wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Alunos de Design visitam a Salva, especializada na produção de artigos em couro appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Localizada na cidade de Lindolfo Collor, na chamada Encosta da Serra, a Salva é reconhecida por sua atuação na produção de couros, móveis, estofados e tapetes. Durante a visita, os alunos foram guiados por todas as linhas de produção da empresa, desde o tratamento do couro até a montagem final das peças, o que proporcionou uma compreensão abrangente dos processos envolvidos na criação de móveis.
Em “Ateliê de Projeto III”, os estudantes enfrentam desafios reais trazidos pelo cliente-parceiro do curso, com o objetivo de desenvolver soluções. Segundo Debora, a disciplina busca criar um sistema-produto e serviço estratégico para a Salva. “A ideia é que os alunos desenvolvam projetos que abrangem a identidade da marca e suas necessidades de mercado, estabelecendo um contato que torna o processo mais real”, explica.
Anderson ressaltou que, durante a visita à Salva, os alunos puderam compreender os processos de produção de couro, não apenas tecnicamente, mas também em termos de responsabilidade e valorização do trabalho humano envolvido. “Conhecer a fábrica também ajuda os alunos a tomarem consciência da responsabilidade do cuidado exigido na hora de projetar e tratar essa matéria-prima”, afirma.



O professor destacou que a disciplina faz uso dos métodos do design estratégico que caracteriza o curso da Unisinos. Na primeira metade do semestre, explica Anderson, os alunos estudam o cenário do mobiliário contemporâneo e buscam entender o posicionamento da Salva no mercado: “As pesquisas visam criar uma direção estratégica para os alunos pensarem em produtos ou técnicas de produção que sejam diferenciais para a empresa, o mercado e os usuários”. Anderson observa ainda que o foco do projeto é produzir uma peça com identidade própria, que ao mesmo tempo atenda às questões técnicas e ergonômicas necessárias.
Durante o processo de pesquisa, representantes da Salva realizam um feedback dos resultados obtidos, o que proporciona aos alunos um debate mais próximo da realidade do mercado. No final do projeto, a Salva oferece mais um olhar, dessa vez sobre os produtos desenvolvidos. Ao longo do semestre, os alunos têm a oportunidade de redirecionar o briefing inicial e desenvolver o produto, sempre com foco na inovação.
Para Débora, a visita à empresa parceira ofereceu uma amplitude da experiência, que permitiu aos alunos uma imersão completa nos processos de produção e uma oportunidade única de interagir com os profissionais internos da Salva. “Os alunos formam um conhecimento sólido da parte processual da pesquisa contextual. Além disso, estabelecem contatos valiosos com os profissionais da área”, sublinha a professora.
Conhecer a fábrica da Salva não apenas proporcionou aos alunos uma compreensão prática dos processos industriais, mas também os inspirou a considerar aspectos éticos e sustentáveis em seus futuros projetos de design.
Para a estudante Juliana Marin, a visita foi reveladora. Ela destacou a importância de estar imersa nos processos da empresa para compreender verdadeiramente a complexidade envolvida na produção de couros e móveis. “Eu nunca ia entender todo o processo do couro se não entrasse dentro da fábrica. Foi uma visita muito rica para mim”, disse.
Além disso, os alunos tiveram a oportunidade de interagir com o designer da marca, Samuca Gerber, que compartilhou insights valiosos sobre o processo criativo e os critérios de validação e teste de cada peça. “Conversar com ele deu uma luz de como é criar, como surgem as ideias de cada peça, como elas são validadas e testadas”, destaca Juliana.
A aluna Natália Tlaija expressou sua admiração pela preocupação da marca com a sustentabilidade e a valorização do design brasileiro. “Isso me inspira a sentir o mesmo em meus trabalhos futuros”, afirma. Ela destaca a importância de considerar questões ambientais e métodos inteligentes de criação de projetos de design.
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]]>The post “A inteligência artificial já pode predizer nosso futuro?” é o tema do Open Data Day Porto Alegre 2024 appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre. Foi fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.
Este ano, o tema do painel de abertura será “A inteligência artificial já pode predizer o nosso futuro?”. O encontro prevê ainda uma oficina sobre as funcionalidades e limitações do ChatGPT, ferramenta de IA que se tornou popular em vários setores. A organização do evento em Porto Alegre está a cargo de Taís Seibt, professora do curso de Jornalismo da Unisinos, e Juliana Coin, jornalista formada pela Universidade. As duas possuem ligação com a OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.
Para Taís, a inteligência artificial é um grande tema na atualidade, sendo, inclusive, uma das preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na legislação eleitoral para 2024, já que ainda não há uma regulamentação clara para o uso dessas ferramentas. “Nosso debate vai pautar como a segurança pública no Rio Grande do Sul já utiliza a IA, e a maioria dos cidadãos nem sabe disso”, adianta a professora. “Vamos falar também de como o marketing utiliza a inteligência de dados no direcionamento de campanhas, como as IAs podem ajudar a prevenir problemas de saúde e prever desastres. Vamos debater essas oportunidades e os riscos”.
Um grande atrativo do evento, segundo Taís, será a oficina de ChatGPT. Para ela, a ferramenta possui um grande potencial, mas que precisa ser bem utilizada pelos usuários. “Existem cursos no mercado, alguns de alto custo, sobre a ferramenta. Teremos a oportunidade de oferecer à comunidade acadêmica um workshop gratuito, que poderá instigar uma percepção mais crítica sobre o uso do GPT e ser um diferencial para os estudantes”, explica a professora.
O painel de abertura do Dia dos Dados Abertos Porto Alegre buscará explorar os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados, abrangendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação. Entre os palestrantes, estará presente Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Ele apresentará projetos de segurança pública no Estado que já incorporam a IA.
Também falará Dirceu Corrêa Jr., CEO da startup de tecnologia Postmetria, que trará exemplos de como a IA é aplicada na experiência do consumidor. Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordará questões éticas relacionadas às aplicações tecnológicas. O debate sobre saúde mental será abordado por Wesllei Heckler, doutorando em Computação Aplicada na Unisinos, que compartilhará sua pesquisa sobre o uso de IA na prevenção de suicídios. As pesquisadoras Juliana Scherer, professora de Medicina e Biomedicina na Unisinos, e Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, discutirão o impacto das mudanças climáticas na saúde mental, e como a IA pode antecipar esses efeitos.
Após o painel de abertura, Nelci Gomes Lima, consultora de dados, ministrará a oficina “Chat GPT: como utilizar a IA generativa para seus verdadeiros propósitos”, em que oferecerá dicas práticas sobre os melhores usos dessa ferramenta popular, mas muitas vezes mal-empregada ou subutilizada.

