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Arquivos agexcom18anos - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/agexcom18anos/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Mon, 21 Dec 2020 19:56:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 Dezoito semanas para lembrar https://mescla.cc/2020/12/22/dezoito-semanas-para-lembrar/ https://mescla.cc/2020/12/22/dezoito-semanas-para-lembrar/#respond Tue, 22 Dec 2020 17:00:00 +0000 http://mescla.cc/?p=14658 Quando recebi o trabalho de falar sobre os 18 anos da agência, minhas piadas velhas já estavam na ponta da língua. Afinal, agora somos maiores de idade, é a idade do juízo, a agência já pode ser presa. Sim, eu sei que todos os estagiários pensaram nas mesmas coisas, não se façam de desentendidos. Talvez, […]

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Quando recebi o trabalho de falar sobre os 18 anos da agência, minhas piadas velhas já estavam na ponta da língua. Afinal, agora somos maiores de idade, é a idade do juízo, a agência já pode ser presa. Sim, eu sei que todos os estagiários pensaram nas mesmas coisas, não se façam de desentendidos. Talvez, por isso, eu devia ter adivinhado que as coisas não iriam sair como o planejado. Que adolescência saiu como planejamos? 


Nossa agência começou a vida adulta lidando com a sua primeira crise global – bem melhor do que espinhas –, e tem se saído bem. Nessa fase, não é tão estranho ficarmos fechados em nossos quartos, passando horas e horas no computador. Pessoal das origens: o que vocês faziam no quarto quando não existia computador? Brincadeira. Essa também é a nossa forma de lidar com tudo que tem acontecido, tentando aliviar o clima que já é pesado por si só. Na Agex, piadas internas são compartilhadas, assim como o cansaço da tecnologia. Nós sabemos porque estamos longe um do outro, mas ansiamos pelas reuniões com xícaras de café e canetas permanentes na mesa. 


Por isso, quando começamos a escavar um pouco a história da agência, desenterramos lembranças e sentimentos. A cada ligação, a cada “pena que a gente não consegue conversar pessoalmente”, fomos desbravando as memórias afetivas das pessoas que ajudaram a criar essa agência, que é adolescente em idade e na alma. Foram ex-estudantes, hoje profissionais nas suas áreas criativas, dando seus passos ousados no mercado de trabalho. Foram professores que passaram por diferentes fases da vida da Agex, lidando com os processos de amadurecimento que nos trouxeram até aqui. Foram os funcionários que sempre se desdobraram para manter a agência de pé, ainda servindo de irmãos mais velhos, pais e mães dos estagiários. Todos sempre começaram com um suspiro e uma pausa, aquela sensação de lembrar de um lugar querido.


Ouvi histórias sobre tantos bebês que daria para escrever um livro sobre as crianças que nasceram na agência. Algumas delas já estão na escola, trilhando seus pequenos passos, que talvez os levem para a comunicação também. Quem sabe? Ouvi tantos relatos sobre animais estranhos que invadiram a agência ou foram trazidos pelos estudantes, que sugiro dar uma checada na sala quando voltarmos ao presencial. Tartarugas só serão admitidas com coleira e identificação. E como esquecer que uma estudante parou de tomar café com açúcar porque a Cybeli, nossa coordenadora, acha “bagaceiro”?! São coisas que só acontecem nesse ambiente, que é sério, porém não desanimado.


Questionar sobre as coisas que foram vividas na Agexcom desperta inenarráveis memórias, que despertam outras, e outras. Assim, as histórias, na verdade, nunca terminam. São 18 anos. É prepotente pensar que 18 semanas dariam conta de relembrar tudo, de homenagear todas as pessoas e todos os acontecimentos que fizeram a Agex ser o que é hoje: um espaço de aprendizagem. Daria mais uma matéria apenas sobre isso: os alunos que tiveram sua primeira experiência profissional ali. 


Evoluir da pessoa que não sabia como começar uma entrevista até a que tem coragem de ligar para um nome conhecido nacionalmente e perguntar “e aí, quando podemos conversar?” foi trabalho da Agexcom. E esse nem é o maior crescimento que já testemunhei, mas como é o meu, posso falar com propriedade. Junto com a Agex, eu também devo ter finalmente chegado na vida adulta.


E, como bons adultos, não vamos lamentar por muito tempo não estarmos próximos nesse momento. A nossa vida, como agência, só está começando. E eu sei que todos estão tristes por não podermos realizar as confraternizações de final de ano, nem distribuir prêmios aleatórios com temáticas controversas — o que é o Grammy perto do Agex Awards? Sim, eu também estava esperando ganhar mais prêmios esse ano, mas teremos que esperar. Para os estagiários que estão chegando, eu garanto: quando estivermos todos juntos na nossa sala barulhenta e criativa, vocês vão gostar ainda mais. E para aqueles que já estão aqui há um tempo, obrigado por ficarem e por ajudarem nossa agência ser esse lugar incrível.


E se eu puder pedir um presente de Natal, que todos fiquem saudáveis e seguros até nosso isolamento acabar. Aprendemos neste ano que a Agex não é apenas física, mas feita por todos nós. Então, não pode faltar nenhum pedacinho. 

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Meu trabalho preferido na Agexcom foi… https://mescla.cc/2020/12/04/meu-trabalho-preferido-na-agexcom-foi/ https://mescla.cc/2020/12/04/meu-trabalho-preferido-na-agexcom-foi/#respond Fri, 04 Dec 2020 18:28:17 +0000 http://mescla.cc/?p=14549 Carolina Quirino foi estagiária da Agexcom há dez anos, e diz lembrar de todo o estágio com muito carinho. Mesmo assim, diz lembrar com especial atenção quando a Unisinos e a Agexcom ficaram responsáveis por sediar o primeiro Colóquio das Agências Experimentais de Comunicação do Rio Grande do Sul. “Por ser o primeiro, não tivemos […]

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Carolina Quirino foi estagiária da Agexcom há dez anos, e diz lembrar de todo o estágio com muito carinho. Mesmo assim, diz lembrar com especial atenção quando a Unisinos e a Agexcom ficaram responsáveis por sediar o primeiro Colóquio das Agências Experimentais de Comunicação do Rio Grande do Sul. “Por ser o primeiro, não tivemos uma base. Tudo foi estruturado do zero”, relembra. Foi trabalhoso, mas tivemos uma bela recompensa quando tudo deu certo.


Outro momento que marcou não só a Carolina, mas todas as pessoas que se envolveram com o evento, foram os 40 Anos do Curso de Comunicação. “Esse foi um dos meus últimos trabalhos como estagiária da área de Publicidade da Agexcom e foi uma honra fazer parte de um evento tão importante”, diz Carolina. “O legal foi que, por ser o aniversário dos cursos dos estagiários da Agex, conhecíamos melhor o público, que também fazíamos parte. Cada mini evento foi pensado com carinho e realizado com muita dedicação.”

As ações dos 40 Anos do Curso de Comunicação mobilizaram toda a agência e os alunos (Foto: Reprodução)


Dez anos depois, a lembrança dos trabalhos ainda é especial para a publicitária, que lembra da época com muito carinho. “Além de ter sido minha primeira experiência profissional, tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com pessoas maravilhosas, que contribuíram para o meu crescimento pessoal também”, conta ela. “Afinal de contas, passávamos as tardes juntos e acabamos trocando muitas experiências.”


