wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170The post Egressos de RP da Unisinos conquistam espaços além da fronteira appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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Nos vídeos, Liliane Costa, Franciele Santos, Bruna Kievel, Samanta Souza, Bruna Rosa e Raul Engel falam sobre a opção em dar continuidade aos estudos fora do Brasil e colocar em prática projetos ligados à profissão de relações-públicas e também sonhos pessoais.
A relações-públicas Cristiane Herold, da Agexcom, conta que o Núcleo de RP estava trabalhando na ideação de uma websérie em 2019. Por conta da pandemia, a proposta acabou arquivada. No final do ano passado, uma nova ideia surgiu: “Em outubro, recebemos uma mensagem de um egresso que mora em Portugal. Ele trabalha com poesia e música. A equipe dele fez um clipe para o lançamento do projeto nas redes sociais”, recorda Cristiane. “Nós também fizemos uma publicação com a hashtag ‘egressos pelo mundo’. Foi quando veio a inspiração. Começamos a pensar em valorizar o trabalho de ex-alunos com outro olhar, sem uma relação direta com a pandemia ou o home office.”
A proposta era mostrar que um relações-públicas pode ter – ou até criar – oportunidades também fora do Brasil. Para viabilizar a ideia, os vídeos necessariamente precisariam ser gravados pelos próprios egressos. Com ajuda de celulares e webcams, os protagonistas superaram o desafio com facilidade. O projeto da websérie foi aprovado pela coordenação do curso de RP, dando o start para a produção. Egressos Pelo Mundo é o primeiro trabalho audiovisual pensado, planejado e totalmente executado pelo Núcleo de RP da agência.
Os cinco episódios podem ser assistidos em um único vídeo aqui. A seguir, os destaques de cada episódio:
Liliane Costa se formou em 2015 e, desde 2017, mora em Portugal, onde cursa o mestrado. Ela sinaliza aos estudantes que pensam em sair do país que, apesar de parecer muito burocrático no início, a experiência é enriquecedora e vale a pena.
Desde 2011 também em terras portuguesas, Franciele Santos faz mestrado em Empreendimento e Inovação Social. “Foi um empurrãozinho dos colegas de Relações Públicas”, revela no depoimento. Para ela, o mestrado e a experiência cultural agregam na vida profissional e pessoal.
Além do mestrado, Bruna Kievel trabalha na gestão de projetos de uma associação cultural. As suas atividades, comenta ela, vão além, inclusive, da comunicação.
Saindo da Europa, aqui perto, em Santiago, no Chile, reside desde 2018 a Samanta Souza. Apesar de ainda não estar trabalhando na área, ela encontrou no país vizinho as oportunidades que precisava e, hoje, tem o seu próprio negócio. Ela lembra os estudantes que pensam em morar no exterior que é necessário ter o domínio de línguas estrangeiras, como inglês e espanhol.
Diretamente de Adelaide, na Austrália, Raul Engel conta sobre os diversos projetos em que atua. Desde 2014 no país, um dos seus trabalhos pessoais é o Investindo na Gringa, que justamente tem o propósito de ajudar brasileiros que moram fora e precisam aprender a cuidar das finanças.
Cristiane adianta ao Mescla que a segunda temporada já está em estudo. “A repercussão da websérie foi ótima, então o curso de RP da Unisinos já nos solicitou a viabilidade de uma continuação”, revela. Segundo ela, ainda não há muitos detalhes para divulgar agora sobre a próxima temporada. “Sabemos, por enquanto, que ela deve ir ao ar ainda esse ano, possivelmente no segundo semestre”, avisa. Cris explica que devido à covid, alguns dos alunos que participarão da próxima temporada da websérie estão esperando o cenário atual da pandemia melhorar para poder dar o próximo passo: viajar para fora do Brasil e, assim, se dedicar aos seus projetos.
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Bruna concluiu a graduação em 2019. A formatura, que estava marcada para março de 2020, foi cancelada devido à pandemia do novo coronavírus. A faculdade, lembra Bruna, era como uma base. A então estudante tentava extrair das disciplinas situações que agregassem à área profissional que se encontrava. “Sempre tentei casar as coisas”, comenta Bruna, que revela uma preferência pela área das exatas durante o Ensino Médio. “Antes da faculdade, eu tinha feito um curso técnico de Marketing e não conhecia nada sobre comunicação. Por causa dele, quis seguir estudando, na universidade, em um curso que dava continuidade à área”, diz Bruna.
“Não acredite que a faculdade vai
resolver tudo por ti. Ela é a tua
estrada, em que você vai colocando
coisas para andar junto contigo”
A publicitária passou por diversas mudanças ao longo da graduação, e percebeu que o curso também evoluiu. “Acho que isso foi acontecendo ao longo do tempo. Vi que a comunicação é uma área muito ampla. A gente entra na faculdade com informação muito limitada sobre a atuação nesse segmento. Muita coisa aconteceu na sociedade, nas empresas, com a própria internet, e o curso também foi se transformando”, analisa Bruna.