Antonio Padilha
Secretário-executivo do Programa RS Seguro, é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS, mestre em Direito pela Unisinos. Delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa Transversal e Estruturante de Segurança Pública – RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs).
Dirceu Corrêa Jr.
Estrategista de Dados com experiência em Métricas de Big Data e Customer Experience (CX), é CEO da Postmetria – Plataforma de CX Monetization Analytics por Inteligência Artificial, com a métrica Spontaneous Net Promoter Score (sNPS). Empreendedor em TI desde 2009, é mestre em Administracion d’Entreprise pela Université de Poitiers (França) e em Gestão e Negócios pela Unisinos. Professor do PPG em Cultura Digital e Redes Sociais da Unisinos, também é speaker TEDx sobre Data Economy.
Juliana Scherer
Graduada em Biomedicina, com especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento, é professora nos cursos de graduação em Medicina e em Biomedicina da Unisinos e no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos. Pesquisa epidemiologia e análise de dados na área da saúde.
Mellanie Fontes-Dutra
Biomédica, mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado concluído em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em Virologia pela Feevale. É professora da Escola de Saúde da Unisinos, nos cursos de Medicina e Biomedicina, e coordenadora do curso de Biomedicina. Foi eleita uma das principais vozes da ciência no Twitter em 2020 e 2021, e recebeu o título de Cidadã de Porto Alegre pela Câmara dos Vereadores, em 2023.
Sofia Marshallowitz
Cientista de dados, mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. Eventualmente escreve artigos, ouve música da juventude dos teus pais e já se aventurou em diversas áreas de I.A, embora tenha adorado NLP.
Wesllei Heckler
Cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Feevale e mestrado em Computação Aplicada pela Unisinos. Atualmente, é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos com pesquisa sobre inteligência artificial na área de saúde mental.
Juliana Coin
Jornalista formada pela Unisinos, mestranda em Comunicação pela UFRGS com pesquisa sobre circulação e mediação de informação no TikTok, é embaixadora de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR). Integra o Laboratório de Pesquisa em Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais – Midiars e o Núcleo de Estudos em Jornalismo de Dados e Computacional – DataJor. É redatora sênior na Eyxo.
Nelci Gomes Lima
Formada em Direito pela Ruy Barbosa e Mecânica Industrial pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), com pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis no IFBA e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA. É consultora de dados na ThoughtWorks e atuante em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação.
Evento: Dia dos Dados Abertos Porto Alegre
Quando: 9 de março, sábado
Horário: 9h às 13h
Onde: Unisinos Porto Alegre (Av. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)
Quem pode participar: qualquer pessoa interessada no tema
Valor: gratuito
Inscrição: clique aqui
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]]>The post Uma noite de homenagem à Sergio Endler appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na última segunda-feira, 04 de dezembro, o Espaço Luís Fernando Veríssimo, localizado no campus Porto Alegre, recebeu o professor Sergio Endler, acompanhado de amigos, colegas, alunos e familiares, para uma homenagem pela sua jubilação após 37 anos de Unisinos. O professor chegou a ocupar o cargo de vice-diretor do Centro de Ciências da Comunicação, e foi quem idealizou e implementou a primeira agência de comunicação da universidade, a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom).

Quem tomou à frente das festividades foram o ex-coordenador do curso de jornalismo Micael Behs e a atual coordenadora Débora Gadret. Eles destacaram, com um misto de respeito e admiração, que este foi um evento singelo perto da grandiosidade do professor, mas que possuiu um enorme simbolismo. Micael Behs fez um paralelo com o mundo do esporte, com o qual o professor sempre se identificou:
“Um jogador que para de jogar acaba se tornando um ex-jogador, mas um professor nunca será um ex-professor, porque as marcas que o dom de ensinar carrega acompanham esse profissional para sempre.”

Na sequência, o funcionário da Agexcom, Marcelo Garcia, o Marcelinho, alcançou a Endler um pen-drive. Um presente inusitado e fisicamente pequeno, mas que carregava um significado e valor enorme. O dispositivo continha o Mesacast idealizado e gravado pela Agexcom com figuras importantes da trajetória do Sergio na universidade, incluindo até mesmo seu filho, Guilherme Endler, que se formou em jornalismo e foi aluno do pai. Eles compartilharam histórias inspiradoras, divertidas e orgulhosas sobre a contribuição do professor em suas vidas.
Além dos coordenadores e da Agexcom, também houve espaço para os alunos de Endler manifestarem suas histórias com ele. O professor se emocionou ao receber a homenagem de Maria Carolina de Souza e Dener Pedro, que representaram os acadêmicos do curso que tanto aprenderam com Endler.
Além dos discursos carinhosos, entregaram uma camiseta autografada do time do coração de Endler, o Internacional. “Me senti muito honrada em poder participar desse momento tão importante na vida dele”, comenta Maria Carolina.

Durante o discurso, eles expressaram o quão difícil era estar ali representando todos os alunos.
“O Sergio marcou a vida das pessoas de formas diferentes e poder representar todas elas hoje foi muita responsabilidade, mas também foi um grande orgulho poder falar de um professor que marcou tanto a minha vida” revela Dener.
Falando um pouco sobre o convívio com o Endler em sala de aula, eles destacam a maneira como ele ensina o que é fazer jornalismo para os alunos, principalmente através das histórias que conta e das conversas pessoais.
“Isso faz com que o aluno tenha uma paixão pelo jornalismo que vai além do ensinado”, completa Dener.
Além disso, os egressos Leonardo Oberherr e Renan Neves também relembraram alguns momentos marcantes que tiveram com o professor. Entre eles, o dia da formatura de Leonardo, onde ele convenceu a sua turma a escolher Endler como paraninfo, em 2022.

Renan Neves, que atualmente trabalha na Rádio ABC em Novo Hamburgo, comentou sobre o quão Sergio Endler é um nome importante para o curso de Jornalismo.
“Acima de qualquer coisa ele representou uma geração toda de jornalismo que sonhava em trabalhar em rádio, ele alimentou muito isso.”
Já Leonardo Oberherr, narrador da Rádio Pachola, afirma que “é uma responsabilidade grande, afinal são alunos ao longo de 37 anos, ele já dava aula antes de eu nascer, então poder representar todo mundo é uma grande honra, poder transmitir as emoções de tanta gente que ele ajudou a mudar as vidas. Mudou a minha.”
Cristiane Rodrigues, funcionária da Agexcom e responsável pela organização do evento, contou para o Mescla um pouco dos bastidores. A homenagem começou a ser idealizada no início de 2023, mas precisou ser arquivada até o começo desde semestre.
“Tivemos que pensá-lo (o evento) duas vezes, uma no final do primeiro semestre e depois tivemos que repensá-lo para o segundo semestre.”
Segundo ela o evento foi trabalhoso, pois nem toda equipe da Agexcom conhecia o professor e precisou ser feita uma grande pesquisa e levantamento das histórias e referências. Cris ressalta que, nos bastidores, foi pensado e organizado algo que, além de bonito, fosse legal para os convidados e, principalmente para o homenageado.
“Pensamos em um evento onde ele curtisse o momento e pudesse se ver em tudo naquilo.”
Em seu discurso a todos, Endler diz que pensou e ensaiou muito o que dizer, mas esqueceu tudo. Agradeceu rapidamente a todos os presentes e recebeu a homenagem de braços abertos e com muita felicidade.
Ao Mescla, o estimado professor compartilhou seus sentimentos na noite:
“Adorei a festa, adorei ver tantas pessoas. Foi excepcional porque, primeiro que é difícil tu se despedir do lugar em que tu está desde 1987. A primeira emoção é essa ansiedade de se despedir, mas por outro lado há uma esperança de ‘qual é essa nova onda que vai vir?’”
Ele diz que agora é o momento de se despedir e dar tchau para várias coisas, mas se sente, ao mesmo tempo, livre para “pintar e bordar aquilo que a minha cabeça atingir e as chances que foram dadas, isso é muito importante.”