O Matheus Antunes, ex-estagiário do núcleo de Publicidade e Propaganda lembra ter pego um projeto bem bacana na agência assim que começou a trabalhar. “Estava rolando o planejamento da campanha de comunicação da 6º Edição do Encontro Internacional de Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Como webdesigner, trabalhei em algumas peças digitais para divulgação do evento, como os totens, por exemplo.” Esse trabalho, alguns meses depois, foi inscrito no Prêmio SET Universitário da FAMECOS/PUC e o foi ganhador como melhor campanha de comunicação, o que é lembrado com muito carinho e orgulho pelo publicitário.

Parte da campanha de comunicação ganhadora do prêmio (Imagem: Behance/Eventos ISD)


Outros mundos


No núcleo de Jornalismo, os estagiários têm a chance de conhecer pessoas e realidades de dentro e de fora da universidade.. No começo de 2020, pouco antes do isolamento social, a Lisandra Steffen teve a oportunidade de conhecer uma dessas outras visões do mundo e escrever sobre isso. “Era um projeto muito bonito das professoras do curso de Letras”, conta. “Eu tive contato com uma realidade muito diferente da minha, que foi conversar com os apenados e dar voz para pessoas que, todos os dias, têm a voz silenciada pela sociedade.”


Esse projeto, temporariamente parado agora, devido a pandemia, permitia aos apenados ter contato com o grupo das professoras, uma vez ao mês. Entre cada visita, eles tinham de ler um livro e depois realizar uma espécie de prova, o que rendia remissão da pena.


Essas experiências, fora da sala de aula, mas ainda com a supervisão de professores, foram o que deram fôlego para a Dominique Nunes, ex-repórter do Portal Unicos, publicação da Agexcom anterior ao Portal Mescla, para encontrar o cartunista Mauricio de Souza. “Foi na Feira do Livro, em 2014”, lembra ela. “Eu e uma colega, a Mari, fomos na coletiva de imprensa do Mauricio de Sousa, e consegui fazer uma pergunta para ele. Essa pergunta era a chave da minha pauta e consegui escrever para o Unicos.”


Além disso, era ano de Copa do Mundo, e a Dominique também trabalhou em parceria com o portal Terra. “Fizemos várias saídas e cobrimos pautas diferentes do habitual. Foi muito legal ter a oportunidade de viver a Copa do Mundo por outra óptica e ter meus textos publicados no Terra, mesmo estando apenas no 5º semestre.”Já no caso desta repórter que vos escreve, um trabalho na Agex que nunca esquecerei é este aqui. Para fazer esta matéria,  acompanhei os alunos do curso de Produção Fonográfica em uma visita à aldeia Ka’aguy Porã, em Maquiné. Foi quando percebi, na prática, a dificuldade que o jornalista enfrenta durante a carreira, na tentativa de se aproximar de grupos sociais que não convivemos, sobretudo os formados por etnias marginalizadas na sociedade. Foi acima de tudo um exercício de empatia. É também, nesta linha, que a Kellen Dalbosco compartilha sua memória marcante da Agex.


Jornalismo humanizado


Em 2018, quando o Brasil passava por um momento de tensão com os refugiados venezuelanos, que frequentemente eram taxados como fugitivos ou “ladrões de emprego”, a Agex foi até um grupo desses novos moradores, em Esteio, para conversar. Essa é a lembrança mais marcante da Kellen que, junto com os colegas Natan Cauduro, Eduarda Bitencourt e Gabriel Ost, produziu uma série de matérias e podcasts sobre esse encontro.

Parte I dos dois episódios produzidos pelos estagiários (Reprodução Spotify)


“Na hora de escrever o texto, me guiava mais pela lembrança do que pelo áudio que tinha gravado”, recorda Kellen, já que a barreira linguística parecia menor graças aos trejeitos e expressões dos entrevistados. Mas não foi só isso que fez essa história ser tão importante para ela. “Eu lembro que conhecer essas pessoas foi muito chocante, porque a ficha finalmente caiu. Eu já tinha feito entrevistas com refugiados haitianos, mas em Garibaldi (minha cidade), onde viviam em condições melhores do que os recém chegados da Venezuela.”


Na época, a circulação de informações falsas e agressivas sobre os refugiados tinha se tornado fonte de preocupação para os governos municipais, já que os brasileiros acusavam os venezuelanos de estarem tentando roubar as vagas de emprego. “Quando a gente chegou, eles não tinham nada. Estavam em um lugar emprestado, com as roupas do corpo, vivendo de doações. Quando tu se depara com a realidade, vê que o que as pessoas falam é mentira, é óbvio.”


Para a jornalista, esse encontro deixou marcado o sentimento de dever com as pessoas. “É difícil e importante, porque tu acaba entendendo que o teu trabalho é o que se pode oferecer para o mundo”, explica. “Não podia dar uma casa para eles, não podia buscar a família na Venezuela. Só podia contar a história daquelas pessoas. E talvez a gente tenha conseguido levar um pouco da realidade para quem leu o texto. Não era só um refugiado venezuelano ali, era uma pessoa.”

A Kellen conseguiu conquistar a confiança das crianças graças à câmera (Foto: Reprodução/Instagram)

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Histórias quase (in)acreditáveis da Agexcom https://mescla.cc/2020/11/11/historias-quase-inacreditaveis-da-agexcom/ https://mescla.cc/2020/11/11/historias-quase-inacreditaveis-da-agexcom/#respond Wed, 11 Nov 2020 20:04:16 +0000 http://mescla.cc/?p=14337 Neste tempo de Agexcom, coisas sérias foram resolvidas, trabalhos importantes foram entregues e, com certeza, muitos profissionais foram formados. Um dos ingredientes para fazer tudo isso acontecer é o clima da agência, algo que é difícil explicar, mas que, com algumas histórias, dá para entender. É que além da parte do trabalho mesmo, a agência […]

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Neste tempo de Agexcom, coisas sérias foram resolvidas, trabalhos importantes foram entregues e, com certeza, muitos profissionais foram formados. Um dos ingredientes para fazer tudo isso acontecer é o clima da agência, algo que é difícil explicar, mas que, com algumas histórias, dá para entender. É que além da parte do trabalho mesmo, a agência é um lugar que arranca risadas, sorrisos largos e vários causos, como se diz neste canto do Brasil, para serem recordados. E para relembrar episódios fui atrás de ex-estagiários, funcionários e até professores. O resultado desta busca, você confere aí.


Enterro da barata


Que a Unisinos tem uma vida (quase) selvagem bem ativa, todo mundo sabe: patos, lagartos, pássaros e outros seres estranhos, além de cães e gatos. Todo mundo é bem-vindo no campus São Leopoldo. O que nem todo mundo sabe é que às vezes o pessoal da Agexcom também gosta de interagir com esses animais…


“Certa época na Agexcom, durante um período de muito calor, surgiram algumas baratinhas. Sempre que alguém dava um grito inesperado, já se sabia que era uma barata. Uma delas ganhou o apreço de alguns estagiários e até ganhou nome. Quando a barata morreu, fizeram um funeral solene. Enterraram no vaso de plantas da recepção da agência. Tinha até uma lápide.” — Cris Rodrigues, RP que sobreviveu aos insetos.


Tartaruga fugitiva


“Uma vez, no horário do almoço, um grupo de estagiários entrou na agência com uma tartaruga! A princípio, queriam ajudar a coitada, porque acharam que estava perdida. Colocaram ela dentro de uma caixa, mas a bichinha fez xixi na caixa, e depois saiu fazendo xixi pela agência. Acho que ela estava mais apavorada do que perdida.” — Cris Rodrigues (sempre lidando com estagiários que trazem animais estranhos)


Dança das cadeiras assassina


Além dos animais, os estagiários da Agexcom também parecem propensos a se envolver em competições das mais absurdas. Toda reunião que envolva três ou mais pessoas, acaba se tornando uma maneira de escolher um novo título a ser disputado. Nem mesmo as comemorações anuais escapam do clima competitivo.


