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Ocorreu no último sábado (9/3), na Unisinos Porto Alegre, o encontro local do Open Data Day 2024 (ODD), mais conhecido no Brasil como o Dia dos Dados Abertos. Com a presença de pesquisadores, representantes de órgãos públicos, sociedade civil, empresas privadas, além de alunos e professores de universidades, o evento debateu os impactos da Inteligência Artificial (IA) na cidadania digital.   

O ODD é promovido pela Open Knowledge Foundation (OKF), organização sem fins lucrativos que promove conhecimento livre, fundada em 2004, em Cambridge, na Inglaterra. No Brasil, o evento é produzido pela rede de Embaixadores de Inovação Cívica da Open Knowledge Brasil (OKBR), em parceria com Afonte Jornalismo de Dados.  

Painéis variados 

A organização do evento em Porto Alegre foi realizada pela professora do curso de Jornalismo da Unisinos Taís Seibt e pela jornalista egressa da Unisinos Juliana Coin. Ambas são parceiras da OKBR: Taís é associada, e Juliana, embaixadora de inovação cívica.  

Envolvendo áreas como segurança, saúde mental, mudanças climáticas e comunicação, os palestrantes debateram sobre os limites legais e éticos do uso da Inteligência Artificial em produtos e serviços públicos e privados. Participaram Antonio Padilha, secretário-executivo do Programa RS Seguro, da Secretaria de Segurança Pública do Governo Estadual; Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos; Dirceu Corrêa Jr, CEO da Postmetrica; Juliana Scherer, professora da Escola de Saúde da Unisinos; Sofia Marshallowitz, cientista de dados e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas; e Wesllei Heckler, cientista de dados na CWI Software

Da esquerda para a direta: Antonio Padilha, Mellanie Fontes-Dutra, Dirceu Corrêa Jr, Juliana Scherer, Juliana Coin, Sofia Marshallowitz, Wesllei Heckler e Taís Seibt  (Foto: Luísa Bell) 

Dirceu Corrêa Jr 

Mestre em administração pela Universidade de Poitiers (França) e em gestão de negócios pela Unisinos, na qual também é professor, Dirceu Corrêa Jr é CEO da empresa Postmetrica. Ele trabalha com big data e análise comportamental de consumo desde 2009. Dirceu abriu o debate discutindo sobre a “Economia dos Dados e a Renda Tecnológica Compensatória (RTC)”. 

Além da docência, Dirceu também investe seu tempo no apoio a projetos voluntários que fomentam o afro empreendedorismo, e em estudos sobre data economy (Foto: Eduarda Veiga) 

O administrador citou como exemplo a CX Monetization Analytics, plataforma oferecida pela sua empresa que identifica oportunidades de monetização através da experiência do consumidor. A ferramenta utiliza de Inteligência Artificial para interpretar dados de conversas com clientes por texto, áudio e imagens a partir da métrica Spontaneous NPS (sNPS)

Wesllei Heckler 

O segundo painelista foi Wesllei Heckler, cientista de dados na CWI Software, onde desenvolve soluções de dados com foco em Sistemas de Recomendação, Machine Learning e Inteligência Artificial Generativa. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Feevale, ele é mestre em Computação Aplicada. Atualmente, cursa doutorado no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Unisinos. Wesllei aproveitou o espaço para falar da sua pesquisa de mestrado sobre IA na área de saúde mental.  

O estudo consiste em um modelo que consegue coletar e interpretar dados de dispositivos móveis, como smartphones e smart watches. O protótipo Thoth, criado por ele, pode servir como ferramenta para alertar sobre a possibilidade de situações de risco que podem ser cometidas por pacientes, como ações suicidas, por exemplo. De acordo com Wesllei, são cometidos mais de 700 mil suicídios por dia no mundo todo.  