“Chegadas e partidas acontecem toda hora, mas a gente às vezes não tem tempo de celebrar esses momentos, então precisamos de uma grande síntese, um grande momento igual hoje, em que a gente pensa, olha as fotos, olha os amigos de diversas épocas da vida ali, as alunas e os alunos, agradece, respira e toca fita.”
O desejo do professor para o futuro é que “todos fiquem firmes, fortes e livres”, e levem sempre sua gratidão pelas experiências passadas, desde os colegas e alunos mais antigos, antes os mais recentes.
Com certeza, o principal sentimento que fica para a comunidade acadêmica é de orgulho. Obrigado, Sergio!
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]]>The post Unisinos recebe Ana Flor, da Globo News, egressa do curso de Jornalismo appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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O evento “Como Cobrir o Poder no Brasil, com Ana Flor” será realizado no Auditório da Biblioteca do Campus Unisinos São Leopoldo, no andar térreo, no dia 9 de novembro, das 20h às 22h. Destaque na cobertura política nacional, a jornalista abriu um espaço na agenda para contar um pouco de sua trajetória aos futuros colegas de profissão e demais alunos e professores da instituição na qual se formou.
Além de comentarista da Globo News, Ana também é colunista do G1, espaços editoriais onde cobre o que acontece no Brasil relacionado ao poder. Formada em Jornalismo pela Unisinos em 1998, ela já foi repórter nos jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo e na agência de notícias Reuters. Também possui mestrado em Relações Internacionais e foi assessora especial no Ministério da Fazenda entre 2017 e 2018. Ana, que tem 46 anos, é natural de Candelária (RS). “Saí de lá com 2 anos e fui morar em São Leopoldo, onde fiquei até me formar”, relembra.
Segundo a jornalista, os maiores aprendizados que teve foram na graduação. “Foi por meio das pessoas que conheci na Unisinos que eu soube o que é jornalismo na prática”, pontua, lembrando da convivência com colegas. Ela lamenta apenas não ter tido aquela turma que segue junta do início à formatura. Mas ressalta que o curso e a vivência lhe deram a certeza de que o conhecimento está em todos os lugares e de que o jornalista precisa manter a curiosidade sempre acesa.
De acordo com a coordenadora do curso de Jornalismo, a professora Debora Gadret, este é um grande evento para a comunidade acadêmica. “É uma honra poder receber a Ana Flor na universidade. Acredito que será um momento inspirador para os estudantes do curso, não somente pela qualidade do trabalho da Ana, mas pelo fato de ela ser egressa do Jornalismo da Unisinos”, ressalta.
A ideia é que os próprios alunos participem da organização do evento, fazendo, além da apresentação, produção e cobertura para os portais e redes sociais do curso. Assim, eles terão a oportunidade de realizar uma troca de experiências com a comentarista e, ao mesmo tempo, vão colocar em prática os aprendizados da graduação.
Debora explica que algumas das propostas do encontro com a jornalista são debater os desafios da cobertura política no Brasil, analisar as especificidades do jornalismo político e suas relações com o poder, refletir sobre as interfaces entre jornalismo e democracia e conhecer a trajetória de construção de carreira dentro do jornalismo político.
A ex-aluna da Unisinos cita professores que fizeram parte da sua trajetória na graduação. “Muitos deixaram marcas na minha formação”, diz ela, destacando o professor Sergio Endler. “Ele me deu a primeira oportunidade de escrever uma reportagem e me fez virar uma matéria pronta, a primeira de muitas na vida, que era sobre um álbum novo do Tom Jobim. Uma semana antes de publicar no jornal do curso, o compositor morreu e tivemos que mudar tudo”, relata.
Além disso, Ana lembra com carinho dos professores José Carlos Hoffmeister, que, segundo ela, era exigente sem perder a ternura, e foi um orientador para todas as horas, e Sonia Maria Haas, professora do curso de Publicidade e Propaganda à época, que lhe ensinou a amar o mundo da comunicação e topou muitas das “propostas malucas” que fazia.
O professor Sergio Endler comenta, empolgado, sobre ter lecionado para Ana. “Com muito orgulho fui professor da Ana Flor. Ela foi uma aluna exemplar, sempre muito interessada, participativa e com senso de companheirismo acadêmico, super dedicada e muito atenta às questões humanas e às pautas jornalísticas”, ressalta. Além disso, de forma bem-humorada, Endler pontua: “Eu a vejo com frequência na TV. Já ela, não me vê, claro”.
Ana conta que recebeu com alegria o convite da coordenação do curso, que veio através de uma colega de trabalho. “Eu dei uma condição para estar aí com vocês: fazer um tour pelo campus! Isto já diz como fiquei feliz em voltar, 25 anos depois da minha formatura”, frisa.
O evento com Ana Flor é gratuito, e todos que se inscreverem e confirmarem presença devem receber um certificado de participação. A confirmação poderá ser feita na entrada da atividade, que vai ocorrer somente no formato presencial, portanto, sem transmissão on-line. Já os certificados devem estar disponíveis em até dez dias úteis, na Área do Participante do portal Unisinos Lab.
Link para inscrição: https://unisinos.br/lab/cursos/como-cobrir-o-poder-no-brasil-com-ana-flor-ev000424-00001-2023
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]]>The post Projeto Versos de Nós abre edital para composição do livro “Nossas Histórias, Versos de Nós” appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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Diuly Cardoso, estudante de Produção Editorial e idealizadora do projeto
Foto: Arquivo Pessoal
O objetivo do projeto é dar voz e espaço a autores que se autodeclaram não brancos e que sofreram discriminação racial.
“Nossas Histórias, Versos de Nós nasce da necessidade de dar visibilidade para pessoas pretas, pardas ou indígena, que, durante suas vidas acadêmicas dentro das universidades, presenciaram ou vivenciaram o racismo descarado no seu dia a dia.”, complementa a equipe editorial da Versos de Nós.
Para participar e contribuir com o projeto, há duas formas de se envolver, participando da Comissão Avaliadora do Livro e com a submissão de originais. As modalidades são prosa, contos e poesias.

O Projeto Versos de Nós convida os autores a submeterem seus textos originais. As prosas devem conter, no máximo, oito mil palavras. Os contos devem conter, no máximo, dez mil palavras. Já as poesias não estão restritas por limite de versos e palavras. Se atente ao edital antes de enviar seus textos, pois os quais não se enquadrarem nesses critérios serão automaticamente desclassificados.
O prazo para a submissão de originais encerra no dia 20 de novembro de 2023. Para participar, você precisa preparar seus originais de acordo com as orientações do edital e enviá-los através do formulário de inscrição.
Além de submeter seus próprios originais, você também pode se envolver na construção deste projeto como parte da Comissão Avaliadora do Livro. Os candidatos devem ser da área de Ciências Sociais e Humanas e deverão encaminhar um breve currículo descrevendo sua experiência em aspectos sociais que envolvem o racismo, revisão de textos, leitura crítica e organização de coletânea.
O prazo para a participação na comissão encerra na próxima sexta-feira, 20 de outubro de 2023. Para se candidatar basta seguir as atribuições do edital e enviar a sua inscrição pelo formulário do link.
Acesse a página oficial do Projeto Versos de Nós onde você encontrará as informações detalhadas sobre a submissão de originais e a comissão avaliadora.
Se atente aos prazos! As inscrições para a Comissão Avaliadora do Livro se encerram na sexta-feira, dia 20 de outubro. Já a submissão dos textos originais vai até o dia 20 de novembro.
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]]>The post “Desvendando Tendências e Tecnologias” é o tema da Semana Acadêmica de RP appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Durante os três dias de encontro, haverá palestras, workshops e debates. Os participantes terão a oportunidade de explorar os impactos da Inteligência Artificial (IA), a análise de dados no contexto das relações públicas e as implicações do empreendedorismo na profissão. “A cada ano, buscamos trazer à tona temas que reflitam os desafios e oportunidades que os futuros profissionais de relações públicas irão enfrentar”, compartilha Polianne Espindola, professora da disciplina em que os alunos estão elaborando e coordenando o evento.

