Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the wp-mailinglist domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/agexcom/mescla.cc/wp-includes/functions.php on line 6170
Arquivos artista - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/artista/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Fri, 18 Sep 2020 16:09:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 A descoberta da arte https://mescla.cc/2020/08/12/a-descoberta-da-arte/ https://mescla.cc/2020/08/12/a-descoberta-da-arte/#respond Wed, 12 Aug 2020 18:51:49 +0000 http://mescla.cc/?p=13658 O ano é 2018 e Elisa Brum era formanda no Ensino Médio Técnico. No final daqueles 12 meses, ela não apenas estaria se preparando para a faculdade, como, também, carregaria o diploma de Técnica em Eventos pelo Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul). Uma das atividades mais esperadas pelos alunos do curso é a saída de campo […]

The post A descoberta da arte appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O ano é 2018 e Elisa Brum era formanda no Ensino Médio Técnico. No final daqueles 12 meses, ela não apenas estaria se preparando para a faculdade, como, também, carregaria o diploma de Técnica em Eventos pelo Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul). Uma das atividades mais esperadas pelos alunos do curso é a saída de campo para Minas Gerais e Rio de Janeiro. É nessa viagem que os alunos veem a profissão na prática. Elisa estava lá como uma futura técnica em eventos, mas outra profissional também começava a aparecer dentro dela. Nesse momento, mesmo ela não percebendo, nascia a Livreta.


Como forma de avaliação, os estudantes precisavam entregar, ao fim da viagem, um caderno de campo. Elisa fez um artesanal para ela mesmo, o que acabou chamando a atenção de alguns colegas, que também se interessaram pelo produto. Aquilo passou a ser um hobby. Depois, cresceu e alcançou pessoas de fora do círculo de amizade dela. “A Livreta, que é uma papelaria artesanal, se tornou mais do que um passatempo e até me influenciou, inclusive, na escolha da graduação”, conta.


Hoje, ela está no terceiro semestre de Publicidade e Propaganda, curso escolhido para auxiliar no processo artístico dela e de criação na Livreta. Nada mais do que natural, já que o “ser artista”, conforme lembra Elisa, estava dentro dela desde criança. Nessa época, a pequena era incentivada a desenhar. Durante o Ensino Fundamental, experimentou a flauta transversal. A mãe bordava e o pai desenhava. Elisa recorda que ambos sempre deram recursos para ela e a irmã, principalmente na área das artes. Só alguns anos mais tarde, quando participou do Encontro de Arte, Cultura e Cidadania, que Elisa se reconheceu. Ela inscreveu um de seus desenhos no evento e foi selecionada para expô-lo. Lá, o crachá de identificação mostrou à Elisa o que viria a ser uma de suas grandes habilidades: artista.

Arte criada por Elisa exposta em evento


Foi, também, nesse período que ela desistiu de prestar vestibular para Medicina e começou a olhar para os cursos da Escola da Indústria Criativa. “Eu sempre atuei na comunicação dos eventos no IFSul. Foi ali que o interesse despertou em mim”, comenta Elisa. No curso de PP, ela tem desenvolvido a criatividade e até mudou alguns detalhes da Livreta. 


Durante a quarentena forçada pela pandemia de Covid-19, outro lado artístico de Elisa despertou. Ela começou a fazer ilustrações digitais e divulgar nas redes sociais. Às vezes, ela sofre com bloqueios criativos, mas sempre tenta trabalhar neles: “Eu penso no que tá me bloqueando e coloco no papel, em desenho ou palavras, mesmo que fique ruim”, explica.


A arte influenciou Elisa no crescimento pessoal e, também, no empoderamento feminino. “Consigo me expressar muito pela arte, me abro pras pessoas, porque pessoalmente sou tímida”, conta. Algo que surpreendeu a artista foi sobre o quanto a forma com que se expressa atinge as pessoas positivamente. “Falam para mim que gostam do meu trabalho e que eu sou uma artista incrível. Eu não esperava tamanho reconhecimento”, confessa. 


A Elisa artista e estudante dividem o mesmo espaço de criação. A mesa do quarto é cheia de desenhos e cadernos. Para se organizar, ela precisar tirar as ilustrações do local para conseguir focar na aula. A artista e a estudante se entrelaçam, e uma auxilia a outra no processo criativo.


O maior retorno de Elisa é a troca com as outras pessoas. “É a experiência de criar algo, de se colocar no lugar do outro e ver o que quer. Eu me dedico ao máximo”, explica. Através da Livreta e das ilustrações, ela fez amizades. É possível perceber, apenas ao ouvir a artista falar sobre o que faz, o quanto aquilo se tornou uma parte importante da personalidade e da vida dela. A artista inquieta não esperava que um projeto inocente do Ensino Médio tomasse proporções tão grandes, mas foi por meio dele que a Elisa de 2018 se transformou na artista de 2020.

