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Arquivos desenho - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/desenho/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Wed, 19 Feb 2025 14:14:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Entendendo e narrando o mundo https://mescla.cc/2020/11/27/entendendo-e-narrando-o-mundo/ https://mescla.cc/2020/11/27/entendendo-e-narrando-o-mundo/#respond Fri, 27 Nov 2020 17:26:12 +0000 http://mescla.cc/?p=14477 Este repórter que vos escreve lembra de conhecer a Mafalda ainda no ensino fundamental, enquanto folheava alguns livros de Português e História. Pouquíssimas crianças se interessam por Jornalismo, Política ou até mesmo para os problemas do mundo. Mas parecia que aquela menina falante e um tanto quanto “xereta” falava sobre coisas importantes e complexas de […]

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Este repórter que vos escreve lembra de conhecer a Mafalda ainda no ensino fundamental, enquanto folheava alguns livros de Português e História. Pouquíssimas crianças se interessam por Jornalismo, Política ou até mesmo para os problemas do mundo. Mas parecia que aquela menina falante e um tanto quanto “xereta” falava sobre coisas importantes e complexas de um jeito diferente.


Assim como Quino fez com a Mafalda, diversos outros artistas trabalham assuntos contemporâneos – ou não – através da charge, cartum ou quadrinho. Eles são meio jornalistas opinativos, meio artistas, enfim, personagens que me enchem de curiosidade: como é ter uma ideia por dia e passar para o traço? Quais são os formatos possíveis? Pode-se fazer uma reportagem com quadrinhos? Com tantas perguntas em mente, bolei esta pauta e conversei com quatro artistas – de diferentes gerações, lugares do Brasil e estilos – sobre a profissão e as referências deles. Para todos, perguntei sobre a importância do Quino em seus trabalhos. O cartunista argentino morreu aos 88 anos, em setembro desde ano.


Ah, antes, uma curiosidade. É difícil saber exatamente qual a origem, porém, há registros que mostram a presença da charge e do cartum, no Brasil,  já no século 19. Apesar das sutis diferenças entre os dois, eles foram usados, ao longo dos anos, como uma forma de criticar ou abordar alguns comportamentos sociais e políticos, essencialmente em períodos ditatoriais e totalitários.

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O traço gaúcho

Gilmar Fraga, 52 anos, trabalha como “profissional de traço” há mais de 25 anos. Natural de Viamão, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, ele tem seu trabalho publicado nas plataformas de GZH, atuando em um campo opinativo, todos os dias, desde abril deste ano. Tudo começou de uma forma bem inusitada após um acidente, ainda na infância. O artista sofreu um ferimento no olho quando era criança e, como forma de tratamento, era estimulado a fazer desenhos de personagens da época, como a Minnie e o Mickey, através de um projetor gráfico, utilizando apenas o olho ferido. Ali, teve o primeiro contato com todo o universo dos personagens e do desenho. Ainda na escola, as revistas e os quadrinhos também fizeram parte da formação de Fraga como chargista e cartunista.


Fraga começou no jornal Zero Hora nos anos 90, época em que os grandes “medalhões” do jornalismo local trabalhavam no veículo: “Era uma época diferente e um pouco difícil para quem estava começando. O pessoal passava por ti e nem cumprimentava, era uma coisa meio que ‘escola de filme americano’”, relembra rindo.


Questionei o entrevistado sobre a importância e a influência do Quino no seu trabalho. Fraga resumiu tudo em apenas duas palavras: influência espiritual. Além do argentino, outra grande referência no trabalho de Gilmar foi o ilustrador e cartunista brasileiro J.Carlos.


Mas, afinal, como é ter uma boa ideia todo dia? Fraga explica que esse foi um dos maiores desafios que enfrentou. O chargista, que antes produzia uma charge por semana, passou a produzir uma charge por dia após a saída do colega Iotti: “Fazer charge diária é escolher abrir mão de outros projetos e fazer escolhas diárias entre os principais acontecimentos do dia”, explica. O artista ainda fala que é importante saber organizar os elementos dentro das charges e dos quadrinhos.


O trabalho de Fraga tem como objetivo retratar e fazer críticas, sejam sociais ou políticas. Uma delas foi a charge feita sobre o “caso Mari Ferrer“. Ele comenta que houve muita repercussão, com comentários positivos e negativos. Um deles foi de um juiz. Ele disse que a charge estava “desconstruindo símbolos da justiça”. Ah, sim! A interpretação do público é um dos fatos que acompanham o artista. Fraga reforça que a charge é uma constante crítica aos costumes do nosso tempo.

