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Buenos Aires é uma cidade repleta de história, cultura e oferece a oportunidade de mergulhar em um ambiente rico em conhecimento. A famosa Avenida 9 de Julio, uma das mais largas do mundo, é um ótimo ponto de partida. Caminhar por suas calçadas largas levará você ao Obelisco, monumento construído em comemoração ao quarto centenário da fundação da cidade, e ao Teatro Colón, um dos cinco melhores teatros do mundo.

A Casa Rosada, com sua fachada cor-de-rosa, visitantes podem aprender mais sobre a história e a cultura argentina. Infelizmente, o Museu da Casa Rosada, onde os turistas podem fazer passeios guiados para explorar os corredores e salas históricas do edifício, está temporariamente fechado. Mas ao redor, tem várias construções incríveis de se olhar e tirar fotos lindas.
Para uma imersão completa na cultura portenha, não deixe de explorar quatro encantadores bairros: Recoleta, Palermo, San Telmo e La Boca. Cada um oferece uma experiência única.
A Recoleta, é um dos bairros mais elegantes e requintados de B.A, também chamado de “Paris do Sul”. Aqui você vai encontrar um rico cenário cultural, representado pelo Museu Nacional de Bellas Artes (MNBA) e pelo Centro Cultural de Recoleta. O Museu Nacional de Bellas Artes (MNBA) é um dos principais museus de arte da América Latina, com uma extensa coleção que abrange desde obras de artistas argentinos do século XIX, como também de Picasso, Gauguin, Van Gogh, Renoir, Monet, Degas e Rodin.

E no coração da Recoleta, encontra-se o Centro Cultural que, por si só, já é um lugar que vale a pena conhecer e que oferece uma forte cultura de arte em movimento. Um espaço cultural multifuncional que oferece exposições, shows, performances teatrais e eventos artísticos ao longo do ano, como, por exemplo, festivais de Freestyle, competição de Street Dance, show de talentos e karaokê.

Palermo, com sua atmosfera moderna, é um ponto de encontro para artistas e designers, com uma infinidade de galerias de arte, lojas de design e espaços culturais. O bairro abriga espaços de arte contemporânea e exposições que apresentam o talento argentino e internacional. O bairro abriga também o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA), com obras de grandes artistas latino-americanos, incluindo os brasileiros Di Cavalcanti, Portinari e Tarsila do Amaral.

Não deixe de explorar as lojas de design independentes de Palermo, onde se encontra roupas, acessórios e objetos únicos criados por designers locais. Se a vibe for de moda e estilo, o bairro também possui uma cena de moda vibrante, com butiques de marcas emergentes e conceituais.
San Telmo é conhecido por suas ruas históricas e casarões antigos que remontam aos primórdios de Buenos Aires, no século XVIII. A Plaza Dorrego é um ponto central em San Telmo, com sua feira de antiguidades aos domingos, que preserva a essência e a tradição da cidade, com sua atmosfera boêmia e histórica, oferece uma variedade de itens vintage, obras de arte, roupas e objetos peculiares para levar como lembrança da sua visita.

Não deixe de visitar o Museo de Arte Moderno (MAMBA), com obras de diversos artistas, que são substituídas com frequência, é excelente para quem quiser conhecer a arte argentina atual e do século XX.
O bairro de La Boca, definido por suas raízes imigrantes, ainda mantém seu passado vivo nas ruas coloridas e vibrantes. Lá é possível explorar o Caminito, com uma arquitetura colorida, cheio de arte de rua, cantores locais, apresentações de tango e lojas de artesanato.

O bairro respira a paixão e a intensidade do tango argentino. A atmosfera é única, e é comum encontrar artistas de rua dançando e tocando tango ao ar livre, enchendo as ruas com o ritmo contagiante. La Boca também é o lar do clube de futebol Boca Juniors, onde o estádio emblemático, La Bombonera, é uma visita obrigatória para os fãs de futebol.
Explorar a culinária local é uma parte essencial de qualquer viagem, e Buenos Aires não decepciona. Uma visita à cidade não é completa sem provar uma boa parrilla argentina. Seja em um renomado restaurante ou em um pequeno empreendimento gastronômico local, os cortes são suculentos e preparados ao seu gosto.
O Don Julio, eleito o melhor restaurante de carnes do mundo em 2023, não pode ficar de fora do seu roteiro. O título de melhor carne justifica a fila de espera de 2 horas, caso não tenhas reserva, mas pode ser feita antecipadamente pelo site. Mas se não conseguir, vá assim mesmo. Encare a longa fila de espera degustando algumas taças de espumante Chandon e mini empanadas deliciosas servidas pelo restaurante. Vale muito!

