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Arquivos fakenews - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/fakenews/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Tue, 30 Mar 2021 16:53:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 “As fake news são, no momento, as maiores ameaças contra a democracia no mundo” https://mescla.cc/2021/03/30/as-fake-news-sao-no-momento-as-maiores-ameacas-contra-a-democracia-no-mundo/ https://mescla.cc/2021/03/30/as-fake-news-sao-no-momento-as-maiores-ameacas-contra-a-democracia-no-mundo/#respond Tue, 30 Mar 2021 14:22:01 +0000 http://mescla.cc/?p=14823 O curso de Comunicação Digital (ComDig) da Unisinos promoverá, nesta quarta-feira (31), Aula Inaugural com Leonardo de Carvalho e Mayara Stelle, responsáveis pelo Sleeping Giants Brasil. O projeto possui atualmente mais de 600 mil seguidores nas suas redes sociais. O coordenador da ComDig, Daniel Bittencourt, entende que, por ser hoje o maior fenômeno de comunicação […]

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O curso de Comunicação Digital (ComDig) da Unisinos promoverá, nesta quarta-feira (31), Aula Inaugural com Leonardo de Carvalho e Mayara Stelle, responsáveis pelo Sleeping Giants Brasil. O projeto possui atualmente mais de 600 mil seguidores nas suas redes sociais.


O coordenador da ComDig, Daniel Bittencourt, entende que, por ser hoje o maior fenômeno de comunicação no Brasil, a presença do Sleeping Giants na Aula Inaugural é fantástica. “A batalha contra a desinformação que o Sleeping promove se mostra extremamente necessária, pois as fake news são, no momento, as maiores ameaças contra a democracia no mundo”, acredita o professor. Para Bittencourt, o Sleeping Giants é a primeira vitória nessa luta desde 2016.


Participará também do encontro o diretor da Unidade Acadêmica de Graduação da Unisinos, Sérgio Eduardo Mariucci, que falará aos alunos sobre democracia e liberdade de expressão.


Contra a desinformação


Fundado no começo de 2020, o Sleeping Giants Brasil trabalha, via redes sociais, alertando empresas a retirarem suas propagandas de sites que reproduzem notícias falsas e discursos racistas, homofóbicos e machistas. O objetivo é enfraquecer financeiramente esses portais. O projeto é inspirado no perfil de mesmo nome criado em 2016 nos Estados Unidos.


A versão brasileira do Sleeping Giants foi criada pelos estudantes de Direito paranaenses Leonardo de Carvalho e Mayara Stelle, ambos de 22 anos. “A ideia de iniciar o projeto começou quando eu li uma notícia no El País sobre a iniciativa americana e como ela tinha tirado 8 milhões de dólares de propagadores de fake news”, conta Leonardo. “Pesquisando sobre o Sleeping, percebi que era um projeto fácil de se fazer aqui no Brasil e que teria um grande impacto. Com ele, você consegue desincentivar, de alguma maneira, a produção de fake news”, acredita.


Para Leonardo, apesar do perfil ser mantido por ele e Mayara, o sucesso do Sleeping Giants Brasil em desmonetizar um sistema de distribuição de fake news muito bem estruturado está na atuação dos seguidores, que acham e cobram essas empresas que financiam quem divulga informações mentirosas. “Nosso objetivo contra as fake news e os discursos de ódio tem tido êxito por conta da nossa comunicação não-violenta. Nós nunca tentamos humilhar as empresas que têm anúncios nesses veículos. Nós apenas alertamos o que eles deveriam fazer”, reitera.

Criado por Leonardo e Mayara, o Sleeping Giants já possui mais de 600 mil seguidores nas suas redes sociais. (Foto: Arquivo Pessoal)


Desde o seu começo, o Sleeping Giants Brasil já conseguiu tirar 5,4 milhões de reais em sites de discurso de ódio e fake news. Em 40 campanhas, 900 empresas foram informadas de que possuíam anúncios nesses portais. Como retorno, o projeto obteve 740 respostas positivas. “Vejo que as empresas estão tendo mais cuidado com os lugares onde o dinheiro de sua publicidade está sendo investido. Na verdade, se pararmos para pensar, é dinheiro que está indo para o ralo”, afirma Leonardo.