Em charge publicada em GZH, no dia 04/11/2020, o chargista retratou o “caso Mari Ferrer” (Foto: Gilmar Fraga)


Mas, afinal, dá para contar a história de alguém apenas com quadrinhos? Para o Pablito, 32 anos, sim! Assim como o maltês Joe Sacco, referência mundial no gênero, Pablito conta diferentes histórias, de diferentes pessoas, através dos quadrinhos e do desenho. Tudo começou em 2016, quando começou a trabalhar no jornal de sua cidade, Alvorada. Ele iniciou como diagramador e chargista, mas, após alguns meses, passou a fazer, também, quadrinhos.


Com novos modos de narrar histórias, quem ganha é o próprio jornalismo: “Vejo os quadrinhos como um outro tipo de leitura que atrai o leitor através da imagem e texto. Acredito que essa diversidade para o jornalismo é bem rica”, defende Pablito. Além de citar Joe Sacco e sua obra mais famosa, Palestina, ele também faz referência ao artista francês Matthias Picard, com Jeanine, como fonte de inspiração. Pablito entende que o que define se os quadrinhos podem ou não configurar novos gêneros no jornalismo é a própria intenção do autor, pois as opções são infinitas.


Como não podia ser diferente, a influência do artista argentino Quino é direta na vida de Pablito, seja na carreira ou até mesmo na vida pessoal: “A Mafalda me influenciou não somente no meu trabalho como quadrinista, mas, também, na minha forma de encarar a vida, através do olhar dela – que era o olhar do Quino – em relação ao mundo e a política que nos cerca”, resume.


Nas histórias que conta, Pablito, que é formado em Comunicação Digital pela Unisinos, desenvolve um sentimento diferente em cada uma delas. E uma destas histórias marcantes foi a da diarista e mãe solteira de cinco filhos Adriana: “Fui em um culto com ela e também fui em sua casa entrevistá-la. Aprendi bastante e me emocionei diversas vezes enquanto fazia esse quadrinho”, revela.

Quadrinho retratando a história de Adriana, por Pablito (Fotos: Pablito Aguiar)

Apenas Laerte

É impossível falar sobre charge e cartum sem falar sobre a Laerte. Sugiro assistir o documentário Laerte-se, dirigido pela Eliane Brum e disponibilizado na Netflix. Nele, a cartunista nos convida a conhecer melhor o seu mundo e fala sobre o processo de autoaceitação como, também, mulher. Natural da cidade de São Paulo e com 69 anos, sendo 50 dedicados a sua vida profissional, Laerte é referência para chargistas, cartunistas e quadrinistas de diferentes gerações. Criadora de personagens como os Piratas do Tietê e Overman, a artista já publicou em diversas revistas, como O Pasquim e Chiclete com Banana, e em diversos jornais, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Laerte também é ilustradora e roteirista. No anos 90, atuou como roteirista em diversos programas na Rede Globo, como TV Pirata e Sai de Baixo.


Sobre a relação da arte com o jornalismo, para Laerte é extremamente importante: “Acho que as charges têm um impacto bem específico na leitura de um jornal, já que não são, necessariamente, material informativo”, explica. Para a artista, as charges também constituem um tipo muito particular de material opinativo.


Já a influência do Quino em seu trabalho é total: “Foi um dos grandes motivadores para que eu decidisse ser desenhista na imprensa”, revela Laerte, que diz sempre ter acompanhado o trabalho do argentino, seja a Mafalda ou os cartuns.


Com um humor refinado e ao mesmo tempo severo, as tiras de Laerte abordam as mais diferentes questões da existência humana. Se para uma pessoa comum já é difícil escolher um trabalho favorito, imagina para alguém que tem quase 50 anos de carreira: “Vejo tudo o que já fiz de um modo meio embolado, como um grande acervo. Acho que evito analisar”, resume Laerte.

Em tirinha de novembro de 2020, como em outras, Laerte aborda as mais diferentes questões da existência humana (Foto: Laerte Coutinho)

“Condenar o cartunista (não) vai resolver o problema”

Com tirinhas ácidas e sem medo algum de falar sobre os assuntos mais polêmicos e controversos do Brasil contemporâneo, Ricardo Coimbra, 42 anos, natural de Recreio, uma cidade pequena do interior de Minas Gerais, se destaca no cenário atual. Ainda na infância, o primeiro contato com a arte foi através dos gibis e desenhos animados. Já na adolescência, como grande partes dos jovens que queriam trabalhar com quadrinhos, Ricardo teve como inspiração a Chiclete com Banana, revista underground dos anos 80.


“A primeira coisa que eu fazia, quando abria os livros didáticos da escola, era ir direto para as tirinhas da Mafalda”, lembra Ricardo. A relação com a personagem era controversa: “Acho ela um pouco chata. Me lembra aquele fenômeno que tinha nas novelas da Globo, da ‘criança adulta’”, brinca o artista.


