wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post <strong>Pesquisa e prática em comunicação está no DNA do Instituto de Cultura Digital</strong> appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A Unisinos desenvolve estudos e práticas em comunicação de diversas maneiras. Uma delas é pelo Instituto de Cultura Digital. O ICD é uma iniciativa de professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Universidade para promover a capacitação e o desenvolvimento de sujeitos, coletivos e organizações para os desafios da cultura digital.
O ICD nasceu, no ano passado, a partir da necessidade dos professores do PPGCOM em inovar nas práticas do programa frente a um cenário nacional de pesquisa em comunicação que, hoje, demanda trabalhos que consigam gerar impacto na sociedade ou que deixam esse impacto mais claro.
As especializações em Educação Midiática e Digital Trends, oferecidas neste semestre, são os primeiros produtos acadêmicos desenvolvidos pelo Instituto de Cultura Digital. Também está sendo realizado um trabalho de consultoria e desenvolvimento para a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, com a finalidade de reformular e revisitar questões de comunicação digital, como site e aplicativo.
Para o futuro, o Instituto planeja desenvolver outros produtos. “Temos a experiência de propor, por exemplo, o desenvolvimento de banco de imagens, insumos para políticas de governança digital, workshops, trabalhar com o desenvolvimento de monitoramento de redes, estratégias de combate à desinformação e relatório de tendências”, explica o professor da Escola da Indústria Criativa (EIC) Gustavo Fischer, um dos coordenadores do Instituto de Cultura Digital. “São todas questões que a gente pode articular e também, na medida do possível, envolver os alunos. Conforme esses trabalhos vão sendo encomendados, a gente vai ter um orçamento e a oportunidade para os nossos alunos poderem atuar conosco”, completa Fischer.

Além de Gustavo Fischer, atua na coordenação do ICD a professora da EIC Maria Clara Aquino. Na equipe, fazem parte também os professores da Comunicação Ronaldo Henn, Cybeli Moraes, Luciana Kraemer e Taís Seibt. Dentro da Unisinos, o Instituto tem parceria com os laboratórios Atomic Rocket e Agência Experimental de Comunicação (Agexcom), além da colaboração do professor João Bittencourt, do curso de Jogos Digitais. Fora da Universidade, o ICD possui parceria com o egresso do PPGCOM Christian Gonzatti, do Diversidade Nerd, e os professores Rafael Grohmann, da University of Toronto, e Adriana Amaral, da Universidade Paulista (Unip).
Os esforços para constituir o Instituto de Cultura Digital começaram no segundo semestre de 2021, através dos professores Gustavo Fischer e Sônia Montaño, pela linha do audiovisual; Ronaldo Henn e Maria Clara Aquino, pela linha do jornalismo; e Adriana Amaral e Rafael Grohmann, pela linha sociocultural. No início de 2022, foi apresentado o projeto à nova reitoria da Unisinos e ao decano da Escola da Indústria Criativa, Gustavo Borba.
“Buscamos outros caminhos que não sejam apenas a graduação e a pós-graduação, como também formas de fazer com que a Universidade se desenvolva e que seja sustentável. Vimos essa oportunidade, já que várias das nossas pesquisas tinham em comum essa dimensão de trabalhar com a cultura digital”, explica Fischer.
Para obter mais informações sobre os trabalhos e pesquisas realizados pelo Instituto de Cultura Digital, acesse o site. É possível entrar em contato com a coordenação através do Instagram: @institutodeculturadigital.
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O Digital Trends vai abordar as principais tendências do conhecimento sobre plataformização, dados e consumo nas redes, tomando os processos de geração e análise de dados e inteligência artificial como parte significativa da identificação de tendências e construção de estratégias de atuação no campo da produção e circulação de conteúdos por marcas, empresas e organizações. Questões teóricas e conceitos para a elaboração de planejamento estratégicos em plataformas e redes sociais também estarão presentes no curso. A especialização oferece três possibilidades de certificação, que podem ser realizadas de forma independente ou complementar.
A grade completa do curso, que pode ser conferida aqui, aborda assuntos voltados ao comportamento de usuários e criação de conteúdo no ambiente de plataformas digitais. Os temas estão divididos em disciplinas como: Plataformas e Redes Digitais; Consumo e Influências nas Plataformas Digitais; Produção Audiovisual para Plataformas; Design e Experiência do Usuário (UX). Há ainda tópicos sobre o funcionamento das plataformas e a coleta de dados, como Big Data e Inteligência Artificial; Data Analytics e Data Science; e Governança de Dados e Segurança da Informação.
O Digital Trends está sendo oferecido pelo Instituto de Cultura Digital da Unisinos (ICD), criado para promover a capacitação e desenvolvimento de sujeitos, coletivos e organizações para os desafios da Cultura Digital. O ICD nasceu das competências desenvolvidas nos grupos de pesquisa LIC (Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento) e TCAv (Audiovisualidades da Tecnocultura). Dentre as atividades, são desenvolvidos diagnósticos de cenários e tendências, e a capacitação e construção de solução de recomendação para processos interacionais que se estabelecem em contextos mediados pelas tecnologias de informação e comunicação.
Além da Digital Trends, o ICD também fomentou a Especialização em Educação Midiática, em parceria com a Agência Lupa. Para saber mais sobre a especialização em Educação Midiática, clique aqui.
“As especializações são uma das primeiras realizações do ICD que visam entregar para a sociedade a expertise de seu conjunto de pesquisadores e pesquisadoras em parceria com professores da Unisinos e também de egressos que fizeram mestrado e doutorado conosco”, explica a coordenadora do Instituto Maria Clara Jobst de Aquino. “Temos no conjunto de docentes dos dois cursos profissionais que fizeram parte da sua formação conosco e que hoje estão no mercado e na academia desenvolvendo projetos de alta qualidade relacionados ao tema”, completa Maria Clara.