Wesllei criou o Thoth, ferramenta para alertar sobre a possibilidade de situações de risco, como ações suicidas (Foto: Eduarda Veiga) 

A coleta de dados foi realizada através do monitoramento no aplicativo de três pacientes. “É muito importante realizar esse acompanhamento, tanto pelo fato de poder gerar gatilhos nas pessoas que estão usando a ferramenta quanto para gantantir a segurança dos dados”, destacou o doutorando. 

Sofia Marshallowitz 

Já a cientista de dados Sofia Marshallowitz abordou sobre as questões éticas relacionadas às aplicações de Inteligência Artificial em tecnologias. Ela é mestranda em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisadora no âmbito de comparação de decisões humanas e realizadas por máquinas. 

Sofia abriu a sua fala trazendo o tópico “O que é ético na IA? O que fazemos é correto?”. Mesmo sendo das ciências exatas, ela trouxe muito do humano para sua fala. Para Sofia, a legislação sobre o assunto precisa ser mais acessível, pois o debate deveria ser estendido para o público fora do ambiente acadêmico de uma forma mais informativa e simplificada. “Eu penso muito na falta de antologia para discutir o que é IA como um todo. Como eu vou discutir sobre ética, moral e legislação se eu nem sei que isso existe?”, apontou. 

De acordo com Sofia, estamos em um mundo muito diverso, o que implica em várias versões do que é moral e ético, já que vai depender do contexto de cada região. “Nós precisamos entender que hoje vivemos em mundo extremamente conectado. Como a gente insere isso na discussão sobre IA? Ética é valiosa, mas ela vai ter distinções de percepção”, ressaltou. 

Sofia acredita que é preciso criar novos conceitos e envolver o público leigo no debate  
(Foto: Eduarda Veiga)

A cientista de dados reforçou que não estamos discutindo o básico. Segundo Sofia, a discussão sobre moral e ética não se trata só de IA, mas sim de uma questão que a gente vive, e que é muito anterior a ela. 

Juliana Scherer 

A quarta palestrante foi Juliana Scherer, professora dos cursos de graduação em Medicina e Biomedicina, além do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, em que trabalha com pesquisa sobre epidemiologias e análise de dados na área da saúde. Biomédica, possui especialização em Redes de Assistência à Saúde e doutorado em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.  

Juliana tratou sobre neurociência, e como as questões de saúde mental podem estar relacionadas à pandemia e às catástrofes climáticas registradas nos últimos anos. A biomédica apresentou dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam um aumento de 25% na prevalência mundial de transtornos mentais após a pandemia. 

Juliana Scherer: “Acho que o pior não é não saber, mas sim estar sabendo e não estar preparado para aquilo”  (Foto: Eduarda Veiga) 

Sobre o uso de IA, Juliana diz que a tecnologia pode ser bem-vinda, principalmente através de modelos de predição voltados para a saúde, como o apresentado por Wesllei. Segundo ela, essas ferramentas podem ajudar a identificar padrões, a visualizar e até a prever quando grandes eventos climáticos podem estar diminuindo ou se seguirão a crescer, além da duração. “Assim, podemos estar mais preparados para quando eles de fato ocorrerem. Acho que o pior não é não saber, mas sim estar sabendo e não estar preparado para aquilo”, ponderou. 

Mellanie Fontes-Dutra 

Dando sequência à fala da Juliana, a biomédica Mellanie Fontes-Dutra também comentou sobre como a IA pode ajudar a predizer eventos climáticos na área do meio-ambiente, e como questões de saúde mental podem estar relacionadas a elas. Coordenadora do curso de Biomedicina da Unisinos, Mellanie é mestra e doutora em neurociências, com pós-doutorado em bioquímica pela UFRGS, e em andamento em virologia pela Feevale.   

Segundo Mellanie, existe um nome para isso: “ecoansiedade”. Se refere à quando uma pessoa se sente impotente perante a catástrofes climáticas e pandemias. A biomédica aponta que há, sim, como fazer algo a respeito. “A gente precisa trabalhar e reconhecer que tem coisas que talvez a gente não consiga evitar completamente, mas que a mitigação é um papel social e de responsabilidade dos gestores e da sociedade também. Por isso, precisamos sim de políticas públicas”, destacou. 