A jovem aluna percebeu, então, que a comunicação é um campo estratégico. Talvez por ter entrado na universidade, segundo ela, com ideias clichês sobre a publicidade, não imaginava estar atuando, no futuro, no segmento financeiro. Hoje, Bruna trabalha na Realize, instituição financeira das Lojas Renner, como especialista de Marketing. “A comunicação e o marketing estão por tudo, e no meio financeiro também. As pessoas não vivem sem dinheiro. Esse paralelo das coisas deu muito fit comigo”, observa a publicitária, que destaca estar também muito próxima de histórias de pessoas. “Foi por acaso que eu vim parar no segmento financeiro, mas não é por acaso que eu permaneço nele agora.”
Bruna acredita na relevância do profissional de comunicação, e deixa um conselho para os futuros publicitários: “Experimentar o máximo possível de tudo, das possibilidades da profissão, de atuar em segmentos diferentes, de trabalhar em uma agência ou em uma empresa de outra área, entrar de cabeça muito aberta. Conversar com as pessoas, trocar experiências. Não acredite que a faculdade vai resolver tudo por ti. Ela é a tua estrada, em que você vai colocando coisas para andar junto contigo”.
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]]>The post Alberto Bordasch fala para alunos do Design de Produto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>A graduação é um período cheio de novidades, descobertas, mas também de incertezas, justamente por não se saber como funciona o mercado de trabalho e qual caminho trilhar depois dessa fase. É pensando nesses momentos de dúvidas que os cursos promovem bate-papos com os profissionais que já estão se destacando na área, para que os estudantes possam ter um pouco mais de referência.
Um deles é o egresso da Unisinos Alberto Bordasch. Ele é o convidado da Aula Inaugural do curso de Design de Produto, que ocorre nesta terça-feira, dia 10 de março, no campus de Porto Alegre da Unisinos. Atualmente, Alberto trabalha na Questtonó, de São Paulo, que mescla design, tecnologia, inovação às suas consultorias.
O Mescla falou rapidinho com ele. Confira:
Qual o mercado de trabalho do designer de produto atualmente?
O mercado está cada vez mais digital. Algumas habilidades que eram essenciais já estão ficando um pouco defasadas e sendo substituídas por novas. O mercado está em constante atualização.
Quais os desafios da profissão?
Se atualizar junto com as exigências do mercado, esquecer o formato “I” de profissional (técnico/especialista) e cada vez mais olhar pro formato “T” (habilidades multidisciplinares).
O que esperar da Aula Inaugural?
Contarei a minha visão de mercado e quais foram as principais decisões que tive que tomar para chegar onde cheguei. Vou abordar as áreas existentes dentro da profissão, como cada setor é visto dentro do mercado e o que fazer para ir para cada uma das áreas.
Como o curso de Design de Produto contribuiu para a sua carreira profissional?
Me deu uma visão ampla sobre o mercado e a profissão. Tive a oportunidade de trabalhar com clientes reais em cadeiras de projetos e ver como é, de fato, o dia a dia da indústria.
A aula é aberta inicia às 19h30, nas salas TEDU 803 e 804.
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]]>The post João Vitor de Souza appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Quando adolescente, João Vitor de Souza conheceu o universo da programação de jogos digitais por meio de um curso técnico de informática. Natural de Porto Alegre, o jovem tinha 18 anos quando ingressou na Unisinos, em 2007.
Afinidade com a programação
Durante as aulas de informática João sentiu que tinha paixão por programação. “Eu programava jogos por diversão, no tempo livre. Então, o atual coordenador de Jogos Digitais, Fernando Marson, que na época era um dos professores no técnico, me indicou o curso de Jogos Digitais, porque a princípio eu havia escolhido fazer Ciências da Computação”, conta.
O programador considera seu primeiro semestre como uma adaptação à vida acadêmica, visto que, segundo ele, já estava acostumado e dominava grande parte dos conteúdos abordados nas primeiras disciplinas do curso devido à proximidade com programação. “Normalmente o que ocorre quando o aluno começa o curso de Jogos Digitais, ele pensa que vai mais jogar do que programar. Mas eu já estava consciente que eu estava lá para programar”, destaca.
Entrada no mercado de trabalho pela universidade
O primeiro estágio de João na área de jogos foi na Mura Studio quando estava no terceiro semestre do curso. A empresa segue no ramo de entretenimento digital e fica localizada na Unidade de Inovação e Tecnologia da Unisinos (UNITEC). “Lá eu aprendi a usar uma tecnologia que não aprendíamos no curso, com o Adobe Flash, usado para fazer jogos para internet. Foi nessa empresa que eu me achei no mercado de jogos, porque ele é bem grande”, lembra.
Depois de um ano e meio, o estudante foi trabalhar na Agência Digital W3haus por dois anos, onde teve uma experiência mais digital, na área da publicidade. De lá, o jovem teria companhia e incentivo para abrir a sua própria empresa.