Para Maria Clara, as especializações do ICD visam entregar para a sociedade a expertise de seu conjunto de pesquisadores e pesquisadoras (Imagem: Arquivo Pessoal)
As inscrições estão abertas até abril e devem ser feitas pelo site da Unisinos. As aulas serão totalmente remotas. O curso tem carga horária de 360 horas, com duração de dois anos – início em abril de 2023 e término em dezembro de 2024.
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Para a empresária, o sonho de ter uma escola foi crescendo aos poucos, acompanhando a sua carreira, cheia de desafios e muito trabalho duro. Durante a pandemia, percebeu que era hora de encontrar novos horizontes. Hoje, na NW, ela conta com a ajuda da mãe, que atua nos bastidores e na organização financeira. Em entrevista ao Portal Mescla, ela revelou as dificuldades que enfrentou no período da universidade e como foi o trajeto até adquirir a confiança de que precisava.
Esses assuntos e muitos outros você pode conferir no novo episódio do Mesclacast.
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Os materiais trazem algumas orientações e um checklist para profissionais da saúde. Os documentos originais foram produzidos pela professora Ruth Parry, da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, que pesquisou milhares de conversas difíceis registradas em vários contextos de saúde e assistência social no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos.
A tradução para o português foi realizada pelo grupo de pesquisa Fala em Interação (FEI), ligado ao PPGLA. A parceria com a universidade britânica aconteceu porque a coordenadora do grupo, professora Ana Ostermann, tem objetos de pesquisa similares ao de Ruth, com quem interagiu durante a realização do seu pós-doutorado. “Eu sou privilegiada em fazer pesquisas que interessam e que têm um retorno prático no dia a dia”, conta Ana. “Não há como mudar um cenário como o atual, mas é possível comunicar de formas empáticas”, avalia.
Nunca é fácil noticiar acontecimentos sensíveis. O domínio da fala e a articulação necessária para se comunicar é feita automaticamente, mas, quando se enfrenta uma situação difícil, todas essas habilidades acabam não sendo suficientes. É pensando nessa temática que o FEI busca estudar as comunicações humanas na vida real, observando e pesquisando interações que acontecem no mundo, como uma “anatomia” da questão humana. Com base na teoria da Análise da Conversa, o grupo, atualmente, tem a pesquisa focada na área da saúde.