The post A descoberta da arte appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2020/08/12/a-descoberta-da-arte/feed/ 0
Inspiração, Gelatina e outras histórias https://mescla.cc/2019/11/28/inspiracao-gelatina-e-outras-historias/ https://mescla.cc/2019/11/28/inspiracao-gelatina-e-outras-historias/#respond Thu, 28 Nov 2019 17:31:20 +0000 http://mescla.cc/?p=12418 Assim que cheguei na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo, me deparei com diversas crianças animadas para as atividades que estavam ocorrendo naquela sexta-feira pela manhã. A 37ª Feira do Livro da cidade contou com diversas atividades culturais para os estudantes da região, mas uma figura se destacou no local. Atravessei as bancas de livros, […]

The post Inspiração, Gelatina e outras histórias appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Assim que cheguei na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo, me deparei com diversas crianças animadas para as atividades que estavam ocorrendo naquela sexta-feira pela manhã. A 37ª Feira do Livro da cidade contou com diversas atividades culturais para os estudantes da região, mas uma figura se destacou no local. Atravessei as bancas de livros, desviando de turmas que não paravam de chegar, e, assim que consegui me distanciar daquela multidão, enxerguei uma boneca vestida de roxo, sapatos com o triplo do tamanho normal e um guarda-chuva mágico. Sabia que havia encontrado a Gelatina.


Quando sento em frente ao Espaço Hora do Conto, passo a conversar com Cleia Haubert, atriz e idealizadora da Cia do Riso, que dá vida à Gelatina. Artista inquieta, Cleia fez teatro durante a adolescência e, quando adulta, foi projetista da loja de móveis que manteve por muitos anos. Há 18, no entanto, paralelamente, nascia a Cia do Riso, quando ao fazer uma substituição em um evento infantil como mestre de cerimônias, em um parque de Xangri-Lá, Cleia caiu nas graças de Caburé, um milionário excêntrico da cidade. A partir daí a produtora de teatro da atriz ganhou vida e hoje a Cia do Riso tem várias frentes de trabalho: produz e organiza eventos e espetáculos com exclusividade, anuais ou regulares. “É muito amplo o trabalho da Cia, mas acaba centralizando no projeto que tenho de vida, porque eu faço parte da direção, do figurino, da maquiagem, da criação de texto, etc.”, contou a atriz.


A Gelatina foi a personagem que agradou Caburé, sendo a responsável pelo pontapé inicial da Cia do Riso. Toda a vez que perguntava sobre a boneca, Cleia sorria. O orgulho que sente da personagem é refletido nos olhos da artista. “Ela é o meu exagero, traz referências das minhas ideias de quando eu era criança, do meu imaginário”, explicou. Na infância, Cleia achava que era Emília, do Sítio do Picapau Amarelo, e assim surgiu a construção da personagem. Durante sete anos, Cleia e Gelatina trabalharam com crianças no parque de Caburé, mas a personagem não é querida só pelo público infantil. Ela faz apresentações para desde o ensinos fundamental, passando pelo médio e chegando até os adultos. 


Depois de tanta experiência, Gelatina resolveu virar escritora (com a ajuda da Cleia, é claro!), e a primeira edição, realizada em parceria com a Livraria Kadernu’s, contou com mil livros que esgotaram já em outubro deste ano. Cleia resolveu fazer o livro com Carlos Hollmann, proprietário da Kadernu’s, já que ambos têm uma visão parecida sobre o conceito de Feiras de Livros. 


É assim que A Terra do Lelé conta a história da criação de Gelatina, que surge do imaginário de Lelé, uma criança que quer ser rei do planeta dele. Juntas, Gelatina e Cleia, tratam de temas importantes e que já devem ser abordados com os pequenos. “Na terra do Lelé, todo mundo é colorido, então as pessoas podem ser da cor que quiserem, logo, elas podem ser do jeito que quiserem”, explicou. A artista, que se define muito como mãe – das filhas e também de todas as pessoas que interagiram com ela através do teatro -, vê o livro também como um filho. Talvez, por ter projetado móveis por tanto tempo, os objetos da vida de Cleia acabam criando vida também. “O livro é um ponto de partida para mim, para que eu possa trabalhar todos esses assuntos que acho pertinentes. Então, eu tenho que começar a carregar esse filho para os lugares para onde vou”, comentou. A história contada por Gelatina tem ilustrações desenhadas por Cleia, que traz a identidade da personagem para as páginas. 