Empreendedor digital
Após a formatura, em 2011/2, João decidiu abrir o próprio negócio, pois percebeu que nenhuma outra empresa realizava o tipo de trabalho que tinha ideia de fazer. Com dois anos e meio de vida, a empresa de desenvolvimento de jogos Cupcake atende clientes como Click Jogos, Unisinos, Grendene, Kzuka e Universitário.
O desenvolvedor de jogos conta que na época abriu a empresa com mais três sócios, todos da W3haus. “A gente já trabalhava junto em projetos de jogos e queríamos desenvolver mais. Mas como o seguimento da empresa não é fazer jogos, então abrimos um negócio para tentar. Atualmente eu sou o único sócio da empresa”, explica.
João tem uma equipe de três profissionais que, assim como ele, fazem home office, ou seja, trabalham de casa. “Meu quarto foi reconfigurado para eu poder trabalhar direitinho. Meus funcionários também trabalham dessa maneira. Hoje seguimos essa cultura de cada um trabalhar em casa, o que dá bastante liberdade. Principalmente nós que estamos no meio criativo. Então acho isso importante para o pessoal trabalhar na hora que quiser porque o que vale é estar rendendo e cumprir a tarefa no final do dia”, destaca.
O profissional esclarece que atualmente a Cupcake está focada em desenvolver jogos próprios, sem atender a terceiros. “Foi com esse modelo de negócio que fomos escolhidos para sermos acelerados por uma incubadora do Chile, a Start Up Chile (programa de aceleração internacional). Em novembro me mudo para o Chile por seis meses para representar a Cupcake lá”, anuncia.
A Start Up Chile é uma organização conhecida mundialmente que abre de três a quatro vezes por ano processos de aplicação para selecionar empresas para acelerar. “Tu apresentas teu modelo de negócio e como tu queres mudar o mundo e eles escolhem as melhores ideias que vão de encontro com o mercado latino americano”, demonstra.
Em maio, João viajou para San Franciso, nos Estados Unidos, na região do Vale do Silício, para participar de um programa de pré-aceleração, onde a partir da experiência decidiu que o Start Up Chile era o melhor para a Cupcake. “Como aceitam qualquer tipo de empresa, no começo foi um problema porque ainda existe um preconceito bem grande com o seguimento de jogos. Nem todo mundo acredita que dá para ganhar dinheiro desenvolvendo jogos. Acham que é brincadeira”, ressalta.
PINGUE-PONGUE
Uma coisa inconfessável que fez na faculdade: Eu sempre preferi fazer sozinho os trabalhos, então era muito comum eu colocar o nome dos colegas. Às vezes os professores notavam, mas às vezes não.
Um professor inesquecível: Meu orientador do TCC Tiago Lopes e o professor Leandro Tonietto.
Uma vez matei aula para… ficar trabalhando. Matava quando sabia que não teria nada importante na aula.
Um amigo de infância que fiz na faculdade: Fiz um amigo no 1° semestre, trabalhamos juntos na Mura Studio e hoje ele trabalha comigo na Cupcke, é o Eduardo Selvero Neto.
Um livro marcante: The Lean Startup, de Eric Ries. Esse livro foi meu começo como empreendedor.
Um mico que paguei na faculdade: Não duvido que eu não tenha pago, mas não lembro de nada…
Meu lugar favorito na Unisinos: Meu curso era no antigo Centro 6, mas eu fazia todos meus intervalos no Centro 3 porque me sentia melhor lá.
Todo desenvolvedor de jogos… precisa estar sempre programando, aprimorando a habilidade. É mais importante programar do que jogar.
Todo desenvolvedor de jogos deveria… estudar o que ama.
Um profissional da área que foi minha referência: Tenho como referência pessoas da área do empreendedorismo, como Steve Jobs.
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]]>The post Carol Azeredo appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Quando pequena, Carol queria ser veterinária, pois sempre amou os animais. Porém, o fato de ter que fazer cirurgia em algum deles a assustava. Mudou de ideia e decidiu estudar Moda quando fez aulas de costura em um colégio do Canadá.
Natural de Porto Alegre, ela já morou e estudou em diversos lugares. Quando tinha apenas 1 ano se mudou para Santa Rita, no Paraguai. “Estudei em um colégio paraguaio durante um tempo da minha infância, depois me mudei com a minha família para Foz do Iguaçu. No ensino médio, fiz um intercâmbio de 6 meses em Vancouver, no Canadá. Depois voltei para Foz, finalizei o ensino médio e fui morar com a minha avó em Porto Alegre para fazer faculdade. Fiz vestibular na Unisinos e passei em Moda. Esse foi o único vestibular que prestei na vida”, declarou Carolina.
Foi durante o intercâmbio que acabou se apaixonando pela atividade. “Acredito que a costura era algo que sempre gostei, porém nunca havia experimentado”, lembrou Carolina. Mesmo nunca tendo costurado, isso sempre fez parte de sua família. “Minha mãe sempre se aventurou na máquina de costura e minha bisavó fazia, há muitos anos atrás, vestidos de alta costura para a sociedade em Rio Grande”, contou.