Ricardo ainda fala sobre a violência contemporânea, principalmente relacionada à arte e à comunicação, como no “caso Charlie Hebdo“. Para ele, ninguém muda o mundo com tirinha. Ela é apenas uma reação a tal realidade: “As pessoas sempre se revoltam com o vetor mais fraco, achando que condenar o cartunista vai resolver o problema”, explica. Como elucida Ricardo, tal comportamento tem relação com a atual economia simbólica, em que as pessoas dão uma dimensão gigantesca para o discurso.


E, às vezes, as tirinhas podem romper fronteiras, como é o caso da tirinha que fez sobre a vida adolescente, em 2010. Ricardo conta que recebeu de amigos uma imagem da internet, em que a tirinha estava traduzida em alfabeto cirílico russo: “Isso é uma coisa fascinante e me faz pensar que existem alguns tipos de conteúdos que são universais”, conta.

Tirinha de 2010 satiriza as reclamações da vida adolescente (Foto: Ricardo Coimbra)

Relato do repórter

Conhecida mundialmente pelas capas de suas edições, a revista estadunidense The New Yorker também é famosa por seus cartuns. Eu poderia escrever diversas linhas apontando e indicando os meus favoritos. Por mais que eu quisesse muito, desta vez não rolou uma entrevista com o pessoal da The New Yorker, mas quem sabe em uma próxima vez, afinal, por que não? Enquanto não temos a entrevista, minha dica é para vocês jogarem a hashtag #NewYorkerCartoons nas redes sociais.

“Vovó, por que todas as suas fotos de 2020 são capturas de tela?” diz o cartum de Brooke Bourgeois na edição de 17/11/2020 da The New Yorker (Foto: Brooke Bourgeois)

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Pablito Aguiar lança campanha de suporte no Catarse https://mescla.cc/2020/06/18/pablito-aguiar-lanca-campanha-de-suporte-no-catarse/ https://mescla.cc/2020/06/18/pablito-aguiar-lanca-campanha-de-suporte-no-catarse/#respond Thu, 18 Jun 2020 18:27:32 +0000 http://mescla.cc/?p=13338 De Alvorada para o mundo, Pablito Aguiar deu voz e cores a personagens do dia a dia da sua cidade natal e da capital gaúcha, e agora, para continuar produzindo com a mesma dedicação, lança uma campanha no Catarse. Entrevistas do Pablito – Histórias da vida real em quadrinhos é o nome do projeto de […]

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De Alvorada para o mundo, Pablito Aguiar deu voz e cores a personagens do dia a dia da sua cidade natal e da capital gaúcha, e agora, para continuar produzindo com a mesma dedicação, lança uma campanha no Catarse. Entrevistas do Pablito – Histórias da vida real em quadrinhos é o nome do projeto de arrecadação de fundos, e a partir de R$ 5,00 já é possível fazer parte disso. Para agradecer o apoio, o ilustrador vai enviar mensalmente um e-mail com fotos, esboços e todas as curiosidades do processo de criação. Depois de três meses apoiando o projeto, cada assinante vai receber uma caricatura exclusiva.

Os personagens do ilustrador são pessoas comuns com histórias simples sobre a vida e o cotidiano (Foto: Reprodução/Instagram)

Desde o início do isolamento social, a rotina de Pablito mudou bastante, e isso afetou também seu trabalho. “Antes, intercalava duas entrevistas, uma para o projeto Porto Alegre em quadrinhos e outra para o projeto Fala que eu desenho”, conta o artista, que agora não consegue mais sair para realizar as entrevistas. Para finalizar os projetos, realiza os contatos por vídeo.


“Desde 2016, venho entrevistando moradores da minha cidade natal, Alvorada, e de Porto Alegre. Sempre de forma gratuita, pois amo poder conhecer pessoas através do meu desenho”, explica Pablito. “Mas, para dar continuidade ao projeto, precisava ter um retorno financeiro. Os quadrinhos exigem bastante esforço.” Além dos quadrinhos, as entrevistas e decupagens levam bastante tempo e ele mesmo explica o passo a passo na postagem que apresenta o projeto. 

Além de apoiar o ilustrador, o projeto permite que os colaboradores fiquem por dentro do processo criativo (Foto: Divulgação/Instagram)


Em 2019, o Mescla contou a história do jovem quadrinista, que também é formado em Comunicação Digital pela Unisinos, e o resultado da conversa pode ser lido aqui. O Pablito também tem o Entrevistas em quadrinhos, onde é possível conhecer todas as histórias que ele conta desde 2016. Atualmente, também publica o Fala que eu desenho na revista online Parêntese, a newsletter de final de semana produzida pelo grupo Matinal.