Neste momento de minha conversa com Cleia, o público que está no Espaço Hora do Conto começa a demonstrar que parece ser bem exigente. Sentados nos tapetes de EVA, as crianças da Escola Municipal de Ensino Infantil Zozina Soares de Oliveira esperam ansiosas pelo início da apresentação. Cleia se despede de mim e dá lugar, totalmente, a Gelatina. Tagarela e risonha, a boneca agrada o público nos primeiros minutos. O calor não parece atrapalhar tanto as crianças, que ficam atentas a cada movimento da personagem. “Todo mundo tem uma história para contar, mas, agora, eu vou contar a minha história”. Interagindo com o público do início ao fim, nenhuma contação de histórias de Gelatina é igual, já que ela trabalha com o improviso. Metade do espetáculo é o que a platéia oferece e a outra metade é o que já foi idealizado antes. 


Depois da primeira apresentação do dia, sigo com Gelatina para o camarim. Ela tem mais três apresentações e precisa se preparar para a próxima. Cleia explica que Gelatina é sempre a mesma, mas a linguagem muda de um público para o outro. A boneca é tão bem recebida por onde passa que é difícil tirar o figurino e voltar a ser a Cleia. “Esse mundo lúdico afasta a gente da realidade e é maravilhoso”, explicou. 


A dupla já passou por diversas experiências juntas e elas me contaram algumas. Momentos sempre significativos para as duas são os trabalhos com alunos de inclusão. Cleia conta que na primeira vez que fez uma apresentação na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), uma pessoa com problema de visão na platéia dava muitas gargalhadas durante o espetáculo, apenas com a percepção auditiva. Além disso, as apresentações em hospitais também marcam a vida das duas. “Isso desconstrói as coisas que a gente pensa”, finalizou. 


Desde o começo de minha interação com Cleia e Gelatina, combinamos uma brincadeira: que a artista deixaria a personagem entrar em cena para responder minhas perguntas. Peço, então, para a boneca me contar o que aprendeu com a Cleia. “Além de fazer graça e trazer informação de acordo com as coisas que vão se transformando no mundo, ela ensinou a me adaptar a tudo que vemos de novo”, explicou. Nesse momento, Cleia volta para dar a sua resposta: “eu não preciso envelhecer nunca, posso estar sempre viva com essa criança que está dentro de mim”. 


Finalizando nossa entrevista, pergunto se há algo que uma gostaria de dizer para a outra. Gelatina levanta, serve um copo de água e fala, com sua voz característica, meio enrolada e infantil, “ai, mas que pergunta difícil”! Com o silêncio que se instaura, é quase possível ouvir as duas pensando juntas. Depois de uma risadinha, Gelatina resolve começar, “não envelhece, porque eu preciso de ti”.


Cleia explica que o mais interessante de seu trabalho são as lembranças que vai acrescentando na sua trajetória. “É meio melancólico, mas acho que é o que tem de mais legal na vida, tu fazer coisas enquanto tens vitalidade, e depois poder envelhecer e visitar essas memórias. Então, obrigada por isso, Gelatina”, confidenciou com emoção.


A obra A Terra do Lelé, de Cleia Haubert, pode ser encontrada na Livraria Kadernu’s, com a escritora (pelo e-mail: ciadorisonh@gmail.com) e, em breve, estará disponível para vendas online. Confira o trabalho da artista na página do Facebook da Cia do Riso.

The post Inspiração, Gelatina e outras histórias appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2019/11/28/inspiracao-gelatina-e-outras-historias/feed/ 0
Exclusão da arte em debate https://mescla.cc/2018/11/14/exclusao-da-arte-em-debate/ https://mescla.cc/2018/11/14/exclusao-da-arte-em-debate/#respond Wed, 14 Nov 2018 18:12:53 +0000 http://mescla.cc/?p=8780 Uma carreira iniciada por inquietações e silenciamento. Assim Rosana Paulino define o começo de sua trajetória na área das artes, pesquisa e educação. Participante da mesa sobre “Arte, Feminismos e Emancipação – Exclusão e Inclusão no âmbito da arte brasileira”, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, a pesquisadora ressaltou os critérios excludentes da produção brasileira […]

The post Exclusão da arte em debate appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
Uma carreira iniciada por inquietações e silenciamento. Assim Rosana Paulino define o começo de sua trajetória na área das artes, pesquisa e educação. Participante da mesa sobre “Arte, Feminismos e Emancipação – Exclusão e Inclusão no âmbito da arte brasileira”, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, a pesquisadora ressaltou os critérios excludentes da produção brasileira contemporânea. 

Rosana Paulino é bacharel em gravura e doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), e tem especialização em Gravura pelo London Print Studio, de Londres. Ela conta que, na época em que iniciou a graduação, havia um “achatamento da formação” em que não se questionava o papel da arte na sociedade brasileira.  