Carolina entrou na faculdade em 2012 e finalizou na metade de 2016. “Acabei atrasando um semestre por conta da mobilidade acadêmica que fiz em Milão, na Itália”, contou Carol. Ela acha muito engraçado lembrar de como era antes da faculdade. “Foi uma grande mudança”, lembra.
Na época da faculdade, Carol estagiou em duas empresas de confecção. Porém desde o início do curso já escrevia em seu blog, que se chamava “Alma Camponesa”. “Hoje em dia trabalho apenas com meu blog. Amo muito o que faço, sou super realizada dentro desse meio. Eu sempre quis fazer um blog, eu já tive outros além desse que eu tenho hoje. Mas todos eram hobbies, ao contrário do #FUN, que é profissional”.
O curso de Moda foi fundamental nesse processo. “Quando eu comecei a faculdade, eu resolvi criar um blog mais sério, mas que ainda era usado para diversão. Eu queria fazer uma coisa mais certinha, um layout mais bonitinho, e com a faculdade eu fui aprendendo mais, fui me tornando outra pessoa, profissionalmente falando, e comecei a adaptar tudo o que eu aprendia na faculdade para o blog, como questões de fotos, uma qualidade melhor, enfim, eu traduzi a faculdade para o blog”, declarou Carolina.
A identidade do blog da Carol foi desenvolvida no seu trabalho de conclusão de curso. “No meu TCC, eu fiz uma marca, que tinha como identidade e logo as características do meu blog. Eu não coloquei o meu blog em si, pois não queria aliar uma coisa a outra, mas tudo o que eu fiz no trabalho de conclusão de curso eu produzi pensando em poder utilizar na vida real”, contou.
Para Carol, sua maior realização, até hoje, foi participar do concurso We Love Fashion Blogs, promovido pela Petite Jolie, com apoio da Zattini. “Acredito que a minha maior realização ainda esteja por vir. Mas se eu tivesse que parar e analisar qual seria, até hoje, acho que a participação que tive no concurso WLFB. Ele mudou bastante minha história”, relatou.
O que deixa Carol feliz é saber que seu blog é mais reconhecido do que era há 4 anos, depois de passar por várias mudanças. “Minha maior dificuldade na vida profissional foi o reconhecimento. O que me inspira na minha profissão é a capacidade que as pessoas têm de se reinventar”, contou Carolina.


Pingue-pongue:
Um professor inesquecível: Juliana Bortholuzzi
Uma vez matei aula para: Ir no cinema
Um “amigo de infância” que fiz durante a faculdade: Lais
Um livro marcante: A Moda Imita a Vida, de André Carvalhal
Meu lugar favorito na Unisinos: Laboratório de Costura
Todo profissional de Moda é: Apaixonado
Todo profissional de Moda deveria ser: Detalhista
Um profissional na área que foi referência para mim: Jeremy Scott
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]]>The post Matheus Sasso appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Matheus Sasso tem 23 anos, é formado em Design pela Unisinos Porto Alegre e hoje é CEO de uma das mais conhecidas marcas do mundo: Geek no Brasil, a Nerd Universe, que vende produtos originais por meio de uma loja online.
O designer saiu do Ensino Médio direto para a faculdade e optou pela Unisinos pela amplitude do curso. “Enquanto nas outras universidades o Design era muito segmentado, como designer de moda ou gráfico, na Unisinos era um Bacharelado, mais abrangente e com uma pegada em design estratégico, o que me encantou”, conta Sasso.
Matheus lembra que não sabia ao certo do que se tratava o design estratégico, até participar de uma palestra de apresentação do curso feito pela coordenação do Design na Unisinos. “A coordenação explicou que a gente veria várias áreas, entendendo a metodologia e não somente como algo é feito. O curso nos ensinaria o processo, a, nos fazendo pensar e criar uma visão do todo. Foi isso que me cativou a escolher o curso”, disse.
A paixão foi tanta que Matheus nem sabia que o curso seria em turno integral. Só foi descobrir depois que as aulas começaram. “Só depois que eu soube que minhas aulas seriam de segunda a sexta, manhã e tarde. Uma loucura. Mas pela proposta, de uma imersão total no Design, eu aceitei o desafio. Eu saí do Ensino Médio, onde o design não é tratado, para uma realidade de convivência quase que 24horas com a temática. O que hoje percebo que foi muito bom para minha formação profissional”, conta.
Matheus Sasso entrou na universidade em 2010 e formou-se em 2013. Ele brinca que, como boa parte dos profissionais da área, escolheu o Design pois queria fugir da matemática. “Eu não me encaixava em outros cursos, não conseguia me imaginar como professor, advogado, ou qualquer profissão considerada mais séria. Eu vi no design uma possibilidade de trabalhar pensando no novo. A publicidade, por exemplo, sempre achei muito comercial. O design é mais criativo, é uma área onde um posso pensar produtos que ajudem as pessoas de alguma forma”, ressalta.