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Pablito Aguiar em Palavras https://mescla.cc/2019/08/05/pablito-aguiar-em-palavras/ https://mescla.cc/2019/08/05/pablito-aguiar-em-palavras/#respond Mon, 05 Aug 2019 19:30:33 +0000 http://mescla.cc/?p=10787 Conheci o Pablito no início de 2019, quer dizer, não exatamente ele, mas seu livro – Alvorada em Quadrinhos. Foi na exposição Redesenhando Alvorada, e lembro das coordenadoras da exposição falarem com entusiasmo sobre o jovem artista que iria expor na Galeria Experimental, em Sapucaia do Sul. Pablito Aguiar é formado em Comunicação Digital pela […]

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Conheci o Pablito no início de 2019, quer dizer, não exatamente ele, mas seu livro – Alvorada em Quadrinhos. Foi na exposição Redesenhando Alvorada, e lembro das coordenadoras da exposição falarem com entusiasmo sobre o jovem artista que iria expor na Galeria Experimental, em Sapucaia do Sul. Pablito Aguiar é formado em Comunicação Digital pela Unisinos, além de ser ilustrador e quadrinista. Esses quadrinhos que eu vi no livro surgiram, primeiro, em um jornal de Alvorada como forma de valorizar a história da cidade. E, agora, ele iria expor essas obras no Vale dos Sinos. 


Alguns meses se passaram, e eu ouvi o nome dele de novo na Agexcom, onde fica a redação do Mescla, como proposta de pauta. Ficou combinado que a conversa não seria sobre o artista, mas com o artista. Marcamos o encontro em Porto Alegre. Em uma manhã de quarta-feira, depois de sair do trem e caminhar pela Rua da Praia, cheguei ao Margs. Entrei em uma cafeteria de tons avermelhados. Fui a primeira cliente a chegar no local. Além de mim, apenas a funcionária.


Pablito chegou de touca, mochila e pasta. Ele tinha a agenda cheia naquele dia. No meio da conversa, perguntei sobre como a ilustração entrou na vida dele. Ele contou que desenha desde pequeno, mas teve dúvidas, em certo momento: “Eu dei uma parada, porque eu fiquei desestimulado”, revelou. Pablito só voltou a usar o bloquinho e o lápis no caminho para a faculdade. Como morava  em Alvorada e estudava em São Leopoldo, gastava horas no transporte público, principalmente no trem. Para passar o tempo, Pablito tirava fotos das pessoas que mais lhe chamavam a atenção e as desenhava. Dessa forma, acabou se aperfeiçoando no hobby. A universidade também teve um papel importante, especialmente a partir do incentivo das professoras: “Eu nem mostrava muito os meus desenhos, mesmo assim elas me incentivaram”, relembrou. Assim, Pablito se encorajou para divulgar as ilustrações em um site que ele mesmo criou. O retorno que recebia deu mais gás para continuar.

Os desenhos no trem | Foto: Reprodução (Instagram)


Perguntar sobre a inspiração para um artista é sempre uma tarefa difícil, mas eu tentei. Pablito olhou o cardápio e pensou: “Não consigo identificar esse padrão”. A verdade é que ele tenta sempre ser diverso. A vontade de desenhar é o principal critério. E mesmo não seguindo sempre uma regra para escolha do personagem, a estratégia para criar essas ilustrações é quase sempre a mesma: ele olha para alguém que chama a atenção; tira uma foto; faz um esboço com o lápis; finaliza com uma caneta nanquim; e, por último, pinta o resultado final. Ultimamente, Pablito utiliza mais a pintura digital, no computador, mas também já finalizou desenhos com aquarela e outros tipos de pintura.


A curiosidade e dedicação de um artista


Quando ainda trabalhava no jornal, Pablito percebeu que não conhecia muito sobre sua cidade, e foi deste sentimento que surgiu a ideia do Alvorada em Quadrinhos. “Então, o projeto nasceu para isso, para contar um pouco sobre a cidade, para registrar e ter um documento sobre Alvorada”, relatou. O trabalho foi um sucesso, virou livro e inspirou o projeto atual dele: Porto Alegre em Quadrinhos.

A paixão pelo que faz se reflete no cuidado que tem com as ilustrações e as pessoas que interage | Foto: Reprodução (Instagram)


Hoje, Pablito trabalha com publicações independentes e participa de feiras gráficas. Lançou dois livros infantis, fanzines e o Alvorada em Quadrinhos. “Eu fiz os livros para experimentar esse tipo de trabalho e também para praticar o desenho”, contou. Para ele, é fundamental estar sempre desenhando. Por isso, além do Porto Alegre em Quadrinhos, o ilustrador desenha moradores de Alvorada, com o projeto “Alvoradenses”. Parecida com a ideia que fez Pablito começar, a intenção é observar os moradores da cidade e ilustrar aqueles que mais chamam a atenção. “Já fiz cerca de 50 desenhos. Quero chegar a 100 para fazer um livro”, revelou.


