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Arquivos espanha - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/espanha/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 01 Nov 2019 19:06:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 O esforço que vale a pena https://mescla.cc/2019/10/30/o-esforco-que-vale-a-pena/ https://mescla.cc/2019/10/30/o-esforco-que-vale-a-pena/#respond Wed, 30 Oct 2019 20:53:27 +0000 http://mescla.cc/?p=11963 Os egressos de Publicidade e Propaganda estão conquistando a Europa com os seus TCCs. Depois de Jardel Orlandin ter sido um dos três premiados no Prêmio de Investigação em Comunicação Digital 2018, este ano foi a vez de Guilherme Hockmüller ter seu trabalho reconhecido. O ex-aluno ficou entre os dez finalistas da edição 2019. A […]

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Os egressos de Publicidade e Propaganda estão conquistando a Europa com os seus TCCs. Depois de Jardel Orlandin ter sido um dos três premiados no Prêmio de Investigação em Comunicação Digital 2018, este ano foi a vez de Guilherme Hockmüller ter seu trabalho reconhecido. O ex-aluno ficou entre os dez finalistas da edição 2019. A premiação é organizada pelo Mestrado em Estratégia e Criatividade Digital da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha.


Guilherme inscreveu o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), cujo título é “‘O lixo da internet’: um estudo sobre o vídeo enquanto recurso de comunicação e propagação de informações falsas no mundo ciberlíquido”, orientado pela professora Lisiane Cohen. Ele foi o único brasileiro a ficar entre os finalistas. 


Durante a graduação, conta Guilherme, buscou aproveitar ao máximo todas as oportunidades. Ele destaca os 12 Prêmios Unicos que conquistou, além da bolsa integral de estudos na Universidade de Salamanca, na Espanha. “Fiquei curioso em saber como todo esse esforço, representado pelo meu TCC, seria avaliado em um concurso internacional e ter o feedback de uma universidade europeia”, comenta Guilherme.


Reflexo dos nossos esforços


Guilherme apresentou o seu TCC e se formou em 2017/2. Ele acredita que o processo do trabalho é um resumo do caminho percorrido durante a graduação. “Eu penso que o processo de produção de um TCC se dá ao longo do curso, e ele acaba sendo o reflexo dos nossos esforços nessa trajetória”, avalia.


Para ele, é necessário estimular o interesse do aluno pelos estudos acadêmicos, e esse tipo de premiação é uma ótima oportunidade. “Creio que uma colocação como essa demonstra que a formação da Unisinos está alinhada ao padrão de ensino das universidades internacionais”, ressalta Guilherme.


Lisiane Cohen avalia que os alunos precisam participar mais desses concursos. “Vejo que, para muitos, o processo do TCC é de sofrimento. Apesar disso, no fim, temos trabalhos muito bons. Devíamos participar mais para fazer todo esse sofrimento valer a pena”, salienta.


Pesquisas de nove países reunidas


Ao todo, o concurso registrou 42 inscritos de nove países: Brasil, Espanha, Argentina, Portugal, Bolívia, Venezuela, México, Cuba e Uruguai. Desses, três eram brasileiros: Guilherme e mais dois estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFB), com os trabalhos “Participação on-line e off-line nas eleições presidenciais brasileiras de 2014” e “A inovação no jornalismo em revistas para tablets: uma análise a partir das affordances e da convergência de conteúdos jornalísticos”.


Você pode ser o próximo!


E agora, quem será o novo corajoso ou corajosa de 2020? O Prêmio de Investigação em Comunicação Digital aceita trabalhos de diversas áreas da comunicação, desde que eles abordem a comunicação digital. Quer saber mais sobre o Prêmio? Acesse o site.

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A oportunidade que chegou por e-mail https://mescla.cc/2019/09/12/a-oportunidade-que-chegou-por-e-mail/ https://mescla.cc/2019/09/12/a-oportunidade-que-chegou-por-e-mail/#respond Thu, 12 Sep 2019 17:27:41 +0000 http://mescla.cc/?p=11259 O estudante do curso de Fotografia, Fabricio Marco, acabou de voltar ao Brasil após passar três semanas na Espanha. Ele viajou para a terra do flamenco e das touradas para estudar espanhol, com todas as despesas custeadas pela bolsa estudantil Top España. O programa é uma parceria entre a Unisinos, o banco Santander e a […]

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O estudante do curso de Fotografia, Fabricio Marco, acabou de voltar ao Brasil após passar três semanas na Espanha. Ele viajou para a terra do flamenco e das touradas para estudar espanhol, com todas as despesas custeadas pela bolsa estudantil Top España. O programa é uma parceria entre a Unisinos, o banco Santander e a Universidade de Salamanca. 