O designer destaca que os motivos que o fizeram escolher o curso não são os mesmos que o fizeram permanecer na profissão. “No começo, eu queria fazer projetos para melhorar o mundo. Bem ideológico. E eu resolvi continuar a ser designer pois dentro do curso eu aprendi a ter uma visão sistêmica. Ou seja, de que uma coisa leva a outra. As vezes a gente não precisa revolucionar o mundo para mudar ele. Às vezes pequenas ações já contribuem para isso. ”.
Na visão de Sasso, o Design pode contribuir para várias pequenas mudanças dentro de uma empresa, que vão desde um posicionamento mais ecológico até ações que repensem o papel do design dentro destes ambientes. “Essa visão do todo, de ser um profissional que entra em uma empresa e consegue melhorar ela em todos os aspectos de produção é o que me motivou a continuar na área. É essa visão sistêmica que comentei anteriormente. É entender que as coisas não são quadradinhas e que uma coisa interfere na outra”, completa.
A Nerd Universe
Atualmente Matheus Sasso trabalha como CEO da Nerd Universe, uma loja online que reúne produtos do mundo Geek, como camisetas, canecas, acessórios, objetos colecionáveis. O foco da empresa é na criação de produtos originais.
Ele destaca que ele não participou da criação da marca, mas que hoje tem importante função dentro do grupo. “No ano passado eu fiz uma entrevista para a Nerd Universe, fui selecionado e acabei me tornando o CEO coordenador da empresa. O cargo só foi possível graças ao que citei antes: a minha visão sistêmica da área, adquirida durante os anos de curso”, conta.

O designer ressalta que dentro da Nerd Universe o sistema de gerenciamento é diferente, fugindo dos moldes tradicionais de ambiente de trabalho. “Normalmente tem o diretor, o supervisor, o funcionário. E nós queremos quebrar esse paradigma, tornando todos iguais dentro deste ambiente. Não faz sentido ter chefe hoje em dia. É possível que cada pessoa se auto gerencie, sem que haja uma burocracia. É isso que buscamos dentro da nossa empresa”, ressalta Matheus.
O profissional destaca que implantar esse novo molde de trabalho é uma tendência, mas também é tarefa difícil, pois as pessoas vêm de ambientes completamente distintos onde a realidade de trabalho ainda é antiquada. “As pessoas chegam acostumadas com aquele sistema hierárquico de empresas aí vem para cá e se perdem. É difícil de acostumar com a ideia de que não precisa que uma pessoa mandando em ti para que tu faças algo. Então esse é um desafio aqui dentro”, pontua o designer.
Dentro da Nerd Universe, Matheus destaca que alguns pontos diferenciam sua empresa: o sistema organizacional, citado anteriormente, e os produtos originais. “Nós trabalhamos com a lei do copyright, ou seja, não pagamos direitos autorais para ninguém. Eu não pago nada para Batman e Superman pois eu não exploro Batman e Superman. Nós criamos cultura popular em cima do que existe. Não vendemos camisetas com o logo destes super-heróis. Nós criamos algo em cima dele que remeta a isso de forma original e isso é o nosso diferencial dentro do mercado”, explica Matheus.
Sasso destaca ainda que este posicionamento vem do Design estratégico, conceito que aprendeu dentro da Unisinos e que aplica fortemente dentro da empresa que atua. “Tudo o que eu aprendi em sala de aula é posto em prática aqui na Nerd, tanto na parte de criação de produtos quanto na estrutura da empresa de uma forma geral”, garante.
A Nerd Universe tem sede física em Porto Alegre e vende para todo o Brasil através do site. A média de idade dos funcionários impressiona: a maioria tem entre 22 e 24 anos. Para Matheus, o fato de trabalharem somente com e-commerce aumenta ainda mais as possibilidades da marca. “Nós ganhamos uma notoriedade muito grande dentro do ramo. Temos mais de 850 mil seguidores no Facebook, 100mil no Instagram. A procura diária no nosso site gira em torno de 6 a 7mil acessos. É um número muito considerável em termos de mercado. A marca existe há três anos, então é um alcance muito grande para uma empresa relativamente nova”, conclui.

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]]>The post Alex Vigolo appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Apaixonado por desenho e por criar coisas, não foi à toa que Alex Vigolo escolheu o Design de Produto como profissão. Natural de Paraí, cidade do interior do Rio Grande do Sul, mudou-se para Porto Alegre com 20 anos para estudar e trabalhar. Desde criança adorava criar, fossem textos ou desenhos, fato que ele acredita ter sido fundamental na hora de escolher um curso.
“Essa paixão de criança e a possibilidade de criar novas formas, novas coisas, me inspiraram a escolher o Design de Produto. Minha entrada no curso foi um pouco conturbada, em princípio não achei que fosse o que queria, mas depois me apaixonei tanto que não me vejo longe disso”, conta Alex. No primeiro semestre de faculdade, o designer se viu um pouco desanimado após uma série de atividades teóricas, o que fez com que trancasse o curso por 6 meses. Após, resolveu que era hora de tentar novamente. Foi quando percebeu que tinha sim feito a escolha certa e que amava esta área.