É claro que a luta contra quem produz e compartilha esse tipo de discurso trouxe alguns problemas para a dupla fundadora do perfil. “Tentamos ao máximo nos resguardar, pois sabíamos que seríamos alvo do discurso de ódio e das fake news. A Mayara acaba sofrendo mais ataques por ser mulher, mas é como o jogo funciona para esses caras”, revela Leonardo. “Porém, a partir do momento que começaram a divulgar nossos dados e endereços, a gente resolveu revelar nossas identidades, até para tentar mostrar para as pessoas que é possível lutar contra esse sistema baseado em espalhar mentiras”, explica.


Mesmo assim, apesar das hostilidades sofridas nos últimos meses, Leonardo e Mayara entendem que o trabalho feito pelo Sleeping não pode parar. “Vivemos na era da pós-verdade. Por isso, o nosso papel de conscientização é tão importante e faz com que a gente continue, mesmo com todos os problemas”, acredita Leonardo.


Reconhecimento


Leonardo e Mayara ainda não se acostumaram com o reconhecimento público do trabalho realizado e os convites para eventos na área da comunicação. “Para nós, ainda é novo falar sobre o Sleeping Giants externamente e perceber a quantidade de pessoas capacitadas interessadas no que fazemos. Mas acreditamos muito na importância dessa troca de ideias com a sociedade acadêmica”, diz Leonardo.


Para a Aula Inaugural da Comdig, a dupla está preparando um levantamento histórico para provar que a comunicação não-violenta é o grande motivo do sucesso do projeto. Para eles, o curso tem tudo a ver com o trabalho desenvolvido no Sleeping Giants. “Apesar de sermos do Direito, hoje nossa atividade está totalmente relacionada à comunicação”, avalia Leonardo. 


Marque na agenda!

O que: Aula Inaugural da ComDig
Convidados: Leonardo de Carvalho e Mayara Stelle, responsáveis pelo Sleeping Giants Brasil
Quando: Quarta-feira, 31 de março
Horário: 19h30min
Onde: Transmissão via Teams (http://bit.ly/SGCOMDIG)
Investimento: Gratuito

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Robôs, fake news e jornalismo investigativo https://mescla.cc/2018/10/09/robos-fake-news-e-jornalismo-investigativo/ https://mescla.cc/2018/10/09/robos-fake-news-e-jornalismo-investigativo/#comments Tue, 09 Oct 2018 19:32:20 +0000 http://mescla.cc/?p=8088 Com mediação da jornalista Carla Miranda – coordenadora de desenvolvimento editorial do O Estado de São Paulo (um dos jornais mais antigos e tradicionais do Brasil) -, mais de 300 estudantes de 56 universidades compareceram à 13ª Semana Estado de Jornalismo, em São Paulo. Os alunos assistiram a 16 palestras em quatro dias, de 25 […]

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Com mediação da jornalista Carla Miranda – coordenadora de desenvolvimento editorial do O Estado de São Paulo (um dos jornais mais antigos e tradicionais do Brasil) -, mais de 300 estudantes de 56 universidades compareceram à 13ª Semana Estado de Jornalismo, em São Paulo. Os alunos assistiram a 16 palestras em quatro dias, de 25 a 28 de setembro. Abaixo, separamos as melhores informações e dicas para os futuros jornalistas.

  • Aplicativos para verificação de dados políticos

Francisco Gil Castello Branco Neto é o atual secretário-geral da Associação Contas Abertas, uma entidade que visa contribuir para o controle social sobre o orçamento público. Ele foi o primeiro palestrante da Semana Estadão.