Pablito escuta minhas perguntas com atenção. A nossa conversa flui naturalmente. Quando eu pergunto sobre a rotina de trabalho, ele trava. É difícil pensar nisso quando você tem de tudo, menos um padrão de atividades. Ele responde explicando como realizou seu último quadrinho: a vida do pescador Deraldo. Acordou às 4h30, andou de lancha e barco e passou o dia compartilhando da rotina de trabalho do Deraldo. Tudo isso tirando fotos, gravando e anotando. Depois de conhecer o pescador, Pablito voltou pra casa e mergulhou de vez em cima do projeto. Passou alguns dias transcrevendo a história, duas semanas desenhando e mais duas semanas colorindo. O trabalho e o esforço do Pablito foi o mesmo em Alvorada em Quadrinhos e Porto Alegre em Quadrinhos. Mas existe uma diferença importante: no último, Pablito se retira da narrativa. O personagem fala com uma pessoa oculta, o leitor.

A história de Deraldo rendeu 10 imagens na rede social | Foto: Reprodução (Instagram)


Histórias que não costumam ser contadas


Pablito diz que todo o tempo e dedicação vale a pena pelo retorno que recebe. Como o Porto Alegre em Quadrinhos só está na internet, ele procura a pessoa entrevistada e mostra o trabalho final impresso. “Eu quero ver a reação deles, é importante pra mim essa troca”, explicou. Um dos planos futuros de Pablito é transformar esse projeto em mais um livro, e convidar todos os entrevistados para o lançamento.


O ilustrador gosta de conversar com os leitores e participar de prêmios. Ano passado, ele ficou em primeiro lugar no 25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa com a história da Rita de Cássia, e, esse ano, ficou em segundo lugar no Concurso Sulamericano “Historias de vida que sobreviven la violencia y persecución en el campo en Sudamerica” contando a vida de Janja, moradora do Quilombo dos Alpes. “Esse foi legal, porque teve um prêmio em dinheiro e eu consegui dividir com a Janja”, contou, com orgulho.

Quadrinho que rendeu um prêmio à Pablito | Foto: Reprodução (Instagram)


Pablito esperava a garçonete trazer a água enquanto pensava na última pergunta que ouviu. “Como funciona para escolher as pessoas que desenho? Áh, é muito por indicação”, respondeu. Morando em Alvorada, é mais difícil conhecer as pessoas na Capital, por isso, ele costuma conversar com moradores de Porto Alegre, que o apresentam possíveis entrevistados. O ilustrador tenta ser diverso nas escolhas e tem uma preocupação social. “A palavra final é a minha curiosidade”, contou Pablito. 


O trabalho é todo publicado nas redes sociais do quadrinista, que está sempre ativo no Instagram. “Eu tenho mais liberdade e posso fazer um conteúdo mais longo, já pensando no livro”, explicou. Além disso, Pablito expõe suas obras em galerias e outros espaços de arte. “Eu gosto, porque são pessoas de Alvorada que eu levo para outros lugares e faço elas circularem”, contou.


Jornalismo em quadrinhos


No fim da nossa conversa, falamos sobre jornalismo. Pablito, que também é ótimo entrevistador, quis saber sobre como é ser repórter e usar as palavras, sem os quadrinhos, para contar histórias. Descobri que ele se apaixonou pelo jornalismo depois da faculdade, quando já trabalhava como diagramador no jornal A Semana, em Alvorada. Pablito citou a premiada jornalista Eliane Brum quando disse que, com um bloco e uma caneta, pode entrar em qualquer lugar, e aquilo o marcou. “Com os quadrinhos, eu também posso entrar na casa das pessoas e contar aquelas histórias”, explicou.


Eliane Brum disse, há alguns anos, que ser repórter é ser protagonista de uma construção, e isso Pablito faz com maestria. Ao desenhar os alvoradenses ou publicar o Alvorada em Quadrinhos, o artista mostra um novo lado da cidade, que geralmente aparece na mídia como uma das cidades mais violentas do Estado. Pablito dá voz e cor àqueles que, frequentemente, acabam passando despercebidos no cotidiano. Muito mais que um hobby, o trabalho de Pablito é um projeto social importante para a sociedade.