Ana Ostermann trabalha na universidade há quase 20 anos e, além das disciplinas no curso de Letras e no PPG, também atua na graduação em Medicina. “O PPGLA tem um viés interdisciplinar, e o ensino é só uma parcela do que temos desenvolvido. Onde há linguagem e interação, existe objeto de análise”, explica a professora.
No momento, o FEI conta com a participação de duas bolsistas de Iniciação Científica alunas da Escola de Saúde da Unisinos. Uma delas, Martina Wissmann , estudante do sexto semestre de Medicina, contou que a universidade foca no processo de humanização da saúde. “Muitas vezes escutamos que algumas coisas vamos aprender ‘na prática’. Contudo, acredito que existam maneiras de nos prepararmos para que não seja necessário o erro de, eventualmente, machucarmos o paciente com as nossas palavras”, explica a aluna, apontando a diferença de atuação entre os estudantes que se dedicam à comunicação médico-paciente e os que não.
As traduções foram feitas por Martina e pela colega Stefanie Weber, além da doutoranda em Linguística Aplicada Paola Konrad e da professora Daniela Andrade, com a supervisão de Ana Ostermann. O processo, que foi colaborativo, passou pela revisão de todas para a adequação de termos. As pesquisadoras compartilham de um mesmo sentimento: pesquisar para, de alguma forma, entregar resultados práticos para a sociedade. “Percebemos uma sensibilização maior para a pesquisa. O que se aprende hoje, se implementa hoje, e essa sensibilização ajuda de forma direta”, diz Daniela.
Com o intuito de divulgar o conhecimento já adquirido, além da tradução e disseminação dos documentos, o Fala em Interação está organizando uma oficina sobre a comunicação de notícias difíceis. No dia 30 de junho, às 18h, o grupo estará apresentando a metodologia da Análise da Conversa e uma observação conjunta de trechos de conversas reais na área da saúde. O curso de extensão será realizado pelo Teams e as inscrições podem ser feitas aqui.
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]]>The post Carlo Franzato appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Neste primeiro episódio, o decano comenta sobre a própria Escola, seus limites, potencialidades e a participação dela no cotidiano do profissional criativo.
Curtiu o vídeo? O Referências completo está disponível no MesclaTV e pode ser acessado clicando aqui.
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A entrada do evento ficou sob a responsabilidade das alunas e artistas Angel Camargo e Renata Soares. Além de DJ, Angel é aluna do curso de Relações Públicas da Unisinos. Para ela, a apresentação no Unicos foi, além do reconhecimento, a realização de um sonho. No hall de entrada, sob uma chuva de bolhas de sabão, a aluna animou os estudantes que chegavam para participar do evento. “Me apresentar no UNICOS foi um dos momentos mais felizes da minha vida, pois realizei meu sonho de performar em uma premiação. Ser reconhecida como artista pela minha instituição de ensino me deixou lisonjeada!”, anima-se.

Como aluna, Angel já havia acompanhado a premiação nos anos anteriores e destaca a importância da evolução do Prêmio que busca temas emergentes. “Acompanho a premiação desde sempre e é incrível como, a cada edição, ela fica mais bonita, buscando sempre trazer atrações diferentes que causem experiências inesquecíveis nos convidados. Eu me formo no final desse ano, e fico feliz em ter me sentido tão especial na minha penúltima noite na Unisinos!”, afirma.
Renata e Angel também foram as responsáveis pela abertura de palco do evento. Performando, as duas empolgaram o público para a noite de premiações que viria. Renata é estudante de Direito e se apresenta sobre pernas de pau. Ela confirma que o Unicos provoca emoções e encantamento. “Sou prounista integral na Unisinos. Também recebo apoio pedagógico e social pelo Programa de Inclusão Educacional e Acadêmico. Por isso, quando surgiu a oportunidade de retribuir um pouco de tudo isso à instituição em forma de arte, eu realmente não pensei duas vezes”, explica.
“Sou aluna do curso do Direito, mas fiquei encantada com a energia da galera da Indústria Criativa. Ontem foi mágico e grandioso. Pudemos entregar ao público um pouco do criativo que há em todos e cada um de nós.”, disse Renata Soares
A premiação dos trabalhos contou com a apresentação da jornalista e ex-aluna da Unisinos, Carol Anchieta. Em diversos momentos, ela relembrou emocionada como é gratificante estar no palco da universidade novamente para reconhecer a produção dos estudantes.
Os prêmios foram entregues pelos professores Everton Cardoso e Sabrina Franzoni, ambos foram os mais citados nas inscrições dos trabalhos dos alunos. Os docentes também protagonizaram um dos primeiros momentos emocionantes da noite ao subirem no palco com uma camiseta homenageando a vereadora assassinada em março deste ano, Marielle Franco.

