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Primeiro curso interdisciplinar da Unisinos vai formar seus primeiros alunos
"Clara e Rafael contaram para o Mescla suas trajetórias no Bihat"
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Já se passaram quase três anos desde a criação do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Artes e Tecnologias da Unisinos. Com o Bihat, a Unisinos se tornou a primeira universidade privada do Sul do Brasil a ofertar um bacharelado interdisciplinar. E agora, no segundo semestre de 2020, teremos os dois primeiros formandos da história do curso!

Trata-se do Rafael Rothfuchs e da Clara Chittolina. Dois porto-alegrenses que descobriram no Bihat novas possibilidades, tanto no contexto acadêmico, quanto no profissional. Conversamos com o Rafael e a Clara para saber sobre como foi a experiência durante o curso e o que eles esperam do futuro.

O Bihat foi criado em 2017, voltado para a leitura das realidades e análise dos fenômenos socioculturais. O programa é composto por ofertas de atividades obrigatórias e outras compartilhadas com cursos da Unisinos, especialmente os da Escola da Indústria Criativa.

Mudando e projetando…nem que seja aos poucos

“Em cada semestre eu saía um pouco mais daquele quadradinho em que eu estava”, define Rafael, 22 anos, ao falar sobre a sensação que sentia no Bihat. O estudante, que é músico e compositor, conta que antes de estudar na Unisinos, cursava Publicidade e Propaganda em outra instituição do estado. Porém, o método de ensino começou a ser um problema: “Todo semestre eu tinha um crise existencial”, complementa.

Com uma “cabeça projetista”, como próprio se define, Rafael revela a importância do Bihat para entender e contextualizar melhor o mundo em que vivemos: “Tem coisas no curso que transcendem qualquer tipo de regularidade. Nós questionamos tudo”.

Os projeto laboratoriais, junto com os cursos de Moda e Design, também foram fundamentais no desenvolvimento da sua trajetória: “Foi muito importante essa troca de ideias, mundos e visões diferentes”, explica o estudante.

Apesar de trabalhar atualmente com a música, Rafael revela que, no futuro, deseja atuar em projetos com diferentes tipos de pessoas e ideias, sempre levando em consideração um dos ensinamentos que o curso lhe trouxe: o olhar multifacetado sobre o mesmo objeto.

“Aprendi a ser um fanático por esse curso!”, revela Rafael Rothfuchs (Foto: Arquivo Pessoal)

Expandindo a criatividade

Para a Clara, 19 anos, o primeiro contato com o Bihat foi através da indicação de um dos professores responsáveis pela criação do curso, Tuti Giorgi, que também era professor do curso de Design. A estudante também cursa Publicidade e Propaganda na UFRGS.

“Fiquei muito encantada pelo curso, pois era uma coisa que eu nunca tinha visto antes” define Clara ao lembrar que, somando a isto, por ser interdisciplinar, reúne assuntos que ela sempre achou interessante: “Surgiam coisas que a gente nem imaginava ter ligação…e todo conhecimento é válido e a partir dele podemos estabelecer relações”, completa. O número reduzido de estudantes também colaborou para uma maior proximidade com os professores, o que também fez a diferença, segundo ela. 

Para o futuro, Clara não tem muitas respostas. E nem pretende ter. Como ela mesmo diz, pode ser que se aproxime do campo da Publicidade, mas não tem certeza, só sabe que quer seguir na comunicação. “Espero que só entre mais gente no curso, que ela seja cada vez mais conhecido!”

“No final, é uma sensação de “Meu deus, que loucura, está acabando!” misturado com “Meu deus, deu tudo certo!”, define Clara Chittolina (Foto: Arquivo Pessoal)

A trajetória dos estudantes orgulha o professor e também coordenador do curso, Micael Behs: “Tanto a Clara, quanto o Rafael ingressarão no mercado de trabalho com a capacidade de transitar entre áreas, mas, além disso, com capacidade crítico-reflexiva apurada”, explica Micael.

O coordenador aproveitou para fazer uma síntese sobre como os principais pilares de conhecimento do curso podem beneficiar os futuros diplomados: “Do contato com as artes, eles se tornam mais criativos, conseguindo enxergar o mundo para além do que está posto.  Das humanidades, adquirem um lastro de conhecimentos filosóficos e culturais imprescindíveis para a formação de um profissional ético e sensível, capaz de atuar de forma responsável em diferentes cenários sociais. E, das tecnologias, certamente desenvolvem um tipo de raciocínio complexo.” reforçou o professor.

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