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Na ocasião, Bruno vai falar sobre as possibilidades e caminhos para a criação de produtos, trazendo muito da sua experiência em seu atelier próprio e com a empresa De Lazzari Mobiliário Urbano. O arquiteto apresentará aspectos de sua trajetória profissional na área de mobiliário contemporâneo, além de explicar sobre processos de construção e materiais utilizados. Bruno irá apresentar também sua visão como designer sobre a materialidade e construção na área do design de produto e na indústria criativa.
Bruno conversou rapidamente com o Mescla e contou o que os alunos podem esperar do encontro:

Mescla – Quando começou o teu interesse na área de projetação?
Bruno De Lazzari – Me formei em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em 2010. Tive muita influência familiar, pois meus pais também são arquitetos e meus dois avós trabalhavam com madeira e construção. Em casa, meu pai tinha uma oficina e fazia peças em madeira como hobby. Quando ele se aposentou e eu me formei, resolvemos criar a De Lazzari Mobiliário Urbano em sua forma atual: desenhando e produzindo móveis para ambientes externos, como bancos, lixeiras, bicicletários etc. No início, nós desenhamos uma linha de produtos e, após alguns anos gerenciando a empresa e exercendo atividades administrativas, consegui me rodear de pessoas de confiança, podendo voltar para a criação. Assim surgiu o Atelier Bruno De Lazzari, no qual faço peças em madeira e aço que tenham algum significado especial para mim, que servem como assunto para meus experimentos técnicos e formais.
Mescla – O que vai ser abordado na Aula Inaugural desta quinta-feira?
Bruno – Falarei sobre a minha trajetória como designer de produto e fabricante. Quero mostrar como o aprendizado de técnicas foi influenciando minhas criações ao longo do tempo. Vou abordar temas como a fabricação em aço, concreto e madeira.
Mescla – O que tem te inspirado nas criações hoje em dia?
Bruno – As últimas peças que tenho feito são bem pessoais, como um oratório, o berço da minha sobrinha, uma casa de passarinho para o meu jardim, e que podem virar produtos depois.
Mescla – Como iniciam os teus projetos? Tu “visualizas” mentalmente os produtos?
Bruno – Depende, meu processo não é tão rigoroso. Tem vezes que começo a desenhar sem ideias, em outras, já tenho algo esboçado em mente.
Mescla – Quais tuas espectativas para o encontro com os alunos?
Bruno – Na apresentação, falarei bastante do que aprendi na prática. Espero que isso ajude e até abra caminhos pra quem está começando.

O que: Aula Inaugural do curso de Design de Produto da Unisinos – segundo semestre de 2022
Tema: “Materialidade e construção no Design”
Palestrante: arquiteto, artesão e empreendedor Bruno De Lazzari
Quando: dia 18/8 (quinta-feira), às 19h30
Onde: na sala 810 da Torre Educacional da Unisinos Porto Alegre (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista)
Inscrições: clique aqui
Formato: presencial, com transmissão via web
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]]>O processo de construção e implementação do projeto foi acompanhado e orientado pela equipe do FabLab Unisinos – laboratório de fabricação digital vinculado à rede mundial Fab Lab –, que ministrou uma série de oficinas aos educadores do Anchieta sobre a “cultura maker”. Os professores André Canal Marques, Maria do Carmo Dischinger e Giulio Palmitessa, da Unisinos, e Karen Borges, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), foram os responsáveis por apresentar aos 30 educadores do Anchieta novas ferramentas de aprendizagem durante os meses de junho e julho.
Foram cinco oficinas sobre temas como “introdução à cultura maker”, “técnicas manuais”, “corte a laser e vaccumforming”, “sala de aula maker” e “impressão 3D”. Tudo isso faz parte da fase três do processo de criação do Espaço Maker, que também contou com a preparação do ambiente e aquisição de recursos físicos, como a impressora 3D. Para André Marques, coordenador do curso de Design de Produto, a ideia é que ocorram outras oficinas futuramente, conforme a demanda dos educadores. “O Espaço Maker é um local em que você pode trabalhar com vários temas, como as questões de organização, colaboração, criatividade e muitas outras habilidades que um profissional precisa ter de forma genérica”, diz.
Joelene Oliveira acredita que o Espaço Maker é um convite ao protagonismo de novas ideias e criações que permitem o desenvolvimento de competências como criatividade, autonomia e empatia. “O Colégio Anchieta já desenvolveu, em seu currículo, algumas disciplinas que oferecem aos alunos inúmeras possibilidades de prototipar. A proposta deste espaço de “educação mão na massa” é de que o aluno possa explorar o que existe para além da sala de aula, realizar experiências e fazer coisas no mundo real”, explica a coordenadora.
Giulio Palmitessa, professor de Design de Produto da Unisinos, conta que a cultura maker tem se desenvolvido desde 2012. Em Porto Alegre, a criação do FabLab Unisinos surgiu de uma necessidade de aproximar essa cultura da Universidade e levá-la à comunidade. Já foram realizados outros cursos de extensão organizados pelo FabLab Unisinos para o Colégio Anchieta. “Nossa ideia é trazer formação para aqueles que são parceiros da Unisinos, além de projetos de cunho social ou de expansão da importância do ensino para a sociedade, como o TEDx”, afirma.
André Marques conta que a ideia é usar o ambiente para se pensar não só no design, mas em todas as áreas do conhecimento. “Um professor de biologia pode imprimir a cadeia do DNA, por exemplo, tendo em mãos algo em 3D para cativar o aluno”, exemplifica. Outro fator positivo é a praticidade com que os alunos terão acesso a ferramentas de prototipagem, fazendo com que seja possível a criação de novos sentidos para o ensino, como é o fenômeno da sala de aula invertida. Nesse formato, alunos estudam o conteúdo curricular em casa e tiram suas dúvidas na escola, proporcionando, assim, aulas menos expositivas e mais participativas.