Mas se você estiver em busca de opções mais econômicas, a cidade também oferece as famosas “parrilla” de rua, onde dá para saborear um delicioso choripan, um pão com linguiça grelhada, muitas vezes acompanhada de chimichurri.
Além do churrasco, a cidade oferece uma grande influência culinária italiana, resultado da forte imigração italiana para o país. Pizzas deliciosas, massas frescas e molhos caseiros são encontrados em abundância nos restaurantes de Buenos Aires.
O Mercado de San Telmo também é parada gastronômica obrigatória, ideal para provar vários clássicos da culinária argentina em um só lugar. Parrillas, massas, choripans, mas o principal são as deliciosas empanadas, típicas de Buenos Aires, que são um dos pratos mais populares e emblemáticos, e realmente valem a fama que têm.

E para quem prefere as sobremesas? Ah, Buenos Aires também não decepciona, com seu doce de leite argentino e os famosos alfajores. As medialunas, uma espécie de croissant argentino, também são uma delícia e podem ser saboreadas em cafés e padarias espalhadas pela cidade.

Enfim, pena que passa tão rápido! Buenos Aires é um destino que expande horizontes e cria memórias duradouras! Espero que tenha curtido a viagem da viagem e que te inspire a fazer seu próprio vôo. Até o próximo destino!
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]]>Para isso, reunimos a nossa equipe de reportagem, formada pelas repórteres Laura Santiago, Paola De Bettio e eu, Marília Port. Cada uma de nós deu três dicas de livros que merecem muito uma chance nessas férias. São recentes e antigos, de diferentes gêneros, autores e nacionalidades, mas todos têm algo em comum: a arte de pausar a realidade e viver outras vidas através das suas páginas. Bora conferir?
A história é de autoria de Shel Silverstein, o mesmo autor de “A parte que falta”. O livro é muito comovente e sensível. Traz dois personagens: um menino e uma árvore. Eles nutrem uma amizade especial, até o menino crescer e desejar usar a árvore ao longo de várias ocasiões da vida dele, em uma atitude oportunista, interesseira e egoísta. Ainda assim, a árvore é uma verdadeira companheira.
Datado de 1964, o livro fala sobre como nos relacionamos com os outros e com o mundo, e traz também um importante ensinamento sobre a natureza e o meio ambiente, tudo isso de uma maneira afetiva. Além de ter escrito a história, Silverstein produziu as ilustrações.
Escrita pelo colombiano Gabriel Garcia Márquez, a história de época acompanha Sierva María, menina de 12 anos que contrai raiva ao ser mordida por um cão. A narrativa envolvente transita entre os diferentes pecados capitais, cujos horrores afligem o leitor do início ao fim do livro.
Tudo acontece em uma pequena cidade latina de colonização espanhola, marcada por dogmas católicos, onde o que não fosse ao encontro dos ideais da Igreja era considerado bruxaria.
Diante dos sintomas da doença, os pais, pouco presentes, acreditam que a menina esteja possuída. Por isso, enviam Sierva a um convento. A situação piora cada vez mais, quando o padre local se envolve com a menina. Agora, sem mais spoilers! Você vai ficar preso na história e, quem sabe, lerá tudo em um único dia.
Esse é um livro de história real. Por ter uma vasta experiência trabalhando em uma reserva ecológica na Alemanha, o engenheiro florestal Peter Wohlleben dedica as páginas a um pouco de tudo o que aprendeu observando as árvores. Cada capítulo apresenta algum aspecto em particular sobre a forma como vivem, em suas diferenças e semelhanças com os humanos, além das suas interações com outras formas de vida.
À primeira vista, a ideia pode parecer limitada à botânica ou outras disciplinas que se debruçam sobre o estudo das plantas. Mas não se engane: somos muito parecidos com elas e, ao mesmo tempo, temos muito a aprender com a existência delas ancorada na ancestralidade. É uma leitura inspiradora e tranquila, sobretudo para a hora de dormir – embalará o seu sono ao caminhar entre as árvores dos distantes bosques alemães.
A obra mais famosa de Caio Fernando Abreu é especialmente memorável agora, em 2022, ano em que a casa do autor em Porto Alegre foi derrubada. É um livro de contos, dividido em três partes: “O mofo”, que traz a melancolia e frisa diversos elementos para isso, como cigarro, bebida e natureza; “Os morangos”, em que a descrição ainda prende, mas aparentemente sem tanta tensão negativa; e “Morangos mofados”, que encerra o livro com um conto.
Esse último, apresentado com uma música dos Beatles, “Strawberry fields forever”, remete à saudade. Talvez aí fique clara a mensagem do autor, sobre “enfeitar a amargura”, porque o morango, mesmo doce e com aspecto de refúgio, está/é mofado. “A vida não é um morango”, diz um dito popular. Talvez seja um morango mofado. Além de mostrar como “enfeitar a amargura”, oferece várias sensações sobre a vida na década de 1980, momento de tensões políticas e sociais em grande parte provocadas pela ditadura militar.
Este livro é, na verdade, a memória da amizade entre um cachorro e seu tutor, o dramaturgo brasileiro Walcyr Carrasco. O texto explora a parceria e os momentos épicos da amizade do autor com Uno, um husky siberiano. O livro faz com que o leitor se sinta parte da história entre os dois; seja nos momentos felizes, nos momentos estranhos ou nos momentos tristes.
De todas as indicações, essa é direcionada especialmente para aqueles que têm cães como seus melhores amigos e se emocionam com histórias de amizade e superação, como “Marley & Eu” e “Sempre ao seu lado”. A gente sabe como vocês se sentem! 

