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Arquivos virada sustentável - Portal da Indústria Criativa https://mescla.cc/tag/virada-sustentavel/ Informação, inovação, tendências e eventos. O Mescla reúne tudo que você precisa saber sobre a Indústria Criativa. Thu, 25 Apr 2019 21:43:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 Para repensar a Educação https://mescla.cc/2018/04/11/para-repensar-educacao/ https://mescla.cc/2018/04/11/para-repensar-educacao/#respond Wed, 11 Apr 2018 17:37:59 +0000 http://mescla.cc/?p=5327 Texto: Eduarda Bitencourt e Giulia Godoy Movidos por uma insatisfação com as práticas de educação tradicionais, Camila Alexandrini, Mariana Aydos e Tiago Martins de Morais se uniram para criar o Fora da Asa. Definidos como professores, inquietos e insatisfeitos, o trio viveu “uma crise compartilhada” sobre a educação. “A gente quer dar uma contribuição para essa insatisfação que move os professores e todos os envolvidos na escola. Esse movimento se coloca tanto […]

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Texto: Eduarda Bitencourt e Giulia Godoy
Movidos por uma insatisfação com as práticas de educação tradicionais, Camila Alexandrini, Mariana Aydos e Tiago Martins de Morais se uniram para criar o Fora da Asa. Definidos como professores, inquietos e insatisfeitos, o trio viveu “uma crise compartilhada” sobre a educação. “A gente quer dar uma contribuição para essa insatisfação que move os professores e todos os envolvidos na escola. Esse movimento se coloca tanto numa prática reflexiva quanto numa prática operacional”, explica Camila.  

A contribuição pode ser vista no último sábado (7/4) durante a Virada Sustentável, que ocorreu na Casa de Cultura Mário Quintana. Transformando o auditório Luís Cosme em uma grande sala de aula onde todos contribuíam igualmente, o Fora da Asa propôs repensar a forma de trabalhar com a educação.  Pedindo que se pensasse sobre a relação entre escola e as palavras “disciplina, controle, corpo, conteúdo, emoção e vida”, o debate se iniciou. 

Foto: Natan Cauduro

Professores dos mais variados níveis de escolaridade apresentaram vivências de sala de aula. A questão do controle e do corpo foram destaque na conversa. Diversos relatos apresentaram que muitas vezes não se percebe que o corpo está interligado com todo o processo de aprendizagem. Criando uma educação mais humana e mais contato com o ambiente, os educandos serão mais intuitivos e entenderão melhor a sua presença no espaço educacional. “Estamos aqui, no momento presente, e ao se colocar nesse espaço, a gente pode experimentar esse espaço de maneiras diferentes e se relacionar com ele de maneiras diferentes”, ressalta Camila.  

Como enfrentar os problemas? 

Durante a segunda palestra realizada pelo grupo Fora da Asa na Virada Sustentável, os espectadores puderam participar de uma dinâmica um pouco diferente para debater design thinking para uma educação saudável. Logo nos primeiros minutos, foi proposto que eles resolvessem um problema. Os palestrantes Tiago Martins de Morais e Camila Alexandrini estavam deitados no chão do auditório, e o público tinha que encontrar uma solução. 

Uma das principais propostas do debate foi a maneira como lidamos com situações problemáticas, erros e falhas, e como é necessário perceber o real sentido dela. De acordo com mais uma das idealizadoras do projeto e mediadora do debate, professora Mariana Aydos, resolver o problema é a parte mais fácil. “A gente é treinado para buscar soluções, a gente cria soluções, mas qual é a real questão?” 

Para entender como encontrar o real sentido do problema, é necessário entender a metodologia do design thinking. “Quando se recebe uma informação, é necessário primeiro divergir o pensamento sobre ela. Antes de chegar em uma questão e resolver ela, a gente tem que abrir a nossa cabeça para mais possibilidades” conclui a professora Mariana.  

