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]]>O principal objetivo do Mescla ao contar um pouco da história dessas mulheres é mostrar o quanto elas são potentes dentro do que elas se propõem, e que são, sim, um referencial a ser seguido.
Saiba quem são elas e conheçam suas revoluções:

Ada é responsável por tudo o que conhecemos de tecnologia hoje. Nascida em Londres, no início do século XIX, ela elaborou o primeiro algoritmo da história. Com isso, tornou-se pioneira na área, dando oportunidade para que demais cientistas fossem adiante, aprimorando os conceitos desenvolvidos por ela. Ada morreu de câncer de útero, aos 36 anos. Os estudos da cientista só foram divulgados 100 após sua morte.

Uma mulher de muitos talentos. Assim é possível descrever Clarice. Advogada, jornalista e escritora, veio da Ucrânia para o Brasil, erradicando-se no Rio de Janeiro. Tornou-se uma das mais importantes escritoras do país e do mundo. Atuou entre as décadas de 1940 e 1970. Suas obras contestavam os papéis das mulheres na sociedade, mas, naquela época, a escritora não levantava bandeira ou tão pouco era militante.

Dona de um nome reconhecido no mundo todo, Stella teve que batalhar muito para ser reconhecida para além da figura de seu pai. A estilista inglesa foi a primeira mulher a integrar o Grupo Gucci, em 2001, para lançar sua marca própria em parceria com a gigante da moda. Hoje, a marca Stella McCartney está presente em 77 países, operando em 51 lojas independentes, além de lojas especializadas e de departamento.

Uma das mulheres mais importantes do rock brasileiro. Paulista, nascida em 1947, a cantora está fora do mainstream desde 2012. Rita conquistou os palcos com apenas 15 anos, quando ainda integrava a banda Os mutantes com seus dois irmãos. Depois de seis discos lançados, Rita foi expulsa do grupo. A partir dali, passou a seguir carreira solo, sem deixar de continuar a impactar com grandes sucessos o cenário da música brasileira.

Ray Eames é um dos nomes que revolucionou o design no mundo. Conhecida também pela parceria com seu marido, Charles, no escritório de Design Eames, foi responsável por contribuições inovadoras no campo da arquitetura, design de móveis, design industrial, manufatura e artes fotográficas. Viveu na Califórnia entre 1912 e 1988. Suas obras têm importância até hoje na área.

Paulista, é formada em Relações Públicas. Atualmente, é considerada uma das referências na área, pois já trabalhou com grandes empresas, como FIAT, Vivo, MercadoLivre e Nestlé. Na Agência Ideal, atendeu clientes como Google, McDonald´s, Pepsico e Nike. Lançou os livros Blogs Corporativos e Mídias Sociais…e agora?. Também é presença requisita em palestras nas universidades do país.
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]]>O Mescla falará dessas mulheres incríveis durante essa semana. Os nomes foram escolhidos a partir de sugestões de coordenadoras e coordenadores dos cursos da Escola da Indústria Criativa da Unisinos. Confira:
Ela é considerada a primeira mulher brasileira a se tornar jornalista. Gaúcha, viveu em Porto Alegre e Região Metropolitana durante os séculos XVIII e XIX. Josefa fundou em 1833 o jornal Bellona Irada contra os Sectários do Momo, que durou até o ano de sua morte, em 1837. Era ativamente contra a Revolução Farroupilha e feminista. Também se dedicava à literatura e à educação, tendo sido responsável pela inauguração da primeira escola mista no país. A ativista e educadora foi homenageada pelo escritor Roberto Rossi Jung no livro “A Gaúcha Maria Josefa, Primeira Jornalista Brasileira”. Josefa também foi reconhecida pelo curso de Jornalismo da Unisinos Porto Alegre, que batizou a revista produzida pelos alunos com seu nome.

Ela quebrou o ciclo de invisibilidade do gênero na direção da Associação Riograndense de Propaganda (ARP). Em quase 70 anos de existência da entidade, Liana foi a primeira mulher a presidi-la. Formada em Relações Públicas pela PUCRS, ela mantém uma estreita relação com a publicidade. Se tornou referência na área por atuar como atendimento em agências de propaganda. Liana é também cofundadora da Do It – Marcas e Negócios, e tem sua carreira marcada pelo empreendedorismo e cargos de destaque, algo que, infelizmente, não é tão comum às mulheres.

Mestre e doutora em Educação, Betina teve papel relevante na produção e elaboração do curso Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Artes e Tecnologia da Unisinos. Além disso, desenvolve constantemente pesquisas que pautam os processos de criação de metodologias artísticas.

Cineasta e roteirista premiada no Brasil e exterior, a gaúcha Ana Luiza dirigiu diversos filmes. Seu mais recente trabalho foi “Aos Olhos de Ernesto”, reconhecido como melhor filme pelo público no 23º Festival Internacional de Cinema de Punta del Este. Também é sócia e fundadora da Casa de Cinema de Porto Alegre, além de atuar como produtora audiovisual independente, com muitas produções realizadas para televisão e cinema.

Jornalista por profissão e fotógrafa por necessidade, a paulista Nair foi uma das pioneiras na área da fotografia no Brasil. Chegou a atuar atrás das lentes durante os anos de ditadura militar. Foi umas das primeiras profissionais da área a abrir uma agência fotográfica cooperativa no país, a Agência F4 de Fotojornalismo. Seu trabalho, com foco em crianças e mulheres da América Latina, é conhecido nacional e internacionalmente.

Nascida na Alemanha em 1893, Marianne foi uma das mais brilhantes designers a trabalhar com metal na sua época. Assim como muitas mulheres do início do século passado, ela enfrentou preconceito tanto para estudar quanto para atuar no mercado. Marianne foi aceita na Universidade de Belas Artes de Weimar, que logo depois se tornaria a Universidade Bauhaus Weimar. Anos depois, também na Bauhaus, foi uma das primeiras mulheres a ser diretora das atividades que envolviam a metalurgia. Após um ano, por conta das pressões da comunidade acadêmica, deixou seu cargo e foi convidada a trabalhar no escritório de arquitetura de Walter Gropius.
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