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Evento junta cerveja e desenho https://mescla.cc/2019/01/02/evento-junta-cerveja-e-desenho/ https://mescla.cc/2019/01/02/evento-junta-cerveja-e-desenho/#respond Wed, 02 Jan 2019 19:11:53 +0000 http://mescla.cc/?p=9068 É sabido, de acordo com o estudo  da Universidade de Illinois, que o álcool é um excelente estimulante para a criatividade, por causar desinibição e fazer com que o cérebro não se autocensure. Com isso, surge o Drink and Draw (Beber e Desenhar, em tradução livre), iniciativa que inspirou grandes desenhistas como Jackson Pollock e Eduardo Berliner a adentrarem de modo diferente […]

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É sabido, de acordo com o estudo  da Universidade de Illinois, que o álcool é um excelente estimulante para a criatividade, por causar desinibição e fazer com que o cérebro não se autocensure. Com isso, surge o Drink and Draw (Beber e Desenhar, em tradução livre), iniciativa que inspirou grandes desenhistas como Jackson Pollock e Eduardo Berliner a adentrarem de modo diferente no estilo surrealista francês. 

A artista Carla Barth, inspirada nisso, promove duas edições independentes desse evento onde uma cervejinha cai muito bem para aflorar as ideias. Ocorre nos dias 10 e 24 de janeiro, na capital gaúcha. Para ingressos e informações, basta clicar aqui.

 

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Curso de extensão mistura jornalismo e quadrinhos https://mescla.cc/2018/03/19/curso-de-extensao-mistura-jornalismo-e-quadrinhos/ https://mescla.cc/2018/03/19/curso-de-extensao-mistura-jornalismo-e-quadrinhos/#respond Mon, 19 Mar 2018 18:21:28 +0000 http://mescla.cc/?p=4938 Já pensou em montar uma matéria jornalística em formato de história em quadrinhos? Pablito Aguiar, desenhista com formação em Comunicação Digital pela Unisinos, ministrará o curso de extensão “Jornalismo em quadrinhos – revelando histórias”. O objetivo é estudar as linguagens e o uso da técnica, além de explorar o quanto esse gênero pode auxiliar dentro […]

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Já pensou em montar uma matéria jornalística em formato de história em quadrinhos? Pablito Aguiar, desenhista com formação em Comunicação Digital pela Unisinos, ministrará o curso de extensão “Jornalismo em quadrinhos – revelando histórias”. O objetivo é estudar as linguagens e o uso da técnica, além de explorar o quanto esse gênero pode auxiliar dentro do universo do jornalismo.

Segundo Pablito, os quadrinhos no jornalismo são uma excelente forma de linguagem, capaz de contar a história de maneiras diferentes, atingindo, assim, públicos mais diversos, com um alcance maior do conteúdo. “Desenho desde pequeno. Foi a forma que encontrei de melhor me comunicar com as pessoas”, disse o desenhista.

O interesse em contar histórias foi o que motivou Pablito a criar o curso. Atualmente, ele está desenvolvendo um projeto que será publicado no Jornal Já, de Porto Alegre, em que entrevista pessoas que contam suas histórias.

O curso presencial terá carga horária de 21 horas. Será realizado de 7 de abril a 19 de maio, aos sábados, das 9h às 12h30min, no campus Unisinos Porto Alegre. Você pode ser matricular aqui.

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Desenhos que mudam vidas https://mescla.cc/2017/10/27/desenhos-que-mudam-vidas/ https://mescla.cc/2017/10/27/desenhos-que-mudam-vidas/#respond Fri, 27 Oct 2017 16:35:46 +0000 http://mescla.cc/?p=3886 Egresso da Unisinos, Pablo Aguiar subiu ao palco do TEDxUnisinos para mudar o jeito com que as pessoas da platéia veem suas cidades. Nascido em Alvorada, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, ele uniu a paixão pelo desenho, e em especial pelos quadrinhos, à vontade de transformar as lembranças que os moradores tinham de […]

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Egresso da Unisinos, Pablo Aguiar subiu ao palco do TEDxUnisinos para mudar o jeito com que as pessoas da platéia veem suas cidades. Nascido em Alvorada, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, ele uniu a paixão pelo desenho, e em especial pelos quadrinhos, à vontade de transformar as lembranças que os moradores tinham de seu município.

Violência, tiros, buracos e medo. Palavras que surgiam na boca dos moradores da pequena cidade gaúcha quando Pablo lhes perguntava o que pensavam a respeito de sua morada. Mas não foram as palavras negativas que guiaram o jovem estudante. Perseverança, trabalho e esperança, apareceram timidamente entre tantos adjetivos pejorativos.

Foto: Eduarda Bitencourt

Formado em Comunicação Digital pela Unisinos, viu em suas idas e vindas da faculdades, imagens peculiares de passageiros do trem transformarem-se em caricaturas por suas mãos. Eram muitas Marias e Joões sem nome, mas com um rosto e expressões que instigaram a imaginação de Pablo.