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]]>The post Hack the city: a criatividade a favor de soluções para a cidade appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>O evento, que ocorreu no Campus Unisinos Porto Alegre nos sábados de 29 de setembro e 6 de outubro, foi composto por palestras e atividades práticas. No primeiro encontro, os alunos receberam orientações para a criação e prototipação de cada projeto, dos ministrantes e funcionários da Shoot The Shit: Manuella Stangherlin Graff, Marcos Vinícius Machado de Oliveira e Priscila Czuka Guaglianoni. No segundo encontro, o momento foi de colocar as ideias em prática.

Para Marcos Oliveira, o evento foi uma experiência interessante, porque além de idealizar os projetos, os estudantes tiveram a oportunidade de executá-los. “Ver o projeto saindo do papel ajuda a inspirar e motivar a fazer mais, além de gerar um certo senso de pertencimento à cidade”, comenta.
“O principal foco do workshop e das palestras é a sensibilização dos alunos para pensarem como aplicar os seus conhecimentos em prol da sociedade, e nisso acho que o resultado foi mega positivo”, afirma Marcos Oliveira.
A coordenadora do curso de Publicidade e Propagando em Porto Alegre, Anaís Schuler Bertoni, afirma que unir os cursos de PP e Design de Produto foi relevante aos alunos, pois eles tiveram a oportunidade de criar, juntos, a resolução de um problema, com total dedicação em todos os processos, desde a identificação do tema a ser tratado até a execução do mesmo. “A ideia deste workshop é instigar competências focadas na colaboração, comunicação e resolução de problemas”, afirma.

Os alunos foram divididos em quatro grupos (mistos entre os cursos), cada um com o mesmo objetivo: através de uma ideia simples, criativa e replicável, causar algum impacto positivo nos arredores da Unisinos Porto Alegre.
Durante o primeiro sábado do evento foram utilizados dois projetos na tentativa de inspirar os universitários. São eles: “Minha Porto Alegre”, de Elisa Bonotto, e “Hack a Town”, de Renata Pacheco Rodeghiero. Ainda na busca por inspiração, os quatro grupos tiveram metodologias parecidas. Os estudantes se reuniram e caminharam pelo campus tentando identificar problemas e, consecutivamente, suas soluções.
O primeiro grupo, formado pelos alunos William Botlender, Julia Names, Leonardo Weeck, Bruna Barboza e Marta Tonel decidiu gamificar as lixeiras. O projeto levou o nome de “Esse lixo dá jogo”. Pinturas nas calçadas guiam pedestres até lixeiras, conscientizando sobre limpeza pública. As latas de lixo foram transformadas no Pikachu, personagem do desenho Pokémon. O trabalho, no aspecto social, também


Para o universitário Leonardo Weeck, do curso de Publicidade, foi gratificante ver o projeto finalizado e as reações das pessoas ao se depararem com a ideia. “Quem participou do projeto adquiriu não só habilidades de design, mas também de cidadania e desenvolvimento comunicacional”, comenta.
O segundo grupo, composto por Kelly Romano, Fernanda Ongaratto, Gabriel Palma, Fernanda Santos e Isadora Salines optou pelo incentivo ao exercício com o projeto “Parada Fit”. Com materiais colados em paradas de ônibus, a ideia estimula a movimentação enquanto o transporte público não chega.