“Na festinha Julina de 2019, na hora da dança das cadeiras, a competição ficou acirrada. Como era um dos dois últimos participantes, a adrenalina estava a mil, mas não estava pensando que, quando a música parasse ia agarrar a outra pessoa e jogar longe. Foi no calor do momento! Não pensei duas vezes, na hora, que tinha que tirar o concorrente do caminho. Acho que estava um pouco competitivo no momento…” — Pedro Hameister, estagiário de Jornalismo que me jogou longe para vencer a brincadeira.


Competição de bolacha


“Um dia, um dos nossos colegas, o Josiel, levantou a questão de que não era possível comer bolacha de água e sal rápido, que se engasgava com os farelos. Isso foi o suficiente para virar uma competição. E eu ganhei! Mas o mais surpreendente na verdade era que o Josiel realmente não podia comer rápido ou engasgava. Tivemos uma longa discussão de como comer sem grudar tudo na boca.” — Cléo Rosa, ex-redatora, vencedora da maior competição alimentícia da Agexcom.


Terrível engano

“Na minha segunda semana de estágio, fui mandar um link do Buzzfeed para minha colega e acabei mandando no grupo da agência. O link dizia: ‘Esse cara leu uma fanfic erótica de Harry Potter achando que era o livro cinco’. Quando escutei uma risada coletiva gritei: ‘Grupo errado, galera! Desconsideraaa!’.” — Eduarda Bitencourt, ex-estagiária e leitora assídua de fanfic perigosas.


Motim

“No mesmo dia da dança das cadeiras, havia uma cadeia preparada. Era preciso pagar para prender, ou pagar para sair, senão tinha que esperar um tempo. Ficavam me prendendo direto… e eu só queria comer! Pegaram meu celular falso, aí descobriram o verdadeiro e pegaram também. Então liguei o computador e o projetor, abri um site fake de hacker e ameacei derrubar o site. Não funcionou.” — Bernardo Braga, ex-estagiário de programação, alvo de prisões indevidas.

Imagem de baixa qualidade da câmera de segurança mostra momento do motim (Foto: Bruna Lago)


Perigo no banheiro


“Tínhamos uma esponja no banheiro feminino da agência, que servia para lavar os potinhos e as canecas. Mas ela ficou lá muito tempo… e quando a Cris foi colocar fora, já tinha coisas vivas morando nela. Foi muito nojento, deixou todas as meninas traumatizadas. Eu passei a limpar minhas coisas com papel.” — Larissa Schmidt, laboratorista traumatizada.

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O local preferido da Agex https://mescla.cc/2020/10/22/o-local-preferido-da-agex-2/ https://mescla.cc/2020/10/22/o-local-preferido-da-agex-2/#respond Thu, 22 Oct 2020 19:14:44 +0000 http://mescla.cc/?p=14214 Muitos locais de trabalho têm um “cantinho preferido”, um espaço físico que é mais do que o originalmente foi projetado para ser, como uma sala de descanso, de reuniões ou aqueles ambientes mistos, que é um pouco de tudo. Na Agexcom, esse lugar também existe: uma pequena sala de convivência, lanche e espaço sagrado da […]

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Muitos locais de trabalho têm um “cantinho preferido”, um espaço físico que é mais do que o originalmente foi projetado para ser, como uma sala de descanso, de reuniões ou aqueles ambientes mistos, que é um pouco de tudo. Na Agexcom, esse lugar também existe: uma pequena sala de convivência, lanche e espaço sagrado da cafeteira – sim, estagiários têm um eletrodoméstico favorito. E ela se chama Vanessa.


É lá, na Vanessa, que muitas histórias acontecem. Ou aconteciam, antes da pandemia chegar. Entre uma xícara de café, um pote de pipoca feita na Pipokleide, a pipoqueira à base de ar quente, e um prato de massa bem quente, estagiários, professores e funcionários se espremiam – na época em que ainda dava para se aglomerar – para pequenos momentos de relax. Tá, mas, porque Sala Vanessa?


Vanessa existe de verdade, e se chama Vanessa Cardoso. Ela foi professora da Unisinos dos cursos de Design e de Publicidade e Propaganda. Chegou à Agexcom aos poucos, primeiro como professora orientadora substituta por apenas uma tarde. A experiência deu tão certo que Vanessa, tempos depois, assumiu o Núcleo de Publicidade e Propaganda da Agex.


Rapidinho, Vanessa conquistou a equipe. Gabriele Ferrari, estagiária do Núcleo de Relações Públicas na época, lembra da professora com carinho. “A Vanessa era alto astral, tranquila e divertida. Na hora de questionar, ela sabia ser firme, sempre com o intuito de nos fazer aprender e aberta para aprender com a gente”, conta a estudante. “Era uma relação de amizade mesmo. Não havia tensão ou medo de falar com ela. Pelo contrário, nos sentíamos muito à vontade.”


Segundo recorda a relações-públicas da Agexcom, Cristiane Rodrigues, muitas vezes, Vanessa se mostrava presente em outros momentos da vida dos alunos. “Ela ia nas festas de aniversário. Era parceira dentro e fora da Agex”, destaca. Aliás, em se tratando de trabalho, Vanessa tinha uma habilidade especial. “Para mim, ela ficou marcada como a pessoa que desenhou um dos melhores fluxos de trabalho da Agex”, comenta Cris, entre risos.


Mas a vida passa e novos desafios chegam. Na época que Vanessa anunciou sua saída da Universidade, a agência estava passando por alterações no layout do seu espaço físico. Então, em homenagem à querida professora, batizaram a nova sala de convivência como Sala Vanessa. “Começou como uma brincadeira, mas, no fim, realmente pegou”, conta Gabriele.

Repertório variado


Para quem não conhece essa sala, além da cafeteira (sempre bom lembrar dela), existe um sofá perfeito para se recuperar de crises de enxaqueca ou bater um papo antes de começar o trabalho. Foi por causa de uma dessas fortes dores de cabeça que Bianca Nunes, estagiária do Núcleo de Relações Públicas, achou que eu (eu mesma, a repórter) tinha desmaiado no sofá. “Avisei a Lisandra e ela correu até lá. Mas tu só estava tirando uma soneca”, ri ela até hoje. 


A Lisandra, aliás, é estagiária do Núcleo de Jornalismo. Ela lembra que foi na Sala Vanessa que aprendeu – ou tentava aprender – a fazer um bom chimarrão. “Tínhamos a tradição das listas de responsáveis pelo café e chimarrão”, explica. “Fazer o café era de boas, mas o meu dia do chimarrão era sempre um pesadelo. Eram muitas possibilidades de dar errado. Ferver demais a água, entupir a bomba, o chima desmoronar em segundos e, é claro, o fato que eu não saber nem começar a fazer o chimarrão…”, enumera a futura jornalista. “Nós trabalhamos muito bem juntas”, acredita Lisandra, depois de rir por mais de cinco minutos sem parar e sem nenhum motivo aparente.


O ar que circula na Vanessa, aparentemente, faz as coisas ficarem mais engraçadas. “Era só virar a cuia de lado, colocar a  erva e esperar a água ferver”, analisa, muito seriamente. “Agora, no home office, eu faço tudo igual e não é a mesma coisa. Talvez eu precise fazer uma vídeo aula.”