“Depois deste tempo parado, retomei os estudos e me apaixonei de vez pelo Design de Produto’, ressalta. A escolha pela Unisinos foi por conta da estrutura do curso e também pela proximidade e facilidade de acesso ao campus Porto Alegre. Foram 4 anos de estudos, sempre aliados ao trabalho. Alex destaca que durante todo período de faculdade atuou na área do Design, porém com ênfase maior na parte gráfica, que em sua visão é complementar ao produto.

“Nunca cheguei a estagiar, sempre trabalhei como funcionário efetivo e na área do Design Gráfico. Apesar de ser formado em Produto, eu utilizo muito do curso dentro da minha rotina de produção, são áreas que conversam”, explica Vigolo. Hoje com 26 anos e formado há cerca de um, o designer tem como principal meta evoluir sempre e tornar-se um profissional cada vez melhor. Seja através de um negócio próprio, na empresa onde atua hoje ou morando fora do país, o foco é crescer profissionalmente.
Alex conta que a área que mais gosta dentro do Design é também a que mais lhe desafiou ao longo da carreira: Modelagem 3D. Apesar de ter enfrentado grandes dificuldades no início, a paixão pelo assunto é tanta que pretende se especializar no assunto futuramente.
“O que me inspira na profissão são as possibilidades. Elas são infinitas. É possível criar algo novo, mexer com 3D e modelagem digital, que é uma área que amo. São essas possibilidades que me motivam a gostar e seguir na profissão. É o Design que me garante um futuro, que me motiva a acordar todo dia, que me dá inspiração ao me apresentar algo novo sempre. É muito importante pra mim, quase como se fosse a minha família”, conta Alex. O jovem trabalha hoje na área de Marketing da empresa Unidasul em Esteio, onde usa diariamente os ensinamentos obtidos durante a faculdade.

Pingue-pongue
Um professor inesquecível: Roberto Faller
Uma vez matei aula para: Ir à um show de música pop
Um “amigo de infância” que fiz durante a faculdade: Stephanie Cerqueira
Um livro marcante: “Como se faz: 82 técnicas de fabricação para design de produtos”
Um mico que paguei na faculdade: Cheguei atrasado no primeiro dia do curso e tive que me apresentar para os colegas na frente do quadro
Meu lugar favorito na Unisinos: Lamp – Laboratório de Modelos e Protótipos
Todo profissional de Design de Produto é: criativo
Todo profissional do Design de Produto deveria ser: inventivo
Um profissional na área que foi referência para mim: Giulio Federico Palmitessa
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]]>The post Luciana S. Brentano appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Luciana de Souza Brentano chegou sorridente à Unisinos, sua casa por mais de nove anos. Foi nessa universidade que ela se formou em 2005, e do local guarda boas memórias. “A experiência como aluna da Unisinos foi muito feliz. Tive o privilégio de contar com profissionais qualificados e com uma estrutura propícia e favorável”, comenta.
A escolha pelo curso de Letras se deu na infância, segundo ela. Desde pequena, ela simulava aulas e colocava os bichos de pelúcia como alunos. Mais tarde, na adolescência, se formou em Magistério e logo depois ingressou no curso de Pedagogia, onde ficou por apenas um semestre, até mudar definitivamente para o curso de Letras. “Fiquei na universidade por um longo período de tempo, mas foi importante, pois fui adquirindo experiência e pegando a prática. Amadureci muito”, aponta.
Na época, Luciana unia os estudos ao ensino de inglês, na Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH). De acordo com ela, o fato de estudar e trabalhar na área foi fundamental para que ela se convencesse do caminho escolhido. “Tive o privilégio de colocar em prática tudo o que estava estudando, o que foi importante para ter uma noção sobre o que eu queria”, afirma.

Aos 29 anos, quando estava no último semestre de faculdade, ela teve que estudar à distância por conta de uma realização pessoal: estava esperando o primeiro filho, Augusto, que hoje tem 12 anos. “Fiquei bem aflita, pois achava que teria que interromper os estudos. Mas tive a sorte de contar com profissionais prestativos, que compreenderam minha situação e me passaram material para que eu pudesse ter aulas à distância”, relembra. Além de Augusto, ela também é mãe de Rafaella, de dois anos e meio.
Hoje, Luciana é supervisora pedagógica da Instituição e foi uma das responsáveis por implantar o currículo bilíngue na IENH. “Fizemos uma pesquisa no Vale dos Sinos e também estudamos muito sobre quais seriam as tendências em educação. Como resultado, tivemos a procura por um currículo bilíngue (português e inglês), e resolvemos implantar na nossa instituição”, relata.
O currículo bilíngue da IENH conta com dez períodos semanais de aulas de inglês para alunos do Ensino Fundamental e nove períodos para os alunos da Educação Infantil. Segundo Luciana, a oportunidade de aprender mais uma língua é fundamental para as crianças. “A educação bilíngue é um diferencial para a formação dos pequenos. Eles aprendem desde cedo a pensar em mais de uma língua”, coloca. Segundo a supervisora, a IENH tem aproximadamente 1200 alunos do nível infantil até o médio.