Mellanie Fontes-Dutra: “Não está todo mundo no mesmo barco; tá todo mundo no mesmo oceano”  
(Foto: Eduarda Veiga) 

Mellani ressaltou que a Inteligência Artificial pode ajudar nas descobertas em relação aos agentes infecciosos: “Os aprendizados de máquina, reconhecimento de padrões e métodos de plastilização podem nos ajudar muito a entender onde possíveis eventos de zoonoses ou dispersão geográfica de vetores que carregam doenças podem acometer países que hoje não tem tantas doenças”. 

Ao encerrar a sua fala, a biomédica reforçou o quão importante é trazer as humanidades e outras áreas de conhecimento para esse debate, além de envolver as vulnerabilidades sociais nessas conversas. “Elas são fatores determinantes para a criação de soluções”, disse.  

Antonio Padilha 

Quem encerrou os painéis foi o secretário-executivo do Programa RS Seguro, ligado à Secretaria de Segurança Pública do Governo Estadual, Antonio Padilha. Ele é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS e é mestre em Direito pela Unisinos. 

Atuando como delegado de Polícia desde 1999, está desde 2019 à frente do Programa RS Seguro, e coordenou o desenvolvimento do Sistema de Gestão Estatística de Segurança Pública – GESeg, em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs). 

Antonio Padilha: “Violência e criminalidade, além da segurança, são também uma questão social e econômica”  (Foto: Eduarda Veiga) 

Padilha falou sobre a complexidade da violência e da criminalidade do Estado, e focou a sua apresentação no processo de criação e a implementação do RS Seguro, lançado em fevereiro de 2019. O programa trabalha a integração, a inteligência e o investimento qualificado, e atua em quatro eixos: combate ao crime; políticas sociais, preventivas e transversais; qualificação do atendimento ao cidadão e valorização profissional; e sistema prisional.  

Padilha mostrou também o site do programa, que ainda não está disponível para o público, e como o registro de ocorrências ajudam no monitoramento e mapeamento, por exemplo, de roubos de veículo e a pedestres. “Violência e criminalidade, além da segurança, são também uma questão social e econômica”, sublinhou. 

Oficina de ChatGPT 

A parte final do encontro porto-alegrense do Open Data Day foi voltada para a oficina de ChatGPT, ministrada por Nelci Gomes Lima. Ela é pós-graduada em Desenvolvimento de Aplicações e Games para Dispositivos Móveis pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA) e em Ciências de Dados e Big Data pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).  

Nelci, que atualmente faz mestrado em Engenharia de Sistemas e Produtos no IFBA, é consultora de dados na ThoughtWorks, e atua em projetos que encorajam mulheres na área de Tecnologia e Inovação. A mestranda falou sobre questões de ética que envolvem o uso dos assistentes virtuais e chat bots, como o ChatGPT, além de falar das funções, defeitos e riscos. 

Nelci Gomes Lima: “Eu gosto da ideia de usar a tecnologia como uma solução para os nossos problemas.” (Foto: Luísa Bell) 

Nelci também deu dicas de como ter melhor proveito das ferramentas, e explicou que quanto mais a pessoa usa o chat, mais parecido ele vai ficar com ela. “É preciso saber o que você quer, saber dar instruções mais precisas para os propenters, que são os textos, ou seja, você precisa saber alimentar os textos com conteúdo verdadeiro para obter mais respostas”, afirmou. 

A pesquisadora afirmou que gosta da ideia de usar a tecnologia como uma solução para problemas. Ela ainda comentou que acha essas plataformas muito interessantes para os estudantes como uma ferramenta de pesquisa e de retroalimentação. “É preciso avisar o ChatGPT quando ele está errado, para que a ferramenta se torne melhor, pois o humano sempre vai ser preciso”, destacou. 