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Uma virada de cores, música e sustentabilidade https://mescla.cc/2018/04/11/uma-virada-de-cores-musica-e-sustentabilidade/ https://mescla.cc/2018/04/11/uma-virada-de-cores-musica-e-sustentabilidade/#respond Wed, 11 Apr 2018 17:37:12 +0000 http://mescla.cc/?p=5305 Texto: Kellen Dalbosco e Gabriel Aita Ost Porto Alegre acordava lentamente na manhã de sábado (dia 7/4) quando a Casa de Cultura Mario Quintana começava a movimentar-se. O sol batia tímido no Jardim Lutzenberger, terraço do edifício cor de rosa, quando um biólogo entrou para fazer a manutenção do local. No hall, a exposição “O Rio na Casa” dava boas vindas àqueles que encaravam os incontáveis lances de escada para vê-la.   As 24 fotos que mostram a Capital a […]

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Texto: Kellen Dalbosco e Gabriel Aita Ost

Porto Alegre acordava lentamente na manhã de sábado (dia 7/4) quando a Casa de Cultura Mario Quintana começava a movimentar-se. O sol batia tímido no Jardim Lutzenberger, terraço do edifício cor de rosa, quando um biólogo entrou para fazer a manutenção do local. No hall, a exposição “O Rio na Casa” dava boas vindas àqueles que encaravam os incontáveis lances de escada para vê-la.  

As 24 fotos que mostram a Capital a partir da vista dos barcos Cisne Negro e Catamarã, registram as paisagens vistas sob o olhar do Guaíba. O projeto de Leonardo Selister e Cláu Paranhas mostra a importância daquela que os autores chamam de “o bem mais precioso e ameaçado do planeta: a água”. O ensaio também chama a atenção para a presença do rio que banha Porto Alegre.  

Foram dezenas de atividades no sábado pela manhã, algumas simultâneas. Quem descia para o térreo não teve tempo para descansar. Logo no hall de entrada da Casa, os atores do Oigalê Teatro de Rua agitavam o público com badulaques e cantoria.  Cheios de cores e músicas, o grupo abordou a importância da valorização da água. Eles prenderam a atenção de quem passava por lá e deixaram uma mensagem “o futuro não é raio lazer e naves voadoras, o futuro é água”.  

No lado de dentro, as salas foram tomadas por debates e conversas inspiradoras sobre educação, meio-ambiente, consumo, produções sustentáveis, mercado de trabalho e outros assuntos. Entre o público presente estavam empresários, educadores, estudantes e comunidade em modo geral, se revezavam trocando ideias e experiências.  

Ao final da manhã, quando o sol já estava a pino e a cidade no ritmo costumeiro, o grupo BatuKatu se apresentou no Palco Líberty, montado na calçada da Rua 7 de Setembro. O projeto, que se denomina como um “Núcleo de Estudos e Vivência em Música Corporal”, usa os corpos dos artistas como percussão e suas vozes como melodia. O resultado foi um público engajado, que participou da apresentação cantando, batendo palmas e dançando.

Crianças, adultos e idosos se encantaram com a música do grupo e mesmo os de passagem paravam em frente ao palco. A apresentação, que teve direito até à roda de ciranda, trouxe, nesta ocasião em especial, fragmentos de composições famosas de artistas brasileiras, como forma de homenagem à mulher. Eles buscaram abordar a problemática da violência e do desrespeito à população feminina e pregaram a igualdade, independentemente de cor, classe ou gênero.  

A Virada Sustentável deixa saudades na cidade, que pela terceira vez recebeu o evento. O que fica são ideias fervilhando e anseio por mudanças. 

 

Galeria de fotos:

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Paz, justiça e instituições eficazes são tema na Virada Sustentável https://mescla.cc/2018/04/09/paz-justica-e-instituicoes-eficazes-sao-tema-na-virada-sustentavel/ https://mescla.cc/2018/04/09/paz-justica-e-instituicoes-eficazes-sao-tema-na-virada-sustentavel/#respond Mon, 09 Apr 2018 21:24:00 +0000 http://mescla.cc/?p=5280 Nesta última sexta-feira (06/04) ocorreu, no campus Unisinos Porto Alegre, parte das atividades da Virada Sustentável, iniciativa que difunde e amplia a informação sobre sustentabilidade na sociedade. Na 3ª edição do evento assuntos relacionados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) ganharam destaque. A mesa de debates número 3 abordou o […]

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Nesta última sexta-feira (06/04) ocorreu, no campus Unisinos Porto Alegre, parte das atividades da Virada Sustentável, iniciativa que difunde e amplia a informação sobre sustentabilidade na sociedade. Na 3ª edição do evento assuntos relacionados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) ganharam destaque. A mesa de debates número 3 abordou o tema “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”. Francisco Marshall, professor doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mediou os debates. O painel foi formado pelo prof. Dr.José Vicente Tavares (UFRGS), Fernando Schmitt, fotógrafo, professor e jornalista e, por fim, pelo doutor em Sociologia Padre Ivo Follmann.

