais para interagir e se comunicar, ainda compreendemos mais sobre as relações que se estabelecem na nossa área”, contextualiza Maura.
Rodrigo Leme não poupou elogios à Aula Inaugural. “Adoro esses momentos de compartilhar conhecimento e perceber que o discurso que temos aqui no Grupo Criativo também está alinhado com a academia. É gratificante”, finaliza.
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Tássia decidiu cursar jornalismo logo após finalizar o ensino médio. “Fui aprovada na UFSM e de fato me encontrei. Gostei muito do curso”, revela a doutora, que hoje não se enxerga fazendo outra coisa, que não esteja ligada à área da comunicação e do jornalismo.
Após trabalhar durante um período em um jornal e também com assessoria de imprensa, ela foi percebendo que este caminho fugia um pouco do que tinha idealizado ainda jovem. Foi aí, então, que uma amiga, que na época estava fazendo mestrado em jornalismo, começou a incentivar Tássia a seguir o mesmo caminho.
Decidida a entrar na área da pesquisa, em 2012, Tássia idealizou um projeto para ingressar na Unisinos, porém não foi aprovada. Como ainda estava cercada por muitas incertezas, decidiu pesquisar e conhecer mais sobre os PPGs. Após ouvir alguns ‘não’ e justificativas, como, por exemplo, a de que ela era muito nova para realizar um mestrado, foi aprovada na UFSC, em 2014.
Após o período de mestrado em Santa Catarina, Tássia voltou para Porto Alegre. Motivada a seguir carreira na área da pesquisa, ela se inscreveu e foi aprovada na seleção para doutorado na Unisinos, em 2016. No início, a ideia da pesquisadora era falar sobre a produção de conteúdos de telejornais em smartphones e tablets. Porém, com o passar do tempo, ela percebeu que o audiovisual poderia ser apenas uma parte de um projeto maior. “Vi que poderia focar a pesquisa no jornalismo móvel, de uma maneira geral. Por isso, minha proposta foi pensar nesta linguagem e em como estabelecer parâmetros que pudessem ajudar tanto profissionais, quanto estudantes”, explica Tássia, que defendeu com sucesso, no dia 26 de março, sua tese intitulada Linguagem jornalística autóctone para dispositivos móveis.
Com a perspectiva de realizar uma pesquisa aplicada, a agora doutora elaborou os parâmetros necessários para realizar uma etapa experimental e usou como base os conteúdos produzidos na Beta Redação, Laboratório de Jornalismo com diferentes editorias, disciplinas finais do curso de Jornalismo na Unisinos: “Fiz como se fosse um site e aplicativo móvel pensado para a Beta Redação, adaptando esses materiais. Isso me ajudou a acelerar o projeto de pesquisa, tanto na parte de interface, como de identidade”, completa.
A ideia de pesquisar conteúdos jornalísticos voltados para dispositivos móveis começou no mestrado. Na época, Tássia estudava sobre o telejornalismo e, aos poucos, foi migrando para a segunda tela, que é quando usamos os smartphones como televisão, com o ganho da interação. “Comecei a me questionar em como podíamos produzir jornalismo para dispositivos móveis. Com isso em mente, fui avançando e pesquisando mais”, esclarece.
No final da tese, Tássia observa alguns apontamentos sobre as especificidades dos smartphones e tablets, em relação até mesmo a outros meios de publicação. Além da elaboração de um guia, como ela mesmo define, a pesquisadora traz alguns hábitos de consumo de estudantes de graduação e pós graduação. “Vejo que é um consumo sob demanda, de acordo com as preferências, também focando muito na objetividade e na agilidade. Eles (os estudantes) querem consumir conteúdos rápidos e que sejam acessíveis de forma gratuita”, conclui.

Parte da tese de doutorado de Tássia foi realizada na Universidade de Múrcia, localizada na Espanha, após participar de uma seleção para um Doutorado Sanduíche. Durante seis meses, a pesquisadora acompanhou as aulas e se envolveu em atividades ligadas ao Mestrado de Comunicação Móvel da universidade. Além disso, Tássia desenvolveu parte da pesquisa lá, através da realização de uma pesquisa de campo com oito estudantes, sobre o uso de smartphones e o acesso às notícias. No fim, todo o material acabou entrando para o projeto.