Este ano, o evento será híbrido, contando com duas noites em sessão online – com transmissão via Unisinos Lab – e uma noite presencial com exibição ao vivo pela mesma plataforma. “Estamos ansiosos para reencontrar colegas e ex-colegas na Semana, pois teremos um dia presencial, em que poderemos nos ver e conversar, o que está cada vez mais difícil no atual momento de transição para aulas em ambiente virtual”, diz Vítor Kochhann, um dos organizadores.
Os palestrantes convidados da Semana Acadêmica de RP deste ano são Ariane Feijó, criadora da metodologia Inbound PR e especialista em relações públicas e marketing, e Florilson Santana, analista sênior de dados e especialista em comunicação digital. Essa edição trará ainda uma novidade: uma mesa-redonda que reunirá ex-alunos de destaque, que compartilharão suas experiências e insights sobre o papel das relações públicas em um cenário cada vez mais orientado pela tecnologia.
O encerramento da Semana contará com a presença do grupo Passo a Passo – Escola de Dança, que tocará samba de gafieira. Os participantes terão a oportunidade de escolher o nome da mascote do Relaxa & Prosa, podcast oficial do curso de RP da Unisinos. Outra novidade é a playlist musical colaborativa, pensada para construir um clima mais alegre e descontraído. Para contribuir, basta acessar este link e adicionar músicas que você considera essencial para compor um bom evento.

A programação completa da Semana Acadêmica de RP será anunciada nas redes sociais oficiais do curso. Para mais informações e inscrições, é só acessar o link.
Ariane Feijó é especialista em relações públicas e marketing, com ampla experiência internacional. Criou a metodologia Inbound PR (2010), a primeira a sincronizar marketing com relações públicas, tecnologia e vendas. Iniciou sua carreira em multinacionais como Dell (Brasil), KPMG e Lloyds TSB (Inglaterra), e trabalhou em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Rússia e Índia. É CEO da Otimifica, consultoria de estratégia de marketing e reputação digital. Pela empresa, lidera projetos de clientes como iFood, Nestlé, Ninho, Raízen e Wilson Sons. Além de possuir um canal no YouTube e produzir um podcast, entre os mais recentes projetos de Ariane estão o livro “Inbound PR: como sincronizar negócios rumo à maturidade digital” e o e-book “RP na era do ChatGPT”.
Florilson Santana é especialista em Comunicação Digital (2017) e bacharel em Relações Públicas (2013). É também Analista Sênior de Dados (Data Analytics). Professor de graduação e pós-graduação, Florilson atua na área de Comunicação há mais de 11 anos, passando pelas áreas de produção de conteúdo, social listening, BI, planejamento, estratégia digital e performance de mídia. Possui, em seu histórico, trabalhos para marcas como Tim Brasil, Rede Varejista Le biscuit, Universidade Salvador, CCR Metrô Bahia, Shopping Piedade e Grupo Sanave, além do Governo da Bahia. Atuou como Estrategista Digital nas eleições de 2018 e 2020. Idealizou, em 2012, o Projeto “RP Depressão”, que se tornou um dos maiores destaques sobre a profissão de relações públicas no Brasil. Foi ganhador do Prêmio RP Brasil (2013), finalista no Troféu Jatobá (2018), Prêmio Colunistas Norte e Nordeste (2019) e Prêmio E-commerce Brasil no Nordeste (2020). Atualmente, também coordena e ensina na Floris Digital, empresa de Cursos e Palestras sobre Comunicação Digital, Relações Públicas e Mídias Sociais.
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]]>The post Quer entender mais sobre inteligências? O TEDxUnisinos 2023 foi sobre este tema para o palco appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O evento ocorreu no dia 25 de agosto, no Teatro Unisinos em Porto Alegre, e teve como uma das marcas, a representatividade. Rafael Mello (que dá vida à drag queen Sarah Vika), João Becker e Onilia Araújo foram os apresentadores desta edição. A maioria dos speakers eram empreendedores inovadores que superaram e continuam superando adversidades no dia a dia, sendo por questões econômicas ou de preconceito, por serem LGBTs, PCDs, não-brancos ou estarem envelhecendo, por exemplo.

Os speakers tinham 10 minutos para abordar o conceito de “Inteligência”, em suas mais diversas formas e variedades. O público conseguiu descobrir e ter contato com o próprio conceito de inteligência e como ele vai muito além do acúmulo de conhecimento sobre um determinado tema. Foi um evento que, apesar de longo (quase cinco horas) se tornou interessante, divertido e dinâmico, como já é tradição de todas as edições do TEDxUnisinos. Contou, inclusive, com uma atração cultural: o grupo de hip-hop Poetas Vivos. Foi um dos pontos altos da tarde, já que os integrantes trouxeram uma abordagem diferente da cultura periférica, através da declamação de poesias que se assemelharam a recitais, com interpretações potentes e cheias de vida.

Confira a seguir um resumo de tudo o que rolou!
“Professores são explicadores”. Que relação vocês querem ter com a tecnologia?
Speaker responsável por iniciar o evento, é CEO e co-fundador da ‘Share’, plataforma de ensino que já formou mais de 25 mil alunos desde 2013. Rafael Martins também é colunista de inovação e tecnologia da Band RS e curador de eventos na área de comunicação.

O palestrante também trouxe ao palco do TEDxUnisinos a ideia de que como a tecnologia é capaz de nos ajudar a reviver memórias e aproximar as pessoas. Segundo ele, com a ajuda da tecnologia, seu pai conseguiu reviver a época em que ele e a esposa iam aos bailes. E a mãe, ter a possibilidade de ver e falar com a neta, mesmo distante, por conta da tecnologia do vídeo chamada.
A historiadora trouxe, em sua fala, o papel do empreendedorismo como uma inteligência importante na construção da sociedade “Nós mulheres empreendedoras, assim como jornalistas e historiadores, somos curiosas, inquietas e queremos mudar o mundo”. Danielle é cofundadora da Ladies in Tech, instituto que tem como objetivo apoiar, fortalecer e fomentar o empreendedorismo feminino no cenário da tecnologia.

