wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6260The post Edição especial do Enfoque acompanha abordagens do projeto Ação de Rua pelos bairros de Porto Alegre appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
A professora Beatriz Sallet orientou as quatro equipes de estudantes, que se dividiram para cobrir o máximo possível da ação. “Trata-se de um trabalho muito sensível, no qual cada repórter e fotógrafo puderam trazer diferentes histórias”, conta Bea, como é conhecida pelos alunos.
A empatia e a solidariedade foram imediatas quando os estudantes conheceram pessoas que passam por dificuldades e que não foram amparadas de forma correta. A ideia do trabalho da Fé e Alegria é prevenir situações de risco pessoal e social decorrentes de diversos problemas, como a pobreza, falta de acesso aos serviços públicos e fragilização de vínculos afetivos e comunitários. “Acompanhando tudo isso, nota-se que há de ter cada vez mais políticas públicas avançadas nesse tema. O direito de viver com dignidade é essencial para a coletividade humana”, avalia a professora.

Assistentes sociais e educadores da Fé e Alegria saem as ruas e dialogam com as pessoas que estão morando na rua. Bruna Schlisting, que acompanhou um desses momentos, pode observar a Fundação levar cuidado e preocupação de integridade para essas pessoas. “De um lado, pudemos ver o quanto tem gente nessa situação vulnerável e que não está em nossas mãos resolver o problema. Porém, posso escrever sobre isso, trazendo a situação à tona e, quem sabe, fazer com que os leitores se sensibilizem para também ajudar”, salienta a aluna.

“A parte positiva é que existem instituições que dão atenção da porta para fora, ou seja, a ajuda vem até eles, e não o contrário, dando um auxílio básico com um cobertor, cesta básica, documentos e orientações”, afirma Bruna.
Ela fez parte da equipe que atuou no Centro da capital, ao lado da também repórter Paola Torres e da Julia Azevedo, que ficou responsável pelas fotografias. “Por mais que soubéssemos como seria, ver realmente a maneira como as pessoas em situação de rua se viram para sobreviver é uma experiência que nos tira da nossa bolha”, reflete.

Bruna conta que elas foram levadas para conversar com pessoas com dependência química, e os relatos deles evidenciam muito a importância desses trabalhos da Fé e Alegria. Houve um momento em que Julia falou com um homem que mora há anos no mesmo lugar. Ele tem uma “estrutura” maior, com um colchão protegido por madeiras, algo parecido com uma barraca. Essa moradia precária acaba dificultado a possiblidade dele conseguir trabalho, pois, se ele se ausentar do local, outras pessoas podem passar ali e achar que utensílios e objetos não estão sendo usados, e ele perderia tudo o que tem.
Com a ajuda do projeto, o morador de rua conseguiu ter documentos de identidade, além de receber auxílios que tem direto. “Agora, ele espera conseguir alugar um lugar para morar e poder voltar a trabalhar como pintor. Passamos só algumas horas com eles, que fazem essas ações todos os dias, atendendo centenas de pessoas, e pudemos ver o impacto que esse serviço tem, fornecendo apoio, ajuda para eles receberem seus direitos e até outros itens, como cobertores, para ficarem mais confortáveis dentro do que têm”, comenta Bruna.
A futura repórter pondera que existe certo preconceito por quem vê de longe o drama dos desassistidos, pois muita gente pensa que todos os moradores de rua são só dependentes químicos. Porém, existem outros fatores que levam as pessoas a perderem tudo, como a má situação financeira e problemas psiquiátricos, por exemplo.
Bruna notou que a maioria da população de rua é formada por homens, e as mulheres, muitas vezes, estão ali pra fugir dos maridos abusivos. “Um comunicador social que estava com a gente contou que existem relatos de que elas sofrem abusos na rua, vindo de todos os lados, então, às vezes, preferem voltar para casa e sofrer isso só do marido.”