Segundo o estudante de Publicidade, Gabriel Palma, a grande diferença na elaboração do projeto, além de trabalhar junto a estudantes de Design de Produto, foi “colocar a ideia em prática. Normalmente paramos no conceito, então foi bastante desafiador e gratificante”, afirma.
“Se essa calçada fosse minha” é o nome do terceiro projeto. Criado pelos estudantes Eduardo Xavier, Francine Marin, Juliana Costa e Andressa Meinerz, a proposta chama atenção para um problema: as complicações existentes na estrutura física das calçadas ao redor da universidade, em especial a falta de rampas de acessibilidade.


Eduardo Xavier, da Publicidade, diz ter aprendido muita durante o workshop. De toda a experiência, ele cita o ganho da empatia. “Olhar os problemas que para a gente, muitas vezes, pode ser bobo, mas para outros é algo sério”, conta.
Shayane Azevedo, Gabriel Dihl, João Elsner, Estela Freitas e Gabriel Varella são o quarto grupo, que trabalhou com a ideia de colaboração. Em diferentes espaços da universidade, o grupo criou atividades que promovem o contato entre pessoas. O projeto “Interage Unisinos” desenvolveu um jogo dentro dos elevadores, e posicionou um painel na rádio universitária, dando espaço para que alunos escrevam o nome de uma música que pode mudar o dia de alguém.


Para Estela, estudante de PP, o workshop foi uma experiência que agregou conhecimento, em especial tratando-se de estabelecer e cumprir metas. “Foi muito legal porque nos deu uma perspectiva em relação à resolução de problemas e um norte para conseguirmos caminhar na direção certa sem desviar do foco”, explica.
Os alunos foram unânimes ao afirmar que o workshop atingiu as expectativas. Além disso, há um incentivo claro para quem quiser participar de novas edições Hack the city.
“Antes de passar por esse processo, abram suas mentes e se disponibilizem a pensar em uma cidade melhor. Pensem que vocês não precisam de grandes ações para mudar o seu contexto. Tenham coragem de se arriscar e pensem afim de ajudar o outro”, diz Leonardo Antunes Weeck, aluno de Publicidade.
“A dica é ir com muita vontade de botar a mão na massa. Não tem como se preparar, é sempre uma surpresa o que vamos fazer. Tem que ir disposto a trabalhar em equipe, quebrar a cabeça para atender o briefing, ter as ideias mais malucas e encontrar a melhor forma de colocar elas em prática”, afirma Shayane Azevedo dos Passos, da Publicidade.
“A dica que eu dou para quem participar dos próximos workshops é: se dedique 100% ao seu projeto porque o orgulho vem em dobro ao ver o resultado pronto”, aconselha a estudante de PP, Kelly Romano.
Interessado em saber mais sobre o Hack the city? A Shoot the Shit produziu uma série de vídeos sobre a primeira edição do evento, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 2017. Para assistir, é só clicar aqui.
Usar ideias inovadoras e criativas para mudar o entorno de cidades não é exclusiva da empresa Shoot. O canal National Geographic produziu uma série documental em São Paulo acompanhando pessoas que, com e sem incentivo, tentam melhorar o ambiente através do design e da tecnologia. Os episódios estão disponíveis aqui.
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]]>Os encontros são das 9h às 20h no dia 29/09 e das 9h às 12h no dia 06/10. Os ministrantes são Manuella Stangherlin Graff (copywriter), Marcos Vinícius Machado de Oliveira (designer) e Priscila Czuka Guaglianoni (designer).
O coordenador do curso de Design de Produto, André Canal Marques, afirma que serão montados no curso dez grupos que pensarão em ideias diferentes para o entorno do campus e colocar em prática. Em cada grupo haverá alunos de Design de Produto e Publicidade.
“A ideia é ter equipes interdisciplinares. Pode ser criado algo artístico, voltado para a mobilidade urbana, para a sustentabilidade ou uma peça de comunicação”, comenta André. As intervenções criadas pelos grupos devem ser simples e o material para o protótipo estará disponível para que os inscritos possam utilizar.
O professor ainda reforça que a cada semestre é idealizado um novo workshop voltado para as questões sociais. Em abril de 2018, a curso de Design de Produto fez uma parceria com os cursos de Moda e Administração. O resultado foi o workshop “Sustentabilidade e design para inovação social e cultural”, que visou atender a mulheres do Morro da Cruz.
A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, Anaís Bertoni, afirma que a atividade traz uma nova experiência ao aluno, promovendo que ele pense na resolução de problemas e desenvolva competências relacionadas à liderança e comunicação. “Independente da área de atuação, pequenas ações sempre podem fazer a diferença quando desenvolvemos o senso de comunidade e criamos empatia”, conclui a professora.
A Shoot The Shit foi convidada para participar do projeto por ser focada em solucionar problemas reais. Eles foram responsáveis pela primeira edição do Hack The City, que aconteceu no Rio de Janeiro, em abril de 2017. O evento contou com a participação de 25 jovens e foi financiado coletivamente por 188 pessoas.
As inscrições para o Hack The City Unisinos ficam abertas até o dia 27 de setembro, no portal Unisinos LAB. São apenas 50 vagas e o workshop vale horas complementares para quem participar de 75% do evento. Na inscrição, é importante que os alunos respondam ao formulário complementar (o link também está disponível no LAB).
Confira a programação:
9:00 – Organização dos grupos
9:30 ao 12:00 – Percepção de problemas
12:00 às 13:00 – Intervalo de almoço
13:00 às 16:00 – Brainstorm de ideias
16:00 às 17:00 – Coffee Break
17:00 às 20:00 – Escolha da ideia e detalhes para execução
9:00 as 12:00 – Realização da ação
Onde: Campus Unisinos Porto Alegre;
Datas e horários: 29 de setembro (9h às 20h) e 06 de outubro (9h às 12h);
Valor: Gratuito.
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]]>Desde a infância o estudante é influenciado pela profissão do avô, que trabalha com marcenaria de maneira pura, sem nenhuma intervenção de outros materiais. Kalvin foi selecionado na categoria “Banquinhos”, com um móvel feito totalmente à base de encaixes de madeira. “Eu tinha que me inscrever como se fosse um edital. Me inspirei nas criações do meu avô como marceneiro e apresentei como se fosse uma defesa, conceito e de “Por que daquela forma?” explica o estudante.
A mostra é uma plataforma para divulgar os novos designers do mercado de trabalho, mas Kalvin já tem um currículo consistente. Esse não foi o único trabalho do aluno a ser reconhecido em competições, o jovem já foi finalista no Prêmio Bornancini e no Colabora Mercur, no que ficou entre os dez finalistas dentre os 200 inscritos. “A gente teve que desenvolver uma muleta sustentável. E não era categoria só de estudantes, era categoria aberta”, lembra Kalvin.