Com a palestra “Acompanhando os gastos no dia a dia”, ele abordou o uso de aplicativos e sites para rastrear gastos públicos de vereadores, prefeitos, governadores, senadores, deputados e até o presidente. Abaixo, a lista de ferramentas listadas por ele:

Gil Castelo Branco durante palestra na 13ª Semana Estado de Jornalismo / Foto: Natan Cauduro

– Detector de ficha de político: o aplicativo pertence ao Vigie Aqui, uma ferramenta online que descobre a ficha de políticos. O app é gratuito e pode ser baixado em smartphones. Através de um sistema de reconhecimento facial, o Detector descobre processos criminais, ações de improbidade administrativa e inquéritos. Basta acessar o programa e fazer uma foto do rosto do político, que pode ser tirada da televisão, santinhos, panfletos, debates, vídeos na internet, anúncios etc.

Ranking dos políticos:  trata-se de uma iniciativa privada com o objetivo de, como já explicita o nome, ranquear políticos do melhor ao pior. Nesse processo, são usados critérios específicos para criar o panorama geral. São eles: presença nas sessões; privilégios; processos judiciais; qualidade legislativa; formação; filiação partidária; extras. Contudo, o site também permite que cada usuário crie seu próprio ranking baseado em suas considerações e crenças pessoais.

Capital dos Candidatos: o site é uma parceria entre Laboratório Analytics da Universidade Federal de Campina Grande e o Ministério Público da Paraíba. A cada eleição, políticos devem apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma declaração dos bens que possuem. O site traz as informações diretamente do TSE e facilita a pesquisa sobre políticos.

 

  • Jornalismo de Instagram

Dentre os temas debatidos na Semana Estado de Jornalismo, a internet marcou presença. Os palestrantes ressaltaram, com frequência, a importância dessa área na construção do jornalismo e ações para o jornalista apropriar-se desse meio.

O próprio Estadão trabalha com o recurso IGTV, o aplicativo de vídeo do Instagram. Dentro desse meio, o veículo utiliza do projeto “Carrapato Estadão”. Os carrapatos são repórteres focas que seguem os candidatos à Presidência da República do Brasil, no pleito deste ano, durante compromissos políticos pelo país. Contrariando uma das principais normas do audiovisual, as filmagens são feitas na vertical. Com um smartphone contendo software de edição de vídeo, fone de ouvido e uma bateria, os cinco carrapatos informam a audiência pelo aplicativo.

Da esquerda para a direita: Everton Oliveira, Matheus Prado, Gabriel Wainer, Augusto Decker e Gil Castelo Branco / Foto: Natan Cauduro

 

O atual líder da iniciativa é o coordenador de TV do Estadão, Everton Oliveira. A equipe dos carrapatos é composta pelos repórteres Gabriel Wainer (Ciro Gomes), Talita Nascimento (Geraldo Alckmin), Matheus Prado (Marina Silva), Victoria Abel (Fernando Haddad) e Augusto Decker (Jair Bolsonaro).

Cobrir uma eleição presidencial pelo Instagram é algo novo. O projeto tenta conversar com um público mais jovem e que não é, necessariamente, assinante do jornal. De acordo com Oliveira: “A diferença dessa campanha para todas as outras que cobri está no uso das redes sociais. Traz transparência, as pessoas ficam mais próximas da realidade dos candidatos”.

Alguns números sobre o Carrapato Estadão: ao longo dessa campanha, o grupo fez 41 viagens e passou por 31 cidades de nove estados diferentes. Foram 103 vídeos publicados, de 22 de agosto a 24 de setembro. O programa do Estadão pelo IGTV, sozinho, já teve 370 mil acessos. Somado esse número com o de outras iniciativas do jornal no Youtube, Facebook, Instagram e Twitter, as redes sociais renderam quase dois milhões de visualizações – 1.825.000.

 

  • Os robôs na vanguarda da verificação

 

A tecnologia veio para auxiliar o jornalista. Foi com esse raciocínio que Tai Nalon e Laura Diniz, ambas jornalistas, apresentaram seus robôs: Fátima e Rui Barbot. Tai é diretora e co-fundadora da agência de checagem Aos Fatos. Em sua palestra “Fátima, o robô checador”, ela abordou a importância do boot na checagem da veracidade do discurso público.