Mesmo após passar pela banca avaliadora e até mesmo já entregar a versão final da tese, tudo ainda parece muito recente para Tássia. “Acho que ainda estou nesse processo de entender tudo. Mas, estou muito feliz também porque a banca foi um momento muito interessante de troca de ideias. Achei muito bacana. Mesmo assim, ainda demora um pouco até realmente cair a ficha…para dizer, tipo, ‘ah, agora eu sou doutora’”, brinca a mais nova doutora em comunicação, que foi orientada pela professora do PPGCom e da Indústria Criativa da Unisinos, Maria Clara Aquino Bittencourt.
Apesar da situação política e econômica não ser muito favorável para a pesquisa, como a própria pesquisadora lembra, Tássia pretende seguir carreira na área. “Se eu tiver a oportunidade, quero seguir na área da docência e da pesquisa. Vou me dedicar para concursos, para ser professor substituto ou até mesmo em seleções para professores, de um modo geral. Ou, se não, tentarei um pós-doutorado na área, algo que me permita continuar aprendendo e continuar pesquisando mais sobre o tema”, finaliza.
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Uma das primeiras experiências profissionais de Martina aconteceu ainda durante a faculdade. A estudante foi admitida como estagiária na Agexcom. Por dois anos, atuou no Núcleo de Relações Públicas da agência. Com o término do estágio, Martina optou por dar um tempo na vida universitária para respirar novos ares. Ela até trocou de país para isso. A jovem resolveu morar na Califórnia, nos Estados Unidos. O intuito da viagem era aprender inglês, já que ela não conseguia fazer isso aqui no Brasil. A experiência, que era para durar no máximo um ano, durou seis. Neste período, Martina trabalhou nos mais diferentes empregos: “Fui babá, garçonete e até mesmo caixa de um banco. Foi um período bem legal, morava a uma quadra da praia”, lembra.
Após voltar dos Estados Unidos, o objetivo de Martina era terminar o curso de Relações Públicas. Ela estudou por um semestre no Uruguai, através de uma bolsa de estudos, e concluiu a graduação em 2013.

As primeiras experiências profissionais de Martina pós-faculdade foram inusitadas. Tudo começou com a vontade que ela tinha em morar no centro do país, onde, segundo ela, tudo acontece: “Mandei currículos para todos os lugares possíveis e pensei em ir na primeira oportunidade que surgisse”, revela.
Por isso, a gaúcha se candidatou para trabalhar no setor de marketing de uma empresa que fazia extensões de cabelos para mulheres. A empresa era estadunidense e estava chegando no Brasil. “Bom, minha mãe era cabeleireira e eu já morei nos Estados Unidos. Ou seja, a vaga era pra mim”, recorda, aos risos.
Depois disso, já em São Paulo, Martina quase conseguiu o “emprego dos sonhos”, que a permitiria viajar por todo o Brasil. Era um projeto da Volvo Caminhões, em parceria com o programa Siga Bem Caminhoneiro, que ia ao ar nas manhãs de domingo, no SBT. Quase, porque, quando o projeto ia começar, acabou sendo cancelado. Martina iria trabalhar em uma caravana que passaria por várias regiões do país.
Projeto abortado, sem emprego e quase sem dinheiro, os arranha-céus de São Paulo, de repente, pareciam cada dia maiores e assustadores. Foi aí que surgiu o comediante Nando Viana na vida da relações-públicas. Nando, também egresso da Unisinos e ex-estagiário da Agexcom, ofereceu um pouso na sua casa até que Martina conseguisse um novo lugar para morar: “A ideia era eu ficar um mês. Acabei ficando nove. Tenho uma gratidão absurda por ele”, comenta.
Por meio de Nando, Martina conheceu o também comediante Murilo Couto. O artista frequentava a casa de Nando, que funcionava como uma espécie de “república de comediantes”. “O Murilo nunca havia gravado suas apresentações. Então, propus produzir um show dele. Ele não precisaria me pagar. Eu ganharia experiência com o projeto. Gravamos e foi um sucesso”, conta Martina. O show de Murilo foi vendido para a Netflix. Assim, em 2015, Martina pode se estabelecer em definitivo em São Paulo.