Fora as discussões sobre aulas e quantidade de café a ser produzido, grandes decisões foram tomadas ali. Foi o aconteceu com a Eduarda Bitencourt, que, certa vez, estava atrás de açúcar, e a professora Cybeli Moraes, coordenadora da agência, disse: “Café com açúcar é muito bagaceiro”. A então estagiária da Área de Jornalismo, que esteve na Agex até 2019, agora comemora três anos tomando café preto e bem amargo.O açúcar é um ingrediente muito presente nas receitas criadas pelos aspirantes a chefs na Sala Vanessa. Em 2018, os estagiários decidiram fazer brigadeiro no microondas, o que quase deu muito errado, porque ninguém sabia a receita. Mas, no fim, deu certo, e o brigadeiro foi apreciado pela galera. As canecas personalizadas usadas na experiência ainda existem e estão guardadinhas no armário de itens culinários da agência.

As lendárias canecas que foram o suporte para um delicioso brigadeiro. Hoje, seguem guardadas na agência. (Foto: Anna Letícia De Cesero)

Existe uma história de terror que envolve um rato que morava no sofá da Sala Vanessa e a morte dele por explosão, mas o ex-estagiário do Núcleo Web Bernardo Alvarez Braga garante que viu o corpo do falecido. Um mito derrubado com sucesso. No entanto, a competição de bolacha de água e sal é verdade, e quase rendeu estudantes engasgados. No meio disso tudo, conversas importantes foram realizadas naquele pequeno espaço, como orientações de TCC e até uma entrevista com um membro da ONU, feita pela Eduarda, via WhatsApp, já que ele estava em Paris.


Enquanto o distanciamento social continua, e toda a galera da Agexcom permanece trabalhando em home office, estagiários, professores e funcionários esperam poder voltar logo a manusear as canecas, a cafeteira, o microondas e sentar naquele sofá, testemunha de conversas absurdas, mas, sobretudo, de momentos de felicidade.

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Os bebês que emocionam a Agexcom https://mescla.cc/2020/09/17/os-bebes-que-emocionam-a-agexcom/ https://mescla.cc/2020/09/17/os-bebes-que-emocionam-a-agexcom/#respond Thu, 17 Sep 2020 20:47:32 +0000 http://mescla.cc/?p=13945 Com quase duas décadas de existência, é esperado que muitas pessoas tenham passado pela Agexcom. Nessa semana, especialmente, vamos falar sobre as crianças que nasceram enquanto seus papais ou mamães faziam parte da equipe, tornando-se assim, nossos bebês Agex. Paternidade em dose dupla E essa história começa lá em 2010, quando o professor Robert Thieme, […]

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Com quase duas décadas de existência, é esperado que muitas pessoas tenham passado pela Agexcom. Nessa semana, especialmente, vamos falar sobre as crianças que nasceram enquanto seus papais ou mamães faziam parte da equipe, tornando-se assim, nossos bebês Agex.

Paternidade em dose dupla


E essa história começa lá em 2010, quando o professor Robert Thieme, na época funcionário do núcleo de Publicidade e Propaganda, trouxe a notícia de que havia um bebê a caminho. Ele contou primeiro para os outros dois funcionários, seus colegas mais próximos, e então a grande novidade foi se espalhando “Foi uma época muito legal”, conta Robert. “O pessoal da agência se reuniu e fez um chá de fralda surpresa. Eles compraram fraldas, brinquedos e claro, comes e bebes, que é bem característico da Agex.”

Esse é o Robert, lá em 2010, com os presentes que o Matheus recebeu (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


E assim foi a chegada do Matheus. Depois, já em 2016, quando foi a vez do segundo nascer, o Leonardo, a Agex repetiu a dose de carinho. “Por ser mais novo, o Leonardo não foi tantas vezes (a Agex), mas o Matheus ia praticamente uma vez ao ano. Se acontecia alguma coisa e não tínhamos com quem deixá-lo, levava ele”, relembra o professor, que trabalhou até 2020 como tutor e gestor de Publicidade e Propaganda na Agexcom. “O Mateus sempre gostou de desenhar, então ele queria ver os trabalhos que o pessoal fazia. Eles mostravam e explicavam, era muito legal essa interação.”


Para Mateus, a Agex tinha um nome especial: oficina. E era lá que os estagiários colocavam o pequeno – e quem sabe futuro colega – para trabalhar com eles, produzindo desenhos que depois iam sendo pendurados pela agência — ops, oficina.

Leonardo não chegou a ser um publicitário, como o irmão mais velho, mas conheceu a Agex (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Surpresa boa


O tempo foi passando, e novos pequenos visitantes foram chegando ao mundo. Em 2012, ano em que se comemorava os 40 anos dos cursos de Comunicação, veio a surpresa. Fazia pouco tempo que a Cristiane Rodrigues Herold estava no núcleo de Relações Públicas quando uma das estagiárias desconfiou da possível gravidez. “Como estava tentando engravidar fazia tempos e não dava certo, quando engravidei, não estava mais esperando”, relembra Cris.


Depois de um mal-estar  no carnaval, resolveu fazer um exame, mais por desencargo de consciência. E dessa vez era verdade! 


E os estagiários também tiveram um papel importante na divulgação da notícia da gravidez, já que no dia que a Cris descobriu, estavam apenas eles e os funcionários na agência. Com os professores em capacitação e uma novidade dessas, ninguém mais queria trabalhar naquele dia. E a partir daí, eles se empenharam em fazer a Cris descansar mais, já que era um período cheio de atividades e ela sempre estava em movimento. “O pessoal realmente cuidava. E eu tinha a minha gaveta cheia de comida, para não ficar com fome. Todo mundo evitava comer coisas na minha frente, senão ficava com vontade”, explica ela. “Uma vez os alunos estavam comendo pastel e eles tiveram que descer até o Fratello comprar um para mim. Quando íamos comer xis com azeitona, já avisavam para colocar muita azeitona porque eu estava grávida.”


A gravidez da Cris foi tão saborosa, que sua maior lembrança da festa junina daquele ano é estar sentada ao lado da panela de molho de cachorro quente, comendo um potinho do condimento. 


Só que o danadinho do Arthur não queria contar que era um menino até mais ou menos o sexto mês de gestação. Nesse meio tempo, os estagiários fizeram até um bolão para escolher o nome dele.


Logo depois, por conta da gravidez de risco, ela teve que ficar de licença, e o acompanhamento foi à distância. E para comemorar a chegada do Arthur, foi feito um chá de fralda da agência. Mais tarde, quando ele nasceu, os estagiários de RP foram visitar e levaram os primeiros adesivos da comunicação.

Da para resistir ao bebê da comunicação? (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


Quando a Cris voltou ao trabalho, o novo integrante do núcleo de RP passou a visitar a agência com frequência, passeando de colo em colo, é claro. “Uma vez, quando ele tinha um ano e meio ou dois, estava na agência comigo no final da tarde. Duas estagiárias estavam imprimindo um trabalho para entregar logo mais, e quando eu vi, as duas estavam em volta dele dizendo: ‘não, Arthur! Devolve para a tia, devolve!’. E ele olhando com a carinha de quem diz ‘mas é papel, eu vou rasgar’”, narra Cris aos risos. Depois do trabalho salvo, ficou uma boa lembrança.