Segundo Tai, o chatboot Fátima usa linguagem de programação Python e foi desenvolvido em duas etapas. Na primeira, a robô, através do Facebook, conversaria com pessoas usando o Messenger, aplicativo de mensagem da rede, para ajudá-las no processo de verificação online de informações, em como separar fatos de opiniões e em como saber se uma fonte é confiável ou não. Além disso, Fátima seria, e é, responsável por distribuir conteúdo já checado pela Agência de Fact-checking, Aos Fatos.

Tai Nalon, diretora e co-fundadora da agência de checagem Aos Fatos / Foto: Natan Cauduro

Na segunda etapa, já alcançada, Fátima consegue rastrear a distribuição de URLs com conteúdo falso pelo Twitter. A @fatimabot responde o usuário responsável pela publicação, avisando-o sobre a propagação de conteúdo falso.  Ela também acrescenta na resposta um link que demonstra a verificação completa da informação. Contudo, ela só avisa os usuários do Twitter caso a informação tenha sido previamente checada pela Aos Fatos.

Ao todo, a chatboot já mapeou quase 11 mil links e enviou mais de 1,5 mil alertas pelo Twitter. Segundo Tai, Fátima consegue furar as bolhas sociais e alcançar um público diversificado. “As chances de furar bolhas são maiores quando não há o peso institucional do Aos Fatos por trás de uma checagem. Por isso que a Fátima boot é legal. As pessoas acreditam nela”.

Laura Diniz, sócia e diretora de desenvolvimento do site JOTA / Foto: Natan Cauduro

Laura Diniz é sócia e diretora de desenvolvimento do site JOTA, uma iniciativa que começou em 2014 e hoje se transformou em um dos principais veículos de comunicação especializado na cobertura do Poder Judiciário. “Nosso objetivo era avaliar as escolhas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas também os processos que eles deixam para trás”, afirma Laura.

O JOTA é responsável pela criação e manutenção do robô Rui. A função do boot é monitorar o tempo que o STF leva para julgar um processo judicial. O robô lança um alerta via Twitter @ruibarbot – e avisa quando algum processo fica inato por um ano (completa aniversário) ou alcança uma data expressiva, como um mês sem movimentação.

  • A mentira é fake news?

Daniel Bramatti é o atual presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e editor do Estadão Dados, núcleo de jornalismo de dados do periódico. Em sua palestra “Todos juntos contra as Fake News”, Daniel abordou o projeto Verifica do Estadão, um blog de checagem de informações falsas pela web.

Além de abordar a iniciativa, Bramatti afirmou não gostar do termo Fake News, pois sua tradução literal para o português não compreende a realidade da expressão. Para Bramatti, o termo mais adequado seria notícia falsificada. Segundo ele, o “jornalismo mal feito e enviesado não é fake news”. O erro jornalístico, ou apurações mal feitas, não configuram falsidade. São situações corriqueiras que o repórter lida. Para Bramatti, o erro não pode ser caracterizado como falsidade ou manipulação, pois essa associação prejudica a credibilidade da imprensa.

Ao todo, foram realizadas 25 semanas de jornalismo Estadão / Foto: Natan Cauduro

  • Workshop: as pautas e o lide

A jornalista Carla Miranda não foi só mediadora dos debates da Semana. Na manhã de quinta-feira, 27, ela foi responsável por ministrar um workshop sobre estrutura de texto jornalístico. Dos assuntos tratados, ela deteve-se, em especial, na construção do lide. Para Carla, existem quatro maneiras de começar o primeiro parágrafo de um texto: lide informativo; com personagem; com apelo humano; e com descrição.

Começar com a informação é o mais comum no jornalismo, é o lide tradicional: a fórmula 3Q + COP (o quê, quem, quando, como, onde e porquê). Ela deve ser usada para trazer, em primeiro lugar, a informação mais relevante do texto.

Segundo Carla, o lide com personagem é usado quando o protagonista é o melhor dentro de toda a apuração. Ele se encaixa totalmente dentro da proposta da matéria. O mais comum nesse tipo de parágrafo é mesclar a personagem com informação.