Kalvin com o seu banquinho selecionado para o Novos Talentos – Design & Arte
O evento foi experiência da área que Kalvin gostaria de trabalhar no mercado de trabalho, produzindo móveis mobiliários. Aliadoa à marcenaria artesanal, o jovem explica que um dos objetos mais difíceis de construir é a cadeira: “Ela recebe muita força de vários pontos diferentes, então se a cadeira não for muito bem projetada, muito bem pensada, nos primeiros seis meses ela começa a ter aqueles “jogos” e em um ano ela se desmonta”.
Por esse motivo, Kalvin projetou o banquinho selecionado para a mostra, em que não usou nenhum tipo de intervenção para a construção: “Principalmente no meu viés de trabalho, que é marcenaria artesanal. Então eu procuro não utilizar parafusos, nenhum tipo de ferragem. O banquinhodo Novos Talentos também é só o encaixe da madeira, não tem nenhum tipo de parafuso”, explicou o jovem.
O coordenador do curso de Design de Produto, André Canal Marques, explica que a formação dentro do FabLab, um laboratório de fabricação digital vinculado à rede mundial Fab Lab, iniciada no MIT (Massachusetts Institute of Technology), propõe cursos que oferecem tecnologias mais avançadas e também mais analógicas, como a prática da marcenaria artesanal de Kalvin. Segundo o professor, atualmente a tendência é a do “faça você mesmo”: “O campus Porto Alegre tem um polo criativo de produção, principalmente com a marcenaria”, relata André.
Projetos que vão além do mobiliário
Além de trabalhar com móveis como banquinhos, mesas e cadeiras, o jovem atua também na fabricação de tábuas de skates no formato clássico, chamado de “shapes old school”. Juntamente à empresa de dois amigos, a Fabrique, é um espaço “makers space” em que cada pessoa produz seu projeto, disponibiliza oficinas que oferecem cursos de marcenaria em Porto Alegre. Lá, a cada dois meses, o jovem oferece a disciplina de como criar o shape de skate, no estilo old school. Mas Kalvin almeja expandir a oficina e trazê-la para a Unisinos como um Curso de Extensão: “Já conversei com o coordenador do curso, já rolou uma aula inaugural com o pessoal de design de produto com a Fabrique. Vou expor algumas peças agora na Open Feira de Design”.