Com as visitas do Artur, os estagiários tinham sempre muitas atividades (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Um ano agitado


Também em 2013, a professora Letícia Gomes da Rosa foi surpreendida com a chegada do segundo filho. Antes de dar a notícia para a agência, ela conversou com o coordenador de Publicidade e Propaganda e com a professora Thaís Furtado, que na época era a coordenadora da Agex. “A Thaís é muito compreensiva, muito mãezona”, explica. “Ficou muito feliz com a notícia. E depois contei para a equipe, que acabou participando bastante dessa fase. Os estagiários eram muito queridos, participaram carinhosamente desse momento que também é tão diferente.”


Mas como aconteceu no caso da Cris, 2013 era um ano com muita demanda e, para complicar ainda mais, a Letícia acabou assumindo além dos seus estagiários, os alunos que trabalhavam com sites. “Nós tínhamos três alunos coordenados por um professor que acabou saindo da universidade. Foi terrível!”, ri a professora. “Eu era da área mais próxima, mas na ocasião não tinha tanta experiência e foi muito desafiador.”


Sua memória dessa época é de muito trabalho e os estagiários sempre trabalhando bastante, o que a enchia de preocupação. Foi nesse cenário que, em uma consulta de rotina, sua médica disse que já era hora de parar, o que a pegou de surpresa uma segunda vez. “Eu estava com a pressão muito alta e precisava evitar uma pré eclâmpsia. Então não voltei mais para a agência.”


Quando os alunos souberam, encheram a caixa de mensagens e de e-mails com mensagens carinhosas. “Todos muito queridos, me desejavam uma boa recuperação e que eu descansasse, porque iam fazer tudo direitinho”, relembra. Mas como ela teve de sair antes do tempo, acabaram não fazendo um chá de fralda para a Helena, a bebê da Agex que nasceu também em um período agitado.

Depois de uma gravidez agitada, nada melhor do que um sono tranquilo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Bebês apressados


Em 2016, também nasceu o Noah, filho da Anelise Zanoni, na época professora do núcleo de jornalismo da Agex. Ela já estava na agência há três anos quando descobriu que ia ser mãe, e começou contando para os coordenadores, que também haviam acompanhado seu casamento no período que estava com eles. “Como fiquei seis anos na Agex, coisas muito importantes se passaram.”


Mas apesar da tranquilidade, a Anelise não estava se sentindo muito bem durante a gestação e teve que sair de licença logo após o chá de fralda. O Noah então nasceu prematuro, com apenas 36 semanas de gestação, e logo em seguida teve que fazer uma cirurgia.


“Dia desses, fazendo uma faxina no meio da pandemia, resgatei um caderninho que o pessoal da agência fez para ele”, conta ela. “Cada um escreveu uma mensagem, na época. Eu reli essas mensagens e li para o Noah e ele ficou emocionado. Engraçado, ele só tem três anos, mas ficou emocionado. Tocou o coração dele saber que as pessoas estavam felizes com a sua chegada.”


Depois desse período, como ele ainda era bastante pequeno e precisava de cuidados, a professora passou a voltar para casa, em Canoas, todos os dias, depois do expediente na Agex. Ela amamentava o Noah e voltava para a Unisinos, onde ainda dava aulas à noite. E essa foi a sua rotina durante vários meses.

Novidade acidental


Depois disso, foi só em 2018 que a Catarina, filha da professora Débora Gadret  chegou à Agex. Presente na agência desde 2011, Débora soube que estava grávida por causa de um pequeno acidente em casa. Apressada para desligar o despertador, ela levantou muito depressa da cama e torceu o pé. E na função de verificar se não havia machucado muito, descobriu a boa nova. 


A Débora também começou contando aos supervisores, depois para a equipe, mas por causa do pé machucado, a agência de São Leopoldo não pode acompanhar tanto essa fase. “Fiquei de licença duas semanas, e quando voltei, não conseguia dirigir até São Leopoldo. Só ia no dia que também dava aula à noite, quando meu marido me levava e buscava”, conta. “O pessoal da Agex de Porto Alegre ficava na torre educacional e eu passei a maior parte do tempo com eles. Então o pessoal ia vendo aos poucos a barriga crescer.”


A professora Nadege Lomando, que apenas ocasionalmente conseguia se encontrar com a futura mamãe na agência, sempre ficava emocionada e perguntava sobre todo o processo, uma das maiores lembranças de Débora. E depois que a Catarina nasceu, ela aproveitou para fazer um book fotográfico com os estagiários de jornalismo da Agex-Poa, que obviamente, curtiram demais. 

Logo depois de chegar, a Catarina já fez sucesso com a equipe de jornalismo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Começando a vida


Em 2019, mais ou menos um meio ano depois de começar na agência como estagiário de Publicidade e Propaganda, o estudante Josiel de Souza se tornou pai. “Eu contei logo na minha apresentação, quando entrei na agência. O pessoal ficou um pouco surpreso, porque era meio inédito, mas todos receberam super bem”, lembra Josiel. Como a gestação da Amélia já estava em andamento, quando a ex-esposa do estagiário estava para dar a luz, recebeu um chá de fralda da equipe, com direito a presentinhos e muita comemoração. 


Foi também uma forma de incentivar o esforço dos pais, já que nos meses seguintes,  a rotina de trabalhar, estudar e cuidar da recém nascida era bastante exaustiva. “Eu chegava cheio de olheiras na Agex”, diz o estudante.

Agora que a Amélia dorme noites inteiras, o papai anda mais descansado (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


E embora agora estejamos afastados pela quarentena, adotando o formato home- office, é fácil supor que o Henrique Souza esteja passando pela mesma coisa, já que há poucos meses ele se tornou pai do Heitor. 


“Foi uma surpresa”, comenta Henrique.  “Não foi planejado, a gente não estava esperando, mas se descobriu em um exame de rotina.”


Como o Henrique e a Maria da Conceição já tinham perdido uma gestação,  resolveram esperar um tempo para contar que dessa vez iriam mesmo ser pais. “Quando já estava com uns três, quatro meses, contei para a Cris. E foi só quando o médico disse que estava tudo certo que comecei a contar. Todo mundo recebeu bem a notícia.”


O home-office deu ao Henrique a chance de curtir o bebê durante a quarentena. A preocupação é dobrada para proteger a pequena vida que apenas começou, mas os dias têm sido bem animados para ele. 


E se por um lado a agência lamenta não estar pertinho para suspirar pelo Heitor, por outro, deu seu jeito de participar deste momento. À distância, os estagiários, funcionários e professores gravaram vídeos com mensagens ao papai novato, desejando todo o carinho que a Agexcom pode dar. “Aquele vídeo me fez chorar horrores”, ri Henrique. “Me deixou muito emocionado, de verdade.”

Aqui, torcemos bastante para logo o Heitor poder visitar a Agexcom (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

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Nos últimos meses, praticamente toda a população mundial foi obrigada a adaptar rotinas para conviver em segurança com a pandemia de Covid-19. E a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom) da Unisinos, é claro, também teve que se adaptar para garantir a saúde de estagiários, professores e funcionários. Por isso, na segunda metade do mês de março, adotou o home office como formato de trabalho temporário. Depois de cinco meses trabalhando a distância, o Mescla foi atrás de alguns agexconianos para saber como as coisas estão indo em casa.


Manuela Zuccari é aluna de Design e atua como diretora de arte na agência. Ela, que nunca tinha trabalhado em home office, lembra que as primeiras dificuldades eram técnicas, mas, assim que conseguiu superá-las, as coisas passaram a funcionar. “Eu estava meio otimista que essa situação iria acabar logo, então só estava tentando me adaptar melhor”, explica. “Ao longo da quarentena, melhorei no aspecto mais técnico, e agora o que pesa mais é o humor.”