Ela afirma que no Brasil existem vários grupos que mostram esse potencial do coletivo e onde estão as mais de 30 mil mulheres empreendedoras do país. Ela cita alguns, como o grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Trajano, do Magazine Luiza e a Associação Empreendedoras Restinga, que tem Roberta Capitão como presidente e se situa na capital gaúcha. Baseado nisso, ela finaliza reafirmando que “o empreendedorismo no Brasil é feminino”.
Cairê Moreira foi o terceiro speaker e já de início questionou “Como ser um profissional inovador e disruptivo?”. Cairê Moreira, publicitário, Under 30 2020 e consultor de design 3D. Ela integra o Grupo Lojas Renner e é consultor de inovação, ajudando a construir futuros na área de produto.
O speaker contou um pouco da sua história, de um adolescente que não gostava da escola para um jovem empreendedor. Ele conta que começou a investir em si mesmo ainda no ensino médio, onde se tornou DJ e começou a tocar em algumas matinês. Com o tempo foi se aperfeiçoando, descobriu os anúncios nas redes sociais para se promover online e passou a produzir suas próprias festas.

Mas o destaque veio ao entrar na faculdade, Cairê foi fazendo sua rede de contatos e conseguiu alguns clientes pequenos na área da moda. Seu principal objetivo na área era solucionar as dores dos clientes, com isso foi atrás de entender como as indústrias faziam seus processos de produção, e como as tecnologias que podiam ajudar disso.
Ao encerrar, Cairê comentou que muitos perguntam qual o superpoder dele para ser um profissional inovador e disruptivo. Ele responde que é o seu “espectro autista e déficit de atenção” que o fazem ser assim. Estes são os seus superpoderes.
A quarta speaker do evento foi a jornalista e empreendedora no mundo da moda e do audiovisual, Patricia Parenza, que começou a sua fala abordando o tópico do etarismo. Ela trouxe números sobre a população acima dos 50 anos no Brasil e no mundo, segundo dados do IBGE e da ONU.
Patricia também tocou no assunto de como ser velho ainda ser considerado um coisa ruim no Brasil, se referindo ao constrangimento de muitos em perguntar a idade de alguém. Ela também ressaltou como o etarismo é o único preconceito que todos nós vamos ter com nós mesmos no futuro.

De acordo com a palestrante, a combinação entre machismo e etarismo é muito pior para uma mulher, “pois existe uma pressão social sobre nós” O Brasil, destacou, é o segundo país a fazer mais cirurgias plásticas no mundo, “A pressão que as mulheres começam a sentir a partir dos 40 anos é gigante. Dissociar a beleza da juventude é urgente e necessária”, enfatiza. “Mulher não tem prazo de validade” é isso que Patricia diz falar todos os dias para milhares de mulheres em seu Instagram – cujo seu lema é ‘envelhecer sem pirar’.
Para terminar de um jeito otimista, ela explicou sobre a teoria da “Curva da Felicidade” do professor David Blanchflower que realizou uma pesquisa em 135 países e chegou à seguinte conclusão: a felicidade é uma curva em formato de um U, pois na vida existem dois picos de felicidade. A primeira, disse ela, na infância quando somos otimistas por natureza, começando a descer na adolescência até os 40, quando estamos lidando com as nossas próprias frustrações e buscando nossos objetivos; e então, lá pelos 40 e poucos, voltamos a subir a curva novamente pois entendemos que a gente viveu mais tempo que do que tem de sobra, assim fazemos melhores escolhas e temos urgência em ser feliz.
Dessa forma, Patricia encerrou com a seguinte frase: “Se a cada 21 segundos uma pessoa completa 50 anos no Brasil, é muito possível que daqui para frente nós vamos ter muito mais pessoas felizes”.
Apresentado como publicitário de alma e visão empreendedora, trouxe a questão “como sua inteligência tem impactado o mundo”?
Ele cita um caminhão desenhado, nas férias da época escolar, onde “criou sua própria viagem”. E convidou o público a embarcar nesse caminhão e voltar a infância: “quando era criança, o que você queria ser quando crescer?”. Ele queria ser piloto de avião, saber quem desenhava as nuvens, jogador de futebol, ou artista de supermercado que escreve as placas dos preços dos produtos.
Ele conta que acabou virando publicitário, o que o ajudou a entender a sensibilidade do mundo. Por 15 anos trabalhou numa agência em São Paulo. Se dedicou incansavelmente à carreira, até que, quando sua filha nasceu, estava viajando. Aí entendeu a importância da presença na vida das pessoas que se ama.
Inteligência tem a ver com isso também.
Fundou uma agência chamada Ponto, focada em gerar impacto positivo nos negócios e na sociedade, a partir dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

A agência lançou projetos como a Copa dos Refugiados, para gerar inclusão social, e que atravessou as fronteiras no nosso país e impactou milhares de refugiados. Também o programa “+ visão + educação”, inspirado em um menino reprovado 4 anos seguidos em uma série, sendo que os pais e professores não conseguiam perceber que o motivo era porque ele não enxergava 1 metro a sua frente. Esse último envolveu 10 mil crianças no estado e inspirou um estudo inédito sobre o impacto da visão na educação. Foi um grande exemplo de inteligência na área da comunicação.
LGBTfobia na escola, realidade de muitos jovens e adolescente, que causam 5x mais propensão de desenvolver problemas mentais. Este foi o assunto central da palestra de Christian Gonzatti, doutor em comunicação e egresso do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos. Além disso, ele é professor no Instituto Federal Sul-Rio-Grandense e criador do Diversidade Nerd, plataforma especializada em produzir conteúdo sobre questões de gênero, sexualidade e outras diversidades na cultura pop.
Christian trouxe seu relato pessoal de uma infância e adolescência cercada por bullying e LGBTfobia, período em que ir para escola era um pesadelo e ele queria deixar de viver por causa disso. Valeu a mãe dizer que para ser alguém respeitado tem que estudar, e foi isto que ele fez.
Christian seguiu o conselho, começou a tirar as maiores notas e virou o maior nerd da escola, e o foco das piadas de mau gosto era esse. Ele então decidiu que “era melhor ser o nerd que todos queriam colar, do que o gay que eles queriam bater”, mas ele não acha que foi esta inteligência que o fez ser quem, e provoca. “Esse período de ensino básico não poderia ser usado para ensinar sobre diversidade e respeito?”.

Foi no ensino médio, enquanto se sentia ainda mais excluído pelo ambiente escolar, que ele descobriu a cultura pop na internet e se viu naqueles personagens, como por exemplo, a Hermione, de Harry Potter, Ariel, de A pequena sereia, e Kurt, de Glee. Com isso, ele identificou que pessoas LGBTs tem a ver um pouco com super-heróis, assim ele se tornou um pesquisador e professor sobre o assunto, e criou a página do Diversidade Nerd.
Em 2023, esta temática voltou a ser revivida por ele, quando lançou sua 1° HQ, Boy Magya contra o monstro do armário, contada no Mescla. A história traz um super-herói brasileiro, pesquisador, gay afeminado, que não é malhado e usa aplicativos de relacionamento no dia a dia. Para Christian, a arte e a ficção são indissociáveis da natureza humana e graças a isso, hoje, ele não quer deixar de viver, mas sim viver, reviver e resistir.
Jennifer atua na psicologia clínica, é especializada em direitos humanos e saúde coletiva, e aborda uma perspectiva afro centrada junto aos pacientes da Clínica Aliá. Ela também integra o time do Saúde Preta, uma articulação regional direcionada para pessoas negras do campo da saúde, e além disso tudo é mãe.
Apaixonada pelas emoções, ela abordou a inteligência emocional e começou a falar com um trecho do poema ‘Da calma e do Silêncio’ de Conceição Evaristo – “Quando eu morder a palavra, por favor não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo. Para assim versejar o âmago das coisas” – que segundo ela passa a ideia de que a escrita deve ser calma e saboreada.