Na sala 808 o objetivo da ONU escolhido foi o 16, que diz, em linhas gerais, que sugere a promoção de sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, além de proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. José Vicente, diretor do Instituto Latino Americano (ILEA), foi o primeiro palestrante. Ele reforçou a ideia da necessidade de buscarmos a multidisciplinaridade. “É preciso combater a fragmentação do conhecimento, pois estamos cada vez mais especialistas e sabemos menos”. O ILEA trabalha questões sociais sobre violência, paz,  sustentabilidade, sem restrições de investigação. Vicente esclarece que sem um saber geral nos tornamos deficientes em nossas áreas específicas.

Foto: Thamyres Thomazini

Vestindo uma camisa com a escrita “o que você vê?”, Fernando Schmitt exemplificou como as imagens tensionam os textos. Apresentando imagens diferentes em uma mesma frase, cada uma delas gerou reações e interpretações distintas e até contraditórias. “Imagens são atos que nos afetam, nos fazem refletir e agir. Imagens, textos e sons se conectam juntos na produção de discursos mais poderosos. A minha provocação foi casar texto, fragmentos das ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) com imagens para perceber como elas influenciam. Minha ideia não é produzir um discurso político, mas mostrar a política no discurso”, salientou o fotógrafo e jornalista Schmitt sobre como desenvolveria sua fala.

Foto: Thamyres Thomazini

 

O último convidado, Padre Ivo Follmann, se declarou um militante da transdisciplinaridade. “No momento em que a universidade conseguir derrubar seus muros, ela vai deixar de ficar isolada em seu conhecimento. Há o risco de ficar obsoleta se não implementar e promover a transdisciplinaridade”, expôs ao iniciar a apresentação. Trazendo também como foco a  “ecologia integral”, o professor da Unisinos citou os três pilares necessários para sua implementação. Para ele, só teremos paz e justiça se as instituições forem eficazes em promover o reconhecimento do outro, o compromisso social e o cuidado com os dons da criação.

Foto: Thamyres Thomazini

Para finalizar o encontro, um círculo de debate com os presentes foi formado, visando a discussão e reflexão dos assuntos propostos anteriormente. Aos poucos a timidez foi deixada de lado e as opiniões começaram a surgir. Professores da rede municipal, gestores, mestrandos e graduandos argumentaram sobre como a sustentabilidade passa pelas relações sociais, políticas públicas, por todos os níveis. Entre as falas, a importância da consciência ser trabalhada desde a infância ganhou espaço. “Ser consciente é algo que deve ser construído desde sempre. As crianças devem ter um espaço de grande importância neste ciclo de conhecimento e ensinamento de sustentabilidade”, disse um dos participantes.

 

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Erradicação da pobreza, educação e ideias fervilhando por mudança https://mescla.cc/2018/04/09/erradicacao-da-pobreza-educacao-e-ideias-fervilhando-por-mudanca/ https://mescla.cc/2018/04/09/erradicacao-da-pobreza-educacao-e-ideias-fervilhando-por-mudanca/#respond Mon, 09 Apr 2018 21:17:29 +0000 http://mescla.cc/?p=5273 (Colaboração: Luiza Soares) Em 2015, a União das Nações Unidas (ONU) lançou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) para serem alcançados por todos os países até o ano de 2030. A 3ª edição da Virada Sustentável, sediada na cidade de Porto Alegre, reuniu painéis de debates e atividades sobre todas as ODSs. Na sexta-feira (06/04), […]

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(Colaboração: Luiza Soares)

Em 2015, a União das Nações Unidas (ONU) lançou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) para serem alcançados por todos os países até o ano de 2030. A 3ª edição da Virada Sustentável, sediada na cidade de Porto Alegre, reuniu painéis de debates e atividades sobre todas as ODSs. Na sexta-feira (06/04), um dos pontos de encontro foi o campus da Unisinos na cidade, onde o oitavo andar do prédio reuniu dezenas de pessoas em diferentes salas, com o objetivo de compartilhar conhecimentos e ideias sobre diferentes temas.

Na mesa “Erradicação da Pobreza e Redução das Desigualdades”, o engenheiro metalúrgico e professor da Unisinos Carlos Moraes mediou a fala de três participantes, que abordaram temas como desigualdade, pobreza, desafios da educação e oportunidades. A ideia era que cada convidado realizasse uma fala inicial, com cerca de 20 min, e lançasse questionamentos ao público. Depois deste primeiro momento, foram feitos grupos de debate e, ao final, ideias foram lançadas para a turma.