Se você já leu algo escrito por Paulo Leminski, sabe o poder que ele tem. Se não leu, que essa seja a oportunidade que lhe faltava. Artista das palavras, o autor das poesias dispostas nessa obra provoca, diverte e emociona. Entre jogos de palavras, o tempo parece outro: são centenas de páginas que duram minutos, em que cada poesia equivale a um segundo.
Esse compilado também é uma ótima pedida para quem deseja desbravar os horizontes desse gênero literário e experimentar algo novo, com uma leitura rápida e fluida. Além de tudo isso, ler Leminski significa prestigiar os escritos de um dos grandes nomes da literatura brasileira que, mesmo falecido há mais de 30 anos, continua sempre necessário, histórico e atual.
Vem mais poesia por aqui! Esse livro tem seleção e prefácio de Cláudio Portella. Torquato Neto foi poeta, jornalista e compositor. Criou várias letras de músicas para o Tropicalismo, movimento cultural surgido na década de 1960, e trabalhou nos jornais Correio da Manhã e Última Hora, em que, por vezes, escreveu sua coluna em formato de poesia. Também se aventurou pelo cinema. Existe em sua obra uma certa psicodelia consciente e sagacidade para capturar o abstrato da vida. Sua linguagem poética consegue ser assertiva quanto a uma série de sentimentos.
Transitou ainda pelo cinema marginal e pela poesia concreta. A Vitrine Filmes lançou “Torquato Neto – todas as horas do fim”, trazendo a carga poética, a personalidade e vários trabalhos dele. O título do documentário é uma referência ao final de um de seus poemas, que termina assim: “Eu sou como eu sou presente, desferrolhado indecente, feito um pedaço de mim. Eu sou como eu sou, vidente, e vivo tranquilamente, todas as horas do fim”.
Confesso que ainda estou nas páginas iniciais deste livro. Nas primeiras impressões, tudo indica que será uma leitura para relembrar, ou, no meu caso, descobrir ainda mais detalhes da dura realidade da ditadura militar vivida por aqueles que se opuseram ao sistema que dominou o país por 21 anos.
O livro foi escrito por Matheus Leitão, jornalista investigativo brasileiro e filho da também jornalista Miriam Leitão. O autor narra a história do período que foi comandado por militares no Brasil a partir da perspectiva de seus pais, perseguidos pelo regime autoritário – foi em meio a esse caos que eles se conheceram.
Algum leitor de suspense por aí? Pois bem, para completar a lista, foi inevitável incluir a rainha do crime: Agatha Christie. A renomada escritora britânica deixou um legado de dezenas de histórias publicadas em livro, adaptadas ao cinema, traduzidas para inúmeros idiomas. O livro que ganhou o lugar nessa lista é de 1949, e acompanha a investigação do assassinato do patriarca octogenário de uma família grande.
O problema é que, nessa casa, todos são suspeitos. Essa leitura, por sinal, eu mesma ainda não concluí – vai ser uma leitura de férias para mim também. Cabe a nós, eu e você, conduzidos pelos detetives da Scotland Yard, desvendar o mistério.
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]]>Livro: Fangirl – Rainbow Rowell

Em momentos de crise, nada melhor do que um livro sobre o grande primeiro passo da vida adulta: a faculdade. Indico esse romance leve e divertido (talvez mais divertido do que leve) no qual Cath, uma autora de fanfics, se muda para o campus e precisa lidar com a nova rotina e o segredo de ser uma web escritora famosa. O problema é que jovens adultos não parecem ligar para fanfics, mundos imaginários ou tudo que Cath gosta. Ou talvez, ela só precise dar uma chance ao mundo.
Série: Strong Girl Bong-soon