Foto: Eduarda Bitencourt

As Histórias inspiraram uma série de quadrinhos em um jornal local, no qual Pablo trabalhava como diagramador e chargista. Ao longo de um ano, 23 pessoas tiveram suas histórias ilustradas pelo veículo. O projeto virou livro que será distribuído em escolas públicas do município. “Eu mesmo tinha preconceito com a minha cidade, mas os desenhos vêm redesenhando Alvorada dentro de mim. Os alunos vão poder conhecer a história de onde eles vivem, se um jeito diferente”, explicou Pablo.

Agora, o ilustrador vem trabalhando em um projeto onde ele tira fotos de pontos estratégicos de sua cidade e desenha as paisagens capturadas, com a ideia de elas virarem cartões postais.

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Ilustrador se inspira em desenhos da Disney para criar croquis https://mescla.cc/2017/08/08/ilustrador-se-inspira-em-desenhos-da-disney-para-criar-croquis/ https://mescla.cc/2017/08/08/ilustrador-se-inspira-em-desenhos-da-disney-para-criar-croquis/#respond Tue, 08 Aug 2017 19:00:20 +0000 http://mescla.cc/?p=2525 Hayden Williams é um ilustrador britânico, que descobriu a paixão por desenhos com apenas três anos. “Desenho foi a minha paixão desde a infância. Eu esboçaria o tempo todo, especialmente os personagens da Disney”, conta. A partir da adolescência, ele resolveu seguir carreira no ramo da moda e dedicar-se à profissão. O objetivo foi sempre […]

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Hayden Williams é um ilustrador britânico, que descobriu a paixão por desenhos com apenas três anos. “Desenho foi a minha paixão desde a infância. Eu esboçaria o tempo todo, especialmente os personagens da Disney”, conta.

A partir da adolescência, ele resolveu seguir carreira no ramo da moda e dedicar-se à profissão. O objetivo foi sempre combinar o amor por ilustração de moda com o design. “Eu queria aprender os conceitos básicos de design de moda, então estudei design de moda no ensino superior”, declarou.

Hayden tem muito orgulho em dizer que é autodidata na ilustração. “Meu trabalho simplesmente evoluiu naturalmente à medida que envelheci”, explicou.

Ele conta que faz croquis inspirados em famosos e em desenhos da Disney pois foi o que lhe inspirou como criança e ainda hoje. Segundo ele, sempre estava interessado em cultura pop, música, etc, e queria incorporar essas inspirações em suas ilustrações. “Isso funciona tão bem, porque todos eles estão de mãos dadas um com o outro. Eu adoro tirar coisas que são vintage e atualizá-las para hoje. Meus seguidores adoram ver minha opinião sobre as coisas e como eu re-imagino certos personagens”, contou.

 

Para quem está começando na profissão, Hayden deixa um simples recado: “Crie coisas que você ama e se inspire. Além disso, tente esculpir sua própria identidade. É importante que o seu trabalho se destaque e seja algo especial, caso contrário, você vai se misturar com o que já existe”.

“É o que eu amo!”, diz Hayden sobre as ilustrações. De acordo com ele, sempre está com projetos novos. Fiquem ligados em suas redes para acompanhar as novas obras.

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É possível cursar Moda mesmo sem saber desenhar? https://mescla.cc/2017/07/03/e-possivel-cursar-moda-mesmo-sem-saber-desenhar/ https://mescla.cc/2017/07/03/e-possivel-cursar-moda-mesmo-sem-saber-desenhar/#respond Mon, 03 Jul 2017 17:27:44 +0000 http://mescla.cc/?p=2075 “É possível cursar Moda mesmo sem saber desenhar?” De acordo com a coordenadora do curso de Moda da Unisinos Porto Alegre, Gisele Becker, e as professoras Bruna Ruschel e Maria do Carmo, essa é a pergunta mais frequente feita pelos estudantes que estão iniciando o curso, e a resposta é sim! No decorrer do curso […]

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“É possível cursar Moda mesmo sem saber desenhar?” De acordo com a coordenadora do curso de Moda da Unisinos Porto Alegre, Gisele Becker, e as professoras Bruna Ruschel e Maria do Carmo, essa é a pergunta mais frequente feita pelos estudantes que estão iniciando o curso, e a resposta é sim!

No decorrer do curso de Moda, os alunos participam de três atividades acadêmicas de desenho. No 2º semestre eles encontram a primeira, chamada Oficina de Desenho I – Corpo Humano e Ilustração, que aborda croqui (desenho de moda / foto abaixo) feito a mão. “Quando eu dava aula de Croqui de Moda, no primeiro dia da disciplina os alunos tomavam um susto. Eu levava para eles uma folha branca e dizia para fazerem um croqui”, contou a professora Bruna. “No final do semestre eu entregava o desenho da primeira aula para eles. É impressionante a evolução que eles têm durante a cadeira”, concluiu.