Para Julia, todo mundo merecia viver com dignidade, segurança e conforto, e é triste ver a quantidade de gente que não tem isso. Paola Torres falou que, para ela, foi uma experiência jornalística muito interessante, porque é preciso contar histórias muito duras, e acessar elas não são fáceis. “As pessoas que estão na rua sentem medo, além de nem sempre estarem sóbrias. Estivemos percorrendo o Centro de Porto Alegre e vimos ele de outra perspectiva, entrando em lugares que não teríamos visto no nosso dia a dia”, destacou.
Paola observa que foi tomado todo o cuidado em preservar a identidade das pessoas e a identificação dos lugares onde elas ficam, para evitar retaliações. “Por fim, foi uma experiência muito forte do ponto vista humano. Acho que é uma vivência que todo cidadão deveria ter: acompanhar e ouvir o que as pessoas em situação de rua vivem e passam. Fizemos um trabalho que uniu a informação, a construção de narrativa e a divulgação de um serviço da maior importância”, avalia.
The post Edição especial do Enfoque acompanha abordagens do projeto Ação de Rua pelos bairros de Porto Alegre appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Matinal Jornalismo produz reportagem a partir do trabalho feito pela turma de Jornalismo Comunitário e Cidadão da Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>
Os alunos-repórteres do Enfoque estiveram na Vila Farrapos, na Capital, no dia 8 de outubro, para realizar entrevistas para a segunda edição do jornal deste semestre, que teria como temática “moradia”. Entre as pautas, questões como esgoto, mães solo, insegurança de moradia e o impacto da construção da nova ponte do Guaíba para as vilas Tio Zeca, Areia e Cobal. Na coleta de informações com moradores da comunidade, a aluna-repórter Lisandra Steffen conversou com líderes locais sobre os perigos da enorme ponte para as casas da região. Janaína Gonçalves da Silveira, liderança da Tio Zeca, relatou sobre como os caminhões passam quase colados à vila e o risco de pneus e cargas caírem do alto da edificação nas pessoas e nas casas logo abaixo.
Alguns dias após a visita do Enfoque ao local, outra liderança comunitária enviou para o grupo de repórteres-estudantes uma foto que revelava a queda de uma carga sobre à Vila Tio Zeca, que gerou muitos estragos. Como o Enfoque é um jornal com apenas duas edições semestrais, a turma decidiu encaminhar a pauta para o Matinal. A Lisandra deu um relato sobre essa experiência:
“A Vila Tio Zeca era o destino, mas não, necessariamente, a nossa pauta. Os moradores – e as histórias deles – é que moviam os textos, não o contrário. Acho que foi com isso em mente que acabamos chegando na Janaina, que nos contou sobre as cargas que caíam da ponte. O mais ‘engraçado’ da situação é que, enquanto estávamos com ela, Janaína parecia estar chamando pelos caminhões, pra que a gente visse, com nossos próprios olhos, que ela falava a verdade. Isso me chamou muito a atenção naquele dia. É um grupo tão invisibilizado que ela, talvez, já tenha nos contado a história achando que não íamos acreditar nela. A gente não só acreditou como conseguimos, por meio do Matinal, mostrar o perigo que aquelas pessoas têm que enfrentar diariamente e, no meio de tudo isso, serem esquecidas pelo poder público” – Lisandra Steffen

Sabrina Franzoni contou sobre como foi realizado o compartilhamento da pauta: “O trabalho de apuração do Enfoque sobre os impactos da nova ponte do Guaíba pautou outros dois veículos de comunicação: o Matinal e a RDC TV. A pauta foi partilhada em função da necessidade de dar visibilidade imediata para a comunidade das vilas Areia e Cobal”. Segundo a professora, como o Enfoque é um jornal-laboratório com edição bimestral, isso impede atender demandas emergenciais. “Em função disso, passamos a sugestão de cobertura para o Matinal. Posteriormente, fomos procurados pelo RDC TV para fornecer o contato das lideranças. Divulgamos o acontecimento para demonstrar o compromisso de professoras e alunos com a prática do jornalismo comunitário e cidadão e as parcerias com a comunidade, através da Fundação Fé e Alegria, e com outros veículos de comunicação”, disse.
The post Matinal Jornalismo produz reportagem a partir do trabalho feito pela turma de Jornalismo Comunitário e Cidadão da Unisinos appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>The post Jornal Enfoque mostra diferentes olhares sobre a Vila Kédi appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Pensando na proximidade do dia das mães, a aluna da disciplina de Jornalismo Cidadão, Liane Oliveira fez uma matéria especial sobre as grandes mães da Vila Kédi. “As histórias delas são bem significativas para a família e a comunidade que elas estão. Dona Tânia, por exemplo, acabou sendo responsável legal da sobrinha, e a menina até a chama de mãe. Não só na Kédi mas em outros lugares a questão da diversidade das famílias é algo natural”, declarou Liane.
O professor Flávio considera a prática de elaborar as imagens do jornal a melhor experiência possível para uma disciplina como a Fotojornalismo. “Os alunos que vão para campo, acabam entendendo de fotografia e de jornalismo. Eles precisam pensar na imagem e nas informações que ela está vinculada e entender no que a reportagem está focada e se relacionar com o repórter, as fontes e com o produto que eles estão fazendo. Eu considero uma experiência sensacional”, declarou.
Tina Borba, aluna de Jornalismo Cidadão, fez uma matéria sobre a líder comunitária da Vila Kédi, Dona Angela. “Pelo que soubemos, não teve uma eleição para eleger o líder da comunidade. A Dona Angela me contou que antigamente era sua mãe que fazia esse papel, de auxiliar os moradores no que fosse necessário e tomar a frente representando a vila”, contou Tina.
No dia do lançamento do Enfoque os alunos foram na comunidade e distribuíram o jornal para os moradores. Segundo o professor Flávio, a experiência de entregar os jornais na comunidade acaba tendo um duplo papel. “A comunidade nos serve para toda essa experiência jornalística, que é a produção de imagens e fotojornalismo. E para a comunidade, o produto que a gente elabora serve no sentido deles se verem ali, com outros olhos”, declarou o professor.
A aluna de Fotojornalismo Giulia Godoy conta que produzir as fotos do Enfoque foi uma experiência muito gratificante e diferente do que os alunos estão acostumados. “Tem muita gente que nem sabe que ali tem uma vila, muito menos que tem tanta gente com histórias incríveis e um coração enorme. Eu acho que o enfoque tem esse poder de mostrar pras pessoas um lado da sociedade que elas não estão acostumadas a enxergar e que ainda há um pouco de preconceito, e a gente está aqui pra mostrar que é diferente”, contou a aluna.
Para conferir o Enfoque na íntegra, clique aqui.

The post Jornal Enfoque mostra diferentes olhares sobre a Vila Kédi appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>