Mas Jennifer também contou que nem sempre foi fácil para ela interpretar poemas e não entendia por que os poetas eram tão ovacionados, até que um dia questionou uma professora sobre, e ela lhe disse então a seguinte frase: “os poetas conseguem transpor sentimentos em palavras”.
Desse dia em diante a speaker disse ter se apaixonado cada vez mais pela poesia e pelas emoções e ter notado um certo tipo de inteligência nos poetas, “Posso comparar a inteligência emocional, mas não sei se cabe. É uma inteligência que não se explica, que vem de dentro, visceral até.”
Jennifer também falou sobre vivermos em um mundo em que se preza muito a individualidade, e que com isso afeta as nossas relações que estão se perdendo.
A palestrante disse preferir acreditar na segunda opção pois quando pensa em um caminho a se seguir, ela traz o conceito de coletividade como uma inovação – “Comportamentos coletivos podem diminuir esse embrutecimento”. Durante o seu encerramento, ela se emocionou ao falar dos seus ancestrais e citar a cultura africana como exemplo de coletivismo: “A cultura africana tem a coletividade como centro da cultura. Estou aqui pra isso, pra divulgar as nossas façanhas, essas sim, que sirvam de modelo à toda terra!”.
“77% das mortes violentas intencionais foram de negros. 68% da massa carcerária no Brasil é composta de homens negros e negras. O que vocês sentem ao se repararem com esses dados?”. Assim iniciou a fala do speaker Luiz Sampaio, fundador do Griô Burger, primeira hamburgueria antirracista do Brasil, com arquitetura e cardápio que homenageiam grandes nomes da história da negritude, como Malcolm X.
Ele define o local como espaço de luta – não apenas um comércio como qualquer outro, mas um ponto de cultura, congregação dos saberes ancestrais que apontam que a coletividade é mais interessante do que caminhar só. Lá, “a branquidade também é acolhida, mas o foco é que os negros se sintam seguros”.

“Os fatos que apresentei são apenas dados estatísticos ou revelam coisas mais profundas sobre a nossa sociedade? Evidente que não estamos tratando apenas de estatísticas. Para mim, esses dados causam revolta e insatisfação. Não é possível que o Brasil continue repetindo a violência contra a população negra”.
Ele pede que os brancos que estão assistindo a palestra que assumam a responsabilidade pelos dados que estão sendo tratados. “Todos temos uma parcela de culpa”.
Afinal, segundo Luiz, quando entendemos que os problemas do país também são compromissos nossos, mudamos a nossa postura e paramos de ficar em uma situação de reclamação, indignação ou privilégios.
“Me sinto uma pessoa mais feliz porque dentro da minha “pequena grandeza” contribuo para um cenário em que todos nós deveríamos estar”.
Brasil tem 1,7 milhões de pessoas indígenas, o que representava 0,83% da população total do país. Foi assim que Raquel Kubeo abriu sua palestra do TEDxUnisinos 2023. A professora, roteirista e diretora da APTC-RS, ainda completa que este número pode parecer pouco, mas se os colonizadores não tivessem vindo ao Brasil este número seria maior.

Nascida em Manaus, ela dedica sua vida a honrar a terra de seus ancestrais, a cidade de São Gabriel da Cachoeira, também conhecida como “Cabeça do Cachorro”, por causa do desenho que conforma o mapa no extremo noroeste do Brasil. Ela reforça que sair do seu território não a faz deixar de ser indígena, não diminui a importância do seu povo. Para Raquel, os povos indígenas lutam contra a agropecuária, monoprodução e a mineração e mesmo não nascendo na aldeia, ela luta por eles.
Como professora por formação, busca ensinar ao maior número de pessoas a importância do povo e da cultura indígenas. Para que assim as dezenas de povos indígenas aniquilados ou sem terra, nos anos 1980, não se repitam.
Lisiane Motta é médica psiquiatra infantil, estudiosa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH. Ao longo da sua trajetória profissional, já fez diversas participações em congressos e é terapeuta certificada no Modelo Denver de Intervenção Precoce pelo Mind Institute. A médica utiliza do seu perfil nas redes sociais para mostrar a realidade sobre ser mãe, em especial sobre a maternidade numa perspectiva neuro divergente, e desmistifica algumas ideias em relação a temática.
A palestrante aproveitou o espaço do TEDxUnisinos para contar sobre os dois AVC’s que teve de enfrentar ano passado e como podemos superar as adversidades, fazendo com que a plateia refletisse sobre como lidam com os imprevistos e as surpresas da vida.

Como ela mesma se define, é uma daquelas pessoas que enxergam o copo meio cheio. Lisiane disse que em nenhum momento pensou que ia morrer, pois não ia fazer nenhum sentido, já que tudo aconteceu enquanto ela estava trabalhando no hospital.
O único medo dela era de perder seus ‘pensos’ – pensamentos – já que seu trabalho depende disso. Já na segunda vez, relatou que teve algumas sequelas, e disse que para ela a única coisa que poderia ser pior que perder seus ‘pensos’, era a ideia de que os seus filhos pudessem perder a mãe, ou ela os perder.
Dessa vez Lisiane conta que chegou a fazer testes neuropsicológicos, ou seja, um teste de QI. “Após fazer o teste, eu realmente descobri que não sou tão inteligente quanto minha mãe pensava, mas eu sou boa em compartilhar”.
Outro tópico tratado por Lisiane durante a palestra foi sobre ter começado a estudar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por conta do seu filho mais novo que recebeu o diagnóstico de autismo. “Será que eles realmente são superinteligentes ou só não sabem compartilhar?”, questionou.
Trazendo ainda mais representatividade no time de speakers, Larissa Bianca Basei representou a comunidade surda, fazendo a apresentação inteira na língua brasileira de sinais, com tradução simultânea para o português. Ela é graduada em Letras-Libras pela UFSC e professora na ULBRA. Mas a fala foi sobre outro tipo de inteligência, que não a acadêmica.
Além de professora, Larissa é mentora de meditação. Sua história com a prática começou cedo. Ela não nasceu surda, mas aos 8 meses de idade teve uma otite que ocasionou a condição. Em Rolante, sua cidade natal, não existiam opções de locais para estudo, então foi até Taquara, que possua uma sala especial de surdos. Apesar do espaço aparentemente adequado, sua professora queria que Larissa e seus colegas oralizassem, batendo nas suas mãos e bocas. Então, procurou outra escola, onde encontrou a professora Cláudia, uma pessoa “maravilhosa”. Ficou ali até a adolescência.