O apelo humano, para Carla, se faz presente no lide quando não há um único personagem, mas vários – cada um deles representando um aspecto do tema (ou dos temas) do texto. O repórter não quer “contar historinha’, ele procura se expressar de forma mais direta e empática. Na visão da jornalista, a maneira com que o repórter conduz o texto é decisiva para o sucesso desse lide.

Um primeiro parágrafo com descrição trata de situações especiais. De acordo com a jornalista, em textos de viagem são um exemplo, caso o local visitado seja desconhecido da maioria das pessoas, um lugar de difícil acesso. Além disso, situações extremas e incomuns também podem ser descritas num lide. Ela citou o caso de Belo Monte para ilustrar.

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Texto e fotos: Luiza Soares e Giulia Godoy

Os alunos de Jornalismo e Relações Internacionais da Unisinos participaram nesta segunda- feira (19) de uma oficina sobre fake news no campus Unisinos Porto Alegre.  O encontro foi coordenado pelo professor de Relações Internacionais e Jornalismo da Unisinos, Bruno Lima Rocha e teve a participação dos estudantes Marina Soares e Ricardo Câmera. Temas como vazamentos de informação, “Paradise Paper”, os segredos da elite global e a intervenção russa nas eleições americanas estiveram na pauta.

 

 

Ricardo Câmera apresenta como funcionam os satélites. Foto: Luiza Soares

 

Ricardo Câmera introduziu a palestra abordando os satélites usados na busca por informações, citando exemplos como a COMSAT, INTELSAT e a INMARSAT, empresas privadas americanas e governamentais. Logo após, Marina deu continuidade à apresentação com o tema das eleições americanas de 2016, as estratégias usadas pelo atual presidente, Donald Trump, para desbancar sua concorrente, Hilary Clinton.  

A estudante também apresentou o “Paradise Paper”, o conjunto de documentos eletrônicos confidenciais que foram enviados ao jornal alemão, “Süddeutsche Zeitung”. E em 2017, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, grupo de 190 jornalistas de mais de 65 países, foi atrás destes documentos para encontrar arquivos de corrupção e abuso de poder.  

A oficina foi encerrada com um debate sobre as questões apresentadas entre os alunos e os mediadores. 

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Fake news e desinformação são temas de encontro na Unisinos POA https://mescla.cc/2018/03/14/fake-news-e-desinformacao-sao-temas-de-encontro-na-unisinos-poa/ https://mescla.cc/2018/03/14/fake-news-e-desinformacao-sao-temas-de-encontro-na-unisinos-poa/#comments Wed, 14 Mar 2018 18:29:29 +0000 http://mescla.cc/?p=4874 No dia 19 de março a Unisinos recebe o projeto Nuvem: Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, no qual serão debatidos temas como fake news, uso das redes sociais, desinformação e cidadania.  Entre os painelistas estão os professores Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes […]

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No dia 19 de março a Unisinos recebe o projeto Nuvem: Núcleo Universitário de Educação para as Mídias, no qual serão debatidos temas como fake news, uso das redes sociais, desinformação e cidadania.  Entre os painelistas estão os professores Drª Anna Christina Bentes (Unicamp), Dr. Ricardo Campos (Universidade de Frankfurt), Dr. Pe. Pedro Gilberto Gomes (Unisinos) e o jornalista Luis Nassif.

O objetivo do painel é propor a educação por meio das mídias com palestras, cursos de extensão, debates e programas de formação. Além de reconhecer a educação pela mídia como um direito fundamental do cidadão e como ela legitima os direitos de liberdade de expressão e de imprensa e o acesso a informação.

O evento ocorre no Teatro Unisinos, no campus Porto Alegre, das 19h30 às 22h. A entrada é gratuita. Para se inscrever acesse a página do evento. O candidato receberá certificado de presença no final da palestra.