Além da formação em Letras – Português/Inglês, Luciana também fez Pós-Graduação em Ensino e Aprendizagem de Línguas e Mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além disso, ela participa do grupo de pesquisa em bilinguismo e cognição da UFRGS e do BRAZ-TESOL –SIG bilingualism, que estuda bilinguismo no Brasil e promove uma série de reuniões que divulga o trabalho bilíngue no país.
Luciana lamenta a falta de espaço para o tema, principalmente nas escolas públicas, onde o ensino ainda é precário. “O ideal seria que todos pudessem ter acesso a um currículo bilíngue, mas infelizmente não é isso que acontece. Assim, a segunda opção é investir em um curso de línguas”, opina. “A carga horária das aulas em escolas públicas é muito baixa, o que dificulta o aprendizado e o aprofundamento das línguas estrangeiras. Até mesmo os professores têm essa consciência: o ensino de línguas nas escolas não é efetivo”, aponta.
Aos 41 anos, ela é uma admiradora da profissão: “Apesar das críticas, a presença do professor é essencial. Ele não pode ser substituído por máquinas, tem o dever de ensinar o aluno a pensar. Além disso, é importante que os profissionais estejam sempre pesquisando, buscando novos conhecimentos e que sejam criativos”, frisa.

Pingue-pongue
Um professor inesquecível: Élvio Funk
Uma vez matei aula para… Estudar para uma prova de outra cadeira
Um amigo que fiz durante a faculdade: Aline Jaeger
Um livro marcante: Os Neurônios da Leitura, do Stanislas Dehaene
Um mico que paguei na faculdade: Entrar na sala errada no momento de uma apresentação
Meu lugar favorito na Unisinos: Fratello
Todo professor é… Sonhador
Todo professor deveria ser… Pesquisador
Um profissional na área que foi referência para mim: Ingrid Finger
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]]>The post Roberta Borsoi appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Ao escolher o curso de Publicidade e Propaganda na Unisinos, Roberta Borsoi, então com 18 anos, teve certeza de uma coisa: não queria criar, mas vender ideias. Parte dessa convicção veio de um curso técnico em vendas realizado na adolescência, e outra parte veio do pai, dono de uma loja de materiais de construção em Carlos Barbosa, cidade onde mora. “O que ele pega, ele vende. Isso é feeling. A pessoa nasce com isso, não aprende em lugar nenhum”, diz Roberta, 25 anos, que considera ter herdado a habilidade de seu progenitor.
As influências a levaram ainda a outra escolha: na metade da graduação, quando precisava decidir entre as ênfases em Criação e Produção de Campanhas ou Planejamento de Comunicação e Marketing, dois caminhos oferecidos pelo curso de PP da Unisinos, Roberta ficou com a segunda alternativa. “Sempre gostei muito da organização, de planejar”, explica. “Sempre fui de sentar e ver o que precisa ser melhorado”.

Tanto foco fez com que tirasse proveito de boas experiências profissionais. Logo no início do curso, conseguiu uma vaga como estagiária na assessoria de comunicação da prefeitura de Carlos Barbosa. Quando a assessora responsável se afastou do cargo, Roberta teve de assumir o desafio de liderar o setor sozinha. Ela tinha apenas 19 anos. “Foi difícil, porque estava no primeiro semestre da faculdade. Eu me virei. Foi válido para ter noção da relação com os meios de comunicação”, diz.
Mas o que ela realmente queria era fazer parte do quadro de funcionários da Unisinos, oportunidade que concede ao universitário o pagamento de 80% da mensalidade, além do salário. “Fiquei um ano enchendo o saco do RH. Eu falava: ‘vou conseguir, vou trabalhar na Unisinos’. Queria pagar minha faculdade”, lembra. Roberta insistiu no objetivo; e o setor de RH foi vencido pelo cansaço. Depois de inúmeros currículos enviados, em junho de 2009 ela foi chamada para uma seleção e contratada no setor de Educação a Distância (EAD), que ainda se consolidava na universidade.
A vaga era temporária, e Roberta fez parte de uma equipe que adaptou o conteúdo educativo do Serviço Social da Indústria, o Sesi, para o ambiente digital, a fim de que a instituição prestadora de serviços de educação desse início a sua própria modalidade de ensino a distância. A experiência deu tão certo que no fim do projeto Roberta foi efetivada como funcionária do EAD da Unisinos, no cargo de analista de E-learning (termo usado para designar ensino eletrônico).
Dentro do setor aprendeu de tudo, mesmo assuntos que não tinham muito a ver com a área que estudava: programação, HTML e CSS, códigos para criação de websites. Uma de suas tarefas era fazer a transposição do conteúdo dos professores para o Moodle, ambiente digital onde são ofertadas as aulas à distância. “Tudo o que fiz, nunca pensei: ‘isso não é da minha área’. Sempre encarei como bagagem”, reflete.