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Cai o número de cidades que não tem veículos de informação na região Sul  https://mescla.cc/2023/09/25/cai-o-numero-de-cidades-que-nao-tem-veiculos-de-informacao-na-regiao-sul/ https://mescla.cc/2023/09/25/cai-o-numero-de-cidades-que-nao-tem-veiculos-de-informacao-na-regiao-sul/#respond Mon, 25 Sep 2023 18:26:04 +0000 https://mescla.cc/?p=19184 Durante o primeiro semestre desse ano, os alunos de Jornal e Reportagem, cadeira ministrada pela professora Taís Seibt, tiveram a experiência de serem voluntários para a produção do Atlas da Notícia, uma iniciativa nacional para mapear o número de veículos produtores de conteúdo jornalístico nas cidades brasileiras.   A iniciativa em querer colaborar com o […]

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Durante o primeiro semestre desse ano, os alunos de Jornal e Reportagem, cadeira ministrada pela professora Taís Seibt, tiveram a experiência de serem voluntários para a produção do Atlas da Notícia, uma iniciativa nacional para mapear o número de veículos produtores de conteúdo jornalístico nas cidades brasileiras.  

A iniciativa em querer colaborar com o levantamento veio da professora, que entrou em contato com a coordenação do curso de Jornalismo, que apoiou a ideia. A ação foi incluída nas atividades da disciplina de Jornal e Reportagem, por ser uma oportunidade de exercitar técnicas de apuração. A participação na produção do Atlas da Notícia também foi aberta como atividade de extensão para outros estudantes interessados, via Instituto de Cultura Digital. 

A dinâmica funcionou da seguinte forma: a coordenação regional do Atlas disponibilizou a lista de municípios “quase desertos”, ou seja, cidades onde, na atualização anterior, tinha apenas um ou dois veículos registrados. Cada aluno tinha que escolher cinco cidades, para checar a existência de veículos jornalísticos, buscando por informações em sites, redes sociais, telefones etc.  

“O objetivo era verificar se esses locais continuavam sendo quase desertos, se tinham virado desertos ou se novos veículos de notícias foram criados. Quando um novo veículo era encontrado, havia um formulário a ser preenchido com dados de cadastro, para atualização no Atlas”, explica Taís. 

Professora Taís Seibt  

(Foto: Arquivo pessoal) 

A origem do Atlas da Notícia

O coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia, Marcelo Fontoura, conta que o projeto nasceu em 2017, a partir de uma ideia de mapear onde estavam os desertos de notícia, já que isso era uma iniciativa que ocorria em outros países, como nos Estados Unidos.  

“Surgiu primeiro como um projeto do Instituto Projor, conhecido por produzir o site jornalístico Observatório da Imprensa. Depois, ele foi apoiado pelo Facebook, que segue até hoje. Desde então, ele vem se expandindo”, ressalta Marcelo. 

Marcelo Fontoura, coordenador de Pesquisa da Região Sul do Atlas da Notícia  

(Foto: Arquivo pessoal) 

Realizar esse mapeamento, segundo Marcelo, é importante para a indústria da comunicação se conhecer melhor, principalmente por dois motivos: “Primeiro, para saber onde é que tem jornalismo, buscando entender qual é o mercado jornalístico no Brasil, quais são as suas características, sua distribuição e suas dificuldades, sendo muito importante em termos de política pública. O outro ponto é a importância de entender onde que ele não está. Quais os lugares que mais demandam jornalismo, justamente porque não tem ninguém lá”, observa o coordenador. 

Uma experiência enriquecedora

Para Eduarda Cidade, 20 anos, moradora de Alvorada, participar do levantamento das regiões quase desertas para o Atlas da Notícia foi uma experiência enriquecedora, principalmente porque a estudante teve contato com veículos do Interior do Estado.  

“Foi muito bacana ver como esses veículos funcionam e ver se eles realmente cumprem o requisito de transmitir informação para a população. A gente descobriu que cada um faz do seu jeito: alguns funcionavam apenas no Facebook, por exemplo, e a comunidade do município interage por lá, já outros eram só impressos mesmo”, avalia a futura jornalista. 