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Estudo aponta que as pessoas confiam mais no jornalismo impresso para evitar fake news https://mescla.cc/2017/11/28/estudo-aponta-que-as-pessoas-confiam-mais-no-jornalismo-impresso-para-evitar-fake-news/ https://mescla.cc/2017/11/28/estudo-aponta-que-as-pessoas-confiam-mais-no-jornalismo-impresso-para-evitar-fake-news/#respond Tue, 28 Nov 2017 20:04:06 +0000 http://mescla.cc/?p=4379 Uma pesquisa realizada pela Kantar, denominada de “Trust in News” , apontou atitudes de 8 mil consumidores de notícia nos Estados Unidos, França e Brasil. O estudo revelou que os consumidores entrevistados têm mais confiança na mídia impressa do que na mídia digital. Um fator apresentado pela pesquisa é a chamada fake news (notícias falsas). […]

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Uma pesquisa realizada pela Kantar, denominada de “Trust in News” , apontou atitudes de 8 mil consumidores de notícia nos Estados Unidos, França e Brasil. O estudo revelou que os consumidores entrevistados têm mais confiança na mídia impressa do que na mídia digital.

Um fator apresentado pela pesquisa é a chamada fake news (notícias falsas). De acordo com a Kantar, as marcas tradicionais da imprensa, TV e rádio ainda estão se mostram resistentes às acusações de fake news, o que consequentemente não acontece na internet com as mídias digitais.

O estudo ainda aponta que os leitores estão se engajando mais com o conteúdo nas redes sociais na hora de compartilhar, comentar e  verificar se o conteúdo publicado é verdadeiro. A pesquisa também mostrou que as pessoas acreditam que as “fake news” tiveram impacto nas eleições e acreditam que o jornalismo de qualidade é importante para a democracia.

A pesquisa revelou que 72% dos entrevistados confiam mais em revistas de notícias impressas, 58% dos entrevistados declararam que confiam menos na cobertura política e das notícias eleitorais nas mídias. Vinte e quatro por cento disseram que há um declínio nos níveis de confiança nas notícias tradicionais, 29% assumiram que pagaram por notícias online no ano de 2016 e  42% afirmaram que têm alto nível de confiança em relação a marcas de jornal. Já, 40% disseram que compraram um jornal na semana anterior à entrevista e daqueles que confiam em marcas de jornais, 56% também afirmam ter comprado.

É ainda difícil controlar as ações de compartilhamento das fakes news nas redes sociais. Esse tipo de notícia acaba atingindo um público que não tem tanto conhecimento ou intimidade com o jornalismo. Dessa forma, o jornalista e professor Felipe Boff comenta que ultimamente os veículos buscam apurar e esclarecer boatos ao seu público, sendo assim, cumpre o papel jornalístico.

O jornalista fala que há um lado positivo nas fake news: elas obrigam o jornalismo a ter ainda mais rigor nas apurações e mais responsabilidade nas publicações. “Vejo avanço nesse sentido, mas ainda há o que aperfeiçoar. Iniciativas específicas, como equipes de fact-checking, têm ajudado a combater as fake news no Brasil, porém, ainda parecem mais restritas à cobertura política”, comenta o jornalista.

Mesmo que os consumidores estejam mais engajados na verificação do conteúdo, com a internet, as notícias acabam chegando cada vez mais por meio de filtros e fontes não confiáveis. Em assuntos sobre política, por exemplo, o usuário de mídias sociais é restrito à sua “bolha” e tem contato apenas com que pensa parecido com ele ou tem a mesma ideologia. “Talvez o Facebook, por exemplo, devesse tomar iniciativas mais eficazes nesse sentido”, sugere Felipe Boff.

Na busca de informação verdadeira e de qualidade, Felipe atenta que é dever  do jornalismo conscientizar as pessoas mostrando os danos que as fake news causam e como influenciam nas eleições no mundo todo. “Mas as pessoas também precisam dialogar e buscar um esclarecimento coletivo, debater as informações compartilhadas nas redes, aprender a ter mais responsabilidade nesse compartilhamento”. Para ele, a informação é o poder, e o desinformado (ou falsamente informado) sempre pagará um preço caro por isso.

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