Durante as semanas que passou em Salamanca, Fabricio aproveitou para tirar muitas fotos | Foto: Acervo Pessoal


Aluno da Unisinos desde 2015, Fabricio ingressou primeiro no curso de Produção Fonográfica. Logo depois, trocou para Fotografia. Ter sido contemplado com a bolsa de estudo proporcionou momentos marcantes para o futuro fotógrafo profissional. Um deles foi a viagem em si, já que ele nunca tinha atravessado as fronteiras do Rio Grande do Sul. Fora o fato de ter voado de avião pela primeira vez. O Mescla quis saber mais sobre essas e outras experiências e bateu um papo com o Fabricio. Confira:


Mescla – Como tu ficou sabendo da bolsa Top España?


Fabricio – Por e-mails que a Unisinos envia. A Universidade tem essa parceria com o Santander, e todo semestre recebo informações. Mas eu nunca tinha buscado a participação. Eu conheci uma pessoa que participou do Top España. Ela me ajudou bastante quando resolvi tentar uma bolsa. Descobri que quem tem Prouni tem muita vantagem, porque não precisa comprovar toda a renda de novo, o que acaba sendo um processo meio chato. No meu caso, eu só precisei fazer um passaporte e me cadastrar no site do Santander Universitário. Bem simples.


Mescla – Como funciona a bolsa?


Fabricio – A bolsa leva 100 brasileiros para Salamanca, na Espanha, para estudar três semanas de espanhol. Acho que a Unisinos foi a que mais levou gente. Pelo que eu lembro, outras universidades levaram de um a dois alunos. A Unisinos levou quatro alunos e mais um professor. 


Mescla – O que ela oferece?


Fabricio – A gente ganha tudo! Primeiro, a passagem de Porto Alegre a São Paulo. Lá, dormimos uma noite em um hotel maravilhoso, com janta e café da manhã tudo incluído. Depois, os bilhetes de Guarulhos para Madri. Ganhamos ainda o traslado de Madri até Salamanca, de ônibus. As três semanas de estudo foram bancadas pelo Programa de Cursos Internacionales de la Universidad de Salamanca. Ficamos em uma residência universitária, bem bacana. Café da manhã, almoço e janta estavam incluídos. Um passeio que fizemos para Toledo foi organizada pela universidade também. A gente teria que pagar o almoço, mas a própria residência universitária, onde a gente estava, tinha recursos para piquenique. Então, pudemos levar o lanche para Toledo.


Mescla – Como funciona para se inscrever? Tem algum pré-requisito?


Fabricio – O critério de avaliação é a nota. Tem que ter coeficiente 7, no mínimo, e tem que ter de 40% a 80% do curso concluído. A Unisinos seleciona um aluno para cada área de atuação. Então, sendo eu aluno de Fotografia, representei a Escola da Indústria Criativa. 


Mescla – Como era a tua rotina?


Fabricio – Basicamente, a gente tinha aula de segunda a sexta-feira. Eram três horas de estudos, sendo duas horas de gramática, pra todo mundo, e uma hora de um curso opcional. Escolhi Cultura Espanhola. Foi a melhor aula pra mim, foi muito bacana. A gente aprendia muita coisa da Espanha em geral. É maravilhoso! Os professores são muito, muito bons. Eles estão acostumados a receber estrangeiros e a experiência com eles é incrível, porque, dentro da sala de aula, não tem ninguém que tu conheces. 


Mescla – Como foi essa experiência?


Fabricio – Tu ficas muito perdido no início, mas a troca de conhecimento e de culturas é fantástico. Na minha turma, eu tinha contato com cinco brasileiros, seis estadunidenses, uma chinesa e um russo, então, é bem diferente, é muita cultura misturada. É sensacional! De início, a gente passa muita vergonha com a língua. Eu, pelo menos, nunca tinha estudado espanhol e cheguei lá bem perdido mesmo, mas logo tu começas nessa imersão e, daqui a pouco, tu tá falando com todo mundo, bem tranquilo. O processo, que parece assustador no início, é muito simples.