Talvez por não precisar mais sair cedinho de casa, Manu está radiante no home office (Foto: Arquivo pessoal/Manuela Zuccari)


Como todos que precisam lidar com o isolamento, não é apenas o formato home office que influencia os afazeres diários. Por estarem mais reclusas, é normal que o humor e os sentimentos das pessoas sofram alterações. “Ter que encarar a mesma mesa, o mesmo espaço, as mesmas pessoas dentro de casa, isso afeta o ânimo de produzir”, desabafa a designer. “Eu sou muito comunicativa, gosto de quebrar a rotina. Estar na Unisinos era ótimo nesse sentido.”


A repórter Josiane Skieresinski também sentiu um pouco o isolamento. Apesar de já ter estagiado antes no formato home office, estar atravessando uma pandemia, diz ela, dificulta esse processo. “Eu gosto de trabalhar em casa pela comodidade de ficar de moletom, de pantufa ou não ter que levar marmita e comer no pote”, enumera a estudante. “A rotina fica mais fácil, mas antes a gente não estava em uma pandemia. Eu saía de casa, via outras pessoas, ia para a aula e saía no final de semana. Agora, não podemos mais fazer isso.”


Para Josi, o fato de ficar todo o tempo em casa, seja para trabalhar, se divertir ou realizar tarefas domésticas é um dos problemas desse momento. “A gente não tem muito essa divisão de horários”, diz. “Parece que estamos 24 horas no trabalho ou pensando em coisas que não sejam de lazer. É um pouco prejudicial.”

Cantinho da Josi, onde ótimas matérias são produzidas (Foto: Arquivo pessoal/Josi Skieresinski )


Apesar de todos estarem acostumados com a organização da agência, a troca de ambiente influenciou no tempo de adaptação. “Antes da pandemia, a gente chegava e batia o ponto. Mentalmente, significava que era hora de focar naquilo. No final do dia, mais um registro de ponto. Era hora de descansar”, comenta Manuela. 


Laboratorista do núcleo de Publicidade e Propaganda da Agexcom, Larissa Schmidt também está vivendo pela primeira vez a experiência de trabalhar em casa. “Nunca trabalhei assim antes. Era uma curiosidade e a matei agora. Mas não gostaria de repetir no futuro”, avalia. “Achei que era mais fácil trabalhar em home office, controlar os horários, mas, na verdade, a organização é mais difícil.”

A Lari apostou nos detalhes em cor-de-rosa e na agenda organizada para garantir um bom home office (Foto: Arquivo pessoal/Larissa Schmidt)


Larissa observa também que a comunicação, normalmente feita sem pensar muito pelas pessoas, era muito mais fácil antes. “O tempo que a gente precisa hoje para pegar o telefone ou o computador e agendar uma reunião online, por exemplo, antes isso era possível fazer apenas conversando com os colegas de uma mesa para outra”, aponta ela. 


Bianca Nunes, do núcleo de Relações Públicas, lembra dos primeiros dias de trabalho remoto, quando parte da equipe se comunicava por e-mail, outros pelo software de videoconferências Teams, causando uma confusão quase cômica. “Cada um usava um meio diferente”, recorda a estagiária. “O que é para fazer? Não sei! Eu também estou perdida! Essas eram frases comuns”, diz, entre risos.

Ter uma rotina ajudou a Bianca a controlar a ansiedade e aproveitar melhor o tempo trabalhando em casa (Foto: Arquivo pessoal/Bianca Nunes)


Para a coordenadora da Agexcom, Cybeli Moraes, organizar essas diretrizes foi essencial para conseguir que o grupo trabalhasse bem. Ela, que já tinha a experiência de trabalhar em casa, investindo, por isso, na construção de um espaço adequado, observa que a mudança drástica, sem aviso prévio, foi o maior problema. “São estudantes jovens. Muitos não sabem nem cozinhar. Então, usavam bastante a estrutura da universidade para suprir as necessidades”, explica Cybeli. 


Surpreendentemente, aponta a coordenadora, a Agexcom se adaptou bem às mudanças. “Cada equipe se organizou para atender suas demandas. Tem equipes que entenderam que seria melhor trabalhar de manhã, outras de tarde. Deu certo porque entendemos que é necessária uma adaptação especial à situação.”

É claro que esse escritório equipado é o da Cybeli, preparadíssima para trabalhar de casa (Foto: Arquivo pessoal/ Cybeli Moraes)


Algumas coisas são vantajosas no home office, como ficar menos tempo no trânsito e ter tempo para comer coisas mais saudáveis. Bianca, por exemplo, perdeu cinco quilos desde que passou a fazer as refeições em casa. “Na Unisinos, eu ia até a máquina automática para comprar um chocolate ou pegava um brigadeiro gigante no Fratello”, explica, rindo. Já Manuela, que antes acordava às 6h para assistir às aulas na Universidade, agora permite-se levantar 20 minutos antes do encontro via Teams. “Poder estudar de moletom e pantufa, sem maquiagem, é uma das melhores coisas disso tudo”, comenta. 


Pensando no cuidado à saúde mental, a Unisinos oferece aos estagiários da Agexcom atendimento psicológico no Núcleo de Atenção ao Estudante (NAE). “Nesse período, os jovens ficam mais solitários, e aí temos um problema com a situação escolar mundial”, analisa Cybeli. “O aumento do índice de ansiedade, depressão e de doenças psicossomáticas, que tem um fundo psicológico, é uma realidade.”


Enquanto os estagiários não voltam ao modo presencial, a Agexcom segue produzindo de casa. E para todos os alunos da Universidade que estão se sentindo mais solitários nesse período, o NAE está realizando atendimento online, totalmente gratuito.

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Integrar para comunicar melhor https://mescla.cc/2020/08/20/integrar-para-comunicar-melhor/ https://mescla.cc/2020/08/20/integrar-para-comunicar-melhor/#respond Thu, 20 Aug 2020 20:41:30 +0000 http://mescla.cc/?p=13732 Não é novidade que, nos últimos 20 anos, as coisas mudaram bastante em todas as áreas da sociedade. Evoluímos pensamentos morais, mudamos as estruturas fundamentais que regiam a sociedade e passamos a ver a ciência como uma fonte infinita de conhecimento. A tecnologia não deixou por menos. Como a capacidade de armazenamento de dados aumentou […]

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Não é novidade que, nos últimos 20 anos, as coisas mudaram bastante em todas as áreas da sociedade. Evoluímos pensamentos morais, mudamos as estruturas fundamentais que regiam a sociedade e passamos a ver a ciência como uma fonte infinita de conhecimento. A tecnologia não deixou por menos. Como a capacidade de armazenamento de dados aumentou exponencialmente, é comum ver dispositivos eletrônicos cada vez menores e mais leves. A internet é parte fundamental da vida de pelo menos metade da população mundial. Com ela, ultrapassar as fronteiras geográficas não é mais um problema. Todos os dias, podemos receber em casa informações sobre qualquer lugar do mundo — ou de fora dele — com um simples smartphone


É claro que a Agência Experimental de Comunicação (Agexcom) não iria ficar de fora dessas mudanças. Apesar das grandes melhorias de tecnologia, o período de adaptação não foi tão fácil para estagiários e funcionários ao longo dessas duas últimas décadas. O Marcelinho (supostamente conhecido como Marcelo Garcia) começou a estagiar na AgexJor em janeiro de 2000 e virou funcionário da agência em agosto do mesmo ano. Com 20 anos de trabalho dentro da Unisinos, acompanhou muitas das mudanças físicas e tecnológicas.


