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Arquivos Ativismo - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/ativismo/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 30 May 2019 18:35:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 Moda em podcast: tendências além do que se vê https://mescla.cc/2019/04/26/moda-em-podcast-tendencias-alem-do-que-se-ve/ https://mescla.cc/2019/04/26/moda-em-podcast-tendencias-alem-do-que-se-ve/#respond Fri, 26 Apr 2019 19:41:43 +0000 http://mescla.cc/mescla.cc/?p=9201 Já pensou em fazer um podcast sobre desfiles, tendências e lançamentos da moda? Essa foi a ideia das amigas jornalistas Olivia Merquior e Isabel Junqueira, apresentadoras do High Low, que trata sobre “os altos e baixos” do mercado. A cada episódio, os ouvintes se sentem em uma conversa entre duas amigas, mesmo que cada uma […]

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Já pensou em fazer um podcast sobre desfiles, tendências e lançamentos da moda? Essa foi a ideia das amigas jornalistas Olivia Merquior e Isabel Junqueira, apresentadoras do High Low, que trata sobre “os altos e baixos” do mercado. A cada episódio, os ouvintes se sentem em uma conversa entre duas amigas, mesmo que cada uma fale de um país diferente durante as gravações.

Entre os temas abordados, estão as notícias do mundo fashion e a relação da moda com assuntos mais quentes, como os movimentos sociais. O conhecimento da dupla vem dos diversos eventos nacionais e internacionais que participam, além da formação acadêmica e a experiência profissional.

Olivia é jornalista e diretora da Dacri Deviati, empresa de curadoria de informação. Morou em Londres por três anos, onde se formou em moda pela Central Saint Martin’s. Também trabalha, a pedido de marcas, desvendando movimentos que impactam a maneira de vestir. Além disso, é curadora dos desfiles do Projeto Estufa, uma plataforma de lançamento de novas marcas na São Paulo Fashion Week. Já palestrou no Instituto Rio Moda e no Unibes Cultural.

Já Isabel é correspondente em Paris da Vogue Brasil e no podcast fala das tendências que enxerga de perto. Já entrevistou diversos profissionais da moda, como os estilistas Jean-Paul Gaultier, Nicolas Ghesquière, Olivier Rousteing, a empresária Delphine Arnault e a executiva Angela Missoni. Na bagagem, estão as coberturas de eventos como o amFAR em Cannes, a Paris Fashion Week, o Salão Internacional de Alta-relojoaria e o Baile da Vogue.

Jean-Paul Gaultier, Nicolas Ghesquière, Delphine Arnault e Angela Missoni.

Por que fazer um podcast de moda

O objetivo das duas é possibilitar outras formas de enxergar a moda e informar o público sobre as novidades. “Queremos mostrar que é um assunto sério com impactos sociológicos, políticos e econômicos. É essencial cultivarmos um olhar crítico sobre este universo”, conta Olivia.

“No início pensamos em fazer um projeto de programa para a TV ou o Youtube, mas a distância complicaria”, lembra Olivia. As duas se conheceram durante a faculdade de Jornalismo na PUC Rio, no início dos anos 2000. A moda sempre foi tema de conversa entre as duas e daí surgiu a ideia do podcast.

Olivia é fundadora do Centro Brasileiro de Estudos em Design de Vestuário. Foto: Reprodução

 Olivia e Isabel trabalham com comunicação e levam o podcast como um projeto paralelo. É uma forma de usar os conhecimentos sobre criação de conteúdo para falar sobre algo que amam e causar um impacto.

É impossível não se sentir inserido nesse universo ouvindo o podcast High Low. Por meio das experiências pessoais da dupla, em desfiles e coberturas, o ouvinte conhece mais dos estilistas internacionais e o processo de fazer coleções, seja de alta costura ou fast fashion. As conversas das duas despertam a vontade de saber mais sobre as novidades e tendências do momento.

Isabel Junqueira já entrevistou diversos nomes da moda, como a influenciadora de moda Consuelo Blocker. Foto: Reprodução

Por onde começar

Criar conteúdo sólido, cheio de referências e com pitadas de humor é uma prioridade para Olivia e Isabel. “Acho que os ouvintes gostam dessa mistura de seriedade com uma pegada informal”, comenta Olivia. Elas também incentivam o público a ir além nos assuntos abordados, deixando sempre links de artigos, livros e vídeos no site do podcast.

Olivia e Isabel dão algumas dicas para quem quer começar um projeto de áudio, independente do assunto: a primeira é estar sempre aberto às sugestões de ouvintes. O episódio sobre as cópias na indústria fashion, por exemplo, foi fruto de um pedido do público.

Elas também recomendam a atenção aos assuntos do momento. “Geralmente escolhemos falar sobre o que mais nos impactou nos últimos tempos. Foi o caso de um episódio sobre feminismo, raça e estética que gravamos com a ativista Stephanie Ribeiro”, lembra Olivia.

Sobre a parte técnica, a jornalista diz que um celular e um programa de edição de áudio já são o suficiente para começar. “Aos poucos a qualidade técnica vai melhorando”, comenta Olivia. A parte mais importante, para ela, é definir o que será debatido no podcast e qual será o público-alvo.

 

 

 

Para ouvir o podcast da dupla, você pode procurar por High Low na busca do Spotify. Cada episódio tem em torno de 40 minutos de duração e eles são lançados todas as quartas-feiras.