Mescla – O que mais vocês faziam lá?


Fabricio – A gente caminhou pra caramba lá, não parávamos nunca. Eu dormia, em média, umas quatro horas por dia. A gente aproveitava muito. Eles almoçam às 14h, então a gente tinha muito tempo, porque a aula acabava por volta do meio dia e, depois, tinha até às 14h pra gente ficar tranquilo. Aí eu almoçava, descansava um pouco e caminhava até não aguentar mais, porque lá a noite só chega pelas 22h. O dia é muito longo, dá pra fazer muita coisa. A gente conheceu toda a parte mais histórica de Salamanca. Foi surreal! Pra mim, que nunca tinha saído daqui, ir pra lá e ter todo esse contato foi uma experiência que não tem muito como explicar, é muito bom mesmo.


Mescla – E tu tinhas alguma despesa? Como funcionava isso?


Fabricio – Eu não tinha muita grana, porque recebi a informação da Unisinos de que iria participar do programa no final de abril, e a viagem ocorreu em 28 de junho. Tive mais ou menos três meses para juntar dinheiro. E lá tu quase não gasta com nada. Mas não tem como tu ir visitar a Europa, conhecer um monte de coisa e ficar só no zero a zero. Então, eu consegui fazer uma ação entre amigos. Um monte de gente me ajudou e eu consegui levantar uma grana legal. Lá tu gastas com passeios pequenos, por exemplo. No domingo, quando a gente chegou, compramos uma passagem de trem para conhecer Madri. Ali já foram 40 euros. São coisinhas assim. É bom ir preparado, levar grana pra curtir mesmo, pra passear, pra comer uma comida diferente, porque a comida da residência universitária é bem complicada. O pessoal tava reclamando porque era uma culinária completamente diferente, e a gente sentiu muita diferença. É melhor ter uma grana pra, de vez em quando, sair à noite e comer um hambúrguer, porque tem muito restaurante americano lá. Os Cursos Internacionales, programa da Universidade de Salamanca, já tem 90 anos. A universidade tem 800 anos, e faz 90 que eles abriram pro mundo inteiro oferecendo esses cursos de verão com passeios. Eu consegui comprar por 180 euros um passeio para Portugal. Foi maravilhoso! Conheci mais um país, uma capital e outra cultura. Foi barato, pelo valor que é tudo. Vale muito a pena juntar uma grana e desfrutar desses momentos.


E aí, curtiu a história do Fabricio? Se tu também quer ter uma experiência como essa, se liga na dica dele: “O pessoal deve ficar ligado. Tem que correr atrás, porque é uma oportunidade única. Tem que aproveitar cada segundo dentro da Unisinos para conseguir desenvolver essas experiências”. O agora internacional Fabricio disse que se mantém à disposição para quem tiver dúvidas ou precisar de ajuda para as próximas edições do Top España.

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Jardel Orlandin: o TCC que ganhou a Espanha https://mescla.cc/2019/06/06/jardel-orlandin-o-tcc-que-ganhou-a-espanha/ https://mescla.cc/2019/06/06/jardel-orlandin-o-tcc-que-ganhou-a-espanha/#respond Thu, 06 Jun 2019 19:57:18 +0000 http://mescla.cc/?p=9653 Você já pensou que com o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é possível participar de congressos e prêmios? Imagina se todo  aquele esforço realizado durante a produção do TCC for recompensado com um brilho no currículo lattes? Muitos estudantes produzem trabalhos com temas de grande relevância para a sociedade, mas até por cansaço […]

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Você já pensou que com o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é possível participar de congressos e prêmios? Imagina se todo  aquele esforço realizado durante a produção do TCC for recompensado com um brilho no currículo lattes? Muitos estudantes produzem trabalhos com temas de grande relevância para a sociedade, mas até por cansaço após a apresentação acabam esquecendo de divulgar o trabalho.

Jardel Orlandin e mestrando em Ciências da Comunicação da Unisinos e tem uma história legal para ser contada. No final de 2017, após apresentar o seu TCC no curso de Publicidade e Propaganda decidiu, por indicação de seu orientador Sergio Trein, inscrever a monografia no Prêmio de Investigação em Comunicação Digital 2018, promovido pela Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha.