Quando ainda eram três agências experimentais (AgexJor, AgexPP e AgexRP), as equipes ocupavam as salas onde hoje estão os laboratórios de TV e as instalações do curso de Realização Audiovisual (CRAV) e do curso de Fotografia. Na junção que transformou as três equipes em uma, foi preciso realocar todos os equipamentos e pessoal para uma sede grande o suficiente, e o Marcelinho acompanhou todos os trabalhos. 

Aqui vemos a fachada antiga da Agexcom e o Marcelinho, que não mudou nada…
(Foto: Arquivo pessoal / Marcelo Garcia)


“A solução adotada foi desativar um andar inteiro do prédio D01, que na época era conhecido como ‘prédio das Ciências da Comunicação’ ou ‘Centro 3’”, explica ele. “Ali funcionavam seis salinhas de reuniões que alunos e professores usavam para encontros de TCC e monitorias de disciplinas”, lembra. As salinhas iam da entrada do andar até a sala dos racks de informática, segundo a memória precisa de um dos mais antigos funcionários da Comunicação Social. Depois dali, ficava a sala Multimeios, com uma televisão grande, daquelas de tubo, e videocassete embutido, destinada a filmes e videoaulas.


“Como as divisórias das salas eram removíveis, tudo foi abaixo rapidamente”, conta Marcelinho. “Pelo novo projeto, a Agexcom não teria divisórios, pois a ideia era justamente promover a integração entre as áreas de comunicação. Essa questão de integrar Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas estava em alta.”

Parece uma redação de jornal dos anos 1960, né? É, a Agex sempre teve estilo
(Foto: Arquivo Agexcom)


Na nova sede, as mesas foram padronizadas. Foram trazidas mesas de mogno de outros setores, Já armários, televisores e computadores foram reaproveitados das antigas agências. Apesar de ser um espaço para várias áreas da comunicação, as equipes na recém-inaugurada Agexcom acabaram distribuídas da mesma forma que as antigas agências. A Cris (também conhecida como Cristiane Rodrigues Herold) entrou na agência em 2011 como funcionária de RP, e lembra dessa organização. “Na época, a gente ainda tinha aquela divisão entre o núcleo criativo e o núcleo de jornalismo. Na entrada, era praticamente uma ilha de edição. Logo que se entrava, do lado direito ficava a mesa da coordenadora geral, a professora Thaís Furtado, junto com o pessoal do atendimento”, recorda.

Como uma das pessoas mais responsáveis da Agex,
Cris dá o exemplo usando máscara sempre
(Foto: Arquivo pessoal / Cristiane Rodrigues)


Logo depois, ficava a Área de RP, com a Cris, a professora Nadege Lomando e quatro estagiários. Nessa organização, os funcionários e professores das respectivas áreas ficavam junto aos estagiários. Depois, ficava a Área de PP, com a equipe que veio da AgexPP. “Era a maior área, pois ocupava em torno de seis bancadas”, relembra Marcelinho. A Cris ainda cita que, depois de PP, ficava o pessoal da Programação, importante para colocar os sites no ar e permitir as adaptações de tecnologias. Na sequência, ficava a sala de reuniões, isolada por divisórias, que mais tarde foi convertida em espaço de convívio, se tornando um membro importante da Agex. Foi batizada de Vanessa — isso mesmo. Mas essa é uma história para outro momento. Um pouco isolados, quase nos fundos da agência, ficava, então, a equipe de jornalismo, espalhada em duas ou três bancadas.


“Por fim, foi criada uma sala de aula para 30 lugares”, ordena Marcelinho, que ficava ali pelos fundos também, junto com os estagiários de Jornalismo. “A ideia era aproveitar o andar para receber aulas dos três cursos no período da noite. As aulas poderiam aproveitar a nova sala e toda a infraestrutura da Agexcom.”


A lógica das equipes se manteve até 2017 com poucas alterações, como a criação dos núcleos de audiovisual e digital, mas outras mudanças ocorreram fisicamente. “A própria fachada mudou”, recorda Cris. “Ela era verde e amarela, depois trazia um grande catavento”. Isso foi quando o slogan da agência era “comunicação e movimento. A última adesivagem trouxe um perfil mais colorido e eclético para a porta de entrada, que se reflete também no interior. 

A fachada colorida é a que se mantém até o momento, servindo de cenário para selfies dos estagiários. Participação especial da Maria Clara, ex-agexconiana
(Foto: Arquivo pessoal / Maria Clara Goldani)


Em 2017, a agência, que além das pesadas mesas de mogno tinha grandes armários com livros de pesquisa e CDs com trabalhos gravados, fez a mais recente alteração física, realocando esses arquivos e mudando os móveis. “Alguns tinham cupim. E as cadeiras antigas eram desconfortáveis”, conta Cris. Depois de uma “pausa dramática” para reestruturação da rede elétrica e de dados — uma das raras vezes em que a Agexcom funcionou fora da sua sede, passando uma temporada na sala da Beta Redação, lá no quarto andar do prédio D01 —, o layout passou a organização de agora, com todos os estagiários reunidos na frente, pertinho dos funcionários e onde podem trocar ideias entre si mais facilmente.


Áh, e as cadeiras ficaram bem mais confortáveis.

Tecnologicamente falando

Ninguém melhor do que o Marcelinho para falar do quanto a tecnologia se tornou importante nesse meio tempo em que trabalha na Agexcom. “Ao longo de 18 anos de vida, a Agexcom entregou inúmeros trabalhos aos seus clientes, muitos deles premiados em concursos locais e nacionais. Tudo só foi possível graças ao talento dos alunos, dos professores e dos funcionários. Além de uma ajudinha extra: a tecnologia”, avalia.


Quando foi inaugurada, em 2003, a maioria dos equipamentos eram analógicos. “Os computadores estavam lá, claro, não somos tão velhos!”, brinca ele. “Mas eram mais lentos que os de hoje. Dava para ler e enviar e-mails, acessar sites, incluindo o Orkut, e softwares da época, como o CorelDraw 8, o QuarkXPress 4 e uma versão rudimentar do Photoshop.”

Móveis sem cupins e novo layout adotado em 2018
(Foto: Arquivo Agexcom)


Segundo Marcelinho, como as práticas profissionais ainda não eram muito digitalizadas, para pedir a compra de materiais de escritório, por exemplo, era preciso preencher um formulário à mão, em três cópias feitas com folhas de papel carbono. Os celulares só serviam para enviar SMS e fazer ligações, mas legal mesmo era usar os telefones de mesa para fazer ligações entre áreas, setores e externas. “Todo mundo sabia como transferir uma ligação entre ramais”, comenta ele  — provavelmente uma indireta para os estagiários de agora, como eu, que não sabem realizar essa difícil tarefa. 


“Tínhamos uma impressora a jato de tinta que vivia dando problema e brigávamos muito com ela”, recorda Cris. Essa era uma das tantas que, ao longo dos anos, sucederam a impressora pioneira: “Era uma enorme impressora colorida, a laser, um pouco maior do que uma fotocopiadora atual. A impressão era ótima, mas levava uns três minutos por folha!”, complementa Marcelinho.