Fotos: Luiza Soares

O professor Antonio David Cattani abriu a conversa. Ele trouxe problemáticas quanto ao entendimento comum de que a riqueza é almejada e a pobreza desprezada. “A riqueza é vista como algo positivo e a pobreza um problema. Até um tempo atrás, a própria ONU falava em ‘combate à pobreza'”. Ele intrigou os presentes ao levantar a dúvida sobre a verdadeira origem das grandes fortunas no Brasil, o pagamento de impostos dos retentores desta riqueza e a distribuição de renda.

“Como resolver este problema (pobreza) se ele depende do mesmo sistema político que protege os ricos?”. Cattani trouxe a ideia de que este quadro dificilmente será mudado com pequenas atitudes individuais e contou sua experiência com projetos com este objetivo. Ele disse que cada sistema tem suas dificuldades de mudança por ser macro, mas não desestimulou os presentes em almejarem mudanças.

Professor Antonio David Cattani

Seguindo a linha de pensamento, a gestora ambiental Joice Pinho Maciel trouxe dados sobre catadores de resíduos do Brasil e, em especial, do Vale do Rio dos Sinos. O perfil socioeconômico e político da classe de trabalhadores, trazido por ela, ajudaram os presentes a pensar em sustentabilidade. Ela trouxe os dados de que 90% de todo material reciclado no Brasil passa pelas mãos de catadores, e lançou a certeza de que estes profissionais são explorados ao longo da cadeia.

Gestora ambiental Joice Pinho Maciel

Para finalizar as falas, o professor de história Rodrigo Nickel apresentou a rede Emancipa, que é um movimento social de emancipação escolar. Uma das principais ideias defendidas pelo grupo é universalização da universidade, que poderia ser conquistada através da extinção de vestibulares para o ingresso em cursos de educação superior. Ele proporcionou ao público uma dimensão do trabalho da rede, que hoje conta com cerca de 10 mil pessoas envolvidas com o trabalho em todo o Brasil. O projeto, que começou com cursinhos pré-vestibulares, hoje trabalha com temáticas como feminismo e antirracismo.

Professor de história Rodrigo Nickel

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A parte verde das paisagens urbanas https://mescla.cc/2018/04/09/parte-verde-das-paisagens-urbanas/ https://mescla.cc/2018/04/09/parte-verde-das-paisagens-urbanas/#respond Mon, 09 Apr 2018 20:55:06 +0000 http://mescla.cc/?p=5255 Mudar o imaginário sobre cidade e refletir sobre as possibilidades foram os objetivos da mesa 5, realizada sexta (6/4) na Unisinos Porto Alegre durante a Virada Sustentável. Debatendo sobre Cidades e Comunidades Sustentáveis, três painelistas e um público de aproximadamente 40 pessoas interagiram para provar que a cidade é mais do que edificações, concreto e barulho.  O professor e pesquisador Rualdo Menegat abriu a fala da tarde retomando as ideias das […]

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Mudar o imaginário sobre cidade e refletir sobre as possibilidades foram os objetivos da mesa 5, realizada sexta (6/4) na Unisinos Porto Alegre durante a Virada Sustentável. Debatendo sobre Cidades e Comunidades Sustentáveis, três painelistas e um público de aproximadamente 40 pessoas interagiram para provar que a cidade é mais do que edificações, concreto e barulho. 

O professor e pesquisador Rualdo Menegat abriu a fala da tarde retomando as ideias das primeiras cidades, as aldeias. Partilhando técnicas e artefatos, elas se organizavam conforme a paisagem e não exploravam a natureza. A população aumentou e as aldeias viraram cidades, mas ainda é possível conviver em harmonia com o ambiente. Nesse sentido, ele ressalta que “o lugar é o que desenha as cidades, não o contrário”. Mas superando as questões locais, Menegat refletiu sobre as cidades serem mais que um espaço físico – elas compreendem aspectos culturais e comunidades. É necessário entender que as pessoas também são parte e influenciam esse ambiente.  Ressaltando a importância da disseminação desse conhecimento, Rualdo afirma “Um dos maiores impulsionadores dessa cultura é a escola”.   

O segundo palestrante, o empresário João Manoel Feijó, explorou a melhor funcionalidade de paredes e muros “verdes”. Mostrou que a vegetação nas construções traz um melhor relacionamento entre as comunidades e o meio em que elas vivem, principalmente aquelas que se instalam na beira de arroios ou em áreas urbanas que tendem a alagar. João é diretor da empresa Ecotelhado, ganhadora de diversos prêmio ambientais, que produz soluções conscientes. O que a lançou no mercado foi o próprio Ecotelhado, que absorve 30% da água da chuva e também é um isolante térmico. 