Para sua surpresa, após um ano, veio a notícia. “Quando recebi o e-mail que informava que o resultado do concurso foi anunciado, me surpreendi. Nesse intervalo de quase um ano, eu já havia esquecido do concurso, ainda mais por conta do trabalho que venho produzindo no mestrado”, destaca.

O trabalho tinha ficado em segundo lugar, o que resultou não apenas em uma bela referência no Lattes, mas também  no incremento de 200 euros na sua conta bancária. O TCC aborda a política na web, com foco o processo de impeachment da então presidenta, Dilma Rousseff. No site do Prêmio é possível conhecer todos os trabalhos inscritos. Os temas são variados, como redes sociais, linguagem e produção audiovisual. Jardel era um dos quatro brasileiros inscritos – desses, três eram gaúchos. O concurso teve 69 trabalhos inscritos, todos de estudantes de comunicação da Espanha e América Latina.

Para Jadel, Sergio Trein teve grande importância para o resultado final do Prêmio. Foto: arquivo pessoal

O perfil de pesquisador

A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Bertoni foi professora de Jardel durante a disciplina de Redação Publicitária I e já observava um perfil de pesquisador no estudante. Ela salientou que o aluno sempre teve um reportório vasto buscando contribuir e fazendo além do solicitado.

A dedicação para a construção do TCC não foi  demonstrada apenas com a distinção do prêmio. Anaís  participou da banca avaliadora de Jardel e comentou a qualidade do estudo . “Foi um trabalho que mostrou que ele tinha muita competência para se tornar um pesquisador em Comunicação”, pontuou.

Hoje, o mestrando  direciona suas pesquisas para o audiovisual, em especial a plataforma do YouTube. “No mestrado, tenho pesquisado construtos midiáticos na tecnocultura vigente, utilizando o YouTube como suporte empírico para investigar produções acerca da América Latina”, comenta.

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Cultura muçulmana é retomada pela Feira do Livro https://mescla.cc/2018/11/12/cultura-muculmana-e-retomada-pela-feira-do-livro/ https://mescla.cc/2018/11/12/cultura-muculmana-e-retomada-pela-feira-do-livro/#respond Mon, 12 Nov 2018 19:46:07 +0000 http://mescla.cc/?p=8729 Na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre o evento “Cultura muçulmana na literatura” trouxe o escritor Felipe Daiello para comentar aspectos históricos da presença cultural islâmica na Europa, com foco especial na Espanha. Felipe também abordou seu livro, lançado em 2017, o “Ventos do deserto: espião nas terras de Alá”. “Um rato da cultura universal, mas […]

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Na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre o evento “Cultura muçulmana na literatura” trouxe o escritor Felipe Daiello para comentar aspectos históricos da presença cultural islâmica na Europa, com foco especial na Espanha. Felipe também abordou seu livro, lançado em 2017, o “Ventos do deserto: espião nas terras de Alá”.

Capa do livro de Felipe Daiello / Foto: reprodução

“Um rato da cultura universal, mas rato no bom sentido”. Foi com essa frase que o professor e editor na AGE, Paulo Flávio Ledur, descreveu o amigo Felipe. O escritor, na carreira profissional, atuou em áreas distintas da literatura. Foi trabalhando como piloto civil que descobriu a vontade de viajar. Viagens essas que, acompanhadas de pesquisa e escrita, deram origem aos Ventos.

A ficção conta a história de Michael Müller, o espião e empresário protagonista da narrativa. Michael vai perambular pelas entranhas do Oriente Médio, presenciando o surgir e a queda do Estado Islâmico, o conflito entre shiitas e sunitas e o levante pela criação do Estado Curdistão. A personagem também vivencia os extremismos da região, tanto políticos quanto religiosos. Uma mistura que, há séculos, ocorre no islamismo, pois “a religião islâmica une o poder político ao religioso”, nas palavras do autor.

Paulo Ledur, editor do “Ventos do deserto”, teceu inúmeros elogios sobre o livro e o amigo Felipe. Segundo Paulo, a capacidade da obra de ficção de tocar o leitor está na veracidade das informações apresentadas. “A boa ficção não é aquela que não é verdade, é aquela que poderia ser”, ressaltou.