Skates produzidos por Kalvin na Fabrique.
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]]>The post Lucas Couto appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Lucas é um viajante nato. Na vida pessoal, morou em diferentes cidades. Passou por Belo Horizonte, Sete Lagoas, Divinópolis e Pitangui, todas pertencentes a Minas Gerais. Lucas também viveu em municípios do Espírito Santo, Ceará, São Paulo, Amazonas e Rio Grande do Sul. Fora do Brasil, residiu na Europa, em Portugal e na Noruega. Na carreira profissional, atuou em diversas empresas, como Bertussi Design, Grupo Criativo, IDEA Belo Horizonte (fundada pelo próprio Lucas quando ainda estava na faculdade) e EGGS Design, onde trabalha atualmente.
Durante os anos de experiência profissional, o jovem conquistou prêmios e teve iniciativas de sucesso. Em 2013, trabalhava desenhando móveis compensáveis. Ele, junto de um amigo, foi finalista do Salão Design, maior premiação de Design de Produto da América Latina. Um trabalho de 2015 produzido na Bertussi, em que Lucas fazia parte da equipe, ganhou um German Design Award.
No final de 2016, junto do amigo Thiago, ele criou a comunidade no Instagram Weeklydesignchallenge. Com mais de 43 mil seguidores, a proposta é lançar desafios semanais que incentivam a comunidade interessada em desenhar produtos diferentes. Os melhores sketches são repostados na hashtag de mesmo nome. No final de 2017, enquanto procurava emprego, a proposta de trabalhar na Noruega surgiu e foi aceita com entusiasmo.

Lucas é libriano e filho único. O pai, Divino Couto, trabalhava com injeção plástica. Por conta disso, era constantemente chamado por empresas de diferentes municípios para exercer a função. O pai e a mãe, Ana Maria Nunes de Souza, acabavam gostando das cidades e decidiam fixar residência, o que explica as inúmeras mudanças pelas quais o menino passou. Lucas cresceu ouvindo sobre plásticos, visitando fábricas, era fascinado por Lego, gostava de desenhar e brincar com massas de modelar. Ele acredita que esse combo foi responsável por guiá-lo pelo mundo do design.
“É muito louco o fato de que a gente tem que escolher o que vai fazer para o resto da vida durante a escola”, reflete Lucas. Ainda na adolescência, as ideias de curso superior vagavam entre Engenharia Civil e Arquitetura. Na época do vestibular, em 2011, Lucas foi aprovado na Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, em Design de Produto, um curso que escolhera por acaso. “Na primeira semana de aula eu já estava apaixonado, e no final do primeiro semestre eu já sabia que era aquilo que eu queria fazer pro resto da minha vida”, conta.

Ainda cedo no curso, Lucas percebeu que precisava ir além para garantir as oportunidades de trabalho. Ele relembra que passou por momentos complicados durante o segundo ano de Design de Produto. Segundo ele, “se quisesse ser designer de fato, deveria correr atrás por conta própria. A faculdade não era a base pra tudo. Você precisa de portfólio e skills, e, durante a faculdade, o aluno tem pouco tempo para desenvolver um portfólio decente”, comenta.
Como forma de se aprimorar, Lucas voltou-se para o Behance, uma ferramenta para criação e divulgação online de portfólio. Através dele, o mineiro passou a acompanhar o que os principais designers do mundo estavam fazendo. Ele procurava por influências, estilos, modos diferentes de produzir. Lucas decidiu fazer projetos pessoais em casa, participar de concursos e até fundou uma empresa, a já mencionada IDEA Belo Horizonte. Focado no trabalho, o mineiro construiu um bom portfólio e em 2015, todo o esforço foi compensado. A Bertussi Design, de Porto Alegre, o contratou. Lucas trancou o curso na UEMG e, sem pensar duas vezes, foi para a capital gaúcha.
Em Porto Alegre, a chance de trabalhar no Grupo Criativo fez com que Lucas transferisse o currículo para a Unisinos. O mineiro disse ter gostado da infraestrutura da universidade e dos professores por serem prestativos. Na avaliação dele, o currículo do curso é bom, porém ele acredita que a cobrança em sala de aula poderia ser maior, assim como o nível exigido dos trabalhos.
Para Lucas, o professor e coordenador do curso, André Canal Marques é excelente e disposto a resolver qualquer problema, além de ser um professor muito paciente. “A disciplina de Propriedade Intelectual foi uma das que mais me marcou, pois aprendi coisas relevantes para o trabalho que eu desenvolvia no dia a dia” disse Lucas.