A agência possuía duas câmeras fotográficas analógicas que usavam filmes e duas câmeras digitais a pilha que armazenavam as imagens em disquetes. “Era sempre uma tensão saber se as pilhas estavam carregadas ou não”, conta Cris, já que, na maioria das vezes, a tarefa de manter as pilhas carregadas era, digamos, esquecida.


Para as campanhas de comunicação, era preciso escanear as imagens a partir de um original em papel, como fotografias e livros de agências de imagens — isso seria um antepassado do Pinterest? “Por descompasso de tecnologias entre as atividades, inserir uma imagem produzida por um aluno em uma reportagem a ser impressa em uma revista era algo quase surreal para os padrões de hoje”, explica Marcelinho. Os alunos recebiam uma câmera analógica e dois rolos de filmes com 24 poses. Nada de esperar pela sorte, cada foto era contada e especial. Depois, entregavam os rolos para a Agex, que providenciava a revelação em laboratórios terceirizados. Com as fotos em mãos, os alunos escolhiam as melhores. Então, elas eram digitalizadas para serem utilizadas na diagramação. Já pensou no trabalho?!


Já nos anos 2010, depois de alugar novíssimos tablets para ações de comunicação, a Agex recebeu dois equipamentos como permuta por um trabalho para uma empresa do Tecnosinos. A novidade animou tanto os estagiários que o pessoal levava as apresentações salvas no novo aparelho. Entrevistas, gravações, tudo era possível com um tablet. O digital estava com tudo!


Os computadores melhoraram de desempenho, a Agex ganhou o seu primeiro computador Mac, as redes sociais transferiram a comunicação para o ambiente online, as câmeras analógicas foram substituídas por modelos digitais e é possível criar arte sem papel. “Inclusive o fax sumiu! Até hoje, não sei onde ele foi parar”, brinca Marcelinho. E os telefones de mesa? “Áh, esses ainda estão lá, nas mesas, curtindo um ócio.”


Aliás, como será que eu  transfiro uma ligação… Vou aproveitar para dar uma conferida.


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Três agências experimentais e um legado https://mescla.cc/2020/08/06/tres-agencias-experimentais-e-um-legado/ https://mescla.cc/2020/08/06/tres-agencias-experimentais-e-um-legado/#respond Thu, 06 Aug 2020 20:49:16 +0000 http://mescla.cc/?p=13648 Em 1998, Thaís Rücker era estagiária na AgexJor. No andar de baixo, Cleia Marques estava começando a trabalhar como assistente na AgexRP. Bem próximo dali, 20 pessoas tocavam o ritmo acelerado da AgexPP. Nessa época, havia três agências experimentais, cada uma com sua sala própria. Elas ficavam localizadas no atual prédio D02, onde hoje estão […]

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Em 1998, Thaís Rücker era estagiária na AgexJor. No andar de baixo, Cleia Marques estava começando a trabalhar como assistente na AgexRP. Bem próximo dali, 20 pessoas tocavam o ritmo acelerado da AgexPP. Nessa época, havia três agências experimentais, cada uma com sua sala própria. Elas ficavam localizadas no atual prédio D02, onde hoje estão acomodados os laboratórios de TV e os cursos de Realização Audiovisual e Fotografia. 


Diferente da Agexcom que temos hoje, grande e colorida, as agências nasceram em salas pequenas, com equipamentos que foram sendo incrementados aos poucos pela Unisinos. “Tínhamos uma única bancada com cinco computadores”, conta Cleia, que ajudava a então professora Helenice Carvalho, na época responsável pela AgexRP, a organizar as atividades. “Nossa sala ficava no andar debaixo, onde estão hoje os estúdios de TV. As agências vizinhas ficavam no andar de cima”, recorda.


Mais tarde, houve a junção das três agências, tornando-as um único setor. Nascia a Agexcom, que completa neste mês de agosto seus 18 anos. “A divulgação desse acontecimento ficou conosco”, comenta Cleia. “Em 2003, quando foi inaugurado o Centro de Ciências da Comunicação, que hoje é parte da Escola da Indústria Criativa, a nova agência fez um grande trabalho. O convite, a organização, tudo foi feito por nós. E foi um evento muito prestigiado”, lembra.

Para Cleia, um dos prazeres diários era poder trabalhar com os estagiários e participar da energia construtiva dos estudantes (Foto: Arquivo Pessoal)


Foi logo depois disso que Cleia recebeu a oportunidade de trabalhar em outras áreas da Universidade. Atualmente, ela atua na Gerência de Serviços. “Eu saí da Agex, mas foi com dor no coração”, relembra. “Antes da agência, eu não tinha experiência como relações públicas. Era bancária e iria ser promovida, mas entreguei meu currículo para a Helenice e fiz o teste de seleção. Acabei entrando para a AgexRP.”


Quase completando 22 anos de trabalho na Unisinos, Cleia ainda se surpreende com essa ligação de longa data. “Ligação que começou na AgexRP e fluiu para a criação da Agexcom”, comenta, saudosa.


Pontapé inicial

Em 1998, Thaís dava seus primeiros passos como jornalista (Foto: Arquivo Pessoal)


“Funcionávamos como uma minirredação”, conta Rücker, hoje coordenadora de conteúdos premium do portal jornalístico GaúchaZH. “Tínhamos repórteres, editores, fotógrafos, diagramadores e uma secretária de redação.” Na pequena AgexJor, os alunos produziam o Jornal da Unisinos, ou J.U., como era conhecida a publicação impressa. A supervisão era de Thaís Furtado, professora e coordenadora da agência na época.


Para a jornalista, uma das pautas mais marcantes que produziu nessa época foi uma reportagem sobre histórias dos alunos que vinham de longe para a Unisinos, todos os dias. “Eu e o fotógrafo fomos até Lageado e voltamos de ônibus junto com os estudantes”, conta. “Dessa experiência, fui direto para outro estágio, e nunca mais parei.”


Para ela, o jornalismo trouxe também a oportunidade de conhecer várias partes do mundo e realização. “Agradeço muito por ter tido a oportunidade de vivenciar uma experiência prática de jornalismo enquanto ainda estava nos corredores da Unisinos”, diz, com saudade.

Com uma mesa e uma bagagem profissional maiores, Thaís segue como uma jornalista realizada (Foto: Arquivo Pessoal)


Cleia ressalta que os trabalhos realizados pela agência são um diferencial no aprendizado. “A demanda de trabalho sempre foi muito grande, todos os tipos de eventos pela universidade passam pela Agexcom. E são trabalhos reais. Na minha época, nós tivemos projetos importantes idealizados por estagiários, como o Espaço Pic, que ficava ao lado do Santander”, comenta.


Outros grandes projetos dessa fase foram o “Conversas com o diretor”, que reunia alunos do último ano com o diretor do Centro de Ciências da Comunicação para tomar um café e debater assuntos acadêmicos, e o “Coquetel para os formandos”. O coquetel se tornou tão importante para as formaturas que saiu da Comunicação e acabou abrangendo a universidade inteira. “Era um baita evento”, relembra Cleia. “As meninas vinham de vestido longo, os meninos de terno. Acontecia na clarabóia da Biblioteca. Convidávamos alunos para cantar e tocar.”


Dentre os eventos que foram extintos e estagiários que se formaram, os anos se passaram, mas o projeto de interação e discussão que surgiu no início da Agexcom persistiu. “O ambiente sempre foi muito gostoso”, concorda Cleia. “Discutíamos tudo, todo mundo junto. E os novos alunos chegando… É muito bom trabalhar com os estagiários, porque eles são muito rápidos. Tudo é mais fácil.”

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