O muçulmano na Europa

Historiadores classificam o período entre 711 a 726 (ambos d.C.), como a época da invasão muçulmana, ou islâmica, na península ibérica – território que hoje abrange Portugal, Espanha e uma porção da França. Foram quase 800 anos de dominação, até a reconquista do território, por volta de 1492, pelos Reis Católicos, Fernando II & V e Isabel I.

Houve tempo suficiente para que a cultura islâmica aderisse o território ibérico. A Espanha recebeu influências diretas e que permanecem até hoje, mesmo existindo, na época, esforços para esquece-la ou ignorá-la. Um exemplo foi a destruição de mesquitas (local de culto do muçulmano) e posterior construção de igrejas cristãs.

Arquitetura muçulmana no palácio de Alhambra / Foto: reprodução Get your Guide

Existem regiões espanholas que mantém influências muçulmanas, como Sevilha, Granada, Málaga e Córdoba, todas relacionadas com a Comunidade Autónoma da Andaluzia. As recordações islâmicas são vistas, em especial, através das artes e arquitetura. Uma das maiores obras arquitetônicas e artísticas feitas por muçulmanos foi o palácio e fortaleza de Alhambra (seu nome, em árabe, significa “a Vermelha”).

Palácio de Alhambra / Foto: reprodução Get your Guide

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Espanha oferece oportunidades para startups brasileiras https://mescla.cc/2018/06/26/espanha-oferece-oportunidades-para-startups-brasileiras/ https://mescla.cc/2018/06/26/espanha-oferece-oportunidades-para-startups-brasileiras/#respond Tue, 26 Jun 2018 19:43:30 +0000 http://mescla.cc/?p=6689 (Texto: Eduarda Bitencourt, Natan Cauduro e Gabriel Ost) Expandir e obter reconhecimento internacional são objetivos de qualquer startup. A Espanha, hoje, é um país que incentiva empreendimentos brasileiros, oferecendo diversas condições para facilitar a internacionalização de empresas. No último dia 13, a Embaixada da Espanha no Brasil, em parceria com o Tecnosinos, Feevale TechPark e Tecnopuc, realizou o evento “Espanha como porta de entrada para Europa”, no Parque Tecnológico da Unisinos.   Segundo a conselheira econômica e comercial da Embaixada da Espanha no Brasil, Ana Fornells, o país é um dos melhores locais para se […]

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(Texto: Eduarda Bitencourt, Natan Cauduro e Gabriel Ost)

Expandir e obter reconhecimento internacional são objetivos de qualquer startup. A Espanha, hoje, é um país que incentiva empreendimentos brasileiros, oferecendo diversas condições para facilitar a internacionalização de empresas. No último dia 13, a Embaixada da Espanha no Brasil, em parceria com o Tecnosinos, Feevale TechPark e Tecnopuc, realizou o evento “Espanha como porta de entrada para Europa”, no Parque Tecnológico da Unisinos.  

Segundo a conselheira econômica e comercial da Embaixada da Espanha no Brasil, Ana Fornells, o país é um dos melhores locais para se empreender atualmente. Ela explica que a Espanha se distingue em vantagens econômicas por ser parte da União Europeia, mas também ressalta a facilidade de relacionamento com a América Latina. “Custos operacionais e trabalhistas bem mais baixos, vantagens logísticas por conta da localização, boas infraestruturas de transporte, mercado amplo e legislação são alguns dos pontos que destacam a Espanha para a escolha dos empreendedores”, salienta. 

Ana esteve presente no evento para incentivar jovens empreendedores a buscarem o mercado internacional. Ela comenta que experiências assim são “uma excelente maneira de aprofundar o relacionamento com parceiros e facilitar a ponte com parques tecnológicos da Espanha”. 

Thais Rücker trabalha na equipe de Comunicação e Internacionalização da Unitec e conta que o evento ofereceu a oportunidade de entender como funciona um mercado internacional e as possibilidades que existem para as empresas que desejam se internacionalizar. Algumas das vantagens, segundo ela, são a linguagem e a cultura, que se aproximam das nossas. Hoje, o parque conta com 46 startups e 62 empresas consolidadas.  

