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Carolina escolheu Jornalismo, e não se arrependeu. Desde o início da graduação, percebeu como adorava exercer a profissão. Em 2008, conquistou o 1º lugar no Prêmio Unirádio – FM Cultura. Na sequência, vivenciou muitas experiências no jornalismo. Trabalhou na Rádio Unisinos (hoje extinta), Rádio Progresso, Fish Tv e Revista House Mag, onde foi eleita, em 2011, a melhor jornalista especializada em música eletrônica pela FBN Players. Atuou ainda como editora no Grupo Sinos e coordenadora de Comunicação do Senac-RS. Carolina se empregou até mesmo em uma agência de DJ’s. “Até os lugares em que eu não gostava muito de trabalhar, na verdade, eu gostava. Sinto que, em todos esses momentos, consegui colher muito conhecimento, que me ajudou e ajuda até hoje”, avalia a jornalista.

Para a jornalista, sua vida começou a mudar quando trabalhou na agência de comunicação Enfato. “Ali, dei os primeiros passos como assessora de imprensa na prática”, revela. A experiência foi curta: durou apenas o ano de 2018. Mas foi em 2019, segundo Carolina, que os caminhos na área de assessoria realmente se abriram. Nesse ano, ela fez amizade com os integrantes do grupo gaúcho de rap Sifra. Descobriu que eles tinham feito uma música em parceria com o grupo 1Kilo, considerado um dos mais importantes da cena hip hop atualmente no Brasil, mas isso não aparecia nos veículos de imprensa locais. “Fiz a proposta de ajudar os meninos na divulgação dessa música e comecei a trabalhar como assessora de imprensa deles. No início, fazia tudo sem custos para eles”, conta.
A experiência de Carolina o Sifra trouxe outras oportunidades com artistas do segmento, como o 1Kilo e alguns grupos independentes do rap no Brasil. “Foi aí que eu me encontrei. Descobri que era isso que eu queria fazer: atuar como assessora de imprensa no rap”, observa.

No ano de 2019, Carolina continuou como assessora freelancer de vários artistas do segmento. Até que, em 2020, criou a Porque Assessoria, voltada para artistas de rap. “Certo dia, sonhei com o nome da empresa. A partir daí, fui à luta para tirar o projeto do papel”, lembra Carolina. E foi o que aconteceu. Iniciou um período de preparação, em que dedicou-se a criar o conceito da empresa, o logotipo, o site e outros detalhes importantes. Carolina queria estar preparada para quando as grandes oportunidades surgissem.
No início de 2021, Carolina foi convidada para trabalhar com Kawe, hoje um dos principais nomes do trap, uma das vertentes do rap. Kawe explodiu com o sucesso “MDS” em 2020, hit no Tik Tok no Brasil. A música já possui mais de 90 milhões de visualizações no YouTube. Kawe é hoje o rapper brasileiro com o maior número de ouvintes mensais no Spotify.
“Quando me convidaram, eu quase não acreditei. Aceitei o convite na hora”, lembra a jornalista. “Como um artista já tão conhecido e importante como o Kawe ainda não tem assessoria de imprensa?”, se perguntava Carolina, que viu na oportunidade um nicho de negócio. Ela percebeu que faltava uma assessoria especializada no universo do hip hop, principalmente no Rio Grande do Sul. Foi o empurrão que faltava para a decolagem da Porque Assessoria.
O trabalho com Kawe vem rendendo várias oportunidades para Carolina. Além de outros artistas, a jornalista trabalha também como assessora da Batalha da Aldeia, principal grupo organizador e fomentador de batalha de rimas entre MCs do segmento. Carolina vem se encantando pelo universo do rap. “A comunidade do hip hop é incrível. É uma tribo que ajuda quem está lutando ao seu lado. Por isso, decidi criar a Porque Assessoria e trabalhar com isso”, explica a jornalista.
Carolina confessa que o rap não é o seu gênero musical preferido. Mas isso, na opinião dela, não a faz uma profissional pior. “Eu não preciso saber tudo sobre esse universo. O mais importante é o conhecimento que tenho sobre o meu cliente”, diz. Para ela, é muito legal e relevante consumir cada vez mais o rap. “Foi aqui que me encontrei. É isso que quero fazer: trabalhar como assessora de imprensa para artistas de rap”, enfatiza.
Através da Porque Assessoria, Carolina já trabalhou com artistas como 1KIlo, Uclã, Tribo de Jah, Pelé Mil Flows, entre outros. Além da assessoria de imprensa, a empresa oferece serviços para veiculação de clipes, produção de conteúdo, releases, bios e diagnóstico de comunicação.
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]]>O jovem se propõe a falar do urbano, daquilo que está nas ruas e no cotidiano dos jovens, mas que também é impermanente. “É tipo o desejo das pessoas, saca? O cara tomar um trago, ter um tênis da hora. Mas que vai passar, porque vão surgir outros assuntos”, conta.
Para além da questão comercial, seu trabalho tem uma motivação artística. A ideia surgiu do desejo de criar tags (assinaturas do pichador), mas, ao invés de paredes, ele preferiu usar roupas como uma tela em branco. “Algo que se locomove junto de quem compra. A obra te acompanha, diferentemente de um quadro, por exemplo”, explica Henrique. Para o fotógrafo, tanto a pichação como o grafite são formas de arte, a diferença é que o primeiro trabalha com a escrita, e o segundo, a imagem.
No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), mas muitos defendem o ato como um movimento cultural urbano que foi marginalizado pelas autoridades.
Uma das experiências que Henrique destaca como importante neste ano foi o Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre 2019, que abordou identidade, hibridismo e diferença. O estudante foi um dos quatro alunos do Curso de Fotografia da Unisinos selecionados para expor seus trabalhos, resultantes de uma residência artística do Festival (você pode conferir em matéria produzida pelo Mescla).
Ao longo de três meses, ele desenvolveu um trabalho autoral sobre o tema “diásporas”. “Era sobre o deslocamento das pessoas que vivem na região carbonífera, pois quando elas crescem, buscam outros lugares atrás de uma melhor qualidade de vida”, diz o jovem.
Para Henrique, o melhor de tudo foi a troca de experiências, pois cada fotógrafo tinha um olhar diferente sobre o mundo. A troca gerou uma amizade entre os participantes, o que o estudante guarda com muito carinho.





A estreia
Sua primeira coleção reuniu 20 unidades de camisetas com a mesma estampa em diferentes cores. Apesar de estar um pouco inseguro com o lançamento, teve uma grande receptividade do público das cidades gaúchas de Butiá e Santa Cruz do Sul, além de Florianópolis (SC). Henrique mora na cidade de Butiá e tem uma forte ligação com a cultura hip hop. Ele também trabalha desde os 16 anos em uma loja do ramo street/surf wear, onde aprendeu muito sobre moda e confecção.
O estudante também integra o coletivo de rap Saga, além do Areaz Crew, voltado ao break e as danças urbanas. Apesar de não dançar, ele conta: “São cidades muito pequenas. A gente se ajuda como pode para manter a cena viva”.
O estudante de Fotografia pretende se aprofundar na área para trazer novas coleções e seguir com trabalhos autorais.








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