“Quando eu entro na USP, eu percebo que não há essa presença do simbólico na formação do artista, ou não era aceitado que o artista trouxesse outras camadas dentro da sua obra”, conta. Para ela, esse achatamento de origens artísticas era inconcebível. As raízes católicas e africanas e suas respectivas materialidades faziam parte de quem Rosana era e, assim, também de sua produção. Ao tentar trabalhar com obras manuais, ela ouvia que a questão da manualidade na arte contemporânea “já estava superada”. Então, questionava: “superada por quem?” 

Obra de Rosana Paulino Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

O simbolismo virou marca da arte de Rosana. Usando tintas, linhas, costura, esculturas e fotografia, ela abraça questões sociais, étnicas e de gênero. Nesse contexto de tensionamento das obras da artista, surgem trabalhos que colocam o papel da mulher negra no centro da discussão. Um dos exemplos é a série “Bastidores”, em que Rosana utiliza de forma irônica o bordado.  

Livro ¿História Natural? Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

“Quando a gente pensa em uma mulher bordando, surge uma imagem idílica de um ambiente protegido.  Mas o que acontece dentro dessas quatro paredes? Qual a violência vivida que não se vê?”, questiona. Rosana transformou essa dúvida em arte ao utilizar fotografias de mulheres de sua família e bordar por cima de bocas e olhos para representar o silenciamento da violência doméstica. “Como são imagens da minha família, são mulheres negras e a gente vai tomar outra faixa de leitura para eles, que é a questão do racismo institucional”, complementa.  

Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

O racismo também é foco da obra de Rosana no livro ¿História Natural?, lançado em 2016. Segundo ela, o livro representa uma confluência de seus 23 anos de trabalho. Ao analisar as imagens que representavam o Brasil no período da colonização, ela percebeu que ciência e arte ajudaram a construir o racismo que perdura até hoje.  

“Nós somos um país que se formou a partir dos olhos dos outros. Essas imagens eram feitas para ser enviadas, muitas vezes, para fora do país”, explica a artista. Dividido em três capítulos, nomeados “O Progresso das Nações”, “A Salvação das Almas” e “O Amor pela Ciência”, o livro mistura fotografias com costuras, tecidos e linoleogravura.

Livro ¿História Natural? Capítulo sobre O Amor pela Ciência. Foto: Reprodução/Site Rosana Paulino

Ela explica que as abas costuradas por cima das imagens representam as questões do racismo vedado no país, mas também sobre realidades díspares “suturadas” a força nas mesmas páginas da história. As gravuras também são uma forma de trabalhar a imagem do país, quesito que a artista considera não estruturado. “No Brasil, a gente desconhece um pouco o contexto que a imagem tem sobre a formação de identidades”, comenta.   

 

The post Exclusão da arte em debate appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2018/11/14/exclusao-da-arte-em-debate/feed/ 0
Exposição “Explosão fixa” https://mescla.cc/2017/10/05/exposicao-explosao-fixa/ https://mescla.cc/2017/10/05/exposicao-explosao-fixa/#respond Thu, 05 Oct 2017 17:09:39 +0000 http://mescla.cc/?p=3368 O Instituto Ling apresenta, até o dia 18 de novembro, a exposição “Explosão fixa”, um apanhado de 19 obras que percorrem os 40 anos de carreira artística do pernambucano José Patrício. Conhecido principalmente por suas instalações de chão da série “Ars combinatoria”, composta por milhares de peças de jogo de dominó, José Patrício é influenciado […]

The post Exposição “Explosão fixa” appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
O Instituto Ling apresenta, até o dia 18 de novembro, a exposição “Explosão fixa”, um apanhado de 19 obras que percorrem os 40 anos de carreira artística do pernambucano José Patrício. Conhecido principalmente por suas instalações de chão da série “Ars combinatoria”, composta por milhares de peças de jogo de dominó, José Patrício é influenciado pelos movimentos artísticos geométrico e concreto brasileiros.

O artista fundamenta seus trabalhos em combinações numéricas lógicas, sugerindo que mesmo a mais rígida fórmula matemática tem o potencial de conter sua própria expressividade. Dessa forma, sua obra enfatiza a relação frágil entre ordem e sua possível dissolução.

Nascido em 1960, José Patrício vive e trabalha no Recife. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco em 1982 e é mestre em Artes Visuais pela mesma universidade, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (2016).  Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, dentre as quais a XXII Bienal de São Paulo, a 8ª Bienal de Havana e a III Bienal do Mercosul.

A exposição pode ser visitada na Galeria do Instituto Ling (rua João Caetano, 440, bairro Três Figueiras, em Porto Alegre). A mostra tem entrada franca. Os horários: de segunda a sexta, das 10h30min às 22h, e sábados, das 10h30min às 20h.

The post Exposição “Explosão fixa” appeared first on Portal da Indústria Criativa.

]]>
https://mescla.cc/2017/10/05/exposicao-explosao-fixa/feed/ 0