Até que, na adolescência, fez um curso de artes em outra escola com uma professora que além das artes, ensinou a meditação para ela. Junto dessa professora, percebeu que as batidas graves de uma música vibravam a água em um copo. Com a concentração, se sentiu como um “balão” e se conseguiu focar seus pensamentos no “nada”. Essa foi a criação de um método que utiliza até hoje.
Quando a própria decidiu iniciar a ministrar aulas para ajudar outros a se reconectarem com si próprios, apenas 3 pessoas se dispuseram a participar.
Mas ela não desistiu por isso. “Nós aqui nesse teatro somos iguais, apenas com a diferença linguística. A comunidade surda quer ter acesso à informação, participar”. Um dos métodos que mais utiliza hoje em dia é o Ho’oponopono. “Através do Ho’oponopono, conseguimos nos conectar com a nossa espiritualidade. Espiritualidade não é uma religião, é focada no nosso ser, em autoconhecimento”.
Faz sentido separar a razão e emoção? Com esta pergunta que Mellanie Fontes-Dutra abriu sua palestra, completando que tem coisas que são separáveis, mas que comportamentos complexos e traços comportamentais não residem apenas de um lado do nosso cérebro.
Mallanie é biomédica, neurocientista, professora e embaixadora do Para Mulheres na Ciência, programa da L’Oréal Brasil, Academia Brasileira de Ciências e UNESCO. Além disso, usa suas redes sociais para falar sobre ciência e saúde pública.

Segundo a neurocientista, a famosa intuição é o nosso cérebro reconhecendo padrões e nos dando dicas valiosas de como passar por determinadas situações.
Mellanie explica que nosso sistema cerebral utiliza razão e emoções de forma integrada, por exemplo, o córtex pré-frontal, que está ligado a tomada de decisões e na moderação do comportamento social racional, é usado também em contato com as partes mais emocionais do cérebro. Resultando em um trabalho em equipe feito pelas regiões do cérebro, como uma orquestra.
Convidado estrangeiro do TEDx Unisinos, o americano Joel Westheimer é professor e pesquisador da Universidade de Ottawa no Canadá, colunista de educação na “The Canadian Broadcasting Corporation” e um defensor da democracia. Durante seu TED, que foi apresentado em inglês (com tradução simultânea para o português através de um rádio), ele compartilhou ideias sobre: os processos de aprendizagem, os tipos de liderança, e as múltiplas perspectivas de análise e como isso fortalece o sistema democrático.
Mas o seu tópico principal foi sobre o papel das escolas na formação do pensamento crítico dos alunos. Neste sentido, ele já chegou afirmando que todos nós, que vivemos em uma sociedade democrática, temos algo a dizer sobre como devemos viver. E assim, questionou a plateia.
“O que escolas em uma sociedade democrática devem ensinar aos seus estudantes, para que eles tenham o conhecimento necessário, para que possam participar em decisões de como devemos viver?”.

Para Joel, o que as escolas não devem fazer é limitar o que um professor pode fazer em uma sala de aula, pois pelos últimos 25 anos, de acordo com relatórios escolares ao redor do mundo, estamos obcecados em repetir o mesmo comportamento, de dar testes padronizados focados em apenas duas áreas: matemática e literatura.
Ele afirma não ter nenhum problema com padrões, mas sim com a palavra padronização, pois segundo ele “Escolas não são McDonald’s” – pois não produzem sujeitos “padrão”, como os hambúrgueres que são iguais em qualquer lugar.
De acordo com o palestrante, se as escolas querem que seus alunos se engajem com a democracia e pensem democraticamente, é necessário fazer algumas coisas por eles.
“Primeiramente precisamos ensiná-los a fazer perguntas difíceis, a questionar o mundo a sua volta. Em segundo lugar, eles precisam saber lidar com diferentes realidades. E por último, precisamos resgatar o real significado do que é política”, ressalta.
Para encerrar, Joel citou a frase da filósofa norte-americana Maxine Green: “O propósito da educação é enfrentar o problema, e assim problema será confortável”.
“A Taylor Swift é uma estrela. Na verdade, todos nós somos estrelas”. Assim iniciou a fala de Roberta Duarte. A doutoranda em Astrofísica na USP trouxe questões filosóficas e existenciais num clima de empolgação e admiração de quem ama o que faz e estuda, que quase não combinava com a discussão de deixar o cérebro “derretido”. De fato, todos nós somos feitos substancialmente de poeira de estrela, como diz Carl Sagan, um dos cientistas preferidos da speaker. “Uma população 3 de estrelas deu início a tudo – exceto aos elementos hidrogênio e hélio, que são do comecinho, lá do Big Bang –, inclusive a primeira luz que o universo conheceu”.

Ela conta que, inclusive, uma das missões principais do famoso telescópio James era descobrir onde estavam as estrelas da população III (as primeiras estrelas formadas na galáxia), para descobrir mais sobre tudo o que conhecemos. Mas até hoje não se sabem muitas informações sobre isso. Para Roberta, todo esse universo e a filosofia por trás do assunto é visivelmente fascinante. Ela pesquisa aspectos de todo o universo, não apenas estrelas, como você pode ver aqui.
De um jeito mais leve, a física afirmou que somos parte da história das estrelas, e não só isso, mas inclusive estamos na melhor época da história do universo, a da era das estrelas, onde podemos observar o céu estrelado, e precisamos aproveitar isso da melhor forma (apesar da poluição urbana). Ela finalizou citando a que é, na opinião dela, uma das melhores músicas da cantora Taylor Swift, Stralight. Isso porque há um trecho, logo no início da canção, que diz “And we were dancing, dancing like we’re made of starlight” ou “nós dançávamos como se fôssemos luz de estrelas”. Porque, de fato, somos estrelas, no sentido literal (formados por poeiras de estrelas) e figurado (porque somos importantes da nossa forma).
Deives Picáz é influenciador, palestrante, ativista e PCD. Usando suas redes sociais para falar sobre capacitismo e deficiência sem tabu, se tornou relevante e inovador na sua temática, recebendo o convite para ser conselheiro da ONU no Brasil.
Com a pergunta “Com quantas pessoas PCDs você já estudou, trabalhou ou se relacionou no seu dia a dia?”, o influenciador traz a reflexão de como o capacitismo afeta a convivência social para as pessoas com deficiência. “Eu posso listar uma série de competências sobre mim, mas nada adianta se só veem minha deficiência física”, completa.

Deives ainda falou sobre ser visto como uma pessoa que só serve para ser motivo de pena e das oportunidades, e que perde por culpa do capacitismo estrutural.
“Em uma entrevista de emprego, só não ocupei a vaga não por falta de qualidade, mas sim por falta da minha mão.”
Por fim, Deives contou sobre seu trabalho nas redes sociais “Falo de capacitismo porque é necessário, não porque gosto”. E deixa o questionamento “Quando vou poder deixar de falar da minha dor e falar sobre as coisas que gosto?”, finalizou.
A última palestrante da edição foi a Paola Troian. Cineasta de formação, influencer digital e também chefe de cozinha, o seu Ted talk foi sobre sustentabilidade, e fez um alerta sobre a fome e o desperdício de alimentos.
Paola conta que foi durante uma aula na faculdade de gastronomia que um rombo se abriu, após ouvir de uma professora a informação de que “mais de um terço de todo alimento que é produzido no mundo vai para o lixo”. Ela disse ter se sentido naquele momento como se estivesse na Matrix escolhendo a pílula vermelha.
Desconforto, curiosidade e aprendizado, foi o que moveu Paola a querer a entender os processos sistêmicos que fazem parte desse problema. A palestrante apontou que segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), mais da metade dos alimentos se perdem, já no primeiro processo: que é a colheita e a armazenagem; já outra parte se perde no processamento dos alimentos, na parte de transporte, e por fim, nas nossas casas – na forma como consumimos eles.