Estudante Eduarda Cidade  

(Foto: Arquivo pessoal) 

Eduarda também contou que a parte mais desafiadora foi conseguir contatos atualizados dos veículos. “Muitas vezes, eu ligava para o número informado e ninguém atendia. Então, eu usei a dica que eu a professora nos passou, de ligar para estabelecimentos que ficassem perto ao endereço do jornal e perguntar se conheciam o veículo e se ainda estava aberto”, explica.  

Já a aluna Laura Santiago, 21 anos, de Porto Alegre, disse que participar da iniciativa foi uma ótima oportunidade para enxergar, na prática, até onde o jornalismo chega e como ele é consumido em diferentes regiões. “Pudemos entender como essa relação com a informação se desconstrói longe dos grandes centros urbanos, ou seja, se afasta do estereótipo de formalidade e inacessibilidade para um jornalismo ainda mais próximo do público, quase como um jornalismo comunitário e cidadão”, ressalta a estudante. 

Aluna Laura Santiago  

(Foto: Arquivo pessoal) 

A professora Taís Seibt relatou que a turma se mobilizou para realizar a tarefa: “Nas avaliações individuais sobre o processo, foi muito presente como a experiência do Atlas despertou o olhar para a importância do jornalismo local e os riscos de se ter desertos de notícias.” A professora sublinha que todos que colaboraram podem se sentir orgulhosos por terem contribuído para o resultado do projeto. “Agora, ele será objeto de vários estudos de profissionais e pesquisadores.” 

A boa notícia que veio da Região Sul  

Os resultados na Região Sul do país foram otimistas, já que o número de “regiões desertas” (aqueles municípios que não têm nenhum veículo jornalístico lá sediado) caiu 8%, representando 44 municípios desérticos a menos do que no levantamento anterior. Essa diminuição segue a tendência identificada em outras edições do Atlas, tanto pelo surgimento de novas iniciativas quanto pelo aprimoramento das metodologias de mapeamento. Outros dois motivos que contribuem para essa redução são: a popularização de veículos digitais e a identificação de mais rádios.

  

Gráfico mostra a diminuição de desertos de notícia  

(Fonte: Atlas da Notícia) 

Outro dado que se destaca é o aumento no número de veículos digitais da Região Sul, que teve agora um salto de 270 veículos frente aos identificados no levantamento anterior. No total, os três Estados somam 1.293 veículos, ou 33%, o que representa exatamente um terço do total do país. 

Ficou curioso e quer ver mais resultados da pesquisa em relação a outros estados ou ao país como um todo? Então, visite o site Atlas da Notícia.  

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Criatividade com análise de dados é o tema da aula inaugural dos cursos de comunicação da Unisinos https://mescla.cc/2023/03/09/criatividade-com-analise-de-dados-e-o-tema-da-aula-inaugural-dos-cursos-de-comunicacao-da-unisinos/ https://mescla.cc/2023/03/09/criatividade-com-analise-de-dados-e-o-tema-da-aula-inaugural-dos-cursos-de-comunicacao-da-unisinos/#respond Thu, 09 Mar 2023 14:46:53 +0000 http://mescla.cc/?p=17624 Todo publicitário quer alavancar sua peça de marketing, todo jornalista quer vender sua matéria, todo influencer quer engajar mais e mais o seu conteúdo, todo comunicador quer ser visto. Mas como esses profissionais fazem para ter o melhor aproveitamento possível de seus trabalhos? A resposta não é tão simples, contudo, existem ferramentas que podem auxiliar […]

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Todo publicitário quer alavancar sua peça de marketing, todo jornalista quer vender sua matéria, todo influencer quer engajar mais e mais o seu conteúdo, todo comunicador quer ser visto. Mas como esses profissionais fazem para ter o melhor aproveitamento possível de seus trabalhos? A resposta não é tão simples, contudo, existem ferramentas que podem auxiliar nessas tarefas. As técnicas em Searching Engine Optimization, mundialmente conhecidas como SEO, têm se tornado cada vez mais essenciais no mundo digital. 