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Verônica Marques Martins https://mescla.cc/2017/10/18/veronica-marques-martins/ https://mescla.cc/2017/10/18/veronica-marques-martins/#respond Wed, 18 Oct 2017 19:40:34 +0000 http://mescla.cc/?p=3619 Mais que um clique na câmera, a fotografia é uma forma de ativismo para a recém egressa da Unisinos Verônica Marques Martins, 22 anos. Recentemente, a jovem foi finalista do 13º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco 2017, na categoria Convocatória Portfólio com o ensaio “Contraversão”, clicado para o projeto de conclusão de curso. […]

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Mais que um clique na câmera, a fotografia é uma forma de ativismo para a recém egressa da Unisinos Verônica Marques Martins, 22 anos. Recentemente, a jovem foi finalista do 13º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco 2017, na categoria Convocatória Portfólio com o ensaio “Contraversão”, clicado para o projeto de conclusão de curso. A fotógrafa nasceu e reside até hoje em São Leopoldo, lugar de infância tranquila, onde sempre esteve rodeada pela natureza.

O projeto retrata a paixão da fotógrafa por dar voz àqueles que são criados para serem invisíveis. Vegana, ela conta que usou o ensaio para se colocar no lugar dos animais e expor suas histórias de dor e sofrimento. É claro que o trabalho fotográfico de Verônica não se resume ao “Contraversão”, mas poder unir a fotografia com a natureza, e principalmente aos animais, é um sonho antigo dela.

Aos 15 anos, uma experiência encantadora mostrou para a fotógrafa que as imagens tinham um significado especial, de, naquele momento, guardar recordações. Verônica encontrou um filhote de passarinho que havia se perdido do ninho e o abraçou em seus cuidados. A relação com o animalzinho foi engrandecedora para a família, e a fotógrafa decidiu que precisava registrar aquele convívio. “Ele era incrível, a relação que ele tinha comigo e com meus pais era maravilhosa. Eu precisava registrar aqueles momentos até quando pudesse libertar ele”, confidenciou.

Foi então que ela decidiu: iria cursar algo que pudesse estar relacionado à natureza. Engana-se quem pensou que Biologia seria a escolha. Participando do evento “Conecta”, da Unisinos, Verônica encantou-se pela fotografia e viu ali uma oportunidade de graduação. “Depois que descobri a fotografia vi a chance de unir duas paixões. É o que eu mais amo fotografar, e o ramo da fotografia que quero seguir como carreira”, contou.

Verônica contou que o curso superior em Fotografia foi fundamental para a construção da profissional. “A fotografia não é só o conhecimento técnico. A graduação nos traz a chance de experimentar em muitas áreas, criar repertório, conhecer a história da fotografia e dos grandes fotógrafos”, assegurou. Ela disse ainda que mesmo se tivesse a oportunidade de recomeçar e fazer diferente, não o faria, pois sua trajetória é formada por erros e aprendizados.

Um clique, talvez dois, é assim que a fotógrafa faz seus ensaio. Nada de mil fotos para selecionar depois. “Tiro pouquíssimas fotos, não consigo ir pro lugar e começar a testar na hora, fotografar de tudo. Em ensaios eu sempre monto a imagem que quero mentalmente antes de começar”, confessou. A maior produção de seus ensaios acontece distante do local das fotos, quando ela idealiza os cenários e enquadramentos necessários.

O ensaio “Contraversão” foi um dos trabalhos vencedores do Prêmio Unicos 2017 – Foto: Gabriela Höerlle

O grande projeto

O “Contraversão” é a menina dos olhos para a fotógrafa. Nesta semana, ela foi a vencedora do Prêmio Unicos, da Unisinos, na categoria “ensaio”. Mas o grande sucesso dos cliques é o resultado do sentimento colocado em cada fotografia. “É o trabalho mais verdadeiro que eu poderia fazer, é 100% o que eu sou e luto”, contou.

No ensaio Verônica, literalmente, coloca-se no lugar dos animais. Corpos riscados para definir cortes, gaiolas minúsculas, redes de pesca e ganchos para pendurar as carcaças. Tudo isso foi retratado nas fotografias. “Ver um humano onde normalmente estaria um animal, nos faz parar ao menos por alguns segundos para observar o quão desumana é aquela condição que o animal vive e que passa despercebida diariamente”, desabafou.

Participação de Verônica no 13º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco 2017 – Foto: Leonardo Savaris

A ideia do projeto surgiu um pouco antes do Trabalho de Conclusão de Curso. Em uma disciplina em que deveria realizar um projeto documental, Verônica contou por meio das fotografias o destino dos animais criados para abate. Foi naquele momento que a percepção da fotografia como forma de ativismo veio à tona.

No primeiro projeto, “Destino”, a ideia ficou centralizada na indústria da carne, mas foi ampliada com o tempo. “Depois, surgiu a ideia de me colocar no lugar dos animais nas fotografias, poderia falar de modo mais geral sobre as milhares de torturas que os animais passam e talvez fosse mais comovente. Aproveitei para desenvolver a ideia durante o projeto integrador então”, contou Verônica.

Fotografia do projeto “Destino”

Para quem pensa que o projeto está finalizado, engana-se. Verônica está em processo de criação de mais fotos para o “Contraversão”. Por se tratar de um assunto amplo, existem mais assuntos que a fotógrafa pretende abordar. “Acho que é um trabalho pra vida toda, infelizmente ainda estamos longe do dia em que veremos os animais de forma consciente, então a fotografia política, de ativismo animal me parece cada vez mais importante”. Mesmo os trabalhos futuros de Verônica, tem a questão animal como centro de discussão.

Confira as fotos do projeto “Contraversão”:

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