A parceria profissional com Murilo é um aspecto importante na vida de Martina: “Gosto muito de trabalhar com ele. É um baita de um artista e, o que é mais importante pra mim, ele tem princípios e valores parecidos com os meus”, destaca.
Atualmente, Martina é empresária de Murilo e produtora do grupo de comédia Em Pé Na Rede. Uma das conquistas mais recentes da egressa foi a produção do stand-up Murilo Couto: 2020. Realizado no final do ano passado, a produção foi vendida para o Globoplay. “Gravamos em um lugar totalmente diferente, uma fábrica abandonada. Foi muito desafiador”, observa Martina, que revela ter outro projeto em vista: “Gostaria de ter um canal no YouTube sobre viagens. É uma das minhas paixões”.
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Foi com um gravador de voz da Phillips, presente dado pelo pai, que Daniel Pedroso começou a se aproximar do jornalismo. Lá pelo fim dos anos 1970, Dani, com 7 anos, visitava casas em São Francisco de Paula acompanhado pelo equipamento, entrevistando o pessoal da cidade.
Apesar de ter realizado o curso de Jornalismo Aplicado da Zero Hora e ter ficado entre os selecionados para a entrevista final, foi caminhando pelos corredores da redação do jornal que encontrou Alice Urbim, então gerente de Programação da RBSTV. Com ela, ficou sabendo de uma vaga aberta para estágio na emissora. E foi assim que a carreira de Dani começou, já diretamente ligada ao audiovisual.
Alguns anos depois, quando dividia suas atenções entre o trabalho na RBSTV e na recém-nascida TV Unisinos, Dani passou a se interessar por documentários. Partiu para Cuba, onde estudou o assunto na Escola de Cinema e Televisão. Lá, participou da Oficina de Direção de Documentário, baseada no trabalho de Santiago Álvarez.
Agora, na pandemia, Daniel tem assistido muitas transmissões pelo YouTube, explorando conteúdo. Além de usar as plataformas de streaming, ele assiste “TV em fluxo”, conferindo um pouco de cada canal, como se “estivesse eternamente procurando alguma coisa”. As séries com temática histórica, eventos ao vivo e coberturas jornalísticas simultâneas, como a das eleições e a da pandemia, chamam a atenção de Daniel como espectador.

A vida sempre trouxe boas surpresas para Dani, e a sorte parece estar sempre ao seu lado. Logo depois de concluir a graduação, em 1993, uma amiga de infância indicou um intercâmbio, através da Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural (ABIC). Sugestão aceita. Partiu para Zurique, na Suíça, onde atuou como voluntário com exilados políticos da Sérvia, Croácia e de alguns países africanos. Com certeza, os anos 1990 foram intensos. A queda do muro de Berlim não tinha completado nem cinco anos. Ao lembrar dessa época, veio à memória de Dani o dia em que Kurt Cobain morreu, e ele e o pessoal passaram a noite toda assistindo a transmissão do velório da lenda do Nirvana.
Em Zurique, o vínculo do seu trabalho era com uma espécie de secretaria social. O primeiro deles foi com jovens exilados no “jugendtreffen”, ou “encontro de jovens”, local que oferecia cursos livres. Dani ajudava em um laboratório para fotografias em preto e branco e em um café. Grandes oportunidades se misturavam com o desvario de gente jovem. Nas viagens para conhecer as localidades próximas, chegou a passar 40 dias com apenas 400 dólares no bolso, acompanhado de amigos, uma mochila e um saco de dormir.
O intercâmbio chegou ao fim. Sem saber o que fazer com o alemão que aprendeu, foi para a casa de uma amiga em Londres, e acabou ficando oito meses na Europa. Com o transporte caro, caminhava pelas ruas britânicas mais de uma hora por dia, o que se tornou uma grande oportunidade para conhecer a cidade para além da Trafalgar Square.
Não há quem não goste do Daniel,
uma pessoa com uma bagagem cultural
e de vida imensa, senso de humor
aguçado e uma leveza natural
Desde que voltou, Dani trabalhou durante um tempo na RBSTV produzindo o Jornal do Almoço, realizou o Curso de Direção de Documentário em Havana e trabalhou como chefe de redação da TV Unisinos. Foi ali, inclusive, na emissora universitária, que ao produzir uma entrevista com Stewart Hoover, antropólogo e pesquisador sobre religiosidade, mais uma “loucura” aconteceu. Dani comentou com o convidado sobre o desejo em realizar o Doutorado fora do Brasil e a dificuldade para conseguir uma oportunidade. Eis que Stewart, vejam só, conseguiu ajudar nosso Dani, que partiu para estudar em Austin, na Escola de Comunicação da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Entre o real e o abstrato, entre a loucura e a lucidez. Assim podemos resumir essa figura que é hoje professor no curso de Jornalismo da Unisinos da Unisinos e integrante da equipe de professores orientadores da Agência Experimental de Comunicação (Agexcom). Não há quem não goste do Daniel, uma pessoa com uma bagagem cultural e de vida imensa, senso de humor aguçado e uma leveza natural.
(*) Paola é aluna do curso de Jornalismo da Unisinos. O texto acima foi produzido por ela para uma das etapas da Seleção de Estagiários da Agexcom 2021, que solicitava a produção de um miniperfil baseado em uma entrevista por telefone cuja duração não poderia superar 15 minutos. Como podemos ver, Paola superou a atividade com sucesso. Áh, e como jornalistas gostam de dar notícias, lá vai uma em primeira mão: Paola acabou de ser admitida como repórter do Portal Mescla.
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