“No croqui o aluno planeja o look dentro de uma forma humana”, explicou Gisele.

Segundo a professora Maria do Carmo, o desenho é uma linguagem natural, que traduz a ideia e o pensamento. “A gente desenha no cérebro e a mão traduz para o papel”, declarou. A professora conta que o aluno não precisa ser o melhor em desenho, mas que comunique a sua ideia através dele.

No terceiro e quarto semestre os alunos aprendem a fazer os desenhos com softwares. O aluno traz como base o desenho feito a mão, e desenvolve a habilidade de representá-los virtualmente, sendo corpos, vestuários e acessórios. O croqui digital, trabalhado no Illustrator é desenvolvido na Oficina de Desenho III, que aborda ilustração digital.

No cadeira II de desenho os alunos aprendem a fazer a parte técnica da roupa, que é bastante usado no mercado de trabalho da Moda. “Esse desenho serve para compor um documento, chamado de Ficha Técnica, e é o que vai para a facção, linha de produção e costureira. “A partir do teu desenho mais artístico a costureira, por exemplo, não vai conseguir ter a dimensão exata, de questões técnicas, da roupa. Aonde vou fazer a minha costura? Que volume a minha manga vai ter? Em um desenho mais artístico, a gente não consegue ter essas noções exatas”, contou Gisele.

Segundo a professora Bruna, a maioria dos alunos está trabalhando na área da moda, e acabam trabalhando indiretamente com o desenho. “O mercado trabalha muito mais com desenho técnico, do que com croqui. O croqui é geralmente usado para vender a ideia”, declarou. De acordo com a professora, antigamente, nas lojas, o estilista olhava o modelo do tecido, e do corpo do cliente, e vendia uma ideia do que ele queria passar, ao desenhar o croqui.

A estudante de Moda, Marcela De Bettio Tôrres desenha desde criança, nas suas lembranças de infância sempre tem lápis de cor envolvido. “Acho que o que eu mais aprendi foi sobre a proporção humana e algumas técnicas, que eu não tinha muita noção antes. Ninguém precisa entrar no curso sabendo desenhar, a gente aprende bastante técnica para o desenho de moda, mas não adianta: desenho é prática”, declarou.

Ilustração de Marcela feita para os postais da Colibri

Hoje em dia Marcela é estagiária de design gráfico na marca de roupas Sta Cena, é ilustradora e tem uma marca de camisetas estampadas a mão, chamada Nebulosa Atwork. De acordo com ela, o curso de Moda da Unisinos incentiva muito os alunos a correr atrás dos seus sonhos e a entrar no mercado.

Para aqueles que estão começando no ramo da Moda, Maria Do Carmo deixa um conselho: “Tudo aquilo que fizer, faça com coração, seja sincero consigo mesmo. Preste atenção nos sinais, faça com verdade. O conhecimento não vem do céu, te joga! Viva intensamente. Na faculdade tu vai ter a chance de aprender, usufrui do que a Unisinos te disponibiliza. Te aproxima do que tu não conhece. Busca diversidade”.

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Curso ensina desenho de moda https://mescla.cc/2017/06/13/curso-ensina-desenho-de-moda/ https://mescla.cc/2017/06/13/curso-ensina-desenho-de-moda/#respond Tue, 13 Jun 2017 17:58:23 +0000 http://mescla.cc/?p=1644 Para quem gosta de desenhar e quer aperfeiçoar o seus desenhos, a partir deste sábado (10), das 09h as 12h acontecerá o curso “Desenho de Moda”. Ele abrange 16 aulas, e tem como conteúdo principal estudar a proporção da figura humana; estudar o movimento da ilustração e seu layout; representação gráfica dos tecidos e o […]

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Para quem gosta de desenhar e quer aperfeiçoar o seus desenhos, a partir deste sábado (10), das 09h as 12h acontecerá o curso “Desenho de Moda”. Ele abrange 16 aulas, e tem como conteúdo principal estudar a proporção da figura humana; estudar o movimento da ilustração e seu layout; representação gráfica dos tecidos e o estudo de seu planejamento.

Materiais necessários​:​
– Lápis 2B ou lapiseira 0.7 com grafite 2B
– Lápis 4B
– Régua 30 cm e esquadro com ângulo de 90º
– Borracha branca macia – Papel tamanho A4 branco
– Estilete
– Pasta com folhas de plástico para organizar trabalho e apostilas
Outros materiais específicos serão explicados e solicitados posteriormente

Para saber mais informações sobre o curso, e inscrições, clique aqui.

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