O SEO acabou se tornando uma prática com vistas a direcionar o maior número possível de visitantes para o seu conteúdo. Técnicas como o Click Through Rate (CTR), que dá luz à quantidade de cliques dos usuários, são um norte para o desenvolvimento de uma ideia e de um texto usado na comunicação. Podemos tomar o Google como exemplo. “A diferença de estar na primeira página de busca do Google é absurda, e a diferença de estar entre os três primeiros resultados é fenomenal”, enfatiza Paulo Pinheiro, que conversou rapidamente com o Mescla sobre os tópicos que pretende abordar na Aula Inaugural dos Cursos de Comunicação Social da Unisinos. O encontro será realizado na próxima quinta-feira, dia 16 de março, às 20h, no Labtics, no campus São Leopoldo, com transmissão online.

  

Analista em SEO, Paulo entende que a contextualização é fundamental para a análise dos dados 
(Imagem: Wunderman Thompson / Divulgação) 



Com mais de dez anos no mercado publicitário, Paulo é mestre em Comunicação e tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Jornalismo e Publicidade. Atualmente, atua como analista em SEO na agência de comunicação de marketing Wunderman Thompson. 


Figurar no topo dos resultados de busca depende tanto de investimento comercial quanto de engajamento orgânico. Basta uma pesquisa sobre o tema para se constatar que os sites de busca levam em conta a intenção do usuário ao requerer a informação, a qualidade e a relevância do conteúdo. Esses são alguns dos fatores essenciais para determinar a colocação e entrega da sua página. Algumas práticas de SEO ajudam a alavancar essa posição, tais como SEO-on page e SEO-off page.  


O primeiro está relacionado com a escolha de palavras-chave ao longo do título e corpo do texto, bem como os hiperlinks, e também com o tempo que sua página leva para carregar o conteúdo. SEO off-page refere-se às táticas de SEO que não envolvem atualização ou publicação de conteúdo no seu site. Por exemplo, menções à marca ou marketing de conteúdo. De acordo com Paulo, durante muito tempo, o link building (prática de obter links externos que apontem para o seu site) foi sinônimo de SEO off-pag, mas atualmente pela sua importância e complexidade é uma categoria à parte. É preciso estar atento também às práticas que podem prejudicar o seu desempenho, como, por exemplo, não otimizar a interface e performance do seu website para dispositivos móveis.   


Como alinhar a criatividade aos dados? 


Além das técnicas para alavancar o número de acessos ao seu conteúdo, Paulo Pinheiro vai falar sobre o espaço que o processo criativo ocupa nas estratégias baseadas em SEO. “A pessoa pode ser criativa sem o uso de dados, a diferença é que os dados fundamentam a tua criatividade”, explica o analista. Ou seja, saber interpretar métricas possibilita planejar estratégias mais precisas para atingir seus objetivos, e, assim, otimizar recursos, como tempo e verba. “Não quero dizer que o publicitário que trabalha com dados não erra, ele erra também. A diferença é que ele pode saber exatamente porquê errou”. 


É muito importante que os algoritmos sejam seus aliados nessa jornada. Para isso, conhecer o público-alvo e saber responder às suas dúvidas e necessidades são etapas indispensáveis. Tá dado o spoiler! 


Mais informações 

O que:
Aula Inaugural dos Cursos de Comunicação Social (Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Comunicação Digital e Jornalismo)

Promoção:
Cursos da Comunicação Unisinos 

Mediação:
Anaís Schuler Bertoni (coordenadora do curso de PP) 

Público-alvo:
Alunos da comunicação  

Quando:
16/03 (quinta-feira), às 20h 

Formato:
Híbrido 

Onde:
Labtics (campus São Leopoldo) e via transmissão online pelo canal do YouTube do Mescla 

Investimento:
Gratuito
 

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