Nos últimos três anos, a Espanha teve um crescimento econômico acima de 3% e desenvolveu um forte cenário macroeconômico. Ambos os itens, em conformidade com startups maduras e já solidificadas, produziram esse aumento acelerado que incentiva casos de êxito (empresas) a se multiplicarem. Ana cita como exemplo o aplicativo de transportes Cabify, que hoje é concorrente da UBER e está presente em 11 países.  

O turismo também é um fator de destaque no plano de desenvolvimento e incentivo. O país hispânico recebe mais de 80 milhões de turistas ao ano, que são, em maioria, europeus. Empresas estabelecidas na Espanha, contudo, ampliam o número, tendo acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores.    

Foto: Douglas Lins

 

Conexão: Brasil – Espanha 

Para realizar o sonho dos empreendedores, Ana cita dois programas que promovem a perspectiva de internacionalização: Rising Startup Spain e programas de cooperação tecnológica do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial da Espanha (CDTI).  

O Rising Startup Spain promovido pelo ICEX – Investing Spain é focado na aceleração de startups estrangeiras e oferece espaços de trabalho gratuitos em Madrid e Barcelona,,10 mil euros para os gastos iniciais; facilidades para vistos e permissão de residência, assessoramento para contatar investidores em potencial, visibilidade em meios de comunicação especializados em empreendimento, assistência em eventos do país e reuniões com multinacionais espanholas. A terceira e última convocatória para o programa encerra no dia 4 de agosto. Para mais informações, clique aqui. 

Também existem os programas de cooperação tecnológica do CDTI, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). São focados no financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento conjuntos, desenvolvidos por uma empresa espanhola e uma brasileira, ou um centro tecnológico brasileiro; e que podem ser implantados na Espanha ou no Brasil.  

 

 

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Drones criam novas possibilidades na fotografia https://mescla.cc/2018/06/11/drones-criam-novas-possibilidades-na-fotografia/ https://mescla.cc/2018/06/11/drones-criam-novas-possibilidades-na-fotografia/#respond Mon, 11 Jun 2018 20:52:36 +0000 http://mescla.cc/?p=6452 Você já olhou para o céu hoje? Se a visão conta apenas com nuvens, daqui a pouco tempo essa realidade poderá ser muito diferente. Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANT), estão cada vez mais presentes na nossa rotina e aumentarão esse alcance no futuro. Nos últimos cinco anos, os drones foram utilizados para ajuda humanitária, emergências médicas, entrega de produtos e comida, mas foi na fotografia que eles realmente se popularizaram.  Criados na década de […]

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Você já olhou para o céu hoje? Se a visão conta apenas com nuvens, daqui a pouco tempo essa realidade poderá ser muito diferente. Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANT), estão cada vez mais presentes na nossa rotina e aumentarão esse alcance no futuro. Nos últimos cinco anos, os drones foram utilizados para ajuda humanitária, emergências médicas, entrega de produtos e comida, mas foi na fotografia que eles realmente se popularizaram. 

Criados na década de 60 e desenvolvidos apenas para fins militares, os drones demoraram a se incorporar na nossa cultura, sendo mais procurados a partir de 2010. Vistos com desconfiança por sua capacidade de filmagem e alcance quase ilimitado, os VANTs foram regulamentados no Brasil em 2017 pela Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC. Hoje, é comum ver esses aparelhos sobrevoando grandes eventos e a reprodução de fotos feitas com eles em redes sociais. 

Para o fotógrafo e professor Bruno Alencastro, os drones trouxeram inovação no campo fotográfico e a facilitação da imagem aérea. “Sempre foi uma possibilidade fazer fotografias e imagens aéreas no jornalismo, mas era muito caro. Eu lembro de uma vez que voei de helicóptero para cobrir uma enchente. O jornal pagou R$ 2 mil por um voo de uma hora de duração. Hoje, com R$ 2,5 mil você consegue comprar o equipamento e ter voos e possibilidades infinitas de produzir conteúdo, seja foto ou vídeo”, conta ele.  