Na onda de protagonistas que sabem o que querem, indico essa série coreana — disponível naquela plataforma conhecida que não me paga merchandising. Todas as mulheres na família de Do Bong-soon possuem uma força extraordinária, inclusive ela, que acaba trabalhando de guarda-costas para o CEO da empresa onde deseja criar video-games. Essa série (ou dorama, para os íntimos) tem comédia, amor sem machismos clássicos, uma protagonista ridiculamente forte e suspense. Quer mais?
Livro: Imaginário Coletivo – Wesley Rodrigues

Liberdade e força de vontade. Esse é o enredo de Imaginário Coletivo, uma história em quadrinhos do brasileiro Wesley Rodrigues. Durante 500 páginas (parece muito, mas eu juro que não é), você vai acompanhar a história de uma vaca que queria ser pássaro. Com traços que te cativam do início ao fim, a narrativa nos faz pensar se estamos conseguindo alcançar tudo o que poderíamos ser.
Série: Dirk Gently’s Holistic Detective Agency

Não acho que exista uma maneira de explicar esta série (mais difícil ainda fazer em poucas linhas) e é por isso que ela é tão sensacional. Dirk é um detetive holístico, ou seja, acredita na interconexão de todas as coisas. Logo, cada segundo do episódio é conectado com outro e, por mais aleatório que pareça, tudo se encaixa perfeitamente no final (isso também quer dizer que tudo pode ser spoiler…). O Dirk acaba investigando crimes que só podem ser resolvidos por ele e, dessa forma, só podem ser feitos de uma maneira peculiar. A narrativa é perfeita e você vai ficar vidrado.
Livro: O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Quando o protagonista retorna a sua cidade natal para um funeral, ele vai visitar a casa no final da rua onde morava na infância. Ali, aos sete anos, ele havia conhecido uma garota chamada Lettie – que costumava chamar o lago nos fundos daquela casa de oceano. Assim que chega, ele é tomado por lembranças dos eventos estranhos que viveu. Uma história simples, mas profunda, que mostra que os adultos são muito mais moldados pelo que viveram na infância do que imaginam.
Série: Spartacus

A conhecida história real do gladiador que começou um levante contra o Império Romano contada em uma série de quatro temporadas com elenco de ponta, produção excelente e um roteiro que não dá espaço para pegar fôlego. Tudo isso combinado numa estética incomum de se ver em séries. Algo semelhante com o filme 300, que dá uma ênfase até exagerada para o sangue jorrado, esbanja da câmera lenta entre um golpe e outro e, em alguns momentos, cria um cenário propositalmente irrealista.
Livro: Me chame pelo seu nome – André Aciman

Sim, este é o mesmo livro que inspirou o filme de Luca Guadagnino, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, em 2018. A história se passa na Itália, em 1983. Elio é filho de um pesquisador que todos os anos convida um acadêmico para ajudá-lo em suas pesquisas. No verão de 83 ele conhece Oliver com quem tem uma relação amorosa em segredo. Narrado em primeira pessoa, o livro fala sobre sexo, sexualidade e descobertas. Um livro bem intenso e ao mesmo tempo gostoso de ler.
Série: Chernobyl

Esta é uma daquelas séries necessárias, pois relata o maior desastre nuclear da história que ocorreu em abril de 1986 no reator nuclear n°4 da Usina Nuclear de Chernobyl. Com atuações impecáveis e cenas grotescas, Chernobyl te faz refletir sobre política, informação e como ações humanas movidas pelo orgulho podem prejudicar a vida de muitas pessoas. Um spoiler: com certeza você vai chorar na cena dos cachorrinhos e odiar muitos personagens que existiram na vida real.
Livro: Rota 66 – Caco Barcellos

Rota 66 é um livro reportagem do jornalista Caco Barcelos, que mostra como ele construiu a base de dados dos assassinatos feitos pela polícia da cidade de São Paulo. A investigação vai dos anos 70 até 92, quando Caco encerra sua pesquisa e consegue contar diversas histórias, além de revelar crimes envolvendo os policiais militares que envolviam o grupo Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), além de extremo despreparo da instituição e do governo.
Série: Sense8

A série conta a história de um grupo de jovens que possui um elo muito forte e sobrenatural. Ao longo dos episódios eles descobrem o motivo pelo qual essa ligação é tão intensa. E a partir disso, encaram diversas situações de risco contra pessoas poderosas que querem dominá-los. A série também traz à tona debates como gênero, raça e sexualidade.
Acho que com tantas sugestões, não há tédio que resista. A equipe do Mescla espera por vocês no início de março com novas matérias, novas discussões e todo o empenho da Indústria Criativa.
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