A noite seguiu no clima de emoção com a aluna de Psicologia Priscila Razera. Encarregada pela segunda performance artística da noite, a bailarina e violinista trouxe leveza e melodia ao palco. “Acho que nunca fui tão bem valorizada quanto ao violino e ao balé da forma que eu fui ontem, sem ter uma necessidade de seguir um padrão, de uma exigência a ser cumprida. Simplesmente ir lá e mostrar a forma que tu tens para poder fazer a noite especial para todas as pessoas”.

“É meio difícil definir o sentimento quando o coração bate forte. Fazia muito tempo que eu não me sentia feliz de uma forma tão simples como ontem. Eu acho que o que mais me realizou foi, desde o início, ser quem a gente é”, – Priscila Razera
Priscila não foi a única a prender a respiração do público por causa da música. A cantora Rê Adegas seguiu a bailarina nas apresentações e emocionou o anfiteatro. Rê, que é ex-aluna de Moda da universidade, trouxe toda a força da MPB ao palco. “Foi uma experiencia muito legal. Eu acho que o público jovem, o público universitário, é diferente. Poder fazer parte desse momento de descontração e premiação desse pessoal que está começando é muito legal. Isso é muito bacana, que a universidade se preocupe em mostrar esses outros lados dos seus alunos e fazer com que eles apareçam”, comenta a cantora.

Para encerrar a noite, marcada pela diversidade e reconhecimento, a dragqueen Biscuit finalizou as apresentações. A performance de Biscuit representou toda a diversidade que foi trabalhada durante o evento. Luzes, maquiagem, dança e cores marcaram a apresentação que fez o público vibrar no ritmo da música. “Performar como Biscuit é sempre uma emoção muito grande. Tanto pelo nervosismo da performance – se vai dar tudo certo, se vão gostar- tanto pela adrenalina que nos bate lá no palco”, afirma Biscuit.

“Acho que o poder da arte, tanto drag quando de outra forma, é muito forte e capaz de mudar o mundo aos poucos. Eu agradeço ao Prêmio Unicos por permitir que eu levasse a minha arte para as pessoas e poder sentir a animação do público vibrando junto comigo” – Biscuit
Os trabalhos premiados e os jurados podem ser conferidos no site do evento.
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]]>The post Tais Flores da Motta appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A professora prestou vestibular para Jornalismo, na Unisinos, e foi aprovada. Após dois semestres, conheceu o curso de RP. “Pedi transferência interna de Jornalismo para Relações Públicas. Acho que é uma realidade de muitos alunos de RP, inclusive”, revela Tais. Apesar de gostar da área de jornalismo, publicidade e demais profissões da indústria de comunicação, foi com Relações que ela teve o sentimento de paixão.

Tais procurava sempre participar de atividades no curso. Nas férias, estagiava em dois locais diferentes. Lidava com atendimento, eventos e chegou a trabalhar em um laboratório de informática da Unisinos. “Tudo o que eu podia, tentava contribuir na parte da comunicação”, comenta. “Quando estive no laboratório, trabalhava no Unilínguas, que é um instituto de idiomas e tinham vários eventos. Eu sempre pedia paras minhas gestoras deixarem eu organizar e ajudar no evento porque era prazeroso para mim”, relembra.
Ela desenvolvia atividades que não estavam exatamente no escopo de sua função, mas que permitiam colocar em prática o que aprendia na sala de aula. Além dos estágios, Tais fez cursos em diversas áreas, um deles envolvia instalação de rede de computadores. “Naquela época, eu tinha bastante fôlego, era mais jovem. Fazia cursos no vespertino, tinha aula de noite e tudo o que aparecia de oportunidade eu ia fazendo”, conta.