Foi no período como funcionária da Unisinos que aprendeu a se virar sozinha. Como Carlos Barbosa fica a 75 quilômetros de São Leopoldo, decidiu encurtar a distância que a separava do trabalho e dos estudos e foi morar numa pensão em frente à universidade. Desacostumados com a filha fora de casa, os pais encontraram uma forma de protegê-la de possíveis perigos: à noite, enquanto Roberta cruzava a avenida que fica entre a Unisinos e a pensão, eles acompanhavam seus passos numa ligação pelo celular. “Meu pai é aquele tipo de gringo bem fechado. A primeira vez que ouvi ele dizer ‘eu te amo’ foi por celular”, recorda.
Dos quase quatro anos de experiência que acumulou no EAD da Unisinos, ela se regozija com uma conquista: ter idealizado e implantado o blog do EAD, que chegou a sofrer resistências dentro do setor. A página serviu para apresentar a modalidade de ensino e reunir informações a respeito dos cursos, além de outras curiosidades. “Eu sempre defendi que o EAD da Unisinos tinha que ter uma espécie de degustação através de um blog, para vender o curso”, explica. “Alguns posts tinham mais de cem comentários. O blog virou uma espécie de fórum”, conta orgulhosa.


Com a formatura no início de 2013, Roberta afastou-se definitivamente do ambiente da Unisinos. Pediu demissão do EAD, aceitou a proposta para ser analista de marketing numa fábrica de móveis em Garibaldi e foi trabalhar como publicitária profissional – num setor onde se encontrava sozinha, mais uma vez. “Não sabia o que fazer; não tinha alguém para me dizer o que fazer”, lembra. O medo de errar não a impediu de criar projetos de comunicação para a empresa, que pela primeira vez contratava esse tipo de profissional. “Não posso dizer que implementei o marketing ali, mas mostrei a importância de se relacionar com representantes para auxiliar nas vendas”.
Apesar dos caminhos que conseguiu abrir dentro da empresa, seus passos foram barrados. Os superiores não encaravam a publicidade como investimento, mas como gasto. Esse e alguns desconfortos com o ambiente de trabalho a fizeram mudar de rota e arriscar uma nova demissão sete meses após ser admitida.
Desempregada e sem ofertas de trabalho à vista, aproveitou o tempo para pensar na carreira. Cerca de dois meses depois, foi convocada para uma entrevista por meio de uma agência de empregos, que não indicou a vaga a qual Roberta concorria, apenas informou o local, a data e o nome da empresa: Unicasa. “Fui pesquisar para ver o que era. Aí comecei a ver: Dell Anno, Favorita, New… Pensei ‘não, não pode ser’”, lembra, entre risadas. Localizada em Bento Gonçalves, cidade vizinha de Garibaldi, a fábrica de móveis do Grupo Unicasa é uma das maiores da América Latina. Roberta ficou tão surpresa com a oportunidade que custou a acreditar que não houve engano ao indicarem-na para a entrevista. “Eu estava com a autoestima em baixa”, diz.

No atual trabalho, onde está desde o início de 2013, ela exerce o cargo de analista de marketing digital e tem a missão de cuidar da apresentação da empresa nas redes sociais. Trabalha com uma equipe de publicitários e é liderada por um profissional que define como sendo seu “guru”: o diretor de marketing da Unicasa, Edson Busin. “A ‘persona’ Dell Anno é ele. Estar ao lado dele é como uma aula”, define.
Embora esteja satisfeita com a profissão, Roberta não quer parar de se aprimorar. Um de seus desejos é fazer uma pós-graduação em marketing digital, curso que ainda não pode realizar por existir oferta somente em Porto Alegre, detalhe que torna o estudo difícil de conciliar com o trabalho em Bento Gonçalves. Enquanto não encontra solução para fazer o sonho virar realidade, procura se concentrar no presente e em desfrutar dos aprendizados na Unicasa. “Preciso aprender tudo o que posso aprender”, afirma, sugerindo que arriscará outros caminhos assim que se sentir preparada. “Esse é o ciclo natural. Sempre surge um novo desafio”.
PINGUE-PONGUE
Um professor inesquecível: Luis Efendy Maldonado. Aprendi sobre a América Latina com ele.
Uma vez matei aula para… comer sushi em Sapucaia com os colegas do EAD – e batemos o carro. Não comemos sushi e passamos a noite na delegacia.
Um amigo de infância que fiz durante a faculdade: Eric Rafael Alves, de Sapucaia
Um livro marcante: “Estamos Cegos”, de Jürgen Klaric. Mostra outra visão sobre o neuromarketing.
Um mico que paguei na faculdade: Meu sotaque sempre foi motivo de piada. Uma vez estava apresentando um trabalho em sala de aula e saiu um “non” (“não”, em italiano). Meus colegas deram muita risada.
Meu lugar favorito na Unisinos: O mato entre a passarela que liga o Centro 1 ao Centro 3 (atrás do prédio do DCE).
Todo publicitário é… detalhista.
Todo publicitário deveria ser… humilde.
Um profissional da área que foi referência para mim: Edson Busin, meu atual chefe. A história dele motiva aqueles que estão começando.
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