Foto: Diana Măceşanu | Unsplash/Reprodução

Segundo Bruno, os drones trazem diversas alternativas estéticas que não são alcançadas com um equipamento fotográfico comum. São grafismos, plongées, imagens com zero absoluto e elementos visuais da paisagem, que podem ser identificados através do Google Earth. Na área de produção audiovisual, o drone cumpre o papel de um guindaste e possibilita o movimento travelling, um recurso que executa imagens panorâmicas contemplativas de deslocamento, comuns no cinema. Uma das principais mudanças também acontece na forma da capturação. “O equipamento é fotográfico, mas ele é principalmente um equipamento de aeromodelismo, por isso é preciso uma formação técnica para quem vai comandar do drone”, explica o fotógrafo. “Existe uma limitação de tempo de voo, bateria, da própria condição técnica de ser uma lente fixa, sem zoom na maioria dos casos”, completa.  

Entretanto, algo que não muda é a necessidade de pensar na imagem e na necessidade dela. Bruno já trabalhava desde 2012 com drones, quando em 2017 realizou um ensaio durante sua especialização em fotografia, em Barcelona. Morando perto da Sagrada Família, um ponto turístico famoso do país, o profissional via milhares de turistas fazendo as mesmas fotos todos os dias. “Eu fiquei muito provocado com isso. Pensando em como produzir uma imagem diferente da Sagrada Família. Fazia pouco tempo que eu tinha comprado o drone e estava querendo testar o recurso de 360 graus. Fotografei esses lugares com uma técnica em que eles parecem planetinhas. São fotografia aéreas apresentadas de forma esférica, parecendo um globo terrestre”.

Bruno também fotografou outros pontos turísticos da cidade. O ensaio ganhou fama e foi publicado em centenas de jornais e portais, em mais de 15 países. “Para mim, o desafio da fotografia e da imagem de hoje é isso, testar, levar o formato ao limite, experimentar e correr riscos. Não ficar aceitando a crise da imagem, mas tentar responder a ela com inovação. O drone para mim serviu para isso, para testar novas linguagens e formatos, salienta. 

Drones na comunicação 

A revista americana Time lançou em maio desse ano a reportagem especial “The Drone Age“. Entre as diversas matérias sobre as novas perspectivas que os drones trouxeram para vários setores da sociedade, a maior inovação da edição é a própria capa. Em uma iniciativa ousada a Time reuniu 958 drones para reproduzir a diagramação da capa no céu e fotografar essa imagem com o equipamento também. Segundo o professor Bruno, a iniciativa é o “o ápice da metalinguagem de fotografia aérea”. No vídeo abaixo (em inglês) há o making off da produção: 

O projeto da Time abre espaço para os drones em mais veículos tradicionais e mídia impressa. “Eu acho que o desafio agora é usar ainda mais os recursos que o drone pode oferecer. Por enquanto se utiliza muito ele como produtor de imagens (fotos e vídeos aéreos), mas o equipamento, o software, no quesito da programação pode oferecer muito mais. Tudo o que a Time fez foi programado a partir de um comando. Os drones já estão mapeados, eles sabem como  têm que ficar dispostos para gerar aquela imagem. Tem uma série de coisas que se pode fazer programando o drone, mapeando e criando infográficos”, explica Bruno. “Com o perdão do clichê, o céu é o limite agora”, finaliza. 

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Inscrições abertas para o Programa Top España https://mescla.cc/2017/04/05/inscricoes-abertas-para-o-programa-top-espana/ https://mescla.cc/2017/04/05/inscricoes-abertas-para-o-programa-top-espana/#respond Wed, 05 Apr 2017 20:44:12 +0000 http://mescla.cc/?p=560 Estão abertas as inscrições para o Programa Top España do Santander Universidades. Serão destinadas 4 bolsas-auxílio para os estudantes de graduação da Unisinos. O objetivo do projeto é promover o intercâmbio cultural, a ciência, a inovação e o empreendedorismo. O destino é a Universidade de Salamanca. Lá, os estudantes terão a oportunidade de frequentar cursos […]

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Estão abertas as inscrições para o Programa Top España do Santander Universidades. Serão destinadas 4 bolsas-auxílio para os estudantes de graduação da Unisinos. O objetivo do projeto é promover o intercâmbio cultural, a ciência, a inovação e o empreendedorismo. O destino é a Universidade de Salamanca. Lá, os estudantes terão a oportunidade de frequentar cursos de cultura, história e Língua Espanhola no período de três semanas. Será selecionado apenas um aluno por curso.

As inscrições ocorrem até o dia 15 de Maio de 2017. Para mais informações, acesse a página do programa e leia o edital.

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