Em relação aos professores que marcaram sua trajetória, ela comenta sobre a estada na Agexcom. “Eu fui aluna da Nadege, depois trabalhamos juntas na Agex. Tenho um carinho enorme por ela, não só pela questão profissional, eu aprendi a ser professora com ela”. Relembra também a relação com a ex-professora da Unisinos Thais Furtado. “Ela coordenava a Agex, eu trabalhava ali. Tínhamos muitas oportunidades e liberdade de criar. Ela fazia a gestão da agência e sempre buscava o novo. Aprendi muitíssimo”, afirma Tais.

Agora, como coordenadora do Curso de Relações Públicas, Tais acredita estar trilhando novos desafios. “É uma atividade totalmente diferente. Aprendo coisas que não sabia, não tinha noção do que um coordenador fazia”, ela fala. Apesar de ter trabalhado seis anos na gestão da Coordenação de Eventos da Universidade e conhecer muitos dos funcionários, Tais destaca que a relação com os alunos é o que mais mudou. Como professora, ela tinha uma visão. Agora, coordenadora, enxerga uma outra realidade dos estudantes. “Quando a gente é professor, tem uma proximidade com os alunos, mas agora eu consigo conhecer uma outra realidade deles, é uma outra relação”. Entrou na coordenação no início desse ano e assume que “aqui na coordenação, aprendo todo dia, tentando fazer o melhor”.
Uma infância, diversos lugares

Taís da Motta morou em diversas cidades do Brasil. Seu pai trabalhava para uma rede de hotéis e, a cada projeto novo, existia um novo lugar, uma nova casa e uma nova cultura a ser conhecida. Manaus, São Paulo, Belém do Pará foram algumas das cidades por onde passou. As mudanças foram tantas que, ainda pequena, aprendeu a se desapegar. “Algo que as outras pessoas acham negativo, mas eu acho positivo. Criei uma espécie de proteção. Cada vez que eu mudava, pra não sofrer, eu me desapegava muito rápido das coisas, não deixava rastros”, conta.
“Minha mãe dizia ‘Tais, pega o endereço da tua amiga para mandar carta”, e eu respondia ‘não, quando eu for embora eu não quero mais falar com ela’, conta. Segundo Tais, isso tem impacto positivo na atualidade. “Hoje eu consigo deixar as coisas para trás e assumir um novo desafio, uma nova oportunidade, de outra forma”, fala. Outro ponto importante das mudanças foi a curiosidade e o aprendizado. Tais sempre teve interesse em descobrir culturas e pessoas diferentes e atribui isso às viagens realizadas.
A relação com a família sempre foi muito boa. Ao todo, são quatro irmãos, um mais velho e o casal mais novo. “Nós somos um ‘familião’, acho que justamente porque a gente se mudava muito e contava uns com os outros. Somos assim, muito unidos até hoje”, conta. Por mais que não morem juntas, ela liga todos os dias para falar com a mãe, com quem tem uma relação de grande cumplicidade. “Continuo sendo a filha dela. Aquilo de ‘pega um casaquinho’, ‘te cuida’, ‘não trabalha tanto’, uma relação boa assim. Não é uma obrigação ir lá na casa dela, eu gosto de ir e faz parte da minha rotina saudável, uma coisa boa”, comenta.

“Um hobby? Eu gosto muito de assistir a séries e de coisas manuais, não sei se é porque minha mãe sempre foi artesã. Eu gosto de ficar com ela lá, ela é costureira, então a gente inventa umas coisas”, fala Tais que, atualmente, precisa encontrar brechas no seu tempo, entre trabalhar 40 horas por semana e seu doutorado, para cultivar plantas e cuidar do seu jardim.
Ao ser questionada sobre o que sonhava ser quando criança, ela permanece em silêncio revirando as memórias. “Acho que todo mundo na vida tem um momento que quer ser professora”, ela fala, mas não associa esse sonho de infância à profissão atual. Com 16 anos a “superboa aluna”, como se autodenominou, terminou o Ensino Médio e pretendia ficar um ano sem estudar para curtir a vida. A mãe, não contente, pediu que a moça prestasse o vestibular. “Eu não sabia o que queria fazer. Uma amiga disse que eu tinha cara de comunicação e fiz o vestibular para Jornalismo”, comenta salientando o estereótipo de quem fala demais atribuído aos comunicadores.
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