De acordo com a Paola, ver o sistema como ele é nos assusta e nos deixa desconfortável. Por isso ela começou a estudar sobre a questão da alimentação buscando entender por que o processo de alimentação monocultural do nosso país carrega tanto no uso de agrotóxicos, se sabemos que eles fazem mal.
“O uso de agrotóxicos acaba com os nossos recursos hídricos, mata biomas. O sistema monocultural do Brasil devasta e mata a população originaria.”
Outro ponto trazido pela palestrante foi a questão do sistema de consumo em que vivemos, “Por que nós produzimos tanto plástico? E por que nós fazemos a escolha desse produto tão descartável, que a gente sabe que demora milhares de anos para se decompor?”.
Por fim, Paola falou sobre apaziguar a culpa que estava sentido após ‘tomar a pílula vermelha’. “Eu entendi que tá tudo bem não entender tudo de uma vez só, e que é necessário começar pelas pequenas coisas […] Olhar para as nossas projeções sociais e ambientais depende só da gente, e tá tudo bem dar um passinho de formiguinha de cada vez. A gente não precisa ir muito longe muito rápido, a gente precisa ir muito longe no tempo certo, todos juntos, de maneira responsável.”
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]]>Nesta edição, os participantes terão de construir uma campanha de incentivo ao voluntariado para a ONG Parceiros Voluntários. O trabalho poderá ser desenvolvido individualmente ou em duplas, com o auxílio de um professor orientador. Serão selecionados três finalistas para participar do Salão ARP 2023, que será realizado em dezembro, em Porto Alegre. O projeto vencedor será anunciado durante o evento e os responsáveis serão intitulados como ‘Estudante(s) do Ano de 2023’ e ‘Professor do Ano’.
Para Geferson Barths, Diretor de Conexão com a Academia da Associação, é uma alegria realizar mais uma edição do ARP Academy. “O concurso ajuda a consolidar um espaço importante de representatividade acadêmica na ARP”, pontua.

Neste ano, além de levar para casa o troféu de estrela do Salão ARP na categoria Estudante do Ano, o aluno receberá uma premiação inédita: participar de três imersões em empresas premiadas no evento, nas categorias Agência do Ano, Anunciante do Ano e Veículo do Ano. Assim, o vencedor poderá desenvolver novas experiências profissionais e construir redes de contato durante o primeiro semestre de 2024.

Para Anaís Bertoni, coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, participar de premiações são sempre experiências significativas para os estudantes que buscam ter um diferencial em sua trajetória profissional. O que vale principalmente na área da Publicidade, em que tem a criatividade é um pilar. “Incentivo os estudantes que desejam ingressar na carreira que participem do Prêmio e sintam um pouco como é a prática da carreira”, completa.

As inscrições podem ser realizadas pelo site do ARP Academy, onde também está disponível o regulamento. A data limite é 31 de outubro.
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]]>O encontro, realizado na sede da DZ, em Porto Alegre, contou com dez workshops com profissionais das agências realizadoras, além da oferta de vagas de estágio, disponibilidade de mentoria e cartilha de boas práticas. Teve ainda a formação de um banco de talentos para o mercado.

A participante Lohana Souza, aluna de Jornalismo na Unisinos, compartilhou sua experiência no projeto. “Eu conheci o Rumos através das redes sociais. Achei o projeto sensacional, pois há poucas pessoas negras atuando no mercado da publicidade, uma situação semelhante ao que acontece no jornalismo, e eu não conseguia visualizar pessoas parecidas comigo no meu ambiente acadêmico ou de trabalho”, comenta a estudante.
Os workshops oferecidos pelo programa, promovidos pela DZ Estúdio, SunoPaim e Batuca, chamaram a atenção de Lohana. Nos encontros, especialistas explicaram sobre o funcionamento das agências publicitárias, posicionamento de marca, tendências, mídia e tecnologia, planejamento estratégico para comunicação digital e criatividade publicitária no ambiente digital. “Dentro do curso de Jornalismo, não temos essa visão do mercado publicitário. A forma como eles conseguiram exemplificar o funcionamento das agências é extremamente enriquecedora”, avalia Lohana.
Ela, inclusive, espera que os alunos que não participaram do Rumos Mais Pretos 2023 não percam a próxima edição, pois vê no projeto uma ótima oportunidade para os futuros profissionais pretos, pardos e indígenas descobrirem qual a melhor área de atuação seguir, fazer uma rede de contato e ver pessoas parecidas consigo próprias em ascensão nos espaços de poder. “Participem das oficinas e se inscrevam nas oportunidades de estágio. Eu sei que é difícil enxergar essa entrada no mercado de trabalho e que pessoas como eu não conseguem uma inserção tão rápida, mas o programa pode auxiliar nisso”, convida a aluna.

O publicitário Mateus Gobbi, formado na Unisinos em 2018, foi um dos responsáveis pela organização do projeto Rumos Mais Pretos 2023. Mateus, que trabalha como head de pessoas e cultura na agência SunoPaim, conheceu o projeto no ano de 2022, através de um evento aberto com as idealizadoras, e se interessou pela iniciativa. “Desde o final do ano passado, comecei a me aproximar da DZ e da UFRGS, e logo a Batuca também entrou, e começamos a conversar sobre a organização para uma edição maior em 2023”, conta.
Com a missão de ampliar o alcance do programa para mais participantes, instituições de ensino e empresas, a edição de 2023 contou com a adesão de 17 agências, 37 oportunidades de estágio e 6 instituições de ensino apoiadoras. Além disso, a Associação Rio-Grandense de Propaganda (ARP) e o Grupo de Profissionais Negros na Indústria Criativa (GPNic) também entraram como apoiadores. Mateus ainda ressalta que a participação da Unisinos possibilita a superação das barreiras entre aluno, instituição de ensino e agências publicitárias, algo que não era comum durante seu período de formação, e era ainda mais difícil para pessoas negras, pardas e indígenas. “Com o projeto, isso pode ser trabalhado, além de auxiliar em um mercado de trabalho publicitário mais diverso”, observa o publicitário.

Mateus destaca o fato de estar em uma posição de realização de um programa de carreiras pretas, pardas e indígenas sendo ele branco. “Estou coordenando algo sobre uma realidade na qual eu não vivo, então, o primeiro passo para atuar na liderança foi estar aberto a críticas e entender e compreender que o modo como fiz projetos até agora não serve para este”, analisa. No entanto, segundo Mateus, a equipe do projeto buscou diversidade racial e se preparou para lidar de forma acolhedora com as dúvidas e erros cometidos no processo.
Apesar de os workshops já terem sido finalizados, a edição ainda tem um longo caminho até seu encerramento, entrando agora na segunda etapa do projeto: as vagas de estágio. Nessa fase, os participantes escolhem áreas do mercado publicitário que despertaram seus interesses e se candidatam às vagas disponibilizadas pelas agências participantes do programa. Em 2023, são 37 vagas em áreas como atendimento, direção de arte, redação, mídia e planejamento. Os participantes que não conseguirem ingressar nessa segunda etapa entrarão para um banco de talentos, para futuras oportunidades.

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