O último palestrante da mesa, o fotógrafo Marco Antônio Filho, revelou a pequena e interiorana cidade de Tainhas, no Rio Grande do Sul, pertencente à uma antiga rota de comércio de madeira. O vilarejo fica entre São Francisco de Paula e Cambará. Desde que deixou de fazer parte da rota, a população, que antes tinha uma visão de avanço comercial, passou a compreender o tempo de maneira diferente. Lá, o cotidiano é visto de maneira cíclica. As coisas crescem, mudam, se transformam e morrem. Dessa forma, seus habitantes levam a vida, regidos a fases da natureza. 

Com as ideias ainda fervilhando na cabeça após a fala dos painelistas, o grupo se dividiu para apresentar cases de cidades e comunidades sustentáveis. Hortas, escolas, projetos de reaproveitamento e sistemas de trocas baseados no tempo da natureza foram expostos ao grande grupo. Inspirados e motivacionados, o grupo de alunos, professores e profissionais saiu com a certeza que a sustentabilidade é movida pela coletividade. 

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Virada Sustentável tem como tema central educação e desafios https://mescla.cc/2018/04/02/virada-sustentavel-tem-como-tema-central-educacao-e-desafios/ https://mescla.cc/2018/04/02/virada-sustentavel-tem-como-tema-central-educacao-e-desafios/#respond Mon, 02 Apr 2018 21:01:49 +0000 http://mescla.cc/?p=5169 A Capital gaúcha será palco de dezenas de debates sobre desigualdades sociais, cidades sustentáveis, consumo responsável, água potável e saneamento, paz, justiça e instituições eficazes e colaboratividade. A 3ª edição da Virada Sustentável ocorre nos dias 6,7 e 8 de abril em diferentes pontos da cidade. Além de abordar a educação como tema principal, o […]

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A Capital gaúcha será palco de dezenas de debates sobre desigualdades sociais, cidades sustentáveis, consumo responsável, água potável e saneamento, paz, justiça e instituições eficazes e colaboratividade. A 3ª edição da Virada Sustentável ocorre nos dias 6,7 e 8 de abril em diferentes pontos da cidade.

Além de abordar a educação como tema principal, o evento terá cerca de 200 atividades simultâneas em diversos locais da Capital. Cinco lugares, chamados de Ecopontos, terão destaque na programação: Casa de Cultura Mario Quintana, Associação Cultural Vila Flores, Parque da Redenção, campus Unisinos Porto Alegre e SESC Protásio Alves. As atividades são gratuitas e abertas ao público. A programação completa pode ser acessada clicando aqui.

Nesta edição estão disponíveis 14 roteiros, denominados Trilhas, que englobam as atividades por temas: Acessibilidade; Ações descentralizadas; Bem estar e esporte; Cinema, literatura e artes visuais; Circo, teatro e dança; Consumo responsável; Ecogastronomia; Educação; Empreendedorismo sustentável; Mulheres de Virada; Música; Nossas águas; Viradinha Kids e Vozes negras. As Trilhas são inspiradas nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) elaborados pela ONU.

Fernando Gabeira /Reprodução Facebook

O escritor, jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira realizará a conferência de abertura do seminário sobre o tema central, no Teatro da Unisinos. Gabeira é conhecido por se envolver em causas ambientais, culturais e éticas e também por ser ativista nas áreas da liberdade individual e ecologia. Durante o dia, haverá cinco mesas com convidados especialistas debatendo sobre os temas: Erradicação da Pobreza e Redução das Desigualdades; Paz, Justiça e Instituições Eficazes; Consumo e Produção Responsáveis; e Cidades e Comunidades Sustentáveis. O evento será no dia 6 de abril, das 9h30min às 18h. Para participar, deve se inscrever gratuitamente aqui.

A Virada também ocorre em pontos espalhados pela capital, como Morro do Osso, Vila Santo André, Lomba do Pinheiro, Esquina democrática, Vila dos Ferroviários, Praça Julio Mesquita, e contará com oficinas em escolas, shows musicais e visitas por projetos sustentáveis em comunidades da cidade. Para ver o roteiro da Trilha Ações Descentralizadas clique aqui. O evento ainda oferece a Pedalada da Virada, atividades de lazer e uma oficina de tênis para quem quer aprender sobre o esporte. O roteiro da Trilha Bem Estar e Esportes está disponível aqui

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