Na visão do mineiro, o povo norueguês é muito educado e envergonhado. Pessoas tímidas, porém muito amigáveis. Os clientes que atende tendem a seguir o mesmo padrão. Mas quando comparados com os brasileiros, os noruegueses se saem melhor. Para ele, a Noruega é um país que valoriza o profissional. Diferenças salariais existem, porém são baixas. O país também está entre os mais caros do mundo. “Tudo é absurdamente caro. Uma lata de cerveja aqui custa cinco vezes o que custaria no Brasil, um pimentão custa cerca de 15 reais. Mas o salário paga esses custos”, expõe.
“Industrial Design é Industrial Design em qualquer lugar. O que muda mais é o tipo de cliente, as áreas em que a gente atua”, conta Lucas. Na Noruega, ele trabalha com o design de produtos tecnológicos e eletrônicos, áreas pouco desenvolvidas no Brasil. Segundo ele, a percepção do valor do design muda entre países porque “as pessoas aqui (Noruega) tem uma bagagem muito maior de cultura e design desde a escola. Arte e cultura nas escolas do Brasil são vistas como perda de tempo, disciplina para brincar com os amigos e pintar com os dedos”.
Já formado, Lucas tem no portfólio trabalhos criativos e interessantes, a maioria disponível online. Ficou interessado(a) em conhecer o trabalho dele? Clica para ver tudo. Esse aqui é o trabalho de graduação dele.
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]]>Para conhecer um pouco mais sobre a empresa, a aula inaugural do curso de Design de Produto recebe na próxima quarta-feira (15) um dos sócios-fundadores da empresa, Thiago Costa, nas salas 808 e 809 no Campus Unisinos Porto Alegre.
As inscrições são abertas ao público e podem ser feitas através do link.
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]]>The post Portas abertas para o design appeared first on Portal da Indústria Criativa.
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Queremos design. Queremos produtos que contem histórias e que assim colaborem
com as nossas. Queremos estimular o consumo consciente. Queremos causar surpresa
com presentes que sejam úteis. E além de tudo queremos incentivar novos
criadores abrindo espaço para novos fluxos econômicos. Queremos fazer parte da mudança
e conviver com pessoas que também pensem como a gente.
A Open já se configura como um evento tradicional na Capital, realizado ao menos uma vez por mês. Nesta edição, serão mais de 120 marcas de diversas áreas como mobiliário, decoração, vestuário, acessórios, jardim, brinquedos, e design gráfico. E uma novidade: estão abertas inscrições para marcas de design independentes de qualquer região do país. Elas podem ser feitas até o dia 05 de junho pelo site da feira.
Desenvolvendo atividades paralelas ao longo do evento, os cursos de Moda, Design e Gastronomia da Unisinos firmam uma parceria com a organização do evento. Estas participações especiais não são exclusividade desta edição. No ano passado, por exemplo, os alunos de Moda da universidade organizaram um desfile com peças de empreendedores que participavam da feira.
A seleção das marcas expositoras é chefiada pela professora de Design, Camila Farina. “Muito mais do que uma feira, será uma edição de verdadeira imersão no universo do design e da indústria criativa”, afirma. Camila é também a criadora do projeto, que já reuniu, desde a primeira edição, um público de 75 mil pessoas, que prestigiaram o trabalho de mais de mil expositores.
Galeria de fotos da Open Feira de Design 2017, no Espaço Unisinos:
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]]>The post Unisinos lança extensão sobre food design appeared first on Portal da Indústria Criativa.
]]>Na semana passada, alunos e interessados no curso puderam participar de uma pequena demonstração dos assuntos que serão abordados durante a aulas, como impressão 3D para moldes criativos, o que é food design e como as três disciplinas podem trabalhar juntas.
O curso ocorre nos dias 12 ,19 e 26 de maio (sábados), das 9h às 16h30min. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através do link.
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